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Política

Para a mídia, Lula virou uma batata quente, e não sabe como segurá-lo

A resposta de Lula a toda a onda de assassinato de sua reputação promovido pela mídia é sua colocação nas pesquisas.

O peso de Lula é muito maior que toda mídia junta. Isso é que está claro nos resultados.

Na mídia, quem se empolgou achando que Lula estava politicamente morto e vê o cara com o passaporte na mão para pelo menos mais um mandato, está atônito.

Já a moralidade de Moro, hoje, não está nem nas fábulas. Afinal, foi o próprio STF que espinafrou o cretino.

O corre-corre para arrumar um candidato da tal terceira via, já nasceu falido.

É uma corrida de pangarés que, já na largada, está empacada.

Atacar Lula, a essa altura dos fatos, só vai piorar para uma mídia que não tem como estar mais queimada.

Isso, certamente, impulsionaria ainda mais o nome de Lula para 2022.

O que fazer? A mídia está oferecendo uma fortuna para quem souber como segurar essa batata quente.

 

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Política

O papel da mídia na construção do “antipetismo”

Se pegarmos a declaração do banqueiro André Esteves comemorando que Dilma sofreu um golpe em 2016 como Jango em 1964, a única coisa que se pode discordar é que Dilma, já em 2014, no mesmo dia da vitória que lhe proporcionou a reeleição, começou a ser vítima da mais infame e cruel campanha contra uma mulher nesse país.

Mas não só isso. Havia, como há, muito de misoginia nos ataques à Dilma, mas sobretudo, como a própria disse, os ataques tinham o objetivo de atingir o projeto político e a intenção de jogar ao chão e, se possível, passar do chão, todos os avanços adquiridos pela sociedade durante os governos do PT.

Não foi sem motivos que a mídia, silenciosamente, comemorou o fim dos programas, Mais Médicos, Minha Casa Minha Vida e, agora, o Bolsa Família. Todas essas notícias foram dadas no rodapé em um canto qualquer dos jornalões.

Para entender melhor isso, é preciso restabelecer a verdade, e a verdade é que jamais o PSDB, que é, mesmo falido, o grande representante da direita mais agressiva do Brasil e, por isso, serrou fileiras com Bolsonaro na hora de decidir entre o fascismo e a democracia, expondo bem o seu caráter tão fascista quanto Bolsonaro, com um adendo, um caráter mais ardiloso, frio e calculista.

O PSDB criou no Brasil o fascismo cordial, o golpismo democrático, a bandalha de salão, o racismo chique e a ignorância culta.

Dito isso, vamos a um exemplo prático do começo dessa onda antipetista na mídia. Era o início do governo Lula e os tucanos estavam mais do que atônitos, afônicos, apopléticos, sem saber como fazer oposição ao governo Lula. Isso provocava baforadas de ódio na mídia, que todos sabem, é hegemonicamente tucana até hoje.

Pois bem, bastou uma entrevista de José Dirceu ao programa Canal Livre, na Band, expondo um projeto de país que o PT tentaria alcançar com metas extremamente ousadas do ponto de vista econômico e social, para o rebuliço e  gritaria se transformar na vedete em garrafais dos jornalões, “o PT tem um projeto de poder”.

Esse era o crime que os ouvidos do colunismo de banco que, consequentemente é o mesmo do PSDB, quis colocar na cruz e se aparvalhou com ar de quem estava protegendo a democracia contra o tal “projeto de poder”, segundo a mídia, criminoso que o PT pretendia manter para construir uma hegemonia de esquerda no Brasil.

O tempo que Dirceu havia se referido, era de 20 anos para zerar o deficit habitacional no país, erradicar a fome, a miséria e a evasão escolar, mas principalmente, com um projeto de soberania nacional que daria ao Brasil condições de concretizar o sonho de redução da desigualdade e, por consequência, a segregação social que o país vivia até então.

O frenesi na mídia foi instantâneo, quase automático. A cara dos entrevistadores denunciava isso, sobretudo a de Mitre.

No dia seguinte, começa uma campanha antipetista totalmente inócua a partir desse tal projeto de poder do PT.

Então, vem as perguntas, qual partido no planeta não tem um projeto de poder? Há quantas décadas os tucanos governam o estado de São Paulo produzindo a trágica marca de capital da América Latina com maior número de moradores de rua?

Alguém já viu ao menos um mísero comentário sapecado na mídia sobre o tucanistão eternizado na maior cidade do país e aonde se concentra o grosso do PIB nacional?

Se não tivéssemos uma mídia controlada por meia dúzia de famílias da oligarquia, a própria pluralidade das redações trataria essa tentativa de sentenciar um projeto de poder como criminoso, como uma comediazinha de algum chefe de redação que quis agradar o patrão.

E foi assim que, sorrateiramente, confabulando silenciosamente com os próprios políticos do PSDB, que a mídia iniciou, a partir dos descaminhos do que se espera de uma imprensa séria, a campanha mais sórdida de ódio não só contra o PT, mas contra os programas sociais, contra os pobres, contra as empregadas domésticas, contra os negros e, claro, contra o Bolsa Família que reduziu drasticamente a miséria e a fome no Brasil, erradicando a mortalidade infantil.

O fato é que a mídia tucana não se conforma de ver que o povo brasileiro fechou a porta na cara dos tucanos depois do desastre hecatômbico dos oito anos de governo FHC , porque a própria mídia vende o projeto tucano que hoje é seguido por Paulo Guedes e os tecnocratas neoliberais que colapsaram a economia brasileira e está custando caríssimo para a mesa dos brasileiros, sobretudo para os mais pobres, enquanto os banqueiros nunca viram tanto lucro e puderam roubar tanto os seus próprios correntistas com taxas de serviços pornográficos.

Mas não se enganem, a mídia apoiará em 2022 qualquer candidato contra Lula, inclusive Bolsonaro. Lula voltando ao poder, a mídia repetirá a mesma tática de ataques ao Partido dos Trabalhadores e seu projeto voltado para as camadas mais pobres da população.

Isso exigirá de todos os que têm um mínimo de decência uma tenacidade vigilante para que as respostas da sociedade contra esse jogo sórdido da mídia se transforme numa onda que sobreponha a dos barões da comunicação, carregada de falsidade e interesses não confessáveis.

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Política e Poder

Mídia não dá um pio sobre as offshores de Guedes e Roberto Campos; fosse Lula, as manchetes seriam garrafais

O raciocínio da mídia de banco é aquela velha máxima do Paulo Preto, “não se abandona um líder ferido na estrada”.

A mídia, que até hoje não teve sequer coragem de estampar um editorial sobre Bolsonaro, que causou um genocídio e que arrasta o Brasil para um abismo sem fundo, só chegou ao poder pelas mãos de um ex-juiz corrupto chamado Sergio Moro, não teria mesmo coragem de estampar o nome de um velho aliado dos neoliberais de sempre.

Não é só uma questão de simpatia, mas de ordem da oligarquia que tem nomes de peso nessa lista que mostra a farra que essa turma de sanguessugas da nação ostenta entre os maiores sonegadores do planeta que mantêm offshores em paraísos fiscais .

Não que a mídia não fale sobre o escândalo da Pandora Papers, ela simplesmente não dá o espaço que o escândalo merece e, quando cisca na notícia, é para falar de celebridades internacionais, jamais os brasileiros.

Para ser até justo, Vera Magalhães, no Globo, cobrou uma explicação de Paulo Guedes e de Roberto Campos Neto. De resto, a mídia se faz de morta, porque, afinal, quem paga a orquestra, escolhe o repertório.

Então, aquela mídia que fez um carnaval com a horta da D. Marisa e os pedalinhos dos netos dela e de Lula, quando o juiz vigarista de Curitiba, Sergio Moro, fez o anúncio como prova de crime. Essas duas acusações ridículas deixaram claro que jamais teve qualquer prova contra Lula, mas a mídia não só comprou a história da horta e dos pedalinhos como provas inconteste de um grande esquema  de corrupção interplanetária, como alguns colunistas que operam como office boys de bancos, listaram as hortaliças plantadas por D. Marisa como prova cabal do maior escândalo de corrupção assistido pelo planeta terra.

E se a coisa chegou a esse ridículo, essa gente não seria menos patética na hora de proteger aliados estratégicos para seguir vendendo a gororoba do neoliberalismo que joga o Brasil numa crise sem precedentes, tendo justamente Paulo Guedes e Roberto Campos Neto como as grandes estrelas dessa seleção que está tomando de 7 a 1 da realidade. Realidade esta que faz com que Guedes e Campos tenham fortunas com lucros de rios de dinheiro com a decadência econômica do país, como bem pontuou Marcio Pochmann.

Mas a coisa não para aí, outros abutres tropicais como 6 presidentes de bancos que sangram o Brasil têm offshores em paraísos fiscais e, lógico, são parte da lista do escândalo da Pandora Papers.

Aí é que essa turma do jornalismo que faz panfleto para agiotas, não dá mesmo um pio.

O fato é que nisso não há qualquer surpresa, apenas uma constatação, a de que o Brasil não tem grande imprensa, mas sim grandes empresas de comunicação que fazem do jornalismo negócios e das redações um grande balcão.

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Política

Sem candidato para 2022, mídia dobrará a aposta em Bolsonaro contra Lula

Basta que a mídia se cale diante dos crimes de Bolsonaro e passe a atacar Lula para que ela, sem assumir o lado de Bolsonaro, trabalhe para reelegê-lo contra Lula.

A mídia brasileira é, antes de qualquer coisa, antipetista. No caso do Grupo Globo, isso vem desde a fundação do PT, se posicionando sempre no sentido oposto ao Partido dos Trabalhadores e a Lula.

Portanto, o tempo de antipetismo da Globo é o mesmo da existência do PT.

Hoje, ela se encontra num impasse, porque, na medida em que o tempo passa, a terceira via, que seria a sua aposta contra Bolsonaro e Lula, vem se revelando uma mera vertigem, já em processo de decadência, enquanto a ascensão de Lula já nos permite dizer que ele está com a mão no caneco, possivelmente no primeiro turno.

Não resta dúvida de que, diante da ausência total de candidatos competitivos na tal terceira via, a mídia apoiará Bolsonaro em 2022. Foi essa a mensagem que a Veja passou na sua mais recente edição em entrevista com Bolsonaro.

Ou seja, tudo menos a volta de Lula.

Quem fechou os olhos para o histórico de Bolsonaro em 2018, não hesitará em fazê-lo novamente, caso a disputa principal seja entre Lula e Bolsonaro, não tenha dúvida, a mídia vai com Bolsonaro, seguindo a velha máxima de que “o que é um pum pra quem já está todo cagado?”.

Se a mídia fez o que o que fez para impedir a chegada de Haddad à presidência da República, apoiando Bolsonaro, ela dobrará a aposta se o quadro se mantiver como está, porque simplesmente ela nem imagina a possibilidade de ter Lula como opção a Bolsonaro.

Certamente, ela encontrará um cantinho quentinho para exercitar a sua hipocrisia e apoiar Bolsonaro num confronto direto com Lula.

Alguma dúvida?

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Política

Bolsonaro continua matando uma média de mil brasileiros por dia e mídia cai em seu diversionismo

Enquanto a mídia discute se Bolsonaro vai ou não dar golpe, mesmo escancarando que não tem condição de se segurar em cima de suas pernas, tendo o centrão como as próprias, Bolsonaro segue matando brasileiros, cumprindo a mesma agenda genocida, quando faltam vacinas e os brasileiros correndo o risco de ver o descontrole total da pandemia com a disseminação da cepa delta, o que já acontece no Rio de Janeiro.

A pergunta a ser feita é, por que Bolsonaro se meteria com o Supremo por conta da prisão de Roberto Jefferson se não fosse apenas para criar fatos e pautar novamente a mídia, inclusive a progressista?

A mídia coloca em garrafais mais esse embuste, o de que ele entregará ao Senado nesta semana o pedido de impeachment dos ministros do STF, Alexandre de Moraes e de Roberto Barroso, o que é ridículo e merece uma manchete galhofa e não ares de crise institucional, porque a crise institucional tem seu epicentro o ministério da Saúde com o escândalo de corrupção na compra de vacinas, sem falar da adulteração pelo Palácio do Planalto do documento sobre números de mortos por covid, além de uma lista sem fim de oficiais oriundos da Forças Armadas envolvidos na maior bandalha de corrupção da história do país.

Essa jogada e a maneira com que a mídia trata os factoides criados por Bolsonaro como um filme trash, são assustadoras, porque ela cai em qualquer piscadela intencional de Bolsonaro ao fascismo, quando na vida real seu chão está mais mole do que manteiga.

Junta-se a isso, num ato combinado, a paspalhice dos decadentíssimos Sergio Reis e do bandidaço Magno Malta (PR-ES) que, num ato típico de crime premeditado, destruiu uma família no Espírito Santo, ao acusar um trocador de ônibus de estuprar a própria filha, sem apresentar qualquer prova.

Pois bem, Luiz Alves de Lima foi preso, torturado e, após seis anos, inocentado. Lima ficou detido nove meses. Durante esse período sofreu espancamentos, choques, asfixia e foi imerso em água gelada. Sofreu descolamento das retinas devido às agressões e hoje e perdeu 80% da capacidade de visão do olho esquerdo. A lesão é irreversível e progressiva. Ele deve ficar cego.

Esse pilantra, agora, emerge do esgoto com outro factoide, dizendo que o Supremo tem uma lista de pessoas que serão presas, incluindo ele e o Malafaia por criticarem os ministros do STF.

Ele sim, deveria estar preso, mas pelo crime que cometeu contra um inocente, mas está livre e, a mando do chefe da milícia, solta pombos funestos.

Malafaia, outro que é parte da mal-ajambrada farsa, diz que vai convocar os fieis da sua igreja para atos patrióticos no dia 7 de setembro em defesa do mandato do genocida que está levando o país ao primeiro lugar em número de mortes por covid, justamente por uma teia de corrupção no ministério da Saúde, enquanto o Brasil tem número recorde de desempregados, miseráveis e, consequentemente, de pessoas jogadas nas ruas.

Bolsonaro, até 2022, vai jogar todas as fichas na ópera do absurdo, como reza a cartilha de Steve Bannon, que já deu o tombo da campanha de difamação de Lula ao afirmar que ele é o comunista mais perigoso do mundo. E por aí vai.

Cair numa esparrela dessa de Bolsonaro, como a mídia cai, chega a ser inacreditável.

A oposição e a esquerda não podem deixar Bolsonaro pautar o debate nacional, porque é exatamente isso que ele quer para sair das cordas. Inspirado no ditado popular, “enquanto tiver bambu, flecha no genocida”.

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Criador e criatura

Não há nada de novo a ser dito sobre Bolsonaro. Na verdade, nunca houve, até porque com sua absoluta incapacidade intelectual, Bolsonaro só foi sincero uma vez na campanha de 2018, quando disse com outras palavras que era uma caricatura profanadora.

O fato é que a mídia quis dar a esse personagem caráter e estilo de um offsider, um produto conjugado do homem certo, no meio certo e no momento certo e arrumou-lhe uma cara de boneca, tentando esculpir a escultura que ela desenhou.

Isso nada tem a ver com a veneração religiosa que o gado sente por ele. Essa blasfêmia chamada Bolsonaro é um indivíduo pra lá de manjado, usasse a máscara que usasse, todos sabiam a bisca que ele era.

Mas contra o PT, a mídia construiu a sua imagem numa caricatura de redentor, de um Messias.

Bolsonaro aceitou de bom grado o convite da mídia para se transformar num idiota gente boa com feições burlescas e pueris, mas que, na verdade, era um camarada com tendências de um psicopata, com tara em sangue, tortura e ódio. Ele sempre trouxe isso na expressão do seu olhar, ou seja, estava estampado na sua cara o que seria a presidência da República comandada por Bolsonaro.

Mas sabem como é, a mídia tentou o máximo que pôde reduzir a sua imagem nefasta com o único objetivo que estava determinada a cumprir à risca, destruir o PT e espancar todas as formas de políticas sociais que beneficiavam pobres, mulheres e negros.

Ou seja, Bolsonaro era um coquetel perfeito para uma mídia que, antes da palavra negacionismo virar modinha, negava qualquer ascensão social da enorme parcela segregada da sociedade brasileira que, não por acaso, é a fonte primária da nossa história secular de segregação, preconceito e racismo.

Agora, vê-se a procura deliberada de um Bolsonaro ressignificado e classificado como terceira via. É o mais do mesmo, porém, com uma assinatura desenvolvida nos laboratórios da classe dominante.

Mas o problema é que não acharam o afilhado para tanto padrinho, porque não existe uma fórmula nova para se construir um novo paladino. Todos que se apresentam nesse campo filiaram-se a Bolsonaro em 2018 e, com ele, compartilharam as mesmas opiniões sem qualquer divergência, diga-se de passagem.

Resultado, a mídia hoje não consegue construir uma estética oficial do valor de uma obra de arte para oferecer à casta dominante desse país, casta que pratica essa mistificação política desde que o Brasil é Brasil.

E aí está o grande calo. Bolsonaro não tem sequer bagagem de mão para seguir governando o país, já a matriz que o criou, se não tem capacidade de substituí-lo por um outro troço de valor idêntico, mas com uma aparência mais limpinha, mesmo que seja artificial.

Por isso, não se esperava outra coisa de figuras centrais da mídia de banco que não fosse em meio a uma tragédia humanitária porque passa o país, ter como missão tentar desgastar a imagem de Lula, como fazem Vera Magalhães, Eliane Cantanhêde e Thaís Oyama, as cajazeiras bananeiras que mais parecem almas penadas, mas que seguem sendo inimigas mortais do PT.

Não importa quantas vezes a rotação da terra girar, as divindades que têm origem comum nas trevas dentro das redações da grande mídia serão sempre antipetistas.

O que se espera é que, voltando a governar o país, o PT tenha uma estratégia para neutralizar os ataques baixos que virão dessa toca de ratazanas com a mesma ferocidade que atacaram Lula e Dilma nos 13 anos que o PT governou o país.

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Política

Qual o significado do silêncio da mídia sobre o ‘cara da casa de vidro’?

Qual o motivo da privação voluntária da mídia de falar qualquer palavra sobre o cara da casa de vidro? Uma matéria publicada pelo Intercept, e replicada na íntegra aqui, que ganhou as redes sociais e ficou entre os Trending Topics no twitter.

Não é um silêncio qualquer, mas de uma mesma tropa como se fosse uma ordem unida onde todos ficam perfilados fazendo continência para um só comando. Pode-se ter uma opinião aqui, ali ou acolá nos jornalões, como é o caso da matéria corajosa de Celso Rocha de Barros, na Folha “Quantos dos aliados de Bolsonaro nas polícias são gente como Adriano da Nóbrega?” replicada aqui.

Mas a própria Folha faz questão de esconder esse fundamental artigo.

O interessante é perceber que o baronato midiático não aprendeu nada com a desmoralização pública de Moro depois de ter sido elevado a Deus supremo pelo mesmo baronato, e o mesmo tentar represar e até reprimir a série Vaza Jato do Intercept que acabou se impondo diante da opinião pública pela própria crueza dos fatos revelados e que foi, sem dúvida, quem definiu a queda em desgraça de Moro e, consequentemente, trouxe à luz a prova da inocência de Lula.

Pode-se até dizer que a mídia industrial não quer colocar azeitona na empada da mídia alternativa, sobretudo a mídia progressista, que busca com autonomia uma informação exclusiva, na grande maioria dos casos, ou pelo menos busca narrar determinados fatos que são notícia na grande mídia, mas com o foco em outros ângulos.

O fato é que, mais uma vez, um escândalo de proporções gigantescas é revelado por um belíssimo trabalho investigativo do Intercept, e a grande mídia se fecha em copas tapando os olhos e os ouvidos, mesmo que esse escândalo envolva o presidente da República, culpado pelo genocídio de 400 mil brasileiros.

É difícil entender que tipo de profissional aceita sequer comentar certos assuntos em suas redes sociais que, teoricamente, são privadas e deveriam ter autonomia para comentar sobre temas que as redações privam a sociedade de saber por seus canais.

Na verdade, a mídia não tem somente um pensamento filosófico com os pés fincados no século XIX, quando só decide achar o que é notícia aquilo que interessa à oligarquia ou o que esta não tem como cercear.

Nesta terça-feira começa a CPI do genocida e mesmo esse assunto parece ter perdido voltagem nas manchetes dos periódicos. Isso pode significar muita coisa, principalmente que Bolsonaro pode ser um genocida, mas, em última análise, sopra a brasa para a sardinha dos tubarões da agiotagem nativa.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Política

O efeito dominó que a desmoralização da Lava Jato vai provocar na mídia será avassalador

Nada se comparara ao discurso de ódio promovido pela mídia contra o PT, Dilma e, sobretudo, Lula nessa última década no Brasil.

A Lava Jato nasceu daí e não o oposto. Que isso fique bem claro.

Moro é um vírus oportunista que só apostou na fraude lavajatista porque tinha comprador para a farsa na grande mídia, o que sempre ficou explícito.

Mas essa forma de luta política extremamente brutal que permitiu a ascensão do fascismo genocida no Brasil, acabou.

O faroeste curitibano não tem mais mocinho e, assim, não há mais clima para linchamentos midiáticos contra Lula.

A figuração de juiz implacável contra a corrupção foi destruída pelo juiz corrupto que Moro é e que o Brasil todo já sabe. Daí a razão porque ele tem mais de 60% de rejeição nas pesquisas de opinião entre os presidenciáveis.

Palha colhida, não há mais nada além de piruá de pipoca no fundo da panela midiática.

O rosário de capim que a mídia ofereceu à classe média verde e amarelo transformou-se num rolete de fumo contra Moro que, por sua vez, alçou um genocida à presidência da República.

A Lava Jato desabou e, junto com ela, a mídia desmoronou.

Essa mídia falida terá que voltar a si numa manhã qualquer para se livrar do cheiro de enxofre impregnado nas redações.

O “tudo contra Lula” virou folha seca depois de um corrupio frenético que o STF deu contra o lavajatismo militante.

Não há sequer novelo para se tentar encontrar um novo fio da meada. A mídia está amarrada ao pé da mesa de uma fraude desmascarada.

Isso é um fenômeno oposto ao que se viu no Brasil durante os anos de Lava Jato com quem a mídia fez pacto de sangue.

Hoje, é raro um brasileiro que não guarda na memória a desmoralização de Moro, Dallagnol e seus procuradores de estimação.

A morcegada curitibana, faminta por poder, transformou-se num saco murcho, e não há como a mídia colher mais nada desse deserto para atacar Lula.

E se a mídia não tem mais nada nas mãos para atacar Lula, em seu assovio de guerra, só sobrou o pânico, suor frio e a cabeça pendida, como a do próprio herói de barro que ela criou.

Nada adianta Merval Pereira se debater como peixe em lago seco, menos ainda o Estadão terá na manga qualquer munição contra Lula.

Botinada não ganha jogo, que fará campeonato.

Uma manada se dispersa facilmente quando o berrante não tem som, ou quando o tocador de chifre não tem mais embocadura para roncar verdades fabricadas em redações.

Tudo vira um ar vazado entre as laterais do bico do trombeteiro.

Com isso, toda essa gente que tem horror à palavra igualdade e que pegou garupa na Lava Jato, não tem mais como seguir defendendo a equitação vampírica dos banqueiros e rentistas nas costas do povo.

Toda essa guerra da Lava Jato contra a corrupção, nunca foi contra a corrupção mas contra o PT, Dilma e Lula. Isso até o mais inocente dos brasileiros já sabe.

Como não dá para devolver a pasta de dente esparramada para o tubo, o futuro da mídia e sua arrogância antipovo será outro depois de enterrada a Lava Jato.

A conferir.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Política

A mídia insiste em sustentar uma farsa para se blindar da acusação de ser parte da tragédia

Todos os caminhos da tragédia brasileira que chega rapidamente a 400 mil mortos por covid, levam à mídia. Sem a campanha que durou mais de uma década de ataques baixos carregados de ódio contra os governos petistas de Lula e Dilma, jamais o genocida chegaria ao poder, jamais a economia chegaria a esse estado de putrefação e jamais centenas de milhares de familiares de vítimas da covid estariam chorando nesse momento.

A mídia, nessa divisão de culpas, parece mesmo não querer assumir a sua parte. A falência do próprio projeto político neoliberal que precisou lançar mão de um golpe e, depois, de um genocídio para permanecer no poder, faz a mídia ainda mais agressiva na defesa de sua honra para não assumir a sua participação decisiva nesse estado de coisas.

Assim, ela insiste num caminho que já sabe ser totalmente desmascarado porque, de forma tola, acredita que isso pode produzir uma cortina de fumaça sobre a responsabilidade que o jornalismo de banco tem em toda essa tragédia.

O fato é que a matéria da Folha tentando criar uma falsa simetria entre o governo Dilma e o governo Bolsonaro no que diz respeito à questão fiscal, mereceu uma resposta objetiva e dura de Dilma cortando as asas da Folha e recobrando a memória de que o que está aí hoje vigendo é fruto da campanha difamatória da qual a Folha, junto com o restante da grande mídia, fez parte, o mesmo pode-se dizer de Merval que, na verdade, é o pensamento em voz alta dos Marinho, tentando tirar a Lava Jato da bacia das Almas para sustentar uma narrativa contra o PT protagonizado, sobretudo pelo império da Globo, mas que hoje não tem coragem de debater os pontos da fraude jurídica da qual a emissora foi parte fundamental.

Não é possível que a imprensa mundial com os maiores jornais do mundo digam uma coisa sobre a Lava Jato e a mídia brasileira siga dizendo o oposto, porque aí já não se trata mais de uma guerra política com consequências danosas apenas para a direita, que hoje se encontra em frangalhos, mas para a própria sobrevivência empresarial dos grandes veículos de comunicação no Brasil que, por sua vez, de forma acelerada, perdem espaço para as mídias sociais.

Na verdade, o que a chamada grande mídia brasileira precisa é de uma reformulação geral, começando pela demissão dessas figuras toscas pra lá de comprometidas com o grande capital e colocar sangue novo para tentar uma sobrevida aos negócios que estão cada dia menos rentáveis, mais pelo conteúdo que produz do que pela quebra de paradigma que a internet impôs à comunicação no mundo.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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O fim da condenação de Lula é o fim de Moro e da Lava Jato

A Suprema Corte só julgou o que a sociedade já havia julgado e o próprio comportamento do juiz de Curitiba já havia escancarado.

Moro condenou Lula de forma mais que tendenciosa, de caso pensado.

Na verdade, essa era a única razão da existência da Lava Jato que só ganhou dimensão porque a mídia e o PSDB, diga-se de passagem, viram nisso a possibilidade dos tucanos voltarem ao poder.

Sem a Lava Jato, a parcialidade de Moro e a condenação de Lula, o PSDB, que nunca aceitou nem a primeira derrota para o PT, amargaria, mesmo depois do golpe em Dilma, a quinta derrota consecutiva.

Isso era sabido pela sociedade, tanto que, mesmo com todo o linchamento midiático durante 13 anos, o PT se manteve forte e está mais vivo do que nunca. Já o PSDB se transformou no próprio espelho de Aécio que, por sua vez, feito um trapo humano, anda pelos cantos no submundo da política tentando caminhar como um rato pelas frestas estreitas para sobreviver, alimentando-se de migalhas do governo Bolsonaro.

Por isso, o fim da condenação de Lula é o fim de Moro e da Lava jato e, consequentemente, é a bala de prata na cabeça da sigla tucana.

Não há mais caminho de volta, nem com Moro como candidato, nem com ninguém do PSDB.

Foi o maior passo que o PSDB deu em falso. Lógico, como é um partido que, por osmose, confunde-se com a mídia, uma coisa puxou a outra.

E se o objetivo de tudo o que assistimos era apenas um, o de destruir Lula, Moro falhou miseravelmente e não haverá o menor interesse da mídia no que acontecerá com a Lava Jato daqui por diante.

A falsa preocupação com os destinos da Lava Jato é uma tola tentativa de fingir que algum dia a mídia esteve preocupada com os destinos da nação que, segundo ela, foi corroída pela corrupção.

A Lava Jato foi enterrada de vez ontem. Moro passou a não fazer parte de mais nenhum cardápio especulativo da direita. Ele agora faz parte do time dos fracassados, mesmo com toda a carga de ódio contra o PT e Lula vendida pela mídia para dar suporte à farsa da república de Curitiba.

Não há mais tempo e nada que possa ser feito. A perseguição política que ficou provada nos vazamentos do Intercept foi o tiro de misericórdia em Moro e, consequentemente no restolho da Lava jato que não vai despertar interesse algum na mídia, porque seu real objetivo mascou, falhou, faliu. Moro não conseguiu entregar a encomenda.

Lula será candidato em 2022 e, certamente, será o próximo presidente da República.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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