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Quaest: Novo tarifaço encolhe intenção de voto em Flávio entre eleitores de direita

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (16) aponta que o tarifaço americano reduziu a vontade de eleitores de direita, inclusive bolsonaristas, de votar no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. A sondagem veio a público horas depois de Washington confirmar novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Quando os entrevistadores perguntaram se o tarifaço aumentava a vontade de votar em Lula, Flávio ou outro pré-candidato, 42% citaram o presidente Lula (PT), contra 39% em junho. No caso de Flávio, o índice caiu de 30% para 27%. A opção “outro” ficou em 23%, e 8% não souberam ou não responderam.

Entre eleitores independentes, a vontade de votar em Lula subiu de 26% para 33%, variação de sete pontos acima da margem de erro de quatro pontos estimada para esse recorte. Nesse mesmo grupo, a preferência por “outro” pré-candidato, considerando o tarifaço, caiu de 45% para 38%.

O recuo de Flávio também apareceu em segmentos de direita. Na direita não bolsonarista, o senador caiu de 70% para 60%, enquanto a vontade de votar em “outro” pré-candidato subiu de 19% para 29%. Entre bolsonaristas, a intenção associada ao tarifaço foi de 88% para 81%, e a escolha por “outro” nome cresceu na mesma proporção.

A Quaest também perguntou com quem os eleitores concordam mais no embate sobre a origem da medida. Na pergunta sobre a acusação de Lula de que Flávio pediu a Donald Trump sanções contra o Brasil, 51% concordaram mais com o petista, ante 47% em junho; 30% ficaram com a versão de Flávio, contra 35% no mês anterior; e 19% não souberam ou não responderam.

Em outra questão, 49% concordaram mais com Lula na avaliação de que as tarifas são retaliações ao Pix, enquanto 33% preferiram a versão de Flávio, segundo a qual a medida seria reação a declarações do presidente brasileiro contra os Estados Unidos. Outros 10% responderam “nenhum dos dois”, e 8% não souberam ou não responderam.

O governo Lula repudiou o tarifaço e criticou os Bolsonaros, chamados de “falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros”. Flávio respondeu que Lula “não tem mais condições de ser o presidente do Brasil”, atribuiu “atraso, incompetência e vingança” à atual gestão e chamou o adversário de “Biden brasileiro”.

Flávio discursou neste mês em Washington contra o tarifaço sobre produtos brasileiros e em defesa do Pix. Em maio, o senador foi recebido por Trump no Salão Oval da Casa Branca, em agenda articulada por interlocutores ligados ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com participação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do influenciador Paulo Figueiredo.

A pesquisa apontou que 57% dos brasileiros não sabiam da viagem de Flávio aos Estados Unidos em defesa do Pix e contra o tarifaço. Entre os que conheciam a agenda, 58% disseram que o senador não tem força para convencer Trump e o governo americano a rever as tarifas, enquanto 34% afirmaram confiar nessa capacidade.

Seis em cada dez brasileiros, 63%, disseram acreditar que as novas tarifas impostas por Trump vão prejudicar sua vida ou a de sua família; em junho, eram 55%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 10 e 13 de julho, tem margem de erro geral de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número BR-07181/2026. DCM.


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Política

vêm “mais duas granadas”: Avisa advogado e escritor carioca sobre Flávio Bolsonaro

Segundo Eduardo Goldemberg, o episódio da foto com “Sicário” é apenas o início de uma nova crise e que vem mais por aí

divulgação de uma fotografia do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário“, continua repercutindo nos bastidores da política. Em publicação nas redes sociais, o advogado e escritor Eduardo Goldemberg afirmou que o episódio seria apenas o início de uma nova crise e escreveu que há “pelo menos mais duas granadas com alto poder destrutivo a caminho”, em referência a possíveis novas revelações envolvendo o parlamentar.

A imagem, divulgada pela jornalista Juliana Dal Piva, do portal ICL Notícias, mostra Flávio Bolsonaro sem camisa ao lado de Mourão em um hotel no Rio de Janeiro. Luiz Phillipi Mourão foi apontado pela Polícia Federal como chefe de um grupo de intimidação supostamente ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. Preso durante a Operação Compliance Zero, Mourão teve morte cerebral confirmada após uma tentativa de suicídio enquanto estava sob custódia.

Disse Edu Goldenberg:

Edu Goldenberg
@edugoldenberg
E atenção: pra quem acha que a foto com Sicário é a última bomba sobre o vagabundo do
@FlavioBolsonaro
… tem pelo menos mais duas granadas com alto poder destrutivo a caminho. Depois não digam que eu não avisei.

Versões contraditórias
Após a divulgação da fotografia, Flávio Bolsonaro afirmou que, por ser uma figura pública, costuma tirar fotos com pessoas desconhecidas e disse que a imagem poderia ter sido produzida por inteligência artificial. Posteriormente, análises divulgadas por portais especializados em verificação de conteúdo indicaram baixa probabilidade de manipulação digital.

Na publicação, Goldemberg não detalha quais seriam as “duas granadas” mencionadas. A declaração, no entanto, ocorre em meio a outras frentes de desgaste envolvendo o entorno político do senador.

Uma delas diz respeito às investigações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com a Forum, o caso ganhou novos capítulos após a divulgação de informações e áudios sobre um aporte de R$ 61 milhões no filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro e idealizada por aliados de Flávio, entre eles o deputado Mario Frias. O senador inicialmente negou a operação, mas posteriormente admitiu o recebimento dos recursos.

Na festa de Vorcaro
Além disso, circulam nos bastidores de Brasília informações sobre a existência de vídeos gravados em eventos ligados ao empresário Vittorio Vorcaro. Paralelamente, operações recentes da Polícia Federal tiveram como alvo pessoas próximas ao senador no Rio de Janeiro, em investigações sobre supostos crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro.

A publicação de Eduardo Goldemberg reforça a avaliação de setores da oposição de que a divulgação da fotografia com “Sicário” pode ser apenas o primeiro episódio de uma sequência de revelações capazes de ampliar o desgaste político de Flávio Bolsonaro. Até o momento, porém, o advogado não apresentou detalhes ou provas públicas sobre as novas informações às quais se referiu.


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Brasil Mundo

Sakamoto: Trump ataca Brasil e o Pix para tentar eleger Flávio Bolsonaro

Como esperado, o governo Donald Trump deu uma porrada em empresas e empregos brasileiros ao confirmar o tarifaço de 25% sobre uma parcela de nossas exportações para lá. O motivo principal não é comercial, mas geopolítico. Os EUA querem dobrar o Brasil, obrigando-nos a jogar o Pix no lixo, dar salvo-conduto às Big Techs e eleger Flávio Bolsonaro — que já mostrou que abraçaria o “America First”. Brasil? Maybe Later.

Nesse sentido, pouco adiantaram as tentativas de negociação realizadas por diplomatas, técnicos, políticos e empresários brasileiros e norte-americanos. Diante de argumentos, não há fatos que resistam. A Casa Branca reclamou do desmatamento brasileiro usando dados antigos, ignorando que a taxa de perda florestal é a menor em muitos anos. Tampouco adiantou mostrar que empresas norte-americanas de cartão de crédito estão ganhando mais após o Pix ter sido implementado.

É uma encenação bastante chulé afirmar que o Brasil causa prejuízos ao comércio norte-americano, uma vez que somos deficitários na balança comercial com os Estados Unidos há mais de 15 anos. Ou seja, pagamos muito mais bilhões do que ganhamos.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, liderada por Paulo Skaf, que faz oposição sistemática ao governo federal, nem corou ao reclamar que o Brasil está “desalinhamento político com Washington”. Uma forma bonita de falar de defender subordinação. A crítica, pelo menos, é mais elegante do que a declaração da diretora-executiva da Fiesp que atacou o fim da escala 6×1 em audiência no Senado porque, segundo ela, a mudança vai impedir que as brasileiras tenham um salão de beleza disponível aos sábados.

É bastante reveladora a postagem no X feita pelo secretário de Estado norte-americano Marco Rubio após o tarifaço ter sido divulgado. “No último ano, Lula colocou seu próprio ego acima da realização de um acordo em prol do bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço a pagar por isso”, disse Marco Rubio. Ou seja, o governo brasileiro se negou a ficar de joelhos.

*Leonardo Sakamoto/Uol

Postou Marco Rubio no X:

Secretary Marco Rubio

@SecRubio

Hoje, o Presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé.

Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso.

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Brasil Mundo

Governo Lula repudia tarifas dos EUA, anuncia reação com base na Lei da Reciprocidade e critica atuação da família Bolsonaro

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com firmeza às tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Em nota oficial, o Palácio do Planalto classificou a medida como injustificada e afirmou que utilizará os instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica para responder às restrições impostas por Washington.

Segundo o governo, a decisão norte-americana prejudica a relação comercial entre os dois países e contraria os princípios de cooperação que historicamente marcaram o diálogo bilateral. A administração Lula também destacou que avaliará todas as alternativas diplomáticas e comerciais disponíveis para defender os interesses da indústria, do agronegócio e dos trabalhadores brasileiros.

Além da reação às tarifas, integrantes do governo aproveitaram para criticar a atuação da família Bolsonaro no episódio. Auxiliares presidenciais afirmam que parlamentares e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro têm atuado junto a setores políticos dos Estados Unidos para pressionar o Brasil e desgastar a imagem internacional do país.

Para o Planalto, a tentativa de transformar divergências políticas internas em instrumentos de pressão externa representa uma afronta à soberania nacional. O governo sustenta que eventuais disputas partidárias devem ser resolvidas dentro das instituições brasileiras, sem interferência estrangeira.

A crise comercial ocorre em meio ao aumento das tensões políticas entre o governo Lula e o grupo bolsonarista. Enquanto o Planalto busca construir uma resposta institucional às medidas adotadas pelos Estados Unidos, aliados do presidente defendem que o episódio reforça a necessidade de unidade nacional na defesa dos interesses econômicos e da autonomia do Brasil.


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Esporte Mundo

Copa: petição para excluir Argentina passa de 10 milhões de assinaturas

Suposto favorecimento da arbitragem à Argentina é um dos principais temas da Copa do MundoSuposto favorecimento da arbitragem à Argentina é um dos principais temas da Copa do Mundo

Um dos principais temas da Copa do Mundo tem sido o suposto favorecimento da arbitragem à Argentina. Umapetição online que pede a exclusão da seleção do torneio, no site argentinaout.com, já ultrapassou a marca de 10 milhões.

Apesar da mobilização, a iniciativa não tem qualquer efeito jurídico ou esportivo, já que apenas a FIFA pode aplicar sanções ou excluir uma seleção

O presidente da Comissão de Arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, defendeu a atuação da equipe de arbitragem e afirmou que a intervenção do VAR no polêmioco jogo contra o Egito seguiu corretamente o protocolo previsto para o lance anulado.

Já o técnico da Argentina, Lionel Scaloni, negou qualquer insinuação de favorecimento e afirmou que as decisões foram tomadas de acordo com as regras da competição, segundo o Metrópoles.

“Com a tecnologia e toda a exposição que existe hoje, seria impossível esconder qualquer manipulação. Erros acontecem no futebol, mas não existe tratamento especial para a Argentina”, disse o treinador.

Nesta quarta-feira (15/7), às 16h (horário de Brasília), Inglaterra e Argentina decidem quem será o segundo finalista da Copa do Mundo.

Apoie o Antropofagista. Aqui a gente explica o jogo novo antes do debate coeçar.


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Brasil Mundo

Donald Trump usa acusações comerciais e tarifas para atacar autonomia do Brasil

A estratégia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de recorrer a tarifas e acusações comerciais contra o Brasil tem sido interpretada por analistas internacionais como uma tentativa de pressionar o país por decisões que extrapolam a esfera econômica. Em editorial publicado nesta semana, o jornal britânico The Guardian afirma que a Casa Branca transformou iniciativas ligadas à soberania brasileira em supostos problemas comerciais, utilizando o comércio exterior como instrumento de pressão política.

Entre os principais alvos da ofensiva americana estão decisões do Supremo Tribunal Federal sobre a responsabilização de plataformas digitais por conteúdos antidemocráticos e o sistema de pagamentos instantâneos Pix, desenvolvido pelo Banco Central. Para o governo Trump, essas medidas afetariam interesses de empresas e redes financeiras dos Estados Unidos, justificando a ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

O editorial sustenta que o verdadeiro incômodo de Washington não seria um desequilíbrio comercial, mas o fortalecimento da capacidade brasileira de definir suas próprias regras para o ambiente digital e para sua infraestrutura financeira. Nesse contexto, a política tarifária deixa de ser apenas uma ferramenta econômica e passa a funcionar como mecanismo de pressão contra a autonomia institucional e tecnológica do Brasil.

A avaliação também chama atenção para o fato de que o Brasil busca reduzir sua dependência de plataformas e sistemas estrangeiros, movimento semelhante ao adotado por outros países que investem em infraestrutura digital própria. Segundo a análise, iniciativas como o Pix representam um avanço na soberania financeira nacional e desafiam modelos tradicionais dominados por grandes empresas internacionais.

Nesse cenário, a disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos ganha contornos geopolíticos. Mais do que tarifas sobre exportações, o embate envolve a capacidade do Brasil de exercer sua soberania regulatória, tecnológica e econômica sem sofrer retaliações externas por decisões tomadas dentro de seu próprio ordenamento jurídico.


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Política

Aliados de Flávio Bolsonaro temem desânimo e vitória esmagadora de Lula

O clima na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) é de crescente apreensão. Integrantes da coordenação política e aliados do senador avaliam que a sucessão de crises das últimas semanas comprometeu a capacidade de mobilização da militância bolsonarista e alimentou um sentimento de desânimo dentro da própria base conservadora.

A preocupação aumentou após pesquisas de opinião indicarem uma ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial. Segundo levantamento Quaest divulgado nesta quarta-feira (15), Lula abriu vantagem sobre Flávio Bolsonaro, reforçando a percepção entre dirigentes do PL de que o cenário eleitoral se tornou significativamente mais favorável ao atual presidente.

Nos bastidores, interlocutores do senador admitem que a campanha enfrenta dificuldades para impor uma agenda positiva. Em vez de discutir propostas para o país, a candidatura tem sido marcada por sucessivos episódios de desgaste político, disputas internas e crises que desviam o foco da campanha. Entre aliados, cresce a avaliação de que falta uma estratégia capaz de reanimar o eleitorado e recuperar a confiança de setores da direita.

Outro fator que alimenta a inquietação é a percepção de isolamento político. Nas últimas semanas, partidos do chamado Centrão têm evitado anunciar apoio formal à candidatura, enquanto legendas como o Republicanos defendem manter neutralidade, aguardando a evolução do cenário eleitoral.

Além disso, restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao contato de Flávio Bolsonaro com o ex-presidente Jair Bolsonaro retiraram da campanha um dos seus principais ativos políticos: a participação direta do líder histórico do bolsonarismo durante o período eleitoral.

Diante desse quadro, aliados passaram a admitir reservadamente que o maior risco deixou de ser apenas uma derrota eleitoral. O temor agora é de uma vitória de Lula por margem expressiva, resultado que enfraqueceria o campo bolsonarista, reduziria seu poder de negociação no Congresso e abriria espaço para uma reorganização da direita em torno de novas lideranças após as eleições.


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Política

Patrimônio de Flávio chega a R$ 600 milhões, diz ex-líder de Bolsonaro

Coordenador da campanha de Bolsonaro em 2018 diz que Flávio enriqueceu no governo do pai; equipe do presidenciável diz que não irá comentar

O ex-deputado Julian Lemos disse, em entrevista a um podcast, que o patrimônio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) hoje é de R$ 600 milhões, e o do irmão Eduardo Bolsonaro chegaria a R$ 150 milhões. A campanha do senador diz que ele não irá comentar o assunto. Lemos foi procurado, mas não prestou esclarecimentos até o fechamento da reportagem.

Na última eleição que disputou, em 2018, Flávio declarou à Justiça possuir R$ 1,7 milhão em bens. No terceiro ano de mandato, comprou mansão em Brasília, praticamente à vista, por R$ 5,97 milhões. Eduardo Bolsonaro declarou oficialmente à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 1,76 milhão nas eleições de 2022. Segundo o Intercept Brasil, o ex-deputado mora no Texas (EUA), em casa avaliada em R$ 6 milhões.

De acordo com Andreza Matais e Eduardo Militão, Metrópoles, Julian Lemos foi um dos principais aliados de Bolsonaro em 2018, coordenou sua campanha no Nordeste e foi eleito deputado federal pela Paraíba, com forte associação ao então candidato.

No entanto, o rompimento ocorreu ainda na transição entre o governo eleito e a posse, no fim de 2018 e início de 2019, em meio a conflitos com Carlos Bolsonaro e o então ministro Gustavo Bebianno.

Julian Lemos aposta que Flávio desistirá da disputa presidencial e tentará vaga ao Senado pelo Rio de Janeiro para não perder a prerrogativa de foro, mas duvida que a família apoie Michelle Bolsonaro. O senador está na mira da Polícia Federal por suas ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro.

No seu diagnóstico, a lógica familiar é que quatro anos de Lula passam rapidamente. Se reeleito, Lula encontrará um governo endividado pelas medidas eleitoreiras que adotou para tentar se perpetuar no poder, o que abrirá caminho para a direita voltar ao Planalto em 2030.

Como todo bolsonarista que pula a cerca, Julian Lemos virou persona non grata. Ele não apresentou, no vídeo, provas de que o patrimônio do 01 cresceu 353 vezes em comparação com 2018.

No dia 15 de agosto, Flávio terá de apresentar ao TSE sua declaração de bens, oito anos depois da última eleição que disputou.


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Pesquisa

Genial/Quaest: Lula lidera em todos os cenários e amplia vantagem sobre Flavio no 2º turno

Lula cresce e abre 8 pontos no segundo turno desde maio, quando Flávio Bolsonaro foi abatido por áudio com Vorcaro, iniciando uma série de crises na campanha da ultradireita.

esquisa Genial Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) revela que Lula continua crescendo nas intenções de votos e ampliando a vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL), que continua caindo desde maio, quando foram revelados o áudio e a relação fisiológica com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, iniciando uma série de crises na campanha da ultra direita.

Segundo o levantamento, realizado entre os dias 10 e 13 de julho, Lula cresceu 4 pontos percentuais na pesquisa espontânea – quando não são revelados os candidatos – desde maio, chegando a 26%. Flávio Bolsonaro é citado pelos mesmos 14% de três meses atrás.

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Na estimulada, Lula oscilou um ponto para mais e chegou a 40%. Flávio, por sua vez, caiu 5 pontos desde maio e chegou aos 28%, oscilando um para menos no último mês. Indecisos são 11% e brancos e nulos somam 8%.

Ronaldo Caiado (PSD) marca 4% e Renan Santos (Missão) 3%. Os demais somados chegam a 4%.

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Segundo turno

No segundo turno, Lula virou em maio (42% a 41%) e abriu 8 pontos na atual pesquisa, vencendo Flávio Bolsonaro por 45% a 37%.

O presidente também vence Caiado, por 45% a 36%, e Romeu Zema (Novo), por 45% a 35%. Contra Renan Santos, o presidente vence a disputa por 45% a 33%.

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A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 10 e 13 de julho. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pp. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-7181/2026)


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Política

Quem tem Damares como aliada, não precisa de Michelle

Sejamos francos, o cardápio do clã Bolsonaro é um bate-entope ao molho de escândalos, chamado Flavio Bolsonaro.

Quando Damares fala que ainda está com o pré-candidato Flavio Bolsonaro, sinaliza, melhor dizendo, escancara que só está egolindo essa massaroca por honrar seu pai, o indigesto, Jair Bolsonaro.

Na verdade, ela deixa claro que engole sapo, mas o bicho deixa o gosto amargo na boca.

Há um claro sinal trocado de Damares em relação a Flavio, e não me venham dizer que uma família que briga em público, é forma de carinho. O clã ainda é um fardo pesado de carregar não só para Damares.

O discurso oficial “estamos juntos”, na prática, mostra que cada um está em lives diferentes, ou melhor, cada um aponta para uma direção diferente, para onde o nariz manda.

É uma espécie de manual de instrução faltando páginas, Não há roteiro, o que há, cada vez mais, é especulação, se o candidato será mesmo Flavio ou Michelle, e é aí que Damares estaciona o seu apoio a Flavio de forma protocolar, “ainda estou com o pré-candidato Flavio Bolsonaro”, deixando claro que está a dois passos de tirar o pé de um barco e seguir com o outro pé na canoa de Michelle para, depois, ver quem traiu quem.

Sim, é uma briga tão doméstica que nem precisa de adversário, mesmo Bolsonaro dizendo que o 01 do clã é seu herdeiro oficial. Mas pelo visto, nas palavras de Damares, não existe cadeira cativa. Na verdade, é uma cadeira que pode mudar, de estalão, se alguém da família, como Michelle, discordar.

Dizem as más línguas que a política do clã anda assim, amor em público e, no bastidor, faca nas costas.

Por isso Damares foi clara ao afirmar, com outras palavras, que está unida a Flavio até a página 2. mas deixou claro que tirou o tapete vermelho do irmãozão de Vorcaro, e que, na sequência, estendeu para Michelle.

Todavia, cinicamente, sapeca o ramerrão, “meu candidato ainda é Flavio Bolsonaro”. Mesmo detonando a campanha dele sem rodeios.

Ou seja, nessa eleição ainda não tem nada definido, sobretudo a candidatura verdadeiramente oficial do bolsonarismo.

Fora das manchetes, quem compara os processos, acha que Michelle é a favorita, mesmo em silêncio. Esse é o nome do atalho, por mais que a base chore junto com Flavio. Mas ele não tem torque, e o pior, tem muita lama que será despejada contra ele no momento certo, dizem  muitos que estão mais próximos ao sujeito, mesmo que na oposição.

O fato é que Damares não dá ponto sem nó e revela que o que ela pensa hoje sobre o candidato de Bolsonaro não tem prazo de validade, pode mudar amanhã.


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