Categorias
Brasil

Brasil é quem define como combate e classifica o crime, diz Planalto

Governo critica família Bolsonaro por buscar “intervenção estrangeira”

O governo afirmou, nesta sexta-feira (29), que são os brasileiros que definem como o crime é classificado e combatido dentro do território do país, com suas instituições, leis e forças de segurança. O Palácio do Planalto afirmou também, em nota, que a família Bolsonaro tem buscado uma intervenção estrangeira no Brasil.

“O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”, diz a nota do Palácio do Planalto.

O posicionamento é uma resposta à decisão dos Estados Unidos (EUA) de classificarem organizações narcotraficantes como terroristas. Para especialistas, a decisão pode servir como pretexto para intervenção no país.

Para o Planalto, a medida dos EUA pode prejudicar o combate ao crime, a economia e o sistema financeiro, além de sistemas inovadores como o Pix.

“Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, diz o comunicado.

Os EUA têm investigado o Pix do Brasil por suposta “concorrência desleal”. O mecanismo prejudica comercialmente empresas financeiras dos EUA.

Família Bolsonaro
Para o governo brasileiro, a família Bolsonaro tem buscado provocar o governo de Donald Trump para que intervenha no país.

“É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”, acrescenta o comunicado.

O pré-candidato à presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se encontrou com o presidente Donald Trump, nesta semana, tendo pedido ao chefe da Casa Branca para classificar grupos narcotraficantes no Brasil como terroristas.

Ainda segundo o Planalto, “traidores” tentam manipulada politicamente o debate sobre o tema.

“A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros”, disse o Palácio do Planalto.

Terrorismo
O governo ainda reconheceu, no comunicado, que o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias “praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias”.

Porém, argumenta que não se pode misturar esse terror, usado para obter lucro, com o terrorismo internacional com motivações políticas, religiosas ou ideológicas.

“Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa ‘Brasil contra o Crime Organizado’, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima”, diz o governo.

*Agência Brasil


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Brasil Mundo

Em pacto com bolsonarismo, Trump põe Brasil no foco de sua ‘guerra’ pela América Latina

Decisão de designar PCC e CV como terroristas é parte da estratégia da Casa Branca de controle militar na América Latina

Com Flávio Bolsonaro e a extrema direita brasileira, o governo de Donald Trump anuncia que designarão os grupos criminosos PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras, abrindo o caminho para adotar sanções e mesmo medidas militares contra os criminosos. Ao classificar os grupos como terroristas, o governo dos EUA também transforma suas bases e operações em alvos legítimos de um ataque militar, mesmo em território estrangeiro, e transforma o Brasil no foco de sua doutrina de controle da América Latina.

Nos últimos meses, documentos da Casa Branca explicitaram que havia uma intenção deliberada de militarizar a região e colocar os cartéis como foco do combate contra o terrorismo internacional. Combater o PCC e o CV, portanto, passou a ser apenas um argumento para chegar a esses objetivos.

Pela doutrina americana, o combate ao terrorismo internacional justifica ações em qualquer parte do mundo, inclusive violando a soberania de países.

Para representantes do alto escalão do Palácio do Planalto, a decisão de Trump agora coloca o Brasil como alvo de sua “guerra”.

Bomba atômica
A decisão une, no fundo, os interesses bolsonaristas à estratégia militar de Trump. O gesto foi interpretado pelo governo brasileiro como uma tentativa de Flávio Bolsonaro de usar uma ‘bomba atômica’ para salvar sua candidatura para presidente e tentar, assim, enterrar a crise envolvendo sua relação com Daniel Vorcaro.

O recurso à designação do crime organizado como grupos terroristas ainda é a esperança do bolsonarismo para obrigar o país inteiro a debater a nova realidade no cenário político nacional, deixando suas polêmicas em segundo plano.

O trunfo de Flávio foi ainda visto como uma manobra para se apresentar como a suposta liderança para tratar de crime organizado e ainda sufoca outros nomes da direita que, diante de sua crise com Vorcaro, esperavam que ele abandonasse a corrida.

Para o governo brasileiro, porém, o gesto é tanto uma ingerência na eleição brasileira como uma violação da soberania.

Flávio Bolsonaro não tinha viagem planejada para os EUA. Mas, diante dos questionamentos até mesmo por aliados sobre a viabilidade de sua candidatura, o filho do ex-presidente tentou um “tudo ou nada” em Washington.

Com o anúncio, o PCC e o CV entraram numa lista que já inclui mais de uma dezena de outras organizações criminosas da região. São elas:

México: Cartel de Sinaloa, Cartel Jalisco Nova Geração , Cartel do Golfo, Los Zetas;
Colômbia: Clã do Golfo;
Haiti: G9 e Família;
Equador: Los Choneros.

A decisão ainda corre o risco de abalar a suposta “boa química” que existiria entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. O combate ao crime organizado foi um dos principais pontos da reunião entre os dois líderes, há duas semanas.

Mas uma decisão dessa natureza ameaça descarrilhar o trabalho diplomático de aproximação. O governo brasileiro acreditava que havia neutralizado o risco ao propor um programa conjunto para lidar com o crime organizado.

A pauta não se limita ao combate ao crime. Entre diplomatas, o tema é também um instrumento político de pressão. A classificação como terroristas era uma reivindicação de bolsonaristas que, ao colocar o tema como centro da relação com o Brasil, buscam o envolvimento direto do governo Trump na agenda doméstica do país.

Flávio Bolsonaro chegou a sugerir a necessidade de uma ação americana em território brasileiro. Ele recebeu uma delegação americana ainda em 2025 para debater o tema e deu seu sinal favorável à medida. Um suposto dossiê ainda foi preparado pelo governo de Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, e mandado para a Casa Branca, com detalhes sobre os grupos criminosos.

Dentro do governo, existe ainda a suspeita de que informações possam ter sido passadas pelo ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, Alexandre Ramagem, e que hoje vive nos EUA.

Ao ICL Notícias, a chefia da Polícia Federal confirmou que sequer aceitou receber essa delegação do Departamento de Estado norte-americano, em 2025, que queria convencer o Brasil a também classificar os grupos como terroristas. A delegação acabou sendo recebida pelo Ministério da Justiça e pelo Itamaraty e, em ambos, ouviu que o Brasil não seguiria na mesma linha.

Em 2025, um informe do Departamento de Estado norte-americano obtido pela reportagem indicou que “a organização criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC) e cartéis do México e da Colômbia intensificaram suas atividades na Bolívia”. “Esses atores representam novos e significativos desafios para o controle do narcotráfico na Bolívia”, disse.

Num outro trecho, o informa aponta que “as organizações transnacionais de narcotráfico, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC), representam a principal ameaça à segurança nacional do Brasil”. “Segundo a Polícia Federal (PF), o PCC opera em 22 dos 27 estados brasileiros e atua em pelo menos 16 países ao redor do mundo, incluindo os Estados Unidos”, apontou.

Alvo militar e sanções
Um dos temores das autoridades brasileiras é de que, com a designação, as operações do PCC e do CV se transformem em alvos legítimos de ataques militares dos EUA.

Semanas depois de designar grupos colombianos como terroristas, o governo Trump intensificou os ataques contra barcos na costa do país sul-americano.

Nas últimas semanas, o governo Trump lançou ofensivas contra o narcotráfico no México e no Equador. Em ambos, o discurso foi de que se tratou de uma operação conjunta. Mas, entre latino-americanos, a “cooperação” é apenas uma forma de os governos locais se justificarem diante de suas populações.

Trump ainda sinalizou seu interesse em transformar o tema do narcotráfico num instrumento de controle da região. O americano, ao lado de uma dezena de países latino-americanos em março, anunciou a criação de uma “aliança” militar contra os grupos criminosos.

Seu discurso foi revelador. Num certo momento, ele explicou que fará com o narcotráfico o mesmo que os EUA fizeram com o Estado Islâmico. Ou seja, bombardear em territórios estrangeiros.

Em um tom de brincadeira, ele ainda avisou aos demais presidentes da região: “vocês querem mísseis? Posso também bombardear. Esses mísseis são precisos”.

*Jamil Chade/ICL

Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Política

A nova cascata fuleira de Eduardo Bolsonaro mostra o tanto que o clã sentiu o tranco das mais recentes pesquisas

Primeira coisa a se lembrar, da comédia da facada sem sangue e sem faca, para o genocida fugir do debate com Haddad por motivos óbvios.

Somente isso já basta para entender a chamada do vídeo de Eduado Bolsonaro, dizendo que sua família foi atacada nos EUA, afirmando que aliados do PCC, do Intercept, bateram na porta de sua casa, no Texas, e importunaram sua família.

Eduardo contou essa versão exclusiva sem corar, de forma seca, fresca para usar como abrigo da pedrada que estão levando das pesquisas e não de Intercept ou PCC.

O distribuidor de cascatas que, nos EUA, opera cotra o povo brasileiro e o Brasil, sentiu que a queda livre nas pesquisas, de seu irmão e comparsa, Flavio Bolsonaro, está fora de controle.

É desespero que chama.

Isso é um produto importado do Brasil por Eduardo daquela facada fuleira para tentar produzir uma reação positiva diante do desespero e até dos fatos que detonaram Flavio e, lógico, usar o mesmo quite de mentiras, sem qualquer inspiração, para servir de apara bomba que ainda explodirá na cabeça do mano bandido.

Os filhotes de Bolsonaro se comportam, ora como animais, ora como crianças para ver se mantêm o produto político do papai para voltar ao poder e fazer a esbórnia que fizeram no Brasil de 2019 a 2022, sem falar da tentativa de golpe em 2023.

Esse vigarista só mostra que não tem compromisso moral nenhum com seu próprio curral eleitoral. É também por isso que a campanha de Flavio está na merda.

Isso acontece no mesmo momento em que o senador Cajuru, na tribuna, de frente para Flavio Bolsonaro, denuncia que ele não assinou nenhum pedido de CPI do Banco Master, desmascarando o vigarista.

Com essa nova mentíra que beira o ridículo, Eduardo só consegue provar que essa família é formada pelo piores pilantras do Basil.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Política

PF investiga se dinheiro de filme sobre Jair Bolsonaro financiou mansão de Eduardo nos EUA

Suspeita é de que fundo administrado por advogado da família tenha sido usado para burlar bloqueios judiciais do STF

Polícia Federal (PF) investiga se uma complexa estrutura financeira montada no estado do Texas, nos Estados Unidos, foi utilizada para lavar dinheiro e burlar bloqueios judiciais impostos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo, neste sábado (16).

O foco das investigações é a compra de uma residência em Arlington, no Texas, no valor de R$ 3,6 milhões, realizada em fevereiro pelo Mercury Legacy Trust. O fundo privado é controlado por Paulo Calixto, advogado migratório e de negócios de Eduardo Bolsonaro em solo estadunidense. O Texas é o mesmo estado onde o filho do ex-presidente reside atualmente.

Triangulação com o Banco Master

Calixto também administra o Havengate Development Fund, entidade que recebeu parte dos R$ 61 milhões repassados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entre fevereiro e maio de 2025. As transferências foram feitas por meio da empresa Entre Investimentos e Participações.

A captação desses milhões foi intermediada diretamente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, sob a justificativa de que os valores seriam integralmente aplicados na produção cinematográfica. Mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil mostram que Flávio chegou a cobrar Vorcaro por parcelas atrasadas em novembro do ano passado, um dia antes de o banqueiro ser preso.

A PF desconfia que o argumento do filme serviu de fachada e que parte do montante milionário foi desviada para blindar o patrimônio de Eduardo Bolsonaro e subsidiar sua permanência nos EUA longe do alcance da Justiça brasileira.

Além do advogado Paulo Calixto, os documentos de compra do imóvel no Texas trazem o nome de André Porciuncula, ex-policial militar e ex-braço direito de Mario Frias na Secretaria Especial da Cultura durante o governo Bolsonaro. Frias é apontado como o idealizador do filme.

Aliados de Eduardo Bolsonaro apontam Porciuncula como o principal “operador” das atividades e da logística do ex-deputado nos Estados Unidos.

Outro lado

Ao jornal Folha de S. Paulo, o senador Flávio Bolsonaro admitiu ter solicitado os recursos ao dono do Banco Master, mas negou que o dinheiro tenha sustentado o irmão no exterior.

Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para classificar a investigação da PF como “tola”. O ex-parlamentar argumentou que suas regras de visto e o status migratório não permitiriam o recebimento de valores de fundos de investimento. Ele defendeu a idoneidade de Paulo Calixto e afirmou que apenas apresentou o advogado a Mario Frias para ajudar na captação do filme, cuja produção é estadunidense para evitar “perseguição política” no Brasil.

André Porciuncula afirmou por mensagens que a casa em Arlington não tem vínculo com Eduardo Bolsonaro ou com o Banco Master. Ao ser questionado sobre quem seria o real beneficiário do imóvel de R$ 3,6 milhões, Porciuncula declarou que a informação “não é de interesse público.”

*BdF


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Política

Rede de holdings de Eduardo Bolsonaro nos EUA desperta atenção de investigadores

Uma das empresas tinha endereço numa residência no Texas; fechamento de empresas ocorre no mesmo dia

Desde que se mudou para os EUA, Eduardo Bolsonaro tem se dedicado a conspirar contra o Brasil. Mas outra de suas atividades tem sido a participação sua e de sócios em empresas e holdings.

Hoje, as revelações sobre o fluxo de dinheiro de Daniel Vorcaro para a suposta produção de um filme sobre Jair Bolsonaro levaram a Polícia Federal a examinar cenários nos quais os recursos podem ter chegado até Eduardo Bolsonaro. Parte do dinheiro foi enviado para os EUA, em empresas de aliados da família.

O ex-deputado foi às redes sociais nesta semana negar que tenha recebido qualquer recurso. Mas fontes nas investigações apontam que um dos caminhos da apuração será a atividade de abertura e fechamento de empresas em território americano, tanto em seu nome como em nome de sócios.

Não necessariamente o foco será apenas relacionado com a data de cobrança do senador Flavio Bolsonaro a Daniel Vorcaro.

Abrir uma empresa holding nos EUA é legal, inclusive para estrangeiros. É seu abastecimento e uso que podem gerar dúvidas.

Umas delas é uma holding registrada em nome de Eduardo Bolsonaro e que tinha seu endereço em uma residência na cidade de Arlington, Texas.

Dados oficiais do registro do estado norte-americano apontam que a Braz Global Holding tinha apenas três sócios, entre eles, o filho do ex-presidente Bolsonaro.

A Braz Global Holding foi registrada em 18 de março de 2023, justamente enquanto o pai de Eduardo havia se mudado temporariamente para os EUA depois de perder a eleição e se recusar a entregar a faixa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A revelação da existência da empresa foi feita pela Agência Pública.

Um dos sócios era André Porciuncula Esteves, que ocupou, por alguns meses, a Secretária de Fomento e Incentivos da Cultura no governo Bolsonaro. Era seu escritório que lidava com a lei Rouanet. O incentivo, atacado pelo bolsonarismo, teve um incremento durante sua gestão. Antes de entrar para o governo, Esteves era policial militar na Bahia.

Outro sócio era Paulo Generoso. Era em seu endereço em Arlington, no Texas, que a empresa registrou sua sede.

Mas documentos mostram que a empresa foi fechada em 18 de abril de 2024, no mesmo dia em que outra companhia também foi encerrada.

Essa segunda empresa é a Liber Group Brasil. Nesse caso, Eduardo Bolsonaro não aparece como sócio. A empresa tinha apenas Generoso e Esteves como membros. Paulo Generoso também assina o fechamento dessa empresa, mas na condição de “presidente”.

Generoso, influenciador e empresário, esteve nos acampamentos diante de quartéis e disseminou desinformação sobre o 8 de janeiro de 2023.

Os informes indicam que o encerramento das atividades ocorreu de forma “voluntária” e que não foi apresentado nenhum motivo.

Ele é ainda um dos fundadores do Movimento República de Curitiba, criado em 2016 para apoiar a operação Lava Jato. Generoso foi amplamente favorável aos atos diante do quartel-general do Exército em Brasília, depois da derrota de Bolsonaro nas urnas.

Em 15 de novembro de 2022, ele postou uma foto do ex-presidente em suas redes e indicou que o PL iria pedir a anulação da eleição.

*Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Brasil Mundo

Com ameaça e chantagem, EUA minam ação do Brasil em defesa da população negra

Proposta do Brasil de criar uma Declaração Interamericana é alvo de uma pressão diplomática de Trump

O governo de Donald Trump nos EUA não aceita a proposta do Brasil de criar uma Declaração Interamericana dos Direitos das Pessoas Afrodescendentes. O ICL Notícias apurou com exclusividade que a diplomacia do país está operando uma forte pressão sobre diversos países das Américas para impedir que o documento seja negociado.

O caso, porém, se transformou num espelho da capacidade dos EUA de ditar seus interesses na América Latina, orquestrando o apoio da extrema direita na região e combinando as alianças com ameaças e chantagem contra governos mais vulneráveis.

Desde o começo de 2025, Brasil e Colômbia vêm liderando a negociação de uma futura Declaração Interamericana, com o objetivo de adotá-la na Assembleia Geral da OEA no final de junho, no Panamá.

Segundo observadores que tiveram acesso ao documento, trata-se de uma declaração inovadora e que, em sua versão atual, conta com 28 artigos substantivos e disposições finais, organizados em torno de quatro eixos temáticos fundamentais: Reconhecimento, Justiça, Desenvolvimento, e Gênero e Interseccionalidade.

Na avaliação de seus proponentes, esses temas refletem as principais demandas históricas das pessoas e dos povos afrodescendentes na região.

Desde o ano passado, 14 reuniões de negociação permitiram que um acordo fosse obtido sobre mais da metade do texto. O governo dos EUA, ao longo de todo o ano de 2025, se recusou a participar do processo.

Mas, faltando um mês e meio para a Assembleia, a diplomacia de Trump resolveu agir para paralisar as negociações.

Para isso, buscou apoio em seu grupo de países mais alinhados, e muitos deles governados pela extrema-direita. Assim, o esforço de minar o processo passou a contar com o apoio de Argentina, El Salvador, Honduras, Paraguai, Peru, Equador e outros.

A operação por parte de Trump também passa pelo Caribe, região que possui grande população afrodescendente e vinha se engajando nas negociações em bloco. Segundo diplomatas, o grupo também sentiu a pressão norte-americana.

Os embaixadores do Haiti, Jamaica e Belize receberam ultimatos. Outros países menores da região também receberam recados de que a insistência em levar a Declaração para a Assembleia Geral seria encarada como afronta aos EUA.

Diante da debilidade de vários desses governos, a pressão surtiu efeito. Em reunião da Comissão encarregada do tema na OEA, diversos países pediram mais tempo para negociar, defendendo que não se envie o texto à próxima assembleia, mesmo tendo ainda seis semanas que poderiam ser usadas para fechar o texto.

O embaixador dos EUA, Leandro Rizzuto, na linha do voto contrário de seu país na ONU à resolução que definiu o tráfico transatlântico de escravizados como crime contra a humanidade, disse a interlocutores de diversos países que não admitirá que o tema dos direitos dos afrodescendentes conste da agenda da Assembleia Geral.

Para além da pauta de defesa do movimento negro, o episódio demonstra a subordinação de diversos países aos desígnios dos EUA, mesmo em assuntos que deveriam ser consensuais e constituem prioridade retórica dos respectivos governos.

Segundo diplomata brasileiro familiarizado com as negociações, “o cenário não apenas revela a debilidade de alguns países para defender seus próprios interesses e valores diante do unilateralismo do país hegemônico na região, mas também confirma a adesão automática de grupo de países ao ideário anti-direitos, que tende a naturalizar a discriminação e a exclusão de grupos vulneráveis”.

*Jamil Chade;ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Brasil Mundo

Brasil supera EUA e lidera ranking global dos investimentos chineses

Em 2025, os chinenses aplicaram no país US$ 6,1 bilhões distribuídos em 52 projetos

O Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) divulgou que o Brasil assumiu a primeira colocação do ranking global de investimentos da China no exterior. Em 2025, os chinenses aplicaram no país US$ 6,1 bilhões distribuídos em 52 projetos.

Desse modo, houve um crescimento de 45% em valor e 33% em número de empreendimentos em relação ao ano anterior.

“Esse desempenho colocou o Brasil como principal destino global dos investimentos chineses naquele ano, respondendo por cerca de 11% do total aplicado pela China no exterior, um resultado expressivo”, diz nota do CEBC.

O Brasil superou os Estados Unidos, que detêm 6,8% dos aportes globais feitos pelos chinenses, seguido da Guiana com 5,7%, Indonésia com 5,4% e Cazaquistão com 4,4%.

Do ponto de vista setorial, houve uma mudança relevante na composição dos aportes. Segundo a CEBC, o setor de eletricidade manteve a liderança em termos de valor, com forte concentração em projetos de energia renovável e transmissão, mas os investimentos em mineração mais que triplicaram, atingindo sua maior participação histórica.

“Esse movimento reflete o interesse estratégico da China por minerais críticos como cobre, níquel, ouro, grafite e terras raras. A crescente presença de empresas chinesas na mineração dialoga diretamente com o avanço de investimentos na indústria de veículos eletrificados, outro destaque de 2025”, diz o Conselho.

O balanço da entidade aponta que, a despeito desses grandes aportes em energia, mineração e setor automotivo, destaca-se a diversificação crescente dos investimentos chineses, segundo o Vermelho.

Por exemplo, houve expansão para áreas como Tecnologia da Informação, logística, manufaturas de eletroeletrônicos e serviços associados à economia digital.

O CEBC conclui que o Brasil se consolida como um destino estratégico prioritário para capital produtivo, combinando “uma janela macroeconômica favorável e vantagens estruturais como grande mercado consumidor, abundância de recursos minerais e energéticos e uma matriz elétrica limpa, ao mesmo tempo em que se beneficia do redirecionamento do investimento chinês diante de restrições geopolíticas”.

Confira os investimentos por setor:

– O setor de eletricidade foi o que mais atraiu investimentos chineses no Brasil, com participação de 29,5% e aportes que somaram US$ 1,79 bilhão, um aumento de 25% em relação a 2024 e o maior valor desde 2020.

– A área de mineração recebeu investimentos de US$ 1,76 bilhão – mais que o triplo do valor registrado em 2024 e o maior valor desde 2011.

– O setor automotivo ficou em terceiro lugar e respondeu por 15,8% do valor investido pelas empresas chinesas no Brasil em 2025, com aportes que somaram US$ 965 milhões — cifra 66% maior do que a registrada em 2024.

– Os investimentos chineses no setor de petróleo chegaram a US$ 804 milhões em 2025, 24% a menos do que no ano anterior.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Brasil Mundo

Em carta, democratas pedem que EUA não classifiquem facções como terroristas

Documento enviado ao governo cita risco de interferência nas eleições brasileiras e relembra apoio dos EUA à ditadura após o golpe de 1964

Parlamentares do Partido Democrata dos Estados Unidos enviaram uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio pedindo que o governo de Donald Trump não classifique o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. O documento foi encaminhado na véspera da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

A carta foi liderada pelo deputado James P. McGovern, copresidente da Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos da Câmara dos Representantes dos EUA, e assinada por outros seis parlamentares democratas: Greg Casar, Sydney Kamlager-Dove, Jan Schakowsky, Nydia Velázquez, Delia Ramirez e Rashida Tlaib.

No documento, os parlamentares afirmam que as facções brasileiras representam ameaça regional, possuem atuação transnacional e estão envolvidas em crimes ambientais, violência e expansão de atividades ilícitas em países da América do Sul. Apesar disso, argumentam que a classificação como organizações terroristas poderia gerar efeitos políticos e diplomáticos graves.

“Estamos preocupados com o uso excessivo e a instrumentalização das classificações de organizações terroristas estrangeiras sem que seja atendido o limite legal claro para atividades terroristas”, afirmam os deputados.

De acordo com Cleber Lourenço e Jamil Chade, ICL, a carta também cita preocupação com o uso político da medida durante o período eleitoral brasileiro. Segundo os parlamentares, existe temor de que a classificação das facções seja utilizada “para influenciar inadequadamente as eleições” no Brasil.

Os deputados relacionam essa preocupação ao histórico de intervenção dos Estados Unidos no país e mencionam explicitamente o apoio americano à ditadura militar instaurada após o golpe de 1964.

“Essa preocupação é ampliada pela longa e preocupante história de intervenção dos EUA no Brasil, incluindo o apoio documentado dos EUA à ditadura militar após o golpe de 1964”, diz o documento.

O texto também faz referência às sanções aplicadas anteriormente contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe relacionada às eleições de 2022.

Segundo os parlamentares democratas, o governo Trump já teria utilizado mecanismos de sanção para interferir em assuntos internos brasileiros. A carta afirma que, embora as sanções contra Moraes tenham sido revertidas após mediação diplomática, ainda há preocupação com a postura do governo americano em relação ao Brasil.

O principal articulador da carta, James McGovern, é um dos parlamentares mais ligados às pautas de direitos humanos dentro do Partido Democrata e copresidente da Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos da Câmara dos Representantes dos EUA. McGovern atua há décadas em temas ligados à política externa americana, direitos humanos e sanções internacionais.

O deputado também esteve entre os parlamentares democratas que criticaram o uso político da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras. Em outra ofensiva recente, McGovern questionou a utilização de mecanismos internacionais de sanção contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, classificando a medida como uma forma de pressão política sobre instituições brasileiras.

A Lei Magnitsky é uma legislação americana utilizada para impor sanções internacionais contra pessoas acusadas de corrupção ou violações graves de direitos humanos. Embora McGovern não seja autor formal da lei, ele é historicamente ligado às articulações do Congresso americano em temas relacionados a sanções internacionais e responsabilização por violações de direitos humanos.

No documento, os parlamentares defendem que o combate ao crime organizado seja realizado por meio de cooperação diplomática, integração entre forças policiais, investigações financeiras e acordos multilaterais internacionais.

A carta também pede que os Estados Unidos ampliem ações de combate ao tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro, tráfico humano e narcotráfico, além de reforçar investimentos em fortalecimento institucional e combate à corrupção.

Os parlamentares ainda solicitam que o Departamento de Estado apresente ao Congresso americano todas as evidências que eventualmente justificariam uma classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas antes de qualquer decisão formal.

A eventual classificação das facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras ampliaria significativamente o alcance de medidas internacionais contra integrantes, financiadores e estruturas ligadas aos grupos, permitindo aplicação de sanções financeiras, restrições internacionais e ampliação da cooperação operacional entre agências de segurança.

O envio da carta ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas envolvendo o governo Trump, o STF e setores do governo brasileiro, além da aproximação do calendário eleitoral de 2026.

A carta enviada por congressistas de peso da ala democrata foi comemorada no Palácio do Planalto. Para membros do governo, ela “desmascara” as reais intenções tanto de Donald Trump como dos bolsonaristas em qualificar os grupos criminosos como entidades terroristas: um eventual envolvimento e abalo nas eleições de 2026.

Parte central da visita de Lula nesta quinta-feira é a de estabelecer uma linha vermelha sobre o que é aceitável e o que o Brasil não irá tolerar no que se refere à inferência em assuntos domésticos.

Durante a reunião, o governo irá declarar abertamente que não existem terroristas no país e convidar Trump a colaborar na luta contra o “andar de cima” do crime organizado no Brasil. De fato, uma proposta foi apresentada no final de abril nesse sentido.

Para o governo Lula, a carta dos democratas é ainda uma tentativa de criar um curto-circuito na influência de bolsonaristas no governo americano. Ao receber de parlamentares americanos o alerta — e não de um governo estrangeiro — a esperança é de que a administração Trump possa dar outro peso para os argumentos.

Por fim, membros no Planalto estimam que a carta é uma sinalização também para a elite política americana e opinião pública sobre o caráter autoritário de Trump, ao citar o golpe de estado de 1964 no Brasil.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no Whatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igs

Categorias
Brasil Mundo

O que EUA fizerem conosco, vamos fazer com eles, diz Lula sobre credencial de americano

Presidente diz esperar que estejam dispostos a voltar a conversar para coisas voltarem à normalidade

O presidente Lula (PT) elogiou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pelo bloqueio das credenciais de um agente de imigração americano após o governo de Donald Trump ordenar a retirada de um delegado brasileiro dos Estados Unidos.

“Parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade. Ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”, disse Lula nesta quarta-feira (22).

A fala foi feita durante encontro entre Lula, Andrei e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, no Palácio da Alvorada. Os três participavam da assinatura da contratação de mil novos policiais federais.

O governo Trump informou na manhã desta quarta que o policial, que trabalhava no setor de imigração dos EUA, teria atuado para manipular o sistema de imigração e “contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território” americano.

Mais cedo, Andrei afirmou em entrevista à Globonews que o bloqueio ao sistema de dados da PF contra o servidor americano vai durar até que seja esclarecido o motivo que levou os EUA a tomarem as atitudes contra o agente brasileiro.

Como mostrou a Folha, o policial em questão seria o delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho, que atua em Miami. Ele é adido da PF na cidade e teve participação no caso que levou à prisão do ex-delegado federal e ex-deputado Alexandre Ramagem, na semana passada pelo ICE, a agência de imigração dos EUA. Ramagem, que é considerado foragido no Brasil, foi solto dois dias depois, na quarta (15).

Durante passagem por Hannover (Alemanha) na terça (21), Lula já havia afirmado a jornalistas que, se fosse identificado abuso por parte das autoridades americanas com o policial, o Brasil tomaria medidas de reciprocidade contra os EUA.

“Queremos fazer as coisas da maneira mais correta possível, mas não podemos aceitar esse tipo de ingerência que alguns personagens querem ter em relação ao Brasil”, disse o presidente, antes de seguir para a última etapa de sua viagem à Europa, Portugal.

*ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh

Categorias
Brasil Mundo

Ala radical nos EUA ganha espaço e inaugura ingerência em eleição no Brasil

Ultraconservadores na Casa Branca intensificam ações contra o Brasil e aliança com bolsonarismo; estratégia é não repetir tarifaço para não dar palco para Lula

A crise no Irã tem causado um dano importante para o Brasil. O problema, porém, não é o Estreito de Ormuz. Fontes diplomáticas em Washington revelaram ao ICL Notícias que o foco de Donald Trump na guerra e seu medo de uma derrota abriram o caminho para que outros temas da agenda de política externa deixassem de receber a mesma atenção da cúpula da Casa Branca.

Como resultado, alas mais radicais passaram a dar as cartas no que se refere à situação com o Brasil. Para membros do governo Lula, a nova realidade e os atos adotados pela administração Trump nas últimas semanas sinaliza que a ingerência na eleição do país já começou na prática.

Em meados de 2025, Trump abriu uma crise inédita com o Brasil, adotando sanções e tarifas. Observadores na capital americana confirmaram que o pacote de medidas contra o país havia sido articulado em parte por Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e uma base mais radical do governo Trump, principalmente no Departamento de Estado. A estrutura ainda ganhou o apoio de republicanos, principalmente na Flórida, e personagens conhecidos por suas campanhas contra as “esquerdas”.

Foi necessário uma operação sigilosa, repleta de canais extra-oficiais e empresários para convencer Trump de que abrir uma guerra comercial e uma crise política com o Brasil seria prejudicial para os interesses americanos. Lula tirou proveito e a crise o levou a ter sua melhor taxa de popularidade em todo seu governo.

A partir de setembro de 2025, um período de distensão foi inaugurado, com Trump chegando a dizer que havia uma “química” entre ele e Lula. Telefonemas e reuniões acabaram ocorrendo entre os dois líderes, seguida pela retirada de algumas das sanções e de tarifas.

Mas a aproximação nunca foi aplaudida pelo Departamento de Estado e nem pela base mais radical dos republicanos. Marco Rubio, o chefe da diplomacia americana, havia sido contrariado e seu semblante em cada um dos encontros era revelador do mal-estar.

Mesmo assim, foi estabelecido que Lula viajaria para Washington para um encontro na Casa Branca. O governo brasileiro, porém, condicionava a reunião a passos concretos por parte dos EUA. Ela apenas deveria ocorrer se houvesse algum anúncio a ser feito. Negociações foram iniciadas em temas como comércio, a luta contra o crime organizado e terras raras. Mas impasses impediram que o processo fosse acelerado e diferenças fundamentais levaram o diálogo a um congelamento.

Com o início da guerra no Irã, no final de fevereiro, os interlocutores que defendiam uma relação “madura” com o Brasil acabaram sendo sugados para a crise no Oriente Médio.

E, segundo negociadores em Washington, o espaço voltou a ser ocupado por uma ala que lutou contra qualquer aproximação com Lula ou uma normalização da relação com o Brasil.

Agenda positiva ‘congelada’
Aos poucos, a agenda positiva entre Brasil e EUA começou a ser congelada, enquanto atritos surgiram. Segundo negociadores, o Departamento de Estado passou a apresentar propostas vagas ao Brasil, sem uma sinalização de compromissos.

A frieza entre os dois governos foi interpretada como um sinal de que a “química” entre Lula e Trump poderia estar sendo sabotada dentro do próprio governo americano.

A primeira crise veio com Darren Beattie, o novo enviado de Trump ao Brasil e um dos porta-vozes do segmento mais ideológico dentro do governo.

Ao solicitar um visto ao país, ele mentiu sobre a intenção de sua viagem. O enviado acabou tendo seu visto negado. Para Brasília, houve “má-fé” por parte do representante americano ao solicitar a autorização e não revelar, nos documentos, que o objetivo era o de visitar Jair Bolsonaro na prisão.

A crise foi aprofundada com o alerta passado pelo governo Trump a interlocutores brasileiros de que a ideia de declarar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas estava avançando rápido. A pauta é vista como uma ameaça à soberania brasileira, já que a medida permitiria que, para defender a segurança dos EUA, ataques militares ou sanções financeiras sejam adotadas contra o Brasil.

O caráter eleitoral é também um fator, já que Flávio Bolsonaro chegou a declarar que havia passado informações aos americanos sobre o crime organizado e sugeriu ataques contra esses grupos criminosos, inclusive na baía de Guanabara.

Uma outra frente de atrito foi estabelecida depois que o Brasil se recusou a fazer parte de uma aliança para garantir o abastecimento de terras raras aos EUA. Semanas depois, o governo estadual de Goiás assinou um acordo com o Departamento de Estado norte-americano, fechando uma parceria até mesmo para mapear as reservas na região.

Dias depois, a única mineradora de terras raras no Brasil foi comprada por uma empresa americana que acabara de receber uma injeção de recursos por parte do governo Trump.

O abalo ganhou mais um capítulo nesta semana. Na segunda-feira, o governo Trump anunciou que solicitou a expulsão de um “funcionário brasileiro” nos EUA. Trata-se de Marcelo Ivo, delegado da Polícia Federal em Miami e que teve uma atuação na operação que prendeu Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e que está foragido nos EUA.

A alegação foi de que Ivo tentou convencer as autoridades americanas que o caso de Ramagem era de deportação por conta de um visto vencido, e não de extradição – o que envolveria uma consideração do processo legal contra ele pelo STF.

No momento da prisão de Ramagem, a atitude da PF de dizer que o ato foi resultado de uma cooperação entre os dois países irritou a ala mais radical da Casa Branca.

O fato gerou uma mobilização de bolsonaristas que, com contatos nos EUA, conseguiram convencer a Casa Branca a liberar o ex-diretor da Abin.

Teria sido Beattie – que foi impedido de entrar no Brasil – quem liderou a pressão para que Ramagem fosse solto e para que o delegado da PF tivesse seu visto revogado. Foi sua revanche.

Agora, o governo Lula cobra explicações aos EUA para entender por qual motivo a expulsão foi realizada. Na terça-feira, uma reunião foi realizada em Brasília entre o Itamaraty e a embaixada dos EUA. Mas o governo Lula já considera expulsar do país um funcionário americano, como ato de reciprocidade.

O ICL Notícias apurou que o tema está sendo tratado internamente e que diplomatas apontam que é “bem provável” que a decisão de uma expulsão seja tomada.

Enquanto os desentendimentos se acumulam, parece ficar cada vez mais distante a chance de uma viagem do brasileiro à Casa Branca.

Flávio empolga radicais nos EUA, mas sintonia com Trump é calculada
As pesquisas de opinião sobre a eleição no Brasil têm empolgado a Casa Branca, que considera o destino político do país como “fundamental” em sua estratégia de hegemonia na América Latina. Flávio Bolsonaro seria o “parceiro ideal” na visão de Washington.

Mas, entre bolsonaristas e a ala mais radical do trumpismo, a ordem é a de adotar uma postura diferente daquela de meados de 2025. Quando o presidente americano atacou o Brasil publicamente e adotou tarifas, o resultado foi um salto na popularidade de Lula.

Nos últimos meses, o envolvimento direto de Trump em eleições na Hungria e outros países revelou que o americano é um péssimo cabo-eleitoral.

A ordem, portanto, é a de promover uma ingerência “mais sofisticada”, sem a presença do presidente ou de um tarifaço. Washington descobriu que Lula poderia justamente se beneficiar de uma ofensiva explícita e que irá usar cada gesto de Trump para ganhar votos.

No próprio Palácio do Planalto, a visão também é de que Trump dificilmente se envolverá diretamente na eleição neste momento. Mas isso não significará que não haja uma ofensiva da extrema direita americana no processo eleitoral no Brasil.

“De muitas formas, a realidade é que essa ingerência já começou”, completou um experiente embaixador brasileiro.

*Jamil Chade/ICL


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuarmos criando conteúdo de qualidade e mantendo este projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos de coração o seu apoio

]


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos noWhatsapp https://cat.whatsapp.com/GvuXvoe7xtB1XJliMvNOX

Siga-nos no X: https://x.comAntropofagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofagista?igsh