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Luis Nassif: André Mendonça terá papel central nas eleições de 2026

No horizonte das eleições, Mendonça e a PF jorrando vazamentos, em conluio com grandes jornais, consolidando candidaturas bolsonaristas.

Não há mais margem para dúvidas. O grande personagem das eleições de 2026 será o Ministro bolsonarista do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

Digo bolsonarista não apenas por ter sido nomeado por Jair Bolsonaro, mas porque mostrou, no inquérito do Banco Master, que trabalhará alinhado com o bolsonarismo.

Ontem ocorreu uma chuva de vazamentos do inquérito do Banco Master. Atribuiu-se à CPMI do INSS. É um sofisma. Logo no início do inquérito do Master, a Polícia Federal vazou mensagens contidas no celular de Daniel Vorcaro. A postura de Dias Toffoli foi trazer o inquérito para o STF e indicar peritos sérios, que impedissem os vazamentos.

A razão era óbvia. O caso Master tem tudo para repetir a Lava Jato 1. Há um sentimento disseminado de corrupção, um caso que envolve dezenas de personagens. Nessas circunstâncias, as investigações são comandadas pela cobertura jornalística, e esta se submete ao vazamento de informações. Quando há a parceria mídia-PF – como agora – o desfecho é previsível.

Antes, tinha-se uma operação comandada por um juiz de 1a instância, com a mídia garantindo a onda que intimidou os tribunais superiores. A operação foi desmanchada quando cessou a cobertura midiática e o STF pode decidir sem pressão.

Agora tem-se uma Lava Jato 2 em que o Sérgio Moro de ocasião é um Ministro da Suprema Corte. É totalmente dele a responsabilidade pela chuva de vazamentos do inquérito. Os principais suspeitos do caso Master são políticos bolsonaristas e do Centrão. Ao enviar o inquérito para o Congresso, era óbvio que a consequência seria o vazamento das informações, de acordo com os interesses do Centrão. Firmou-se ali, sem nenhuma sutileza, o pacto que deverá marcar a campanha eleitoral desse ano, com a PF e Mendonça jorrando vazamentos, em conluio com grandes jornais, visando consolidar as candidaturas bolsonaristas.

E vai se queixar para quem? Para o bispo? Fosse um juiz de tribunal superior, e se o Conselho Nacional de Justiça funcionasse, Mendonça estaria respondendo a um inquérito sobre seu estratagema, para vazar as informações.

Do mesmo modo, teria que explicar as razões que levaram à quebra do sigilo de Lulinha, se as suspeitas se referiam expressamente às supostas ligações com o tal careca do INSS.

O país entra desarmado em uma eleição que poderá definir o nosso futuro como nação. Tem-se a situação esdrúxula de um candidato umbilicalmente ligado às milícias, ao Escritório do Crime, a processos nítidos de enriquecimento ilícito, sendo levado ao poder por essa aliança terrível de mídia, mercado, Centrão e um Ministro do Supremo atuando como articulador da orquestra.

*Luis Nassif/GGN


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Política

Em campanha descarada para Flavio Bolsonaro, Globo faz matéria espingolada sobre Lulinha para tentar atingir Lula

Somente quem tem a consciência tranquila, abre suas contas para mostrar a movimentação financeira, entrada e saída de dinheiro, como fez Lulinha.

A BolsoGlobo usou mãos de luva para roubar a verdade e induzir, com seu capotão, que Lulinha recebeu depósitos R$ 19 milhões em 4 anos, quando, na realidade, ela soma as entradas e saídas da conta. Ou seja, entraram, por conta do trabalho de Lulinha, que é empresário, quase R$ 9 milhões em 4 anos, da mesma forma que saíram. Detalhe, nenhum centavo é público. Somando os dois, entrada e saída, aproximadamente R$ 19 milhões.

É o velho truque dos Marinho, de dar uma manchete confusa para ser confusamente compreendida pela população.

Isso deixa claro que a Globo está apostando tudo na campanha de Flavio Bolsonaro que, assim como irmãos e pai, jamais trabalhou na vida e todos viveram e vivem, um a um, das gordas tetas do Estado, ou seja, do suor dos impostos pagos pelo povo brasileiro, a quem a Globo tanto odeia.

A pergunta chega a ser boboca, os Marinho têm coragem de abrir suas contas bancárias para saber quem e quanto é depositado durante 4 anos para pagar a campanha que fazem em favor dos grandes banqueiros agiotas desse país?

Esse incessante ladrido contra Lula desde que o atual presidente da República ainda era líder sindical, em plena ditadura apoiada pela Globo, é guiado pelo próprio rabo que norteia os interesses de quem fez império a partir de sua parceria com a ditadura e com os EUA contra o Brasil e os brasileiros.

O Jornal Nacional, assim como o jornal O Globo, com suas matérias canalhas, não provou qualquer ilícito de Lulinha, mesmo sabendo disso, sua intenção é incorporar contra Lula, a favor de Flavio, uma pulga atrás da orelha dos eleitores.

Assim, ela vai constuindo cortina de fumaça para um passado todo cagado de corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, rachadinha e peculato que fazem parte do sarcófago da história do clã Bolsonaro e, junto, testar hipóteses que possam dar nova direção de seus ataques a Lula.

A matéria não traz absolutamente nada contra Lulinha, mas a monarquia dos Marinho acrescenta na variedade de acusações contra Lula e sua família, mais uma pecha de irrigação contra a seriedade e legalidade de todos os passos dados por Lula há pelo menos 50 anos.

Na verdade, não há diferença moral entre a turma do Vorcaro com a turma dos Marinho. Por isso, de vez em quando, eles se estranham, como acontece com as organiações criminosas no Brasil.

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Namorada enviou a Vorcaro vídeo de Ciro Nogueira: “Estamos com Bolsonaro. Sempre”

Mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mostram que a modelo Martha Graeff enviou a ele um vídeo do senador Ciro Nogueira (PP-PI) em que o parlamentar declara apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A conversa ocorreu por mensagem direta no Instagram em 23 de julho de 2025.

No vídeo encaminhado pela namorada, Ciro Nogueira afirma: “Estamos com Bolsonaro. Sempre”. A gravação foi enviada por Martha Graeff às 11h27 daquele dia, segundo registros das mensagens analisadas nas investigações relacionadas ao Banco Master.

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A publicação com o título “Estamos com Bolsonaro. Sempre!” foi enviada por Martha a Vorcaro às 11h27 do dia 23 de julho de 2025. No vídeo, Ciro Nogueira diz que Bolsonaro é vítima de “uma perseguição sem precedentes na história do nosso país” e que pretende apresentar um Projeto de Lei para “proibir qualquer tipo de cessamento de redes sociais”.

“É um homem que não tá sendo acusado de roubar, nem de matar e tá tendo cessado o seu direito de poder se manifestar, de poder ir e vir. Isso eu considero uma perseguição sem precedente na história do nosso país. Nós estamos estudando até no congresso um projeto de lei para proibir qualquer tipo de cessamento de redes sociais, porque da forma como está se acontecendo no país, isso é uma censura prévia que nós não podemos admitir em hipóteses nenhumas”, afirma no vídeo.

Na gravação, o senador também declara que Bolsonaro é alvo de “uma perseguição sem precedentes na história do nosso país”. Em seguida, afirma: “É um homem que não tá sendo acusado de roubar, nem de matar e tá tendo cessado o seu direito de poder se manifestar, de poder ir e vir”.

*DCM


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Política

Globo veste a camisa da milícia e vira assessora da campanha de Flavio Bolsonaro

A mão de Merval Pereira estava coçando para mergulhar de ponta-cabeça na campanha de Flavio Bolsonaro.

As varejeiras do Globo funcionam assim, revoam de boca babosa por gorjetas gordas, o que sempre foi de interesse da direita brasileira.

Como se sabe, o Grupo Globo nunca teve boa reputação, ele stá sempre pronto para uma empreitada bem paga para defender candidatos da direita e atacar os de esquerda. A Globo trabalha para a oligarquia, desde sempre.

Os Marinho fizeram seu império, tijolo sobre tijolo, com o que existe de mais podre no Brasil e fora dele, já que é o principal panfleto dos EUA dentro do Brasil e contra o Brasil.

Racista por tradição, a Globo vive de mentiras engenhosas para segregar negros e pobres e enaltecer brancos e ricos.

Nesse momento, repete a dose das campanhas pró-Collor, FHC, Aécio e do próprio Bolsonaro, em 2018 e em 2022.

Então, o apoio à campanha de Flavio Bolsonaro pela Globo, ao seu projeto Brasil/Milícia ou Brasil/Muzema, tem como objetivo agitar a massa da fauna para manter o fundo escuro onde habita o clã Bolsonaro.

Ou seja, nada de falar sobre rachadinha, peculato, formação de quadrilha, esritório do crime, assassinos de aluguel, caso Marielle, lojinha de chocolate, mansões compradas a peso de ouro com dinheiro vivo e as que foram compradas fora do Brasil no esquema astuto de lavagem de dinheiro num projeto capotão que, somados, passam de 100 imóveis.


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Política

O amigo de Vorcaro

Mensagens trocadas por Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, indicam que o empresário se referia ao presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI), como um “grande amigo de vida”.

Em diálogo com sua namorada, a blogueira Martha Graeff, Vorcaro apresenta o parlamentar — uma das principais figuras do centrão — como alguém muito próximo. “Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida”, escreveu ele em maio de 2024.

O diálogo faz parte do conjunto de mensagens e documentos sob análise da CPMI do INSS.

Meses depois, em agosto, Vorcaro voltou a mencionar o senador em conversa com Martha. Na mensagem, afirmou que “Ciro soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica no mercado financeiro”. Segundo ele, a proposta ajudaria bancos médios e reduziria o poder das grandes instituições. “Está todo mundo louco”, acrescentou.

“Wow amor. Louca pra saber de tudo ao vivo”, respondeu Martha.

Naquele período, Ciro Nogueira havia apresentado uma emenda para elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o valor da garantia oferecida pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos). A proposta foi incluída na PEC que tratava da autonomia do Banco Central.

A emenda foi criada às 17h57 e modificada pela última vez às 18h09. A mensagem de Vorcaro para a namorada foi enviada pouco mais de uma hora depois, às 19h44.

banco master

A emenda passou a ser apelidada de “emenda Master”, por supostamente favorecer o banco. Os CDBs do Banco Master chegaram a oferecer rendimentos de até 140% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e destacavam, em campanhas de marketing, a proteção do FGC para transmitir segurança aos investidores.

Diante da resistência de entidades do setor bancário, a proposta acabou sendo engavetada.

Também há uma conversa entre Vorcaro e o deputado federal Fausto Pinato (PP-SP). Na mensagem, o parlamentar escreveu: “Oi, amigo, precisamos fazer a videoconferência eu, você e Ciro”. O ex-banqueiro respondeu: “Opa. Vamos. Só me chamar”.

O senador afirmou, por meio de sua assessoria, que troca mensagens com centenas de pessoas e que esse tipo de interação não significa proximidade pessoal.

“Ciro Nogueira volta a destacar que está tranquilo quanto às investigações da Polícia Federal nas denúncias que envolvem o empresário, uma vez que não mantém nem nunca manteve qualquer conduta inadequada relacionada ao caso em apuração”, completou, em texto enviado à Folha de S. Paulo.

Além disso, reportagem de Aguirre Talento, Gustavo Côrtes e Vinícius Valfré, publicada no jornal O Estado de S. Paulo, revela que a Polícia Federal identificou no celular do banqueiro Daniel Vorcaro conversas com o senador Ciro Nogueira, além de registros em que o empresário determinava o pagamento a uma pessoa identificada apenas como “Ciro”, sem menção ao sobrenome.

Procurado pelo jornal, o senador disse não ter proximidade com o banqueiro e negou ter recebido qualquer quantia. A seguir, a íntegra da nota enviada ao Estadão:

“Associar meu nome ao recebimento de qualquer tipo de pagamento por ter o primeiro nome citado em diálogos, sem oferecer outra informação, tais como sobrenome ou cargo, é um ato irresponsável, inconsequente e até leviano. Segundo o IBGE, existem mais de 11 mil pessoas com o nome Ciro no Brasil, incluindo um ‘Ciro’ entre os advogados que atuam na defesa de Vorcaro, segundo informações de minha assessoria.

Inferir que se refere a mim, senador Ciro Nogueira, é definitivamente uma mentira fabricada na tentativa de manchar minha biografia. Informo que, embora conheça Daniel Vorcaro, assim como conheço centenas de empresários, ele jamais pertenceu ao meu círculo de amizades próximas. Estou absolutamente tranquilo quanto aos resultados das investigações da Polícia Federal, uma vez que, reafirmo, não tenho envolvimento algum com as denúncias relacionadas ao empresário”.

*ICL


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Política

“Sicário”, parceiro de Vorcaro, morre em Belo Horizonte

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão estava sob custódia na Superintendência Regional da PF quando atentou contra a própria vida

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e preso na Operação Compliance Zero, morreu na noite desta quarta-feira (4) em Belo Horizonte (MG). Ele estava sob custódia na Superintendência Regional da Polícia Federal no estado quando atentou contra a própria vida.

Fontes da Polícia Federal informaram que o investigado apresentou morte encefálica após o ocorrido. Mourão era um dos presos na operação conduzida pela corporação, segundo o DCM.

De acordo com informações divulgadas pela PF, o preso foi socorrido por policiais federais que estavam no local no momento da ocorrência. Ele recebeu procedimentos de reanimação ainda na sede da instituição.

Superintendência Regional da Polícia Federal

Em seguida, o investigado foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital João XXIII, localizado no centro de Belo Horizonte. A unidade hospitalar realizou o atendimento médico após a chegada do paciente.

A Polícia Federal informou que o caso foi comunicado ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do processo relacionado à operação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a corporação, todos os registros em vídeo que mostram a dinâmica do ocorrido serão encaminhados às autoridades competentes. A PF também informou que abrirá procedimento para apurar as circunstâncias do fato.


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Política

iPhone apreendido de Vorcaro reúne contatos do topo da Câmara

Número comercial do ex-banqueiro concentrava contatos do atual e do ex-presidente da Câmara e de deputados de vários partidos

O iPhone 17 apreendido na primeira operação que levou à prisão de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, era, segundo fontes que acompanham as investigações, o número considerado “comercial” do empresário. É nesse aparelho que aparece uma agenda com nomes que alcançam o núcleo de comando da Câmara dos Deputados — incluindo o atual presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e seu antecessor imediato, Arthur Lira (PP-AL).

A informação é relevante porque indica que não se tratava de um telefone pessoal secundário, mas de um canal utilizado para interlocução institucional e empresarial. O aparelho foi recolhido na operação realizada no ano passado e integra o material sob análise das autoridades.

De acordo com o relatório técnico associado ao WhatsApp do telefone, os contatos são classificados em duas categorias:

  • Symmetric contacts (S): quando há reciprocidade — ambos os lados têm o número salvo.
  • Asymmetric contacts (A): quando apenas o titular do aparelho mantém o registro.

No caso de Hugo Motta e Arthur Lira, os números estavam salvos no celular de Vorcaro, mas não há indicação de que os parlamentares tivessem o contato do empresário registrado no próprio aparelho, ao menos segundo o documento analisado. O material não permite concluir se houve troca de mensagens.

A lista completa de parlamentares identificados no aparelho é a seguinte:

Contatos classificados como recíprocos (S)

  • Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) – deputado federal
  • Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) – deputado federal

Contatos classificados como unilaterais (A)

  • Hugo Motta (Republicanos-PB) – deputado federal e atual presidente da Câmara
  • Arthur Lira (PP-AL) – deputado federal e ex-presidente da Câmara
  • Diego Coronel (PSD-BA) – deputado federal e corregedor da Câmara
  • Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) – deputado federal
  • Altineu Côrtes (PL-RJ) – deputado federal
  • Doutor Luizinho (PP-RJ) – deputado federal
  • Fausto Pinato (PP-SP) – deputado federal
  • João Carlos Bacelar (PL-BA) – deputado federal
  • Márcio Marinho (Republicanos-BA) – deputado federal
  • Nikolas Ferreira (PL-MG) – deputado federal
  • Flávia Arruda (PL-DF) – ex-ministra da Secretaria de Governo
  • Rodrigo Maia (PSD-RJ) – ex-presidente da Câmara
  • Lucas Gonzalez (Novo-MG) – ex-deputado federal
  • Vinicius Poit (Novo-SP) – ex-deputado federal
  • Bilac Pinto (União Brasil-MG) – secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais
  • Fábio Mitidieri (PSD-SE) – presidente do PSD em Sergipe
    Entre os nomes listados, apenas dois aparecem com reciprocidade no registro técnico: Marcelo Álvaro Antônio e Paulo Abi-Ackel, ambos de Minas Gerais. Todos os demais constam como registros unilaterais no telefone classificado como comercial do empresário.

Obs. Nenhum deputado é do PT.

Embora a existência do contato não comprove interlocução, o fato de o número considerado comercial concentrar registros do atual presidente da Câmara e de seu antecessor indica que o aparelho era utilizado para manter organizada uma rede de alto nível institucional.

A presença de Nikolas Ferreira na agenda adiciona um elemento já conhecido publicamente. O jornal O Globo revelou que o deputado utilizou o jatinho de Vorcaro durante a campanha eleitoral de 2022, em agendas vinculadas à campanha do então presidente Jair Bolsonaro. O uso da aeronave inseriu o nome do banqueiro no ambiente político-eleitoral daquele ano.

A coincidência entre o registro telefônico e o episódio do jatinho não prova articulação institucional. Mas sugere que a relação entre o empresário e parte da classe política extrapolava o ambiente estritamente financeiro.

Outro ponto relevante é a multiplicidade de aparelhos. Este iPhone 17 foi apreendido na primeira fase da investigação. No início deste ano, uma nova operação resultou na apreensão de mais cinco celulares com Vorcaro. No mínimo, portanto, são seis dispositivos sob análise.

Isso significa que o telefone agora descrito representa apenas uma parte do universo de dados ainda em apuração.

A presença de lideranças partidárias, do atual presidente da Câmara, do ex-presidente e do corregedor da Casa em um aparelho apontado como número comercial do empresário insere um componente político evidente na investigação. O registro de contatos, isoladamente, não configura irregularidade. Mas evidencia o nível de interlocução institucional que Vorcaro buscava manter.

*Cleber Lourenço/ICL


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A sabujice visceral da mídia brasileira em defesa dos EUA e Israel

O comportamento da mídia brasileira no ataque brutal dos EUA e Israel ao Irã, desafia a matemática, a física da forma mais dogmática do que os neopentecostais que barbarizam o psique coleitco das camadas mais pobres da população.

Não se pode sequer classificar de vulgar a mídia brasileira, tal o gigantesco e despudorado sabujismo que alimenta a correria desabotinada em defesa cega de um pedófilo que comanda os EUA e de um neonazista que comanda Israel.

A conta traspassa qualquer sinal mínimo de humanidade. Banaliza a ideia de fragilidade de 167 meninas iranianas mortas numa escola por um bombardeio feroz e covarde dos EUA e Israel.

Já contra o Irã, deitam as velhas falações, terrorismo, ditadura e toda aquela baba de quiabo para justificar o sequestro da Venezuela, assim como foi feito no Iraque, na Líbia e onde mais tiver petróleo em abundância.

O detalhe é que a gloriosa mídia brasileira, cada dia mais choldra, faz questão de deletar os assuntos relacionados às carnificinas promovidas pelos bombardeios norte-americanos e israelenses, vide Gaza.

É asqueroso ver alguém que porta um crachá de jornalista sujeitar-se a esse sabujismo jornalístico em troca sei lá do quê.

O fato é que essa mídia, que tenta se erguer das próprias ruínas morais, está cada dia mais explícito o pardieiro velho em que se transformou.

Pior, isso é uma cartilha de bolsonarismo para as classes média e alta, o que explica bem o Brasil atual, a incultura e o antinacionalismo  generalizados de uma faixa social que consome cada vez mais lixo editorializado por encomenda para naturalizar a crueldade, as armas, sem ao menos temperar a linguagem para insuflar a brutalidade nas relações humanas movidas por interesses e oportunismos.

Ninguém quer associar isso à própria máscara que a enxurrada peçonhenta de estrupros, coletivos ou individuais, de uma masculinidade cada dia mais tóxica tem a ver com as linhas sangrentas pró-oligarquia que se vomitam hoje nos periódicos mais proeminentes.

A única coisa que nos vem à mente é, como essa gente chegou a isso sem qualquer filtro ou biombo?


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Política

Uso de jato por Nikolas na campanha é levado à Procuradoria-Geral Eleitoral

Deputados apontam possível omissão de doação estimável em campanha de 2022 e pedem apuração por falsidade ideológica eleitoral

Os deputados federais Lindbergh Farias (PT/RJ) e Rogério Correia (PT/MG) protocolaram na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), órgão do Ministério Público que atua junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma representação criminal eleitoral para apurar o uso, por Nikolas Ferreira (PL/MG), de aeronave executiva associada ao empresário Daniel Vorcaro durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

A peça afirma que o deslocamento ocorreu em “agenda político-eleitoral de apoio à candidatura presidencial de Jair Bolsonaro, com itinerário interestadual e finalidade explicitamente vinculada à mobilização eleitoral de público jovem”. Segundo os parlamentares, o próprio deputado reconheceu publicamente a utilização do jatinho no período de campanha, sustentando que não sabia quem era o proprietário da aeronave.

Para os autores da representação, a admissão do uso desloca o debate para o campo técnico-contábil. O documento registra que o representado “reconhece o fato objetivo relativo à utilização do jatinho no período de campanha”, o que, na avaliação dos deputados, fixa a materialidade do deslocamento e direciona a apuração para a regularidade do custeio e do registro na prestação de contas.

O texto é categórico ao tratar da natureza do benefício. “A utilização de aeronave executiva não constitui despesa acessória ou circunstância indiferente sob a ótica do financiamento eleitoral. É serviço de elevado custo operacional e valor de mercado significativo”, afirmam os parlamentares.

Pela legislação eleitoral, bens e serviços economicamente avaliáveis devem ser registrados como doação estimável em dinheiro, quando custeados por terceiro, ou como despesa de campanha, quando pagos pela própria candidatura ou partido.

Pontos centrais da apuração
A representação delimita quatro pontos centrais de apuração: se houve custeio por terceiro e qual sua identidade; se o serviço foi contabilizado na prestação de contas; qual o valor econômico do benefício usufruído; e se eventual omissão ocorreu com o dolo específico exigido pelo artigo 350 do Código Eleitoral, que trata de falsidade ideológica em documento público.

No documento, os deputados ressaltam que a alegação de desconhecimento sobre o proprietário da aeronave não afasta o dever de transparência. “Permanece intacta a questão institucional decisiva: houve ou não registro do serviço na prestação de contas correspondente, com identificação da fonte/custeio e atribuição de valor de mercado”, argumentam.

A peça também aborda o chamado “caixa dois” eleitoral, descrito como a utilização de recursos ou serviços de campanha não registrados na contabilidade oficial. Segundo os parlamentares, o artigo 350 do Código Eleitoral é frequentemente mobilizado nesses casos, por envolver a prestação de contas — documento público que deve refletir a verdade sobre a origem e a dimensão do financiamento político.

Além da instauração de Procedimento Investigatório Criminal Eleitoral, a representação requer a requisição integral das prestações de contas pertinentes, auditoria dirigida às rubricas de transporte, fretamentos, doações estimáveis e despesas logísticas no período do segundo turno, bem como a expedição de ofícios à ANAC, ao DECEA e a administradores aeroportuários para envio de planos de voo, diários de bordo, rotas, datas, prefixo da aeronave e identificação do operador, segundo Cleber Lourenço, ICL.

Os deputados pedem ainda a realização de estimativa pericial do valor de mercado das horas de voo, com base em parâmetros técnicos da aviação executiva, a oitiva do representado e dos responsáveis pela logística e pela contabilidade da campanha, e a apuração de eventual reiteração da conduta também no primeiro turno das eleições de 2022.

“Esse caso do Nikolas no avião de Vorcaro revela mais do que um episódio isolado de campanha. Ele aponta para a necessidade de esclarecer como se estruturaram apoios logísticos de alto custo naquele período”, afirmou Lindbergh Farias.

O contexto político amplia a repercussão do caso. Daniel Vorcaro é citado em investigações relacionadas ao Banco Master, que enfrenta apurações por suspeitas de irregularidades financeiras. Para os autores da representação, a coincidência entre o uso da aeronave e o atual cenário investigativo reforça a necessidade de apuração técnica sobre eventual financiamento indireto de campanha.

A eventual abertura de investigação pela Procuradoria-Geral Eleitoral terá como eixo a verificação objetiva da prestação de contas. Caso o serviço esteja devidamente registrado, a análise se concentra na regularidade formal do custeio. Se não houver lançamento contábil correspondente, a apuração pode avançar para a esfera penal e eleitoral, com reflexos sobre a regularidade das contas apresentadas à Justiça Eleitoral.


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Política

O “conservador”, Vorcaro, transformou-se no patrono da direita bolsonarista

Como diria Galvão Bueno, e vai se craindo um clima terrível para os políticos bolsonaristas. Fritados em praça pública, os bolsonaristas mais proeminentes como Nikolas que, na mais recente manifestação da direita na Paulista, grifou que Moraes seria preso, decalcando o discurso de Bolsonaro no 7 de setembro de 2022, naturalizando o desrespeito à Suprema Corte e ao próprio ministro, Alexandre de Moraes, Nikolas certamente hoje é o assunto mais comentaedo nas redes por sua proximidade concreta, material e espiritual com Vorcaro que, segundo as vozes umbralescas da cúpula bolsonarista, que se declara conservadora, acaba sendo transformado no mestre e patrono do conservadorismo nativo.

Afinal, estamos falando de um sujeito que surgiu no seio neopentecostal da igreja de Lagoinha, cujo enriquecimento se dá a partir daí rumo ao mercado financeiro, fazendo de tudo isso uma espécie de feijoada completa do conservadorismo à moda miliciana.

Ou seja, o camarada, com uma pegada binária, com um pé no conservadorismo religioso e, outro, no conservadorismo financeiro, transformou-se em uma espécie de laranja nada sutil dos dois esquemas de enriquecimento ilícito.

Em poucos anos, Vorcaro criou seu próprio molde de conservadorismo que resultou numa fortuna incalculável de quem traçou seu caminho para a prosperidade no mundo do crime, enquanto se vendia como locutor evangélico e, posteriormente, um midas do mercado financeiro.

Essa é a visão que o brasileiro tem desse sujeito e de quem caminhou, par e passo, com o próprio, como é o caso de Nikolas Ferreira, detonado pelo Globo nesta terça-feira, 3 de março.

Esse monumento moral às avessas não poderá, nem com todo o esforço do mundo, manter um figurino que lhe permitia berrar honestidade enquanto catequizava bolsonaristas tolos para virar uma espécie de novo Bolsonaro.

Com os fatos de hoje, mostrados pela grande mídia, a terra se abriu debaixo dos pés de Nikolas que foi inteiramente engolido pelas revelações de que mantinha estreita relação com Vorcaro e usava dos mesmos dogmas “conservadores” para fazer carreira política e fortuna.

O suposto fenômeno político que o próprio se arroga, começa a amargar seu fim, ao estilo Pablo Marçal.


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