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250 anos de um império forjado

Os Estados Unidos tornaram-se independentes há 250 anos e, numa imagem estrategicamente forjada ao longo do século XX, constituíram um modelo de democracia para o mundo ocidental. Seria injusto não lhes reconhecer certos atributos democráticos, todos relativos, mas as ressalvas são tormentosas. O preconceito racial em terras americanas, a despeito dos avanços formais na direção de igualdade, é notável. Os imigrantes, que no passado ajudaram a construir seu desenvolvimento econômico, hoje são tratados como invasores e perturbadores da ordem por um presidente xenófobo. Da porteira para fora, a autobatizada América é uma nação antes de tudo imperialista, e a mais belicista de que se tem registro na História moderna.

O fato de os EUA terem estado no lado certo da História ao menos uma vez, quando, juntos com a União Soviética e os Aliados, derrotaram Hitler e a Alemanha nazista, não os autoriza a semear conflitos mundo afora e a se intrometer em questões internas de outras nações.

Nenhum país promoveu mais intervenções militares internacionais ou ingressou belicosamente em outros territórios do que os Estados Unidos na era moderna. De acordo com o Projeto de Intervenção Militar (MIP) da Universidade Tufts e registros históricos, os EUA realizaram quase 500 intervenções militares desde sua fundação, sendo que mais de 50% delas ocorreram após 1950 e mais de 25% após o fim da Guerra Fria. O país operou ações militares, bombardeios ou incursões secretas em mais de 50 países no século passado.

Ao longo dos seus 250 anos de história, os Estados Unidos participaram de mais de 100 conflitos militares, tendo declarado guerra, formalmente, 11 vezes. Sob a ótica de guerras promovidas por iniciativa própria – guerras de agressão, invasões ou intervenções unilaterais – os historiadores apontam para um núcleo de aproximadamente 12 grandes conflitos estruturais, além de centenas de operações e intervenções de menor escala.

Bomba de Hiroshima, detonada pelos EUA em 1945. Reprodução

A coisa toda está na internet para quem quiser ver, não são necessárias horas de pesquisa ou cursos de geopolítica para se chegar a conclusões assustadoras. Quem não se informa não se indigna, o que talvez explique a idolatria que tanta gente nutre pelo Império do Norte, com perdão pelo chavão um tanto esquerdista, mas que traduz a realidade.

As próprias Forças Armadas e agências de inteligência americanas dividem as iniciativas bélicas dos EUA em fases históricas claras. A primeira contém ações de expansão territorial ou apenas de agressão por motivações políticas, quais sejam (só as principais):

• Guerra Mexicano-Americana (1846–1848): Um clássico conflito de iniciativa própria orientado pela doutrina do “Destino Manifesto”. Os EUA invadiram o México após disputas na fronteira do Texas, resultando na anexação de mais de 50% do território mexicano (atuais estados da Califórnia, Novo México, Arizona, Nevada e Utah).

• Guerras Indígenas (Constantes até 1890): Centenas de campanhas militares promovidas pelo governo federal para submeter, remover à força e confiscar as terras das nações nativas americanas.

• Guerra Hispano-Americana e Guerra Filipino-Americana (1898–1902): Os EUA intervieram na guerra de independência de Cuba contra a Espanha. Após vencerem, iniciaram uma guerra de ocupação por iniciativa própria nas Filipinas para transformar o arquipélago em colônia, além de anexarem Porto Rico e Guam.

Num segundo período, ocorrem as chamadas “Guerras das Bananas” e intervenções na América Latina. Foram ocupações e invasões navais promovidas diretamente pelos EUA para defender interesses comerciais e políticos na região do Caribe e América Central. Incluem-se as invasões e as longas ocupações de nações soberanas como o Haiti (1915–1934), República Dominicana (1916–1924), Nicarágua (1912–1933) e Honduras (múltiplas intervenções).

Já a terceira fase contempla os conflitos típicos da Guerra Fria (1947–1991):

• Guerra do Vietnã (1965–1975): Iniciada com o envio gradual de conselheiros e massificada por iniciativa própria após o contestado Incidente do Golfo de Tonquim. Os EUA despejaram mais bombas no Sudeste Asiático do que em toda a Segunda Guerra Mundial.

Crianças fugindo de bombardeios de napalm promovidos pelos EUA no Vietnã. Reprodução

• Invasão de Granada (1983) e Invasão do Panamá (1989): Duas ações militares unilaterais e rápidas na América Latina. A primeira derrubou um governo de orientação marxista e a segunda destituiu e capturou o ditador panamenho Manuel Noriega.

O quarto momento histórico-belicoso dos Estados Unidos inicia-se com a deflagração da “Guerra ao Terror” (1991) e se alastra até a ingerência trumpiana no Irã:

• Guerra do Iraque (2003–2011): Ação militar de iniciativa própria mais explícita do século XXI. Os EUA lideraram uma coalizão para invadir o país sem o aval do Conselho de Segurança da ONU, sob a falsa alegação de que Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa.

• Intervenção na Líbia (2011): Os EUA, junto à Otan, iniciaram bombardeios aéreos que resultaram na queda e execução do líder Muammar Kadafi.

• Campanhas de Drones e Operações de Contra-Terrorismo: Campanhas contínuas e unilaterais que violaram o espaço aéreo de países como Iêmen, Paquistão e Somália para a eliminação de alvos estratégicos.

Além do uso ostensivo das Forças Armadas, a política externa norte-americana promoveu dezenas de “guerras secretas” por intermédio da CIA. Essas intervenções derrubaram governos eleitos democraticamente ou financiaram grupos paramilitares rebeldes, como no Irã (1953) e na Guatemala (1954), atos aos quais se somam o fiasco da Baía dos Porcos em Cuba (1961) e o apoio a golpes militares no Brasil (1964) e no Chile (1973).

Os Estados Unidos não merecem celebrações pela passagem dos seus 250 anos, tanto menos quando seu atual presidente encarna todas as idiossincrasias comuns aos tiranos imperiais.

*Paulo Henrique Arantes/DCM


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Política

Sabujo pré-datado

Flavio Bolsonaro é o campeão de escândalos, seja de corrupção, de entreguismo ou de surubas, mas se diz cristão, patriota e combatente do crime organizado.

Claro, nada fala de suas ligações com gente do CV e muito menos da milícia. Ainda assim, o sujeito não fica mais de 24 horas sem produzir um novo escândalo.

Aqui não falamos de insinuações, mas de fatos concretos, do seu convívio amável com tudo o que ele diz combater.

A mais recente desse vigarista é a tentativa de empurrar a tarifa EUA contra o Brasil, que ele e Eduardo defenderam diretamente com Trump.

Vendo que ateou fogo na própria campanha presidencial e, com isso, fortaleceu Lula, Flavio teve a ideia genial de pedir para Trump esperar passar as eleições para tarifar o Brasil,

Ou seja, o sujeito é um pesadelo para o povo brasileiro, e faz tudo isso sem corar tal o cinismo do vigarista.

Ja vimos de tudo em termos de traição, mas traição pré-datada, nem no cinema. Mas é exatamente isso que Flavio, em sua carta a Trump, suplica, tarife os produtos brasileiros depois da eleição, assim você terá um aliado fiel, determinado a cumprir suas ordens, caso seja eleito.

É esse desclassificado americanófilo que, junto com sua tropa, jura lealdade à bandeira norte-americana. E o sabujo rastejante termina a carta com um “Deus salve a América!”


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Política

Mulheres de direita ameaçam ação nos EUA contra ataques de bolsonaristas

Segundo a jornalista Ana Flor, do g1, grupo reuniu publicações com ataques atribuídos a brasileiros ligados ao bolsonarismo e já consultou um advogado nos EUA

Um grupo de mulheres conservadoras que atua na política avalia recorrer à Justiça dos Estados Unidos contra brasileiros ligados ao bolsonarismo por ataques e campanhas de difamação nas redes sociais. A informação foi publicada pela jornalista Ana Flor, em seu blog no g1.

Segundo a publicação, as mulheres afirmam que os ataques seriam coordenados por integrantes do chamado “gabinete do ódio” e já reuniram publicações que, na avaliação delas, configurariam crimes como calúnia, difamação e injúria. Um advogado nos Estados Unidos já teria sido procurado para analisar o caso.

Ainda de acordo com o blog, um dos nomes citados pelo grupo é o do influenciador Allan dos Santos, que é considerado foragido da Justiça brasileira.

A reportagem informa que os ataques também contribuíram para a decisão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de divulgar, na semana passada, um vídeo em que critica o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na gravação, Michelle afirma ser alvo de um grupo que atua a partir do exterior e diz que alguns de seus integrantes aparecem em fotos ao lado do parlamentar.

Segundo Ana Flor, além de Michelle, estariam entre os principais alvos dos ataques a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). O grupo também avalia incluir episódios de ataques contra mulheres de esquerda atribuídos aos mesmos perfis.

A publicação afirma ainda que as reclamações já chegaram ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e a Flávio Bolsonaro. ICL.


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Política

Carta de Flavio Bolsonaro ao Secretário de Estado dos EUA revela que ele, se eleito, colocará seu governo à disposição deles

Frase estarrecedora foi enviada ao secretário de Estado Marco Rubio; nenhum governo brasileiro foi capaz disto, nem os militares

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou, no início de junho, uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Aparentemente, o objetivo principal era pedir que o governo Donald Trump desistisse de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. Por trás disto, no entanto, há no texto uma sabujice sem precedentes, um projeto de submissão política e econômica nunca antes vistos em nenhum governo do Brasil.

No último parágrafo do texto, o filho de Jair Bolsonaro simplesmente se compromete a colocar “à disposição dos EUA” sua equipe de transição. Veja abaixo:

“Como já afirmei, estou confiante de que serei eleito presidente do Brasil em outubro. Caso essa seja a vontade do meu povo, estou preparado para colocar imediatamente minha equipe de transição à disposição de seu governo, para que possamos concluir, o mais rapidamente possível, um amplo acordo de comércio e investimentos benéfico para ambas as nações –baseado em livre mercado, respeito mútuo e na aliança estratégica que nossos povos merecem”, escreveu Flávio.

Submissão
A iniciativa foi recebida com forte reação de integrantes do governo Lula, parlamentares da esquerda e setores da diplomacia brasileira. A oferta foi classificada como incompatível com a tradição de autonomia da política externa brasileira.

Críticos argumentam que a disposição de compartilhar estruturas de transição governamental com uma potência estrangeira antes mesmo da realização das eleições representa uma quebra de protocolo institucional e uma demonstração de subordinação política aos interesses de Washington.

A resposta de Rubio
A resposta de Rubio acabou ampliando o constrangimento político para Flávio Bolsonaro. Embora tenha agradecido o apoio brasileiro à classificação das facções criminosas como organizações terroristas, o secretário reafirmou integralmente a posição da administração Trump favorável às tarifas contra o Brasil.

“O embaixador Jamieson Greer deixou claro que nós permanecemos com diferenças substanciais em relação à solução das irregularidades apontadas nesta investigação”, escreveu Rubio, ao citar divergências relacionadas ao comércio digital, aos sistemas de pagamento eletrônico — incluindo o Pix —, à propriedade intelectual, ao acesso ao mercado de etanol e ao combate ao desmatamento ilegal.

Estratégia política fracassada
A carta foi enviada após uma série de reuniões realizadas por Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, no fim de maio, quando o senador buscava projetar sua imagem internacional e fortalecer sua pré-candidatura presidencial.

A estratégia, no entanto, acabou produzindo o efeito oposto ao esperado. Dias depois da visita, o governo americano anunciou a conclusão das investigações comerciais que propõem novas sanções contra o Brasil. No mesmo dia, Donald Trump publicou uma fotografia ao lado de Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca, ampliando as acusações de interferência eleitoral e associando diretamente o senador à política de pressão econômica contra o país.

Para críticos do parlamentar, o episódio revelou uma contradição política: ao mesmo tempo em que buscava demonstrar proximidade com a Casa Branca, Flávio passou a ser cobrado por não conseguir impedir medidas que podem prejudicar exportadores e setores produtivos brasileiros.

Nem o apoio político garantiu recuo dos EUA
Apesar de elogiar o “otimismo eleitoral” do senador e agradecer sua disposição para construir uma ponte política entre Brasília e Washington, Rubio deixou claro que os Estados Unidos trabalharão com “os líderes escolhidos pelo povo brasileiro”, independentemente do resultado eleitoral.

Na resposta fica claro que, apesar da afinidade ideológica entre o bolsonarismo e o trumpismo, Washington não pretende flexibilizar sua agenda comercial em troca de alinhamentos políticos ou promessas de cooperação futura.

Na prática, a carta que pretendia afastar Flávio Bolsonaro da responsabilidade política pelo tarifaço acabou reforçando o fato. A família tentou, de fato, utilizar sua proximidade com Donald Trump para influenciar disputas internas brasileiras sem obter qualquer resultado concreto para impedir as sanções econômicas contra o país. Forum.


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Política

Travou: O esgoto digital do bolsonarismo não funciona mais

Os números das pesquisas mostram que os ataques vindos do esgoto digital da campanha de Flavio, bateu biela, e a máquina parece emperrada. Daí a comfusão mental de Flavio desdizendo tudo o que disse sobre privatizações, Bolsa Família, fim da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, e por aí vai.

Flavio não está somente perdendo musculatura eleitoral, é um processo sarcopênico de um discurso esgotado. A tal guerra cultural, que nada mais era do que a tradução de um sistema de massificação digital, que atacava adversários como inimigos que deveriam ser banidos da vida nacional, faliu, morreu, e não segura nem os votos prometidos que Flavio tinha até o escândalo do Banco Master grudar na sola do seu sapato com a lavagem de dinheiro justificada com a aura de um filme do pangaré do seu pai, deixando claro que Vorcaro teve muitos benefícios públicoa durante o governo Bolsonaro, a partir do clã.

Flavio, como bem disse Valdemar da Costa Neto, estava no áudio cobrando de Voraro o cumprimento do acordo em espécie um dia antes do irmãozão camarada ser preso e ficar impossibilitado de pagar a outra parte da fatura.

Se antes, durante o governo Bolsonaro, a máquina de assassinatos de reputação funcionava com a lubrificação de Carluxo e seu gabinete do ófio, patrocinado pela Secom, o bolsonarismo não consegue superar a limitação de operar sem os milhões de verba pública.

Para piorar, Flavio, como opositor, tem que apresentar propostas alternativas ao governo Lula, mas elas não apareceram, pior, Flavio resolve xerocar o discurso social de Lula e deu uma cruzeta como um nó na cabeça dos bolsonaristas renitentes.

O fato é que, sem ter grana para bancar a sujeira e dar estabilidade ao esgoto bolsonarista, todos os tiros de balas de prata que Flavio usou contra Lula, mascaram miseravelmente. Pior para o clã.

Lula, macaco velho, campeão de eleição presidencial, usou o limão para fazer limonada, trazendo para si o inverso do que a campanha de Flavio previa.

Na verdade, Flavio está totalmente perdido, seu cálculo eleitoral foi feito por algum analfabeto e o tal estilismo estratégico afunda amais rápido a sua canoa.

Não há algoritmo possivel sem dinheiro e, vendo a geladeira do bolsonarismo vazia, os algoritmos acharam melhor dormir para passar a fome.

Claro que isso deixa o militante fascista, órfão, totalmente sem rumo por conta do discurso enviesado de Flavio em “defesa do social”, o que por si só, é uma gigantesca piada. Mas não deixa de ser extremamente revelador, já que suas intenções de voto deram uma recuada pesada na mesma proporção em que Lula avança sobre parte considetável do chamado eleitor indeciso ou independente.

Flavio está ansioso, suando frio com risco de repetir a caganeira que protagonizou num debate para a prefeitura do Rio de Janeiro.

Não pode ficar em silêncio, pois seria confessar que não tem nem pedra para jogar na vitrine de Lula.

A campanha do 01 não é só insuficiente para conduzir o corrupitaço Flavio ao topo da disputa, o embrulho de bosta, que vinha sendo tratado como o novo filé mignon da Faria Lima, não foi suficiente para suprir o odor que exala seu passado recente, somado ao perfil de suas rachadinhas, foramção de quadrilha e peculato, sem falar na traição ao Brasil em pleno EUA de Trump.


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Política

Flavio Bolsonaro e Vorcaro: Planilha mostra o caminho do dinheiro

Um dos esforços de aliados do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, desde a primeira reportagem da série Vaza Flavio, tem sido convencer o público de que as revelações não se sustentam. Uma das vozes na tentativa de deslegitimar o nosso trabalho tem sido a do comentarista Paulo Figueiredo.

“Começaram com o Intercept dizendo que eram 134 milhões do Vorcaro pro filme. Caiu para 61 milhões no Metrópoles. Depois, 2 milhões no Globo. Já já vocês vão descobrir que NÃO TEM dinheiro do Vorcaro no filme”, escreveu o aliado da família Bolsonaro no X, em 13 de maio.

A tese de discrepância nos valores ganhou força a partir de postagens falsas compartilhadas por parlamentares e páginas bolsonaristas, alegando que o Intercept teria recuado das informações, “pedido desculpas” ou admitido não possuir provas de que Daniel Vorcaro financiou o filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Isso já foi amplamente refutado.

A alegação é mentirosa por vários motivos, mas o mais importante deles é que a primeira reportagem da nossa série sempre distinguiu dois números importantes para entender a negociata: os 24 milhões de dólares (R$ 134 milhões, em valores convertidos pela cotação da época) negociados por Flávio Bolsonaro com Vorcaro para financiar o filme; e os 10,6 milhões de dólares (equivalentes, naquele período, a R$ 61 milhões) efetivamente pagos.

Uma semana depois, em 20 de maio, Figueiredo questionou se o trabalho do Intercept revelaria, de fato, “transações financeiras”. E acrescentou: “Se não vierem (como Flávio jura e como eu acredito, até o momento), a credibilidade voltará aos poucos”. Pois bem: a edição desta semana da newsletter Cartas Marcadas traz documentos inéditos que comprovam de maneira irrefutável que houve repasses financeiros.

Planilha detalha fluxo de pagamentos
Além de mensagens, o Intercept teve acesso a planilhas, contratos, comprovantes bancários e registros financeiros que permitem reconstruir parte do caminho percorrido pelo dinheiro para bancar “Dark Horse”.

O primeiro documento é uma planilha intitulada “Funding Schedule”, apresentada nas conversas como o cronograma de financiamento do projeto. O arquivo registra uma operação de quase 24 milhões de dólares — o equivalente a R$ 134 milhões na cotação da época — e detalha tanto os aportes previstos quanto os valores efetivamente recebidos pelo fundo ligado à produção.

Cronograma compartilhado em troca de mensagens detalha pagamentos previstos e concretizados (Foto: Reprodução)

O cronograma previa 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. As duas primeiras parcelas foram de 2 milhões de dólares cada, inicialmente previstas para 20 e 25 de janeiro de 2025, mas efetivamente pagas em 13 de fevereiro e em 24 de março, segundo a planilha.

As outras 12 foram fixadas em 1,66 milhão de dólares cada – a primeira delas também foi paga em 24 de março, outras duas em 25 de abril e mais uma em 29 de maio. Ao final do cronograma, o total recebido indica uma soma de 10,6 milhões de dólares.

Essa tabela sobre os pagamentos foi encaminhada em 7 de agosto de 2025 pelo empresário Thiago Miranda a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acompanhada da observação: “Duas em atraso e está para vencer a terceira agora em agosto”. Miranda recebeu uma resposta curta de Vorcaro: “Segunda fazemos duas”.

A mensagem é relevante porque sugere que novos desembolsos estavam sendo discutidos naquele momento, o que pode significar que o valor efetivamente pago tenha ultrapassado os 10,6 milhões de dólares.

Um cronograma semelhante havia sido encaminhado pelo próprio Daniel Vorcaro ao pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro, meses antes, em 12 de março de 2025. Segundo mensagens obtidas pelo Intercept, Vorcaro enviou o documento e deu duas orientações: “precisa me ajudar controlae isso” e “tem que pagar a segunda e a terceira”.

Zettel respondeu logo em seguida: “Vou pra cima do Mineiro. Passei o fluxo pra ele. Achei que ele tava fazendo”. O “Mineiro” citado na troca de mensagens seria Antônio Carlos Freixo Júnior, executivo ligado à Entre Investimentos e Participações, empresa que fez a transferência bancária.

Apesar das negativas oficiais, as mensagens indicam haver uma conexão entre Vorcaro e Freixo. Em fevereiro de 2025, segundo registros obtidos pelo Intercept, Zettel perguntou a Vorcaro se poderia “pedir pro Minas” logo após o banqueiro sugerir fazer a operação “via entre”. O telefone de Freixo foi salvo na agenda de contatos de Vorcaro como Mineiro.

Comprovante bancário detalha operação
Outro documento que chama atenção é o comprovante da primeira transferência internacional da operação, emitido pelo sistema SWIFT, utilizado por instituições financeiras para operações entre diferentes países.

O registro é datado de 13 de fevereiro de 2025 e confirma a remessa de 2 milhões de dólares ao Havengate Development Fund LP, controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Comprovante de transferência mostra que 2 milhões de dólares foram transferidos pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate. As marcações em preto foram inseridas pelo Intercept para não expor códigos e informações técnicas da operação bancária (Foto: Reprodução)

Segundo o comprovante, a operação teve como remetente a Entre Investimentos e Participações Ltda. O pagamento foi processado por meio do Banco BS2 e destinado a uma conta do Havengate vinculada ao JPMorgan Chase Bank. O comprovante contém os códigos de identificação da transferência, os dados das instituições envolvidas, as referências da operação e os registros de liquidação exigidos pelo sistema financeiro internacional.

O extrato registra o que seria a primeira transferência internacional para financiar “Dark Horse” e demonstra o funcionamento na prática da operação descrita nas mensagens.

Esse comprovante, inclusive, consta em uma série de mensagens trocadas entre Zettel e Vorcaro sobre dificuldades para concluir a operação. Em 5 de fevereiro, Zettel informou ao banqueiro que o câmbio do Banco Master estava criando obstáculos para a transferência destinada ao filme.

Durante a conversa, os dois discutiram alternativas para viabilizar o envio dos recursos ao exterior e acabaram decidindo recorrer à estrutura da Entre Investimentos e Participações Ltda, empresa que aparece como remetente no comprovante de transferência bancária.

Embora a Entre Investimentos e Participações e Vorcaro neguem qualquer vínculo societário, de controle ou governança entre as partes, documentos obtidos pelo Intercept e reportagens publicadas por Metrópoles e Estadão sobre investigações em curso indicam haver uma uma conexão operacional e financeira entre o grupo e o banqueiro.

Menos de dez dias depois, em 14 de fevereiro, Zettel encaminhou a Vorcaro o comprovante emitido pela rede SWIFT acompanhado de uma única palavra: “Filme!”. A mensagem foi enviada um dia após a liquidação da operação de 2 milhões de dólares destinada ao Havengate Development Fund LP, exatamente a transferência cuja realização vinha sendo discutida nas conversas anteriores.

*Reportagem exclusiva do Intercept Brasil


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Política

Entreguista: Eduardo Bolsonaro reforça “Tariflávio” ao sugerir negociar Pix com os EUA

Existe uma diferença fundamental entre ser ingênuo e ser útil ao adversário. Eduardo Bolsonaro, ao sugerir que o Brasil poderia negociar o Pix com Washington, citando o sistema de pagamentos Zelle norte-americano como exemplo, cruzou essa fronteira com desenvoltura. E, de lambuja, jogou mais lama na candidatura do próprio irmão, que anda atolado com o apelido de “Tariflávio”.

O timing foi péssimo. O governo Trump anunciou um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, e o documento do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) listou o Pix nominalmente como algo que a Casa Branca considera irrazoável. Uma semana após Flávio Bolsonaro visitar Trump buscando ajuda para a sua candidatura, os EUA colocaram o sistema de pagamentos brasileiro na mira, levando o senador a ser responsabilizado por isso nas redes. E a resposta de Eduardo foi sugerir que o inegociável é negociável, dada uma suposta similaridade entre os sistemas, se Lula não estiver no poder.

“Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix. Como por exemplo o Zelle. O Pix dos Estados Unidos é o Zelle. Então, dá para você ir para a mesa de negociação dos americanos com bons argumentos. Dá para sentar, dá para negociar. Eles têm interesses que se complementam, como terras raras”, disse em entrevista à TMC.

O Pix é uma das infraestruturas de transferência de dinheiro mais democráticas que o mundo já construiu. É o meio pelo qual um trabalhador informal recebe seu sustento, pelo qual a feirante recebe do cliente sem ter que pagar taxa de cartão, que o motorista de aplicativo ou o taxista recebem a corrida, que grandes empresas recebem pagamentos de forma imediata.

A Febraban, entidade que representa os maiores bancos do país (e que não é exatamente um bastião do lulismo), teve que vir a público em reação à decisão de Trump para dizer o óbvio: o Pix não é um produto comercial, é uma infraestrutura pública de pagamentos, aberta a bancos nacionais e estrangeiros, inclusive norte-americanos. DCM.


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Brasil Mundo

Analistas avaliam que nova ameaça tarifária de Trump escancara motivação política e prejudicará até os EUA

Analistas avaliam que Trump ignora dados e busca ‘reviver o pior que existe no imperialismo’

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluiu uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 2025 e propôs a aplicação de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O anúncio foi feito pelo governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira (1º). A medida ainda depende de decisão do presidente Donald Trump.

O episódio se soma à recente decisão de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, situação que fere a soberania do Brasil e abre brechas para intervenções militares diretas em território brasileiro.

Professor e pesquisador de Relações Internacionais, Ricardo Leães diferencia o atual possível tarifaço do anterior, que vigorou no ano passado. “Embora esse tarifaço seja de 25% e o outro seja de 50%, esse é mais grave. Naquela época já se sabia que o tarifaço seria contestado na Suprema Corte dos EUA, como foi, e poderia ser na prática acabado. Esse de agora acontece por um dispositivo legal que já está consagrado nos EUA, através de uma disputa, averiguação de questões concretas envolvendo o Brasil. Isso precisa ser levado em consideração, porque é muito mais difícil que o Brasil consiga fugir desse tarifaço pelas vias que foram utilizadas anteriormente”, afirma, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

Leães pondera que, apesar do impacto econômico, a decisão de taxação não é comercial e que há uma explicação lógica para esses ataques. “Trump tinha um diagnóstico muito claro: de que os EUA estavam passando por um processo de desindustrialização, e um dos motivos para isso seria justamente a baixa das tarifas alfandegárias do país”, explica. “Só que o Brasil não se enquadra nessa lógica porque é um país que tem déficit nos EUA. Além disso, o Brasil também está passando por um processo de industrialização. Se lá atrás estava muito claro que a decisão de Trump foi política, agora ficou escancarado. É a questão do Pix, é a questão das decisões judiciais que afetaram as big techs dos EUA, se fala em desmatamento, no combate à corrupção, ao narcotráfico. Ou seja, todos os argumentos são usados para justificar o tarifaço, mas nenhum é comercial”. explica.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a declarar que tudo que está acontecendo recentemente na relação dos EUA e Brasil é responsabilidade dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O analista internacional alerta, no entanto, que Lula não deve querer entrar em qualquer disputa de influência nesse sentido, porque Flávio é submisso e está disposto a tudo, inclusive, entregar o Brasil ao Trump. “Se o Lula oferece as terras raras, o Flávio vai oferecer terras raras e o Pix. Se o Lula oferecer terras raras e o Pix, o Flávio vai oferecer terras raras, Pix e qualquer outra coisa que seja de interesse de Trump.”

Leães também contesta a afirmação de que o imperialismo está em queda. “Donald Trump quer reviver os piores aspectos do imperialismo e não existe conciliação possível. Só o enfrentamento”, pontua.

Para a cientista política Mayra Goulart, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tanto a decisão sobre as facções criminosas como a recente recomendação da aplicação de um novo tarifaço não interessam a nenhum dos países. “É um equívoco absoluto. O tarifaço é descabido porque alterna argumentações sem ter qualquer relação comercial, e muito menos com interesse real aos brasileiros, e mesmo dos estadunidenses, que vão enfrentar mais prejuízos do que benefícios ao mercado interno”, avalia.

Goulart destaca que, se na questão das facções criminosas Flávio tentou amealhar algum ganho político, o caso da taxação é mais difícil, uma vez que o tarifaço é muito impopular, como ficou provado no ano passado. “[Flávio Bolsonaro] tem enfrentado uma queda expressiva entre jovens, entre evangélicos, entre quem ganha de dois a cinco salários mínimos. Ele está perdendo o público menos radicalizado”, pontua.

*BdF


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‘Pior cenário’: o temor de empresários após EUA designarem PCC e CV como terroristas

A decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) na lista de organizações terroristas tem provocado preocupação entre empresários e executivos de diversos setores da economia brasileira. Segundo reportagem da revista Exame, representantes dos segmentos financeiro, industrial, energético e varejista avaliam que a medida pode gerar consequências econômicas amplas e até mesmo efeitos contrários aos pretendidos no combate ao crime organizado.

Cinco empresários e executivos ouvidos sob condição de anonimato afirmaram que a classificação das facções como organizações terroristas abre espaço para um cenário de aumento de custos operacionais, endurecimento de regras de compliance e eventual aplicação de sanções contra empresas e instituições brasileiras sem vínculo direto com atividades criminosas.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou que PCC e CV passarão oficialmente a integrar a lista de organizações terroristas em 5 de junho. A decisão foi tomada após articulações realizadas nos Estados Unidos pelos irmãos Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro junto a autoridades americanas. O governo brasileiro criticou a medida, classificando-a como uma interferência na soberania nacional e ressaltando que já desenvolve ações de combate ao crime organizado.

Temor de sanções e aumento de controles

Segundo a Exame, uma das principais preocupações do setor privado é que a nova classificação permita que empresas brasileiras sejam alvo de restrições econômicas ou diplomáticas, mesmo sem participação direta em atividades ilícitas.

Executivos do setor financeiro afirmam que bancos, cooperativas de crédito e fintechs poderão ampliar seus mecanismos preventivos para evitar riscos de punições internacionais. Entre as medidas cogitadas estariam critérios mais rígidos para abertura e manutenção de contas, o que poderia dificultar o acesso de parte da população ao sistema financeiro formal.

Também existe preocupação com possíveis impactos sobre o Pix. O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro já é alvo de críticas de autoridades americanas e integra discussões conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que investiga práticas consideradas potencialmente prejudiciais à concorrência de empresas americanas do setor de pagamentos.

Relações comerciais sob escrutínio

Outro receio manifestado por empresários é a possibilidade de sanções atingirem companhias que tenham realizado, mesmo de forma indireta ou ocasional, transações com pessoas ou empresas posteriormente associadas a organizações criminosas.

Segundo a matéria, a crescente sofisticação das redes financeiras ligadas ao crime organizado torna difícil identificar previamente eventuais conexões entre investidores, fundos e atividades ilícitas. Nesse contexto, executivos argumentam que punições contra instituições financeiras poderiam gerar efeitos econômicos significativos sem necessariamente enfraquecer as facções.

Preocupação com uso político das sanções

Fontes ouvidas pela revista também demonstraram preocupação com a possibilidade de instrumentos destinados ao combate ao terrorismo serem utilizados de forma política. De acordo com o DCM, como exemplo, citaram a aplicação de sanções dos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, em 2025, por meio da chamada Lei Magnitsky.

Na avaliação de parte do empresariado, o uso ampliado desse tipo de mecanismo pode aumentar a insegurança jurídica e afetar investimentos e negócios no Brasil.

Apesar das preocupações, os executivos consultados pela Exame evitam se manifestar publicamente sobre o tema. Segundo a reportagem, muitos temem que críticas à decisão do governo americano sejam interpretadas como defesa ou tolerância em relação às facções criminosas, em um ambiente político altamente polarizado.


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O PCC que atormenta Trump, é o Partido Comunista Chinês

Os Estados Unidos são, disparado, o país que mais consome e comercializa drogas no mundo. Ou seja, o maior consumo absoluto e financeiro está justamente lá.

O país, presidido por Donald Trump, é o principal destino financeiro do narcotráfico global. Conforme dados compilados pelo Escritório das Nações Unidas sobre drogas e crime organizado, os EUA enfrentam uma grave crise de saúde pública.

O consumo de fentanil e outros sintéticos gera um mercado de bilhões de dólares e altos índices de overdose.

Os EUA são, historicamente, considerados o maior mercado consumidor de drogas ilícitas no mundo em valores econômicos e volume absluto. O país também lidera o comércio financeiro do narcotráfico pelo alto poder aquisitivo da população e pela forte demanda por opióides sintéticos, como fentanil e cocaína.

O cenário global do tráfico e consumo divide-se de forma específica entre consumo proporcional e comercialização e os EUA são o líder de todos esses quesitos.

Por isso, terceirizam a produção para o México e Colômbia e pulverizam a distribuição das drogas por todo o território norte-americano debaixo das barbas da CIA, do FBI, etc.

Se os EUA não conseguem resolver esse gigantesco comércio e consumo dentro do próprio território, como quer resolver essa questão em país alheio?

Aliás, essa é a principal crítica feita por especialistas em segurança pública e relações internacionais à política externa dos EUA.

É de fato uma estrondosa contradição entre suas ações internas e externas.

A tal guerra às drogas, que os americanos fantasiam, é uma balela estratégica para se meter em outros países, impondo sanções econômicas e classificando grupos estrangeiros como terroristas, como faz agora com o Brasil.

Na verdade, no caso brasileiro, além do olho gordo de Trump nas terras raras, na Amazônia, no petróleo e até mesmo na água, a China, a maior parceira comercial do Brasil, tendo o nosso país como principal destino de seus investimentos, que chegam a 10%, é o grande calcanhar de Aquiles dos EUA.

Pouco ou nada adianta Trump ficar nesse cerca frango para impedir a China de continuar a tratorar a economia americana, porque não tem capacidade nenhuma de disputar o mercado global com ela.

Os problemas são muitos e se acumulam e detonam o próprio mandato de Trump, que hoje vê a inflação americana crescer, a economia estagnar e, logicamente, sua rejeição explodir, tendo apenas 32% de aprovação.

Para os americanos, o demônio é muito mais feio que o próprio pinta.

Mas a coisa não para por aí, para Trump seguir tentando ficar de pé com o populismo que lhe é peculiar, sua situação política fica cada vez pior, sobretudo com o fracasso da política de tarifas, que não aterou em nada positivamente os números da economia americana, somado à humilhante derrota da bradada super potência para o Irã, tendo que sair do país persa com o rabo entre as pernas.

E se não pode militarmente com o Irã, que fará com a China.

Que fique claro que o problema de Trump não é o PCC brasileiro (Primeiro Comando da Capital), mas sim, o PCC chinês (Partido Comunista Chinês), que avança de forma cada vez mais acelerada em Inteligência Artificial, transição energética, semicondutores e domínio do mercado global de veículos elétricos, pressionando a liderança tecnológica de Washington.

Ou seja, não tem nada de Flavio, comparsa de narcomilicianos e outros bichos soltos com relações pesadas com o PCC nativo e com o Comando Vermelho.


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