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Caso Marielle: O fracasso do sistema de justiça, por Luís Nassif

Em suma, poucas vezes um crime apresentou tal número de evidências. O que ocorreu, então, para essa passada de pano geral?

Depois de anos de investigações, o julgamento do assassino de Marielle se baseia em uma delação premiada de Ronnie Lessa, o vizinho de Jair Bolsonaro.

É um embuste, do qual participaram o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, a Polícia Civil do Rio e a Polícia Federal. É de um primarismo tão eloquente, que suscita a questão que interessa: quem está por trás desse jogo, a ponto de exigir tanta simulação?

A lógica da acusação é precária.

O assassino apontou os irmãos Brazão como mandantes.

Mas tinha que se providenciar uma relação de causalidade.

Veio a história, então, de que Marielle era contra a aprovação da regulamentação de terrenos que interessavam à família.

Mas a Câmara aprovou. Então qual a razão de terem comandado o assasinato.

Não tem a menor lógica. Era óbvio que a morte de uma vereadora, mulher e combativa, traria os olhos do país e do mundo para o episódio. Não é preciso de nenhum tirocínio agudo para se chegar a essa conclusão. A troco de quê os Brazão iriam transformar uma disputa local em caso nacional?

Vamos aos fatos objetivos:

  1. O porteiro do Vivendas da Barra disse que o motorista que entrou, para pegar Ronnie Lessa, pediu para ligar na casa de Jair Bolsonaro.
  2. O Jornal Nacional deu a matéria. Do exterior, Jair gravou um vídeo dizendo que, naquele dia estava em Brasilia.
  3. Mostramos aqui, no GGN, que o sistema de telefonia do condomínio permitia transferência de ligação para telefone celular. Logo, o álibi de Bolsonaro era furado.
  4. Carlos Bolsonaro sistentou que passou todo o dia da morte de Marielle na Câmara de Vereadores. Mostramos, aqui, um vídeo dele, com o sistema de telefonia do condomínio, clicando nas diversas chamadas, para tentar mostrar que não havia nenhuma para a casa do pai. Acabou mostrando uma chamada para a sua casa. “Seu Carlos, é seu Uber”, disse o porteiro. Horas? 17 horas, justamente a hora que terminou a reunião de Ronnie Lessa que, naquele mesmo momento, saiu para executar Marielle.
  5. Mostramos aqui que, logo após o assassinato, o interventor do Rio de Janeiro, general Braga Neto, afirman do que já tinham chegado aos mandantes, mas nada falaria para não atrapalhar as investigações. Depois, nada mais disse.

No final do ano, o general Villas Boas celebrou o pacto entre Braga Neto e Bolsonaro, pelo qual Braga Neto assumiu a chefia da Casa Civil. E ainda afirmou que o país foi salvo por três pessoas: Bolsonaro, Sérgio Moro e Braga Neto.

Em suma, poucas vezes um crime apresentou tal número de evidências. O que ocorreu, então, para essa passada de pano geral?

O Ministério Público Estadual do Rio, ao menos a equipe que investigava o caso, demonstrou desde o começo simpatia pelo bolsonarismo. A ponto de não apenas ignorar o fato de Carlos Bolsonaro ter se apossado de uma prova – o sistema de telefonia do condomínio – como sustentar que foi feita uma perícia, em meio dia, para assegurar que nada foi alterado no equipamento. Perícias nesse tipo de equipamento não duram menos de dois dias.

A PF foi acionada pelo então Ministro Sérgio Moro exclusivamente para intimidar o porteiro do prédio. E nunca mais se ouviu falar dele, mostrando o fracasso do jornalismo carioca. A Polícia Civil do Rio foi acusada, desde o início, de desviar o foco das investigações.

Depois disso, houve a morte de Adriano da Nóbrega, uma autêntica queima de arquivo, de Gustavo Bebianno.

Em suma, o caso Marielle significa a falência de todo o sistema de investigação do país, da Polícia Federal ao MPE do Rio e ao MPF.

*Luis Nassif/GGN


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Política

A direita está na cadeia

A direita brasileira foi reduzida a um presidiário que tem uma folha corrida de causar inveja até em Vorcaro que, não sem motivos, tem uma vasta parceria com a direita.

Isso dá a dimensão da encrenca, mas também o porquê da mídia se voltar contra o judiciário.

Na verdade, hoje, o que se tem nesse métier de gangsters é a mais espessa expressão da escória política no Brasil. É uma piada tratar esse bando de oportunistas de conservadores. Se assim for, Vorcaro, de berço e trajetória neopentecostal, passando pela igreja Lagoinha e terminando no Banco Master, o próprio estado de coisas que esse status “conservador” à brasileira, por intermédio da fé e do sistema financeiro, povoou a vida política mais imunda do país.

Na realidade, tanto a indústria da fé quanto o mercado da Faria Lima abriram uma janela onde ratazanas e camundongos de renome, fizeram uma ponte inédita com o Congresso num verdadeiro golpe institucional, com leniência da insuspeita mídia insdustrial brasileira e de parte da estrutura do Estado como Receita Federal, Ministério Público e Judidiário para impor as unhas do ódio bolsonarista que lhes infligiam uma cerrada manipulação e controle, resultando em verdadeiro sistema de crime organizado nunca antes visto no Brasil.

Bolsonaro é a sítese disso tudo, mas por enquanto só foi condenado por tentativa de golpe e assassinato de Lula, Moraes e Alckmin, fato que a mídia faz questão de esquecer quando critica o STF, sobretudo na figura de Alexandre de Moraes, mostrando como a informação da mídia corporativa está contaminada com o que existe de pior no banditismo nacional.

A direita foi tranformada nisso, num presidiário, num criminoso, num corrupto e, como revelou a CPI da covid, seu clã já havia negociado propina com a Covaxin por dose da vacina, enquanto crianças, adolescentes, adultos e idosos morriam nos hospitais do Brasil por falta da vacina que o mundo já usufruia para estancar a pandemia.

Não deixa de ser exemplar a síntese desse ajuntamento de bandidos na direita brasileira tendo como resultado icônico um sujeito tido como louco pela medicina e o bandido com o maior nível de periculosidade no Brasil.

Isso sim, é uma derrota séria para a camorra brasileira, que se declara de direita e conservadora.

É isso que Flavio representará nas eleições de 2026.


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Com caso parado no MP desde 2024, Carlos pode disputar Senado sem responder por lavagem

Caso tramita no MP-RJ desde 2019 e estava parado desde 2024; veja provas contra Carlos

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC), filho “02” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), se prepara para disputar o oitavo mandato parlamentar sem a conclusão da investigação sobre peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa que tramita no Ministério Público do Rio de Janeiro desde julho de 2019. O movimento mais recente do caso ocorreu em fevereiro deste ano quando a Procuradoria-Geral de Justiça do Rio decidiu enviar os autos que estavam com a cúpula do MP desde setembro de 2024 para a 4ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro para a “realização de diligências complementares”.

Isso ocorreu porque, em setembro de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mandou devolver ao MP a denúncia feita pelo promotor Alexandre Murilo Graça, titular da 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital, do MP-RJ , que acusou apenas sete servidores e ex-funcionários de Carlos Bolsonaro (PL-RJ), mas excluiu o vereador do caso. No entanto, desde que o TJ determinou o reexame dos autos o caso, que tramita há quase sete anos, não teve maiores desdobramentos.

A coluna agora relembra uma série de revelações feitas pelo ICL Notícias ao longo de 2024 sobre o caso que demonstram provas do envolvimento de Carlos ignoradas pela promotoria na primeira denúncia.

Carlos era investigado como líder de uma organização criminosa que funcionou dentro do gabinete dele e que obrigava os servidores, que não trabalhavam, a devolver a maior parte de seus salários. A investigação foi instaurada em 2019 após uma reportagem da revista Época, feita por esta colunista e pela jornalista Juliana Castro, revelar até áudios de confissões de ex-servidores de Carlos sobre o esquema. Desde 2019, o caso tramitou por diversas instâncias dentro do MP do Rio, o promotor Alexandre Murilo Graça atua no caso desde 2021.

Conheça as provas contra Carlos Bolsonaro

Idas ao cofre no Banco do Brasil

Em julho de 2024, a coluna revelou que o Banco do Brasil informou ao MP do Rio a existência de um cofre que Carlos mantinha junto com Flávio Bolsonaro. O vereador acessou o cofre nos dias em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), pai do “02”, registrou as compras de duas casas no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca. Carlos também esteve no cofre no dia em que seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), hoje deputado federal, comprou um apartamento em Copacabana. Neste caso, Eduardo declarou em cartório ter pago R$ 160 mil no imóvel, dos quais R$ 50 mil em dinheiro vivo.

Na análise bancária do vereador e de seus funcionários foi verificado que o chefe de gabinete de Carlos, Jorge Luiz Fernandes, pagou sistematicamente boletos de suas despesas, como faturas de cartão de crédito, plano de saúde, impostos e multas de trânsito.

Foram encontrados 23 contas do vereador e de pessoas ligadas a ele pagas por Fernandes entre 2012 e 2019, que somam um total R$ 27.929,66. Ao mesmo tempo, só foi identificado uma transferência online de R$ 8 mil de Carlos para Jorge em dezembro de 2011.

O Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e Corrupção do MP-RJ analisou por amostragem esse tipo de movimentação financeira — sorteando aleatoriamente um número de documentos. Isso significa que o número pode ser ainda superior. O chefe de gabinete foi denunciado por receber cerca de R$ 2 milhões em sua conta de seis outros nomeados por Carlos Bolsonaro na Câmara.

Carlos Bolsonaro não pagou plano de saúde com a própria conta por 9 anos

Um relatório do Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e Corrupção do MP-RJ, obtido pela coluna com exclusividade, constatou que o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) só pagou um boleto de plano de saúde com sua conta bancária em nove anos de contratação desse tipo de serviço. Existe suspeita de que os pagamentos possam ter sido feitos em espécie com dinheiro oriundo de rachadinha.

Chefe de gabinete de Carlos também pagou contas de Bolsonaro e Michelle

Perícia realizada pelo MP-RJ em dados bancários de Carlos constatou que o chefe de gabinete do vereador, Jorge Luiz Fernandes, também pagou despesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), de sua esposa Michelle Bolsonaro (PL-DF) e de Rogéria Bolsonaro, mãe de Carlos. No documento, não foi registrado que Jair Bolsonaro, Michelle ou Rogéria tenham feito depósitos ou transferências de valores semelhantes em datas próximas a esses pagamentos efetuados com dinheiro da conta-corrente do chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro.

Carlos Bolsonaro comprou carro com 52 mil em dinheiro vivo

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) adquiriu um carro utilizando R$ 52 mil, em dinheiro vivo, em 2010, e um apartamento no centro do Rio de Janeiro, em 2012, pelo valor de R$ 180 mil. Nesses dois anos, porém, a análise do patrimônio dele feita pelo Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e Corrupção do MP-RJ (Ministério Público do Rio) indica que ele não tinha lastro para as operações na renda em que recebeu nos dois respectivos anos.

Carlos diz que doou R$ 130 mil a Flávio; maior parte nunca entrou na conta

O vereador Carlos Bolsonaro informou à Receita Federal que fez duas doações que somam R$ 130 mil para o irmão Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje senador. Contudo, em ao menos um dos casos um total de R$ 70 mil não passou pelas contas bancárias de Flávio, nem foi declarado por ele no Imposto de Renda.

Carlos sacava todo o salário

O chefe de gabinete de Carlos, Jorge Fernandes, afirmou em depoimento ao MP-RJ que toda a família Bolsonaro “sempre sacava” os salários de suas contas bancárias integralmente. Uma cópia das declarações foi obtida pela coluna com exclusividade.

*Juliana Dal Piva/ICL


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“SUS do transporte” é o que Lula quer criar com tarifa zero no país

Proposta prevê novo modelo de financiamento para garantir gratuidade no transporte público e deve integrar programa de governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende incluir em seu programa de governo uma proposta de criação do chamado “SUS do Transporte Público”, com o objetivo de reformular o modelo de financiamento do setor e viabilizar a tarifa zero em todo o Brasil. A iniciativa busca estabelecer um sistema nacional estruturado, inspirado no conceito de universalização, para assegurar a gratuidade no transporte coletivo urbano. As informações são da CNN Brasil e 247.

A avaliação dentro do governo é que a implementação da tarifa zero exige mudanças profundas nos mecanismos atuais de custeio e incentivos ao setor, o que justificaria a adoção de um modelo semelhante ao de um sistema único, nos moldes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O secretário de Comunicação do PT e deputado federal Jilmar Tatto (SP) afirmou que o governo pretende iniciar ainda neste ano a tramitação da proposta no Congresso Nacional. De acordo com ele, o tema deverá ocupar espaço central no debate eleitoral. “Encontrei com o presidente Lula no aniversário do PT, em Salvador, e ele me perguntou sobre o tema. Estamos fazendo uma série de reuniões com o presidente e tratando disso. Ele está muito interessado”, declarou.

No âmbito do Executivo, o Ministério da Fazenda conduz estudos técnicos para analisar a viabilidade financeira da medida. O ministro Fernando Haddad prometeu apresentar o material antes de deixar o cargo, o que deve ocorrer até abril. Também participam das discussões o Ministério das Cidades e a Casa Civil.

No Congresso, a sinalização inicial é favorável à discussão do projeto. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou, em reunião com parlamentares e prefeitos, que pretende criar uma subcomissão para debater possíveis fontes de financiamento da tarifa zero.

Enquanto o estudo oficial não é concluído, o governo considera análises produzidas por universidades. Um dos levantamentos indica que a implementação da gratuidade nos ônibus municipais em todo o país teria custo estimado em R$ 65 bilhões.

Entre as alternativas para custear o programa está um projeto de lei apresentado por Jilmar Tatto. A proposta reformula o vale-transporte, extingue a cobrança atual de 6% do trabalhador e estabelece que empregadores contribuam com valores entre R$ 100 e R$ 200 mensais por empregado. Os recursos seriam destinados a um fundo específico, com potencial de arrecadação anual de R$ 100 bilhões, destinado a financiar a tarifa zero no transporte público urbano do país.


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Política

O veto terrivelmente sujo de Mendonça ao diretor da PF no caso Master

Decisão do ministro bolsonarista é uma mescla vergonhosa de politicagem porca com impunidade previsível. Entenda a decisão do novo relator do escândalo

O Brasil assiste, em tempo real e sob as luzes da “Justiça” de gabinete, a montagem de um dos cenários mais escandalosos da nossa história política recente. A decisão do ministro André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” de Jair Bolsonaro (PL), de vetar o acesso do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao inquérito do Banco Master, não é apenas um movimento processual. É, na verdade, uma manobra de politicagem porca desenhada para garantir uma impunidade previsível àqueles que financiaram e sustentaram o projeto de poder bolsonarista, e que possivelmente segue nessa tarefa.

Para entender a gravidade do que Mendonça está fazendo é preciso seguir o rastro do dinheiro e dos nomes. O Caso Master não é um simples imbróglio financeiro, ele é o coração pulsante de um ecossistema que liga o mercado financeiro de risco, trambiques, igrejas evangélicas e a cúpula do governo anterior de extrema direita.

O principal operador do dono do Master, de propriedade de Daniel Vorcaro, é Fabiano Zettel. Este senhor não é um estranho no ninho: Zettel foi simplesmente o maior doador individual da campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022, a quem entregou dois milhões de reais. De acordo com Henrique Rodrigues, Forum, ele também despejou três milhões na tentativa frustrada de reeleição de Bolsonaro. Mas as conexões não param no bolso. Zettel é pastor e dirigente da Igreja Lagoinha, da conservadoríssima família Valadão, um reduto que serve de base ideológica e política para figuras extremistas como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o próprio clã Bolsonaro.

Quando Mendonça assume a relatoria do caso, em substituição ao ministro Dias Toffoli, num gesto de autoritarismo travestido de zelo, isola então o comando da PF das investigações. Neste movimento, ele está, na prática, colocando um cadeado na porta de um cofre onde as digitais de seus aliados estão por toda parte. É a blindagem perfeita: o relator escolhe quem pode ver o quê, neutralizando qualquer chance de uma investigação republicana e transparente atingir o topo da pirâmide. De quebra, o “terrivelmente evangélico” ainda lança sombras absolutamente injustificadas sobre o delegado mais alto da hierarquia da PF, despejando assim desconfianças e pechas nada honrosas no governo Lula (PT), que foi quem o nomeou.

O escândalo se torna ainda mais ácido quando olhamos para o Banco Pleno. Nascido de uma cisão do Master e fundado por um ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, em um modelo de negócio que o mercado financeiro sempre apontou como inviável, o Pleno acabou liquidado pelo Banco Central por insolvência nos últimos dias.

Agora pasme: a direção desta instituição “fantasmagórica” abrigava nada menos que três ex-ministros do governo Bolsonaro em sua direção e conselho administrativoa: João Roma e Ronaldo Vieira Bento, que ocuparam de forma sucessiva a pasta da Cidadania, e Flávia Peres (ex-Flávia Arruda), que foi ministra da Secretaria de Governo (SEGOV) também na gestão Bolsonaro, e que é esposa de Augusto Lima. Todos geriram os bilhões do Auxílio Brasil e, após deixarem o governo, encontraram abrigo no “ecossistema Master”. É uma porta giratória que cheira a compadrio e que agora encontra em André Mendonça o seu guardião jurídico no Supremo Tribunal Federal.

Mas não sejamos ingênuos, a coisa não fica só por aí. Estamos em um ano de eleição acirradíssima e o tabuleiro está sendo montado com peças viciadas. Para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, ter André Mendonça no STF e no TSE (onde fará dobradinha com Kássio Nunes Marques) é ter o “seguro total” contra qualquer sobressalto judicial. Pois é, o seguro morreu de velho.

Mas se engana quem acha que as ações de Mendonça alcançaram o seu limite. Ao atacar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e lançar insinuações sobre a lisura da corporação, sem qualquer razão ou justificativa, Mendonça cumpre dois objetivos perversos. O primeiro é suja o governo Lula. Ele tenta pintar a atual gestão como não republicana e intervencionista, criando uma crise institucional artificial entre o Judiciário e o Executivo.

O outro objetivo é a proteção e blindagem total do “01”. O magistrado do Supremo almeja criar uma névoa de desconfiança sobre as provas relacionadas ao caso coletadas até aqui, permitindo que, lá na frente, qualquer documento que complique a vida de Flávio Bolsonaro seja anulado ou “esquecido” sob a desculpa de proteção contra um suposto aparelhamento do governo Lula na PF. É aquela história: “Não aconteceu absolutamente nada até agora, mas se pintar uma acusação, já temos a defesa”.

Por fim, urge dizer que o que Mendonça opera a partir de agora é uma das formas mais vis de uso do poder Judiciário. Ao isolar o comando da PF de um inquérito que envolve doadores de campanha, ex-ministros e aliados religiosos, ele deixa claro que sua toga tem lado, tem cor e tem interesses eleitorais. E não se engane ao acreditar que ele terá algum pudor de agir ao arrepio da lei e da Constituição Federal.

O “veto terrivelmente sujo” de Mendonça é a trombeta de aviso de que a impunidade para o bolsonarismo é o projeto prioritário dentro de sua sala do STF. Ele nunca escondeu sua subserviência e submissão ao presidente golpista e extremista. Resta saber se as demais instituições e a sociedade permitirão que esse teatro de sombras patético e óbvio continue a ditar os rumos da democracia brasileira em 2026.


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Racha no bolsonarismo afasta Centrão de aliança por Flávio nas eleições

Lideranças do centrão avaliam que as brigas públicas dentro do PL, especialmente envolvendo integrantes da família Bolsonaro, têm dificultado a articulação política do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e comprometido a imagem de moderação que o senador tenta construir para ampliar alianças.

Nos bastidores, dirigentes de partidos de centro afirmam que o clima de instabilidade na sigla gera incerteza sobre qual grupo terá maior influência nas decisões eleitorais, segundo a Folha de S.Paulo.

Nos últimos dias, episódios envolvendo os irmãos de Flávio ampliaram a tensão interna. De acordo com o DCM, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro criticou publicamente o deputado Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, enquanto o ex-vereador Carlos Bolsonaro entrou em atrito com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

Para lideranças do centrão ouvidas sob reserva, essas disputas fragilizam negociações e reforçam dúvidas sobre a capacidade de coordenação da campanha.

Desde que foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como candidato ao Planalto, Flávio enfrenta também um distanciamento de Michelle, que teria sido mantida à margem do processo de sucessão, mas demonstra intenção de participar das decisões da legenda. Aliados avaliam que o senador tenta se firmar como uma alternativa bolsonarista menos radical, estratégia que poderia ser prejudicada por conflitos familiares e declarações mais duras de outros membros do clã.

Uma liderança do centrão considera que Flávio errou ao anunciar Eduardo como possível ministro de Relações Exteriores em caso de vitória, interpretando o gesto como um reforço a posições mais ideológicas. Ainda assim, o senador tem buscado demonstrar unidade e estará ao lado de Nikolas Ferreira na manifestação bolsonarista convocada para o próximo domingo (1º), movimento visto como tentativa de reduzir tensões após críticas públicas.

Em entrevista ao SBT News, Eduardo afirmou que o apoio de Michelle e Nikolas ao irmão está “aquém do desejável” e disse que ambos atuam de forma alinhada entre si.

“Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê que um, lado a lado, compartilha o outro e apoia o outro na rede social, só estão com uma amnésia aí. Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas a toda hora”, declarou.

Nikolas respondeu apontando outras prioridades do campo bolsonarista: “Nós temos o pai dele preso, sofrendo dificuldades de saúde, você tem as pessoas do dia 8 [de janeiro] presas e precisando ajudar a derrubar o veto à [proposta da] dosimetria, você tem o STF envolvido em diversos escândalos, você tem o Lula fazendo literalmente de tudo para poder destruir esse país e a prioridade é nos atacar. Então, isso diz muito mais sobre ele do que a mim”.


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PL e União Brasil se armam no Congresso para barrar fim da escala 6×1

Presidentes dos partidos disseram a empresários que estratégia é travar PEC na Comissão de Constituição e Justiça

Os presidentes de dois dos maiores partidos do Congresso, Valdemar Costa Neto, do PL, e Antônio Rueda, do União Brasil, disseram a empresários em São Paulo, nesta segunda-feira (23), que vão articular para impedir o avanço da PEC que prevê o fim da escala 6×1 no Congresso. Os dois estiveram em um jantar com empresários promovido pelo Grupo Esfera.

Segundo eles, a estratégia é tentar segurar a tramitação ainda na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, evitando que o texto chegue ao plenário. As falas de Valdemar e Rueda contra a redução da jornada de trabalho foi aplaudida por empresários.

“Difícil um cidadão que é candidato a deputado federal e senador votar contra. Nós temos que trabalhar para não deixar votar de jeito nenhum. O que nós pretendemos fazer? Trabalhar com o presidente da Câmara e segurar isso aí na CCJ, é onde vai ser a guerra”, disse Valdemar Costa Neto, do PL.

O presidente do União Brasil, Antônio Rueda disse ter uma posição pessoal contrária ao projeto e também defendeu segurar a PEC nas comissões. “Isso vai ser um desatino pra economia, é inflação na veia. Eu defendo uma posição junto com o Valdemar de que a gente possa construir uma blindagem dentro das comissões, principalmente na CCJ. Para a poder ir ‘barrigando’ isso”, disse.

As declarações ocorreram em meio à movimentação de partidos e frentes parlamentares ligadas ao empresariado para pressionar contra mudanças na jornada semanal.

Fim da escala 6×1
A escala 6×1 é um regime de trabalho no qual o funcionário trabalha seis dias consecutivos e possui apenas um dia de descanso na semana. O governo quer que sejam dois dias de folga. A proposta enfrenta resistência de deputados que, na prática, têm mais dias de intervalo na semana entre atividades legislativas na Câmara dos Deputados do que o descanso previsto para trabalhadores nesse regime.

O fim da escala 6x1: entre a resistência empresarial e os exemplos  internacionais - CONTRATUH

O vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), também se reuniu com empresários em São Paulo na noite desta segunda-feira, mas na sede da Fiesp. Ele citou um ‘movimento global’ que discute o assunto.

“Há uma tendência mundial, você ter uma redução. E isso já vem acontecendo. Esse é um debate que não deve fazer correria. Porque você tem situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo. Mas é uma tendência”, disse Alckmin.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos -PB), disse que o relator da proposta na CCJ será indicado ainda nesta semana. A ideia é reunir os textos apresentados pela deputada Érika Hilton, do PSOL-SP, e pelo deputado Reginaldo Lopes, do PT-MG. Ambos defendem a redução da jornada semanal de trabalho.

*ICL


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Flavio, o chulé da frieira de Bolsonaro

Duas mulheres de campos políticos antagônicos fizeram uma avaliação da candidatura de Flavio e não foi nada animadora. A que está dentro de seu campo “ideológico”, pergunta, quem é Flavio além de filho de Bolsonaro e o que ele tem para mostrar uma na disputa presidencial? Nada.

Essa fala foi uma justificativa realista de quem diz textualmente que ele não tem a menor chance de se eleger.

A outra, que está no campo oposto ao candidato à presidência, vai ainda mais longe, além de não ter o que mostrar de bom em todos esses anos em que vive da politica, Flavio é o mais corrupto dos filhos bandalhos de Bolsonaro. O que não falta é denúncia comprovada de corrupção contra ele.

Assim, repete a mesma conclusão dizendo que ele só é candidato porque Bolsonaro não admite apoiar alguém que não tenha seu sangue.

O fato é que Flavio é um pária que nunca teve vida própria, sempre foi um pau mandado do pai em absolutamente cada passo que deu na vida política. Pior, carrega o odor do capitão genocida com uma subserviência federal de forma infame.

Na verdade, Flavio sempre foi um auxiliar do pai que o tempo todo contou com sua total obediência dentro do engenhoso sistema político que Bolsonaro construiu para que ele e seus filhos sempre mamassem nas tetas mais gordas e gostosas do Estado.

Claro que uma parte do eleitorado bolsonarista repercutiu de forma positiva sua candidatura, já a outra parte dos mesmos ociosos do pasto, especializada em ajoelhar para todas as sandices de Bolsonaro, não dá crédito ao primogênito do animal.

A camorra de Rio das Pedras/Muzema só anda de bando de modo absoluto, não tem janela para abrir, todos abaixam a acabeça para o pai, porque, na verdade, seus mandatos são propriedade de Bolsonaro e refletem a podridão do papai.

Muita gente da direita está com os olhos assombrados diante da candidatura de Flavio, que Bolsonaro trata como ponto final.

E se realmente tudo falhar, como tudo indica, Bolsonaro se sentirá vitorioso, porque manterá o naipe de líder isolado dessa direita burlesca e caricata que virou um ajuntamento de reacionários no Brasil.


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Direita em pânico: Racha bolsonarista tem cobrança de Eduardo, briga com Nikolas, e Michelle fritando ‘bananinha’

Filho do ex-presidente tornou pública insatisfação com falta de apoio de deputado e da ex-primeira-dama à pré-campanha de Flávio

Aprofundou-se nos últimos dias o racha interno do PL, com cobranças públicas e trocas de farpas nas redes sociais entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

O novo capítulo da antiga disputa por influência no partido e nos rumos da direita bolsonarista teve início no último dia 12, quando Nikolas anunciou uma manifestação para o dia 1° de março sob o lema “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”.

Deputados do PL por São Paulo, federais e estaduais, reagiram e publicaram nas redes um novo chamamento para o protesto, deixando de lado o “Fora, Toffoli” e priorizando a pauta da anistia e da derrubada do veto do PL da Dosimetria.

Esses parlamentares, mais alinhados ao núcleo duro do bolsonarismo, também criaram um grupo de WhatsApp para organizar o ato na avenida Paulista, esvaziando a liderança de Nikolas.

Os deputados emularam o comportamento do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, que tem evitado explorar politicamente a pauta do impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, pressionado por conexões com o banco Master.

“A primeira convocação foi muito clara. Fora ministros [do STF], fora Lula. Quando vi que não tinha nenhuma menção [à anistia aos condenados por golpismo], me preocupou”, diz à Folha o deputado Mário Frias (PL), que pode receber o apoio da família Bolsonaro para concorrer ao Senado em São Paulo. “Para mim, não tem pauta mais importante no Brasil hoje do que [lutar para que] essas pessoas [os presos pelo 8 de janeiro] voltem para casa.”

Na sexta-feira (20), a discussão esquentou quando Eduardo afirmou em entrevista que é insuficiente o apoio de Nikolas e de Michelle à pré-campanha do irmão.

Eduardo Bolsonaro sugere desgaste com Nikolas Ferreira: 'Acham que são  favoritos ao Senado em 2026′ - Estadão

“Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê que um, lado a lado, compartilham o outro e apoiam o outro na rede social, só estão com uma amnésia aí”, disse ele ao SBT News. “Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio.”

Eduardo voltou a tornar pública uma insatisfação que circula entre políticos do grupo e apoiadores nas redes sociais. O entorno do filho do presidente avalia que há uma tentativa de Nikolas de se descolar de Bolsonaro e privilegiar o próprio engajamento e crescimento político — por isso, teria se aproveitado do noticiário para pedir “Fora, Toffoli”.

Como mostrou a Folha, aliados do deputado resumem as críticas como “dor de cotovelo” e disputa por protagonismo, especialmente após a caminhada liderada por Nikolas de Minas Gerais a Brasília contra as prisões pelo 8 de Janeiro.

Eles ressaltam que a pauta da anistia está inclusa no protesto anunciado por ele, mas o contrário, não, já que o grupo não se engajou pelo impeachment de Toffoli.

Eduardo também expôs insatisfação tratada nos bastidores há meses diante da falta de apoio de Michelle à pré-candidatura de Flávio. O entorno da ex-primeira-dama afirma que ela ficou decepcionada com a escolha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo filho para concorrer à Presidência — Michelle era tratada como uma possível vice caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) fosse o candidato do bolsonarismo.

No sábado (21), um dia após a cobrança pública do enteado, a ex-primeira-dama publicou uma imagem no Instagram de rodelas de banana em uma frigideira ou panela, preparadas para o marido, preso na Papudinha. “Ele ama banana frita”, escreveu.

Aliados de Eduardo interpretaram a publicação como um deboche, já que o filho do ex-presidente é pejorativamente chamado de “bananinha”. No dia seguinte, o deputado federal cassado repostou um tuíte de um seguidor: “Continuem fritando banana enquanto o Flávio e o Eduardo estão trabalhando duro para resgatar o país”.

Também no sábado (21), após visitar Bolsonaro na prisão, Nikolas respondeu à cobrança do correligionário. Ele disse que está acostumado com os ataques, defendeu Michelle e afirmou que Eduardo “não está bem”.

No domingo (20), o vereador mais votado de Belo Horizonte, Pablo Almeida (PL), ex-assessor de Nikolas, publicou um trecho de sete segundos de um vídeo no qual Eduardo denuncia o que chama de “perseguição” do Supremo contra seu pai.

“Pode prender meu pai. Talvez vá condená-lo à morte, lamento. É triste? Com certeza”, afirma o ex-parlamentar na gravação.

*ICL


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Congresso ameaça reduzir pena de Bolsonaro se pressão por CPI do Master diminuir; entenda

A cúpula do Congresso Nacional sinalizou votar a redução de pena que pode beneficiar Jair Bolsonaro (PL) se a pressão pela CPI do Banco Master diminuir, condicionando a análise do veto ao PL da Dosimetria a um acordo político para evitar a instalação da comissão, conforme informações da Folha de S.Paulo.

A proposta pode reduzir o tempo de prisão em regime fechado do ex-presidente de 6 a 8 anos para algo entre 2 anos e 4 meses e 4 anos e 2 meses, dependendo da interpretação jurídica.

Para analisar os vetos presidenciais, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), precisa convocar uma sessão conjunta com deputados e senadores. O impasse é que, nessa reunião, também teria de ler requerimentos de CPI, inclusive o pedido de investigação sobre o Banco Master — etapa que tenta evitar.

Desde a abertura do ano legislativo, Alcolumbre vem adiando a sessão, com apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que também resiste à comissão.

A estratégia em negociação é realizar a sessão no início de março apenas se a oposição não pressionar pela leitura do pedido da CPI mista do Master. Caso haja acordo, a votação do veto ao PL da Dosimetria pode ocorrer na primeira semana do mês.

Sem entendimento, a análise deve ser novamente adiada. Além desse veto, há outros 73 vetos presidenciais pendentes de apreciação pelo Congresso.

Pressão da oposição e reação do governo
Parlamentares bolsonaristas cobram a derrubada do veto do presidente Lula, já que a expectativa é de que a mudança na dosimetria beneficie não apenas Bolsonaro, mas também outros condenados pela trama golpista e pelos atos de 8 de janeiro.

Para manter o veto, o PT precisaria reverter ao menos sete votos favoráveis ao projeto no Senado — tarefa considerada difícil, mas possível por aliados do governo.

A derrubada exige maioria absoluta nas duas Casas: 257 deputados e 41 senadores. O projeto foi aprovado originalmente com 291 votos na Câmara e 48 no Senado. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o Planalto pode recorrer ao STF caso o veto seja derrubado, por considerar a proposta inconstitucional.

CPI do Master amplia tensão política
O avanço das investigações envolvendo o Banco Master elevou a pressão pela criação de uma CPI, com apoio de parlamentares de diferentes campos políticos, incluindo bolsonaristas, governistas e integrantes do Centrão. O pedido de comissão mista, liderado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), reuniu 42 assinaturas de senadores e 238 de deputados, número suficiente para sua instalação.

Cardeais do Centrão atuam para blindar o ministro do STF Dias Toffoli, que deixou a relatoria do caso após pressão política, e criticam o que chamam de tentativa de transformar as investigações em uma “Lava Jato 2”, com vazamentos seletivos e prejulgamentos contra políticos e ministros da Corte.

A crise ganhou novos contornos após operação da Polícia Federal contra a Amprev, gestora do regime previdenciário do Amapá, por investimentos feitos no Banco Master que podem gerar prejuízos ao fundo dos servidores.


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