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Pesquisa

Pesquisa Ipsos: Otimismo sobe e 39% veem o Brasil no rumo certo

Melhora na economia e queda na inflação impulsionam salto no índice. Criminalidade, porém, segue como grande preocupação dos brasileiros conectados

A percepção de que o Brasil está no rumo certo cresceu entre os brasileiros conectados, aponta levantamento da Ipsos. O índice de otimismo registrou um salto relevante de sete pontos percentuais: saiu de 32% e alcançou 39% dos entrevistados, revelando uma mudança expressiva no humor social desse grupo.

Os dados constam da mais nova rodada do monitoramento What worries the world (O que preocupa o mundo, em português), conduzido pelo instituto em 30 países. Os novos números se baseiam em entrevistas realizadas entre 24 de abril e 8 de maio.

“Os resultados de maio mostram um Brasil relativamente mais estável e com melhora na percepção de rumo, contrastando com um cenário internacional ainda marcado por insegurança econômica, polarização política e tensões geopolíticas”, avalia o CEO da Ipsos no Brasil, Diego Pagura.

Alívio no bolso e queda da inflação

Essa guinada na percepção é atribuída à melhora na avaliação da economia e à diminuição da ansiedade em relação à inflação. Nos últimos 30 dias, a percepção sobre o estado da economia subiu quatro pontos, indo de 31% para 35%.

A preocupação com a alta dos preços caiu para 25% — oito pontos a menos em relação a um ano atrás. O alívio contínuo do bolso aliviou a tensão do brasileiro sobre o rumo geral do país. Temas como pobreza, saúde e impostos mantêm patamar estável de preocupação.

Brasil na contramão dos EUA

O cenário brasileiro contrasta na comparação com o dos Estados Unidos. Apenas 30% dos americanos aprovam a direção do seu país, o que representa uma queda de cinco pontos de abril para maio. Ironicamente, a avaliação positiva da economia no Brasil (35%) está próxima da média mundial, que é de 37%.

Esses resultados vão ao encontro de pesquisas anteriores, como o Datafolha, que já indicavam uma pequena melhora na percepção sobre a situação do país e até na avaliação do governo.

A sombra da criminalidade e da corrupção

Apesar do otimismo generalizado, nem todos os indicadores são positivos. A grande exceção de desgaste é a criminalidade e a violência, que lideram isoladamente as preocupações no Brasil com 48% das menções. Embora estável em relação à pesquisa anterior, o tema registrou alta expressiva de sete pontos no acumulado de um ano.

Preocupações com corrupção financeira e política (37%, dez pontos acima da média global) e meio ambiente (10%, acima da média global e americana) também permanecem em patamares elevados.

A pesquisa Ipsos aponta para um alerta metodológico importante ao refletir a visão dos brasileiros com acesso à internet, um perfil mais urbano e escolarizado, próximo do universo total, mas não exatamente igual. Vermelho.


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Brasil Mundo

Ala radical nos EUA ganha espaço e inaugura ingerência em eleição no Brasil

Ultraconservadores na Casa Branca intensificam ações contra o Brasil e aliança com bolsonarismo; estratégia é não repetir tarifaço para não dar palco para Lula

A crise no Irã tem causado um dano importante para o Brasil. O problema, porém, não é o Estreito de Ormuz. Fontes diplomáticas em Washington revelaram ao ICL Notícias que o foco de Donald Trump na guerra e seu medo de uma derrota abriram o caminho para que outros temas da agenda de política externa deixassem de receber a mesma atenção da cúpula da Casa Branca.

Como resultado, alas mais radicais passaram a dar as cartas no que se refere à situação com o Brasil. Para membros do governo Lula, a nova realidade e os atos adotados pela administração Trump nas últimas semanas sinaliza que a ingerência na eleição do país já começou na prática.

Em meados de 2025, Trump abriu uma crise inédita com o Brasil, adotando sanções e tarifas. Observadores na capital americana confirmaram que o pacote de medidas contra o país havia sido articulado em parte por Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e uma base mais radical do governo Trump, principalmente no Departamento de Estado. A estrutura ainda ganhou o apoio de republicanos, principalmente na Flórida, e personagens conhecidos por suas campanhas contra as “esquerdas”.

Foi necessário uma operação sigilosa, repleta de canais extra-oficiais e empresários para convencer Trump de que abrir uma guerra comercial e uma crise política com o Brasil seria prejudicial para os interesses americanos. Lula tirou proveito e a crise o levou a ter sua melhor taxa de popularidade em todo seu governo.

A partir de setembro de 2025, um período de distensão foi inaugurado, com Trump chegando a dizer que havia uma “química” entre ele e Lula. Telefonemas e reuniões acabaram ocorrendo entre os dois líderes, seguida pela retirada de algumas das sanções e de tarifas.

Mas a aproximação nunca foi aplaudida pelo Departamento de Estado e nem pela base mais radical dos republicanos. Marco Rubio, o chefe da diplomacia americana, havia sido contrariado e seu semblante em cada um dos encontros era revelador do mal-estar.

Mesmo assim, foi estabelecido que Lula viajaria para Washington para um encontro na Casa Branca. O governo brasileiro, porém, condicionava a reunião a passos concretos por parte dos EUA. Ela apenas deveria ocorrer se houvesse algum anúncio a ser feito. Negociações foram iniciadas em temas como comércio, a luta contra o crime organizado e terras raras. Mas impasses impediram que o processo fosse acelerado e diferenças fundamentais levaram o diálogo a um congelamento.

Com o início da guerra no Irã, no final de fevereiro, os interlocutores que defendiam uma relação “madura” com o Brasil acabaram sendo sugados para a crise no Oriente Médio.

E, segundo negociadores em Washington, o espaço voltou a ser ocupado por uma ala que lutou contra qualquer aproximação com Lula ou uma normalização da relação com o Brasil.

Agenda positiva ‘congelada’
Aos poucos, a agenda positiva entre Brasil e EUA começou a ser congelada, enquanto atritos surgiram. Segundo negociadores, o Departamento de Estado passou a apresentar propostas vagas ao Brasil, sem uma sinalização de compromissos.

A frieza entre os dois governos foi interpretada como um sinal de que a “química” entre Lula e Trump poderia estar sendo sabotada dentro do próprio governo americano.

A primeira crise veio com Darren Beattie, o novo enviado de Trump ao Brasil e um dos porta-vozes do segmento mais ideológico dentro do governo.

Ao solicitar um visto ao país, ele mentiu sobre a intenção de sua viagem. O enviado acabou tendo seu visto negado. Para Brasília, houve “má-fé” por parte do representante americano ao solicitar a autorização e não revelar, nos documentos, que o objetivo era o de visitar Jair Bolsonaro na prisão.

A crise foi aprofundada com o alerta passado pelo governo Trump a interlocutores brasileiros de que a ideia de declarar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas estava avançando rápido. A pauta é vista como uma ameaça à soberania brasileira, já que a medida permitiria que, para defender a segurança dos EUA, ataques militares ou sanções financeiras sejam adotadas contra o Brasil.

O caráter eleitoral é também um fator, já que Flávio Bolsonaro chegou a declarar que havia passado informações aos americanos sobre o crime organizado e sugeriu ataques contra esses grupos criminosos, inclusive na baía de Guanabara.

Uma outra frente de atrito foi estabelecida depois que o Brasil se recusou a fazer parte de uma aliança para garantir o abastecimento de terras raras aos EUA. Semanas depois, o governo estadual de Goiás assinou um acordo com o Departamento de Estado norte-americano, fechando uma parceria até mesmo para mapear as reservas na região.

Dias depois, a única mineradora de terras raras no Brasil foi comprada por uma empresa americana que acabara de receber uma injeção de recursos por parte do governo Trump.

O abalo ganhou mais um capítulo nesta semana. Na segunda-feira, o governo Trump anunciou que solicitou a expulsão de um “funcionário brasileiro” nos EUA. Trata-se de Marcelo Ivo, delegado da Polícia Federal em Miami e que teve uma atuação na operação que prendeu Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e que está foragido nos EUA.

A alegação foi de que Ivo tentou convencer as autoridades americanas que o caso de Ramagem era de deportação por conta de um visto vencido, e não de extradição – o que envolveria uma consideração do processo legal contra ele pelo STF.

No momento da prisão de Ramagem, a atitude da PF de dizer que o ato foi resultado de uma cooperação entre os dois países irritou a ala mais radical da Casa Branca.

O fato gerou uma mobilização de bolsonaristas que, com contatos nos EUA, conseguiram convencer a Casa Branca a liberar o ex-diretor da Abin.

Teria sido Beattie – que foi impedido de entrar no Brasil – quem liderou a pressão para que Ramagem fosse solto e para que o delegado da PF tivesse seu visto revogado. Foi sua revanche.

Agora, o governo Lula cobra explicações aos EUA para entender por qual motivo a expulsão foi realizada. Na terça-feira, uma reunião foi realizada em Brasília entre o Itamaraty e a embaixada dos EUA. Mas o governo Lula já considera expulsar do país um funcionário americano, como ato de reciprocidade.

O ICL Notícias apurou que o tema está sendo tratado internamente e que diplomatas apontam que é “bem provável” que a decisão de uma expulsão seja tomada.

Enquanto os desentendimentos se acumulam, parece ficar cada vez mais distante a chance de uma viagem do brasileiro à Casa Branca.

Flávio empolga radicais nos EUA, mas sintonia com Trump é calculada
As pesquisas de opinião sobre a eleição no Brasil têm empolgado a Casa Branca, que considera o destino político do país como “fundamental” em sua estratégia de hegemonia na América Latina. Flávio Bolsonaro seria o “parceiro ideal” na visão de Washington.

Mas, entre bolsonaristas e a ala mais radical do trumpismo, a ordem é a de adotar uma postura diferente daquela de meados de 2025. Quando o presidente americano atacou o Brasil publicamente e adotou tarifas, o resultado foi um salto na popularidade de Lula.

Nos últimos meses, o envolvimento direto de Trump em eleições na Hungria e outros países revelou que o americano é um péssimo cabo-eleitoral.

A ordem, portanto, é a de promover uma ingerência “mais sofisticada”, sem a presença do presidente ou de um tarifaço. Washington descobriu que Lula poderia justamente se beneficiar de uma ofensiva explícita e que irá usar cada gesto de Trump para ganhar votos.

No próprio Palácio do Planalto, a visão também é de que Trump dificilmente se envolverá diretamente na eleição neste momento. Mas isso não significará que não haja uma ofensiva da extrema direita americana no processo eleitoral no Brasil.

“De muitas formas, a realidade é que essa ingerência já começou”, completou um experiente embaixador brasileiro.

*Jamil Chade/ICL


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Brasil Mundo

Lula à revista alemã Der Spiegel: “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”

Presidente afirma que a democracia brasileira sairá mais forte, critica Donald Trump, defende o multilateralismo e reafirma soberania do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o campo democrático vencerá as próximas eleições no Brasil e declarou que o país não abrirá espaço para o fascismo. “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”, disse Lula em entrevista à revista alemã Der Spiegel, na qual também abordou o cenário internacional, criticou Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, defendeu o multilateralismo e reafirmou a soberania brasileira diante das pressões geopolíticas.

Na entrevista publicada pela Der Spiegel, Lula tratou ainda do acordo entre Mercosul e União Europeia, da relação com a Alemanha, da guerra no Oriente Médio, da crise internacional provocada pela escalada militar liderada por grandes potências e da situação política na América Latina. Segundo o 247, ao longo da conversa, o presidente apresentou o Brasil como uma democracia sólida e insistiu que o mundo vive um momento de desordem que exige mais diálogo, mais equilíbrio institucional e menos imposições unilaterais.

“Aqui não há lugar para fascistas”
Ao comentar o ambiente político brasileiro e a possibilidade de uma nova disputa presidencial, Lula demonstrou confiança na vitória das forças democráticas e fez a declaração mais forte da entrevista: “O Brasil continuará sendo um país democrático. Além disso, nós vamos ganhar esta eleição e fazer com que a nossa democracia fique ainda mais estável. Aqui não há lugar para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia”.

A fala sintetiza a visão do presidente sobre o momento político nacional, ainda marcado pelos efeitos da tentativa de ruptura institucional promovida por setores da extrema direita após sua eleição. Lula reforçou que o Brasil dispõe hoje de instituições mais preparadas para reagir a ataques contra a ordem democrática e ressaltou a responsabilização de envolvidos em ações golpistas.

“É a primeira vez na nossa história que um ex-presidente e quatro generais foram responsabilizados por seus atos”, afirmou, ao defender o funcionamento da Justiça como condição essencial para impedir recaídas autoritárias.

Lula critica Trump e diz que presidente dos EUA “não foi eleito imperador do mundo”
Um dos trechos centrais da entrevista foi a crítica direta de Lula a Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Ao analisar a postura de Washington diante de outros países, o presidente brasileiro afirmou: “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ameaçar outros países o tempo todo com guerra”.

Lula acrescentou que a ordem internacional vive um processo acelerado de deterioração. “Precisamos colocar este mundo em ordem; ele está se transformando em um único campo de batalha”, declarou. Em sua avaliação, o sistema global se tornou refém da lógica militar e do poder concentrado nas mãos de poucas nações, em prejuízo da paz e do desenvolvimento.

O presidente também criticou o volume de recursos despejados na indústria bélica. “No ano passado, foram gastos 2,7 trilhões de dólares com armas e militares. Esse dinheiro poderia ser melhor empregado no combate à fome ou ao analfabetismo na África ou na América Latina”, disse.

Soberania e respeito nas relações com os Estados Unidos
Ao recordar os atritos comerciais com os Estados Unidos, Lula afirmou que não existe fórmula mágica para lidar com Trump, mas insistiu que o respeito entre os países depende da capacidade de cada governo de se impor politicamente. “Ninguém respeita alguém que não se faça respeitar”, afirmou.

Segundo o presidente, ele próprio deixou claro a Trump que o Brasil não abrirá mão de seus interesses nacionais. “Eu disse a Trump: você pode dizer que tem os maiores navios, aviões e foguetes do mundo. Eu quero paz, meu país quer se desenvolver. Minha guerra com você é uma guerra de narrativas”, declarou.

Lula também contestou o argumento utilizado pelos Estados Unidos para justificar medidas tarifárias contra o Brasil. “Essas tarifas são um erro, porque os Estados Unidos têm há anos um superávit comercial com o Brasil. Então não vamos contar histórias falsas”, afirmou.

Ao mesmo tempo, deixou claro que o Brasil não aceitará ficar dependente de um único parceiro comercial. “Se Trump não quiser comprar nada de mim, eu procuro meus compradores em outro lugar. Em três anos e meio, abrimos 518 novos mercados para os produtos brasileiros. Eu não vou ficar sentado lamentando”, disse.


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Mundo Política

Se cuida Brasil! Trump começa a promover intromissão em eleições com participação da extrema direita

O presidente Donald Trump decidiu que votações fora de seu país que envolvam a extrema direita são também eleições de seu interesse. Nesta semana, a Casa Branca decidiu despachar o vice-presidente JD Vance para a Hungria, numa operação para tentar salvar o líder ultraconservador e considerado como um modelo para Bolsonaro, Javier Milei, José Antonio Kast e tantos outros.

Orbán, no poder há 16 anos, vive uma encruzilhada. Pela primeira vez, as pesquisas de opinião mostram que ele pode perder a eleição que ocorre no dia 12 de abril.

A visita de Vance, que começa na terça-feira, incluirá encontros com Orbán e um discurso público, justamente na reta final de uma acirrada campanha eleitoral. A cidade será praticamente fechada, inclusive uma ala do aeroporto.

Não é a primeira vez que Trump decide se fazer presente numa eleição. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, agiu para apoiar o presidente Javier Milei antes das eleições de meio de mandato, inclusive com um cheque de US$ 20 bilhões. No Japão, a eleição também revelou um ação direta dos EUA.

Honduras, Polônia, Romênia e vários outros países sentiram o que representa ter seu processo eleitoral no foco de Washington nos últimos meses.

Mas, no caso da Hungria, o que está em jogo é o futuro de um dos principais aliados do movimento MAGA em toda a Europa.

A relação entre a Casa Branca e Orbán, porém, foi marcada por desencontros. Em novembro, tentando repetir o cheque recebido por Milei, o húngaro foi até Washington para ser recebido por Trump. O húngaro chegou a anunciar a aprovação de um pacote financeiro, negado dias depois pela Casa Branca.

Mesmo assim, Budapeste modificou sua narrativa para explicar que, de fato, o pacote estava “disponível” caso o país precisasse.

O mal-estar foi superado com uma viagem de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, para a Hungria em fevereiro.

A ação não se limita às visitas oficiais. Apesar de todos os institutos de sondagem darem a vitória ao opositor de Orbán, aliados de Trump divulgaram há poucas semanas um resultado diferente. A McLaughlin & Associates, conhecida como a “pesquisa de opinião preferida de Trump”, publicou um levantamento dizendo que Orbán vencerá a eleição com seis pontos de vantagem.

Peter Magyar, o opositor, vem usando a ingerência dos EUA na eleição para alertar sobre o preço que Trump poderá cobrar pelo apoio, insinuando acordos militares não divulgados e sugerindo que Washington pode buscar concessões em troca de seu apoio. “Tanto a ajuda do Leste quanto a do Oeste têm um preço”, disse.

*Jamil Chade/ICL


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Política

Luis Nassif: André Mendonça terá papel central nas eleições de 2026

No horizonte das eleições, Mendonça e a PF jorrando vazamentos, em conluio com grandes jornais, consolidando candidaturas bolsonaristas.

Não há mais margem para dúvidas. O grande personagem das eleições de 2026 será o Ministro bolsonarista do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

Digo bolsonarista não apenas por ter sido nomeado por Jair Bolsonaro, mas porque mostrou, no inquérito do Banco Master, que trabalhará alinhado com o bolsonarismo.

Ontem ocorreu uma chuva de vazamentos do inquérito do Banco Master. Atribuiu-se à CPMI do INSS. É um sofisma. Logo no início do inquérito do Master, a Polícia Federal vazou mensagens contidas no celular de Daniel Vorcaro. A postura de Dias Toffoli foi trazer o inquérito para o STF e indicar peritos sérios, que impedissem os vazamentos.

A razão era óbvia. O caso Master tem tudo para repetir a Lava Jato 1. Há um sentimento disseminado de corrupção, um caso que envolve dezenas de personagens. Nessas circunstâncias, as investigações são comandadas pela cobertura jornalística, e esta se submete ao vazamento de informações. Quando há a parceria mídia-PF – como agora – o desfecho é previsível.

Antes, tinha-se uma operação comandada por um juiz de 1a instância, com a mídia garantindo a onda que intimidou os tribunais superiores. A operação foi desmanchada quando cessou a cobertura midiática e o STF pode decidir sem pressão.

Agora tem-se uma Lava Jato 2 em que o Sérgio Moro de ocasião é um Ministro da Suprema Corte. É totalmente dele a responsabilidade pela chuva de vazamentos do inquérito. Os principais suspeitos do caso Master são políticos bolsonaristas e do Centrão. Ao enviar o inquérito para o Congresso, era óbvio que a consequência seria o vazamento das informações, de acordo com os interesses do Centrão. Firmou-se ali, sem nenhuma sutileza, o pacto que deverá marcar a campanha eleitoral desse ano, com a PF e Mendonça jorrando vazamentos, em conluio com grandes jornais, visando consolidar as candidaturas bolsonaristas.

E vai se queixar para quem? Para o bispo? Fosse um juiz de tribunal superior, e se o Conselho Nacional de Justiça funcionasse, Mendonça estaria respondendo a um inquérito sobre seu estratagema, para vazar as informações.

Do mesmo modo, teria que explicar as razões que levaram à quebra do sigilo de Lulinha, se as suspeitas se referiam expressamente às supostas ligações com o tal careca do INSS.

O país entra desarmado em uma eleição que poderá definir o nosso futuro como nação. Tem-se a situação esdrúxula de um candidato umbilicalmente ligado às milícias, ao Escritório do Crime, a processos nítidos de enriquecimento ilícito, sendo levado ao poder por essa aliança terrível de mídia, mercado, Centrão e um Ministro do Supremo atuando como articulador da orquestra.

*Luis Nassif/GGN


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Política

Lula à oposição: “se preparem para lutar, porque nós vamos derrotar vocês outra vez”

Lula tem se manifestado em diversas ocasiões sobre as eleições de 2026, enfatizando que pretende derrotar a extrema-direita novamente e que não permitirá o retorno do negacionismo ao poder. Por exemplo, em discursos recentes, ele alertou opositores de que “se preparem para lutar, porque nós vamos derrotar vocês outra vez”, sugerindo confiança em sua capacidade de prevalecer.

Em uma entrevista, Lula comparou a disputa eleitoral a um jogo de futebol, afirmando que “é muito difícil ficar fazendo perspectiva de quem vai ganhar ou de quem vai perder, porque a gente só vai saber quando o time entrar em campo”.

Porém, Lula reafirmou seu compromisso em impedir o fascismo não aparece em declarações diretas dele, mas pode ser uma variação ou interpretação popular de seu otimismo em relação à reeleição, especialmente em contextos onde analistas apontam desafios, como a perda de apoio no Nordeste, tornando sua vitória mais árdua.

Disse ainda, “Vai estar comigo quem quiser estar comigo. Não sou daqueles que ficam tentando comprar deputado. Vai ficar comigo quem quiser, quem quiser ir para o outro lado que vá, e que tenha sorte porque nós temos certeza de uma coisa: a extrema direita não voltará a governar esse país”, disse o presidente em entrevista à TV Mirante, do Maranhão, veiculada na manhã desta terça-feira (7) e gravada na segunda-feira (6)


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Política

Ao fim e ao cabo a Quaest aponta vitória de Lula no 1º turno; os entendedores entenderão

Postar aquele imbróglio da Quaest, sinceramente, não dá.

O troço é um mexe e remexe para ajustar uma narrativa com palavrinhas ajeitadoras e dar um gás numa direita que está tecnicamente morta.

Sim, Bolsonaro é um defunto político.

Seus filhos têm zero carisma para assumir o bastão que cairá na primeira curva da corrida presidencial, se não cair na passagem do bastão.


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Michelle, como diz Mauro Cid, tem um passado tenebrosamente sujo, seja lá o que isso quer dizer.

Tarcísio é o candidato do bolsonarismo tucano. Aquele partido que morreu de inanição.

A Farinha Lima, o nome já diz. Essa gente só mete o nariz no que não presta às custas dos pobres que pagam a conta nesse país e que sempre são escanteados pela direita na hora de repartir o bolo.

Tem a turma do nem nem, como Zema, Caiado e outros diabos menores.

Mesmo que as eleições no Brasil ainda estejam num retardado fieri, as vantagens naturais de quem está no poder, ou seja, Lula, se sobrepõem às analises ardilosas de pesquisas encomendadas pela banca.

isso fica claro que, em 2026, o substituto de Lula 3, será Lula 4.
O resto são divagações sobre o crescimento da samambaia de direita.

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Mundo

Eleições para Parlamento Europeu: boca de urna aponta avanço da extrema-direita

Eleitores foram às urnas nos 27 Estados do Bloco Europeu.

Os eleitores da União Europeia foram às urnas em todos os 27 Estados do bloco entre quinta-feira (6) e este domingo (9). As autoridades devem divulgar os resultados em breve.

Ainda assim, pesquisas de boca de urna já mostram um avanço de partidos da extrema-direita entre os eurodeputados. Veja os principais levantamentos divulgados até o momento:

Na Alemanha, uma pesquisa mostrou o partido de extrema-direita da Alemanha, o AfD, com 16% dos votos registrados no país. Caso a previsão se confirme, o partido do atual primeiro ministro, Olaf Sholz, o SPD, vai ficar em terceiro lugar, com apenas 14% da preferência.

Já na Grécia, por outro lado, um levantamento aponta o partido no poder, o New Democracy, de centro-direita, com a preferência de 30% dos eleitores. O partido da esquerda grega, o Syriza, aparece com praticamente metade desse percentual (16%). E o centrista Pasok, 12% dos votos.

Uma outra pesquisa aponta que na Holanda o partido de extrema-direita PVV deve ficar em segundo lugar, com 17,7% dos votos. O que deve render à legenda 31 vagas no Parlamento Europeu.

Na Áustria o partido de extrema-direita FPO garantiu a liderança nas pesquisas de boca de urna, com 27% dos votos. O segundo que aparece melhor nas pesquisas, o OVP, também é de direita. Os socialdemocratas conseguiram apenas a terceira posição no levantamento, com 23%.

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Política

Telefonema revela plano de Bolsonaro para prender Lula, caso vencesse as eleições

A operação seria deflagrada uma semana após a eleição, caso o ex-presidente tivesse sido reeleito.

Trechos das conversas entre o ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, indicavam um plano dos dois para prender o presidente Luiz Inácio Lula da Silva logo no início de 2023, caso o ex-presidente vencesse às eleições.

A ideia, de acordo com a coluna de Daniel Cesar no Último Segundo, era vencer as eleições e abrir um inquérito na Polícia Federal (PF) que acarretaria num pedido de prisão do petista, cumprido imediatamente no início do ano.

“O Bolsonaro queria que a PF investigasse o Lula e pedisse a prisão preventiva”, diz a fonte que enviou trecho dos diálogos. Segundo a mesma fonte, Torres seria o responsável por “encontrar um juiz que topasse assinar a prisão”.

De acordo com o raciocínio da dupla, uma vez derrotado, Lula não teria imunidade e nem poderia ser julgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e, por isso, um juiz de primeira instância poderia assinar o pedido de prisão. “A articulação estava adiantada até o final de setembro. A operação seria deflagrada uma semana após a eleição, caso Bolsonaro tivesse sido reeleito”.

Prisão política

No trecho da conversa acessado pela coluna, não é possível saber qual seria a denúncia ou mesmo se o caso seria de perseguição, mas os indícios são de que Bolsonaro pretendia levar seu maior adversário à prisão, independente de qual seria a acusação ou o suposto crime. Nos corredores da política, fala-se que seria uma prisão política.

A fonte do ministério da Justiça de Bolsonaro ouvida pela coluna confirmou que, entre o primeiro e o segundo turno, com a vitória parcial de Lula, houve recuo de delgados da PF para tocar a operação. “Mudaram de ideia e investiram em operações no segundo turno para impedir as pessoas de votarem”, afirmou se referindo às blitz que já viraram alvo de investigação também. “Se Lula perdesse, ele estaria preso hoje”, concluiu.

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Justiça

CGU vai auditar explosão de consignados da Caixa nas eleições de 2022

Caixa Econômica Federal usou quase toda a carteira de crédito no período eleitoral.

De acordo com Guilherme Amado, Metrópoles, a Controladoria-Geral da União (CGU) vai auditar o uso de empréstimos consignados pela Caixa Econômica Federal (CEF) no período da campanha eleitoral de 2022.

O banco usou 99% da carteira de crédito consignado de 2022 no período eleitoral, conformou mostrou a repórter Amanda Rossi em 14 de fevereiro.

O uso eleitoral da carteira de empréstimos do banco para beneficiar Jair Bolsonaro está, agora, na mira do órgão de controle do governo federal.

Técnicos da CGU ainda não definiram o formato exato da auditoria.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também investiga os empréstimos da Caixa como parte do uso da máquina pública para fins eleitorais por Jair Bolsonaro.

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