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Mesmo com toda a zorra do sistema financeiro, escancarada por Vorcaro, mídia não dá um pio

Estamos diante de um documento histórico que revela o pardieiro por baixo dos panos, feito pelos que estão no alto da pirâmide financeira, e esse assunto nem range nos dentes do entulho midiático industrial.

O Brasil ainda não compreende de fato como esse carnaval das classes economicamente dominantes conseguiu, junto com Vorcaro e o sistema financeio, formar uma espécie de clero da vigarice nacional.

Até aqui não se ouviu um banqueiro dar ao menos um cheiro sobre o entulho capitalista que mostre a forma desse desenho de manipulação especulativa.

A mídia tenta dar caneladas em Lula, mesmo que ele nem esteja no estádio, e coloca o centro da questão, que é o próprio sistema financeiro à margem do debate nacional.

Não há qualquer comentário sobre o assunto, um sistema degradado que vive do sangue dos brasileiros. Não é preciso a mídia mentir, basta não denunciar ao país, e os banqueiros seguem fumando seus charutos e bebendo tranquilamente seus wisks na sala de visitas da casa grande, azeitando suas imagens, enquanto a mídia joga sal e vinagre apenas no mundo político sem dar pio sobre a salada completa que nasce e circula dentro da central do império financeiro brasileiro, que são os grandes e pequenos bancos.

Não há qualquer independência da mídia industrial diante dos seus patrocinadores e muitas vezes sócios de rentismo, onde também circulam os grandes acionistas.

Isso tira a culpa da natureza do sistema financeiro pueril, que é a própria expressão do terreno alagdiço e barrento, que é comandado por meia-dúzia de banqueiros que jamais aparecem no espelho de toda essa balbúrdia.


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Política

O caso Master e a esbórnia do sistema financeiro que a mídia não fala

Quem vê Vorcaro falando sobre o sistema financeiro brasileiro, jura que ele é tocado por música, compasso a compasso, nota por nota, com uma partitura que não deixa margem para improviso. Ou seja, uma obra prima irretocável, defintiva, perfeita sob qualquer ângulo.

Mas foi justamente o mesmo Vorcaro que, na prática, mostrou o oposto, uma coisa feita aos trancos, descompassada e fora do tom, do contrário, ele jamais teria tanto espaço para produzir tantos guinchos de um sistema que ele vende como iguaria inigualável em que um simples comichão sobre qualquer desejo seria escandalizado junto com o autor.

A onipotência de Vorcaro é outra porta arreganhada que remove todos os dogmas que causam frisson no mercado que se “autorregula”.

Nós mortais, que estamos fartos dessa dúzia de palavrórios superlativos quando se trata desse mundo paralelo à nação, garantido por algo que não sabemos, só nos resta, assombrados, balançar a cabeça em sinal de impotência.

Porém o que chama a atenção é ver os analistas econômicos da mídia bocejando de tédio diante desse escândalo financeiro como se fosse parte dos planos de quem “conhece o sistema e suas concepções”.

É inacreditável, todavia, o absoluto silêncio da mídia diante do caos que indica que o mercado está longe de ser a “coisa boa” vendida aos quatro cantos pela licença poética que os abutres da especulação operam.

Aquela gente cheia de verdades absolutas sobre a dinâmica do mercado, sumiu das telas e dos jornalões. Provavelmente econdida em alguma toca esperando a tempestade passar.

Na verdade, esse instrumento de manipulação que a papa fina do dinheiro grosso opera, com o entusiasmo da mídia, é um gigantesco blefe, um festival de disparate que coloca o mundo na palma das mãos dos tais operadores do mercado, sem qualquer dado concreto que, na realidade, traduz-se em especulação pura e simples.

Esse é o grande legado que Vorcaro deixa para a sociedade quando escancara que o mercado é uma zorra, é uma esbórnia que se “autorregula”, porque não tem a mínima condição de existir sob regras minimamente rígidas, dependendo apenas do frenesi dos donos da terra.

Daí a altivez do blefe do esperto Daniel Vorcaro do Banco Master, antes da bomba explodir.


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Política

Epstein e Vorcaro, duas ratazanas do mercado financeiro

O submundo do mercado financeiro expõe suas tripas diante do mundo, tanto Epstein quanto Vorcaro não são herdeiros de milionários, são financistas que se criaram e enriqueceram no esgoto do sistema financeiro, deixando claro que, além hábeis manipuladores, conhecem todos os caminhos paralelos do submundo financeirista.

Cada qual a seu modo, criarsm um sistema de aliciamento que lhes rendeu uma fortuna. Os dois, segundo a justiça, afortunaram-se com aprendizagem em segredos das brechas deixadas por um sistema com regulação totalmente frouxa e falha em dois países cujo Banco Central é independente, numa flagrante exposição do ambiente promíscuo, tanto nativo quanto nos EUA.

Como um sistema financeiro se mostrou tão inerte diante de dois criminosos que se locupletaram de verdadeiras fortunas, mansões, ilhas imponentes, extraídas da podridão desse esgoto financeirista. O que se observa é que o sistema parece ter sido  modelado por banqueiros para se beneficiarem a ferro e fogo dessa choldra.

Não é possível que esses camaradas tenham cavado a modo e gosto, túneis que lhes garantiriam invisibilidde eterna enquanto vegetavam sem produzir um único parafuso dentro dos ambientes mais perversos, imorais e desumanos.

Aonde encontraram estratégias que os levaram ao mapa da mina? Claro, silenciosamente, longe de um campo de batalha.

Ninguém sondou a alma de seus negócios, que são um supremo engodo, como assim?

Esse tempo topo, puderam falsear paisagens e delas escolher somente o melhor do fruto dessa esculhambação sem serem incomodados pelo próprio sistema financeiro e pela justiça?

Esses verdadeiros artistas do submundo do crime, mostram como o panorama da mistificação vale ouro se funcionarem como satélites que gravitam em torno de determinados sóis que lhes rendem verdadeiros tesouros.

Todo sadismo e todos os frutos que vemos emergir das revelações expõem que esses são processos clássicos de bolsonaristas, não de grandes mestres do futurismo financeiro, muito menos tem algum poder premunitório capaz de interprtar a luz no mais imbricado sistema para os mortais.

Seja como for,  os truques dos dois foram desmascarados e, se não são absolutamente iguais nas ações, o são nos resultados.

É disso que se trata, mas é disso também que a mídia, que é parte do sistema financceiro, não coloca na mesa nem um pedaço desse carvão, que fará o pedal utilizado pela talentosa dupla de criminosos que produziram duas bíblias da picaretagem financeira, utilizando apenas os buracos de um sistema totalmente fraudável para chegarem ao pico da riqueza.


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Política

Ex-sócio de Bolsonaro, sistema financeiro, dá extrema-unção no leproso; está morto

Se faltava adicionar mais alguma coisa contra Bolsonaro, agora não falta mais nada.

Agiotagem nacional detonou o animal.

Bolsonaro é o epicentro de um ecossistema podre, que tinha a FEBRABAN como aliada estratégica.

Todos sabem que especulador não tem amigo e, se precisar, engole vivo quem já foi parceiro de assalto ao país.

Ou seja, o sistema financeiro não quer saber de carregar um Quincas Berro D’ Água.

Um defunto empanado para servir de símbolo da resistência reacionária do Brasil e de todos os interesses que habitam nessa veneração.

O sistema financeiro está fechando as portas para qualquer imagem letal que represente a lembrança do sujeito. Para os banqueiros é bola para o mato que o jogo é de campeonato, e defunto não joga!

A prova cabal veio no almoço da FEBRABAN em 24 de novembro – dois dias atrás! onde banqueiros como Murilo Portugal (ex-FGV, eterno conselheiro) e o presidente Isaac Sidney (de novo no BTG) trataram Vorcaro e Bolsonaro como “assuntos encerrados” e “temas policiais”.

Nada de luto pelo ecossistema podre. É como se o leproso tivesse sido excomungado.

É bom lembrar o que era esse ecossistema que o clã Bolsonaro era o grau máximo da hierarquia sacerdotal. Mais que um Banco, uma Teia

Isso não é isolado.

O Master era o sintoma de um bolsonarismo que misturava Estado, mercado e milícias financeiras: credenciais via Abin, patrocínios a acampadas golpistas. Lembra do BTG comprando soja de financiadores do 8/1?

E uma PEC da “autonomia do BC” que cheirava a blindagem para trambiqueiros.

Ciro Nogueira matou uma CPMI no Congresso para proteger Vorcaro.
Eduardo Bolsonaro tem sócios nos EUA que bancaram atos golpistas.
E Flávio?

Empréstimos no BRB para mansão. Regular, mas fedorento no timing da operação.

O veredito?

O sistema deu a extrema-unção porque, no fim, o leproso contaminava o banquete. Não por moral, mas por prejuízo: R$ 12 bi em buracos no SFN, FGC estourado, e uma eleição de 2026 onde qualquer cheiro de Master fede a derrota.

Bolsonaro, o epicentro, vira Quincas: venerado pelos devotos, mas descartado pelos tubarões que outrora o surfaram.

Se era pra adicionar “mais alguma coisa contra, pronto!

O financeiro, esse Judas sem 30 dinheiros, traiu o mestre. Mas em terra de cego, o rei dos CDBs ainda reina

Até o próximo calote.


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Mundo

Expulsão de bancos russos do Swift faz disparar ações do sistema financeiro chinês

Orient Group e HyUnion Holding negociaram ações de Xangai com alta de10% cada. Aumentos foram de 20% para Infosec Technologies e Forms Syntron Information

Agência RT – Na sequência da decisão tomada pelos EUA, União Europeia, Reino Unido, Canadá e Coreia do Sul de retirar alguns bancos russos do sistema interbancário SWIFT, várias empresas chinesas ligadas ao sistema alternativo de pagamentos interbancários do gigante asiático começaram a registar ganhos significativos.

As ações do Orient Group e da HyUnion Holding fecharam as negociações no mercado de ações de Xangai na segunda-feira com alta de cerca de 10% cada. Enquanto Infosec Technologies e Forms Syntron Information fecharam o dia com aumentos de até 20%.

A China possui seu próprio sistema de Sistema Internacional de Pagamentos (CIPS), que, em combinação com o yuan digital, pode se tornar uma alternativa real para as operações dos bancos russos, informa a Bloomberg.

Ameaça ao dólar?

Pequim provavelmente rejeitará qualquer ameaça de sanções do Ocidente por aceitar bancos russos sancionados em seu sistema de pagamentos. A adesão das entidades financeiras da Rússia fortalecerá o CIPS e unirá ainda mais as duas potências, colocando em risco o futuro do dólar americano como moeda de reserva mundial, observa o meio de comunicação.

Por outro lado, a presidente do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiúllina, afirmou na segunda-feira que o Sistema Russo de Transferência de Mensagens Financeiras (SPFS, na sigla em russo) pode servir como equivalente ao sistema interbancário SWIFT.

Nabiúllina observou que a infraestrutura financeira do país continuará funcionando sem interrupção mesmo após a implementação das sanções.

“Estamos desenvolvendo, entre outros, a infraestrutura financeira interna, para que funcione sem interrupção. Como temos o Sistema de Transferência de Mensagens Financeiras (SPFS), que pode substituir o SWIFT no território do país, outros participantes também poderão conectar do exterior”, explicou o presidente da entidade, que também indicou que o sistema nacional de cartões de pagamento processa normalmente as operações dentro do país.

Na quinta-feira passada, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou “uma operação militar especial para defender o Donbass”. Em uma mensagem especial aos cidadãos russos, o presidente explicou que o objetivo da operação é “proteger as pessoas que foram submetidas a abusos e genocídios pelo regime de Kiev por oito anos”.

O Ministério da Defesa russo assegurou que as Forças Armadas russas visam a infraestrutura militar ucraniana e não atacam as tropas rendidas ou a população civil.

*Com 247

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Moro e Dallagnol são resultado de um sistema judicial corrompido

Moro e Dallagnol não chegariam aonde chegaram se o caminho que trilharam para destruir o Brasil não estivesse tão apodrecido quanto os dois.

Moro e Dallagnol são resultado de um amesquinhado sistema de justiça que é feito por quem se acha parte da nobreza, da classe mais poderosa, do predomínio da ambição. Isso escancara o que o desequilíbrio social pode fazer ao corromper as instituições.

Esse clero judicial, cada vez mais abastado e opulento, tem em sua história uma posição política de colônia enraizada na própria natureza institucional. E se ela não pode se igualar aos milionários, junta-se a eles para perpetrar a história de que justiça no Brasil só é “eficiente” contra pobres, negros e desvalidos.

O que há de novidade no andar do tempo é que o judiciário, assim como a mídia, passou a ser parte do clube dos banqueiros e não se importa em mergulhar o país no caos para beneficiar o sistema financeiro dentro de um sistema judicial corrompido. A amostra clara disso é a própria Lava Jato que existe para tirar o peso político das escolhas da sociedade e criar situações que coloquem no poder alguém ou algum grupo que atenda aos interesses dos agiotas desse país.

Não foi isso que vimos como resultado da Lava Jato?

Isso está cada dia mais claro como uma fratura exposta, como vimos ontem no julgamento de Dallagnol que entrará para o lixo da história como o elefante dourado que produz verdadeiros milagres para salvar quem, sob o manto da legalidade, comete as maiores barbaridades em benefício de um sistema maior que se apoderou do país.

Como a sociedade vai lidar com isso, não se sabe, mas o que se tem certeza é de como isso está se tornando uma situação insuportável e insustentável pelas consequências nefastas que produziu no país o efeito de terra arrasada, depois do golpe em Dilma, para atender exclusivamente aos interesses de quem acha que é dono do Brasil.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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Mourão diz que governo Bolsonaro vai extrair o melhor de Roberto Jefferson, Valdemar da Costa e Kassab

A pergunta a se fazer é, qual o limite do cinismo dessa gente?

Fica cada dia mais evidente que o ser humano não tem qualquer importância, o  mercado é o ponto central e, em nome dele, pode-se cometer qualquer desatino.

E é assim que Mourão justifica a democracia de mercado em que o Brasil vive, sem falar no papel patético de Braga Neto sendo humilhado publicamente diante do sermão dado por Paulo Guedes por ordem do mesmo mercado contra o tal programa Pró-Brasil, que teve uma reação absolutamente histérica do mercado contra o governo, fazer investimento em obras de infraestrutura para gerar emprego e aquecer a economia.

Guedes soltou rojão ao lado do parcimonioso Braga Neto. O Estado não vai casar um tostão com obras, o mercado é que vai alavancar a nossa economia, disse.

Assim, está pronto o discurso dos neoliberais e Guedes, o mais espetaculoso de todos, não economiza rojões na hora de soltar seus balões que pegam fogo logo na saída. Está aí o seu Pibinho de 1%, possivelmente subnotificado, porque na vida real, para os brasileiros, foi negativo. O mesmo PIB que Guedes bateu bumbo durante todo o ano prometendo 2,5% a 3,5%.

E quem cobra isso dele, a mídia de banco? A Globo era só entusiasmo com o discurso de Guedes e seu passa-moleque no general rastejante Braga Neto. Guedes ainda complementou que “alguns ministros querem aparecer”.

Assim é o general Mourão hoje explicando o recruta zero expulso das Forças Armadas, Jair Bolsonaro. Sua fala justifica porque Bolsonaro é um rato do sistema financeiro e ele, Mourão, um devoto da banca. Sem falar em suas ambições pessoas, que não são poucas.

Mourão sapecou sua explicação esfarrapada para o governo fechar com a escória da corrupção brasileira dentro do Congresso. Ele fala do centrão que tem como caciques, Roberto Jefferson, Kassab e Valdemar da Costa Neto: “vamos extrair o melhor do centrão e outras siglas que o governo conversará para o bem do Brasil”.

O despudor dessa gente não cabe na frase de que o inferno é o limite, pois aonde o governo Bolsonaro mergulha, o inferno está dois andares acima.

Mas quem, a essa altura do campeonato, se importa em manter qualquer coerência em um ambiente em que um presidente genocida, enxovalhado nos quatro cantos do planeta, está politicamente com o pé na cova na mira do STF?

Bolsonaro sabe que vai cair, por mais demente que pareça e psicopata que é,  tem dimensão do perigo que ele e os filhos correm de saírem de Brasília algemados.

Certamente, Bolsonaro vai se debater como qualquer animal que luta instintivamente num matadouro antes do abate.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Mundo

A Nova York que choca o mundo pelo recorde de mortes com a Covid-19 e a crueldade com os pobres

A cidade de Nova York encabeça a lista das cidades com maior quantidade de bilionários no mundo e com o maior número de vítimas do coronavírus.

84 bilionários, cujo patrimônio líquido combinado de US$ 469,7 bilhões, é maior do que o PIB da Áustria.

É o mesmo lugar em que o mundo, perplexo, assiste ao enterro de pobres em enormes valas comuns, mostrando que a barbárie capitalista e o conceito de civilização estão cada dia mais distantes, separados pela ganância e pelo egoísmo doentio.

A maior cidade dos EUA é sede das duas maiores bolsas de valores do mundo e abriga a maioria dos bilionários nos últimos cinco anos e tem uma das piores políticas de segregação social que a selvageria liberal pode produzir.

Sem assistência médica, por falta de um sistema público de saúde, os EUA, mas sobretudo Nova York, escancaram a incapacidade do sistema financeiro em conviver com quem está fora de seu mecanismo desumano.

É louco, porque o homem criou um sistema em que o próprio ser humano passou a não ter importância nenhuma e sim o mercado, ou seja, tudo para o mercado e pelo mercado.

Aquilo é um campo de extermínio de quem não tem dinheiro e, portanto, merece morrer da forma mais desumana e bárbara.

Isso é o capitalismo e seus costumes mostrando que, do fanatismo capitalista à barbárie, não há mais do que um passo, e a barbárie sempre terá mais força.

A capital mundial da “liberdade”, com a pandemia do coronavírus, revela que ela só existe como slogan. Quem não tem dinheiro, não tem liberdade nenhuma. Ao contrário, Nova York é brutal com os pobres. Seu fundamentalismo é o consumo e nada deve sobreviver se não for para impulsioná-lo.

Na verdade, o consumo é uma superstição mais forte do que a religião e seu fundamentalismo justifica todas as barbáries em nome do deus mercado.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Bolsonaro quer provocar holocausto no Brasil

Nem vou pontuar o que já está nas redes acusando Bolsonaro de promover a mortandade em massa de aposentados e pensionistas para aliviar os cofres da previdência que, depois da reformas, tiveram queda violenta de arrecadação.

A questão é que já temos o primeiro contágio do coronavírus na favela Cidade de Deus, no Rio de Janeiro.

Isso dispara os alarmes nas favelas e periferias do Brasil.

Todos sabem que, por ordem do mercado, as políticas econômicas de Temer e de Bolsonaro, devolveram quase 30 milhões de brasileiros à pobreza.

Isso significa 6 milhões na miséria absoluta!

Por isso a confirmação de um infectado na Cidade de Deus alarmou moradores e levou imediatamente ao pânico muitas pessoas de todas as regiões pobres do Rio.

São pessoas que vivem em condições abaixo do precário, sem a mínima estrutura de higiene e saneamento.

Num momento em que todos os líderes mundiais estão redobrando seus esforços para conter a expansão acelerada do coronavírus, Bolsonaro toca seu berrante para convocar seu gado de dementes em prol de uma cruzada em defesa do vírus contra o povo.

Na Alemanha, Angela Merkel lança pacote de 4 trilhões de euros e recria o mercado com injeção de recursos públicos na economia. Autônomos, artistas, desempregados, por ex, receberão.

Aqui no Brasil, o presidente, clinicamente perverso por sofrer de psicopatia aguda, autoriza corte de salários dos trabalhadores brasileiros por 4 meses, produz uma revolta generalizada fazendo o maníaco do Planalto recuar e revogar a MP, enquanto mantém a liberação de R$ 1,200 trilhão de socorro aos bancos para manter a saúde do sistema financeiro, sem sequer exigir uma contrapartida, seja social ou mesmo empresarial.

A pandemia já fez um desastre humanitário na Itália com milhares de mortos e o governo determina paralisação total das atividades no país na desesperada luta para deter a escalada de contágios e mortes.

Mas Bolsonaro quer forçar a volta à “normalidade” da economia para provocar uma mortandade 10 ou 20 vezes maior do que a da Itália.

Guedes e Bolsonaro sabem que o vírus matou o mercado e tentam ressuscitá-lo matando mais de um milhão de brasileiros, como um gozo de Maquiavel.

Mas a coisa não para aí. Bolsonaro quer todo o país tomado pela Covid-19 e, junto, exportar o vírus para outros países através da exportação de grãos e carnes contaminados que, certamente, serão atingidos por esse holocausto que Bolsonaro, cego pela psicopatia sem freios ou limites, quis produzir com essa MP anunciada ontem e revogada hoje.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Economia

Bancos aumentam ganhos com juros em 2019

Instituições não repassam integralmente corte da Selic; diferença entre juro cobrado do cliente e custo de captação aumentou 1,4 ponto percentual.

A queda da taxa Selic foi muito comemorada pelo mercado financeiro, mas os bancos comemoraram ainda mais: o corte não foi repassado aos clientes, e os ganhos obtidos com o spread bancário (diferença entre a taxa cobrada do cliente e o custo de captação) aumentaram em 2019, segundo dados divulgados pelo Banco Central.

A taxa Selic é usada como referência para o custo de captação de dinheiro dos bancos. Em 2019, o índice caiu dois pontos percentuais, de 6,5% para 4,5% ao ano.

Porém, o spread geral das taxas de juros das concessões de crédito pelos bancos chegou a 18,4 pontos percentuais, alta de 1,4 ponto percentual no ano (e queda 0,9 ponto em relação a novembro). Já a taxa média de juros das contratações – considerando os empréstimos a pessoas físicas e empresas – atingiu 23% ao ano, com recuos de 0,9 ponto no mês e de 0,2 ponto em 12 meses.

Nas linhas de crédito livre (sem destinação específica), a taxa de juros chegou a 34% ao ano, após redução de 2,1 ponto no mês e de 1,6 ponto percentual em 12 meses. O crédito às famílias atingiu uma taxa de juros média de 47,3%, com queda de 2,8 pontos no mês, destacando-se os recuos em crédito pessoal não consignado (-8,4 ponto percentual, para 94,6% em dezembro), cheque especial (-4,1 ponto, atingindo 302,5% em dezembro) e cartão rotativo regular (-6,7 ponto, para 287,1%).

No crédito às empresas, a redução da taxa foi de 0,8 ponto percentual em dezembro, para 16,5% ao ano. Excluindo-se as operações rotativas, a taxa média de juros do crédito livre situou-se em 24,7%, recuando 1,3 ponto no mês e 2,5 ponto no ano.

Outro indicador que mostra o ganho dos bancos em 2019 é o ICC (Indicador de Custo de Crédito), que é um detalhamento de como o juro cobrado do consumidor paga despesas, impostos e gera receita para o banco. Segundo os dados do BC, a média de custo de toda a carteira do sistema financeiro ficou em 20,4% ao ano, com queda de 0,1 ponto percentual no ano e de 0,5 ponto no mês de dezembro.

Como a queda dos juros para o cliente ficou abaixo da redução da Selic, os bancos aumentaram seus ganhos no ano ao não realizarem o repasse integral do corte da taxa de juros aos clientes.

De acordo com o BC, o saldo das operações de crédito do sistema financeiro nacional (34% do crédito ampliado) somou R$ 3,5 trilhões em dezembro de 2019, com expansão de 1,6% no mês, refletindo elevações de 1,8% em pessoas jurídicas (saldo de R$1,5 trilhão) e de 1,5% em pessoas físicas (R$2 trilhões).

No ano, a carteira total cresceu 6,5% (5% no ano anterior), com expansões de 11,7% no crédito às famílias e de 0,2% no crédito às empresas. A relação crédito/PIB atingiu 47,8%, com elevação anual de 0,5 ponto percentual.

 

 

*Com informações do GGN/Folha