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Política

Lula cobra PT em festa: ‘Eleição vai ser uma guerra e temos que estar preparados’

Presidente discursou em evento de aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores

Em um discurso com ares de discussão de relacionamento, o presidente defendeu a formação de alianças amplas e afirmou que o partido “não está com essa bola toda” em todos os estados. “Temos que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições. Um acordo político é uma coisa tática para gente poder governar esse país. E estamos mais sabidos, muito mais preparados”, afirmou

O presidente iniciou seu discurso relembrando a fundação do PT nos anos 1980. Relembrou as bandeiras históricas da legenda, disse que o partido não pode se igualar à direita em uma política movida pelo dinheiro.

“A política apodreceu. Vocês que são candidatos sabem como está o mercado eleitoral nesse país, quanto custa um cabo eleitoral, quanto custa um vereador, quanto custa cada candidatura nesse país. É uma vergonha”, afirmou.

Na sequência, criticou o volume de dinheiro envolvido nas campanhas eleitorais e disse sentir saudade dos tempos em que o partido vendia camisetas para custear os comícios: “Agora é dinheiro rolando para tudo quanto é lado”.

O presidente cobrou uma autocrítica do PT por ter sido a favor das emendas impositivas, aprovadas no Congresso, e classificou o volume desses recursos como “um sequestro” das verbas do Executivo para que deputados e senadores gastem como quiserem.

“Vocês têm obrigação de não deixar que partido vá para a vala comum da política desse país”, afirmou
Também destacou que o PT precisa se fortalecer na sociedade: “É o partido que tem que ser forte, não é o Lula. O Lula é uma pessoa física, vocês são uma pessoa jurídica que não pode acabar”, afirmou.

Ainda segundo Lula, o PT precisa ir para a periferia e conversar com o povo, incluindo os evangélicos, lembrando que maioria deles recebem benefícios do governo federal. Depois das cobranças, encerrou o discurso em tom otimista, afirmando que o PT só perde a eleição presidencial para si mesmo.

“A eleição vai ser uma guerra e temos que estar preparados para ela para ganhar em alto nível. Vamos nos preparar. Sabiam eu estou motivado para cacete porque o que está em jogo não é só ganhar as eleições, precisamos pensar em um outro projeto para esse país, para despertar corações”, afirmou.

O evento foi uma espécie de pontapé inicial para as eleições de outubro. O presidente aproveitou o ato para mobilizar a militância e indicar as diretrizes da campanha, que incluem a defesa do legado das gestões petistas, o combate a privilégios e pautas como o fim da escala 6×1. A aposta é um discurso ideológico para enfrentar a direita bolsonarista na eleição.

A Bahia foi escolhida para sediar as celebrações dos 46 anos do PT como forma de reafirmar a importância eleitoral do estado, que deu uma frente de quatro milhões de votos a Lula na disputa contra Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno em 2022.

Mais cedo, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a construção de um amplo arco de alianças será crucial para a reeleição do presidente.

“Temos que ter capacidade de fazer alianças partidárias e como a sociedade. Não podemos ter dúvidas do que é central. Nada é mais importante do que a eleição do presidente Lula”, afirmou.

Ele ainda defendeu a importância de eleger senadores comprometidos como a democracia e citou a meta de eleger ao menos um deputado do PT em cada estado brasileiro e ampliar as bancadas nos estados onde a sigla já tem representantes na Câmara dos Deputados.

Edinho também destacou a importância de resgatar bandeiras históricas como o orçamento participativo, que poderia ser uma espécie de contraponto às emendas impositivas, e disse que só o PT pode ser um partido antissistema.

“Se queremos ser um partido antissistema, temos que fazer que os ricos paguem imposto e os trabalhadores deixem de pagar. Se queremos ser um partido do antissistema, temos que defender fim da jornada 6×1 e debater uma forma de custeio para que a gente universalizar a tarifa zero”, afirmou.

Lula chegou à Bahia na sexta-feira (6) para participar de uma cerimônia de entrega de ambulâncias, de Unidade Odontológicas Móveis e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde. Pela tarde, o presidente fez uma visita ao Santuário de Santa Dulce dos Pobres, na capital baiana, segundo o ICL.

Na tarde deste sábado, o presidente e a primeira-dama Janja participam de um almoço na casa do cantor e compositor Gilberto Gil, que foi ministro da Cultura no primeiro mandato de Lula.


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Brasil Mundo

Governo Lula vê risco de interferência de Trump na eleição brasileira de 2026

Avaliação interna aponta que ações recentes dos EUA na América Latina podem se repetir no Brasil e influenciar o cenário eleitoral

247 – O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a relação institucional com Washington não elimina o risco de uma eventual interferência externa no processo eleitoral brasileiro de 2026. Integrantes do Palácio do Planalto consideram que, mesmo diante de gestos recentes de distensão, os Estados Unidos podem adotar estratégias semelhantes às observadas em eleições de outros países da América Latina.

A análise foi revelada em reportagem da Folha de S.Paulo, que ouviu um alto funcionário do governo brasileiro. Segundo essa avaliação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ter feito apenas um recuo tático ao retirar parte das tarifas sobre produtos brasileiros e suspender sanções baseadas na Lei Magnitsky, após a tentativa frustrada de impedir a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No entendimento do governo brasileiro, a preocupação se baseia em precedentes recentes. Na eleição legislativa da Argentina, Trump condicionou a liberação de um pacote de ajuda financeira de US$ 20 bilhões a um bom desempenho eleitoral do partido do presidente Javier Milei. Já em Honduras, durante o pleito presidencial, Trump apoiou publicamente o candidato da ultradireita, Nasry “Tito” Asfura.

Nesse contexto, a presidente hondurenha, Xiomara Castro, afirmou que houve um “golpe eleitoral” motivado pela “interferência do presidente dos Estados Unidos”. Antes da votação, Trump declarou que a candidata governista, Rixi Moncada, era comunista e que sua eventual vitória entregaria o país à Venezuela.

Às vésperas da eleição em Honduras, Trump concedeu indulto ao ex-presidente Juan Orlando Hernández, aliado de Asfura, que havia sido condenado a 45 anos de prisão por tráfico de cocaína para os Estados Unidos. Passado quase um mês do pleito, o país ainda não tem um resultado oficial. Asfura lidera por margem estreita sobre o conservador Salvador Nasralla, enquanto uma apuração especial segue em andamento.

Na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA revogou um visto e cassou outro de duas autoridades eleitorais hondurenhas ligadas ao partido de Xiomara Castro, sob a alegação de que estariam interferindo na apuração dos votos. Para o governo brasileiro, esse conjunto de ações reforça a necessidade de criar mecanismos de proteção contra possíveis interferências externas.

Entre essas medidas, autoridades citam a adoção de “vacinas”, como a ampliação da cooperação bilateral com os Estados Unidos no combate ao crime transnacional, anunciada recentemente. Segundo o 247, integrantes do governo disseram que essa estratégia também teve caráter preventivo para bloquear tentativas de grupos bolsonaristas de solicitar uma intervenção americana no Brasil sob o argumento do combate ao crime organizado.

O Planalto avalia que a agenda internacional terá um peso inédito na disputa presidencial de 2026. A percepção interna é de que Trump deve apoiar abertamente o candidato da direita brasileira, alinhado ideologicamente ao atual governo dos Estados Unidos.


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Política

Se tem gente que sabe que Lula vencerá a eleição em 2026, possivelmente no 1º turno, é gente rica. Daí a pantomima midiática

Quais justificativas para “explicar” números tão díspares nas pesquisas em relação ao aumento de qualidade de vida no Brasil?

Isso é tecnicamente impossível.

O problema é que o uso farto de uma manipulação “técnica” sem que possamos aferir na prática sua veracidade, deixa tudo na base do dito pelo não dito.

A própria alma das pesquisas muda dependendo inclusive do dia do mês.

Mas não é só isso.

O teatro que o mercado faz para dar boas e más notícias do governo, funciona a partir de seus interesses.

O importante é produzir azia coletiva na população.

Por essa razão, a toda hora se cava uma publicação negativa sobre o governo Lula.

O objetivo não é outro, senão o de tentar impedir um Lula ainda mais forte, com possibilidade de vencer a eleição no 1º turno.

Um Lula politicamente mais forte nas urnas pode aprofundar as reformas na busca por mais equilíbrio social entre pobres e ricos.
Isso é tudo que a elite não quer ouvir falar.

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Opinião

Direita sai menor da eleição

Clique em internet não ganha jogo, diria João Saldanha.

Os candidatos da direita, todos sabem, em debates, se ficarem mudos afundam, se abrirem a boca, afundam também. Não foi sem motivos que Bolsonaro correu da raia dos debates em 2018 com medo de Haddad.

Ou seja, nada de novo no front.

Tivemos algumas situações que mereceram comentários, como a ripada que Ramagem deu em seu padrinho político no estado do Rio, Claudio Castro, em um sopro de sincericídio, classificando o bolostrô de medíocre. Mas isso não reconfigura o mapa da disputa. Fica só nas gargalhadas que provoca.

Nunes é aquilo, uma mironga crua, sem sal e sem recheio.

Marçal tem Marçal como principal aliado e também inimigo.

A direita não tem menu. Não tem projeto pra nada, só o de poder.

Lacração, já deu no saco. Poucos aderem a essas caras e bocas com chamadas escandalosas nas redes. Os atributos dos candidatos de direita têm um modelo padrão. Ninguém tem categoria para sair jogando. É dar bico para onde o nariz aponta.

Na verdade, nem um rascunho, ou um rabisco de projeto político é visto com candidatos de direita.

O resultado não poderia ser outro, a direita sai menor, mais usada e desgastada dessas eleições para prefeito depois do velório político de Bolsonaro.

Pior. não tem mais no Brasil, outra categoria de direita.

Tudo é uma meleca só.

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Mundo

Pois é, Javier Milei, da extrema direita, vence a eleição na Argentina

O representante da extrema-direita à presidência da Argentina, Javier Milei (La Libertad Avanza), venceu a disputa em segundo turno neste domingo (19). Embora o resultado não tenha sido divulgado, a vitória do candidato oposicionista foi reconhecida pelo seu adversário, Sergio Massa (Unión Por La Patria), atual ministro da Economia.

A apuração provisória deverá ser divulgada daqui a pouco. Pelo sistema eleitoral argentino, o resultado provisório se dá a partir dos dados enviados pelo Ministério do Interior de cada seção e que são enviados para a Direção Nacional Eleitoral. A contagem oficial de votos começa 48h depois do fim da votação. A posse está prevista para 10 de dezembro. Ainda assim, o resultado provisório já é considerado como o indicativo de qual candidato venceu as eleições.

Javier Milei é o presidente eleito pela maioria dos argentinos para os próximos quatro anos”, afirmou Massa. “Foi uma campanha muito longa e difícil, com conotações duras e espero que o respeito por quem pensa diferente seja estabelecido na Argentina”, acrescentou. O instituto AtlasIntel projeta vitória de Milei com 52,5%.

A vitória do candidato de extrema-direita representa um avanço para o grupo político na América do Sul. No Brasil, Milei teve o apoio da família de Jair Bolsonaro (PL) e de seus seguidores. Ligado ao peronismo, Sergio Massa tinha o apoio declarado do PT.

Com a vitória de Milei, a direita espera retomar o espaço perdido nos últimos quatro anos na América do Sul. Em 2019, presidentes considerados de direita comandavam dez dos 12 países do subcontinente. Hoje, são apenas três.

A candidata que alcançou o terceiro lugar nas eleições presidenciais da Argentina, Patrícia Bullrich, apoiou oficialmente Milei no segundo turno da disputa. Ela teve 23% dos votos. Ex-ministra do ex-presidente Maurício Macri, Bullrich faz parte da direita argentina e é adepta de um modelo econômico liberal.

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Reclusão e inoperância: Bolsonaro trabalhou apenas 36,5 horas desde que perdeu a eleição

Cálculo considera dados da agenda oficial do Planalto; em um mês, foram três dias úteis inteiros sem atividade.

De acordo com o Brasil de Fato, o presidente Jair Bolsonaro (PL) trabalhou apenas 36 horas e 30 minutos no primeiro mês após a derrota no segundo turno das eleições, entre os dias 31 de outubro e 30 de novembro. Levando em conta os 23 dias úteis desse intervalo – tirando finais de semana e feriados – o candidato derrotado à reeleição trabalhou uma média diária de somente cerca de 1 hora e 35 minutos.

Os cálculos consideram os dados dos compromissos registrados na agenda oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, que documenta a duração de cada atividade presidencial. Nesse período, considerando a escala de segunda a sexta, o ex-capitão passou três dias úteis sem nenhum tipo de compromisso oficial.

Entre 1º de novembro, uma terça-feira, e o dia 3, por exemplo, houve um vácuo de quase 48 horas no meio da semana sem encontros oficialmente identificados, até que o presidente recebeu o ministro da Secretaria de Governo da Presidência, Célio Faria Júnior, no Palácio da Alvorada.

Entre os perfis identificados nas agendas, figuram ministros de Estado, assessores pessoais, parlamentares atuantes no Congresso Nacional ou recém-eleitos pelas urnas, bem como alguns poucos interlocutores de grupos de interesse. É o caso do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Fierj), Eduardo Eugenio Gouveia, que esteve com o presidente na última terça (29).

Bolsonaro não compareceu, por exemplo, à COP27, a conferência das Nações Unidas sobre o clima, realizada de 6 a 18 de novembro, no Egito, nem à reunião da cúpula do G20, na Indonésia, que teve início dia 14. No dia 25, ele interrompeu o jejum de viagens e se deslocou para Guaratinguetá (SP), de onde partiria no dia seguinte para Resende (RJ), com o intuito de participar da Cerimônia do Aspirantado 2022, organizada pela Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). A ida a eventos de cunho militar tem sido uma das marcas de seu governo.

Desde que se tornou o primeiro presidente a fracassar na busca da reeleição após o primeiro mandato, Bolsonaro tem se mantido boa parte do tempo recluso no Palácio da Alvorada, residência oficial, com uma rotina bem menos dinâmica do que de costume, além de pouco comunicativa nas redes sociais, seu principal canal de comunicação com apoiadores e sociedade em geral. Logo na primeira semana após a derrota, o ex-capitão alegou erisipela, infecção cutânea que se manifesta nas pernas.

Foram poucos os compromissos cumpridos, sendo a maior parte das agendas sediadas no próprio Alvorada. O freio nas atividades presidenciais acabou deslocando o centro do poder para outro espaço, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde operam, em Brasília (DF), os núcleos da equipe de transição de governo liderada por Lula. O local virou o principal ponto de atração para imprensa, internautas, lideranças da sociedade civil, entre outros segmentos.

O amortecimento dos trabalhos no Planalto chamou a atenção de opositores a ponto de ir parar no sistema de Justiça: na semana passada, parlamentares do PSOL em São Paulo provocaram a Procuradoria-Geral da República (PGR) com uma notícia-crime que acusa Bolsonaro de abandono de cargo público e pede investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre o caso. A queixa partiu do vereador de São Paulo Celso Giannazi, do deputado estadual Carlos Giannazi e da primeira suplente da sigla no estado para a Câmara dos Deputados, Luciene Cavalcante.

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PL vai ao TSE, pede anulação de parte dos votos e diz que Bolsonaro ganhou no segundo turno

Partido do ainda presidente entrou com representação no tribunal e, sem apresentar qualquer prova de fraude, solicita a anulação dos votos de 279.336 urnas.

O PL, partido do ainda presidente Jair Bolsonaro, protocolou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (22), uma representação em que pede a anulação de parte dos votos computados no segundo turno das eleições, sem apresentar qualquer prova concreta de fraude, e ainda diz, segundo o site O Antagonista, que Bolsonaro teria vencido o segundo turno.

Na ação, a legenda diz que os votos de 279.336 urnas eletrônica de modelos anteriores ao do ano de 2020 devem ser anulados, sob a alegação de que elas teriam apresentado “mau funcionamento”. O PL diz que, com a anulação desses votos, Bolsonaro teria vencido o segundo turno da eleição com 51%.

A representação é assinada pelo advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa e traz como “provas” a “auditoria” feita pelo Instituto Voto Legal (IVL), contratado pelo partido de Bolsonaro.

*Com Forum

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Opinião

Enquanto um jornal francês anuncia Lula como a estrela da COP27, aqui no Brasil bolsonaristas não aceitam sua eleição

Através de transmissão em redes e podcast de direita,  bolsonaristas tentam alucinadamente a anulação controlada das eleições. Ou seja, as urnas eletrônicas que elegeram Lula, mas que também elegeram governadores, deputados, senadores bolsonaristas, mas para o gado premiado as urnas foram fraudadas, mas de forma seletiva.

A fraude, segundo eles, foi só com os votos em Lula, o que, por si só, é uma piada pronta. Na verdade, é uma rua sem saída para esses idiotas.

Na realidade, Bolsonaro sabe que não há a menor chance de anular a eleição, o que ele tenta é fazer uma barreira de contenção no judiciário para se livrar da cadeia, utilizando manifestações em frente a quartéis do exército, como assombração de lençol, ao passo que joga com a mesma técnica da milícia contra o STF, ameaçando a integridade física dos ministros, inclusive fora do país.

O fato é que Bolsonaro já não existe mais como governante, nem para os brasileiros, nem para o mundo. Hoje, Bolsonaro está reduzido a uma vertigem do gado que não tem nada para fazer na vida.

Duas semanas após sua derrota, somente os abestados acreditam na volta do Messias. Eles ficam tomando chuva na cabeça enquanto Bolsonaro usa a manete para controlar essa xepa de zumbis que sobrou para ele.

O fato é que acabou o discurso com um desgaste gigantesco para as Forças Armadas, sobretudo por culpa de generais da reserva que, já com os pés na cova e com a calça de pijama e a gandola verde oliva empoeirada.

É exatamente isso que sobrou do tal bolsonarismo, tanto que essa gente agora fala sozinha, enquanto Lula fala ao planeta como a grande estrela da COP27 no Egito.

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Bolsonaro intensifica uso da máquina para tentar ganhar eleição; especialistas veem violação

Chefe do Executivo usa Alvorada para anunciar apoios e dispara série de medidas com recursos públicos buscando ganhos na corrida presidencial.

Segundo a Folha, após encerrar o primeiro turno das eleições cinco pontos atrás de seu principal adversário nas urnas, o presidente Jair Bolsonaro (PL) intensificou o uso da máquina pública a seu favor na tentativa de virar o placar.

Nos últimos dias, o chefe do Executivo usou as dependências do Palácio da Alvorada, residência oficial dos presidentes da República, para anunciar apoios de aliados em mais de uma ocasião —em uma clara violação à legislação eleitoral, segundo especialistas consultados pela Folha.

O governo também disparou uma série de medidas buscando efeitos positivos na campanha, como antecipação do pagamento de benefícios sociais pela Caixa, inclusão de novas famílias no programa Auxílio Brasil, perdão de débitos de famílias endividadas e nomeação de concursados da PF (Polícia Federal) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Algumas dessas iniciativas foram anunciadas publicamente, em entrevistas coletivas com presença de autoridades do governo, em pleno período de defeso eleitoral, quando normas para gastos públicos e comunicação institucional são mais restritas.

As condutas podem motivar representações junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de iniciativa de partidos políticos, coligações, candidatos ou do Ministério Público Eleitoral, e resultar em sanções que vão de multa à cassação do mandato —ou inelegibilidade, caso Bolsonaro seja derrotado nas urnas.

O advogado Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, representante jurídico da campanha do presidente, foi procurado, mas não se manifestou até a conclusão desta reportagem. Carvalho Neto foi ministro do TSE entre 2014 e 2021.

A corte já avalia se Bolsonaro incorreu em crime eleitoral em razão dos atos do 7 de Setembro, em que foi acusado por adversários de transformar um evento público na Esplanada dos Ministérios em comício. Na visão de especialistas em direito e integrantes da Justiça Eleitoral, eventuais decisões para torná-lo inelegível, neste caso, são improváveis.

Ações recentes podem suscitar novos questionamentos. Parte da agenda positiva do governo antes do segundo turno está calcada na divulgação de uma série de benefícios criados ou ampliados em pleno ano eleitoral, graças a uma PEC (proposta de emenda à Constituição) aprovada pelo Congresso.

Em julho, os parlamentares autorizaram Bolsonaro a injetar R$ 41,25 bilhões em benefícios sociais, apesar de a legislação eleitoral proibir esse tipo de medida no ano de eleição —justamente para evitar o uso da máquina em favor de um dos candidatos. Uma PEC tem maior força legal do que uma lei ordinária.

A estratégia era turbinar as ações voltadas à baixa renda, público que dá mais votos a seu principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de todos os esforços, o presidente terminou o primeiro turno atrás do petista. Por isso, o governo decidiu intensificar a divulgação das ações e lançar novas promessas.

Na terça-feira (4), a presidente da Caixa, Daniella Marques, e o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, convocaram a imprensa para anunciar a antecipação dos pagamentos do Auxílio Brasil. Eles também indicaram a inclusão de 500 mil novas famílias no programa e sinalizaram que o empréstimo consignado (contratação de um crédito mediante autorização de desconto da parcela diretamente do benefício) deve ser destravado ainda neste mês.

Na quinta-feira (5), Marques reapareceu publicamente para anunciar um perdão de até 90% em dívidas de clientes do banco, requentando uma iniciativa que já existe desde 2019.

A advogada eleitoral Juliana Markendorf Noda, membro da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político), afirma que os auxílios, embora aprovados por meio de uma PEC, violam o princípio da anualidade previsto na Constituição. “Uma lei não pode alterar o processo eleitoral que será realizado no mesmo ano”, afirma.

Para ela, a alteração do pleito não se dá apenas pelas regras de funcionamento da votação, mas também pelo contexto político e econômico da disputa. Nesse sentido, ela entende que os auxílios turbinados alteraram substancialmente as condições políticas da eleição. Essa visão é corroborada por ex-ministros do TSE.

A análise da divulgação das medidas pelas autoridades, por sua vez, é uma zona mais cinzenta na visão da advogada. Segundo ela, o enquadramento nas vedações exige uma comprovação do caráter eleitoreiro do anúncio.

Procurada, a Caixa disse que “a realização de entrevistas ou reportagens relativas às atividades mercadológicas não ofende a legislação eleitoral”. Segundo o banco, cartilhas internas a respeito dos limites da atuação dos agentes públicos em períodos de campanhas eleitorais orientam a conduta dos dirigentes.

Bolsonaro, por sua vez, realizou anúncios diários no Palácio da Alvorada entre terça e quinta, nos quais recebeu o endosso público de governadores reeleitos como Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e Ratinho Jr. (PSD), do Paraná. Ao todo, 11 governadores já declararam apoio ao chefe do Executivo.

Um ex-ministro do TSE ouvido pela Folha avalia que os anúncios feitos no Palácio da Alvorada após o primeiro turno ferem a legislação eleitoral. Ele cita o artigo 73 da Lei nº 9.504, de 1997, segundo o qual é proibido aos agentes públicos “ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à administração direta ou indireta”.

A norma prevê uma exceção: titulares de cargos do Executivo nas esferas federal, estadual ou municipal, podem usar as residências oficiais para reuniões de campanha, desde que os encontros não tenham caráter de ato público.

Para o ex-ministro, porém, a partir do instante em que Bolsonaro sai aos jardins, ainda nas dependências do palácio, e anuncia apoios diante das câmeras, e com ampla exposição nas redes sociais, fica configurado o caráter público.

Editada no fim dos anos 1990, a Lei nº 9.504 atualizou procedimentos após a emenda à Constituição que passou a admitir a reeleição.

A norma autorizou o uso das residências oficiais por questões práticas, de economicidade, ao dispensar toda uma mobilização de aparato de segurança que seria exigida para deslocamento dos mandatários para reuniões em outros locais.

O TSE, inclusive, confirmou o dispositivo nas eleições presidenciais de 2014, ao julgar uma representação do PSDB, que acusou a então presidente Dilma Rousseff (PT), uma candidata à reeleição, de ter violado a regra após uma foto de uma reunião com líderes do PT no Palácio da Alvorada ter sido exibida no site do Instituto Lula. Os tucanos reivindicavam veto ao uso do local pela petista para supostos fins eleitorais.

“O ato de se publicar ou ilustrar determinado fato num sítio de internet, ou em qualquer outro veículo de comunicação e divulgação, não tem, por si, o poder de convertê-lo em ato público, considerada a inteligência da norma para os fins eleitorais”, diz trecho do voto do ministro Admar Gonzaga, relator da matéria.

A jurisprudência da corte eleitoral, no entanto, muda em função da atualização nos meios de comunicação, do avanço das redes sociais, como lembra um ex-corregedor-geral Eleitoral.

Resultado disso, segundo ele, foi a recente proibição imposta a Bolsonaro pelo TSE, que o proibiu de realizar lives transmitidas a partir do Alvorada.

A advogada Juliana Noda também entende que houve violação. “A utilização do espaço remete ao que aconteceu na embaixada em Londres [onde Bolsonaro discursou em ato considerado como eleitoral pelo TSE]. É uma conduta vedada e pode caracterizar abuso de poder político e econômico”, diz.

Antes do início do defeso eleitoral, em 2 de julho, ministros da área econômica foram orientados a evitar exaltação de feitos do governo que pudessem parecer propaganda eleitoral, bem como fugir de comparações com gestões passadas. Nem sempre isso tem sido seguido.

O governo já usou a estrutura estatal de rádio e TV para veicular 24 minutos de entrevista do ministro Paulo Guedes (Economia) exaltando o desempenho da economia em transmissão para todo o Brasil a 17 dias do primeiro turno das eleições. Na quinta-feira (6), o canal exibiu um pronunciamento de ministros, entre eles Guedes, em que ele novamente destacou aspectos que ele considera positivos da atual gestão.

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Consultoria Eurasia diz que Lula tem 65% de chance de vencer a eleição presidencial

Lula precisa conquistar menos votos do que Jair Bolsonaro.

De acordo com o Valor Econômico, diante do retrato apresentado pelas urnas no domingo (2), o Eurasia Group reduziu as apostas na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República, de 70% para 65%. É que a distância entre o petista e o segundo colocado, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição, foi menor que o esperado na disputa do primeiro turno das eleições.

Lula teve 48,4% dos votos e Bolsonaro, 43,2%, uma distância de cinco pontos em comparação à média dos levantamentos de intenção de votos, que mostravam o petista com média de 8 a 10 pontos à frente. Apesar disso, a consultoria reafirma Lula como favorito numa corrida eleitoral mais “apertada” no segundo turno.

Ademais, em caso de vitória, o petista terá menos “margem de manobra” no Congresso Nacional após os resultados das urnas para senadores e deputados.

“[Lula é favorito] Não apenas porque ele superou Bolsonaro em cinco pontos e estava perto da maioria absoluta, mas porque sua liderança no segundo turno provavelmente crescerá em 1 a 2 pontos, dada a divisão dos candidatos restantes”, diz a análise assinada por Christopher Garman, diretor para as Américas do Eurasia Group, e outros executivos da empresa.

Lula continua como favorito na avaliação da Eurasia, porque, embora as pesquisas subestimassem o apoio a Bolsonaro, elas não estavam tão erradas quanto à parcela de votos do candidato da esquerda. O percentual obtido pelo PT dos votos válidos está próximo do que a maioria das pesquisas previam (a média foi de 47% – 48%).

Segundo a análise, a campanha de Lula terá de buscar apenas 1,6% dos 8% de eleitores que apoiam candidatos da chamada terceira via para empurrá-lo para mais de 50%. Na leitura do Eurasia Group, 8% do eleitorado que votou em outros candidatos vão “rachar” um pouco a favor de Lula.

Herança de votos

“Simone Tebet, que recebeu pouco mais de 4% dos votos, por exemplo, deve ser favorável a Lula”, diz o texto, sobre a candidata do MDB. Já os apoiadores de Ciro Gomes (PDT), que encerrou a noite com 3% dos votos, podem se dividir uniformemente, e os 1% restantes de Soraya Thronicke (União Brasil) e Felipe D’Avila (Novo) tendem a migrar para Bolsonaro, avaliam os especialistas.

Assumindo uma divisão de 60/40 desta votação a favor de Lula, reitera a análise, o quadro pode indicar que as pesquisas de segundo turno publicadas no início desta semana mostrem Lula com 53% dos votos contra 47% para Bolsonaro, projeta o Eurasia. “Mesmo que Bolsonaro consiga 70% dos votos restantes dos outros candidatos — uma suposição otimista — ele ainda ficaria aquém de uma vitória no segundo turno, pois chegaria a 49%”.

O cenário sugere, dizem os analistas, que, para vencer, Bolsonaro terá que convencer os eleitores que apoiaram Lula no primeiro turno a mudar seus votos. “Lula parece mais forte na questão principal desta eleição, uma mistura de preocupações sociais e econômicas”, diz ainda a análise.

Uma das razões pelas quais o Eurasia Group nunca reduziu as chances de Bolsonaro vencer para muito abaixo de 30% vem da aprovação do governo. De acordo com dados de mais de 300 eleições coletadas pela Ipsos Public Affairs, governantes com 40% de aprovação antes da campanha — foi caso de Bolsonaro — tendem a ganhar pouco mais da metade das eleições.

Ademais, é positivo para o atual presidente que a economia esteja melhorando, e ele terá mais quatro semanas para tornar mais eficaz sua mensagem na campanha, apresentando um conjunto mais robusto de propostas para combater a desigualdade social e o alto custo de vida. Lula também teria que cometer alguns erros, o que é “improvável, mas possível”, diz a análise.

Um desempenho melhor do que era esperado dos partidos de direita que apoiam Bolsonaro nos Estados e no Congresso terá repercussões políticas a um eventual governo Lula. Segundo a consultoria, é fator que trará mais dificuldades para a aprovação de medidas que aumentem impostos — o que já seria difícil —, o que, por sua vez, acaba por moderar algumas das ambições políticas de eventual governo petista.

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