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Luis Nassif: É hora de barrar a conspiração PF-André Mendonça

O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, precisa abandonar a postura defensiva e impor limites concretos aos abusos de André Mendonça.

A informação da jornalista Mônica Bérgamo — de que há uma discussão interna na Polícia Federal sobre a possibilidade de decretar a prisão de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha — não é um episódio isolado. É o sintoma mais recente de uma instituição que opera sem freios, e que exige resposta imediata.

O conjunto de irregularidades da Operação Master revela uma PF que já abusava do poder antes mesmo de contar com o aval do Ministro André Mendonça:

  • Vazamentos das mensagens do celular de Daniel Vorcaro nos primeiros dias de perícia.
  • Alimentação sistemática da campanha contra os Ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, por meio de colunas em O Globo. Registro necessário: não se trata de defender Toffoli ou Moraes, mas de identificar a origem e o destino dos vazamentos.
  • Quebra do sigilo de Fábio Luiz — endossado por André Mendonça — sem qualquer indício concreto de envolvimento com a operação.
  • Divulgação seletiva da movimentação bancária de Fábio Luiz, omitindo deliberadamente as características que contextualizariam os dados.
  • Conflito aberto entre André Mendonça e o Procurador-Geral da República Paulo Gonet.
  • Tentativa de controlar o acordo de delação com Daniel Vorcaro — prerrogativa exclusiva do Ministério Público Federal.

Este último ponto é particularmente grave. As lições da Lava Jato são inequívocas: sem supervisão judicial efetiva, procuradores moldavam o conteúdo das delações segundo suas motivações políticas. Os delatores, sem a quem recorrer, cediam. Colocar esse poder nas mãos de uma força-tarefa sem controle institucional não é descuido — é escolha.

O juiz da Lava Jato 1 era Sérgio Moro; da Lava Jato 2 é André Mendonça. O roteiro que se desenha agora é familiar. Logo que Toffoli assumiu a relatoria do caso, as páginas dos jornais foram inundadas de notícias sobre “mal-estar” na PF. O mesmo jogo recomeça com Gonet — desta vez com a CNN como veículo. A pressão não é espontânea; é estratégia.

Acordos de delação são prerrogativas do Ministério Público Federal. Deixar nas mãos dessa Polícia Federal é caminho certo para manipulação política.

As lições da Lava Jato mostraram que, sem a supervisão de um juiz, procuradores praticamente definiam o conteúdo das delações, de acordo com suas motivações políticas. Sem ter a quem recorrer, os delatores acabavam se submetendo a essas manipulações.

Nos últimos dias, setores da força tarefa começaram os primeiros lances contra Gonet. Repetem o que ocorreu com Toffoli. Logo que assumiu a relatoria do caso, jornais passaram a ser coalhados de notícias sobre “mal-estar” na PF.

Agora, começou o jogo com Gonet, como mostra a CNN, um dos canais disponíveis para a Lava Jato 2:

Nas mãos da força tarefa do Master, e do Ministro André Mendonça, como dois e dois são quatro, os delatores serão induzidos a direcionar suas delações para alvos previamente escolhidos pelo grupo.

Será o mesmo agora.

O governo precisa acordar e se dar conta de que a conspiração já começou. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não se mostrou com pulso para impedir os abusos de parte da corporação. Por outro lado, o Supremo Tribunal Federal precisa sair da defensiva e colocar um limite nos abusos de André Mendonça.

Com a força-tarefa do Master e André Mendonça operando em conjunto, o desfecho provável é previsível: os delatores serão conduzidos a apontar alvos previamente escolhidos pelo grupo. A Lava Jato tinha Sérgio Moro como juiz de apoio. A Lava Jato 2 tem André Mendonça — cujos primeiros atos foram exatamente a quebra do sigilo de Fábio Luiz e a abertura de toda a investigação para a CPMI do INSS, sabendo que a maioria dos envolvidos com o Master são políticos do Centrão.

O governo precisa sair do estado de dormência. A conspiração não está sendo tramada — ela já está em curso. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não demonstrou disposição para conter os excessos de parte da corporação. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, precisa abandonar a postura defensiva e impor limites concretos aos abusos de André Mendonça.

Ou se age agora, ou se perde o controle.

*Luis Nassif/GGN


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Fundo que comprou Master para Vorcaro teria usado dinheiro de narcotraficante espanhol

Fonte do mercado financeiro que acompanhou as negociações apresentou documentos que sustentam denúncia

O narcotraficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin foi um dos investidores por trás da operação de compra do Banco Master pelo empresário Daniel Vorcaro, revelou em entrevista exclusiva ao ICL Notícias uma fonte que atua no mercado financeiro e acompanhou de perto as negociatas.

A reportagem teve acesso a documentos de transações financeiras, além de autos de processos judiciais e registros da Comissão de Valores Imobiliários (CVM) que corroboram as afirmações.

Morador de um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde foi preso em 2013, Oliver Ortiz foi condenado por lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas. No ano passado, a Polícia Federal (PF) notificou o criminoso de que ele seria expulso do país, depois que cumprisse a pena definida pela Justiça brasileira.

De acordo com a fonte, o elo entre o narcotraficante e o empresário mineiro Daniel Vorcaro é o operador do mercado financeiro Benjamim Botelho de Almeida, apontado pela PF como sócio oculto e operador financeiro de Vorcaro nos Estados Unidos.

Botelho mantém vínculos com a corretora Sefer Investimentos – antiga Foco Distribuidora de Título e Valores Mobiliários (DTVM) – , que foi alvo em janeiro da segunda fase da Operação Compliance Zero, sob suspeita de integrar um esquema de repasse de recursos para negócios ligados à família de Vorcaro. Uma offshore da Bahamas ligada à Sefer foi aberta nove dias depois do Banco Central ter liquidado o Banco Master.

A Sefer era administradora de fundos vinculados ao Grupo Aquilla, que tinha Botelho como principal executivo e da qual o Oliver Ortiz aparece como um dos investidores. Foi por meio de um fundo pertencente ao grupo que o narcotraficante investiu na compra do Banco Máxima em 2017, de acordo com a fonte que acompanhou a operação.

Segundo essa mesma pessoa entrevistada, Ortiz tinha centenas de milhões investidos em fundos do Grupo Aquilla. O ICL Notícias teve acesso a documentos que confirmam que o narcotraficante era cotista desses fundos. Por causa do sigilo bancário, a reportagem não pôde confirmar o valor investido citado pelo entrevistado.

“Recursos que foram utilizados na constituição dos fundos imobiliários – os principais produtos da atual Sefer – e também na aquisição do Banco Master – que era a instituição financeira que faltava ao Grupo Aquilla para estender as ramificações de suas negociações e negociatas – são oriundo de lavagem de dinheiro do traficante Oliver Ortiz”, acrescentou a fonte.

Benjamim Botelho de Almeida é ex-funcionário do Banco Garantia, instituição financeira que deu origem ao atual BTG Pactual. Detentor de nacionalidade portuguesa, além da brasileira, ele mora em Lisboa. É visto semanalmente na Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, onde frequenta reuniões ligadas aos seus negócios, de acordo com apuração da reportagem.

O ICL

Notícias procurou a assessoria de imprensa do Banco Master que não respondeu aos questionamentos. Benjamim Botelho foi procurado por email, assim como Oliver Ortiz. Nenhum dos dois enviou resposta. Caso o façam, o texto será atualizado. A reportagem não conseguiu contato com Yan Hirano, o espaço segue aberto para manifestação.

Oliver Ortiz de Zarate Martin. Severino Silva/Agência O Dia

O esquema do Banco Master
De acordo com as investigação da PF, que hoje tramita no STF (Supremo Tribunal Federal), o esquema fraudulento do Banco Master inclui, entre outras fraudes, a aquisição de empresas de baixo valor para, em seguida, inflar artificialmente os resultados financeiros dessas empresas, fazendo crer que elas valem mais do que seu real preço.

As operações foram estruturadas para desviar recursos de fundos de investimento e outras fontes para empresas controladas pelos envolvidos, em detrimento dos investidores, de acordo com a investigação. Há suspeitas de que as transações podem ter violado as leis e regulamentos do mercado de capitais, incluindo manipulação de preços, uso de informações privilegiadas e outras práticas fraudulentas, a exemplo de venda de ativos podres.

Os autos da Operação Compliance Zero citam Benjamim Botelho como participante do esquema: “Utilização de interpostas pessoas/empresas de prateleira – as transações frequentemente envolveram empresas com ligações diretas ou indiretas com Daniel Vorcaro, Benjamim Botelho e outros indivíduos-chave, levantando sérias preocupações sobre conflitos de interesses e possíveis benefícios indevidos”.

Em decisão assinada em 6 de janeiro, quando ainda era relator do caso, o ministro Dias Toffoli decretou que Benjamim Botelho e a Sefer fossem alvos da segunda fase da operação: “Segundo consta, em relação à Sefer, Benjamim Botelho é proprietário e controlador da Foco DTVM (atualmente SEFER Investimentos), devendo as medidas recaírem sobre seu patrimônio e em todas as participações que envolvem a Sefer.”

Vorcaro e Botelho são investigados antes do escândalo do Master
Daniel Vorcaro e Benjamim Botelho estão conectados às falcatruas investigadas pelas autoridades antes da eclosão do atual escândalo do Banco Master.

A Compliance Zero investiga fraudes relacionadas a investimentos de fundos de previdência de servidores de estados e municípios. De acordo com a Polícia Federal, R$ 2 bilhões foram aplicados no Banco Master. Em 2020, Vorcaro, assim como Botelho, foram alvos de outra operação da PF, a Fundo Fake, que já investigava justamente o mesmo tipo de operação fraudulenta quando o banco ainda se chamava Máxima.

No celular apreendido de Daniel Vorcaro, na Operação Compliance Zero, há trechos dos autos da Operação Fundo Fake, em que as ações criminosas são descritas e os nomes Vorcaro, Botelho, e do narcotraficante Oliver Ortiz são citados.

Benjamim Botelho de Almeida chegou a ser denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) pelos crimes de gestão fraudulenta do Banco Máxima, no período de 2014 a 2016. De acordo com as investigações, o banco teria usado o fundo de investimento Aquilla Veyron FIM – que integrava o Grupo Aquilla – para simular a valorização de investimento da instituição. Uma manobra, segundo a denúncia, para maquiar a “grave insuficiência de capital”.

“Ocorre que o Bacen [Banco Central] descobriu que o capital disponibilizado pelo Aquila Veyron FIM para a compra de tais ações era, na verdade, do próprio Banco Máxima”. “Ou seja, triangularam com recursos do próprio Banco Maxima, culminando na apresentação de informações e na publicação de demonstrações financeiras que não refletiam com fidedignidade a real econômico-financeira da Instituição Financeira e mascarou seus demonstrativos”, diz a denúncia do MPF.

De acordo com os autos, Benjamim, à época dos fatos, era o sócio majoritário da Foco DTVM (atual Sefer), assim como responsável pela Aquilla Asset.

“A Holding Aquilla era um conglomerado de empresas formado por uma distribuidora de títulos e valores mobiliários autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários. Também faziam parte da holding uma securitizadora de títulos e uma gestora de recursos, autorizadas apenas pela CVM”, destacou a fonte.

Em pelo menos um processo interno da CVM, Vorcaro, Botelho e o próprio Banco Master são investigados por irregularidades na emissão e distribuição de cotas de fundo de investimentos.

Fonte afirma que Benjamim Botelho intermediou negociação do Master
No ano de 2016, o Banco Máxima, do paulistano Saul Sabbá, foi inabilitado pelo Banco Central por gestão fraudulenta e rombo de caixa. Conforme dito acima, Benjamim Botelho já aparece como vinculado às fraudes cometidas pela instituição financeira.

Em entrevista à revista Piauí, Vorcaro afirmou que Sabbá ofereceu o banco a ele.

A fonte do mercado financeiro afirmou ao ICL Notícias, no entanto, que a intermediação do negócio foi feita por Benjamim Botelho de Almeida e começou no ano anterior. Ele levou Vorcaro para negociar com Sabbá.

“Daniel Vorcaro não pertencia ao mercado financeiro e de capitais, portanto, não demonstrava conhecer todas as exigências e atributos que se fazem necessários para que alguém se qualifique diante do Banco Central para aquisição de uma instituição financeira”, destacou a fonte em entrevista ao ICL Notícias.

Em 2017, Vorcaro adquiriu o Banco Máxima, que apesar de ter mudado de nome em 2021 para Banco Master, segue roteiro semelhante. O Master foi liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central, e alvo da Operação Compliance Zero, que apura esquema bilionário de fraudes financeiras. Nesta terça-feira (4), Vorcaro foi preso pela segunda vez em quatro meses, sob suspeita de ameaças a jornalistas e lavagem de dinheiro.

banco master

Documentos ligam narcotraficante ao Master
Ortiz aparece na lista de cotistas de fundos administrados pela antiga Foco VTDM (atual Sefer Investimentos), em documento datado de 30 de outubro de 2015. Dois anos antes ele já havia sido condenado por tráfico de drogas pela Justiça brasileira.

A relação de cotistas das empresas do Grupo Aquilla de 2015 mostram que Ortiz – por meio de pessoa física e de empresas – era um dos cotistas do Aquilla Fundo de Investimento Imobiliário, o qual investiu em cotas do fundo São Domingos, utilizado na operação de aquisição do Banco Máxima, hoje Master.

A operação revela uma triangulação por meio da qual o narcotraficante despontava, na prática, como investidor do banco de Vorcaro.

Segundo a fonte ouvida pelo ICL Notícias, Ortiz também estava por trás do fundo Aquilla Veyrom FIM e do Brazilian Multimarketing Investiments LLC, uma offshore sediada nas Bahamas.

“Oliver Ortiz era um investidor que adquiria terrenos por valores bastante reduzidos na região da Baixada Fluminense e, posteriormente, os integralizava em troca de cotas de fundos de investimento geridos pela Aquilla e administrados pela Foco”, explicou a fonte do mercado financeiro.

Segundo contou ao ICL Notícias, após a integralização, esses terrenos passavam por avaliações a valor de mercado para compor o patrimônio dos fundos. Com isso, o valor atribuído aos imóveis acabava sendo multiplicado diversas vezes em relação ao preço originalmente pago por Oliver Ortiz na aquisição dos terrenos, elevando significativamente o patrimônio do investidor como cotista dos fundos. Essa é justamente um tipo de fraude apontada pela PF na investigação sobre o Banco Master.

A Aquilla aparece vinculada a Oliver Ortiz em um processo que tramita no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, envolvendo dois terrenos em Queimados, na Baixada Fluminense (RJ).

Nesse caso, as empresas Agera Negócios Imobiliários Ltda. e Aquilla Fundo de Investimento Imobiliário (FII) pedem à Justiça a retirada do bloqueio que recai sobre os imóveis conhecidos como “Área A-2” e “Área B”.

As empresas afirmam que adquiriram os imóveis em abril de 2012, por meio de um contrato de promessa de compra e venda, assinado com Oliver Ortiz e Yan Hirano (empresário que, segundo a fonte do ICL Notícias, teria apresentado o narcotraficante a Benjamim Botelho). A reportagem não conseguiu contato com Yan Hirano, o espaço segue aberto para sua manifestação.

Por isso, sustentam que são as legítimas proprietárias e que o bloqueio judicial no processo contra Oliver de narcotráfico não deveria atingi-las.

O MPF, porém, aponta que 20% de cada terreno pertencia a Oliver e já havia sido bloqueado judicialmente em 2013. Parte desses imóveis foi usada em operações financeiras envolvendo fundos imobiliários. Além disso, o MPF destaca que Oliver recebeu transferências de recursos, adquiriu cotas de fundo imobiliário no valor de R$ 1,49 milhão e participou de transações que envolveram a transferência de direitos sobre imóveis e a entrada de bens ou dinheiro como capital em fundos, incluindo o Aquilla.

Quem é o narcotraficante espanhol Oliver Ortiz
O espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin foi preso em junho de 2013 no Rio de Janeiro, aos 35 anos de idade. Ele foi condenado, em dezembro do mesmo ano, à pena de 16 anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas.

As investigações apontaram que ele atuava no crime ao menos desde 2009, “liderando estrutura hierarquizada de envio de cocaína para a Europa, eminentemente por via marítima, elaborando rotas e empreendendo mergulhos, uma vez que é mergulhador”, segundo os autos do processo.

A investigação contra o espanhol contou com a cooperação de autoridades de Portugal, da Austrália e dos Estados Unidos.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, para lavar o dinheiro que ganhou do tráfico, Oliver Ortiz passou a adquirir imóveis no Brasil, declarados abaixo do valor real, usou empresas de fachada e registrou bens em nome de laranjas.

A investigação comprovou que o narcotraficante era dono de coberturas tríplex na Barra da Tijuca, casas noturnas e restaurantes no Rio de Janeiro.

Em 20 de março do ano passado, a PF notificou Ortiz da decisão de sua expulsão do Brasil, de acordo com a sentença proferida pela Justiça.

*Flávio VM Costa e Alice Maciel /ICL


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Vorcaro é a principal cara da direita brasileira

O diacurso e o status social de Vorcaro sempre foram um bálsamo para a direita paratatá.

Não é sem motivos que as ideias do camarada foram temas de suas palestras, contratadas pela direita, direcionadas para a mesma direita para que o Midas cucaratio desse o caminho das pedras para quem tem ambição de chegar ao céu na velocidade que Bolt cruzava a linha dos 100 metros rasos.

Ou seja, Vorcaro sempre se vendeu como uma figura histórica da direita nacional. Um sujeito que dava festas milionárias, patrocinava os principais caciques políticos como fez com Bolsonaro e Tarcísio com R$ 5 milhões e sabe-se lá mais o quê. Patrocinava caravanas como a de Nikolas Ferreira à caça de votos para Bolsonaro em 2022, em seus  jatinhos.

Sim, o “rei do Brasil” sempre foi a majestade no meio dos grandes milionários e, sobretudo, no meio da cúpula bolsonarista que, na verdade, é a cúpula da atual direita, desde de 2021 quando, segundo informação do ICL, fundo que comprou Master para Vorcaro teria usado dinheiro do narcotraficante espanhol, Oliver Ortiz de Zarate Martin.

Isso mostra que a evolução patrimonial do sujeito não foi nada lenta, foi de estalão, de acordo com informação de gente do próprio mercado.

Essa deliberada esbórnia ocorre na gestão do não menos bolsonarista, Campos Neto na presidência do BC, netinho de Roberto Campos, o criador da hiperinflação brasileira durante os governos militares.

Lógico que Ibaneis, não por coincidência, pilhou o mesmo Master de Vorcaro, assinando a liberação de R$ 12 bilhões do BRB, com fachada de legalidade para fortalecer a arquitetura financeira do portento pdroeiro da direita brasileira.

Na verdade, a direita curupira está sempre criando um novo estilo de pilhagem, tendo a generosidade de políticos da mesma coloração para se misturarem à excentricidade do esperto e entregar a encomenda do melhor padrinho que a direita nativa já teve.

Esse é o valor real de Vorcaro e de seus negócios, ser o ponta de lança entre a minoria mais rica desse país.

É a estética oficial dos homens de “categoria” qu peromovem verdadeiras guerras contra o patrimônio público que, na realidade, são parte de muitas pátrias, sempre de forma escondida como um artista pré-figurado e suas concepções empreendedoras, que servem de manivela de uma siubvenção bilionária, jurando estar apenas desfrutando de sua inteligência para os negócios em  nome do livre mercado.

É assim que o Midas brejeiro encanta a república do dinheiro grosso,  dos rentistas e acionistas que, com suas cabeças coroadas no mundo generoso para os próprios, fazem seus juízos de país e, por isso mesmo, merecem acato de todos os diabos menores como vimos na lista encantada de seu ambiente político, formado só por gente da direita, mais precisamente bolsonarista.

A sua majestade Daniel Vorcaro é a própria paisagem da direita brasileira, produzida e frisada pela escória política e dos partidos de direita, principalmente do PL, partido de Valdemar da Costa Neto e Bolsonaro.

Não há fumaça da nídia que, por natureza, é de extrema direita, que consiga esconder isso.


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O caso Master e a esbórnia do sistema financeiro que a mídia não fala

Quem vê Vorcaro falando sobre o sistema financeiro brasileiro, jura que ele é tocado por música, compasso a compasso, nota por nota, com uma partitura que não deixa margem para improviso. Ou seja, uma obra prima irretocável, defintiva, perfeita sob qualquer ângulo.

Mas foi justamente o mesmo Vorcaro que, na prática, mostrou o oposto, uma coisa feita aos trancos, descompassada e fora do tom, do contrário, ele jamais teria tanto espaço para produzir tantos guinchos de um sistema que ele vende como iguaria inigualável em que um simples comichão sobre qualquer desejo seria escandalizado junto com o autor.

A onipotência de Vorcaro é outra porta arreganhada que remove todos os dogmas que causam frisson no mercado que se “autorregula”.

Nós mortais, que estamos fartos dessa dúzia de palavrórios superlativos quando se trata desse mundo paralelo à nação, garantido por algo que não sabemos, só nos resta, assombrados, balançar a cabeça em sinal de impotência.

Porém o que chama a atenção é ver os analistas econômicos da mídia bocejando de tédio diante desse escândalo financeiro como se fosse parte dos planos de quem “conhece o sistema e suas concepções”.

É inacreditável, todavia, o absoluto silêncio da mídia diante do caos que indica que o mercado está longe de ser a “coisa boa” vendida aos quatro cantos pela licença poética que os abutres da especulação operam.

Aquela gente cheia de verdades absolutas sobre a dinâmica do mercado, sumiu das telas e dos jornalões. Provavelmente econdida em alguma toca esperando a tempestade passar.

Na verdade, esse instrumento de manipulação que a papa fina do dinheiro grosso opera, com o entusiasmo da mídia, é um gigantesco blefe, um festival de disparate que coloca o mundo na palma das mãos dos tais operadores do mercado, sem qualquer dado concreto que, na realidade, traduz-se em especulação pura e simples.

Esse é o grande legado que Vorcaro deixa para a sociedade quando escancara que o mercado é uma zorra, é uma esbórnia que se “autorregula”, porque não tem a mínima condição de existir sob regras minimamente rígidas, dependendo apenas do frenesi dos donos da terra.

Daí a altivez do blefe do esperto Daniel Vorcaro do Banco Master, antes da bomba explodir.


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Mídia ligou o modo Lava Jato em apoio a Flávio Bolsonaro, por Luís Nassif

A orientação foi a de esquecer que é ligado a milícias, que tinha relações com o Escritório do Crime, e concentrar na sua postura educada

Conforme já havia alertado, começou o jogo do lavajatismo midiático, com vistas às eleições. Por exemplo, o caso de Lulinha com o tal “careca do INSS”. Lulinha tem relações de amizade com uma aventureira, Roberta Luchesinger, que se apresentava como herdeira do Credit Suisse. Roberta se apresenta aos lobistas como amiga da família e se especializou em vender vento. Convenceu o careca de que Lulinha poderia facilitar a venda de cannabis para o Ministério da Saúde.

Levou Lulinha para Portugal, para mostrar um galpão onde, segundo ele, está preparando a plantação de cannabis. Lulinha foi, voltou, e não fechou nenhum negócio. Primeiro, porque não teria entrada alguma no Ministério da Saúde. Segundo, por ser gato escaldado e não se expor em nenhum contrato. Acabou a história.

Aí a CPI do INSS convoca Lulinha e a Polícia Federal pede a quebra de seu sigilo. O resultado é uma enxurrada de manchetes ligando o nome de Lulinha ao careca. E, perdido no meio das manchetes, a reportagem com a secretária do careca afirmando não ter feito qualquer pagamento a Lulinha.

É assim o jogo. Por exemplo, repórteres devem ter investigado se em algum momento Lulinha estava no Ministério da Saúde. Se investigaram nada encontraram, se nada encontraram, seria notícia. Foi mau jornalismo não apurarem se as visitas ocorreram ou não noticiarem, se apuraram e nada encontraram.

Pouco importa, nas redes sociais e para a maioria dos leitores o que importa é a manchete, a associação do nome Lulinha ao do careca.

O caso Flávio Bolsonaro
Na outra ponta, Letícia Caetano dos Reis, que vem a ser administradora do escritório de advocacia do Zero Um desde sua fundação, em 2022, é “irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio do Careca do INSS na empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas e alvo de uma operação da PF por suspeita de lavagem no exterior do dinheiro das fraudes praticadas contra os aposentados”, segundo nota de Lauro Jardim, de 1o de fevereiro passado.

Um autógrafo da Malu Gaspar para quem encontrar uma reportagem sequer sobre o tema na mídia corporativa.

Digamos que a relação de parentesco não significa, automaticamente, uma admissão de culpa. Mas Flávio Bolsonaro saiu candidato a Presidente da República. A orientação, nos jornais, foi a de normalização de sua conduta, esquecer que é ligado a milícias, que tinha relações diretas com o Escritório do Crime, e concentrar apenas na sua postura educada.

*Luis Nassif/GGN


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Globo quer delação de Vorcaro à PF, e não à PGR, e escala peritos da corporação “em off” para contradizer Moraes

Em guerra aberta contra Moraes, clã Marinho revela que peritos da PF “ouvidos de forma reservada” seriam as fontes dos vazamentos seletivos do Caso Master aos jornalistas da Globo.

Em guerra aberta contra Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o clã Marinho, por meio do jornal O Globo, usou peritos da Polícia Federal “ouvidos de forma reservada” – ou seja, “em off”, sem identificar a fonte no jargão jornalístico – para contradizer a versão do ministro sobre a suposta troca de mensagens com Daniel Vorcaro no dia 17 de novembro de 2025, horas antes de o dono do Banco Master ser preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde embarcaria em um jatinho tendo Dubai como destino final.

Na capa da edição digital deste domingo (8), o jornal – porta-voz político do clã Marinho – mostra o desejo de que Daniel Vorcaro firme um acordo de delação com a PF, de onde partem os vazamentos seletivos ao grupo de mídia, e não com a Procuradoria-Geral da República.

Em nota de cinco linhas, o colunista Lauro Jardim – que aparece sendo ameaçado por Vorcaro nas mensagens tornadas públicas na última semana – afirma que o banqueiro “passou a considerar a sério uma delação premiada” e ventila que “a ideia é que a colaboração seja feita com a PF — e não com a PGR, onde a avaliação é que haja menos espaço para que seja aceita”.

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Em outra nota curta, de três linhas, na mesma edição, o jornalista ainda afirma, sem apresentar quaisquer provas, que Moraes, além da mansão de Brasília, “conheceu também a casa de R$ 300 milhões que o banqueiro liquidado alugava em Trancoso — um imóvel de 40 mil metros quadrados, 12 suítes, cinco bangalôs e muito, muito mais”, em novo achaque ao ministro.

Vazamentos
O jornal ainda revela, em reportagem intitulada “Software da PF e peritos contradizem explicação de Moraes sobre diálogo com Vorcaro”, que os vazamentos ao jornal partem de peritos e agentes da Polícia Federal, que agora municiam o clã Marinho para rebater a versão de Alexandre de Moraes sobre a suposta ligação a Vorcaro no fatídico 17 de novembro de 2025.

Em nota divulgada na última sexta-feira (6), Moraes afirma que “análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos”.

“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”, diz o ministro na nota, afirmando que sabe “os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos”, mas que não revelaria pois o caso está em sigilo, decretado por André Mendonça.

No mesmo dia, o clã Marinho, em nota n’O Globo afirma que as informações divulgadas pela coluna de Malu Gaspar não estão baseadas nos documentos tornados públicos pela CPMI do INSS, embora os prints das conversas divulgados pelo jornal constem no material sem alusão direta ao destinatário.

As supostas conversas com Moraes, incluindo a que o banqueiro teria indagado “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, teriam sido feitas em bloco de notas e enviadas por print da tela e estão alocadas em uma pasta com as imagens nos documentos divulgados pela CPMI, conforme confirmado pela Fórum.

“No material exibido pelo GLOBO, constam no envio das mensagens o número e o nome do ministro Alexandre de Moraes, que foi conferido e checado pelo jornal. Para proteger informações pessoais do ministro, o número de Moraes usado à época dos diálogos com Vorcaro foi coberto nos prints publicados nas edições impressa e digital da reportagem. As informações foram checadas ao longo da última quinta-feira (5) com fontes que acompanham de perto os desdobramentos do caso”, disse O Globo na sexta-feira, sem citar quais seriam essas “fontes”.

Peritos da PF
Na reportagem deste domingo, O Globo revela que essas fontes são peritos da PF “ouvidos pelo GLOBO de forma reservada” que teriam atuado na perícia realizada no aparelho celular de Vorcaro.

“Peritos da PF que já trabalharam com o IPED, ouvidos pelo GLOBO de forma reservada, confirmaram que, ao extrair os arquivos, o programa utiliza outra lógica para organizá-los”, diz o texto.

O IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais) é um software desenvolvido pela Polícia Federal que foi usado para análise do material enviado à CPMI. Como o software é livre, ele foi distribuído juntamente com os documentos tornados públicos sobre o celular de Vorcaro.

A versão de Moraes cita o uso desse software e, conforme confirmado pela Fórum, mostra que os arquivos não estão conectados a uma suposta troca de mensagens entre o ministro e o banqueiro.

“Pela lógica apresentada pelo ministro, a divisão dos arquivos nas pastas disponibilizadas à CPI demonstraria que as capturas de tela feitas por Vorcaro seriam direcionadas a terceiros, e não a ele. Entretanto, uma análise dos arquivos revela que os prints e os contatos só foram alocados na mesma pasta por um padrão utilizado pelo software de extração de evidências usado pela PF, que, neste caso, não vincula o arquivo ao seu destinatário no WhatsApp”, diz o jornal.

Em seguida, O Globo afirma que o histórico de conversas por WhatsApp do banqueiro “não consta nesta extração entregue à CPI , mas também pode ser recuperado, o que, conforme publicado pelo GLOBO na sexta-feira, foi feito pela Polícia Federal no decorrer das investigações”.

O porta-voz do clã Marinho, então, revela que teve acesso a um outro material da perícia “realizada por um software específico que exibe conjuntamente as mensagens e os arquivos enviados, revertendo, na prática, a visualização única da mensagem”, mostrando que é municiada por agentes da própria PF.

“Peritos da PF ouvidos pelo GLOBO afirmam que, diferentemente do que o ministro diz, o fato de os arquivos estarem na mesma pasta não tem relação com o envio de mensagens. Segundo eles, essa distribuição dos prints e dos contatos salvos no celular de Vorcaro, após serem extraídos do celular, é uma organização própria do programa”, diz o clã Marinho, confrontando a versão do ministro.

“Corrupção”
Na mesma edição, o clã Marinho escala seu principal porta-voz, o editorialista Merval Pereira, para atacar Moraes em um artigo com o sugestivo nome “sobre corrupção”, termo historicamente usado pela mídia corporativa e a burguesia para atacar inimigos políticos e incitar animosidades às vésperas de eleições decisivas.

“Nenhuma pessoa em juízo perfeito aceitaria que sua mulher tivesse um contrato de R$ 129 milhões com um banqueiro que está enrolado pela Justiça e claramente acabará sendo julgado pelo mais alto tribunal do país, do qual faz parte. Moraes garantiu ser mentira que parentes de ministros do Supremo atuem em casos que estejam sendo julgados por eles, mas é a própria contradição ao que afirma. O contrato pode ser legal, mas é imoral diante de qualquer parâmetro do mercado advocatício”, dispara, usando o pagamento, não comprovado, do valor à Viviane Barci de Moraes atrelando à “corrupção”.

“Usar mensagens que se autodestroem no aplicativo significa, segundo o próprio ministro Alexandre de Moraes, uma tentativa de obstruir a Justiça, um indicativo de culpa de quem tentou impedir que suas mensagens fossem lidas, segundo afirmou em algumas de suas decisões. Mas ele mesmo usou esse artifício em diálogos suspeitos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, no dia de sua primeira prisão. Quem fez maior dano ao país, à sociedade brasileira, o ladrão que corrompeu as autoridades para fazer seus negócios, ou aquele que se deixou corromper?”, segue Merval, em linha com o bolsonarismo.

Após ignorar figuras do Centrão e ex-ministros de Jair Bolsonaro (PL) envolvidos na trama do banqueiro – focando nos ministros do STF e obviamente em Lula, Pereira enfatiza a torcida da Globo por um acordo de delação com suas fontes na PF.

“Com uma coisa Vorcaro pode se contentar: aconteça o que acontecer, ele desmontou um sistema de conluios e corrupção que dominava o centro do poder. Que será totalmente desvelado se (quando) fizer sua delação premiada’, conclui.

*Plinio Teodoro/Forum


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Por que a grande mídia tratou de forma banal o suicídio do sicário de Vorcaro?

Estou falando da mulambada que escreve nos jornalões e que desapareceu, da noite para o dia, com o none de Moraes dos noticiários, numa espécie de campanha da Lava Jato.

Neste sábado, o assunto fervilhava nas principais manchetes do baronato e, hoje, a fauna rasa de escribas por encomenda, não deu as caras, não fareja mais o sangue do mininstro do STF. Parece que a carapaça realmente caiu e devem estar pensativos e remoendo planos para surpreender seu público com uma nova presa, com outros absurdos editorializados, como vimos, por exemplo, com Lulinha e Moraes que caíram no vazio.

Mas o que chama mais atenção, é como um suposto suicida, que é parte central de um alegião inumerável de guardas-costas de Vorcaro, simplesmente, desapaeceu do noticiário ralé da grande mídia. Nem nos arredores dos periódicos o nome de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o sicário, aparece, nem uma linha, nem uma palavra, nada.

Os carniceiros, da noite para o dia, desapareceram com o nome de uma peça central que envolve Vorcaro. Um sujeito que, segundo o reino da fofoca, era peçonhento, contagioso e estampava a imagem das mandíbulas que trituravam os adversários do patrão.

Para surpreender ainda mais, a veracidade dessa trama, que terminou no suposto suicídio capcioso, não despertou qualquer curiosidade ou desejo de descobrir a verdade no meio do jornalismo industrial.

As sensações que nos vêm é a de que não há na mídia brasileira ninguém interessado em saber a verdade sobre o assunto, nem viva, nem morta. Removeram seu nome, sua imagem, seu suicídio das págimas sangrentas das cortes midiáticas. Todas se encontram hoje com as portas fechadas para esse assunto.


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O envelope de Vorcaro apreendido pela PF que preocupa políticos em Brasília

A Polícia Federal apreendeu um envelope identificado com a palavra “Congresso” durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, realizada em novembro de 2025, quando agentes cumpriram mandados contra o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O material foi recolhido no imóvel do empresário em Brasília durante a operação que investigava suspeitas envolvendo o grupo financeiro. Com informações da revista Veja.

O envelope foi localizado pelo caseiro responsável pela residência no momento da ação policial. A defesa de Vorcaro utilizou a existência do documento para argumentar que o caso deveria ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mencionando a possibilidade de relação com um projeto imobiliário que envolveria o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA), que possui foro privilegiado.

De acordo com a investigação, o parlamentar não aparece formalmente como investigado no processo. No entanto, mensagens apreendidas nos celulares de Vorcaro e analisadas pela Polícia Federal mostram referências a diferentes figuras da política brasileira, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente do União Brasil, Antonio de Rueda, e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Após acordo de federação, presidentes do PP e União posam juntos para foto  | CNN Brasil

Os dados foram encaminhados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. As mensagens indicam ainda que Vorcaro mencionou encontros com autoridades do Judiciário. Em uma conversa registrada em abril de 2024, ele afirma ter participado de um evento com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), organizado em Londres pelo Fórum Jurídico Brasil de Ideias.

As mensagens citadas pela investigação foram filtradas pela Polícia Federal com autorização do ministro do STF André Mendonça, relator do caso na Corte. O conteúdo completo do envelope apreendido permanece sob sigilo e não foi divulgado publicamente até o momento.

A investigação contra Vorcaro inclui uma série de medidas adotadas desde novembro de 2025, quando a Polícia Federal realizou a primeira prisão do empresário. O caso envolve apurações sobre o Banco Master e outras instituições ligadas ao grupo financeiro, com decisões judiciais que determinaram que parte das informações fosse encaminhada ao Supremo Tribunal Federal, segundo informações do DCM.


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Mendonça, o novo bibelô dos jornalões, foi escolhido ministro da Justiça por Bolsonaro para blindar sua turma

O que há de disponível no momento para a direita, é o terrivelmente evangélico, André Mendonça, que rebrotou da capoeira para acalmar os ânimos do judiciário com as folhas maduras com as quais tenta um caminho sombrio para determinar como parte do STF pode fixar em pechas morais em Lula em pleno ano eleitoral.

Sim, para a mídia, sobrou do maior partido de extrema direira, o imponderável.

O que a bolsomídia do baronato midiático quer, é que o brasileiro dê uma apalpadela, no escuro, na própria memória para que não se lembre que Mendonça foi o escolhido por Bolsonaro para blindar seus filhos e comparsas da sua turma para substituir Sergio Moro que, em projeto de traição ao chefe da gangue da qual Moro era parte, armou uma cama de gato e foi descoberto pela Abin paralela.

Está tudo documentado no Google, basta dar um clique na busca por aquela fatídica reunião ministerial em que Bolsonaro faz uma análise sobre a tarição de Moro para, em seguida, meter-lhe o pé na bunda.

Ou seja, foi rato engolindo rato e, no caso de Bolsonaro, escolhendo um novo roedor para o Ministério da Justiça que, por sua lealdade à turma na tarefa de blindar toda a cambada do governo Bolsonaro, teve sua recompensa com uma cadeira de ministro do STF pelas mãos do genocida golpista.

Basta pegar uma pipoca, sentar de frente para um IA da vida ou, grosso modo, para o próprio Google, que entenderá que o atual herói a mídia nativa, André Mendonça é fruto de dois guinchos gorfados por Bolsonaro. O que, na verdade, é um seminário autoexplicativo da linha oficial de um governo bandido que, em bate-boca com o traidor, Bolsonaro o demitiu e deu à pasta do Ministério da Justiça a importância de culto ao terrivelmente evangélico.

Isso nos permite enxergar plenamente o que a mídia espera de Mendonça, rebocado no STF, para glamourizar o mega picareta, rei do Rio das Pedras e Muzema, Flavio Bolsonaro, a novo pastor do gado bolsonarista e, consequentemente o espelho do próprio pai, preso por uma lista incalculável de crimes.

Nunca foi tão fácil entender o lamaçal que a serpente midiática trafega na busca por um candidato antipetista para que a Faria Lima, onde Vorcaro é Deus, junto com o PCC e a grande mídia, além de toda a fauna de abutres do país sugam o sangue dos brasileiros.


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A mídia e o segredo da invenção

A rota mais fácil para o paraiso da manipulação são os cortes e recortes dos fatos.

Com a chegada da inteligência artificial, a mídia estrutura seus textos com altos percentuais de termos e adjetivos que se travestem de análise para marcar, com certos tipos de frases, a estrutura clássica da dominação emocional.

Os modelos de liguagens reproduzem muito bem exatamente esse padrão para ter o mínimo de probalidade de uma palavra ou expressão ser mal interpretada contra os hábeis manipuladores da mídia.

Ou seja, toda a formulação de uma matéria passa por um filtro para ter a precisão cirúrgica que atinja o alvo. Soma-se a isso os motivos centenários dessa forma de escrita por encomenda para servir como mercadoria política em prol das classes dominantes.

No Brasil, a imprensa industrial, sobretudo das Organizações Globo, não se furta a usar todos os procedimentos para proteger seus objetivos e entregar a mercadoria pronta aos patrões, que são a sua rica clientela.

Esse é o padrão Globo de jornalismo, seguido pelo Estadão, Folha, Veja e congêneres.

Digo isso para alertar que, mais uma vez, a mídia de cartas marcadas seguirá sendo a mais agressiva, a mais extremista, despudorada e raivosa direita nacional. E será ela, como já está fazendo, quem tentará a todo custo convencer o eleitorado a repudiar a reeleição de Lula, seja com entrevistas combinadas com candidatos de direita, economistas de direita dos mais pândegos, para vender uma direita romanceada de moderada, enquanto pintam Lula como o diabo em forma de presidente.

Essa turma que está se estapeando entre si no campo da direita, tentando subir no pódium dos que odeiam o PT e seus candidatos, é titica perto da campanha que está estourando contra Lula na grande mídia, ao mesmo tempo em que tenta catapultar a candidatura de Flavio Bolsonaro.

A quebra de sigilo de Lulinha não encontrou qualquer ligação dele com o careca do INSS. Assim, uma mudança de rumo para atingir o objetico de atacar Lula, será feita e a charanga que usa o martelete contra o presidente durante 24 horas nos jornalões e TVs da grande mídia, seguirá apontando o dedo para um outro recorte para que os olhos da ´população fiquem parados, pensativos e imaginativos.

Essa mídia costureirazinha viverá, até a eleição deste ano, de tentativas sabidas de manipulações de sentimentos coletivos de forma pirata em busca do triunfo da direita que, consequentemente, busca, na prática, o fracasso da campanha de Lula.

Simples assim.

Que a campanha de Lula se prepare para a guerra da mídia que plantará todo santo dia uma semente de ódio contra a reeleição do presidente da República.


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