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Mendonça, o novo bibelô dos jornalões, foi escolhido ministro da Justiça por Bolsonaro para blindar sua turma

O que há de disponível no momento para a direita, é o terrivelmente evangélico, André Mendonça, que rebrotou da capoeira para acalmar os ânimos do judiciário com as folhas maduras com as quais tenta um caminho sombrio para determinar como parte do STF pode fixar em pechas morais em Lula em pleno ano eleitoral.

Sim, para a mídia, sobrou do maior partido de extrema direira, o imponderável.

O que a bolsomídia do baronato midiático quer, é que o brasileiro dê uma apalpadela, no escuro, na própria memória para que não se lembre que Mendonça foi o escolhido por Bolsonaro para blindar seus filhos e comparsas da sua turma para substituir Sergio Moro que, em projeto de traição ao chefe da gangue da qual Moro era parte, armou uma cama de gato e foi descoberto pela Abin paralela.

Está tudo documentado no Google, basta dar um clique na busca por aquela fatídica reunião ministerial em que Bolsonaro faz uma análise sobre a tarição de Moro para, em seguida, meter-lhe o pé na bunda.

Ou seja, foi rato engolindo rato e, no caso de Bolsonaro, escolhendo um novo roedor para o Ministério da Justiça que, por sua lealdade à turma na tarefa de blindar toda a cambada do governo Bolsonaro, teve sua recompensa com uma cadeira de ministro do STF pelas mãos do genocida golpista.

Basta pegar uma pipoca, sentar de frente para um IA da vida ou, grosso modo, para o próprio Google, que entenderá que o atual herói a mídia nativa, André Mendonça é fruto de dois guinchos gorfados por Bolsonaro. O que, na verdade, é um seminário autoexplicativo da linha oficial de um governo bandido que, em bate-boca com o traidor, Bolsonaro o demitiu e deu à pasta do Ministério da Justiça a importância de culto ao terrivelmente evangélico.

Isso nos permite enxergar plenamente o que a mídia espera de Mendonça, rebocado no STF, para glamourizar o mega picareta, rei do Rio das Pedras e Muzema, Flavio Bolsonaro, a novo pastor do gado bolsonarista e, consequentemente o espelho do próprio pai, preso por uma lista incalculável de crimes.

Nunca foi tão fácil entender o lamaçal que a serpente midiática trafega na busca por um candidato antipetista para que a Faria Lima, onde Vorcaro é Deus, junto com o PCC e a grande mídia, além de toda a fauna de abutres do país sugam o sangue dos brasileiros.


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Deus acima de todos, Mendonça acima do STF: como a mídia fabrica um novo Sergio Moro

A mídia está tentando transformar André Mendonça no novo Joaquim Barbosa ou no novo Sergio Moro.

Ele já está na capa da Veja, como seus antecessores.

Na CNN, cujo dono tem negócios com Daniel Vorcaro, do Banco Master, conforme revelado por Vinícius Segalla no DCM, a bajulação do ministro terrivelmente evangélico tomou conta de uma conversa mole.

Thaís Herédia se embrenhou pela “psicologia” do Supremo Tribunal Federal, dando o costumeiro cacete nos demônios Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

“Nós tratamos aqui da soberba do Toffoli e do Alexandre de Moraes… O André Mendonça tem uma personalidade diferente, até em função da religião, tem outro comportamento”, disse.

“Ele pede para as pessoas saírem da sala porque ele quer se dedicar a orações”, completou William Waack, citando sua própria coluna no Estadão. “Mas ele não é arrogante”, afirmou Caio Junqueira.

Sim, de acordo com Waack, aconteceu o seguinte: “Homem de profunda convicção religiosa, o ministro Andre Mendonça teria imediatamente se recolhido em orações ao saber que fora sorteado como novo relator do caso Master”.

“Notícia suplementar alvissareira, o ministro teria dito a interlocutores que o caso Master é definidor de como ele será considerado pela posteridade, e é salutar que alguém no Brasil ainda se preocupe com o que pensam os pósteros”, escreveu Mario Sabino no Metrópoles.

Na inacreditável Gazeta do Povo, Deltan Dallagnol não se conteve em seu júbilo. “Mendonça derrubou todas as decisões de Toffoli que amarravam a Polícia Federal (PF) e a CPMI do INSS, a qual também havia se debruçado sobre o Master. Moraes e Toffoli, que até poucos dias atrás comandavam o alcance e o fluxo das investigações, perderam o sono com o seu pior pesadelo se concretizando”, escreveu.

Exaltou a “retidão” de Mendonça e referenciou Waack e a cena da oração. “É esse o perfil do magistrado que agora conduz a investigação mais importante da história recente do STF: humilde, temente a Deus, técnico, sério, sem blindagens, sem protecionismos”, declarou.

É daí para baixo. Daqui a pouco Mendonça estará recebendo algum prêmio das mãos dos Marinhos e sendo convidado para chá com bolacha vencida na ABL com Merval Pereira e quejandos. Já virou santo.

Se Deus quiser, vai lembrar do que está em Provérbios 26,28 a respeito dos puxa-sacos: “A língua falsa odeia os que ela aflige, e a boca lisonjeira provoca a ruína”.

*Kiko Nogueira/DCM


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Dino proíbe criação de novos “penduricalhos”

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a manutenção de medidas contra os chamados “penduricalhos” no serviço público e proibiu a criação de novas leis ou atos que instituam benefícios acima do teto constitucional, hoje fixado em R$ 46,3 mil. A decisão vale para todos os Poderes e órgãos autônomos.

A nova determinação reforça liminar concedida em 5 de fevereiro, que obriga União, estados e municípios a publicarem, em até 60 dias, a lista detalhada de todas as parcelas pagas acima do teto, com indicação expressa da base legal. Apenas verbas previstas em lei formal, aprovada pelo respectivo parlamento, poderão ser mantidas.

Pagamentos criados por atos administrativos sem respaldo legal devem ser suspensos. Com a decisão mais recente, Dino também vedou a aprovação de novas normas que ampliem benefícios remuneratórios fora do limite constitucional.

O ministro afirmou que, caso o Congresso Nacional não edite regra clara para disciplinar verbas indenizatórias, poderá caber ao STF definir um regime transitório sobre o tema. A decisão do dia 5 será analisada pelo plenário em 25 de fevereiro, por iniciativa do presidente da Corte, Edson Fachin.

A medida foi proferida no julgamento de embargos de declaração apresentados por associação de procuradores municipais de São Paulo. Dino ampliou os efeitos da decisão ao apontar descumprimento “massivo e generalizado” da jurisprudência do Supremo sobre o teto salarial.

Segundo o ministro, houve nos últimos anos uma “multiplicação anômala” de verbas classificadas como indenizatórias para contornar o limite constitucional. De acordo com o DCM, para ele, o uso dessas parcelas distorce o regime remuneratório do serviço público.

Associações de magistrados, promotores e membros de tribunais de contas pediram ingresso no processo como “amigos da Corte”, alegando que parte dos pagamentos questionados decorre de normas internas. O Tribunal de Justiça de São Paulo também recorreu, argumentando que a suspensão ampla pode gerar insegurança jurídica e afetar a administração da Justiça.


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Receita Federal detectou quebra de sigilo de dados de ministros do STF e parentes

Não foram divulgados os nomes dos ministros vítimas de vazamentos

A Receita Federal do Brasil informou nesta terça-feira (17) que já foram detectados desvios no acesso a dados de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e parentes, após auditoria nos sistemas solicitada pelo tribunal.

Em nota à imprensa, o órgão afirmou que tais desvios já foram informados ao relator do STF. A Folha revelou no domingo (15) que o ministro Alexandre de Moraes utilizou o inquérito das fake news, relatado por ele, para solicitar à Receita que investigasse o possível vazamento de dados há cerca de três semanas.

“A Receita Federal do Brasil não tolera desvios, especialmente relacionados ao sigilo fiscal, pilar básico do sistema tributário”, acrescentou.

De acordo com o órgão, a auditoria envolve dezenas de sistemas e contribuintes e segue em andamento. A Receita diz que os sistemas são “totalmente rastreáveis, de modo que qualquer desvio é detectável, auditável e punível, inclusive na esfera criminal” e que desde 2003 foram concluídos sete processos disciplinares, com três demissões e sanções.

Nesta terça-feira (17), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação adicional que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal envolvendo ministros do STF e familiares.

EUA anunciam sanção a Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky e agravam  tensão diplomática - Brasil de Fato

A ação ocorreu por determinação do STF, a partir de uma representação feita pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Até o momento, não foram divulgados os nomes dos alvos da operação.

O tribunal também determinou a aplicação de medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país.

Entenda a operação da PF contra vazamentos de dados de ministros do Supremo

A Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira (17) de Carnaval, quatro mandados de busca e apreensão contra pessoas suspeitas de acessar e vazar dados fiscais sigilosos de ministros do STF e seus parentes

O que embasou a operação?

A Receita disse ter detectado “devios no acesso” aos dados fiscais de ministros da corte, sem informar quais. Como mostrou a Folha, o órgão rastreou os dados de 100 pessoas nos seus sistemas, incluindo pais, filhos, irmãos e cônjuges dos dez ministros do Supremo. O trabalho envolve 80 sistemas e cerca de 8.000 procedimentos de checagem

Quem determinou a ação da PF?

O pedido partiu da PGR (Procuradoria-Geral da República), após o ministro Alexandre de Moraes determinar a investigação na Receita usando o inquérito das fake news, que completou seis anos em 2025 e foi criado para investigar ataques bolsonaristas contra o Supremo

Por quê?

Ministros suspeitam que servidores tenham acessado ilegalmente informações fiscais sigilosas, e também acusam a Polícia Federal de investigar o ministro Dias Toffoli sem autorização

Qual é o contexto do caso?

O STF está no centro de uma polêmica envolvendo a investigação contra o banqueiro Daniel Vorcaro, do caso Master, que é relatada pela corte. Reportagens revelaram sociedade entre irmãos do antigo relator do caso, ministro Dias Toffoli, e o banqueiro Daniel Vorcaro; além disso, a imprensa também revelou contrato entre o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci, e o banco.

*Laura Scofield e José Marques/ICL


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O alerta de Lula ao STF que pode mudar os planos da Corte

O presidente Lula manifestou sua preocupação com o desgaste da imagem do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente após o escândalo envolvendo o banco Master. O caso se tornou um dos temas centrais da imprensa brasileira, e ele se reuniu com membros da Corte para discutir o momento político, segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha.

Em um jantar privado realizado na Granja do Torto, em Brasília, na véspera da abertura do ano judiciário, o presidente recebeu quatro magistrados do STF: o decano Gilmar Mendes, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Durante o encontro, o petista comentou sobre o “cansaço” que o Brasil vive, em referência à pressão crescente sobre as autoridades, cujas ações são constantemente vigiadas pela opinião pública, especialmente nas redes sociais.

O presidente destacou que até atos legítimos podem ser distorcidos nas plataformas digitais, o que agrava o cenário. Nesse contexto, o presidente alertou para a necessidade de cautela e maior vigilância sobre as atitudes e decisões públicas.

“Quem tem responsabilidades políticas e públicas precisa estar mais alerta que o normal”, afirmou. De acordo com o DCM, o chefe do Executivo também enfatizou que, devido ao papel crucial do STF na preservação da democracia, os ministros devem estar mais protegidos contra ataques, com maior atenção aos riscos de exposição.

Edson Fachin junto ao presidente Lula, Hugo Motta, Paulo Gonet, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação
O encontro também abordou questões envolvendo membros da Corte, embora Lula não tenha mencionado diretamente os detalhes mais polêmicos, como o contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o banco Master, ou a condução do processo que envolve o banco, relatado por Dias Toffoli.

O presidente sugeriu que os ministros do STF se aproximassem de Toffoli para esclarecer eventuais dúvidas sobre a condução do caso, já que o magistrado tem sido alvo de críticas devido a vínculos pessoais e familiares com o banco.

No entanto, Lula deixou claro que não se opõe à proposta de um código de ética para o STF, mas criticou a forma como o presidente da Corte, Edson Fachin, tem conduzido o debate. Ele acredita que a discussão pública e midiática sobre o código tem alimentado um movimento de críticas, muitas vezes oportunistas, contra o STF.

Para o presidente, o momento não seria adequado para a instituição se envolver nesse tipo de debate. O presidente também fez uma avaliação positiva sobre a atuação do Banco Central no processo de liquidação do banco Master, elogiando a postura técnica e bem conduzida da autoridade monetária.

Ele sinalizou, no entanto, que as investigações relacionadas ao banco não sofrerão retrocessos, mesmo que possam envolver integrantes de seu próprio governo. A transparência nas investigações será mantida, segundo o presidente, independentemente das possíveis implicações.


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STF marca para 25 de fevereiro julgamento sobre penduricalhos

Flávio Dino mandou suspender pagamentos ilegais nos Três Poderes

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 25 de fevereiro o julgamento definitivo da decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento dos penduricalhos ilegais no Três Poderes.

Mais cedo, Dino concedeu liminar para determinar que as verbas indenizatórias sem base legal devem ser suspensas no prazo de 60 dias. A votação dos demais ministros da Corte ocorrerá durante sessão presencial.

Os chamados penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório constitucional, de R$ 46,3 mil, valor equivalente ao salário dos ministros do STF.

Na decisão, Flávio Dino afirmou que há um “fenômeno da multiplicação anômala” de verbas indenizatórias incompatíveis com a Constituição. O ministro citou o pagamento de “auxílio-peru” e “auxílio-panetone” (benefícios extras de fim de ano) como exemplos de ilegalidade.

A suspensão deve ser cumprida em todo o país e vale para o Judiciário, Executivo e Legislativo federais, estaduais e municipais.


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O porquê da resistência no STF à prisão domiciliar de Bolsonaro

Ministros do Supremo Tribunal Federal têm demonstrado resistência em conceder prisão domiciliar a Jair Bolsonaro após a condenação do ex-presidente. Segundo relatos feitos sob reserva, o principal motivo é o receio de que ele volte a descumprir medidas judiciais, especialmente o uso da tornozeleira eletrônica.

De acordo com integrantes da Corte, havia inicialmente a avaliação de que Bolsonaro poderia receber o mesmo tratamento dado a Fernando Collor, condenado a regime fechado e autorizado a cumprir a pena em casa por razões de saúde. A comparação, porém, perdeu força durante as discussões internas no tribunal.

Um ministro ouvido pela coluna afirmou que o histórico pesa contra o ex-presidente. “Bolsonaro estava em prisão domiciliar quando violou a tornozeleira eletrônica. O que garante que não tentará novamente? Collor nunca violou a tornozeleira”, disse o magistrado.

O caso citado ocorreu quando Bolsonaro utilizou uma solda para tentar romper o equipamento de monitoramento. Apontado por ministros como fator central para a cautela em relação a uma eventual concessão de domiciliar.

A defesa do ex-presidente, por sua vez, sustenta que o comportamento não foi intencional. Segundo Guilherme Amado, advogados alegam que Bolsonaro apresentava um quadro de desorientação mental no momento do episódio, em razão do uso simultâneo dos medicamentos pregabalina e sertralina.

Segundo os defensores, a combinação dos remédios pode provocar efeitos colaterais relevantes. A bula indica que, em casos raros, pacientes podem apresentar confusão mental e até alucinações.

Mesmo com esse argumento, ministros do STF avaliam que o risco de novo descumprimento permanece. A Corte considera que a credibilidade do monitoramento eletrônico é um elemento essencial para qualquer medida alternativa à prisão.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a eleição do presidente Lula. Já Fernando Collor recebeu pena de 8 anos e 10 meses por corrupção. Até o momento, não há decisão definitiva sobre eventual prisão domiciliar.


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Povo não quer conflito, mas estabilidade e justiça social, diz Lula

Na abertura do ano judiciário, presidente dá recados ao Congresso e diz que divergências políticas se resolvem pelas urnas, pelo diálogo e pelas leis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva salientou, durante a abertura do ano judiciário, nesta segunda-feira (2), que “o povo brasileiro não quer conflito entre instituições. Quer estabilidade, justiça social e oportunidades”. Disse, ainda, que “divergências políticas se resolvem pelas urnas, pelo diálogo institucional e pelas leis”.

A cerimônia, realizada anualmente no Supremo Tribunal Federal (STF), reabre a agenda de julgamentos da Corte após o recesso de fim de ano. Além de Lula, estiveram presentes o presidente do STF, Edson Fachin, e demais ministros do Supremo, além dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, entre outras autoridades.

“Compareço a esta solenidade com um sentimento distinto daquele que marcou minha presença em 2023″, disse Lula. “Naquela ocasião, o Brasil ainda estava profundamente ferido pelo ataque frontal às suas instituições democráticas – um ataque que tentou, sem sucesso, subverter a vontade soberana do povo brasileiro e romper a ordem constitucional. Hoje, participo dessa celebração republicana com a confiança e a esperança renovadas”.

Ele prosseguiu explicando: “Confiança porque as instituições cumpriram seu papel e esperança porque o Brasil demonstrou, mais uma vez, que é muito maior do que quaisquer golpistas ou traidores da pátria”.

Nestes últimos anos, acrescentou, “o judiciário tem sido o guardião da Constituição, do Estado democrático de direito e da soberania do voto popular. O STF não buscou protagonismo, muito menos tomou para si atribuições de outros poderes; agiu no estrito cumprimento de suas responsabilidades constitucionais”.

Lula lembrou que, por agirem de acordo com a legislação, “ministros e ministras dessa Suprema Corte enfrentaram toda sorte de pressões e até ameaças de morte. Mesmo assim, não fugiram de seu compromisso constitucional e reafirmaram que, no Brasil, divergências políticas se resolvem pelas urnas, pelo diálogo institucional e pelas leis”.

Lula também mandou um recado ao Congresso Nacional — cujos presidentes, em consonância com os interesses da direita, têm criado atritos com o governo e o STF e, muitas vezes, agido de maneira pouco republicana: “A Constituição não é apenas um pacto jurídico; ela é um pacto civilizatório; exige o diálogo permanente entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Exige respeito mútuo e compromisso com o interesse público”.

Segundo Lula, “o povo brasileiro não quer conflito entre instituições. Quer estabilidade, justiça social e oportunidades. Quer um Estado que garanta seus direitos e seja capaz de enfrentar os grandes desafios do nosso tempo”.

Como exemplo, citou as ações dos Estados Unidos contra o Brasil durante o tarifaço, estimulado por bolsonaristas que se dizem patriotas. “Em 2025, enfrentamos ataques externos à nossa soberania. E nos mantivemos firmes. O Brasil respondeu com altivez, com base no direito internacional, com a força de suas instituições e, sobretudo, com a legitimidade conferida pelo povo. Reafirmamos que nenhuma nação se constrói sob tutela, e que a democracia brasileira não se curva a pressões e intimidações de quem quer que seja”, salientou.

Condenação aos golpistas

Principal momento do Supremo no ano de 2025 e fato histórico para o País, o julgamento e condenação dos golpistas liderados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também foram abordados por Lula.

“A Ação Penal 2.668 representa um marco institucional histórico. Aqueles que atentaram contra a democracia tiveram julgamento justo, acesso a todas as provas e amplo direito de defesa – o que só é possível em uma democracia. Os julgamentos e as condenações dos envolvidos fortaleceram a legitimidade democrática, a confiança na justiça, e a ideia fundamental de que nenhuma autoridade está acima da lei”, destacou.

Para o presidente, “a democracia brasileira saiu desse processo mais forte, mais madura e mais consciente do seu valor. Democracia se constrói com eleições livres, mas se preserva com instituições capazes de defendê-las. Uma democracia sólida exige instituições confiáveis, mecanismos de prestação de contas e proteção contra abusos de poder”.

Por isso, acrescentou que a condenação dos golpistas deixou uma mensagem clara: “os responsáveis por qualquer futura tentativa de ruptura democrática serão punidos com o rigor da lei”.

Além disso, completou, o processo também deixou uma lição: a de que “a democracia não é uma fortaleza inexpugnável, imune aos ataques de quem queira destrui-la. A democracia não está pronta. Ela está em permanente construção. E sua manutenção exige, de cada um e de cada uma de nós, compromisso e coragem”.

Papel do TSE

Lula também falou a respeito do papel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na defesa da democracia e sobre aspectos que exigem atenção redobrada das autoridades neste ano. “O TSE tem sido pilar fundamental da proteção à soberania do voto e da legitimidade do processo eleitoral”, afirmou.

Em seguida, apontou como desafios dessas eleições a prevenção e o enfrentamento ao “abuso do poder econômico; à manipulação da opinião pública, por meio do disparo criminoso de fake news; ao uso indevido dos recursos dos algoritmos das plataformas digitais; à contratação de influenciadores em redes digitais para atacar adversários e à utilização de inteligência artificial para falsificar fotografias, áudios e vídeos de qualquer pessoa, produzindo realidades paralelas, dentre outras novas armadilhas”.

Nesse sentido, enfatizou que “é preciso garantir que a justiça brasileira possa fazer frente às transformações que se impõem de maneira tão veloz e sorrateira”. Lula destacou que “a pirataria eleitoral é um fenômeno mundial” para o qual o Brasil precisa estar preparado.

Para além da Justiça Eleitoral, o presidente alertou que lidar com essas questões é um desafio que “precisa ser compartilhado entre governos, instituições públicas, plataformas digitais e meios de comunicação. Cada qual com sua parcela de responsabilidade na construção de um ambiente digital ético, plural e comprometido com os direitos fundamentais”.

Pacto contra o feminicídio

Em meio ao grave aumento dos casos de feminicídio no país, o presidente Lula anunciou que o governo lançará, nos próximos dias, o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que deverá envolver
os Três Poderes do Estado brasileiro.

“Assassinos e agressores devem ser punidos com todo o rigor da lei. Mas é preciso também educar os meninos. E conscientizar os homens de que nada, absolutamente nada, justifica qualquer forma de violência contra meninas e mulheres, seja na realidade ou no ambiente digital”, enfatizou. Com Vermelho.

Porém, advertiu que mais do que um pacto entre Executivo, Legislativo e Judiciário, é preciso envolver toda a sociedade brasileira e, sobretudo, os homens. “Eles precisam entender que não são donos de ninguém. A mulher pertence apenas a ela mesma”, sublinhou.


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Imprensa industrial repete contra Moraes e o STF a estratégia usada contra Lula na Lava Jato

No último dia 22, Malu Gaspar publicou um texto em seu blog no jornal O Globo afirmando que tinha ouvido de seis “fontes” diferentes que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes havia procurado o presidente do Banco Central, em conversas particulares em que apenas os dois participaram, para falar em defesa do Banco Master.

Quer dizer: as fontes de Malu não ouviram a conversa, apenas relatos sobre a conversa. Assim, um dos participantes da conversa teria que ter contado seu teor para, pelo menos, seis pessoas, e todas elas são fontes de Malu Gaspar, que confia plenamente na precisão de seus relatos, já que o título de seu texto afirma categoricamente que Moraes intercedeu em nome do banco privado junto ao presidente do BC.

Temos o caso da criação de uma reportagem sem provas para dar origem a uma denúncia na Justiça que gera uma nova reportagem.

Nem Malu e nem suas fontes possuem qualquer prova de que esses relatos são verdadeiros. Mas Malu acredita em suas fontes e espera que o leitor também acredite, muito embora não conte a ninguém quem elas são. As seis fontes não querem ter seus nomes divulgados, não apresentam qualquer prova do que afirmam nem explicam como obtiveram a suposta informação.

Assim, trata-se de um texto imprestável para o processo judicial, que trabalha com provas, que são de três tipos: documental, pericial e testemunhal. O texto de Malu não traz qualquer uma delas, já que a prova testemunhal, por óbvio, só pode ter algum valor quando a testemunha é conhecida, tem nome, sobrenome, RG.

Tal fato não impediu que políticos à direita no espectro político passassem a protocolar acusações e pedidos de investigação junto à Procuradoria-Geral da República. Tais pedidos vêm sendo sistematicamente recusados, dada a total falta de provas ou indícios válidos que justifiquem a abertura de um procedimento investigatório de um órgão de fiscalização oficial.

O último pedido foi protocolado na segunda (30), pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter, do Partido Novo. Ele não incluiu em seu pedido qualquer informação adicional aos relatos anônimos (e, portanto, imprestáveis juridicamente) que Malu Gaspar publicou em seu blog. Assim, é de se imaginar que tal pedido deverá ter o mesmo destino que os anteriores.

A diferença entre um caso e outro é uma só: enquanto a PGR, agora, recusa-se a tratar com relevância jurídica um texto baseado em fontes apócrifas, o então procurador do MPF-PR Deltan Dallagnol e o então juiz Sergio Moro entenderam que a reportagem sem provas e fontes do jornal era suficiente para denunciar e, depois, condenar o acusado (Lula), ainda que ele nunca tendo morado no tal imóvel nem tenha figurado como seu proprietário nas escrituras cartorárias. As fontes de Tatiana Farah e do jornal carioca valeram mais do que as provas documentais.

Ao acatar a denúncia de Dallagnol, Moro deixou bem claro que o fazia baseado na reportagem de fontes anônimas do jornal O Globo. Abaixo, segue trecho da decisão:

“Corrobora a consumação dessa operação de lavagem de capitais, em 2009, o fato de que, alguns meses após a assunção do empreendimento Mar Cantábrico pelo Grupo OAS, em 10 março de 2010, foi publicada matéria pelo Jornal ‘O Globo’ intitulada ‘Caso Bancoop: triplex do casal Lula está atrasado’. Essa matéria dava conta de que o então presidente Lula e Marisa Letícia seriam contemplados com uma cobertura triplex, com vista para o mar, no referido empreendimento” .

Depois, seguindo o mesmo roteiro repetido agora por Malu Gaspar, o próprio jornal O Globo utilizou a denúncia do MPF-PR, que tinha como fonte a reportagem sem prova do jornal, para criar uma nova reportagem, retroalimentando o sistema e completando o ardil.

Mídia comercial adere à acusação sem provas e replica como verdade os relatos apócrifos
O último ato da orquestração para transformar relatos apócrifos em fato consumado e com valoir jurídico se dá com a adesão dos outros órgãos da imprensa comercial à reportagem de fontes anônimas original, dando ares de verdade ao que nunca restou provado.

Tal expediente foi utilizado à exaustão no período da Lava Jato. Jornalistas do jornal O Globo, como Sergio Roxo e Merval Pereira, publicavam “reportagens” baseadas em offs e sem documentos comprobatórios, que eram republicadas como verdade por jornalistas como Eliane Cantanhêde e Vera Magalhães, as duas então no jornal Estado de S.Paulo, ou Kátia Seabra, da Folha de S.Paulo. E vice-versa.

Atualmente, a estratégia se repete. No último dia 22, por exemplo, o maior portal de notícias do país, o UOL, que pertence ao Grupo Folha, publicou reportagens e vídeos dizendo que “Moraes procurou Galípolo para interceder pelo Master no BC”. Qual é a fonte do portal, que se orgulha de possuir uma equipe de mais de 300 jornalistas, para publicar tão relevante informação? Apenas a reportagem de fontes anônimas de Malu Gaspar.

Um dia após a publicação do UOL, a jornalista Eliane Cantanhêde, do jornal o Estado de S.Paulo, foi além: não apenas republicou como verdade a reportagem original de Malu Gaspar como adicionou uma nova e bombástica “informação”: a de que “Alexandre de Moraes chegou a ligar seis vezes em um dia ao Banco Central para tratar do Banco Master”.

Quer dizer: o jornal publica não apenas o “fato” de que Moraes fez seis ligações telefônicas em só dia para o presidente do BC, mas conta também qual foi o teor da conversa entre os dois, conversa esta unicamente escutada pelos dois participantes do diálogos, salvo a existência de alguma interceptação telefônica, ilegal ou autorizada pela Justiça.

Então, como o jornal ficou sabendo do teor desses diálogos ou até de sua mera existência? Quais são suas provas documentais, periciais ou testemunhais para acusar um ministro do STF de tráfico de influência? Resposta: as fontes anônimas de Eliane Cantanhêde.

Parece piada, mas não é. É ler para crer. Afinal, é possível acreditar em qualquer coisa quando se tem muita vontade.

*Vinicius Segalla/DCM


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Política

Na tentativa desesperada de blindar Moro, Globo ataca pesadamente o STF

Merval Pereira, sempre ele, que é a própria voz dos Marinho, que tanto premiou o STF na farsa do mensqalão quanto a república de Curitiba, comandada criminosamente por Sergio Moro, resolveu barbarizar com o seguinte título, “Ministros do STF manobram para ter poderes sem limite”.

Usando de ironia, Merval, agora chama os ministros da Suprema Corte do Brasil de manipuladores, classificando-os como deuses do Olimpo.

Sobre as graves e comprovadas denúncias de uma Abin curitibana, comandada por Sergio Moro, Carlos nernando Boquinha, Deltan Dallagnol e Januário Paludo, muito menos aparece vírgula da denúncia de uma juíza da mesma 13ª Vara, que sofreu agressão física de Moro dentro e um elevador, quando o juiz que Faz a Diferença tentou enforcá-la.

Dá para mensurar o tamanho do imbróglio em que a Globo e4stá enfiada para defender o indefensável Sergio Moro?

Diante dos fatos crimioso mais recentes de Sergio Moro, a conclusão se impõe.

A gravidade disso é inédita, até porque o Instituto Innovare, dos Mariinho,que foi criado para premiar ações da justiça que seguiram à rica o sopro do diapasão da Globo, o STF certamente foi a instância do sistema de justiça brasileiro mais premiado pela xaropada “institucional” dos Marinho.

Não é sem motivos que Chico Buarque vive ironizando essa premiação, que sempre funcionou como missa encomendada para dar ares de divindades, sobretudo a um STF que, na era de Joaquim Barbosa, comprou todas as narrativas criadas contra o PT dentro das reações do Globo.

Não houve nadqa diferente em relação à Lava Jato. O fato novo é que o STF está na cola de Moro, e a Globo, por esse mesmo motivo, resolveu, de forma indiscriminada, atacar a Corte para, escancaradamente, tentar blindar os criminosos da república de Curitiba.

É um jogo intimidatório pesado e, tudo indica, não funcionará. Sergio Moro é o próprio pau de galinheiro e, dificilmente, sairá dessa incólume. Mas não deixa de ser um momento extremamente revelador da vida nacional, por conta dos interesses que se tem pleno conhecimento, mas principalmente pelo que ainda será revelado para a sociedade no andar da carruagem.


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