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Brasil Mundo

Brasil prevê ‘jogo pesado’ da extrema direita dos EUA para impedir reeleição de Lula

Governo tentará construir agenda positiva com Trump e estabilizar Venezuela para neutralizar atores mais radicais

2026 começa com duas prioridades para o Brasil. A primeira é agir para estabilizar a Venezuela, diante do risco de uma guerra civil nas fronteiras do país.

A segunda é construir uma “agenda positiva” com a Casa Branca. A meta é impedir uma ofensiva da extrema direita do país para retomar uma aliança com Donald Trump para interferir nas eleições de 2026.

No governo, há um consenso de que a extrema direita dos EUA irá “jogar pesado” para tentar impedir a reeleição de Lula em 2026 e que os ataques contra a economia nacional nos últimos meses mostraram o que são capazes de fazer.

A proposta de um cronograma de temas comerciais é uma das apostas do Ministério do Desenvolvimento e do Itamaraty, dando uma sinalização para Washington que uma relação “madura” traria mais ganhos para os EUA que a ingerência no pleito no final do ano no país.

O governo acredita que o bolsonarismo irá buscar formas de envolver Trump na eleição. Mas ainda que o presidente americano não se manifeste e não apoie abertamente um candidato, não se descarta que entidades ultraconservadoras atuem nos bastidores para ajudar movimentos reacionários do Brasil.

Já membros do alto escalão do PT admitem que a invasão da Venezuela é um divisor de águas na região e há uma consciência de que o bolsonarismo vai tentar usar a crise para colar a imagem em Lula de que haveria uma cumplicidade do governo brasileiro com as violações cometidos pelo chavismo.

As dificuldades dos aliados de Jair Bolsonaro, porém, podem ser importantes. O regime bolivariano continua, Maria Corina Machado está fora de jogo por enquanto e o Planalto insiste que não chancelou Maduro em suas violações.

Entre diplomatas brasileiros e americanos, a esperança é de que Lula e Trump possam se encontrar em 2026, principalmente diante da boa relação que os dois tiveram nas conversas nos últimos meses.

Para o governo, isso pode ser uma “vacina” contra eventuais vozes mais radicais dentro do próprio governo Trump e que possam ainda dar ouvidos aos bolsonaristas. A neutralização desses atores seria fundamental na estratégia do Planalto.

A postura do Brasil, porém, não será a de abrir mão de suas críticas sobre a ação de Trump na Venezuela, como já ficou demonstrado em discursos na ONU e na OEA. Mas isso não será usado para contaminar a relação mais ampla entre Brasília e Washington.

O Planalto ainda vai continuar a insistir para que não haja um segundo ataque contra a Venezuela e considera que a diplomacia americana sabe a postura contraria do Brasil à ingerência.

Em diálogos dentro da Venezuela e nos países que fazem parte da região, Lula ainda vai agir para garantir que possa haver um espaço para que a queda de Nicolas Maduro não se transforme em um vácuo de poder. Com 20 milhões de habitantes na Venezuela numa fronteira de 2 mil quilômetros com o Brasil, a estabilização do país passou a ser um foco da atuação do Itamaraty.

*Jamil Chade/Uol


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Política

Lula veta redução de penas do 8/1 que beneficiaria Bolsonaro

Veto à flexibilização das penas já era uma intenção declarada do presidente

O presidente Lula (PT) vetou nesta quinta-feira (8) a redução das penas aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. A proposta, aprovada pelo Congresso, também beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena por participar da trama golpista.

Alvo de disputa entre governistas e oposição, a redução das penas acabou sendo aprovada na Câmara e no Senado.

O veto à flexibilização das penas já era uma intenção declarada do presidente, que chegou a afirmar, durante café com jornalistas no dia 18 de dezembro, que vetaria a proposta assim que ela chegasse à sua mesa.

Veto de Lula
Lula tinha até o dia 12 de janeiro para vetar a proposta, mas uma ala do governo defendia que o ato de memória do 8 de Janeiro desta quinta fosse usado como palco para o anúncio.

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, faltaram à cerimônia para não se indispor com parlamentares bolsonaristas. Com a ausência dos chefes do Legislativo, Lula optou por ler a lista completa de autoridades presentes no evento, etapa protocolar que não costuma fazer.

Durante a solenidade, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que os crimes do 8 de Janeiro não são passíveis de indulto ou anistia.

“Os crimes cometidos contra o Estado Democrático de Direito, como muitos daqueles praticados naquela época recente do 8 de Janeiro, conforme consta da Constituição Federal e de decisão do STF, são imprescritíveis, impassíveis de indulto, graça ou anistia, sobretudo quando envolvem grupos civis e militares armados”, declarou Lewandowski.

Em 8 de janeiro de 2023, grupos insatisfeitos com a vitória de Lula nas eleições do ano anterior invadiram e destruíram as sedes dos três Poderes em Brasília.

Durante as apurações da trama golpista, Lula reforçou um discurso de defesa de que os participantes fossem penalizados pela Justiça. A tentativa de golpe também mirava assassinar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Confirmado o veto, a última palavra será do Congresso, que ainda pode derrubar a decisão. Caso isso ocorra, uma das alternativas do Planalto é apostar na judicialização da questão no Supremo.

*ICL


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Opinião Política

Diante de mais uma crise provocada por Trump, basta que Lula seja o Lula

No Brasil, o que mais deixa irritada essa xepa de direita, chamada bolsonarismo, é se deparar com a realidade nua e crua.

O que tem Lula de gênio político e, como tal, reconhecido no mundo, Trump tem de burro.

Lula é o que se pode chamr de solista de sete instrumentos, sem qualquer economia. É uma mistura de contista com sociólogo, de romancista com um inexorável contador de histórias brasileiras, no Brasil e no mundo.

Trump, além de infantil, é árido, até em suas abstrações econômicas que, na prática, ao invés de reduzir, cria grandes problemas ao país que governa.

É fundamental destacar esse confronto de posições diante do mundo contemporâneo.

Lula só apresenta soluções claras e precisas para qualquer caso no mundo moderno. Tump é um ferro velho da era do petróleo, que vive dos mortos dos supostos anos dourados dos EUA, apelando diretamente para sentimento de superioridade sem qualquer traço de criatividade fora da velha corrente do imperialismo ianque.

Lula é um produto exclusivo do coração, o grande e inesgotável coração brasileiro.

Ao contrário, as ideias deTrump, além de não terem nada de práticas, são dignas de um pensamento militante carregado de slogans e vazias de resultados, sempre sendo guiado por preocupações individuais, restritas a impulsos particulares sem qualquer objetivo prático para o todo da sociedade e, sobretudo, para o mundo.

Por isso, os dois não coincidem e só não se chocaram durante a crise das tarifas, porque Lula carrega com ele um idealismo prático de progresso material para o povo brasileiro, sem se esquecer de compartilhar ganhos em suas parceiras políticas e comerciais mundo afora.

Lula tem um idealismo que se nutre nas relações afetivas, do alto pensamento e da visão geral e ampla de um mundo melhor para todos. Não leva a mal, mas o homem é foda, incomparável! Seja com suas preocupações humanas, materiais e até com seus objetivos mercantis.

Esse é o principal traço da psicologia brasileira que Lula carrega consigo.

O resultado é um espetáculo de grandeza que irradia por onde ele passa nos quatro cantos do Globo.

Mas a coisa vai além. Explico: o pensamento de Lula, e vimos isso na crise das tarifas, é regenerar pontes destruídas por adversários e, ao contrário, construir grandes perspectivas e amplas possiilidades de parcerias.

Some isso à história de fracasso de Donald Trump no mesmo quesito para entender o grande valor moral e estratégico de Lula, que soube fugir dos extremos e administar a crise de forma silenciosa  profundamente cirúrgica.

A ação nefasta do imperialismo de Trump não encontrou em Lula qualquer ação contrária, como vimos, Lula esperou o resultado desastroso do acúmulo de lambanças de Trump para, no momento certo, tomar uma atitude objetiva em favor do Brasil diante de um papel internacional negativo que Trump quis impor ao mundo.

Com uma ação inapelavelmente inteligente  e de forma consciente, Lula usou um simplismo até primário, mas principalmente muito mais complexo, sabendo esperar o  bufão se esbaforir e cair de joelhos a seus pés.

Ou seja, Lula, com toda a história política anti-imperialista que viveu, soube esperar os efeitos externos de uma tática protecionista em nome de um nacionalismo arcaico que assanhou Trump, para que a verdade se colocasse acima dos arrotos de Trump a partir do código de xenofobia e histeria.

O resultado foi a substituição do confronto de Trump contra o Brasil por condições particulares altamente favoráveis ao mesmo Brasil.

Foi assim, no silêncio, que Lula se manifestou, e a história do Brasil, diante de uma grave medida dos EUA, avançou e adquiriu fisionomia de país que sabe o que faz com a bola no pé.


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Brasil Mundo

Lula: Ataques dos EUA à Venezuela são “inaceitáveis!”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou de forma contundente hoje (3 de janeiro de 2026) sobre os ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela, classificando-os como “inaceitáveis”.
Em publicação no X (antigo Twitter) e em nota oficial, Lula afirmou que:

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.”
Ele enfatizou que atacar países em violação flagrante ao direito internacional é “o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.

Lula lembrou que essa posição é coerente com a postura histórica do Brasil contra o uso da força como instrumento político e alertou que o episódio remete aos “piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe”, ameaçando a preservação da região como zona de paz.

O pronunciamento veio logo após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que forças americanas realizaram um “ataque em larga escala” contra a Venezuela, incluindo bombardeios em Caracas e outras áreas, resultando na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que teriam sido levados para fora do país.

Trump justificou a operação como parte do combate ao que chama de “narco-terrorismo”, alegando que Maduro lidera o Cartel de los Soles, mas, como todos sabem, trata-se de roubo do petróleo venezuelano.

O governo venezuelano declarou estado de emergência, condenou a ação como “agressão militar gravíssima” e exigiu prova de vida de Maduro. O caso gerou reações divididas no mundo:

Países como Rússia e Irã condenaram veementemente a intervenção.
No Brasil, a esquerda repudiou os ataques, enquanto parte da direita expressou apoio à ação americana.
Outros líderes latino-americanos (como do México e Colômbia) também criticaram a ofensiva.

O Itamaraty convocou reunião emergencial, e o chanceler Mauro Vieira interrompeu férias para acompanhar a crise. Lula reforçou a disposição do Brasil em promover diálogo e diplomacia, cobrando uma resposta vigorosa da ONU.

É um momento de altíssima tensão na região, com risco de escalada. O Brasil, como vizinho e maior economia da América do Sul, adotou posição clara de defesa da soberania e contra intervenções militares externas.


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Política

Escolhendo Flavio e não Tarcísio, Bolsonaro dá um mata-leão na grande mídia

Não há como reconfigurar essa dura realidade para a mídia brasileira, que já havia ocupado seu lugar na tribuna de honra da eleição de 2026, enviando um recado para a sociedade, o de que Tarcísio de Freitas era seu candidato para enfrentar Lula.

Na verdade, a mídia ofereceu um produto que não tinha como entregar e, com isso, os Marinho e cia. acabaram telegrafando a jogada que ajustava a imagem da direita à sua própria fábula e, de lambuja, arremessava Bolsonaro e seus filhos no piche.

Deu tudo errado. A mídia, agora, amarga um amarra-bode de quarta-feira de cinzas, sem candidato para se contrapor à candidatura de Lula, sobrando apenas a satanização ao aumento do salário mínimo para tentar fazer um arranhão qualquer na imagem de Lula, com futurologia pateta daquela velha forma de terrorismo do homem do saco, do velho da porteira, da mula sem cabeça e de outras divindades do submundo folclórico.

Na prática, ali na batata, a mídia está com as mãos vazias para jogar pedra em Lula, já que seria uma desmoralização total apoiar Flavio Bolsonaro, suas rachaqdinhas, sua fantástica fábrica de chocolate, sua relação direta com assassinos como Adriano da Nóbrega e outros milicianos como Queiroz, herdados do esquema de peculato e formação de quadrilha do seu pai, hoje, carta fora do baralho numa cadeia da Federal.

Fico imaginando o tabuleiro de xadrez na frente dos barões da mídia na busca por uma solução tão crua de uma bomba que caiu sobre as suas cabeças.

Não há espaço para ser ocupado nesse novo desenho, o que significa que não há como prometer nada para os endinheirados numa nova remessa de beneces, já que Bolsonaro enfiou toda a direita dentro do mesmo caixão que enterrou a candidatura de Tarcísio.

Ora, a poucos metros dali essa realidade gritava. Bolsonaro não daria de graça seu espólio para ninguém que não fosse do seu próprio templo familiar.

Lógico, a mídia não admite que foi de uma ingenuidade infantiloide de acreditar que poderia substituir o maldito Bolsonaro por um bendito Tarcísio.

A mídia sonhou com esse milagre e, agora, enfrenta uma verdadeira loucura, porque após a redemocratização, é a primeira vez que ela se encontra em um não lugar na disputa eleitoral.

A Globo e congêneres ficaram no vácuo, porque foram diretamente atingidas por um mata-leão empregado coletivamente por Bolsonaro no pecoço daqueles que, de olho no pescoço de Lula, esqueceram de investir em sua própria guarda.

Deu no que deu. A mídia se encontra num nonsense total.


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Política

Globo, no primeiro dia do ano, alinha-se a Tarcísio para atacar Lula

Em descarada campanha contra Lula, Globo usa a fala do bolostrô antinacional, Tarcísio de Freitas, para demarcar território e deixar claro que os Marinho são herdeiros de um DNA antipovo, antipreto e, sobretudo, antitrabalhbador.

E é bom que a esquerda não fuja desse embate, tratando o inimigo com tal, e suas intenções para voltar a ter o poder de antes.

Lógico que tem um mata-burro nessa história, chamado Flavio Bolsonaro, colocado pelo pai para não perder a própria cabeça.

Bolsonaro usa a estratégia de sobrevivência, porque sabe que, a vitória de qualquer pessoa da direita, que não seja um dos seus filhos, o sujeito será suicidado.

Ou seja, Bolsonaro precisa dizer para a Globo e afins quem ainda manda na direita, dane-se se Lula vencer a eleição, pois venceria  de qualquer forma, já que o presidente deu um sacode em Bolsonaro, em 2022, mesmo o ogro tendo a máquin na mão.

Assim, Bolsonaro se contenta com não deixar Tarcísio colocar as manguinhas de fora, porque sabe que é traição e estrangulamento imediato.

É a velha história, gambá cheira gambá. traidor cheira traidor.

Mas se a intenção dos Marinho em destacar o ataque grosseiro de Tarcísio ao PT, direcionado a Lula, não terá qualquer efeito a favor de Tarcísio, por que essa exibição de parcialidade do maior grupo de mídia industrial contra a reeleição de Lula?

A resposta está na lógica da velha oligarquia brasileira, quem, até hoje, mantém o ódio em riste contra Getúlio Vargas e afins, por conta da CLT. Para os Marinho, de herança antitrabalhista, qualquer vírgula de avanço dos trabalhadores e da maioria do povo, é uma tragédia.

Isso determinará o conteúdo crítico dos Marinho contra Lula na eleição deste ano, ao estilo, não venceremos Lula, mas faremos o possível para criar barreiras para que sua vitória não signifigue um gol de placa dos trabalhadores brasileiros.

Já Tarcísio tem que se concentrar na sua sobrevivência, porque Lula está fazendo uma frente para atropelar o bolostrô na disputa ao governo de São Paulo, porque Lula, como toda a direita sabe, não joga para perder.


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Brasil Mundo

Financial Times prevê quarto mandato para Lula em especial de fim de ano

O jornal britânico Financial Times publicou, nesta quarta-feira (31), sua tradicional lista anual com 20 previsões políticas para o ano seguinte e incluiu a reeleição do presidente Lula nas eleições de outubro de 2026 entre as apostas. Segundo o veículo, o atual chefe do Executivo poderia se beneficiar do desempenho da economia brasileira e de “gols contra” atribuídos à direita bolsonarista.

A publicação menciona o recente histórico de saúde de Lula, lembrando que ele passou por uma cirurgia de emergência na cabeça há cerca de um ano. Ainda assim, o Financial Times afirma que a previsão é de reeleição, apontando fatores como o enfrentamento aos tarifaços do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e resultados econômicos considerados positivos. O jornal também citou a possível candidatura de Flávio Bolsonaro como um dos “gols contra” da direita.

“Gols contra da direita do Brasil também estão o ajudando. Alguns políticos conservadores pediram sanções dos EUA para punir o Brasil pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, mas a estratégia saiu pela culatra, já que Lula mobilizou a nação em torno dele”, explicou o jornal.

A previsão diz o mesmo que a pesquisa da Genial/Quaest, que apontou que Lula como favorito contra qualquer adversário, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os governadores do Paraná, Ratinho Junior (PSD), e de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nos dois turnos da eleição presidencial de 2026.

Hoje foi dia de o Financial Times cravar o favoritismo de Lula em 2026.

A consequência prática: por se tratar do principal jornal de finanças do mundo, o prognóstico do FT ajuda a normalizar o cenário de Lula 4, moderando expectativas do mercado internacional e da oposição.

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Nas demais projeções, o Financial Times indicou que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, não aceitará abrir mão da região de Donbas em um eventual acordo de paz com a Rússia, além de uma possível derrota dos republicanos nas eleições para o Congresso dos Estados Unidos, em novembro, segundo o DCM.

O jornal também aposta no derretimento da “bolha” da Inteligência Artificial no mercado financeiro. No levantamento anterior, a publicação acertou 13 das 20 previsões, entre elas a vitória de Donald Trump nas eleições americanas.


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Política

Imprensa industrial repete contra Moraes e o STF a estratégia usada contra Lula na Lava Jato

No último dia 22, Malu Gaspar publicou um texto em seu blog no jornal O Globo afirmando que tinha ouvido de seis “fontes” diferentes que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes havia procurado o presidente do Banco Central, em conversas particulares em que apenas os dois participaram, para falar em defesa do Banco Master.

Quer dizer: as fontes de Malu não ouviram a conversa, apenas relatos sobre a conversa. Assim, um dos participantes da conversa teria que ter contado seu teor para, pelo menos, seis pessoas, e todas elas são fontes de Malu Gaspar, que confia plenamente na precisão de seus relatos, já que o título de seu texto afirma categoricamente que Moraes intercedeu em nome do banco privado junto ao presidente do BC.

Temos o caso da criação de uma reportagem sem provas para dar origem a uma denúncia na Justiça que gera uma nova reportagem.

Nem Malu e nem suas fontes possuem qualquer prova de que esses relatos são verdadeiros. Mas Malu acredita em suas fontes e espera que o leitor também acredite, muito embora não conte a ninguém quem elas são. As seis fontes não querem ter seus nomes divulgados, não apresentam qualquer prova do que afirmam nem explicam como obtiveram a suposta informação.

Assim, trata-se de um texto imprestável para o processo judicial, que trabalha com provas, que são de três tipos: documental, pericial e testemunhal. O texto de Malu não traz qualquer uma delas, já que a prova testemunhal, por óbvio, só pode ter algum valor quando a testemunha é conhecida, tem nome, sobrenome, RG.

Tal fato não impediu que políticos à direita no espectro político passassem a protocolar acusações e pedidos de investigação junto à Procuradoria-Geral da República. Tais pedidos vêm sendo sistematicamente recusados, dada a total falta de provas ou indícios válidos que justifiquem a abertura de um procedimento investigatório de um órgão de fiscalização oficial.

O último pedido foi protocolado na segunda (30), pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter, do Partido Novo. Ele não incluiu em seu pedido qualquer informação adicional aos relatos anônimos (e, portanto, imprestáveis juridicamente) que Malu Gaspar publicou em seu blog. Assim, é de se imaginar que tal pedido deverá ter o mesmo destino que os anteriores.

A diferença entre um caso e outro é uma só: enquanto a PGR, agora, recusa-se a tratar com relevância jurídica um texto baseado em fontes apócrifas, o então procurador do MPF-PR Deltan Dallagnol e o então juiz Sergio Moro entenderam que a reportagem sem provas e fontes do jornal era suficiente para denunciar e, depois, condenar o acusado (Lula), ainda que ele nunca tendo morado no tal imóvel nem tenha figurado como seu proprietário nas escrituras cartorárias. As fontes de Tatiana Farah e do jornal carioca valeram mais do que as provas documentais.

Ao acatar a denúncia de Dallagnol, Moro deixou bem claro que o fazia baseado na reportagem de fontes anônimas do jornal O Globo. Abaixo, segue trecho da decisão:

“Corrobora a consumação dessa operação de lavagem de capitais, em 2009, o fato de que, alguns meses após a assunção do empreendimento Mar Cantábrico pelo Grupo OAS, em 10 março de 2010, foi publicada matéria pelo Jornal ‘O Globo’ intitulada ‘Caso Bancoop: triplex do casal Lula está atrasado’. Essa matéria dava conta de que o então presidente Lula e Marisa Letícia seriam contemplados com uma cobertura triplex, com vista para o mar, no referido empreendimento” .

Depois, seguindo o mesmo roteiro repetido agora por Malu Gaspar, o próprio jornal O Globo utilizou a denúncia do MPF-PR, que tinha como fonte a reportagem sem prova do jornal, para criar uma nova reportagem, retroalimentando o sistema e completando o ardil.

Mídia comercial adere à acusação sem provas e replica como verdade os relatos apócrifos
O último ato da orquestração para transformar relatos apócrifos em fato consumado e com valoir jurídico se dá com a adesão dos outros órgãos da imprensa comercial à reportagem de fontes anônimas original, dando ares de verdade ao que nunca restou provado.

Tal expediente foi utilizado à exaustão no período da Lava Jato. Jornalistas do jornal O Globo, como Sergio Roxo e Merval Pereira, publicavam “reportagens” baseadas em offs e sem documentos comprobatórios, que eram republicadas como verdade por jornalistas como Eliane Cantanhêde e Vera Magalhães, as duas então no jornal Estado de S.Paulo, ou Kátia Seabra, da Folha de S.Paulo. E vice-versa.

Atualmente, a estratégia se repete. No último dia 22, por exemplo, o maior portal de notícias do país, o UOL, que pertence ao Grupo Folha, publicou reportagens e vídeos dizendo que “Moraes procurou Galípolo para interceder pelo Master no BC”. Qual é a fonte do portal, que se orgulha de possuir uma equipe de mais de 300 jornalistas, para publicar tão relevante informação? Apenas a reportagem de fontes anônimas de Malu Gaspar.

Um dia após a publicação do UOL, a jornalista Eliane Cantanhêde, do jornal o Estado de S.Paulo, foi além: não apenas republicou como verdade a reportagem original de Malu Gaspar como adicionou uma nova e bombástica “informação”: a de que “Alexandre de Moraes chegou a ligar seis vezes em um dia ao Banco Central para tratar do Banco Master”.

Quer dizer: o jornal publica não apenas o “fato” de que Moraes fez seis ligações telefônicas em só dia para o presidente do BC, mas conta também qual foi o teor da conversa entre os dois, conversa esta unicamente escutada pelos dois participantes do diálogos, salvo a existência de alguma interceptação telefônica, ilegal ou autorizada pela Justiça.

Então, como o jornal ficou sabendo do teor desses diálogos ou até de sua mera existência? Quais são suas provas documentais, periciais ou testemunhais para acusar um ministro do STF de tráfico de influência? Resposta: as fontes anônimas de Eliane Cantanhêde.

Parece piada, mas não é. É ler para crer. Afinal, é possível acreditar em qualquer coisa quando se tem muita vontade.

*Vinicius Segalla/DCM


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Política

Lula chega a 2026 bem mais forte do que em 2025

Só uma direita em pânico descobre no cagado, Paulo Bilynskyj, algum valor que possa ajudar a reverter o inferno que os reacioáarios vivem hoje no Brasil.

Não bastasse esse termômetro, Lula está com a bola dominada em velocidade em direção ao gol, depois de ter destruído a estratégia bolsonarista das sanções de Trump contra o Brasil e aprovar a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução de quem ganha até R$ 7 mil.

Esses são apenaas dois exemplos de como Lula chegou em dezembro de 2025.

Isso significa que ele já está com a mão na taça para a sua reeleição em 2026? Lógico que não, mas, sem sombra de dúvida, como mostram as pesquisas, que o próprio curso do seu terceiro mandato, é o que está mais próximo de uma vitória eleitoral.

Ninguém espera que Lula passará 2026 vivendo na sombra de uma calda caramelada de um pudim de leite condensado, muito menos terá pela frente apenas bombons de chocolate com morango.

As frases, típicas da direita brasileira contra Lula na mídia, seguirão seu próprio padrão.

Ou seja, não haverá cera no governo Lula em 2026, ao contrário, a lógica da direita nunca foi a de construir nada, mas sim tentar diuturnamente infernizar a vida esquerda.

É para isso que existe a direita no Brasil.

Então, além da prisão de mais criminosos bolsonaristas, e certamente não terão da PF um minuto de paz, a esquerda, com certeza, fará um bombardeio pesado contra esse Congresso reacionário e corrupto, dominado pelo PL e pelo centrão.

As chances de Lula vencer no primeiro turno, só aumentam, o que, para a direita, é considerado tragédia. A candidatura de Flavio Bolsonaro, tudo indica, dará mais 4 anos de mandato a Lula, enquanto a precificação dos golpistas no próprio inferno tende a se agrvar.

Seja lá o que for, mesmo grosso modo, pode-se afirmar que, não ignorando as sijeiras que a direita armará, é que em 2026, Lula vencerá a eleição para o seu quarto mandato, para a alegria do povo e para o desespero da elite econômica desse país.


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Otimismo cresce e 61% dos que votaram em Bolsonaro acreditam que 2026 será melhor, diz DataFolha

Pesquisa Datafolha mostra que 69% dos brasileiros acreditam que 2026 será melhor que 2025 no âmbito pessoal. Otimismo também é crescente em relação à situação do país, que cresceu 13 pontos.

O efeito Lula na economia, com inflação controlada, que freou a alta de preços nos supermercados, e a situação de pleno emprego – com índice de desemprego de 5,4%, o menor da série histórica, iniciada em 2012, do IBGE -, provocou uma onda de otimismo com o próximo ano que atingiu até mesmo os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro (PL) em 2022.

Pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (28), mostra que 69% dos brasileiros estão otimistas e acreditam que, no âmbito pessoal, 2026 será melhor que 2025 – 16% dizem que será igual, 11% pior e 3% não sabem. O índice de otimismo cresceu 9 pontos em relação ao ano anterior, quando 60% diziam que o ano atual seria melhor que o anterior, 21% igual, 16% pior e 2% não sabiam.

Em relação à situação atual do país o crescimento foi ainda maior e avaliação de que “2026 será um ano melhor para os brasileiros em geral” passou de 47% no fim de 2025 para atuais 60%.

No recorte, as mulheres (75%) se mostram mais otimistas que os homens (65%). Com índice de 74%, os mais pobres, com renda de até 2 salários mínimos, se mostram mais otimistas que a classe média (5 a 10 salários mínimos) e a classe alta (acima de 10 salários mínimos), que registraram percentual de 61%. Na classe média baixa, com renda 2 a 5 salários mínimos, 68% estão mais otimistas.

O Datafolha mostra ainda que até mesmo os eleitores que declaram votos em Bolsonaro em 2022 estão mais otimistas. Segundo a pesquisa, 61% deles acreditam que o ano eleitoral de 2026 será melhor que 2025. Entre os que declararam voto em Lula, o índice chega a 78%.

Ouvindo economistas, o próprio jornal da família Frias, declaradamente anti Lula, teve que admitir que “o otimismo sentido pela população é reflexo do bom desempenho de alguns dos principais indicadores da economia brasileira em 2025”.

“[2025] Foi um ano em que os preços dos alimentos se comportaram bem. Com menores taxas de desemprego e com a inflação de alimentos tão baixa, é natural que as pessoas estejam se sentindo bem. E a situação, de fato, está boa”, disse Samuel Pessôa, pesquisador do FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) e colunista do jornal. Forum.


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