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André Mendonça, com sua blindagem a Flavio, escancara que o 01 é um corruptaço

Ninguém é ministro da Justiça de Bolsonaro impunemente, e este é um caso de importância estratégica para entender por que André Mendonça dorme em cima da papelada que virou notícia no Intercept, tirando o sossego de Flavio.

Sim, o bolsonarismo é uma pensão institucional para André Mendonça. Foi ministro da Justiça e, depois, ministro do STF pelas mãos do pai de Flavio, Jair Bolsonaro.

Nessa situação que envolve o senador Jaques Wagner, Mendonça foi o maestro e colocou uma questão no centro do debate nacional com uma pergunta, senador por senador,  tanto Jaques Wagner quanto Flavio Bolsonaro estão no mesmo plano institucional.

Não é preciso ser observador para entender que, tão cedo, Mendonça comandará qualquer ação da PF para dar um tranco no vigarista 01.

Atitudes como essa, que refreiam qualquer ação contra Flavio, fazem com que mais de meio país entenda que, se o papel de Mendonça é o de proteger Flavio, é porque tem material de sobra na sua mesa para ele esconder e, portanto, blindar Flavio na justiça, mas não de sua desgraça política.

Ou seja, a situação geral, fora do analfabetismo bolsonarista, é que isso estraga cada vez mais a imagem de um sujeito que nunca prestou e que dane-se a bondade de Mendonça com Flavio. Ele continuará cheio de angústias, porque até a banda mais podre do bolsonarismo assume publicamente que o rachadinha da fábrica de chocolate, das mansões e de uma cadeia de imóveis, inclusive em território comandado pela milícia, engasgou sua campanha.

Ao fim e ao cabo, no entanto, essa displiscência inadvertida de Mendonça com os crimes de corrupção de Flavio, acaba se constituindo num chicote que estala na própria bunda do protegido.

Esse tipo de comportamento de Mendonça, suicida de vez a campanha de um cara reonhecidamente vigarista até pelos pares.

Ao invés de salvar o defunto político, André Mendonça, com essa atitude de Corte de província, joga ainda mais terra em sua cova.


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Política

Michelle diz que só apoiará Flavio se ele fizer um pedido público de desculpas

Madrasta condiciona participação na corrida presidencial do filho do apenado à superação de conflitos familiares e políticos

Michelle Bolsonaro condicionou sua participação ativa na pré-candidatura presidencial do enteado, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a um pedido público de desculpas por parte dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro, apenado por tentativa de golpe de Estado, está em apuros após seu áudio com Vorcaro negociando milhões de dólares vazar e prejudicar os resultados das pesquisas de intenção de voto para presidente, especialmente entre evangélicos.

A informação foi revelada por lideranças do Partido Liberal à colunista Bela Megale, do O Globo, nesta segunda-feira (15/jun).

O distanciamento entre Flávio Bolsonaro e sua madrasta existe há anos, mas se agravou após o senador classificar a ex-primeira-dama como “autoritária”, em resposta à oposição dela à aliança do PL com o ex-governador Ciro Gomes no Ceará.

Fontes próximas à Michelle relatam que esse não foi o único episódio de desrespeito percebido por ela.

A relação com outro enteado, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, também permanece azeda.

Eduardo resistiu publicamente à possibilidade de sua madrasta Michelle disputar a Presidência ou compor chapa como vice, enquanto atuou como um dos principais articuladores da candidatura de Flávio ao lado do pai.

Aliados de Michelle Bolsonaro no PL afirmam que ela só deve mergulhar na campanha quando a crise familiar for superada por meio de um gesto público de retratação.

Até o momento, os filhos de Jair Bolsonaro não sinalizaram disposição para realizar o pedido de desculpas em alto e bom som, conforme desejado pela ex-primeira-dama.

Questionada na semana anterior sobre quando entraria na campanha de Flávio, Michelle Bolsonaro respondeu que, neste momento, quem necessita de sua atenção é Jair Bolsonaro.

A exigência ganha relevância diante da queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada ena quarta-feira (10/jun), mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno.

No primeiro turno, Lula aparece com 39% e o senador com 29%.

De acordo com o Urbs Magna, mediadores do PL atuam para reaproximar as partes, argumentando que apenas a eleição de Flávio Bolsonaro abriria caminho para que Jair Bolsonaro saia de sua situação jurídica atual.

A entrada de Michelle como cabo eleitoral forte é vista internamente como essencial para reverter a trajetória negativa da campanha.

Tensões internas na família Bolsonaro expõem fragilidades na construção de uma candidatura unificada da direita para as eleições presidenciais de 2026.


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Política

Flavio Bolsonaro e o celular bomba de Claudio Castro que a PF destravou

A triangulação entre Vorcaro, do Banco Master, Claudio Castro e Flavio Bolsonaro é uma coisa só, disso todos sabem.

O desbloqueio do celular de Claudio Castro pela Polícia Federal acendeu um alerta mais que vermelho na sua campanha pré-eleitoral para a presidência, sobretudo no seu grupo político. A conexão entre essas três cabeças que estão como personagens centrais desse emaranhado de corrupção, é um aparelho de alta tensão para os planos eleitorais do 01 do clã Bolsonaro.

Por isso o avanço das investigações da PF gerou forte desespero por três fatores principais: seu elo com Daniel Vorcaro e o Banco Master, a desestruturação de sua prinncipal base eleitoral, Rio de Janeiro, e o principal, o risco de mensagens e agendas diretas que colocam Flavio no centro de uma bomba atômica.

O nome disso é efeito tóxico, melhor dizendo, radioativo de todo o seu entorno, de todos os candidatos à Câmara e ao Senado que orbitam em torno de Flavio.

Trocando em miúdos, muita gente pagará um custo como criminoso sim, mas outro tanto, que não é pequeno, pagará o custo por osmose, por ser parte de uma estrutura sabidamente miliciana que envolve um número incontável de gente que está na disputa e que será atingida  no peito. Mais que isso, qualquer associação a Flavio a essa altura dos fatos, em todo o terrirório nacional, sofrerá um tranco, já que ele é a figura mais importante em atividade na direita hoje no Brasil.

Ou seja, como se diz na linguagem mega popular, “o bagulho é doido”.

Soma-se a sso a própria figura de Claudio Castro, que está muito além de ser um mero subserviente do clã Bolsonaro no Rio de Janeiro, Claudio Castro tem sua própria demanda de crimes contra os cofres públicos em toda a estrutura de altarquias de todo o estado. E isso se transforma num carrapicho no paletó já todo cagado de Flavio Bolsonaro.

Ninguém pode afirmar que um impacto como esse nas pretensões do PL será grande, não, ele será devastador, provocando um esvaziamento político na legenda, tanto que Cladio Castro abdicou, ou melhor, desistiu de concorrer ao Senado que já, de antemão, desarticulou a principal chapa do PL fluminense.

Os riscos de mensagens e agendas cotidianas diretas do celular de Claudio Castro são nitroglicerina pura, porque ali contém o histórico completo de agendas privadas e registros de jantares, inclusive, com Vorcaro no exterior, além de outras com figuras investigadas.

Os investigadores buscam mensagens em aplicativos que possam comprovar o que já sabem, principalmente sobre a refinaria Refit, que contaram com interferência direta de Flavio Bolsonaro.

A avaliação dentro do PL carioca, portanto, é a de que estão diante de um verdadeiro desastre político para os planos do clã Bolsonaro e todas as suas ramificações no estado mais bolsonarista do Brasil, do ponto de vista institucional.


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Política

Flavio Bolsonaro e Vorcaro: Planilha mostra o caminho do dinheiro

Um dos esforços de aliados do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, desde a primeira reportagem da série Vaza Flavio, tem sido convencer o público de que as revelações não se sustentam. Uma das vozes na tentativa de deslegitimar o nosso trabalho tem sido a do comentarista Paulo Figueiredo.

“Começaram com o Intercept dizendo que eram 134 milhões do Vorcaro pro filme. Caiu para 61 milhões no Metrópoles. Depois, 2 milhões no Globo. Já já vocês vão descobrir que NÃO TEM dinheiro do Vorcaro no filme”, escreveu o aliado da família Bolsonaro no X, em 13 de maio.

A tese de discrepância nos valores ganhou força a partir de postagens falsas compartilhadas por parlamentares e páginas bolsonaristas, alegando que o Intercept teria recuado das informações, “pedido desculpas” ou admitido não possuir provas de que Daniel Vorcaro financiou o filme “Dark Horse”, a cinebiografia de Jair Bolsonaro. Isso já foi amplamente refutado.

A alegação é mentirosa por vários motivos, mas o mais importante deles é que a primeira reportagem da nossa série sempre distinguiu dois números importantes para entender a negociata: os 24 milhões de dólares (R$ 134 milhões, em valores convertidos pela cotação da época) negociados por Flávio Bolsonaro com Vorcaro para financiar o filme; e os 10,6 milhões de dólares (equivalentes, naquele período, a R$ 61 milhões) efetivamente pagos.

Uma semana depois, em 20 de maio, Figueiredo questionou se o trabalho do Intercept revelaria, de fato, “transações financeiras”. E acrescentou: “Se não vierem (como Flávio jura e como eu acredito, até o momento), a credibilidade voltará aos poucos”. Pois bem: a edição desta semana da newsletter Cartas Marcadas traz documentos inéditos que comprovam de maneira irrefutável que houve repasses financeiros.

Planilha detalha fluxo de pagamentos
Além de mensagens, o Intercept teve acesso a planilhas, contratos, comprovantes bancários e registros financeiros que permitem reconstruir parte do caminho percorrido pelo dinheiro para bancar “Dark Horse”.

O primeiro documento é uma planilha intitulada “Funding Schedule”, apresentada nas conversas como o cronograma de financiamento do projeto. O arquivo registra uma operação de quase 24 milhões de dólares — o equivalente a R$ 134 milhões na cotação da época — e detalha tanto os aportes previstos quanto os valores efetivamente recebidos pelo fundo ligado à produção.

Cronograma compartilhado em troca de mensagens detalha pagamentos previstos e concretizados (Foto: Reprodução)

O cronograma previa 14 desembolsos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. As duas primeiras parcelas foram de 2 milhões de dólares cada, inicialmente previstas para 20 e 25 de janeiro de 2025, mas efetivamente pagas em 13 de fevereiro e em 24 de março, segundo a planilha.

As outras 12 foram fixadas em 1,66 milhão de dólares cada – a primeira delas também foi paga em 24 de março, outras duas em 25 de abril e mais uma em 29 de maio. Ao final do cronograma, o total recebido indica uma soma de 10,6 milhões de dólares.

Essa tabela sobre os pagamentos foi encaminhada em 7 de agosto de 2025 pelo empresário Thiago Miranda a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acompanhada da observação: “Duas em atraso e está para vencer a terceira agora em agosto”. Miranda recebeu uma resposta curta de Vorcaro: “Segunda fazemos duas”.

A mensagem é relevante porque sugere que novos desembolsos estavam sendo discutidos naquele momento, o que pode significar que o valor efetivamente pago tenha ultrapassado os 10,6 milhões de dólares.

Um cronograma semelhante havia sido encaminhado pelo próprio Daniel Vorcaro ao pastor Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro do banqueiro, meses antes, em 12 de março de 2025. Segundo mensagens obtidas pelo Intercept, Vorcaro enviou o documento e deu duas orientações: “precisa me ajudar controlae isso” e “tem que pagar a segunda e a terceira”.

Zettel respondeu logo em seguida: “Vou pra cima do Mineiro. Passei o fluxo pra ele. Achei que ele tava fazendo”. O “Mineiro” citado na troca de mensagens seria Antônio Carlos Freixo Júnior, executivo ligado à Entre Investimentos e Participações, empresa que fez a transferência bancária.

Apesar das negativas oficiais, as mensagens indicam haver uma conexão entre Vorcaro e Freixo. Em fevereiro de 2025, segundo registros obtidos pelo Intercept, Zettel perguntou a Vorcaro se poderia “pedir pro Minas” logo após o banqueiro sugerir fazer a operação “via entre”. O telefone de Freixo foi salvo na agenda de contatos de Vorcaro como Mineiro.

Comprovante bancário detalha operação
Outro documento que chama atenção é o comprovante da primeira transferência internacional da operação, emitido pelo sistema SWIFT, utilizado por instituições financeiras para operações entre diferentes países.

O registro é datado de 13 de fevereiro de 2025 e confirma a remessa de 2 milhões de dólares ao Havengate Development Fund LP, controlado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro.

Comprovante de transferência mostra que 2 milhões de dólares foram transferidos pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate. As marcações em preto foram inseridas pelo Intercept para não expor códigos e informações técnicas da operação bancária (Foto: Reprodução)

Segundo o comprovante, a operação teve como remetente a Entre Investimentos e Participações Ltda. O pagamento foi processado por meio do Banco BS2 e destinado a uma conta do Havengate vinculada ao JPMorgan Chase Bank. O comprovante contém os códigos de identificação da transferência, os dados das instituições envolvidas, as referências da operação e os registros de liquidação exigidos pelo sistema financeiro internacional.

O extrato registra o que seria a primeira transferência internacional para financiar “Dark Horse” e demonstra o funcionamento na prática da operação descrita nas mensagens.

Esse comprovante, inclusive, consta em uma série de mensagens trocadas entre Zettel e Vorcaro sobre dificuldades para concluir a operação. Em 5 de fevereiro, Zettel informou ao banqueiro que o câmbio do Banco Master estava criando obstáculos para a transferência destinada ao filme.

Durante a conversa, os dois discutiram alternativas para viabilizar o envio dos recursos ao exterior e acabaram decidindo recorrer à estrutura da Entre Investimentos e Participações Ltda, empresa que aparece como remetente no comprovante de transferência bancária.

Embora a Entre Investimentos e Participações e Vorcaro neguem qualquer vínculo societário, de controle ou governança entre as partes, documentos obtidos pelo Intercept e reportagens publicadas por Metrópoles e Estadão sobre investigações em curso indicam haver uma uma conexão operacional e financeira entre o grupo e o banqueiro.

Menos de dez dias depois, em 14 de fevereiro, Zettel encaminhou a Vorcaro o comprovante emitido pela rede SWIFT acompanhado de uma única palavra: “Filme!”. A mensagem foi enviada um dia após a liquidação da operação de 2 milhões de dólares destinada ao Havengate Development Fund LP, exatamente a transferência cuja realização vinha sendo discutida nas conversas anteriores.

*Reportagem exclusiva do Intercept Brasil


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Flavio Bolsonaro despenca entre os evangélicos e soma mais um pesadelo

Números da última Quaest no segmento são assustadores para o candidato de extrema direita, que passou a semana participando de cultos e “orando” emocionado. Veja os dados e por que a preocupação aumenta no PL

clima nos bastidores do Partido Liberal (PL) azedou de forma definitiva. A pré-candidatura à Presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que surfava em uma trajetória de forte crescimento no início do ano, vive agora um processo acelerado de derretimento nas pesquisas de intenção de voto. Diante do que interlocutores já chamam reservadamente de “naufrágio” do filho 01 do ex-presidente, o principal motor do pânico instalado no comitê bolsonarista tem endereço certo e contornos dramáticos: a debandada em massa do eleitorado evangélico, um movimento que destrói a principal fortaleza eleitoral da extrema direita.

Os dados da última pesquisa Genial/Quaest acenderam o sinal vermelho na campanha da oposição e lançaram os estrategistas em um verdadeiro estado de desespero. No cenário geral de segundo turno, Flávio aparece com apenas 38% das intenções de voto, ficando seis pontos atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera de forma consolidada com 44%. O que realmente tira o sono dos caciques do PL e tira o sossego da família Bolsonaro, no entanto, é o recorte religioso exclusivo e detalhado dessa sondagem, que revela um colapso em um segmento que até então parecia inabalável.

Enquanto Flávio Bolsonaro conseguiu estancar as perdas entre os eleitores católicos, mantendo em junho o exato mesmo percentual de 34% obtido na pesquisa de maio, o chão desabou completamente sob seus pés quando o assunto é o segmento evangélico. Considerado historicamente o porto seguro do bolsonarismo e a base de sustentação do discurso moral da extrema direita, esse eleitorado promoveu uma queda vertiginosa nas intenções de voto do senador. Flávio despencou impressionantes nove pontos percentuais em apenas um mês, caindo de 61% das intenções de voto no levantamento anterior para 52% no atual cenário.

Na contramão desse declínio acentuado, o presidente Lula, embora ainda apareça numericamente distante do candidato do PL, avançou de forma consistente e “perigosa” dentro do grupo, subindo de 24% para 31% das intenções de voto no mesmo período. Esse avanço petista e o consequente tombo do 01 são alimentados diretamente por uma melhora contínua e gradual na percepção que os evangélicos têm da atual administração federal.

A aprovação ao governo Lula nesse nicho religioso específico deu um salto significativo, subindo de 28% em abril para 30% em maio, e atingindo a marca de 35% em junho. Paralelamente, no mesmo período, a desaprovação ao atual mandatário recuou de forma notável, caindo de 68% para 60%.

Líderes evangélicos dizem reservadamente que a forte rejeição a Flávio Bolsonaro se consolidou de forma irreversível após o candidato ter sido pego na mentira no escândalo envolvendo o Banco Master. Em março, quando veio a público a informação de que a CPI do INSS havia localizado o número de celular do senador na agenda de contatos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o parlamentar tentou se esquivar dizendo que os dois nunca haviam tido qualquer tipo de contato e que seu número telefônico não era propriamente um segredo guardado a sete chaves.

Essa versão defensiva, contudo, ruiu por completo após o portal The Intercept Brasil vazar áudios devastadores que comprovam que Flávio atuou de forma direta para pressionar e cobrar repasses financeiros milionários de Vorcaro, que foi preso pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero por suspeitas de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro nacional.

Os áudios vazados expuseram as entranhas de uma negociação espantosa, na qual o banqueiro investigado se comprometia a injetar R$ 134 milhões na produção do filme Dark Horse, uma cinebiografia laudatória destinada a exaltar a figura de Jair Bolsonaro, sendo que desse montante pelo menos R$ 61 milhões foram efetivamente liberados.

A reação do público evangélico e da sociedade foi imediata e severa, conforme mensurado pela pesquisa Quaest, na qual 60% dos eleitores afirmaram convictamente que os diálogos vazados levantam fortes suspeitas de corrupção, enquanto 65% avaliaram que o senador errou gravemente ao se aliar e receber recursos financeiros de um magnata envolvido com práticas criminosas.

A temperatura das redes sociais confirmou o tamanho do estrago na imagem do senador. Um levantamento minucioso realizado pela consultoria Ativaweb DataLab, que analisou mais de 17 milhões de menções públicas nas primeiras 20 horas após a realização da Marcha para Jesus, revelou que 51,9% de todas as interações direcionadas a Flávio Bolsonaro tiveram um tom marcadamente negativo.

Os pesquisadores e analistas de dados identificaram um volume expressivo e inédito de manifestações de cristãos criticando abertamente a transformação de um evento estritamente sagrado em um palanque de disputa eleitoral rasteira. Parte considerável do público rejeitou de forma veemente o discurso do senador, que afirmou na ocasião que o Brasil vive uma suposta “guerra espiritual” e que “o mal vai ser expulso do governo”, uma retórica agressiva que acabou gerando um profundo cansaço e efeito reverso entre os fiéis.

Se a perda da hegemonia evangélica já configura uma crise sem precedentes para os planos do PL, o desempenho de Flávio Bolsonaro entre os eleitores independentes aprofunda o isolamento da extrema direita e desenha o que muitos já consideram um beco sem saída eleitoral. Esse grupo decisivo, formado por cidadãos que não se declaram nem lulistas nem bolsonaristas e que costuma definir os pleitos majoritários no país, promoveu mais um forte recuo nas aspirações do senador, cujas intenções de voto despencaram de 31% para 24% no segmento. O presidente Lula soube capitalizar com maestria o desgaste moral do adversário e abriu uma distância que agora se configura como um verdadeiro abismo eleitoral, alcançando uma gritante vantagem de 13 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro entre os eleitores independentes.

Estrategistas políticos e eleitorais apontam de forma unânime que essa sequência ininterrupta de escândalos colou de forma indelével no primogênito do ex-presidente as pechas de corrupto, traidor da pátria e trapaceiro eleitoral. Além do caso envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro, a imagem pública do candidato sofreu um golpe quase fatal com a repercussão extremamente negativa de sua recente viagem oficial aos EUA. Flávio foi a Washington com o objetivo confesso de articular com parlamentares norte-americanos alinhados a Donald Trump e com organismos internacionais a aplicação de sanções econômicas e políticas severas contra o próprio Brasil, sob a alegação de que estaria sofrendo perseguição política interna.

O episódio foi amplamente explorado por seus adversários políticos como um ato inequívoco de traição à pátria, consolidando o argumento de que o candidato preferiu sabotar a economia do seu próprio país e prejudicar a população a responder de forma limpa pelos próprios atos perante a Justiça brasileira.

No auge do pânico, o comitê de campanha tentou uma manobra jurídica desesperada que acabou por selar a pecha de autoritarismo e mordaça que a oposição tanto buscava explorar. Ao ter acesso aos dados internos que já apontavam para o derretimento acelerado de suas intenções de voto, Flávio acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a censura imediata e a suspensão da divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, sob o argumento frágil de que as perguntas induziriam os entrevistados a darem respostas negativas. Embora o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, tenha concedido uma decisão liminar favorável ao senador, o tiro saiu espetacularmente pela culatra.

A reação política da oposição e de amplos setores da sociedade civil foi devastadora, classificando a medida como um flagrante ato de censura eleitoral e um atestado de desespero do clã, o que acabou por atrair ainda mais holofotes e curiosidade pública para o escândalo dos áudios do Banco Master, intensificando a queda de Flávio nas sondagens da própria AtlasIntel, onde ele já havia despencado seis pontos no segundo turno, fixando-se em 41,8% contra 48,9% de Lula.

Diante do colapso iminente da candidatura e da paralisia do comitê político, a ordem para uma intervenção de emergência partiu diretamente de Jair Bolsonaro. Mesmo cumprindo rigorosa prisão domiciliar após sua condenação histórica por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente determinou de forma categórica que sua esposa, Michelle Bolsonaro, assuma o protagonismo e entre de cabeça na campanha do enteado para tentar estancar a sangria de votos e resgatar o eleitorado perdido.

Essa decisão funciona como uma operação de salvamento político de alto risco, mas esbarra imediatamente em um histórico crônico e amplamente conhecido de severas tensões familiares. A relação pessoal entre Flávio Bolsonaro e sua madrasta sempre foi descrita por aliados mais próximos como péssima, sendo marcada ao longo dos anos por episódios humilhantes, desconfianças mútuas e ofensas proferidas de lado a lado nos bastidores do poder.

Na intimidade do clã, o senador frequentemente tentava diminuir a relevância e o peso político de Michelle Bolsonaro, referindo-se a ela de forma pejorativa e arrogante como uma mera “agregada” da família que tentava pegar carona no sobrenome do marido. Por sua vez, a ex-primeira-dama nunca fez questão de esconder seu profundo descontentamento com o comportamento e as trapalhadas do enteado e, em conversas reservadas com interlocutores da extrema direita, chegou a debochar abertamente dos seguidos desastres políticos e judiciais que pavimentaram a derrocada e o isolamento atual do parlamentar.

Apesar dessas fraturas expostas na dinâmica familiar, o PL deposita agora todas as suas fichas e recursos remanescentes no capital político de Michelle Bolsonaro, enxergando-a como a única figura do ecossistema direitista capaz de promover uma reconciliação e reconectar o partido com fatias cruciais do eleitorado que abandonaram Flávio após a enxurrada de denúncias de corrupção. A estratégia traçada pela legenda mira de forma cirúrgica e obsessiva em três frentes específicas onde a rejeição ao senador disparou de forma alarmante nas últimas semanas.

A primeira e mais urgente linha de ação foca justamente no eleitorado evangélico, nicho em que Michelle mantém uma liderança sólida e forte trânsito emocional por meio de discursos inflamados, testemunhos de fé e um poderoso apelo religioso que Flávio simplesmente perdeu a capacidade de emular. O segundo alvo prioritário da ex-primeira-dama será o eleitorado feminino, um público que historicamente demonstra forte rejeição ao tom belicoso e agressivo adotado pela ala masculina do clã Bolsonaro e que enxerga com profunda desconfiança os problemas criminais e os escândalos financeiros que cercam o parlamentar fluminense. Por fim, o partido planeja explorar exaustivamente a imagem de Michelle para recuperar o terreno perdido nas classes sociais mais baixas e entre os brasileiros de menor poder aquisitivo, setores vulneráveis onde a imagem assistencialista e de caridade que ela cultivou no passado recente ainda guarda um recall eleitoral bastante significativo e afetivo.

Contudo, apesar da urgência máxima e da ordem expressa vinda de cima para que o socorro político seja executado imediatamente, o plano de resgate ainda carece de um cronograma definitivo e esbarra no calendário do país. Informações de bastidores colhidas junto à cúpula do partido indicam que, embora o pânico seja generalizado, as agendas públicas conjuntas e os grandes comícios com a presença de madrasta e enteado não devem ocorrer durante o período de realização da Copa do Mundo, momento em que a atenção e o interesse da população brasileira estão amplamente dispersos e voltados para o evento esportivo global. Essa trégua forçada pelo futebol dará ao comitê de campanha do PL o tempo necessário para tentar costurar, longe dos olhos do público, um armistício político e familiar, na tentativa desesperada de vender aos eleitores uma imagem de unidade e harmonia que, na dura realidade dos bastidores, está completamente esfacelada e em ruínas.

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Política

Zanatta e Constantino armam barraco após Eduardo indicá-la para vice de Flávio Bolsonaro

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC), citada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como possível nome para vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), bateu boca nas redes sociais com Rodrigo Constantino após o comentarista criticar a hipótese. A discussão ocorreu no X, antigo Twitter, em meio à tentativa do bolsonarismo de criar fatos novos após o desgaste da pré-campanha de Flávio.

Constantino afirmou que a indicação da parlamentar catarinense seria restrita ao eleitorado mais fiel do bolsonarismo e não ajudaria Flávio a crescer fora de sua base. “Eduardo é mesmo o camisa 10 do Lula. Não importa o que vc pensa da Júlia; o fato é que ela não agrega um só voto ao Flavio onde ele mais precisa. Seria uma escolha voltada apenas à bolha”, escreveu.

A fala provocou reação de Júlia, que respondeu questionando a capacidade eleitoral de outros nomes cogitados para compor uma chapa presidencial. “Entendo sua análise, mas o que Zema agregaria para o Flávio? Pelo visto nada já que está amargando números baixíssimos nas pesquisas. Capaz até de eu pontuar mais que ele se for sozinha”, afirmou.

Em seguida, a deputada acusou Constantino de ter atacado Flávio Bolsonaro ao criticar a movimentação do grupo. “E vamos lá né (SIC). O cara na primeira oportunidade chutou o balde e pisou na cabeça do Flávio. Não se faz política assim”, rebateu.

Constantino respondeu em tom mais ameno, mas manteve a avaliação de que Júlia não ampliaria o alcance eleitoral da candidatura. Ele citou outros nomes que, na visão dele, poderiam atrair votos fora do núcleo bolsonarista.

“Prezada deputada, não existe apenas o Zema. Ele até agrega voto fora da bolha bolsonarista e tem palanque importante em MG. Mas tem Tereza Cristina, Luiz Philippe etc. Nomes que podem atrair votos que ainda não sejam para o Flavio. Todos que gostam de vc já votam nele”, afirmou.

Júlia Zanatta
·11 de jun de 2026
@apropriajulia
·
Em resposta a @Rconstantino
Entendo sua análise, mas o que Zema agregaria para o Flávio? Pelo visto nada já que está amargando números baixíssimos nas pesquisas. Capaz até de eu pontuar mais que ele se for sozinha.

E vamos lá né. O cara na primeira oportunidade chutou o balde e pisou na cabeça do Flávio.

Rodrigo Constantino
@Rconstantino
Prezada deputada, não existe apenas o Zema. Ele até agrega voto fora da bolha bolsonarista e tem palanque importante em MG. Mas tem Tereza Cristina, Luiz Philippe etc. Nomes que podem atrair votos que ainda não sejam para o Flavio. Todos que gostam de vc já votam nele…
8:53 AM · 12 de jun de 2026

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A troca de mensagens ocorre após Eduardo Bolsonaro impulsionar publicações que mencionam Júlia Zanatta como uma possível “mulher cristã” para compor a chapa de Flávio. O movimento acontece em meio ao derretimento do senador nas pesquisas e ao desgaste provocado pela relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que financiou o filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Em uma publicação feita por perfil bolsonarista de Santa Catarina, Júlia apareceu ao lado de Flávio com referência à possibilidade de ser vice. O post dizia: “‘Mulher Cristã’: Flávio Bolsonaro sinaliza vice mulher e apoiadores lembram de Júlia Zanatta”.

Eduardo reagiu apoiando a especulação. “Se os maus reclamam, este é o caminho”, escreveu. Em seguida, elogiou a aliada. “Certamente, Júlia Zanatta está a altura do cargo, basta ver sua lealdade, pautas que muito bem defende no Congresso e, claro, o esperneio da esquerda”, afirmou.

Júlia também comentou a movimentação com bom humor. “O negócio tá tomando corpo”, respondeu, com risos, na publicação.

*DCM


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Política

A delação do irmãozão de Flavio Bolsonaro

Vorcaro sabe que suas palavras podem selar o caixão de Flavio Bolsonaro, para tanto, basta citá-lo em pontoa sensíveis. Por isso a inclusão do 01 no centro dos relatos já mudou radicalmente o patamar político do caso.

Vorcaro, inclusive, detalhou aos investigadores da Polícia Federal que Flavio solicitou e cobrou pessoalmente os repasses financeiros em que os valores recebidos somam R$ 61 milhões, dos R$ 134 milhões.

Ou seja, zero surpresa por conta da revelação dos áudios, feita pelo Intercept em sua fundamental reportagem sobre o Banco Master e o filme Dark Horse que sacudiram o cenário político do país, colocando Flavio de ponta-cabeça e Lula assumindo uma liderança isolada, que acaba por servir como ponto extremamente  negativo para Flavio e extremamente positivo para Lula a essa altura das campanhas.

Alguns analistas políticos afirmam que Vorcaro está jogando um jogo muito estudado, mas que está longe de se mostrar eficaz, porque, quanto mais ele protege Flavio para se proteger contra a prisão num eventual governo do seu amigão, mais ele empurra Flavio para o abismo, mostrando que há muito mais envolvimento de Flavio nesse escândalo de corrupção financeira do que julga a vã filosofia.

O que está em jogo para Vorcaro, não é a cabeça de Flavio, mas a própria cabeça. A coisa é tão séria que, mesmo que faça uma delação padrão ouro, Vorcaro não conseguiria obter resultados como o perdão que, com certeza Flavio está lhe prometendo, se ele ficar de bico fechado sobre novas fevelações se por acaso o 01 chegar à presidêcia.

Por ora, o que a realidade mostra é que esse cálculo está furado e que Flavio já se desbarrancou, esborrachando-se em queda livre nas pesquisas, com potencial de uma queda ainda mais acentuada, até porque sua relação com Claudio Castro é tão ou mais apodrecida que a que tem com Vorcaro que, o final das contas, abarca os três vigaristas, os três mosqueteiros do maior caso de corrupção financeira da história do Brasil.

Até aqui, o que foi o xadrez jogado por Vorcaro, não deu pessoalmente qualquer vantagem para ele ou para Flavio.

Pior, na rota financeira dessa falange que envolve os cabeças, Flavio e Daniel Vorcaro, houve a entrega do banqueiro do detalhamento da trilha do ouro. O banqueiro esmiuçou aos investigadores da PF qua as transferências milionárias forma direcionadas para um fundo nos EUA, quando entra em cena Eduardo Bolsonaro e seu advogado.

Isso foi claramente dito por ele sem deixar qualquer dúvida, o que certamente será divulgado pela mídia corporativa e causará ainda mais desgaste a Flavio e todo o entorno do clã.

Voraro segue limitando a conta-gotas sua delação ao descrever os encontros, as cobranças de parcelas por Flavio e o camnho do dinheiro. a tática aqui é não emitir juízo de valor para não configurar, através de fatos narrativos, que tais operações significam crime ou ilegalidade.

O fato é que, quanto mais Vorcaro tenta blindar o caixão político de Flavio, mais terra joga por cima do seu caixão..

A ideia de que tudo não passa de um patrocínio para a produção do filme, e não corrupção ou proprina, além de não convencer ninguém por motivos obvios, aumenta a sensação diametralmente oposta ao que a defesa do banqueiro quer impor.

O status atual da delação de Vorcao que, apesar de ter colocado o nome de Flavio na mesa, fez com que a PF rejeitasse

Em síntese, o caso Vorcaro fragiliza ainda mais a posição de Flavio diante do eleitorado brasileiro, o que pode provocar um derretimento eleitoral ainda mais acelerado.

Não é sem motivos que o centrão, principal aliado do PL na campanha de Flavio, está exigindo de Valdemar e cia, a substituiçao do nome de Flavio, quem eles consideram uma grande roubada.

Trocando em miúdos, se a conta jurídica foi o que restou ao clã para tentar blindar Flavio, na disputa política, ou seja, na vida como ela é, essa estratégia está se revelando um gigantesco fracasso. As pesquisas comprovam isso.

O que está patente na memória coletiva do povo brasileiro é a intimidade escancarada dos dois, quando Flavio, no áudio, diz: “fala irmãozão! Estou e sempre estarei contigo, irmão”


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Política

O apodrecimento solitário de Flavio Bolsonaro

Em menos de duas semanas, a candidatura de Flavio envelheceu, apodreceu e caiu do galho, mas o que é melhor percebido é que seus aliados mais próximos já o abandonaram e desapareceram, assim como suas amizades.

Todos sabem que o bolsonarismo foi nutrido e baseado em interesses de oportunistas de plantão. Para essa gente, se nada há de vantagem em determinada aliança ou amizade, é muito pior quando a pessoa se torna tóxica, radioativa, capaz de contaminar a imagem de quem a ela está associado.

Isso é pior do que um comportamento inimigo, pois é traiçoeiro, falso. Mas o bolsonarismo se nutriu disso o tempo inteiro, não tem bobo na parada.

Detalhe, não são exatamente as pesquisas, como a Atlas/Intel, que Flavio mandou Nunes Marques censurar, na tentativa de cercar a manada de eleitores que vão abandonando essa canoa furada.

Os próprios ratos do PL sentem o cheiro de queimado de Flavio nas pesquisas internas, porque ninguém quer associar sua imagem à de Flavio que, hoje, associa-se não só a Vorcaro, mas também com a de TH Joias e Rodrigo Bacellar, sem falar que sua imagem também está atrelada à entrega do Pix, terras raras brasileiras e a volta das tarifas contra o Brasil, impostas por Trump.

Tudo isso junto, dá no que dá e os laços políticos, construídos ao longo dos quatro anos de governo Bolsonaro vão sendo desfeitos, como já aconteceu na derrota de Jair e, sobretudo, a partir de sua condenação e prisão por tentativa de golpe de Estado.

São esses vínculos, que dependiam exclusivamente do poder do pai de Flavio na Presidência da República, que produzem seu maior desgaste para inviabilizar a existência de sua própra candidatura, a ponto de muitos responsabilizá-lo pelo ambuente ambiente eleitoral hostil que enfrenta nas intenções de voto, sem oferecer qualquer suporte para tentar investir e criar uma ilusão de que seu eleitorado tinha fidelidade duradoura, o que se constata é que, na verdade, está se dando o oposto.

Isso está absolutamente evidente, assim como a incapacidade da campanha de Flavio reagir para estancar a sangria dos próprios correligionários.

Quem viu a entrevista do senador Girão num podcast, percebe que aquela traição explícita, desavergonhada do bufão, não é um ato isolado, mas de muitos que estão se blindando de Flavio Bolsonaro.


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Política

Lei do silêncio de Nunes Marques para esquisas que detonam Flavio Bolsonaro, não mudará o destino de sua derrocada eleitoral

O próprio presidente do Instituto de pesquisas, Atlas/Intel, Andrei Roman, disse que não há reparo possível na campanha de Flavio Bolsonaro que o faça ser um candidato da direita competitivo, declarando que ele já está derrotado, em entrevista com William Waack.

Nós que achávamos que o filhote do genocida estava à beira do barranco, deparamo-nos com um experiente presidente do instituto de pesquisas, que atende vários países, dizendo textualmente que “a direita terá que escolher entre Caiado e Zema, porque Flavio agora é carta fora do baralho”.

Ou seja, ou a direita faz uma limpeza profunda para verificação de uma porta de segurança, do contrário, a direita terá o triplo de risco de ver Lula bombando e vencendo a eleição já no primeiro turno, sem dizer que, no radar da PF, há uma investigação que desembocará na formação de um tsunami ainda mais arrasador para todo o clã Bolsonaro.

As notícias são péssimas e ficam piores a cada dia para Flavio Bolsonaro e sua gangue.

A advertência de Andrei Roman tem um custo de realidade em que o cenário eleitoral no Brasil nunca esteve tão trágico para a direita.

Essa censura inútil de Nunes Marques, obecendo o seu patrão, é somente mais um tiro no pé na campanha do rei da milísica carioca.


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Pesquisa

Quaest: Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno

Na simulação de 1º turno, o atual presidente chega a 10 pontos de vantagem sobre o presidenciável do PL

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) indica que o presidente Lula aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro em uma simulação de segundo turno das eleições presidenciais. Segundo o levantamento, Lula registra 44% das intenções de voto, enquanto o parlamentar alcança 38%.

O resultado representa uma mudança em relação aos levantamentos anteriores. Em maio, Lula aparecia com 42%, contra 41% de Flávio. Já em abril, o senador tinha vantagem numérica, com 42% ante 40% do presidente. Em março, ambos registravam 41%, configurando empate.

Com os números atuais, Lula passa a abrir uma vantagem de seis pontos percentuais sobre o adversário, encerrando uma sequência de pesquisas marcadas por empate técnico ou diferenças mínimas entre os dois.

A pesquisa mostra o presidente Lula na liderança das intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, com 39%. O senador Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 29%.

No levantamento anterior da Quaest, divulgado em maio, Lula também aparecia com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro tinha 33%.

Naquele momento, o cenário pesquisado incluía 10 pré-candidatos. Agora, a pesquisa considera 13 nomes na disputa.

Na sequência do levantamento, surgem o fundador do MBL Renan Santos (Missão) e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3% das intenções de voto.

O deputado federal Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador Romeu Zema (Novo) registram 2% cada.

Esta foi a primeira vez que a Quaest incluiu os nomes de Aécio Neves e Joaquim Barbosa entre os possíveis candidatos à Presidência.

Aécio, que disputou o Planalto em 2014 e foi derrotado por Dilma Rousseff, volta a ser testado como opção do PSDB. Já Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), aparece como possível candidato do Democracia Cristã, substituindo o nome de Aldo Rebelo nas simulações do instituto.

Metodologia
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

*ICL


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