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Coordenadora da campanha de Flavio anuncia fim do Bolsa Família

A coordenadora do núcleo econômico da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou nesta segunda (19) que um eventual governo do candidato estabelecerá uma transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família antes do desligamento do programa. Flávio disputa a Presidência contra o presidente Lula (PT) nas eleições de 2026.

Em entrevista à CBN Bahia, Marques disse que o período daria alternativas às famílias. “Vai ter regra de transição de dois anos para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado”, afirmou.

A economista alegou que os beneficiários não podem ficar indefinidamente no programa. “As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, declarou.

Marques também afirmou que a campanha planeja criar um Ministério da Prosperidade. A estrutura ofereceria crédito para quem quiser abrir um negócio, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas para cursos livres.

Bolsa Família tem regra de proteção de até 18 meses
O Bolsa Família já prevê uma regra de proteção para famílias que aumentam a renda. Quando o rendimento mensal por pessoa ultrapassa R$ 218, a família não deixa imediatamente o programa, desde que a renda não passe de R$ 706 por integrante.

Nessa situação, o governo mantém o pagamento de 50% do benefício por até 18 meses. A regra busca evitar que a conquista de um emprego ou uma elevação temporária da renda provoque o corte imediato da transferência.

Estudo internacional destaca impactos positivos do Bolsa Família – Partido  dos Trabalhadores

Relançado por Lula em março de 2023, o programa teve reajuste de cerca de 15,04% anunciado em setembro. O piso passou de R$ 600 para R$ 691, e os pagamentos de outubro terão calendário unificado a partir desta quarta (21).

Em agosto, cerca de 19,3 milhões de famílias receberam o benefício. Para entrar no programa, a renda mensal por pessoa deve ser de até R$ 218, os dados do Cadastro Único precisam estar atualizados e a família deve cumprir compromissos nas áreas de saúde e educação.


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Eleitores indecisos reprovam comportamento agressivo de Flávio em debate da Band, diz pesquisa

A reação dos eleitores indecisos ao comportamento agressivo de Flávio Bolsonaro no debate da Band pode se tornar um problema sério para sua candidatura. Em uma disputa apertada, não basta tentar encurralar o adversário: é preciso convencer quem ainda não decidiu o voto. Quando a agressividade se sobrepõe às propostas, o candidato corre o risco de transmitir nervosismo, despreparo e falta de equilíbrio justamente para o público que mais precisa conquistar.

A agressividade de Flávio assusta os indecisos e expõe o desespero da candidatura

Flávio Bolsonaro entrou no debate da Band com a velha receita bolsonarista: provocação, deboche, intimidação e ataques pessoais. Achou que transformar o palco em ringue seria suficiente para encurralar Lula. O problema é que eleitor indeciso não é plateia cativa de comício, muito menos militância disposta a aplaudir qualquer grosseria.

A pesquisa qualitativa revelou o preço dessa estratégia: a agressividade do senador assustou justamente quem ele precisa conquistar. Fazer caras e bocas atrás do adversário, interromper o raciocínio alheio e apostar na provocação pode render vídeos para as redes sociais, mas não demonstra equilíbrio, grandeza nem preparo para governar um país.

E houve um momento especialmente revelador: quando Lula propôs que ambos abrissem seus sigilos bancário e telefônico, a discussão mudou de rumo. A provocação atingiu Flávio em um terreno politicamente delicado, e a reação dos indecisos indicou que transparência e coerência podem pesar mais do que encenações agressivas.

Flávio pode até confundir barulho com força e arrogância com autoridade. Mas a Presidência da República não é um palco para bravatas. Quem precisa demonstrar capacidade para governar não pode passar o debate inteiro tentando desestabilizar o adversário, diz a Forum.

No fim, a agressividade que deveria intimidar Lula pode ter acabado intimidando os próprios eleitores que Flavio precisava convencer.


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Política

Lula aumenta chance de virada, apontam pesquisas BTG/Nexus e Atlas/Intel

Levantamentos BTG/Nexus e AtlasIntel mostram avanço do presidente a menos de uma semana do segundo turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhou terreno na disputa pela reeleição e reduziu a distância para Flávio Bolsonaro (PL) em duas pesquisas eleitorais divulgadas nesta segunda-feira (19). A seis dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, os levantamentos BTG/Nexus e AtlasIntel apontam crescimento do petista e diminuição da vantagem numérica do candidato do PL, indicando uma disputa mais acirrada na reta final da campanha.

Na pesquisa BTG/Nexus, Flávio Bolsonaro aparece com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% de Lula. Os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais. Na rodada anterior, divulgada em 13 de outubro, o senador registrava 51,6%, enquanto o presidente tinha 48,4%.

Com os novos números, Lula avançou 1,3 ponto percentual, enquanto Flávio recuou na mesma proporção. A diferença entre os candidatos, que era de 3,2 pontos percentuais, caiu para apenas 0,6 ponto. As variações individuais, no entanto, ocorreram dentro da margem de erro.

Na intenção de voto espontânea, quando os entrevistados indicam seu candidato preferido sem receber uma lista de nomes, a pesquisa BTG/Nexus mostra Lula e Flávio Bolsonaro numericamente empatados, ambos com 44,5% das intenções de voto. Outros 4,7% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 6,2% não souberam ou não responderam.

O movimento de aproximação também aparece na pesquisa AtlasIntel. No levantamento divulgado nesta segunda-feira, Flávio registra 51,1% dos votos válidos, enquanto Lula alcança 48,9%. Na pesquisa anterior, de 9 de outubro, o candidato do PL tinha 52,8%, contra 47,2% do petista.

Nesse intervalo, o presidente cresceu 1,7 ponto percentual, enquanto o adversário perdeu 1,7 ponto. A vantagem de Flávio, que chegava a 5,6 pontos percentuais, foi reduzida para 2,2 pontos. As variações entre as duas rodadas superam a margem de erro de um ponto percentual informada pelo instituto para cada levantamento.

Diferença entre Lula e Flávio diminui nas duas pesquisas
Considerando os votos totais, que incluem eleitores indecisos e aqueles que pretendem votar em branco ou nulo, a pesquisa BTG/Nexus mostra Flávio com 46,5% e Lula com 45,9%. Na semana anterior, os percentuais eram de 47,9% e 45,1%, respectivamente. Outros 4,7% afirmam que votarão em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2,9% não souberam responder.

Na AtlasIntel, o cenário também mostra redução da distância. Flávio passou de 51,1% para 49,8% dos votos totais, enquanto Lula avançou de 45,7% para 47,6%. Os votos brancos, nulos e as respostas de indecisão somam 2,6%, ante 3,2% no levantamento anterior.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04499/2026.

Já a AtlasIntel entrevistou 4.998 eleitores, por meio de recrutamento digital aleatório, entre 13 e 18 de outubro. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-02418/2026.

Com a votação marcada para o próximo domingo (25), os dois levantamentos mostram que a vantagem de Flávio Bolsonaro diminuiu e que Lula chega à última semana de campanha mais próximo do adversário. A redução das diferenças amplia a possibilidade de uma virada eleitoral.

*ICL


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Política

Vídeo – Flávio Bolsonaro: um miliciano na Presidência

Flávio Bolsonaro quer chegar à Presidência da República carregando nas costas o peso político de um clã marcado por acusações, denúncias e relações que exigem explicações públicas. Seu projeto de poder não pode ser analisado sem levar em conta a trajetória da família Bolsonaro, as suspeitas envolvendo rachadinhas, as conexões políticas com personagens ligados às milícias do Rio de Janeiro e a tentativa permanente de transformar adversários em inimigos para escapar do escrutínio sobre si mesmos.

O Brasil não pode tratar como uma candidatura qualquer a de um herdeiro político que pretende converter o sobrenome Bolsonaro em passaporte para o Palácio do Planalto. A Presidência não é patrimônio de família, muito menos escudo contra investigações, questionamentos ou responsabilidades políticas.

Flávio aposta na velha receita bolsonarista: gritar contra a corrupção alheia, posar de perseguido e apontar o dedo para Lula, como se a repetição de acusações fosse capaz de apagar as contradições do próprio campo político. É a moral seletiva elevada à condição de programa eleitoral.

E há algo ainda mais grave: quando um candidato pretende governar um país marcado pela violência das milícias, precisa esclarecer suas próprias relações políticas e responder, sem subterfúgios, às perguntas sobre esse universo. Não basta vestir a fantasia de defensor da lei enquanto as sombras de seu entorno continuam exigindo sérias investigações.

O Brasil não precisa de um presidente que transforme o Estado em instrumento de uma guerra política permanente. Precisa de alguém comprometido com a democracia, a transparência e a igualdade perante a lei.

Flávio Bolsonaro quer a faixa presidencial. Mas o país tem o direito de perguntar se, por trás da candidatura, existe um projeto para governar o Brasil ou apenas a ambição de perpetuar o poder de um clã.

Porque o Palácio do Planalto não pode se transformar em extensão de uma dinastia política cercada de crimes diversos. A democracia brasileira merece muito mais do que a simples transferência de um sobrenome de pai para filho. A coisa é muito mais séria.

Assista ao excelente vídeo de Anelize Moreira de Camargo, do Meio.


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Política

Flavio Bolsonaro e sua defesa sombria ao golpe e à ditadura

A história que não pode ser apagada

Com base na coluna de Bernardo Mello Franco, publicada em O Globo.

O passado autoritário de Flávio Bolsonaro não é um detalhe incômodo que possa ser escondido debaixo do tapete eleitoral. Como resgata Bernardo Mello Franco, o senador deixou registros públicos de sua defesa do regime militar, de sua rejeição à caracterização de 1964 como golpe e de seu elogio a agentes da repressão.

Em seu livro Mito ou verdade, lançado em 2017, Flávio também exaltou o coronel Brilhante Ustra, reconhecido judicialmente como torturador, e atacou a Comissão Nacional da Verdade.

Eis o problema central: quem faz apologia da ditadura precisa explicar o que pensa sobre a democracia de hoje.

Não adianta vestir a fantasia de moderado durante a campanha, ensaiar discursos para conquistar o eleitor de centro e tentar apagar as próprias declarações. A história política de um candidato não desaparece porque seus marqueteiros decidiram mudar o figurino.

O Brasil não precisa de herdeiros políticos de uma tradição autoritária que trata torturadores como heróis e tenta reescrever um dos períodos mais sombrios de sua história. Precisa de compromisso com a liberdade, com o voto popular e com o direito de discordar sem ser perseguido.

A democracia não pode ser defendida apenas quando convém. E a ditadura não pode ser reabilitada como se seus crimes fossem uma nota de rodapé da história brasileira.


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Pesquisa

Virada – Vox Brasil: Lula vira e lidera por 51% a 49% sobre Flávio Bolsonaro

A maioria dos eleitores também acredita que o presidente vencerá a disputa: 46,9% contra 41,6%, que acha que o senador vai vencer. Instituto Vox Brasil foi um dos poucos que projetou Flávio Bolsonaro à frente no 1º turno.

Pesquisa do Instituto Vox Brasil, divulgada na madrugada deste domingo (18), confirma a virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) com o presidente liderando a disputa no segundo turno das eleições presidenciais por 51% a 49% dos votos válidos. O Vox Brasil foi um dos poucos institutos de pesquisa a apontar que o senador terminaria o primeiro turno à frente.

Na pesquisa estimulada, divulgada neste domingo, Lula tem 46,4% das intenções de voto contra 44,6% de Flávio Bolsonaro, com 5% de brancos e nulos e 3,9% de indecisos. A diferença de 1,8 ponto percentual mostra uma situação de empate técnico, com o presidente à frente, dentro da margem de erro de 2,15 pontos para mais ou para menos.

Na pesquisa espontânea, quando os eleitores não são informados dos nomes dos candidatos, Lula é citado por 44,9% e Flávio Bolsonaro por 43,8%.

A maioria dos eleitores também acreditam que o presidente vencerá a disputa: 46,9% contra 41,6%, que acham que o senador vai vencer. Outros 11,5% não souberam responder.

Lula e Flávio Bolsonaro também registra a mesma rejeição, segundo o Vox Brasil: 45,3% – 4,7% dizem rejeitar os dois candidatos e 2,4% não rejeitam nenhum.

O Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores em seus domicílios, entre 15 e 17 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95%.

Instituto já apontava virada
Na pesquisa anterior, divulgada no dia 9 de outubro, o Instituto Vox Brasil já mostrava Lula à frente de Flávio Bolsonaro, com 44,2% das intenções de voto, contra 42,7% – diferença de 1,5 pontos, dentro da margem de erro de 2,15 pontos para mais ou para menos.

Os eleitores indecisos representam 9,7% da amostra, enquanto 3,4% afirmam que pretendem votar em branco ou anular o voto. Na apuração dos votos válidos, que exclui essas categorias, Lula aparece com 50,9%, ante 49,1% de Flávio. Forum.


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O rodamoinho de Flávio Bolsonaro no JN: encenação para esconder o desprezo pelos trabalhadores

Se Flávio Bolsonaro chegar à Presidência, não será por falta de promessas, mas por excesso de contradições. E, quando o assunto é a escala 6×1, o trabalhador tem motivos de sobra para desconfiar de quem muda o discurso conforme a conveniência eleitoral. Afinal, estamos falando de um político cuja trajetória pública está cercada de denúncias e controvérsias que exigem explicações, não de um candidato cuja palavra possa ser aceita como cheque em branco.

A moral de Flávio parece ter a elasticidade de uma borracha velha. Antes mesmo de a chamada rachadinha se transformar em um dos maiores escândalos associados à sua trajetória política, já pesavam sobre ele questionamentos relacionados ao período em que trabalhou como assessor parlamentar ligado ao partido de Roberto Jefferson, enquanto seu pai também integrava aquela legenda. As suspeitas e acusações que marcaram sua vida pública não desaparecem simplesmente porque chegou a hora de disputar o Palácio do Planalto.

Por isso, aquele rodamoinho que Flávio exibiu diante de Renata Lo Prete, no Jornal Nacional, tentando negar ou contornar declarações anteriores sobre os direitos dos pobres, dos trabalhadores e dos aposentados, teve muito mais cara de encenação eleitoral do que de uma mudança genuína de convicções. Foi o velho truque da política oportunista: perceber que a própria brutalidade pode custar votos e tentar vestir, às pressas, uma fantasia de moderado.

O problema é que o trabalhador brasileiro não vive de malabarismo verbal. Quem enfrenta uma jornada exaustiva, perde o convívio com a família, chega em casa sem forças e ainda precisa fazer as contas para sobreviver não pode se dar ao luxo de acreditar em qualquer promessa de candidato com o nível moral nenhum de Flavio Bolsonaro. A escala 6×1 não é uma abstração de campanha: é uma realidade que rouba tempo, saúde e dignidade de milhões de pessoas.

E os aposentados tampouco podem se deixar seduzir por discursos fabricados para a televisão. Quando a eleição se aproxima, aparecem os sorrisos, as frases ensaiadas e as tentativas de esconder posições impopulares. Passada a votação, quem paga a conta é justamente quem vive do próprio trabalho e depende da proteção social.

A palavra de Flávio Bolsonaro não pode valer mais do que seu histórico de declarações e posições públicas. Se pretende convencer o país de que mudou, precisa demonstrar isso com compromissos claros, propostas concretas e coerência — não com gestos teatrais diante das câmeras.

No fim das contas, o rodamoinho do Jornal Nacional pode até ter produzido efeito cênico. Mas não apaga o passado, não resolve as contradições e não transforma oportunismo em compromisso social. Para quem vive do salário ou da aposentadoria, promessa de político de extrema direite sem garantia vale menos do que nada.

E, quando se trata de defender os direitos dos trabalhadores, o Brasil não precisa de um ator tentando interpretar o papel de defensor dos pobres. Precisa de compromisso real com quem trabalha, produz e sustenta este país.


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Política

Flávio Bolsonaro pagou R$ 600 mil a empresa que vende nos EUA sistema de IA para manipular eleições

Elytron ofereceu operação clandestina para mapear eleitores, criar contas falsas, espalhar mentiras e desacreditar rivais, indicam documentos revelados por ex-consultor. Campanha de Flávio nega contratação de qualquer serviço ilegal

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, pagou R$ 600 mil à Elytron, empresa de cibersegurança que tentou vender fora do Brasil um sistema que usa inteligência artificial para manipulação política em eleições de forma clandestina. O PL também declarou ter pago R$ 131,9 mil à mesma companhia.

Documentos obtidos pelo Intercept Brasil detalham a oferta feita nos Estados Unidos de uma operação que incluía fazer uma coleta imensa de dados e identificar grupos de eleitores para, de acordo com o perfil de cada um, executar atividades como disseminar boatos e desinformação, criar contas falsas nas redes sociais e utilizar “técnicas de guerra psicológica” e métodos de infiltração para desacreditar adversários.

São essas ações, chamadas de “comportamentos inautênticos”, que diferenciam uma operação de influência ilegal e clandestina de uma mera estratégia de marketing político, comum em campanhas eleitorais.

Os registros da operação foram entregues à reportagem pelo empreendedor e tecnologista estadunidense Vincent Edward Reed, que foi consultor da Elytron entre 2024 e 2025 e atuou como intermediário para que o sistema fosse apresentado a pessoas ligadas à campanha de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos em 2024 – a tecnologia foi demonstrada aos republicanos, mas não há confirmação de contratação.

Reed disse que rompeu com a Elytron por avaliar que o sistema viola preceitos éticos e legais. “Quando vi a demonstração [do sistema] e o dashboard, pude entender do que era capaz. E isso foi preocupante para mim porque vi que estava mirando eleitores e poderia atingi-los com deepfakes de IA”, afirmou.

Ele denunciou a operação ao FBI e ao Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados dos EUA, mas as apurações não avançaram. Os pagamentos da campanha de Flávio Bolsonaro à Elytron fizeram Reed procurar o Intercept para contar o que sabe. Não há evidências que comprovem que o sistema de manipulação política denunciado por Reed tenha sido usado por Flávio ou pelo PL nas eleições de 2026.

A operação de um sistema de manipulação política nesses moldes violaria as leis que regulamentam as eleições no Brasil porque compromete a integridade do processo eleitoral. O uso de uma ferramenta com este fim também iria contra políticas e regras de uso das próprias plataformas de redes sociais.

O total pago à Elytron pela campanha de Flávio soma R$ 600 mil, de acordo com o DivulgaCand, sistema da Justiça Eleitoral em que os candidatos informam suas despesas. Lá há três notas fiscais emitidas pela empresa. Duas delas, de R$ 500 mil cada, são de 16 de setembro de 2026 – uma, entretanto, consta como cancelada. A terceira nota é de 2 de outubro e totaliza R$ 100 mil.

Todas descrevem o serviço prestado como “consultoria em tecnologia da informação” e citam referências genéricas a quatro atividades: “apoio forense”, “investigação Pishing” — possível referência a um tipo de ataque cibernético, embora a grafia esteja errada —, “teste de seguranca” e “monitoramento de infraestrutura”.

Embora no sistema da Justiça Eleitoral a soma de pagamentos feitos para a Elytron totalize R$ 600 mil, a campanha de Flávio Bolsonaro declarou uma despesa de R$ 1 milhão com a empresa na prestação de contas parcial entregue à Justiça Eleitoral no final de setembro.

O PL, partido de Flávio Bolsonaro, também informou um pagamento de R$ 131,9 mil à Elytron. A despesa foi registrada em 20 de julho deste ano e menciona apenas a prestação de “serviços técnico-profissionais”.

A Elytron mobiliza uma rede de atores políticos internacionais, executivos do setor de tecnologia e nomes da extrema direita brasileira, como o lutador de jiu-jitsu Renzo Gracie. Além do lado brasileiro, que tem como clientes grandes empresas e até órgãos de governo, encontramos conexões que mostram que a empresa tem um braço em Portugal e é ligada a autoridades dos Emirados Árabes Unidos, como o xeque Tahnoon bin Zayed Al Nahyan, chamado pelo Wall Street Journal de “xeque espião”.

No Brasil, dirigentes da Elytron mantêm ligações com o entorno do empresário e influenciador Pablo Marçal – cuja candidatura à Presidência da República foi proibida pelo Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, por ele estar inelegível. Marçal integra a equipe de campanha de Flávio desde o fim de setembro.

A denúncia feita por Reed envolvendo Elytron é um novo elemento nas preocupações envolvendo manipulação política via redes sociais e uma possível interferência nas eleições do Brasil. O tema vem ganhando força desde o ano passado diante da proximidade da família Bolsonaro com Trump e a adoção de medidas pelo governo dos EUA contra o Brasil – e até resultou na condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação, após ter sido acusado de articular retaliações contra o país e ministros do Supremo Tribunal Federal, o STF.

Procurada pelo Intercept, a campanha de Flávio Bolsonaro disse que “não contrata nenhum serviço que viole a legislação eleitoral” e classificou como grave e com “claro viés político eleitoreiro” a “tentativa de associar a contratação de um serviço exclusivo de segurança da informação para proteger os sistemas de comunicações contra ataques cibernéticos com práticas de manipulação política”. A assessoria frisou ainda que a contratação seguiu procedimentos regulares. Leia a resposta na íntegra.

Nós procuramos a Elytron por meio de sua assessoria de imprensa, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. Também procuramos João Brasio, CEO da empresa no Brasil.

Após a publicação, a Elytron respondeu os questionamentos enviados pelo Intercept. Disse que “repudia veementemente qualquer tentativa de associar seu nome à disseminação de informações falsas, ao uso de deepfakes ou à realização de operações clandestinas de manipulação da opinião pública”.

Também pontou que “a empresa atua no segmento de segurança cibernética e da informação, com serviços de natureza exclusivamente defensiva, e não oferece, não executa nem autoriza esse tipo de prática para nenhum cliente, nacional ou internacional, incluindo a campanha do senador Flávio Bolsonaro”.

A Elytron ainda informou que não prestou serviços para a campanha de Trump e que não autorizou a “realização de apresentações comerciais em seu nome para oferecer operações de influência política”. A empresa afirmou que apurará os fatos e eventuais responsabilidades relacionadas ao uso indevido de seu nome.

Quanto aos serviços prestados à campanha de Flávio e ao PL, a Elytron destacou que “possuem finalidade técnica e preventiva, voltada à proteção cibernética, à segurança das comunicações, à preservação da confidencialidade de informações e à proteção da infraestrutura tecnológica dos contratantes”.

A empresa ainda confirmou que possui pessoa jurídica em Portugal para fins de “organização societária e tributária para eventuais operações comerciais no mercado europeu”, mas que isso não constitui uma filial da Elytron brasileira. Leia aqui a íntegra da resposta enviada pela Elytron.

‘O termo manipulação foi de fato usado’
Reed contou ao Intercept que, no período em que atuou como consultor da Elytron, apresentaram-lhe o sistema como uma ferramenta analítica de IA, o que não seria um problema. No entanto, ao acessá-lo e entender do que se tratava, ele disse que ficou preocupado. “O termo manipulação foi de fato usado. E qualquer vez que eu ouço a palavra manipulação humana, especialmente quando envolve IA, me preocupa”, completou.

Documentos indicam que o objetivo do sistema ia muito além de análise de dados. Um deles, de acordo com Reed, é a apresentação confidencial que foi feita a pessoas ligadas à campanha de Trump em 2024. “Nós desenvolvemos soluções de ponta que aparelham big data como nunca antes”, descreve o material da Elytron.

Segundo o documento, unir dados e inteligência artificial viabiliza campanhas massivas direcionadas, controle da presença digital e identificação de ameaças, rastreamento de robôs e fake news, além de mobilização de pessoas.

Para mobilizar essas bases, segundo a apresentação, a Elytron coleta e cruza dados sociais, políticos e econômicos. O sistema promete geodirecionamento, mapeamento de demandas regionais, criação de cenários de votação e testes de eficácia de campanhas de comunicação.

Apresentação em inglês cita operações de ataque e defesa, unidades de infiltração e intervenção de um “exército digital”. Entre os objetivos, estão fazer ataques e interferências “silenciosas” e garantir uma “imagem de poder e controle”. (Foto: Reprodução)

Outra frente do negócio oferece a publicação de reportagens na imprensa internacional valendo-se de “relacionamentos excepcionais”. A lista menciona veículos como The New York Times, Bloomberg, The Washington Post, Reuters e CNN.

O documento também expõe o uso de mapeamento avançado em redes sociais para manipular e segmentar públicos. “Essa capacidade de segmentação nos permite identificar, ampliar ou criar uma opinião dominante dentro de um segmento definido” ou “mover a evolução de uma opinião do segmento A para o segmento B, com o objetivo de tornar essa opinião prevalecente e aumentar sua influência”.

‘Essa capacidade de segmentação nos permite identificar, ampliar ou criar uma opinião dominante dentro de um segmento definido’
Monitorar redes sociais, identificar tendências, mapear detratores ou contas falsas são práticas rotineiras para fins políticos ou comerciais – não é ilegal e costuma ser feito por meio de ferramentas pagas como Meltwater e Brandwatch.

O diferencial mencionado pela Elytron na apresentação à qual Reed teve acesso é a operação ativa de comportamentos inautênticos: a empresa sugere a criação de contas falsas, plantar desinformação e rumores e operar avatares gerados por inteligência artificial.

Uma das táticas descritas é a “disseminação direcionada de uma opinião ou informação (rumores, mensagens-chave, ideias) em um grupo específico”.

Outro trecho destaca estratégia para plantar uma opinião em grupos “fortemente polarizados” de acordo com localização geográfica, idade e engajamento político. Ainda menciona como “operação especial” as ações para disseminar rumores e desacreditar oponentes com “técnicas de guerra psicológica e métodos de infiltração”. (Foto: Reprodução)

“Por exemplo, se o objetivo estratégico for associar um oponente a uma determinada opinião, podemos introduzir essa opinião com precisão em vários grupos-alvo, influenciando, assim, a percepção coletiva”, descreve a empresa no documento. O cardápio de serviços menciona, ainda, descredibilização de adversários.

Um gráfico anexado na apresentação revela o fluxograma tático. O plano parte da definição de um objetivo político da operação para, então, traçar um alvo operacional. A partir daí, define-se o método: as opções vão desde operações psicológicas, com a infiltração em redes adversárias, a operações especiais, com a criação e disseminação de desinformação e de descrédito, até chegar ao gerenciamento de opiniões.

Uma das páginas da apresentação mostra que a operação parte do objetivo político e, depois, se divide em operações psicológicas, especiais e de opiniões. Entre as ações previstas, estão infiltração em redes de opositores, espalhar informações falsas e desacreditar adversários a partir da criação e disseminação de conteúdo. (Foto: Reprodução)

Na etapa seguinte, de acordo com a apresentação, é definida a estratégia de transmissão. O plano abrange desde a criação de conteúdo – imagens, vídeos, memes, deepfakes – até a distribuição coordenada em blogs, redes sociais e na imprensa.

O Intercept submeteu o documento que detalha a operação à Beatriz Farrugia, pesquisadora da Lupa e analista sênior de desinformação e FIMI (o acrônimo em inglês para manipulação de informação e interferência estrangeira) do Debunk, uma ONG baseada na Lituânia.

Farrugia também é especialista em operações de influência, que são esforços deliberados e planejados que empregam técnicas ilegítimas para moldar opiniões e percepções das pessoas.

“Essa tela [do plano, foto acima] é exatamente a definição de A a Z de operação de influência”, diz a especialista, pontuando que estratégia vai muito além de apenas postar desinformação ou deepfakes nas redes sociais.

Reed detalhou ao Intercept a mecânica comercial da Elytron, que mapeia as metas do cliente. “Assim que uma campanha assina um contrato, representantes dela teriam acesso a uma equipe que ficaria encarregada de entender os objetivos. Essa campanha quer difamar o adversário? Eles querem colocar uma campanha de comunicação massiva? E também passam a pensar qual o desfecho que a campanha busca. Quer manipular eleitores? Influenciar opiniões?”, pontuou.

‘Como usa tecnologia de fontes abertas e tem acesso ao X e às plataformas da Meta, o sistema pode mirar usuários individuais com base em demografia’

Com o alvo traçado, o sistema entra em ação. “Como usa tecnologia de fontes abertas e tem acesso ao X e às plataformas da Meta, o sistema pode mirar usuários individuais com base em demografia”, explicou Reed. As apresentações indicam que uma ampla variedade de outros bancos de dados também pode ser integrada para fortalecer essas capacidades de segmentação.

Ele disse que a demonstração à qual teve acesso deixou claro que o sistema não era apenas uma ferramenta analítica, mas uma tecnologia de manipulação eleitoral focada em campanhas e eleitores.

Conexão nos Emirados Árabes
A Elytron se apresenta como uma empresa de segurança da informação com atuação internacional. Além do endereço comercial em São Paulo divulgado em seu site, a firma possui registro em Portugal desde 2021.

O rosto público da empresa é João Lucas Melo Brasio, autointitulado “especialista em cibersegurança e hacker ético”. Em 2018, ele fundou o negócio com Felipe Garofalo. Naquele mesmo ano, ganhou notoriedade após declarar ter identificado uma vulnerabilidade no sistema de divulgação de candidaturas e contas eleitorais do TSE, o DivulgaCand.

Em entrevistas, Brasio afirma ter trabalhado para o Pentágono e outros órgãos de defesa, cujos logotipos também aparecem no site da empresa. Ele também é sócio de diversas outras empresas. Uma delas é a Katana, agência de comunicação focada em campanhas políticas. Em seu site, a companhia se apresenta como “resultado da sinergia entre a Nova Estratégia Comunicação Institucional Pública e Eleitoral e a Elytron Security”.

Em entrevista ao jornal português Observador, em 2022, Brasio disse que a Elytron tinha uma filial no Algarve com apenas dois funcionários e que já executava projetos em Portugal sob sigilo.

Em novembro de 2025, Daniel Tupinambá, chefe de segurança da informação da Elytron, publicou no LinkedIn uma foto na Assembleia Geral da Interpol ao lado de Jorge Remígio e Felipe Garofalo, co-fundador da empresa. “Elytron Cybersecurity Brasil e Portugal fechando o terceiro dia de muito aprendizado e compartilhamento legítimo contra o crime cibernético”, escreveu Tupinambá.

Reed, que nos procurou com os documentos sobre a operação da Elytron, atuou como consultor para o braço português da empresa. Em 2024, ele começou a trabalhar com pessoas que se apresentaram como ligadas à Elytron Security, empresa de cibersegurança e inteligência artificial que opera no Brasil e em Portugal, e também à Aleria, uma companhia dos Emirados Árabes que desenvolve soluções de inteligência artificial.

*Publicado com exclusividade por Eduardo Goulart, Laís Martins, Leandro Becker e Eduardo Goulart no Intercept Brasil


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É sabatina marmelada que chama

Globo confirma encontro de Flávio com cúpula da emissora antes de sabatina no JN

Após coluna do Metrópoles revelar almoço com Flávio, Globo confirma visita e não esclarece se Lula teve convite semelhante

A TV Globo confirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, fez uma visita institucional à sede da emissora, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (16), horas antes de participar da sabatina do Jornal Nacional (JN).

A nota foi enviada à imprensa após a publicação da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, que revelou que Flávio tinha um almoço reservado com a cúpula da emissora no mesmo dia da entrevista.

Segundo a Globo, o senador foi recebido pelo presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e pelo vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet. A emissora afirmou que o encontro não contou com a presença de lideranças do Jornalismo.

Na nota, a empresa alega que pedidos de visitas institucionais “fazem parte da rotina dos executivos de empresas de mídia” e que é “usual que candidatos a cargos eletivos façam encontros de cortesia”.

Segundo a coluna do Metrópoles, Flávio esteve acompanhado do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral de sua campanha presidencial, e de um assessor de imprensa.

Este seria o segundo encontro de Flávio com a cúpula da emissora. O primeiro, conforme Igor Gadelha, ocorreu antes do início oficial da campanha eleitoral, como parte de uma agenda de visitas do senador aos principais veículos de comunicação.

Lula não teve encontro com executivos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também candidato à Presidência, foi entrevistado na quinta-feira (15).

De acordo com informações publicadas pelo Metrópoles, auxiliares de Lula afirmaram que o presidente não teria sido convidado para um almoço semelhante com executivos da Globo.

A Globo respondeu ao ICL Notícias que as visitas institucionais são comuns e que também teria atendido a um eventual pedido da campanha de Lula. O presidente, no entanto, não fez solicitação semelhante, e não houve, portanto, um encontro entre Lula e os executivos da emissora nos mesmos moldes.

Até a publicação, a assessoria do senador não havia se manifestado. O espaço segue aberto.

Confira a nota da TV Globo na íntegra:
O candidato à presidência da República do PL, Flavio Bolsonaro, fez hoje uma visita institucional à sede da Globo, no Rio de Janeiro, e foi recebido pelo presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e pelo vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet. O encontro não contou com a presença de lideranças do Jornalismo. Pedidos de visitas institucionais são parte da rotina de todos os executivos de empresas de mídia, sendo usual que candidatos a cargos eletivos façam encontros de cortesia.

*ICL


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Tudo junto e misturado

Grupo Globo, de porta-voz do bolsonarismo a suspeito de conexões que vão muito além de Luciano Huck e Fred Kachar

Escancaradamente bolsonarista, O Globo já nem faz questão de disfarçar seu engajamento político. O jornal da família Marinho parece ter abandonado de vez qualquer pretensão de imparcialidade para vestir a camisa de uma candidatura que interessa à velha direita e aos setores mais poderosos do mercado.

Mas há uma pergunta incômoda que não pode ser ignorada: até onde vão as conexões de Daniel Vorcaro com o Grupo Globo? Se as relações envolvendo Luciano Huck e Fred Kachar já levantam questionamentos sobre a proximidade entre o mundo financeiro e o poder midiático, é legítimo cobrar esclarecimentos sobre a extensão dessas relações e sobre os interesses que podem estar em jogo.

O que não se pode fazer é transformar suspeitas em conclusões sem provas. Mas tampouco se pode exigir que a sociedade feche os olhos diante de relações que merecem escrutínio público.

Quando um dos maiores grupos de comunicação do país assume uma linha editorial cada vez mais alinhada ao bolsonarismo, a pergunta deixa de ser apenas sobre jornalismo e passa a ser também sobre poder, interesses econômicos e influência política.

Quem financia, quem se associa, quem ganha e quem pauta a opinião pública? Essas são as perguntas que precisam de respostas transparentes.

A credibilidade de um veículo de comunicação não se sustenta na força de sua marca, mas na independência de sua cobertura. E, quando essa independência é colocada em dúvida, não basta posar de fiscal da República: é preciso aceitar ser fiscalizado também.

Basta um clique no jornal dos Marinho, para entender que seu conceito de democracia é de uma perna só. Isso deixa claro que o jornalão utiliza uma peneira moral em favor de quem, há anos, furta até o piruá de pipoca das vasilhas do povo, deixando vastos roletes de fumo.

Ou seja, já são dois figurões de cabeça coroada da Globo envolvidos até o talo  jo esquema de Daniel Vorcaro, o todo poderoso diretor, Fred Kachar, e o apresentador, Luciano Huck.

Então fica a pergunta: E os irmãos Marinho, não sabiam de nada? E só se manifestam jogando para a torcida quando aparece uma denúncia comprovando que o Grupo Globo, Vorcaro e, consequentemente, o próprio Flavio Bolsonaro formam um combo de interesses nada repubicanos.


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