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Nunes Marques proíbe qualquer pesquisa que mostre Flavio Bolsonaro desabando de podre

A proibição de Nunes Marques da divulgação de uma pesquisa eleitoral presidencial do Atlas/Intel, que aponta o tombo nas intenções de voto de Flavio Bolsonaro, mostra não só o apodrecimento do candidato, representante das milícias, do Comando Vermelho, da própria corrupção em si, mas também a escandalosa instrumentalização do bolsonarismo na presidência do TSE.

O motivo da suspensão da pesquisa Atlas/Intel por Nunes Marques atendeu aos interesses meramente eleitoreiros de Flavio, mostrando que não há neutralidade na presidência do TSE para julgar metodologia de pesquisas.

Claro, isso é tentar tapar o sol com a peneira, peneira que virou a própria imagem de Flavio alvejado pelo áudio do próprio com o banqueiro bandido do Master, Daniel Vorcaro.

Os dados da pesquisa estão rolando nas redes, revelando Flavio em queda livre e Lula numa ascensão meteórica.

O fato é que uma fraude a mais, uma a menos, para o senador miliciano, não muda nada. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral está apenas se esbaforindo de um cerca frango inútil, totalmente nulo em que sua decisão, com base numa falácia, nada mudará na vida real dos brasileiros em relação ao que ele sabe até então sobre Flavio e sua família de corruptos.

Detalhe, o pior ainda está por vir com o desdobramentos envolvendo Claudio C astro, pau mandado de Flavio e Daniel Vorcaro em que mais de R$ 3 bilhões do povo brasileiro foi entegue através do governador larápio para o amigão de Flavio, Daniel Vorcaro.

O El Niño contra Flavio ainda nem começou, e não será Nunes Marques que erguerá diques capazes de impedir o tsunami que o 01 do pilantra mor enfrentará em breve.


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Por que os institutos de pesquisa sumiram depois dos escândalos que envolvem Flavio Bolsonaro e Vorcaro?

Até dias atrás, enquanto algumas pesquisas indicavam o crescimento de Flavio Bolsonaro na disputa presidencial, o Brasil tinha se transformado na República das pesquisas, todos os dias saia uma pesquisa, quando não duas ou até três.

Institutos contratados pelo setor corporativo para animar a tropa agora, sumiram, evaporaram, sem data para dar novamente as caras.

Eram institutos de todas as qualidades. O importante era influenciar a opinião pública para entregar o país mais uma vez ao clã mais corrupto do Brasil.

Bastou estourar os escândalos em torno do filme Dark Horse, em que estão envolvidos R$ 134 milhões, mais uma saraivada de questões envolvendo a produtora do filme, fazendo o escândalo de Flavio com Vorcaro ganhar proporções hecatômbicas, Eduardo e Flavio tiveram a infeliz ideia de pedir a Trump para pressionar o Brasil a entregar o Pix em nome dos interesses das bandeiras de cartões de crédito dos EUA e tarifar as empresas e produtos brasileiros que, lógico, atingem frontalmente parte da economia brasileira, mesmo com o governo conseguindo, mais uma vez, mitigar a tática de um império em ruínas para o qual Trump não consegue solução e, por isso, é um dos presidentes da atualidade com o maior índice de rejeição em seu próprio país.

O fato é que, tudo isso junto e misturado, acabou por produzir uma meleca antiBolsonaro que só piora a cada dia para o clã. Então, é de se estranhar que, de uma hora para outra, a banda parou de tocar e não tem hora para recomeçar.


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Kassio Nunes suspende pesquisa que mostrou Flávio Bolsonaro ladeira abaixo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a divulgação da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg publicada em 19 de maio, que apontava o derretimento das intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão liminar foi tomada pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente da corte e relator do caso.

A ação foi apresentada pelo Partido Liberal (PL), que questionou a metodologia do levantamento. Segundo a legenda, o questionário teria sido elaborado de forma a influenciar os entrevistados e prejudicar a imagem do pré-candidato ao Planalto.

Na decisão, Nunes Marques afirmou que existem indícios de comprometimento da metodologia utilizada. Para o ministro, os elementos analisados sugerem possível “contaminação das respostas” e levantam dúvidas sobre a regularidade da pesquisa.

O magistrado destacou que a suspensão da divulgação não representa uma conclusão definitiva sobre o caso. Segundo ele, a medida busca evitar efeitos da publicação enquanto o mérito da ação é analisado.

“Os elementos trazidos aos autos após manifestação da representada reforçam, em juízo de cognição sumária, os indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa impugnada, inclusive no cotejo com o questionários de outras pesquisas registradas no TSE pela mesma empresa”, escreveu.

Nunes Marques também alegou que há indícios de que “a pesquisa possa ter extrapolado os limites da regular aferição estatística”. Para ele, “a controvérsia suscitada nos autos não se limita, portanto, à mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”.

A decisão menciona ainda que outras 27 pesquisas registradas pela AtlasIntel no TSE não utilizaram perguntas semelhantes nem incluíram a veiculação de áudio como ocorreu no levantamento questionado. De acordo com o DCM, o ministro determinou que a empresa apresente documentação técnica complementar sobre a metodologia adotada, especialmente em relação ao uso desse recurso.

Na pesquisa suspensa, Lula aparecia com 48,9% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que registrava 41,8%. Em levantamento anterior realizado em abril, os dois estavam tecnicamente empatados, com 47,8% para o senador e 47,5% para o presidente. O Ministério Público Eleitoral ainda deverá se manifestar antes da análise definitiva do caso.


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Bacellar tenta acordo de delação e leva terror à campanha de Flávio Bolsonaro

O ex-deputado Rodrigo Bacellar, preso há pouco mais de dois meses, iniciou negociações para colaborar com a Polícia Federal em investigações relacionadas à sua atuação política no estado do Rio de Janeiro.

Segundo o blog Agenda do Poder, ele decidiu apresentar detalhes sobre supostos esquemas que teriam funcionado nas secretarias estaduais de Educação e de Fazenda durante a gestão de Cláudio Castro. De acordo com o relato, um esboço da proposta de delação já foi preparado e encaminhado para análise preliminar das autoridades responsáveis pelo caso.

Entre os documentos apresentados, há um anexo dedicado exclusivamente à origem dos recursos que, segundo a investigação, teriam sido utilizados para o pagamento de mesadas a parlamentares ligados ao seu grupo político na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A colaboração também incluiria informações sobre a relação de Bacellar com o ex-secretário de Governo André Moura. Os detalhes que seriam apresentados ainda estão sob avaliação e fazem parte das negociações em andamento entre a defesa do ex-deputado e os órgãos responsáveis pela investigação.

As tratativas ocorrem em um momento em que Bacellar enfrenta dificuldades para reverter sua situação judicial. Sem perspectiva imediata de mudança no quadro atual, a colaboração com as autoridades passou a ser considerada uma alternativa para avançar nas negociações envolvendo eventual acordo.

Um dos pontos ainda sem definição é o valor que poderá ser devolvido aos cofres públicos. Até o momento, não houve consenso sobre a quantia que faria parte de um eventual acordo de colaboração premiada. As estimativas mencionadas nas negociações apontam para um montante que pode alcançar aproximadamente R$ 300 milhões.

Se aprovada, a delação terá o potencial de implodir boa parte da classe política fluminense e causar um estrago de proporções inimagináveis na campanha de Flávio Bolsonaro, aliado de Bacellar – o ex-deputado preso era, inclusive, o preferido do senador do PL para disputar o cargo de governador do Rio neste ano.

https://twitter.com/i/status/2061570915851256019

*DCM


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Política

Com o derretimento de Flavio, o barata voa é de toda a direita

A direita é um troço só. Bolsonaro, portanto, é um verme saído das entranhas da direita, é a carranca do tribunal que virou o Brasil de cabeça para baixo, na tentativa de, na marra,  voltar ao poder.

O pensamento miúdo do bolsonarismo, do ponto de vista econômico, é o mesmo do posto Ipiranga de Bolsonaro, Paulo Guedes, tanto que coclocou 33 milhões de brasileiros na fila do osso, devolvendo-os a mais absoluta miséria, na famosa de redução do Estado.

Essa gente toda não tem ideia do que seja um país e não tem interesse em escaramuçar as questões que afligem o Brasil real, questões, diga-se de passagem, produzidas pela toxina neoliberal que sempre teve como objetivo reduzir o tamanho do bolso dos trabalhadores e excluir os miseráveis.

Essa gente, quando governou o Brasil por décadas, sempre utilizou o mesmo refrão, o de fazer o bolo crescer nas mãos dos milionários e dividi-lo depois da fornada.

Resultado. Isso jamais aconteceu. Porque é do próprio instinto selvagem do capitalismo buscar, inacreditavelmente, a pobreza para construir sua riqueza, seu acúmulo.

Diante disso, sobretudo após a priatatia tucana, a direita jamais voltou ao poder pelas regras democráticas. Teve que golpear Dilma Roussef, golpear e prender Lula para que dois ratos de esgoto, Temer e Bolsonaro, assumissem o poder e fizessem o trabalho sujo da banda podre das classes economicamente dominantes no Brasil.

Agora, o resultado está aí e, lógico, essa gente quer disvutir miudezas eleitorairas.

Bolsonaro não é uma caricatura da direita, na verdade, ele é o retrato fiel dessa política chucra que sempre permeou o universo reacionário por oportunismo vadio.

Isso fica escancarado, nesses momentos de catarse, porque não há nada e ninguém na direita brasileira para substituir o mais pilantra, o mais totalmente vigarista, o mais corrupto dos herdeiros do corrupto, Jair Bolsonaro.

Bolsonaro não é trouxa de entregar a rapadura nas mãos de gente que não tenha o seu sangue, que ele controle, como controla os filhos com mãos de ferro. Ele sabe que. se isso acontecer, sua degola é automática.

O problema da direita, então, não é o Bolsonaro, como gostam de mistificar a falência da direita, a direita puiu, evaporou por conta própria. Bolsonaro é somente o último dos restos mortais dos neoliberais tecnocratas, que fazem aquela conta tirando o lápis de trás da orelha como uma magnífica lista de custos em que, tudo o que for para o pobre, para o trablhador, é rabiscado no balcão.

Por isso, o universo político da direita está manco e amarratodo diante do tombo recente de Flavio Bolsonaro.

Não há discurso possível para tirar dos próprios fundilhos um candidato que o neoliberalismo pode cavalgar a pelo.

Trcísio, pintado com asas de ganso pela mídia de mercado, perdeu o prazo. E mesmo enfeitado para se vender como alternativa da direita para o governo de São Paulo, está perigando de tropicar e Haddad lhe tratorar.

Seja como for, o bafio que exala da campanha de Flavio seja o de corrupção,  envolverndo Vorcaro e o Master, somado ao entreguismo vira-lata para os EUA, que não para levar tranco da China na disputa pela hegemonia do mercado mundial, tem tudo para seguir a própria sentença natural dos vigaristas, vendilhões e trapaceiros, dividindo farelo com os bacorinhos que sobraram da suposta direita tradicional, como Caiado e Zema.

Fim, fora, fu! Inimigos do povo brasileiro.


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Política

Propostas de Flávio Bolsonaro entregariam áreas estratégicas do Brasil para Trump

Abertura comercial, apoio às Big Techs, terras raras e submissão militar estão entre os anúncios do bolsonarismo

O governo de Donald Trump passaria a ter influência decisiva em alguns dos setores mais estratégicos do Brasil, caso o senador Flávio Bolsonaro vença a eleições de 2026. O pré-candidato da extrema direita brasileira sinalizou, em diferentes discursos e posicionamentos, que, se eleito, irá alinhar a política externa do país plenamente aos interesses dos EUA.

O resultado, segundo observadores, diplomatas e fontes em Washington, seria um potencial abalo na soberania do país e uma das guinadas mais profundas da estratégia internacional do Brasil. A constatação é de que, baseado em declarações e sinalizações por parte de Flávio, áreas como segurança, terras raras e comércio passariam uma revisão completa em 2027.

Nos últimos dias, diante do abalo que as tarifas americanas representou para sua própria candidatura, Flávio Bolsonaro se apressou em se distanciar da decisão da Casa Branca e até escreveu uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, pedindo que as taxas não sejam aplicadas. Mas o que ele vem prometendo, publica e privadamente, vai na direção contrária.

Big Techs
O bolsonarismo encampou a luta de Trump contra qualquer moderação nas redes sociais, com o falso argumento de que estaria havendo uma censura nas plataformas. O motivo principal, porém, é o temor da extrema direita americana e dos donos das grandes redes sociais de que uma democracia da dimensão da brasileira comece a colocar limites para o poder e influência das Big Techs.

Não se trata apenas de interesses comerciais. Para observadores, essas empresas hoje são arsenais fundamentais para o movimento ultraconservador e autoritário.

Submissão militar
A influência, porém, não seria apenas virtual. Ao deixar o Salão Oval, ainda em maio, o pré-candidato se apressou em declarar que informou ao chefe da Casa Branca que o Brasil passará a fazer parte do Escudo das Américas, uma aliança militar criada por Trump com o objetivo declarado de submeter o Hemisfério aos seus interesses. Em uma recente declaração, o Departamento de Guerra chegou a alertar que a segurança dos EUA e a segurança do continente americano seriam equivalentes.

O conceito foi interpretado por estrategistas como uma sinalização de que, na Casa Branca, a percepção é de que uma intervenção em qualquer região é justificada, do ponto de vista de defesa nacional. Mesmo que isso signifique a violação da soberania de um país.

Ao longo dos últimos meses, Washington se apressou em fechar acordos militares e permitir que suas forças e agentes secretos tenham imunidade para operar em diversos países da região.

O anúncio de Flávio Bolsonaro, portanto, coloca toda a estrutura de segurança nacional sob o manto do interesse dos EUA. Pelo pacto, governos receberam dinheiro e até equipamentos americanos. Mas terão de abrir mão de parte de sua soberania e se comprometem a não permitir que rivais – Rússia, China ou Irã – tenham qualquer acordo naquela região.

Presença no território
Outra transformação viria da classificação do PCC e do Comando Vermelho como grupos terroristas. Hoje, a decisão se limita aos EUA. Mas, se vencer, Flávio Bolsonaro irá também declarar o crime organizado dentro dessa nova categoria. Membros da Abin que conversaram com a reportagem apontam que, neste caso, ele abriria todos os canais oficiais para que o governo norte-americano possa agir – inclusive com a presença da CIA em território nacional.

Terras Raras
O pré-candidato também já foi explícito sobre dar amplo acesso aos EUA na exploração de terras raras. O Brasil, até agora, se recusou a fazer parte de uma coalizão que criaria uma espécie de reserva de mercado aos americanos na exploração de recursos naturais na América Latina. Pelo pacto, os “parceiros” se comprometem a fornecer minérios críticos apenas para os EUA.

Algum nível de processamento poderia ocorrer no Brasil. Mas o alinhamento com os americanos significa que o país estaria comprometido com o fortalecimento do setor militar dos EUA – que depende de terras raras – e passaria a construir uma relação de profunda dependência.

Comércio e Pix
No setor comercial, o pré-candidato também deu sinalizações importantes sobre o caminho que ele irá tomar, principalmente diante das tarifas que podem ser aplicadas contra o Brasil. Ao sair do Salão Oval, ele afirmou que, em 2027, Trump não teria a necessidade de taxar os produtos brasileiros e que ele estaria disposto a “negociar”.

Não se exclui nem mesmo a abertura do mercado nacional para outros serviços americanos que possam competir contra o sistema do Pix, alvo de ataques da Casa Branca

Fontes do atual governo que participam de negociações com os EUA constatam que, por meses, o governo Trump colocou exigências e condições que representariam concessões completas por parte do Brasil, sem contrapartidas.

No setor privado, a fala de Flávio foi recebida com cautela, principalmente por parte de segmentos da economia preocupados com uma eventual abertura à concorrência americana.

Votos na ONU
Nos organismos internacionais, a tendência seria também a de rever os votos do Brasil em temas tradicionais. Já sob Jair Bolsonaro, o Itamaraty abandonou anos de uma posição com uma coerência de décadas para votar ao lado dos EUA em temas como Israel, Cuba, aborto e todos os temas envolvendo gênero.

Dentro do Itamaraty, a avaliação é de que a volta do bolsonarismo uma vez mais representaria um sequestro da Casa de Rio Branco e o fim de uma plena autonomia internacional do país.

*Jamil Chade/ICL

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Vídeo: O que acham de Flavio Bolsonaro e André Mendonça, relator do caso Master, juntinhos na Marcha para Jesus?

Incluído na segunda proposta de acordo de delação do “irmão” Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro falou em “guerra espiritual” e classificou governo Lula como “mundo do mal”. Relator do caso Master, Mendonça pediu “sabedoria para fazer justiça a todos”.

Incluído na segunda tentativa de acordo de delação premiada do “irmão” Daniel Vorcaro, que destinou mais de 10 milhões de dólares ao clã supostamente para financiar o filme Dark Horse, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um discurso em tom de campanha ao lado do ministro André Mendonça, relator do escândalo do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Marcha para Jesus, em São Paulo, nesta quinta-feira (4).

*Forum


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Vídeo: Flávio Bolsonaro fica sem reação ao ser questionado por eleitora sobre Vorcaro

Senador e pré-candidato do PL à Presidência cumpre agenda no estado de Minas Gerais

O senador e pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), está em Minas Gerais, onde cumpre uma série de compromissos políticos.

Entre um evento e outro, uma eleitora abordou Flávio Bolsonaro e o questionou sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso por liderar a maior fraude bancária da história do Brasil. Vorcaro mantinha relação próxima com Flávio, que pediu R$ 130 milhões para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidenciável ficou sem reação ao ouvir os questionamentos da eleitora, começou a gaguejar e não conseguiu formular uma resposta clara, protagonizando um momento de enorme constrangimento. Confira no vídeo abaixo:

Veja

*Forum


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Por que Tarcísio de Freitas roeu a corda do bolsonarismo?

Uma aliança política pode se romper por vários motivos e ser desfeita por divergências estratégicas, disputa de espaço ou, como é nitidamente o caso de Tarcísio, mudanças no cenário político.

Nada descreve melhor o debacle do clã Bolsonaro, sobretudo a campanha de Flavio do que a desistência de Tarcísio com seu compromisso firmado diretamente com o chefe dessa falange multicriminosa.

Não é nada ligado à ética, mas sim à movimentação de bastidores da política que envolve complexas teias de interesses e o rompimento se dá rigorosamente na prática.

Na verdade, as revelações envolvendo o filme trash, Dark Horse, que abarca quatro personagens centrais, juntos e misturados, Flavio Bolsonaro, Mario Frias, Vorcaro e Karina da Gama, já é algo suficientemente pesado como fardo para ser carregado em praça pública.

Mas a coisa não para ai. tem um puchadinho de R$ 120 milhões que liga Karina a Ricardo Nunes que faz com que a coisa se torne nitroglicerina pura, principalmente porque a Polícia, comandada por Tarcísio, está indo direto na jugular do prefeito bolsonarista de São Paulo e, por osmose, chegando a Flavio e Mario Frias.

Claro, Tarcísio deve saber de coisas que explodirão que ainda não se sabe, o que se sabe é que, a reclamação de perseguição política alegada por Flavio Bolsonaro e Ricardo Nunes é direcionada a Tarcísio, porque os dois sabem que ele é o maestro dessa orquestra, não o governo federal.

A coisa então pode ter um desenho mais trágico do que se imagina, porque Tarcísio, que também recebeu um qualquer de R$ 2 milhões de Vorcaro, não dá um passo sequer para ir ao banheiro sem a autorização expressa e carimbada pelos caciques da Faria Lima.

As declarações de Tarcísio, de que Flavio tinha muito o que explicar sobre a relação promíscua com o dono do Banco Master e a que deu nesta terça (2), após o anúncio do governo Trump com mais tarifas contra o Brasil, merece nota e acende um alerta sobre os esgarçamento do bolsonarismo diante dos novos fatos.

Tarcísio foi enfático em se posicionar, de forma diametralmente oposta, ao que disse na época das primeiras sanções impostas por Trump com seu tarifaço contra o Brasil, em 2025.

Tarcísio, agora, pontuou críticas, dizendo ser completamente contraditório à nota do governo Trump em retaliação ao Brasil por fatos que os Estados Unidos é quem pratica.

Seja como for, está escancarado o rompimento de Tarcísio com o clã, buscando um afastamento gradual para evitar contaminação da sua imagem pelos escândalos financeiros que envolvem Flavio Bolsonaro.

Logicamente, Tarcísio diz que segue apoiando os Bolsonaro de olho no espólio de Jair.

Afinal, Tarcísio não tem votos, não tem vida própria, depende dos votos bolsonaristas. Em compensação, Flavio precisa do palanque paulista para manter alguma relevânvia na disputa nacional.

Tudo isso, junto, misturado e explodindo publicamente, pode ser uma boa notícia tanto para Lula quanto para Haddad, que disputa com Tarcísio o governo do estado de São Paulo.


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Política

“Dark Horse”, o azarão indomável que pode derrubar Flávio Bolsonaro

Ao invés de um filme, talvez o melhor formato para o “Azarão” fosse uma série — afinal, a cada semana um novo episódio vem a público, sempre com lances mal explicados

A teia envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o suposto financiamento milionário da tosca cinebiografia sobre seu pai está cada vez mais intrincada, aumentando as suspeitas sobre os reais motivos por traz dos vultosos valores aportados e o que pode ter sido prometido ou dado em troca. Em vez de um longa metragem, talvez o melhor formato para o “Azarão” fosse uma série — afinal, a cada semana um novo capítulo vem a público.

Como se não bastasse o ainda mal explicado pedido de R$ 134 milhões (dos quais R$ 61 milhões foram pagos) feito pelo senador ao banqueiro Daniel Vorcaro — cujo patrimônio decorre das fraudes do banco Master —, há ainda uma série de zonas bastante cinzentas em relação à produção da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Um dos pontos que têm sido investigados sobre o caso é o contrato entre a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a prefeitura de São Paulo, no valor de R$ 108 milhões anuais para a instalação de wi-fi na cidade. A suspeita — que motivou operação da Polícia Cilvil nesta segunda-feira (1º) — é de que parte desses recursos tenha sido desviada para financiar a produção do filme. A ONG é de propriedade da empresária Karina Ferreira da Gama, sócia da Go UP, produtora do filme.

Leia também: “Dark Horse”, Flávio Bolsonaro e a degradação moral da política brasileira

As investigações apontaram “possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira”. De acordo com informações apuradas pelas autoridades, estava prevista a entrega de 5 mil pontos de conectividade até junho de 2025; no entanto, apenas 3,2 mil foram instalados.

Flávio disse que estaria sendo perseguido e negou envolvimento, assim como fizera antes sobre suas relações com Vorcaro, investigadas pela Polícia Federal e explicitadas pelo site Intercept Brasil.

Mas, de acordo com o Vermelho, as falas do senador sobre todo esse imbróglio não têm convencido nem mesmo o seu entorno, que vem demonstrando incômodo com as mentiras contadas para abafar sua proximidade com o banqueiro fraudador.

Até o bolsonarista Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo — cargo ao qual a Polícia Civil está submetida —, aliviou para o filho do ex-presidente. Questionado sobre as apurações, não saiu em defesa dos envolvidos; apenas disse que a corporação tinha “autonomia para fazer suas investigações”.

Após a operação, o vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou petição no Supremo Tribunal Federal (STF) em que pede a abertura de apuração sobre a ligação entre o contrato com a prefeitura, emendas parlamentares e o financiamento da cinebiografia.

“Estamos diante de uma engrenagem que mistura emenda parlamentar, dinheiro público municipal, ONG sem capacidade comprovada, produtora política e suspeita de lavagem. O Brasil precisa saber quem pagou, quem recebeu, quem ocultou e quem se beneficiou”, declarou o parlamentar.

O caso foi passado para o ministro Flávio Dino, que já está à frente de uma ação protocolada recentemente pela deputada Tábata Amaral (PSB-SP). A denúncia questiona o uso indevido de emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-RJ) para a empresa produtora do filme — o parlamentar, aliás, é também um dos produtores da película.

Flávio, assim como o clã e seu patriarca preso, sempre tentou vender a imagem de probo, de inimigo da corrupção. Mas, como ensina o dito popular, “nada como um dia após o outro”.

Assim como as instituições brasileiras investigaram e julgaram os responsáveis pela trama golpista liderada por Jair, o caso Master e essa nova frente de investigação sobre a ONG da produtora será mais um desmascaramento público do “patriota de bem”. No final das contas, “Dark Horse” virou o azarão indomável que pode derrubar Flávio Bolsonaro da sela.


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