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Política

Lula cobra redução do ICMS em combustíveis para atenuar efeitos da guerra

Na 17ª Caravana Federativa, presidente criticou Tarcísio por não reconhecer ações do governo federal em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ao comentar os impactos da guerra contra o Irã sobre a economia brasileira. Ao participar nesta quinta-feira (19) da abertura da 17ª Caravana Federativa, no Expo Center Norte, em São Paulo, ao lado de uma comitiva de ministros e diante de dezenas de prefeitos, Lula condenou quem “acha que é dono do mundo e levanta de manhã decidindo tomar um país”, citando explicitamente a Groenlândia, o Canal do Panamá, Cuba e a Venezuela.

Sem mencionar o nome de Trump, o presidente brasileiro associou os ataques ao Irã à disparada internacional do preço do petróleo e à decisão mais conservadora do Banco Central, que reduziu a Selic em apenas 0,25 ponto percentual. No discurso, Lula assumiu o compromisso de proteger o poder de compra da população frente à instabilidade internacional e garantiu que o governo federal atuará para impedir que a guerra de Trump contra o Irã reflita no preço dos alimentos e combustíveis no Brasil.

O presidente cobrou dos governadores a redução de impostos sobre combustíveis para enfrentar o momento de pressão internacional sobre o preço do petróleo, oferecendo, inclusive, como contrapartida, a devolução de metade do valor da isenção do ICMS que vierem a conceder. A fala ocorre em um momento de resistência dos secretários estaduais de Fazenda, que alegam riscos fiscais para não reduzir a alíquota.

O presidente criticou os empresários que se aproveitam da desgraça para subir os preços e alertou que órgãos como a Polícia Federal e a Receita Federal já estão mobilizados para fiscalizar aumentos abusivos.

A paternidade federal dos programas paulistas

Um dos destaques da fala de Lula foi a crítica de que o governo paulista recebe investimentos federais, sem reconhecer a paternidade do financiamento. O presidente afirmou que a maioria das unidades habitacionais entregues no estado pelo programa “Casa Paulista” é, na verdade, financiada pelo Minha Casa Minha Vida. “Nem nome ele criou, só plagiou”, disparou Lula, citando o vice-presidente Geraldo Alckmin como o criador do programa estadual quando foi governador de São Paulo.

Lula também criticou a relação do Palácio dos Bandeirantes com os municípios, afirmando que poucos prefeitos paulistas são recebidos pela gestão estadual. Ele chegou a sugerir que os gestores municipais organizem, também, marchas de cobrança aos governos estaduais, da mesma forma que fazem em Brasília, para exigir o que é de direito das cidades.

Sucessão na Fazenda e o horizonte de 2026

O evento marcou o início de uma transição planejada na economia. Lula teceu elogios históricos a Fernando Haddad, classificando-o como o ministro da Fazenda mais exitoso da história do país. No mesmo palco, apresentou Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta, como o sucessor de Haddad. Ao pedir que os prefeitos “olhem bem para a cara” de Durigan, Lula sinalizou a continuidade da política econômica e liberou Haddad para a construção de seu palanque em São Paulo.

O presidente definiu a Caravana Federativa como um “Poupatempo” da gestão pública, onde as demandas locais são resolvidas em tempo real pela estrutura federal, contrastando essa agilidade com a burocracia estadual.

Pacto contra o feminicídio e defesa democrática

Para além da economia e da disputa eleitoral, o presidente fez um apelo humanitário ao anunciar o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio. Relatando casos de violência extrema, Lula convocou líderes religiosos, sindicais e comunitários a pautarem o tema diariamente, pedindo uma mudança de comportamento dos homens para que sejam “mais amáveis e compreensivos”.

Ao encerrar, Lula conectou a eficácia do pacto federativo à sobrevivência do sistema democrático. Ele enfatizou que a manutenção da democracia no Brasil depende da responsabilidade cotidiana dos gestores locais, reforçando o compromisso do governo com a reconstrução da democracia iniciada em 2023, segundo o Vermelho.


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Brasil Mundo

Vídeo – “Por que temos que pagar?”: Lula culpa potências do Conselho de Segurança da ONU por guerra no Irã e alta dos combustíveis

Presidente também criticou donos de postos por elevarem preços dos combustíveis apesar de medidas do governo para conter os impactos da crise

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente as potências globais ao comentar, nesta quarta-feira (18), a alta no preço dos combustíveis em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.

“Nós aqui que não temos nada a ver com isso, que estamos a 14 mil quilômetros do Irã, que estamos longe de Israel, por que nós temos que pagar o preço do combustível? Por quê? Por irresponsabilidade dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou.

A fala de Lula foi feita durante a entrega do prêmio Mulheres das Águas, prêmio destinado a trabalhadoras da pesca no Brasil. O presidente citou diretamente os países que possuem assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — e criticou o papel dessas nações no cenário internacional., diz Forum.

“São os cinco países que produzem mais armas, que têm armas nucleares […] que deveriam estar zelando pela paz. Eles decidiram que são donos do mundo e resolveram atacar quem quiserem.”

O presidente também destacou quem, segundo ele, sofre as consequências diretas dos conflitos.

“A vítima disso […] serão os trabalhadores do mundo e os pobres do mundo, porque toda a desgraça causada pelos ricos arrebenta nas costas das pessoas que não têm nada a ver com isso.”

Veja vídeo:


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Política

O esgoto do clã Bolsonaro: PT aciona TSE contra Flávio e Carlos Bolsonaro por vídeos que ligam Lula ao PCC

O Partido dos Trabalhadores (PT), por meio da Federação Brasil da Esperança, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro, o agora ex-vereador Carlos Bolsonaro e o Partido Liberal (PL). A ação, protocolada nesta segunda-feira (16), trata de três vídeos publicados nas redes sociais que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os conteúdos foram divulgados pelos irmãos Bolsonaro e pelo PL no Instagram em 10 de março. Segundo a federação, os vídeos apresentam acusações sem base factual.

O pedido inclui a concessão de liminar para retirada imediata dos conteúdos no prazo de 24 horas. Além disso, a ação solicita a aplicação de multa aos responsáveis pelas postagens. Pela legislação eleitoral, casos de propaganda antecipada podem resultar em penalidades entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, sendo requerido o valor máximo.

A representação também menciona que um dos vídeos reutiliza um áudio de 2019 já analisado pela Justiça Eleitoral, que não comprovou ligação entre o PT e organizações criminosas.

Governo Lula no combate ao crime organizado
A representação também ressalta que a estratégia de desinformação ignora a realidade das políticas públicas adotadas pelo governo Lula no combate ao crime organizado. Dados apresentados na ação apontam que operações da Polícia Federal desmobilizaram mais de R$ 9,6 bilhões em ativos do crime organizado apenas em 2025, além de um prejuízo acumulado superior a R$ 20 bilhões às organizações criminosas desde o início da atual gestão.

A petição cita ainda a ampliação de investimentos em segurança pública, com mais de R$ 3 bilhões destinados aos fundos nacionais de segurança e do sistema penitenciário, bem como o reforço das operações de repressão ao tráfico e ao contrabando nas fronteiras e rodovias federais.

Para a federação, esses dados evidenciam que a narrativa propagada nos vídeos não apenas é falsa, mas contradiz frontalmente as ações concretas do governo federal no enfrentamento ao crime organizado.

Os advogados também argumentam que campanhas de desinformação como essa prejudicam o próprio funcionamento da democracia, pois contaminam o debate público com acusações sem base factual. Ao difundir informações falsas em larga escala, afirmam, acabam criando “realidades paralelas” que impedem que o eleitor forme sua opinião com base em fatos.

*PT


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Política

Mesmo com toda a zorra do sistema financeiro, escancarada por Vorcaro, mídia não dá um pio

Estamos diante de um documento histórico que revela o pardieiro por baixo dos panos, feito pelos que estão no alto da pirâmide financeira, e esse assunto nem range nos dentes do entulho midiático industrial.

O Brasil ainda não compreende de fato como esse carnaval das classes economicamente dominantes conseguiu, junto com Vorcaro e o sistema financeio, formar uma espécie de clero da vigarice nacional.

Até aqui não se ouviu um banqueiro dar ao menos um cheiro sobre o entulho capitalista que mostre a forma desse desenho de manipulação especulativa.

A mídia tenta dar caneladas em Lula, mesmo que ele nem esteja no estádio, e coloca o centro da questão, que é o próprio sistema financeiro à margem do debate nacional.

Não há qualquer comentário sobre o assunto, um sistema degradado que vive do sangue dos brasileiros. Não é preciso a mídia mentir, basta não denunciar ao país, e os banqueiros seguem fumando seus charutos e bebendo tranquilamente seus wisks na sala de visitas da casa grande, azeitando suas imagens, enquanto a mídia joga sal e vinagre apenas no mundo político sem dar pio sobre a salada completa que nasce e circula dentro da central do império financeiro brasileiro, que são os grandes e pequenos bancos.

Não há qualquer independência da mídia industrial diante dos seus patrocinadores e muitas vezes sócios de rentismo, onde também circulam os grandes acionistas.

Isso tira a culpa da natureza do sistema financeiro pueril, que é a própria expressão do terreno alagdiço e barrento, que é comandado por meia-dúzia de banqueiros que jamais aparecem no espelho de toda essa balbúrdia.


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Brasil Mundo

Vídeo: Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo

Guerra no Irã vem elevando os preços do barril no mercado global

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário – até dia 31 de dezembro deste ano – e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência.

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de mais R$ 0,32 por litro. Ao todo, as duas medidas devem reduzir o preço em R$ 0,64 por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais.

Para compensar a perda na arrecadação e incentivar o refino de petróleo no Brasil, o governo passará a cobrar uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.

Foi publicado ainda um segundo decreto, esse em cateter permanente, com medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis para fins de especulação.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que a abusividade deve ser definida por critérios objetivos a serem desenhados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP):

“Nós criamos dois novos tipos para caracterizar a abusividade do distribuidor, tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, quanto do aumento abusivo do preço que passa a ser fiscalizado pela ANP a partir de critérios objetivos que serão produto de uma resolução da agência.”

Impacto econômico
Com o imposto do PIS e Cofins zerado para o diesel, o governo espera perder R$ 20 bilhões em arrecadação. Já a subvenção ao diesel deve ter um impacto de R$ 10 bilhões no caixa da União.

O governo espera que esse valor seja compensado pelo imposto de exportação sob o petróleo, com previsão de arrecadar R$ 30 bilhões até o final do ano.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou na coletiva que as mudanças não alteram a política de preço da Petrobras, mantendo a previsibilidade e o retorno aos acionistas privados minoritários da estatal.

“Não estamos falando de nada que altera estruturalmente o país, nem do ponto de vista fiscal, nem do ponto de vista tarifário”, disse Haddad, acrescentando que a preocupação do governo é com o preço do diesel.

“A maior pressão que o mercado de combustível sofre hoje vem exatamente do diesel, não vem da gasolina. É com o diesel que nós estamos mais preocupados pelo fato do diesel afetar as cadeias produtivas de maneira muito enfática. Toda a colheita que está sendo feita agora da safra brasileira depende do diesel”, completou Haddad.

Fiscalização e Transparência
O governo ainda definiu referências objetivas para que a ANP e agências de defesa do consumidor possam atuar de forma mais eficiente no combate aos preços abusivos dos combustíveis.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou que faltam hoje referências técnicas para impedir a manipulação dos preços para fins especulativos, “visto que esses abusos se tornaram recorrentes”.

“Quando a Petrobras, que tem a produção majoritária do Brasil – mais de 70% do mercado – reduz o preço, essa redução demora muito para chegar na bomba. Quando chega, ou chega só parcialmente, ou mesmo quando chega integralmente, chega semanas ou meses depois”, explicou o ministro.

Alíquota de exportação
A alíquota de exportação de 12% sobre o barril de petróleo, além de compensar a perda na arrecadação causada pelo subsídio ao Diesel, deve servir para incentivar os exportadores a deixarem parte da produção no mercado interno, em vez de buscarem exportar mais motivados pelo aumento do preço no mercado mundial.

“Como o preço do óleo bruto está disparando, se você não der uma medida compensatória que estimule quem produz óleo bruto a deixar nas refinarias brasileiras, ele vai colocar uma parcela ainda maior no mercado internacional, desabastecendo nossas refinarias”, comentou o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

BR Distribuidora
Os ministros criticaram ainda a privatização da BR Distribuidora, empresa que controla milhares de postos de combustíveis no país e que poderia se somar aos esforços para reduzir os impactos da alta do petróleo.

“infelizmente, o modelo criminoso de venda dos nossos ativos nacionais do governo anterior fez com que nós diminuíssemos a nossa produção de produtos refinados no Brasil – gasolina, diesel e gás natural. E, portanto, foi um crime de lesa pátria ao Brasil, aos brasileiros, desfazer da nossa BR Distribuidora”, comentou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

*Agência Brasil


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Política

A paisagem brasileira de Elio Gaspari de O Globo é um primor de bolsonarismo

A pricipal eiva corruptora de uma opinião está numa palavra ou em muitas palavras ajeitadoras, e Elio Gaspari esmaga a realidade para vender a paisagem do Brasil atual de onde ele está, vendo o país de dentro da redação do Globo, onde tenta frisar uma imagem totalmente enviesada às próprias custas.

Na verdade, é uma aprendizagem para quem tem a exigência de traduzir os fatos à moda caralho, conceituando fatos em que usca atacar Lula e simplesmente omitir realidades concretas, cristalizando um lado na disputa eleitoral para a Presidência da República.

O tijolo de Elio Gaspari começa com o título “Flavio Bolsonaro surpreendeu”.

Não há nada demais a notícia ser dada em garrafais e nem se confessar antiLula e pró-Bolsonaro, o problema são os sofismas dos quais Gaspari se lambuza, o pior deles exatamente nesse momento, é o que julga um erro de Lula receber Vorcaro em 2024 com três testemunhas, enquanto mesmo escriba não dá um pio sobre os R$ 5 milhões que Vorcaro depositou nas contas de Bolsonaro e Tarcísio.

Tarcísio, a quem Gaspari dá de barato a sua história sobre uma possível candidatura de Haddad para o governo de São Paulo.

Com um pincel na mão, Gaspari frisa a paisagem que lhe interessa, a de um Brasil que ele habita de onde está, e ele está, sob a orientação dos Marinho, dentro da Globo. Globo, que mostramos aqui hoje em uma matéria, produziu um evento em Nova York patrocinado por Daniel Vorcaro, onde ele foi a estrela.

Tudo isso em defesa de Flavio Bolsonaro, que publicou no X um manifesto contra o Brasil e os brasileiros, pedindo que Trump interviesse no Brasil com seu exército contra os brasileiros numa falácia de que combateria o “narcoterrorismo” do PCC e CV.

O mais irônico é Gaspari conciliar a campanha de Flavio com a Faria Lima, num gesto de sabujice em que também está incluido na ciranda financeira junto com as fintechs na mesma Faria Lima, o próprio PCC, mostrando que Elio Gaspari acabou por morder o próprio rabo.


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Brasil

Lula afirma que Brasil deve reforçar defesa para evitar invasão dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de defesa e desenvolver armamentos com função de dissuasão diante de possíveis ameaças externas. A declaração foi feita no Palácio do Planalto durante visita oficial do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. Ao comentar o tema, […]

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (9) que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade de defesa e desenvolver armamentos com função de dissuasão diante de possíveis ameaças externas. A declaração foi feita no Palácio do Planalto durante visita oficial do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Ao comentar o tema, Lula destacou que a América do Sul historicamente se apresenta como uma região pacífica, mas disse que isso não elimina a necessidade de preparação militar.

“Presidente Ramaphosa, uma coisa importante. Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui ninguém tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica, aqui os nossos drones são para agricultura, para fins de tecnologia e não para guerra. Então nós pensamos em defesa como dissuasão, mas eu não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que, se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente”, afirmou o presidente brasileiro.

A fala ocorre em um momento de crescente tensão internacional e surge após notícias de que o governo dos Estados Unidos avalia classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A medida poderia abrir caminho para o congelamento de ativos de integrantes desses grupos sob jurisdição americana, a exclusão dessas redes do sistema financeiro do país e a proibição de qualquer tipo de “apoio material” por cidadãos ou empresas dos EUA.

Informações divulgadas inicialmente pela colunista Mariana Sanches, do UOL, indicam que o processo técnico para essa classificação já teria sido concluído dentro da administração norte-americana. A decisão agora dependeria de etapas políticas e burocráticas para formalizar a inclusão das facções na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).

O que mais tem gerado preocupação em autoridades brasileiras é a possibilidade do governo americano passar a considerar as estruturas operacionais dessas facções como potenciais alvos legítimos de ações militares. Caso elas sejam oficialmente incluídas na lista de organizações terroristas, abre-se a possibilidade dos Estados Unidos conduzirem operações contra esses grupos em território estrangeiro.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi informado sobre a discussão durante uma agenda recente na capital dos Estados Unidos. Segundo relatos de bastidores, o chanceler tentou estabelecer contato com o secretário de Estado, Marco Rubio, para tratar do assunto.

Diplomatas avaliam que a iniciativa pode impactar a relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos. Nos últimos meses, o combate ao crime organizado vinha sendo discutido como uma possível área de cooperação entre os governos de Lula e do presidente americano Donald Trump.

De acordo com o Cafezinho, a eventual classificação das facções brasileiras como organizações terroristas, porém, poderia alterar o tom dessas negociações e aumentar as tensões diplomáticas entre os dois países.

Durante a cerimônia no Planalto, Lula também defendeu que Brasil e África do Sul ampliem a cooperação na área militar e passem a desenvolver armamentos próprios, reduzindo a dependência de grandes fornecedores internacionais.

“Então, essa é uma coisa que o Brasil tem necessidade similar à necessidade da África do Sul e que, portanto, nós precisamos juntar o nosso potencial e ver o que a gente pode produzir junto, construir junto. Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, nós poderemos produzir. O que precisa é nós nos convencermos que ninguém vai ajudar a gente, a não ser nós mesmos”, disse.

Segundo o presidente, os dois países têm condições de desenvolver projetos conjuntos na área de defesa. Lula afirmou ainda que o assunto seria discutido diretamente entre autoridades responsáveis pelos ministérios da área.

“Espero que conversem bastante sobre a aproximação do Brasil e da África do Sul na questão da defesa”, declarou, ao mencionar que o ministro da Defesa, José Múcio, se reuniria com a ministra sul-africana responsável pela área para tratar do tema.

Nos bastidores do governo americano, a proposta é debatida há meses por autoridades ligadas à política de segurança e combate ao narcotráfico. Participam da discussão integrantes do Departamento de Estado e da equipe responsável pela política antidrogas. Entre os nomes envolvidos está o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Christopher Landau.


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Política

Lula vai ser reeleito no primeiro turno

Críticas às pesquisas eleitorais e ao tratamento da mídia reforçam a avaliação de que Lula mantém amplo favoritismo e pode vencer a eleição já no primeiro turno

As pesquisas se tornaram peças da campanha eleitoral. Resultados absurdos, que projetam o suposto apoio do filho do Bolsonaro perto do Lula, servem para alimentar a campanha da oposição, sem nenhum fundamento nem explicação.

Pesquisas com 2 mil pessoas de amostra, para um universo de 220 milhões de pessoas, se arriscam a dar palpite sobre o comportamento destes. Um absurdo estatístico. Não revelam a ginástica estatística que fazem.

Além disso, não revelam que tipo de questões foram colocadas para os entrevistados. Só publicam os resultados que jornalistas preguiçosos tomam como resultados reais e os comentam longamente.

Não podem contornar um elemento comum: o Lula derrota a todos os eventuais adversários. Se for realmente assim, por que destacam eventual empate entre ele e o filho do Bolsonaro?

Um desses jornalistas toma a manifestação dos bolsonaristas na Avenida Paulista, que o cálculo da USP define que teve menos da metade da manifestação anterior, algo como um total de no máximo quatro quadras da avenida, como um elemento que revelaria que Lula correria muitos riscos de perder a eleição! O artigo é pífio, mas ocupa um espaço no UOL, que é o que interessa. O cachorro morder o dono não é notícia. Já o dono morder o cachorro consegue lugar de destaque na mídia. Notícia de que o Lula é favorito para se reeleger não é notícia de destaque. Já a de que ele pode perder a eleição, como contradiz as evidências, ganha espaço de destaque.

Politicamente, até a direita parece conformada com a vitória do Lula, concentrando-se nas eleições parlamentares para tentar dar continuidade aos obstáculos que coloca atualmente ao governo. Enquanto um setor do centrão, que tem dificuldade de ficar muito tempo fora do governo, já se aproxima explicitamente do governo.

Além disso, o filho do Bolsonaro escolhido por este para ser candidato já desmaiou e sujou as calças em um debate com a Jandira Feghali. Dá para imaginar como vai se comportar em um debate no horário eleitoral com o Lula? Já busca razões para não comparecer. O que ele poderia contrapor à herança dos governos do Lula, como herança do pífio governo do seu pai?

Um debate eleitoral seria um massacre midiático, que só consolidaria a perspectiva do favoritismo do Lula, que passaria a tender a ganhar já no primeiro turno.

Essa é a perspectiva mais provável das análises políticas sérias. Quem tem considerações diferentes teria que explicitar as razões que levariam um filho do Bolsonaro a ter preferências similares às do Lula. A manifestação da Avenida Paulista demonstraria o contrário do que o analista afirma. Mas a notícia de que o Lula vai se reeleger contraria as preferências da grande mídia.

Eu considero que o Lula é favorito não apenas para se reeleger, como para fazê-lo no primeiro turno, pelas razões apontadas neste artigo.

Lula é favorito para se reeleger, sobre isso não há dúvidas.

*Emir Sader/247


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Política

Em campanha descarada para Flavio Bolsonaro, Globo faz matéria espingolada sobre Lulinha para tentar atingir Lula

Somente quem tem a consciência tranquila, abre suas contas para mostrar a movimentação financeira, entrada e saída de dinheiro, como fez Lulinha.

A BolsoGlobo usou mãos de luva para roubar a verdade e induzir, com seu capotão, que Lulinha recebeu depósitos R$ 19 milhões em 4 anos, quando, na realidade, ela soma as entradas e saídas da conta. Ou seja, entraram, por conta do trabalho de Lulinha, que é empresário, quase R$ 9 milhões em 4 anos, da mesma forma que saíram. Detalhe, nenhum centavo é público. Somando os dois, entrada e saída, aproximadamente R$ 19 milhões.

É o velho truque dos Marinho, de dar uma manchete confusa para ser confusamente compreendida pela população.

Isso deixa claro que a Globo está apostando tudo na campanha de Flavio Bolsonaro que, assim como irmãos e pai, jamais trabalhou na vida e todos viveram e vivem, um a um, das gordas tetas do Estado, ou seja, do suor dos impostos pagos pelo povo brasileiro, a quem a Globo tanto odeia.

A pergunta chega a ser boboca, os Marinho têm coragem de abrir suas contas bancárias para saber quem e quanto é depositado durante 4 anos para pagar a campanha que fazem em favor dos grandes banqueiros agiotas desse país?

Esse incessante ladrido contra Lula desde que o atual presidente da República ainda era líder sindical, em plena ditadura apoiada pela Globo, é guiado pelo próprio rabo que norteia os interesses de quem fez império a partir de sua parceria com a ditadura e com os EUA contra o Brasil e os brasileiros.

O Jornal Nacional, assim como o jornal O Globo, com suas matérias canalhas, não provou qualquer ilícito de Lulinha, mesmo sabendo disso, sua intenção é incorporar contra Lula, a favor de Flavio, uma pulga atrás da orelha dos eleitores.

Assim, ela vai constuindo cortina de fumaça para um passado todo cagado de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, rachadinha e peculato que fazem parte do sarcófago da história do clã Bolsonaro e, junto, testar hipóteses que possam dar nova direção de seus ataques a Lula.

A matéria não traz absolutamente nada contra Lulinha, mas a monarquia dos Marinho acrescenta na variedade de acusações contra Lula e sua família, mais uma pecha de irrigação contra a seriedade e legalidade de todos os passos dados por Lula há pelo menos 50 anos.

Na verdade, não há diferença moral entre a turma do Vorcaro com a turma dos Marinho. Por isso, de vez em quando, eles se estranham, como acontece com as organiações criminosas no Brasil.

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Política

“SUS do transporte” é o que Lula quer criar com tarifa zero no país

Proposta prevê novo modelo de financiamento para garantir gratuidade no transporte público e deve integrar programa de governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende incluir em seu programa de governo uma proposta de criação do chamado “SUS do Transporte Público”, com o objetivo de reformular o modelo de financiamento do setor e viabilizar a tarifa zero em todo o Brasil. A iniciativa busca estabelecer um sistema nacional estruturado, inspirado no conceito de universalização, para assegurar a gratuidade no transporte coletivo urbano. As informações são da CNN Brasil e 247.

A avaliação dentro do governo é que a implementação da tarifa zero exige mudanças profundas nos mecanismos atuais de custeio e incentivos ao setor, o que justificaria a adoção de um modelo semelhante ao de um sistema único, nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O secretário de Comunicação do PT e deputado federal Jilmar Tatto (SP) afirmou que o governo pretende iniciar ainda neste ano a tramitação da proposta no Congresso Nacional. De acordo com ele, o tema deverá ocupar espaço central no debate eleitoral. “Encontrei com o presidente Lula no aniversário do PT, em Salvador, e ele me perguntou sobre o tema. Estamos fazendo uma série de reuniões com o presidente e tratando disso. Ele está muito interessado”, declarou.

No âmbito do Executivo, o Ministério da Fazenda conduz estudos técnicos para analisar a viabilidade financeira da medida. O ministro Fernando Haddad prometeu apresentar o material antes de deixar o cargo, o que deve ocorrer até abril. Também participam das discussões o Ministério das Cidades e a Casa Civil.

No Congresso, a sinalização inicial é favorável à discussão do projeto. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou, em reunião com parlamentares e prefeitos, que pretende criar uma subcomissão para debater possíveis fontes de financiamento da tarifa zero.

Enquanto o estudo oficial não é concluído, o governo considera análises produzidas por universidades. Um dos levantamentos indica que a implementação da gratuidade nos ônibus municipais em todo o país teria custo estimado em R$ 65 bilhões.

Entre as alternativas para custear o programa está um projeto de lei apresentado por Jilmar Tatto. A proposta reformula o vale-transporte, extingue a cobrança atual de 6% do trabalhador e estabelece que empregadores contribuam com valores entre R$ 100 e R$ 200 mensais por empregado. Os recursos seriam destinados a um fundo específico, com potencial de arrecadação anual de R$ 100 bilhões, destinado a financiar a tarifa zero no transporte público urbano do país.


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