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Política

Um dia após bradar a prisão de Moraes, Nikolas Ferreira é detonado pelo Globo, denunciando que o deputado fez uma turnê pelo Brasil em campanha por Bolsonaro em avião de Vorcaro

Nikolas, Vorcaro e Lagoinha são uma coisa só. Em síntese, foi o que escreveu Malu Gaspar sobre o bibelô da direita nativa, que trombeteou a prisão de Alexandre de Moraes.

Nesta segunda, 2, Valdemar da Costa Neto disse que Bolsonaro recebeu de Daniel Vorcaro, diretamente em sua conta, não via PL, o valor de R$ 3 milhões, dizendo que vai exlodir uma bomba sobre o Banco Master.

Aeronave foi utilizada em caravana que percorreu pelo menos nove estados e o DF em busca de virada do então presidente contra Lula no segundo turno.

Nikolas, que frequenta a Lagoinha, aparece em uma foto nas redes sociais diante do Embraer 505 Phenom 300 ao lado de Batista, da mulher do pastor, Mariel, e da influenciadora cristã Jey Reis, que publicou o registro.

“MISSÃO CUMPRIDA!!”, diz Jey na postagem. “ Em cinco dias rodamos todas as capitais do Nordeste com lotação máxima em todos os lugares!!! A oportunidade de viver isso com esse mega time, pregar e mostrar amor pelo nosso país foi inesquecível!!! AMAMOS JESUS E AMAMOS O BRASIL!!”, escreveu a influencer, que publicou ainda outra foto na porta do jatinho com a hashtag #juventudepelobrasil em Recife.

Em seguida, no Globo, Malu Gaspar sapecou em garrafais:

“Nikolas e pastor da Lagoinha usaram jato de Vorcaro em campanha por Bolsonaro em 2022”

Será mesmo que Moraes será preso como bradou Nikolas Ferreira?


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Política

O velório do bolsonarismo: Atos da extrema direita na Paulista e Rio fracassaram

Na Paulista, apenas 20 mil pessoas e No Rio de Janeiro, a USP contabilizou 4,7 mil participantes em Copacabana

A manifestação organizada por lideranças da direita neste domingo (1º), na avenida Paulista, reuniu somente cerca de 20,4 mil pessoas, de acordo com estimativa do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo (USP/Cebrap) em parceria com a ONG More in Common. Ato semelhante realizado em setembro do ano passado reuniu 42 mil pessoas.

O levantamento tem margem de erro de 12%, o que indica um público entre 18 mil e 22,9 mil pessoas no momento de maior concentração, registrado às 15h53.

Um sistema de Inteligência Artificial identifica e contabiliza automaticamente as pessoas presentes na área analisada.

Ao final do ato na Paulista, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliou a participação como positiva. “Achei que foi um bom número. Como sempre, os brasileiros aqui dando a cara a tapa, vindo pra rua, mostrando que não têm medo de perseguição”, declarou.

No Rio de Janeiro, a contagem realizada pelo Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e pela More in Common estimou 4,7 mil participantes na praia de Copacabana.

Considerando a margem de erro de 12%, o público teria variado entre 4,1 mil e 5,3 mil pessoas, com pico às 11h20. Não houve estimativas divulgadas para outras capitais do país.

*ICL


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Política

Quadrilha da família Bolsonaro disputando a Presidência da República é um bundalelê na cara dos brasileiros e do judiciário

A total submissão de Tarcísio a Bolsonaro, mostra que, no Brasil, a tal “direita moderada”, propalada pela mídia, é mais que uma gigantesca piada, é um indulto, uma anistia malandra que a quadrilha familiar de Bolsonaro impõe ao país tratorando leis e a própria democracia.

Esse insulto que avança no Congresso através da bandalha do banditismo bolsonarista em estado puro, teve o descaramento de produzir uma fraude na contagem dos votos da CPMI do INSS para criminalizar Fabio Luis Lula da Silva (Lulinha) diante da opinião pública.

Essa afronta deveria custar a cassação do vigarista, bolsonarista, Carlos Viana, presidente da CPMI e condenação por um crime escancarado e debochado na cara dos brasileiros.

Flavio comprando com milhões a desistência de candidaturas a governo dos estados, fato comprovado por anotações feitas pelo próprio, é obra do clã encabeçada por Bolsonaro de dentro da cadeia, como ocorre com as grandes quadrilhas criminosas que têm seus chefes presos.

Anotações de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre as possíveis candidaturas apoiadas pelo PL a governo e Senado nos estados, feitas durante reunião com a cúpula do partido

Flavio, antes mesmo de registrar sua candidatura à presidência, já ameaça de golpe de Estado o STF e o Brasil, caso a justiça não acate o  indulto a seu pai, confessando ser 100% pautado por ele.

Isso é uma espécie de projeto Brasil/Muzema.

Soma-se a isso a gigantesca falange de pastores evangélicos charlatães, comprados por Bolsonaro a peso de ouro para engrossar o número de eleitores fieis às igrejas, mostrando o uso de um esquema religioso tão criminoso quanto qualquer atividade do submundo da bandidagem em estado puro.

Flavio, ligado umbilicalmente à milícias, assim como o pai, ameaça quem o liga a tais criminosos como Queiroz, Adriano da Nóbrega e ao próprio Ronnie Lessa. Sem falar nas mansões hollywoodianas compradas pelo clã na cara do povo e da justiça, fruto de um esquema de peculato e formação de quadrilha, mimosamente chamado de rachadinha.

Lógico que estamos falando de fatos publicamente e exaustivamente denunciados diante uma estátua de bronze de Bolsonaro que se transforma num monumento grandioso da impunidade nacional.

A pergunta é daquelas, até quando essa maldição de Bolsonaro, mesmo na cadeia, será regida pelo patriarca da quadrilha com generosa anuência do sistema de justiça?


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Educação Política

Governo Lula vai construir 117 escolas indígenas pelo país

Iniciativa soma R$ 785 milhões para obras em 14 estados e responde à Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais

O Ministério da Educação anunciou a construção de 117 escolas indígenas no Brasil com investimentos de R$ 785 milhões, por meio do Novo PAC. O anúncio foi feito pelo titular da pasta, Camilo Santana, nesta quinta-feira (26), durante visita à comunidade indígena Sahu-Apé (AM). As informações são do Vermelho.

“Esse é um compromisso do presidente Lula e um dever nosso. A gente sabe que o país ainda é muito desigual, e não é diferente na educação. O Brasil ainda tem uma dívida muito grande com os povos originários, com os povos indígenas. Serão 117 escolas que irão garantir todas as condições de uma escola digna, de qualidade. Uma escola onde os estudantes possam brincar na hora do recreio”, destacou Santana.

Quatorze estados brasileiros receberão os recursos para a construção de escolas indígenas: Acre (2), Alagoas (1), Amazonas (27), Amapá (17), Bahia (4), Ceará (2), Maranhão (11), Mato Grosso do Sul (6), Mato Grosso (8), Pará (7), Pernambuco (1), Rio Grande do Sul (1), Roraima (23) e Tocantins (3).

De acordo com o governo, as obras previstas para as escolas indígenas são uma “resposta para a melhoria da infraestrutura dessas instituições” e têm como foco central “a entrega de espaços educativos que respeitem a identidade cultural, os modos de vida e a organização territorial dos povos originários e comunidades tradicionais”.

Para viabilizar a iniciativa, a pactuação foi feita entre o governo federal e os estados, com unidades previamente definidas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, em articulação com os entes federativos. A seleção dos locais foi feita observando critérios técnicos, territoriais e populacionais.

A construção das escolas responde às necessidades estabelecidas pela Política Nacional de Educação Escolar Indígena nos Territórios Etnoeducacionais (PNEEI-TEE), que abrange a educação básica e o ensino superior.

Segundo o MEC, tal política pública tem como finalidade “promover a organização e a oferta de qualidade da Educação Escolar Indígena bilíngue, multilíngue, específica, diferenciada e intercultural, com respeito às especificidades e organizações etnoterritoriais dos povos indígenas”.


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Política

Flávio Bolsonaro: 55 aliados pagaram por postagens críticas a Lula após o Carnaval

Documento reúne parlamentares, prefeitos e influenciadores digitais; entre os patrocinadores está o Paulinho da Força

Um levantamento interno atribuído ao Partido dos Trabalhadores (PT) aponta que 55 apoiadores da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto pagaram para impulsionar publicações críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais após o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói.

O documento, com cerca de 70 páginas, circulou entre integrantes do Palácio do Planalto e reúne nomes de parlamentares, prefeitos e influenciadores digitais que teriam patrocinado conteúdos pagos contra o presidente.

Valores e nomes citados
De acordo com o levantamento, os valores destinados ao impulsionamento variaram entre R$ 100 e R$ 699, sendo a faixa de R$ 300 a mais recorrente. Entre os citados está o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, apontado como o que teria investido o maior valor, entre R$ 600 e R$ 699.

Também consta na lista o empresário Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente e pré-candidato a deputado federal pelo PL, além de diversos influenciadores digitais.

Conteúdo das publicações
Segundo o documento, as postagens patrocinadas criticavam o desfile e associavam o presidente a casos de corrupção, além de fazerem ironias direcionadas a grupos religiosos, especialmente evangélicos. Uma das alas da escola trouxe latas com a inscrição “família em conserva”, o que foi explorado nas críticas, segundo Forum.

Uma das publicações citadas é do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (Solidariedade-SP). O vídeo utilizou inteligência artificial para exibir Lula fantasiado na Avenida Marquês de Sapucaí, ao lado da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

No conteúdo, o presidente aparece em um carro alegórico com bandeiras contendo as palavras “mensalão”, “petrolão” e “roubo do INSS”, enquanto samba recebendo dólares e reais. Um refrão criado para o vídeo diz: “Eu sou o Lula, e você me conhece, prometi picanha e entreguei confete. Mas não se estresse. Sou Lula, me dá um dinheiro aí”.

Reação
Questionado sobre o impulsionamento pago, Paulinho da Força afirmou que utilizou recursos próprios. “Se eles pagaram o carnaval, por que a gente não pode pagar o impulsionamento de uma postagem na rede social?”, declarou, em referência aos R$ 12 milhões destinados pelo governo às escolas de samba. “O PT vai entrar na Justiça falando o quê? O dinheiro usado foi meu, não foi dinheiro público”, acrescentou.


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Política

Assim é a direita: Em 2 anos, governo Zema cortou 96% dos recursos para o enfrentamento das chuvas

De 2023 a 2025, o valor dos investimentos em infraestrutura para lidar com efeitos das tempestades caiu de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões. Tragédia em MG já deixou 55 mortos

Por trás da catástrofe ocasionada pelas fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais estão fatores que vão além das mudanças trazidas pela crise climática e das condições geográficas locais. Entre 2023 e 2025, o governo de Romeu Zema (Novo) cortou 96% — de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões — os investimentos em infraestrutura para lidar com as chuvas.

Os dados foram publicados pelo jornal O Globo, tendo como base informações contidas no Portal da Transparência de Minas Gerais. Segundo o levantamento, a área de “Suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas” contou com verbas de R$ 134,8 milhões em 2023.

Fazem parte dessa frente de atuação a gestão de desastres causados pela chuva, assistência emergencial aos municípios atingidos, mitigação de danos pontuais nas rodovias e prevenção de eventos meteorológicos críticos.

Lula acelera socorro e reforça ajuda a Minas Gerais após calamidade

Os valores foram caindo ano a ano, chegando a R$ 5,8 milhões em 2025, dos quais 97%, ou R$ 5,6 milhões, ficaram focados apenas nas ações para reduzir danos nas rodovias. Para este ano, estava previsto o valor de R$ 16,1 mil para a infraestrutura de combate aos temporais.

Ao tratar do tema, o governo Zema tentou se esquivar, dizendo que teriam sido empregados R$ 170 milhões na prevenção e resposta a desastres desde 2022.

Reflexos

O impacto da negligência com as mudanças climáticas e seus efeitos pode ser sentido na forma como a região foi afetada pelas chuvas nos últimos dias, com grandes desabamentos, deslizamentos, enxurradas e alagamentos. Até esta quinta-feira (26), foram registradas 55 mortes na região da Zona da Mata.

Uma das cidades mais afetadas foi Juiz de Fora, com 49 óbitos e 11 desaparecidos, além de somar três mil moradores desalojados. Não há registro de desabrigados até o momento.

Na vizinha Ubá, foram confirmadas seis mortes e duas pessoas continuam desaparecidas. O município contabiliza 1,2 mil desalojados e 500 desabrigados.

No município de Matias Barbosa, não há registro de mortes nem de desaparecidos. A cidade soma 810 desalojados e, até agora, não há desabrigados.

Ouvido pela Agência Brasil sobre a relação entre o aquecimento global e tragédias como essa, o geógrafo Miguel Felippe, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), explicou que “toda essa onda negacionista relacionada às mudanças climáticas, obviamente, reverbera agora em desastres como esses”. Ele ressaltou ainda que a prevenção depende da adoção de uma agenda de políticas públicas para o meio ambiente, o que muitas vezes é negligenciado pelos governos.

Socorro à Zona da Mata

Em uma das ações emergenciais anunciadas para enfrentar a catástrofe, o governo federal destinou R$ 3,4 milhões para Juiz de Fora e Ubá.

Por que a chuva foi tão intensa em Juiz de Fora? Entenda | G1

Também foi liberado auxílio financeiro às famílias desabrigadas, no valor de R$ 800 para cada pessoa, e estão sendo distribuídas cestas básicas. Além disso, o pagamento do Bolsa Família e do BPC foram agilizados ou antecipados para os beneficiários da região.

Na condição de presidente em exercício, Geraldo Alckmin declarou, nesta quarta-feira (25), que o Exército e o Ministério da Defesa “mobilizaram helicóptero e tropa do Exército para ajudar o socorro, apoiar o Corpo de Bombeiro, as forças do estado e dos municípios, além de apoio à logística também. Além disso, o Ministério da Saúde está com a Força Nacional do SUS para dar todo o apoio aos que necessitarem”.

Ainda segundo Alckmin, outras ações serão adotadas “à medida que as necessidades se confirmem. Uma delas é a garantia de novas moradias com linhas especiais do Minha Casa, Minha Vida (MCMV)”.


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Política

Depoimentos apontam venda de dados sigilosos de ministros do STF por agente da Receita

Investigação da PF indica possível comércio ilegal de informações fiscais protegidas por lei envolvendo familiares de autoridades

Depoimentos reunidos pela Polícia Federal no âmbito da apuração sobre a quebra de sigilo fiscal de autoridades e familiares reforçam a suspeita de que ao menos um servidor da Receita Federal teria comercializado acessos a dados protegidos por lei, informa Daniela Lima, do UOL.

Os relatos colhidos pelos investigadores fortalecem uma hipótese já levantada em procedimento interno da própria Receita, que identificou indícios de uso indevido de sistemas para consulta de informações fiscais de pessoas politicamente expostas. A suspeita agora ganha novo peso com os elementos obtidos pela PF.

A investigação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi instaurada de ofício pelo ministro Alexandre de Moraes no contexto do chamado inquérito das fake news. O caso envolve a suposta violação de dados fiscais de ministros da Corte, seus parentes e outras autoridades. O entendimento do ministro e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, é de que as consultas ilegais teriam sido realizadas com o objetivo de constranger integrantes do Judiciário.

Dados fiscais são protegidos por legislação específica e só podem ser acessados mediante autorização judicial. Segundo a apuração, não houve ordem da Justiça para as consultas realizadas.

A Receita Federal foi o primeiro órgão a permitir o compartilhamento de informações com o STF. Posteriormente, a Polícia Federal avançou para uma nova fase da investigação, já com autorização judicial para cumprir mandados de busca e apreensão e determinar o uso de tornozeleira eletrônica por ao menos quatro servidores. Conforme apontado pelo próprio Fisco, esses funcionários acessaram dados fiscais de filhos, enteados e outros familiares de ministros.

Com o reforço da linha investigativa de que as quebras de sigilo poderiam integrar um mercado clandestino de dados, a expectativa é de novos desdobramentos no caso. De acordo com o 247, a apuração segue sob condução do Supremo Tribunal Federal e da Polícia Federal, enquanto os elementos colhidos são analisados pelas autoridades responsáveis.


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Política

Governistas apontam “fraude” em votação que aprovou quebra de sigilo de Lulinha e acionarão presidente da CPMI do INSS

Segundo Paulo Pimenta, 14 parlamentares votaram contrário à aprovação dos requerimentos, enquanto apenas 7 se colocaram a favor.

Líder da bancada governista na CPMI do INSS, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) acusou “fraude” na votação que aprovou a quebra de sigilo do filho do presidente Lula, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O parlamentar afirmou ainda que vai abrir representações contra o presidente da Comissão, o bolsonarista Carlos Viana (Podemos-MG), que operou a manobra da oposição.

Segundo Pimenta, 14 parlamentares votaram contrário à aprovação dos requerimentos, enquanto apenas 7 se colocaram a favor.

“A TV Senado mostra isso. O regimento é claro no sentido de que o contraste da votação simbólica se dá por maioria ou minoria entre os presentes. Portanto, foi 14 a 7 a votação”, afirmou Pimenta.

Na hora da votação simbólica, havia 21 parlamentares titulares com direito a voto no plenário da Comissão. Manifestaram posicionamento contrário aos requerimentos em votação a senadora Soraya Thronicke, Randolfe Rodrigues, Jussara Lima, Jaques Wagner, Tereza Leitão, deputado Damião Feliciano, Átila Lira, Cléber Verde, Orlando Silva, Romero Rodrigues, Paulo Pimenta, Alencar Santana, Neto Carleto e Rogério correia. Portanto, 14 parlamentares votaram contra a aprovação dos requerimentos. O presidente da Comissão, Carlos Viana, contabilizou apenas sete votos.

ENTENDA:
Empurra-empurra entre governistas e bolsonaristas interrompe CPMI do INSS após aprovação de convocação de Lulinha
“Sabotagem”: Governistas acusam bolsonarista que preside CPMI do INSS de blindar aliados como Flávio Bolsonaro e Tarcísio

“Diante disso, senhor presidente, eu requero a vossa excelência que a anule o resultado por erro material da contagem e que vossa excelência anuncie o resultado verdadeiro baseado nas imagens, nas fotos, inclusive da imprensa oficial da casa, da Secretaria Geral da casa. Não havendo, senhor presidente, por parte de vossa excelência emendamento. Eu comunico a vossa excelência que nós vamos interpretar como uma ação deliberada do senhor para fraudar o resultado da votação. E diante deste fato nós iremos até o presidente do Congresso Nacional para solicitar a imediata anulação da votação que teve aqui”, emendou.

Viana, no entanto, manteve a votação que aprovou em bloco os requerimentos. Pimenta pediu a suspensão da sessão para reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que foi negado.

O deputado petista sinalizou que deve judicializar a decisão e que fará uma representação contra Viana no Conselho de Ética “por ser o autor desta fraude que nós não reconhecemos”.

“Eu comunico a vossa excelência que nós vamos interpretar como uma ação deliberada do senhor para fraudar o resultado da votação. E diante deste fato nós iremos até o presidente do Congresso Nacional para solicitar a imediata anulação da votação que teve aqui. E ao mesmo tempo vamos fazer uma representação no conselho de ética do congresso nacional contra vossa excelência por decisão de fraudar o resultado da votação, mesmo que todas as pessoas que estão aqui saibam que o resultado é outro, vossa excelência está dando um golpe na votação”, disse Pimenta antes da decisão final de Viana. Com Forum

Assista.


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Política

Dino estoura o clã dos Coelho e o modus operandi oligárquico via Orçamento da União

No relatório e na decisão da petição 10.684 no inquérito 4.905 (Operação Vassalos 2) Flávio Dino desmonta com fatos a mais poderosa oligarquia do sertão nordestino

Coelho, Lundgren, Souza Leão, Amorim, Pontes Ribeiro, Andrade Lima… Bezerra Coelho, enfim… estão todos ali, nas 84 páginas da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal. São sobrenomes que contam parte da história política e dos ciclos econômicos de Pernambuco.

O rol designativo de linhagens familiares surge sempre associados a ardis vergonhosos no sintético, objetivo e bem escrito relatório desprovido de juridiquês que revela como os líderes dos clãs usam mandatos públicos para projetar amigos em empresas estatais nas quais passam a ter por missão facilitar o acesso de companhias privadas ao Orçamento da União. A partir dali, pagam obras na administração de Petrolina e redistribuem os lucros tangíveis e intangíveis. Um grande negócio, sem dúvida.

Tudo se dá exclusivamente em Petrolina. A cidade é joia e pequena metrópole do Sertão do São Francisco, coração do Nordeste. A empresa que tem as portas das burras públicas escancaradas para executar obras cruciais nas administrações de Miguel Coelho (2017-2022, filho do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, ex-líder de Jair Bolsonaro no Senado) e de Simão Dourando (2022 até hoje, ex-chefe de gabinete parlamentar do mesmo ex-senador) se chama Liga Engenharia.

A Liga Engenharia pertence a primos e sobrinhos do ex-prefeito Miguel Coelho, até ontem nome pretendido pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), para ser seu companheiro de chapa na disputa pelo governo estadual, e do irmão do ex-prefeito petrolinense, Fernando Filho. Desde fevereiro de 2023 “FBC”, como o ex-líder de Bolsonaro e pai de Miguel e Fernando Fº é chamado pelos seus chegados, dedica-se a atividades de “relações institucionais” (o bom e velho lobby) em Brasília além de dirigir os negócios privados espalhados por Pernambuco e Bahia.

“PERNANBUCO É DO SENHOR, SENADOR”
“Por volta de 29 e 30 de julho de 2019, encontraram-se diálogos entre o então senador e o então ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, general Luiz Eduardo Ramos, acerca da manutenção do indicado dos Coelho para gerir a 3ª Superintendência da Codevasf”, narra o texto da decisão de Flávio Dino em seu relatório. E prossegue: “o então parlamentar assevera se tratar de sua cidade e de sua indicação, sinalizando que a nomeação de alguém outro representaria uma ‘completa desmoralização para quem hoje é líder do governo’. O Ministro de Estado, então, o tranquiliza, informando que ‘Pernambuco é do Senhor, Senador’”.

O trecho grafado em itálico está na página 14 do relatório da decisão do ministro Flávio Dino no inquérito 4.905. É a descrição de uma conversa do ministro-chefe da Secretaria de Governo de Bolsonaro, o único general palaciano que não está preso pelo golpe de 8 de janeiro de 2023, com o então líder bolsonarista no Senado, Fernando Bezerra Coelho, entregando ao ex-senador e agora lobista a “capitania” de Pernambuco para que ele fizesse o que bem quisesse. E fez, por meio de emendas da União e usando a Codevasf – Companhia de Desenvolvimento dos Vales dos Rios São Francisco e Parnaíba. A partir de agora, tudo o que segue em itálico é reprodução literal da decisão de Dino.

“Antes de assumir o cargo de Superintendente na 3ª Secretaria Regional da Codevasf, Aurivalter exercia a função de assessor parlamentar no gabinete do senador Fernando Bezerra Coelho”, segue descrevendo o texto legal. E vai além no didatismo: “O histórico profissional de Aurivalter Cordeiro revela sua indubitável proximidade com Fernando Bezerra Coelho, sempre assumindo cargos comissionados de relevo nos órgãos públicos geridos por esse último. (…) por ocasião do cumprimento de mandados de busca e apreensão no escritório de representação do Senador Fernando Bezerra Coelho em Recife e no interesse da Operação Desintegração, observou-se, que Aurivalter Cordeiro Pereira da Silva constava da lista de pessoas com livre acesso às instalações, estando registrado como assessor, apesar de constar que a última modificação teria sido em 07/11/2016, época em que ele já era o titular da 3ª Superintendência Regional da Codevasf em Petrolina (PE).”

COMPLEXO MECANISMO CONSTRUÍDO PARA FRAUDAR
O objetivo deste artigo é revelar como decisões saídas dos gabinetes do STF podem ajudar a compreender com clareza os mecanismos de fraude e de operação de poder. Em razão disso, continuamos com trechos na íntegra:

“É inegável o estreito vinculo existente entre Aurivalter Cordeiro da Silva e Fernando Bezerra Coelho, sendo certo que os elementos coligidos fortuitamente no âmbito da Operação Desintegração, notadamente a análise dos aparelhos celulares do ex-parlamentar e de Fernando Filho, revelam que o relacionamento existente entre eles não é meramente profissional, mas de verdadeira subordinação do então Superintendente da Codevasf em Petrolina com relação ao ex-senador e ao deputado federal mencionados e, ainda, a outros integrantes da família Coelho.

Os relatórios de análise juntados a este inquérito evidenciam a ascendência de Fernando Bezerra Coelho e de Fernando Filho sobre Aurivalter, passando-lhe determinações e indicando prioridades a serem cumpridas. (…) Por outro lado, Aurivalter encaminha mensagens quase que semanalmente a eles, com claras feições de prestação de contas. Corroborando essa afirmação, tem-se as mensagens constantes do relatório complementar de análise do celular de Fernando Bezerra Coelho, enviadas em abril de 2018, constando mensagens nos dias 18, 20, 23, 24, 28 e 29 daquele mês. A situação repete-se nos meses subsequentes.”

Num salto dado em seu no texto, costurando trechos, estabelece o ministro Flávio Dino em sua decisão:

“A Liga Engenharia Ltda (CNPJ 15.270.565/0001-661) que desde o ano de 2017 celebrou 22 contratos com a Prefeitura de Petrolina e a Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina, (a partir de) informações extraídas do Portal Tome Conta do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco e complementada com dados do Portal da Transparência do Município de Petrolina: a empresa foi favorecida com 158 empenhos, num valor total empenhado de R$ 190.532.712.72, dos quais R$ 189.894.762.94 foram liquidados e R$ 189.753.377.95 efetivamente pagos. Somente no ano de 2024, a Prefeitura de Petrolina e a Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina empenharam e liquidaram R$ 59.872.865.64 em favor da empresa, dos quais R$ 59.768.124.42 foram pagos. Tais dados e valores estão disponíveis no portal Tome Contas do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco. Veja-se que o montante de recursos empenhados e pagos já supera aquele referente aos valores dos contratos celebrados, o que pode decorrer de aditivos ou da existência de outros contratos não listados no portal da transparência.”

SALTO DE INEXPLICÁVEL “EFICIÊNCIA”
“O painel ‘Fornecedores’ do Município de Petrolina no Portal ‘Tome Conta’ do TCE/PE faz constar lista dos maiores destinatários de recursos da municipalidade por ano. No ano de 2017, a Liga Engenharia foi a 27ª empresa a mais receber recursos do ente municipal, num total de R$ 1.309.598.83 empenhados, liquidados e pagos. Em 2018, a empresa se tornou a 10ª maior destinatária, recebendo R$ 7.342.447.54. A empresa passou para a 5ª colocação no ano de 2019, sendo destinatária de RS 15.342.456.82 empenhados e R$ 14.753.342.91 liquidados e pagos. Em 2020, foi mantida a 5ª colocação e a empresa foi favorecida em empenhos na monta de R$ 20.926.512.88 e pagamentos de R$ 20.895.914.99. Em 2021, a empresa caiu para a 6ª colocação, mas ainda recebeu empenhos e pagamentos em valor maior que no ano anterior, em importes de respectivamente R$ 29.226.167.82 e R$ 29.220.121.94. Em 2022 manteve-se a 6ª colocação, com pequena redução nos valores, com empenho, liquidação e pagamento de R$ 27.599.438.84. Houve nova diminuição em 2023 (ano em que Fernando Bezerra Coelho deixou o Senado Federal), com a permanência na 6ª colocação e a realização de empenhos e pagamentos no valor de R$ 18.989.039.32. Por fim, em 2024, a Liga Engenharia Ltda é a 1ª colocada entre os fornecedores do Município de Petrolina, com empenhos no montante de R$ 55.131.318.63 e pagamentos que alcançaram R$ 55.026.577.41.”

“Ao desenhar os vínculos subjetivos existentes entre a pessoa jurídica Liga Engenharia Ltda. e a família Coelho, a representação policial penetra num de seus mais expressivos núcleos argumentativos: ‘O volume de dinheiro encaminhado pelos parlamentares e o montante de recursos públicos empregados na contratação da Liga Engenharia, por si, já chamam a atenção, (sobretudo) quando observado o momento em que as contratações da referida empresa começaram a ocorrer. Entretanto, todas as informações acerca de contratações da Liga Engenharia pela Codevasf e pelo Município de Petrolina, com intervenção direta ou indireta de Fernando Bezerra Coelho e/ou de Fernando Filho, assumem contornos criminosos quando se verifica que a aludida construtora é de propriedade de não apenas um, mas de dois familiares ‘por afinidade’ dos políticos.

[…] O primeiro dos sócios listados, Fabrício Pontes Ribeiro Lima, é filho de Diva Pontes Gusmão Lima e de Eduardo Walter Ribeiro Lima. De seu turno, Eduardo Walter é pai de Pedro Paulo Coelho Ribeiro Lima, filho de Eugênia Coelho Ribeiro Lima, com quem, segundo informações coletadas, Eduardo Walter é casado. Por sua vez, Eugênia é irmã de Fernando Bezerra Coelho e tia de Fernando Filho e de Miguel Coelho. O outro sócio, Pedro Garcez de Souza, é irmão de Milla Garcez de Souza, que é casada com Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto. De seu turno, este último é filho de Carlos Alberto Oliveira Neto e Conceição Coelho Oliveira Neto, que também é irmã de Fernando Bezerra de Souza Coelho e tia de Fernando Filho e de Miguel Coelho.

Em termos mais simples, um dos sócios da empresa é filho do cunhado de Fernando Bezerra Coelho e enteado da irmã/tia desse e de seus filhos, enquanto o outro sócio é cunhado do sobrinho/primo dele e de seus filhos. De forma ainda mais explícita, depreende-se que a Prefeitura de Petrolina vem utilizando recursos repassados pela Codevasf para contratar empresa pertencente a dois indivíduos, dos quais um é “primo por afinidade” e o outro é o cunhado de outro primo do ex-prefeito (de Petrolina), com o uso de emendas parlamentares enviadas pelo pai e pelo irmão do então Chefe do Executivo Municipal.”

Sem concessões ao rococó burlesco de alguns juízes, sem pretensões de fazer subliteratura em juridiquês, o estilo direto do ministro Flávio Dino narra com maestria como e por que ruiu o castelo de pau-a-pique do clã Coelho erguido sobre o solo arenoso do leito do Rio São Francisco no coração de um dos mais belos valorosos rincões do Brasil: o sertão nordestino.

*Luis Costa Pinto/ICL


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Política

Folha teve acesso a anotações de Flávio Bolsonaro sobre candidatos nos estados

Ele afirma que um candidato está pedindo R$ 15 milhões pra desistir; outra anotação é sobre uma provável troca do vice de Tarcísio, Felício Ramuth, indicado por uma seta com um “$”

Anotações feitas à mão durante uma reunião da cúpula do Partido Liberal (PL), realizada nesta terça-feira (24), revelam estratégias eleitorais, preferências internas e avaliações reservadas sobre possíveis candidatos nas eleições deste ano. O encontro contou com a presença do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de dirigentes nacionais da legenda.

O documento, intitulado “situação nos estados”, foi obtido pela Folha e reúne uma lista impressa de nomes com observações manuscritas. O jornal afirma não ser possível identificar quem fez as anotações. Segundo relatos, além de Flávio, estavam na sala o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do senador, além de outros integrantes da cúpula. Entre as anotações, no entanto, uma delas referente ao vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (Novo), que disputará o governo, está escrita a frase “me puxa para baixo”, indicando o único interlocutor que poderia falar na primeira pessoa dentro daquela sala.

Nesta quarta-feira (25), Flávio admitiu ser o autor das anotações.

No topo da primeira página aparece a orientação “ligar Tarcísio”, referência ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputará a reeleição.

São Paulo: tensão na vice e disputa ao Senado
As anotações indicam preocupação com a escolha do vice na chapa paulista. O atual vice-governador, Felício Ramuth (PSD), nome preferido de Tarcísio, aparece ligado por uma seta ao símbolo “$”. Ramuth é alvo de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro, acusação que nega.

Logo abaixo, surge a hipótese “André do Prado vice?”, em referência ao presidente da Assembleia Legislativa paulista, filiado ao PL e interessado na vaga.

Para o Senado em São Paulo, o deputado Guilherme Derrite (PP) é apontado como nome certo na chapa bolsonarista. A segunda vaga, a ser indicada pelo PL, segue indefinida. Entre os cotados aparecem, nesta ordem: Renato Bolsonaro, Mario Frias, Eduardo Bolsonaro, Coronel Mello Araújo e Marco Feliciano.

Minas Gerais: descrença e busca por alternativa
Em Minas, o vice-governador Mateus Simões (Novo), que disputará o governo, conforme dito acima, recebe a anotação “me puxa para baixo”, indicando ceticismo interno. O documento observa que, caso ele confirme candidatura, os senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Cleitinho (Republicanos-MG) também devem entrar na disputa.

O PL avalia lançar Flávio Roscoe, presidente da Fiemg, ao governo mineiro. Ao lado do nome há a anotação “conversa com Nikolas”, referência ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que chegou a ser cotado, mas resiste à candidatura ao Executivo.

Para o Senado, aparecem os nomes de Carlos Viana, Marcelo Aro, Eros Biondini e Domingos Sávio. Apenas Viana e Sávio têm marcações de endosso.

Nordeste e Centro-Oeste: alianças e impasses
Em Alagoas, são citados o prefeito de Maceió, JHC (PL), e o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil). Ao lado de JHC, há a observação de que é preciso conversar com ele até 15 de março. Já Gaspar é descrito como “único que pedirá voto para mim”. Para o Senado, surge a indicação “Arthur (JB)”, em referência ao deputado Arthur Lira (PP-AL), possível apoiado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No Distrito Federal, o documento aponta impasse. A composição previa Celina Leão (PP) ao governo, com Michelle Bolsonaro e Bia Kicis ao Senado. Mas uma anotação afirma que, se Ibaneis Rocha (MDB) disputar o Senado, “não dá para oficializar com Celina”, indicando dificuldade para acomodar duas candidatas do PL.

No Mato Grosso do Sul, o governador Eduardo Riedel (PP) deve receber apoio do PL. Para o Senado, aparecem Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, este último com a observação “recall/melhor nas pesquisas”.

Já o deputado Marcos Pollon (PL-MS) é citado com a anotação: “pediu 15 mi para não ser candidato”. Procurado, Pollon negou a informação e classificou o registro como “campanha de assassinato de reputação”.

Outras articulações
Na Bahia, o foco é costurar aliança com ACM Neto (União Brasil). No Ceará, o plano é integrar a chapa de Ciro Gomes (PSDB). No Piauí, aparece como opção de apoio ao Senado o senador Ciro Nogueira (PP).

Na Paraíba, o senador Efraim Filho (União Brasil) deve se filiar ao PL para disputar o governo, enquanto o ex-ministro Marcelo Queiroga é cotado ao Senado.

No Paraná, o plano é apoiar Filipe Barros ao Senado, evitando dividir votos com outros nomes como Cristina Graeml. Segundo a Forum, rascunho menciona ainda Deltan Dallagnol como favorito nas pesquisas, associado ao governador Ratinho Júnior (PSD).

O Rio Grande do Sul aparece como “ok”, com Zucco ao governo e Sanderson e Marcel Van Hattem ao Senado. O ex-ministro Onyx Lorenzoni é citado para possível composição como vice.

Em Goiás, são mencionados Daniel Vilela e Wilder Moraes ao governo, além de Gustavo Gayer e Gracinha Caiado ao Senado.

No Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes é descrito como “primeiro lugar nas pesquisas” ao governo. Já Janaina Riva aparece como nome certo ao Senado “de qualquer jeito”.

Em Santa Catarina, o senador Esperidião Amin foi preterido na chapa ao Senado, que terá Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni, por determinação de Jair Bolsonaro — no rascunho, o nome de Amin aparece riscado.

O documento é descrito por interlocutores como um “brainstorm” interno. As anotações apontam para um retrato cru das negociações e tensões regionais do PL meses antes do registro oficial das candidaturas, previsto para agosto.


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