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Política

Lula: “Não vou entregar o país de volta para aquele bando de malucos”

Sem citar tornozeleira de Bolsonaro, Lula sugeriu “fazer churrasco, em vez de discurso”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (18) que, se estiver com saúde e disposição, vai ser candidato à reeleição no ano que vem. Ele disse que vai ganhar as eleições de 2026, o que seria o seu quarto mandato à frente da presidência, para evitar que “aquele bando de malucos” retorne ao poder, fazendo menção indireta a Bolsonaro e seu grupo.

“Vou fazer 80 anos de idade, mas se eu estiver com a saúde e a disposição que estou hoje, podem ter certeza que serei candidato outra vez, para ganhar as eleições nesse país. Porque eu não vou entregar esse país de volta para aquele bando de malucos, que quase destroem esse país nos últimos anos. Podem estar certos disso. Eles não voltarão. Eles não voltarão, e não é porque o Lula não quer, é porque vocês não vão deixar”, disse Lula, em Missão Velha, no Ceará.

Ele visitou um dos trechos já finalizados da ferrovia Transnordestina e anunciou a liberação de novos recursos a partir dos Fundos de Investimento do Nordeste (Finor) e de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para finalizar a obra.

Lula não citou explicitamente o ex-presidente Bolsonaro, que passou a usar tornozeleira eletrônica, após ter sido alvo de uma operação de busca e apreensão em sua residência durante esta manhã.

“Se tivesse juízo, tinha mandado fazer um churrasco, em vez de fazer discurso”, disse Lula, ao abrir seu discurso em Missão Velha, ironizando o adversário.

Lula também não fez qualquer menção ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o discurso. Ontem, durante pronunciamento em cadeia de rádio, TV e redes sociais, ele classificou como “chantagem inaceitável” a taxação dos produtos brasileiros em 50% anunciada por Trump, que atribuiu cobrança em parte à postura do STF contra Bolsonaro.

A Transnordestina
O evento simboliza a retomada de um projeto estratégico, com potencial para transformar a logística do Nordeste, ao estabelecer uma rota de escoamento segura, eficiente e econômica para as cadeias produtivas. Atualmente, 280 km de obras de infraestrutura estão em execução, o que gera mais de 4 mil empregos diretos e envolve mais de R$ 4 bilhões em contratos assinados.

O início da operação está previsto para o fim de 2025, em fase de comissionamento, com os primeiros transportes de cargas saindo do Terminal Intermodal de Cargas do Piauí até a região centro-sul do Ceará e algumas regiões de Pernambuco. Soja, farelo de soja, milho e calcário estão entre os principais produtos a serem transportados.

Lula se disse “alegre” pela retomada das obras, mas “frustrado” pela demora na conclusão. “Imaginava que ela fosse acabar em 2012. Saí em em 2010, voltei à presidência 15 anos depois, e essa ferrovia tinha andado muito pouco”, reclamou. “Assumi a responsabilidade de que nós vamos concluir essa ferrovia, custe o que custar”.

O presidente afirmou que não se trata apenas de uma necessidade da região Nordeste, mas também um pedido do ex-governador pernambucano, Miguel Arraes, a quem ele disse ter orgulho de ter sido “muito amigo. “Essa ferrovia é em homenagem a ele”, declarou Lula.

O investimento já realizado totaliza R$ 8,2 bilhões. Os novos recursos garantidos somam mais de R$ 1,4 bilhão — R$ 600 milhões liberados pelo FDNE nos próximos meses e R$ 816 milhões a partir do leilão de desinvestimento e liquidação do Finor. O orçamento total do empreendimento chega a R$ 15 bilhões, com impacto anual estimado no PIB do Semiárido de até R$ 7 bilhões. Ao todo, a Transnordestina tem 1.209 quilômetros de extensão e passa por 53 municípios. Tem início em Eliseu Martins (PI) e vai até o Porto do Pecém (CE), passando por Salgueiro (PE).

“Quero andar de trem até o porto de Pecém. Não faltará dinheiro para concluir a Transnordestina”, frisou o presidente, reafirmando o compromisso.

*TVTNews

https://www.tiktok.com/@lulaoficial/video/7528473967242398982?is_from_webapp=1&sender_device=pc


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Brasil Mundo

Eduardo Bolsonaro insinuou ação militar dos EUA com porta-aviões em Brasília um dia antes de operação contra seu pai

O deputado licenciado ironizou Alexandre de Moraes e mencionou uma intervenção estrangeira como forma de pressionar o STF

Na véspera da operação da Polícia Federal que impôs tornozeleira eletrônica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez um apelo em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Referindo-se a uma frase irônica do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, Eduardo afirmou que seria “mais fácil um porta-aviões americano chegar ao Lago Paranoá” do que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ser recebido por autoridades dos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio à tensão diplomática causada pela taxação de 50% imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros.

A divulgação da gravação se deu antes da operação da Polícia Federal contra seu pai que impôs medidas restritivas, como uso de tornozeleira eletrônica, nesta sexta-feira.

“Está muito mais fácil um porta-aviões chegar no Lago Paranoá. Se Deus quiser chegará em breve”, disse o parlamentar de extrema-direita, em referência ao porta-aviões.


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Política

Lula diz ser ‘interferência inaceitável’ dos EUA com vistos e dá apoio ao STF

O presidente Lula (PT) prestou apoio hoje aos ministros do STF que tiveram os vistos para os Estados Unidos revogados por ordem do governo norte-americano.

Lula disse em nota que os ministros foram “atingidos por mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento do governo dos Estados Unidos”. O anúncio contra as autoridades do Supremo Tribunal Federal foram feitas ontem à noite pelo departamento de Estado, após a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Presidente brasileiro chamou a decisão dos EUA de “inaceitável”. Disse ainda que a sanção “fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações”.

EUA revogaram visto de Alexandre de Moraes, “seus aliados da corte” e familiares do ministro. As sanções incluem todos os ministros do STF —menos André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux— e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A lista com o nome dos atingidos pela sanção não foi divulgada pelo governo norte-americano.

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, citou “caça às bruxas” contra Bolsonaro. É o mesmo termo usado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para justificar o anúncio de tarifas de 50% contra produtos brasileiros e em reiteradas declarações de apoio ao ex-presidente brasileiro.

Lula tem subido o tom das críticas a Trump após o anúncio do tarifaço contra o Brasil. “Não é um gringo que vai dar ordem a esse presidente da República”, afirmou ele nesta semana, durante congresso na UNE (União Nacional dos Estudantes).

Ministros e lideranças do governo também se pronunciaram sobre as sanções a integrantes do STF. “Essa retaliação agressiva e mesquinha a uma decisão do tribunal expõe o nível degradante da conspiração de Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo Bolsonaro contra o nosso país”, afirmou a ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais.

Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a mais importante missão dos Poderes e instituições nacionais, que é atuar permanentemente na defesa e preservação do Estado democrático de Direito.
Lula, presidente do Brasil.

Disse Lula:

“Minha solidariedade e apoio aos ministros do Supremo Tribunal Federal atingidos por mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento do governo dos Estados Unidos.

A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações.

Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a mais importante missão dos poderes e instituições nacionais, que é atuar permanentemente na defesa e preservação do Estado democrático de Direito.”.

*Uol


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Política

Bolsonaro guardava dólares na gaveta de suas cuecas; saques foram fracionados

Parte do dinheiro estava no escritório e uma outra parte na gaveta onde o ex-presidente guarda suas cuecas

Durante a operação de busca e apreensão desta sexta-feira (18), a Polícia Federal encontrou um total de U$ 14 mil e ainda outros R$ 8 mil na casa de Jair Bolsonaro. Junto aos valores, os investigadores localizaram vários recibos de saque da conta do ex-presidente que comprovam que Bolsonaro optou por sacar em dólar o dinheiro que recebeu por meio das campanhas de Pix em 2023.

A PF encontrou uma parte do dinheiro no escritório da casa de Jair Bolsonaro e uma outra parte na gaveta onde o ex-presidente guarda suas cuecas dentro do quarto.

Segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Bolsonaro recebeu R$ 17,2 milhões por meio de Pix de janeiro a julho de 2023, após ele ter pedido doações a seus seguidores para pagar multas aplicadas pela Justiça.

Nesta sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou uma série de medidas cautelares contra Jair Bolsonaro. Ele terá que usar tornozeleira eletrônica, além de ter ficado proibido de falar com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).

Questionado por jornalistas sobre a apreensão, Bolsonaro afirmou: “Sempre guardei dólar em casa, pô”. O ex-presidente ainda afirmou que tem os recibos de saque de dólares no Banco do Brasil.

Levantamento feito pela coluna em dados públicos de prestação de contas eleitorais mostra que Jair Bolsonaro não declarou manter nenhum dinheiro em espécie ao se candidatar.

Nas 47 páginas da decisão que levou à ação da PF, Moraes cita diversos posts de Bolsonaro e de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal licenciado que faz lobby nos Estados Unidos, como provas da atuação reiterada da família para cometer os crimes de coação no curso do processo e obstrução da Justiça.

Nas publicações, eles estimulam e posteriormente celebram a aplicação de tarifas comerciais de 50% impostas pelo presidente americano, Donald Trump, aos produtos brasileiros. Eduardo ainda fez campanha para a aplicação de sanções pessoais contra autoridades, entre elas o próprio Moraes.

Os dois ainda são acusados pela PF do crime de atentado à soberania.

Na decisão, ainda é citada uma reunião de Jair Bolsonaro com o conselheiro sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos para o Hemisfério Ocidental, Ricardo Pita, em 6 de maio.

*Juliana Dal Piva/ICL


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Política

André Mendonça deve frustrar plano de bolsonaristas na trama golpista

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve frustrar a estratégia de aliados de Jair Bolsonaro (PL) ao rejeitar uma ação apresentada pela defesa de um réu da trama golpista que busca barrar o andamento do processo, conforme a colunista Malu Gaspar, do Globo.

Mendonça já indicou a interlocutores que considera “incabível” o mandado de segurança protocolado pelo advogado Jeffrey Chiquini, representante do ex-assessor especial de Assuntos Internacionais Filipe Martins.

Isso porque a jurisprudência do STF já consolidou que não cabe esse tipo de ação contra decisão individual de um ministro do tribunal — neste caso, o relator Alexandre de Moraes.

Indicado por Bolsonaro e apontado como ministro conservador, André Mendonça é conhecido por sua postura crítica às investigações do 8 de Janeiro e por ser um tanto afastado da linha do ministro Moraes, o que gerou expectativa entre os bolsonaristas de que pudesse reverter decisões.

“Núcleo 2”
Filipe Martins figura no “núcleo 2” da trama golpista, ao lado de outras cinco pessoas apontadas por gerenciar ações para manter Bolsonaro no poder e impedir a posse do presidente Lula (PT). Entre esses réus estão o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, e a ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça, Marília Ferreira de Alencar.

Na petição apresentada ao STF na sexta-feira (11), a defesa contesta o andamento “a toque de caixa” do processo, critica decisões de Moraes que negaram pedidos — como a oitiva de testemunhas — e questiona o “pouco tempo hábil” para análise das provas coletadas pela PF, o que configuraria “grave violação ao devido processo legal e à ampla defesa”.

Ao saber que Mendonça seria o relator, Chiquini comemorou no X: “O ministro André Mendonça tem a chance de mudar o curso do futuro do Brasil. Provavelmente, será a única oportunidade que ele terá de honrar o compromisso que assumiu com a nação: defender a Constituição e a correta aplicação da lei.”

Disse o advogado:

Jeffrey Chiquini
@JeffreyChiquini
O futuro do Brasil está nas mãos do Ministro André Mendonça.
Se o nosso mandado de segurança for conhecido, surge a possibilidade de retirar a relatoria da “trama golpista” das mãos de Moraes.
André Mendonça tem a chance de se tornar prevento no caso.
Orem. Só peço isso. Orem muito!


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Mundo Política

‘Bolsonaro acordou com a visita mais temida’, diz El País após operação da PF; veja repercussão

Jornais internacionais repercutem mandados expedidos contra o ex-presidente brasileiro e mencionam carta de Trump que defende ‘fim do julgamento’ do STF.

A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, com o aval do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou-se manchete nos jornais de todo o mundo logo nas primeiras horas desta sexta-feira (18/07). O jornal El País relatou que o político de extrema direita “acordou em sua casa em Brasília com a visita mais temida”, em referência aos agentes da PF.

O periódico espanhol ressaltou que os mandados de busca e apreensão tiveram como principal motivação “um risco crescente de fuga”, uma vez que Bolsonaro é alvo de um processo judicial por tentativa de golpe de Estado contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Procuradoria-Geral da República solicitou ao STF, nesta semana, a condenação do ultradireitista e de outros sete réus por envolvimento na trama golpista. Cada um pode pegar até 43 anos de cadeia.

El País também lembrou que a operação policial ocorre um dia após uma carta enviada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que trava uma guerra comercial e política com o governo Lula. Na noite de quinta-feira (17/07), o magnata defendeu o fim imediato do julgamento contra seu aliado brasileiro e garantiu que irá seguir observando o Brasil “de perto”, embora o presidente brasileiro tenha diversas vezes criticado a interferência norte-americana no país sul-americano.

“Com uma tensão que aumenta a cada dia que passa, o juiz Alexandre de Moraes, que investiga o processo, decidiu se cuidar antes de Bolsonaro pedir asilo a Trump e se refugiar na embaixada dos EUA, por exemplo, hipótese que já se fala há algum tempo”, acrescentou o jornal.

Washington Post
No título de sua matéria, o jornal norte-americano Washington Post escreveu que Bolsonaro foi “obrigado a usar um monitor eletrônico de tornozelo”.

O periódico retomou um trecho do relatório do procurador-geral Paulo Gonet, responsável pela solicitação da condenação aos acusados da trama golpista. O trecho selecionado em questão menciona as “evidências claras” de que “o réu agiu sistematicamente, ao longo de seu mandato e após sua derrota nas urnas, para incitar a insurreição e a desestabilização do Estado Democrático de Direito”.

O Washington Post também afirmou que Bolsonaro insistiu em se declarar inocente, ao descrever o julgamento do STF como uma “caça às bruxas”, o mesmo termo usado por Trump para justificar a medida tarifária anunciada ao Brasil na semana passada, após o encerramento da cúpula do BRICS.

Al Jazeera
No lado do Oriente Médio, a emissora catar Al Jazeera informou que Bolsonaro foi ordenado a se submeter às medidas restritivas, como ao uso do tornozeleira eletrônica, a proibição ao uso das redes sociais e à interrupção de comunicação “com seu filho Eduardo, um legislador brasileiro que tem feito lobby em Washington em nome de seu pai”.

O veículo lembrou da invasão ao Capitólio, ao afirmar que a operação desta sexta-feira ocorre no momento em que Trump, “cujo apoiadores também tentaram reverter sua derrota eleitoral em janeiro de 2021, ameaçou o Brasil com tarifas de 50% sobre produtos brasileiros se Bolsonaro não recebesse indulto legal”.

*Opera Mundi


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Política

Alexandre de Morais proibe Bolsonaro de acessar redes sociais e limita sua comunicação com autridades

Jair Bolsonaro (PL) foi alvo nesta sexta-feira (18) de operação da Polícia Federal (PF), autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a decisão judicial, Bolsonaro deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno, utilizar tornozeleira eletrônica e está impedido de acessar redes sociais, informa o jornal O Globo.

As medidas cautelares foram determinadas no âmbito da Petição nº 14129 e incluem, além do monitoramento eletrônico, a proibição de qualquer contato com embaixadores, diplomatas estrangeiros e outros réus ou investigados do Supremo. Bolsonaro também não poderá frequentar embaixadas.

A decisão é mais um desdobramento das investigações conduzidas pela PF envolvendo o ex-mandatário. A Polícia Federal confirmou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão em Brasília — um deles na residência de Bolsonaro e outro na sede do Partido Liberal. Em nota oficial, a corporação informou: “a Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (18/7), em Brasília, dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da PET n.º 14129”.

Risco de fuga e vigilância 24 horas – A aplicação das medidas visa prevenir riscos concretos de evasão. Nos bastidores da Corte, a possibilidade de Bolsonaro tentar obter asilo político junto ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, era considerada uma ameaça real. Por isso, o uso da tornozeleira eletrônica e o monitoramento integral foram impostos para garantir a integridade das investigações e evitar a obstrução da Justiça.

O recolhimento domiciliar noturno deverá ser cumprido diariamente entre 19h e 7h. Segundo o 247, Bolsonaro também está proibido de acessar redes sociais.


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Política

PF faz buscas em casa de Bolsonaro e crava-lhe uma tornozeleira

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sob investigação da Polícia Federal, com medidas sendo executadas nesta sexta-feira (18), incluindo a instalação de uma tornozeleira eletrônica, a mando do STF.

Além de um processo por suposto envolvimento em um plano golpista, ele enfrenta outras investigações. A tornozeleira permitirá o monitoramento de Bolsonaro, que se dirige à sede da Polícia Federal em Brasília.

Esse desdobramento acontece em meio a uma aproximação do bolsonarismo com a administração de Donald Trump, com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está morando nos EUA.

As buscas realizadas na  residência de Bolsonaro e na sede do PL foram determinadas a partir de um procedimento sigiloso autuado no STF.

O contexto político se intensificou após Trump impor uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, citando o processo contra Bolsonaro no STF. O ex-presidente, em resposta, tentou desvincular-se da responsabilidade pela decisão da sobretaxa, agradecendo a Deus pela vitória de Trump e tecendo críticas ao governo Lula (PT), acusando-o de ser o responsável por problemas nas relações comerciais com os EUA.

Bolsonaro, pressionado pela nova tarifa, alegou não ter plena autonomia nas negociações com Trump, mas solicitou a restituição de seu passaporte para dialogar sobre a questão nos EUA. Apesar de ter sido mencionado por Trump na carta informando sobre as tarifas, ele deslegitimou o governo Lula e as taxas aplicadas, ignorando o fato de que medidas semelhantes não ocorrem apenas com o Brasil.

As tentativas de Eduardo Bolsonaro de solicitar sanções aos EUA em apoio ao pai também foram ignoradas, enfatizando a precariedade da situação política de Bolsonaro, que é acusado de consequências das ações golpistas.

Trump caracterizou a situação do ex-presidente como “horrível” e questionou se a exigência de anistia para os envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro por parte de Trump seria um pedido excessivo.Essa operação não é inédita; em fevereiro de 2024, Bolsonaro foi alvo de mandados de busca e apreensão relacionados à tentativa de golpe.

Durante seu governo, ele promoveu discursos golpistas, ameaçou a realização das eleições de 2022 e incentivou deslegitimação do sistema eleitoral, resultando na insatisfação de seus apoiadores após a derrota para Lula.Atualmente, Bolsonaro é réu no STF por supostamente liderar um plano golpista e está inelegível até 2030.

Caso seja condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado, a pena pode passar de 40 anos de prisão.


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Política

Estadão joga Bolsonaro aos peixes

Em editorial, o governador de São Paulo e os conservadores são desafiados a abandonar de vez o sabotador que ameaça a soberania do país

Em um movimento que expõe as fraturas na direita brasileira, o jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta terça-feira (15) um editorial que marca o rompimento definitivo com Jair Bolsonaro, jogando-o, nas palavras implícitas do texto, no lixo da história. Conservador por tradição, o Estadão foi o mesmo que, em 2018, classificou a eleição como “uma escolha muito difícil” entre Bolsonaro e o PT. Se antes hesitou, agora não há mais ambiguidade: ao associar-se às ameaças de Donald Trump contra o Brasil para tentar barganhar anistia e impunidade pelos processos de tentativa de golpe, Bolsonaro ultrapassou qualquer linha possível de defesa.

O texto vai além da crítica direta a Bolsonaro. Ele lança um ultimato às lideranças conservadoras, com recado explícito ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, exigindo que escolham de que lado estão — com o País ou com o bolsonarismo.

A publicação escancara não apenas o desgaste do ex-presidente, mas também o desconforto de setores históricos da direita com o caminho radical que o bolsonarismo impôs à política brasileira. Ao romper com o antigo aliado, o Estadão tenta resgatar uma bandeira de conservadorismo “responsável”, enquanto expõe as contradições de quem, por conveniência, ainda hesita em se afastar do ex-mandatário.

Bolsonaro, o falso patriota
Jair Bolsonaro não está nem aí para o Brasil. É um patriota fajuto. Prova cabal disso – como se fosse necessária mais alguma – foi sua mais recente manifestação acerca da ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de sobretaxar em 50% os produtos importados do Brasil caso os processos contra Bolsonaro sob acusação de tramar um golpe de Estado não sejam anulados.

Demonstrando preocupação apenas protocolar com os efeitos desastrosos da anunciada tarifa sobre a economia brasileira, Bolsonaro foi direto ao ponto: “O tempo urge, as sanções entram em vigor no dia 1.° de agosto. A solução está nas mãos das autoridades brasileiras. Em havendo harmonia e independência entre os Poderes, nasce o perdão entre irmãos e, com a anistia, também a paz para a economia”. Traduzindo: para Bolsonaro, basta que as “autoridades brasileiras” o livrem da cadeia para que seu amigão Donald Trump desista de castigar o Brasil.

A publicação deixou claros o método e as prioridades do ex-presidente. Longe de colocar o Brasil “acima de tudo”, como costuma repetir em seus comícios, Bolsonaro usou a perspectiva de prejuízo de setores estratégicos da economia brasileira – e da de São Paulo, em particular – como moeda de troca por sua própria liberdade.

Assim, o ex-presidente age como um sequestrador que dita as condições para liberar o refém em seu poder. O refém, no caso, é o Brasil, capturado por sua verborragia liberticida. Sua derrota na eleição de 2022 mostra que boa parte do País conseguiu sair do cativeiro, mas infelizmente ainda há alguns cidadãos aprisionados por sua retórica destrutiva.

Se é compreensível que Bolsonaro e sua grei estejam empenhados apenas em cuidar da própria vida, é cada vez menos tolerável que um punhado de políticos, a pretexto de herdar o capital eleitoral do ex-presidente, ainda hesite entre a lealdade ao padrinho e os interesses do Brasil. Esse episódio da agressão estúpida de Trump ao Brasil escancarou de vez a pusilanimidade dessa turma.

*Com o Cafezinho


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Política

Lula diz que vai taxar big techs dos Estados Unidos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (17), que o Brasil vai taxar as big techs dos Estados Unidos – as gigantes que controlam as plataformas digitais.

“Esse país só é soberano porque o povo brasileiro tem orgulho desse país. E eu queria dizer que a gente vai julgar e vai cobrar imposto das empresas americanas digitais”, disse, ao citar os argumentos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tarifar em 50% os produtos brasileiros exportados para aquele país.Lula diz que vai taxar big techs dos Estados Unidos 1Lula diz que vai taxar big techs dos Estados Unidos 2

Na avaliação de especialista ouvidos pela Agência Brasil, a pressão dessas empresas contra a regulação do setor no Brasil influenciou a decisão do presidente Trump de aplicar as tarifas. Na carta enviada ao governo brasileiro, Trump cita “ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas” e suposta “censura” contra plataformas de redes sociais dos Estados Unidos, “ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro”.

Em discurso no congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Goiânia, Lula afirmou que não vai permitir que “nossas crianças sejam vítimas de coisas que não estão sob o nosso controle”. “Nós não aceitamos que, em nome da liberdade de expressão, você fica utilizando [as plataformas digitais] para fazer agressão, para fazer mentira, para [estimular] ódio entre as crianças, violência contra as mulheres, violência contra os negros, contra LGBTQIA+, ou seja, tudo que é tipo de violência”, argumentou.

No Brasil, discute-se a responsabilidade das plataformas em relação a conteúdos criminosos que circulam nas redes, que vão desde pedofilia e apologia à violência nas escolas, até defesa de golpe de Estado. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, recentemente, que as plataformas devem ser responsabilizadas diretamente por postagens ilegais feitas por seus usuários.

No último dia 9, o presidente Trump enviou uma carta ao presidente Lula anunciando a imposição da tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano, a partir do dia 1º de agosto. No documento, Trump também justifica a medida citando o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no STF por tentativa de golpe de Estado; ele pede a anistia a Bolsonaro.

Lula, então, defendeu a soberania do país e afirmou que o tarifaço do estadunidense será respondido com a Lei de Reciprocidade Econômica. A medida foi regulamentada esta semana pelo governo federal. Ainda, o Brasil criou um comitê para discutir a taxação com o setor produtivo e buscar negociação com as autoridades dos EUA.

O presidente reforçou que o Brasil já estava dialogando, em razão das primeiras taxações, e aguardava uma resposta dos representantes dos Estados Unidos antes do anúncio das novas tarifas. “Dia 16 de maio, a gente mandou uma carta para a equipe dos Estados Unidos, uma carta com as coisas que nós achávamos que poderia ser feito acordo. Não recebemos nenhuma resposta”, contou.

Hoje, Lula defendeu a negociação e disse que o Brasil vai responder da forma mais civilizada possível, mas que não aceitará “que ninguém se meta nos nossos problemas internos, que é dos brasileiros”. “Então, eu estou muito tranquilo. Eu sou jogador de truco; quando o cara truca, a gente tem que escolher: eu corro ou eu grito ‘seis’ na orelha dele. Então, eu estou eu estou jogando”, disse, afirmando que lutará para que o país seja respeitado.

“O Brasil gosta de negociação, o Brasil respeita a negociação, respeita o diálogo. O Brasil não tem contencioso com nenhum país do mundo. Mas um cara que nasceu em Caetés [PE], chegou em São Paulo com 7 anos de idade, comeu pão pela primeira vez com 7 anos, sobreviveu criado por uma mãe com oito filhos, chegou a presidente da República, não é um gringo que vai dar ordem a esse presidente da República”, acrescentou.

União de estudantes
Com o tema “Da universidade às ruas: um canto de luta pelo Brasil”, o encontro da UNE vai até domingo (20), na Universidade Federal de Goiás (UFG), reunindo cerca de 10 mil estudantes de todo o país. Aos estudantes, Lula pediu mais engajamento político para que os debates saiam da universidade para as ruas.

“Eu fico imaginando o papel que milhares de jovens como vocês, com muito conhecimento, com muita cultura, pode de fazer tentando ajudar a politizar a sociedade brasileira um pouco mais, porque senão ela será enganada pelos mentirosos”, disse o presidente, sugerindo projetos que dialoguem com a juventude da periferia.

“A juventude, ela é muito vulnerável à chamada máquina das empresas digitais. E é importante que ela consiga aprender a distinguir a mentira da verdade, porque tem muito mais mentira do que a verdade. E se a juventude não estiver ligada nessa luta, não estiver disposta a não repassar bobagem e a tentar fazer com que as pessoas recebam apenas coisas que sejam importantes, a gente vai fazer uma eleição com base numa guerra da inteligência artificial e a gente sabe que o resultado pode ser nefasto”, destacou.

Em carta de reivindicações ao presidente Lula, lida durante a cerimônia, os estudantes afirmaram que a educação é um importante instrumento para que o Brasil se realize como nação soberana e desenvolvida. “Para vencer a extrema-direita das fake news, da concentração de renda, da destruição, precisamos retomar o papel do Estado e apontando amplos investimentos nessas áreas [educacionais]”, diz a UNE, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

*TVTNews


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