Categorias
Mundo

É trágico, mas se Trump decidisse materializar a ‘Riviera de Gaza-Auschwitz’, essa barbárie não seria impedida

É terrivelmente trágico reconhecer, mas se Trump de fato decidisse avançar para materializar a “Rivera de Gaza-Auschwitz”, os EUA não seriam impedidos de escalar a barbárie até a “solução final”, assim como acontece hoje com o Holocausto palestino, que segue sendo executado pelo consórcio criminoso Israel-EUA sem qualquer contenção.

Nem a ONU, nem nenhum país do mundo, incluindo as potências do Conselho de Segurança, estão impedindo a continuidade da “solução final” almejada por Israel e EUA inspirados na experiência nazista de Hitler em relação aos judeus.

Por que seria que dessa vez, por mais absurda que seja a proposta do governo estadunidense, os países impediriam o avanço deste processo em relação ao qual, desde o início, se mostram passivos, impotentes e, por que não dizer, relativamente indiferentes?

Os palestinos estão fartos de receber manifestações de solidariedade e escutarem o repúdio do mundo à barbárie dos seus algozes nazi-sionistas. No entanto, declarações comovidas são inócuas, não detêm o morticínio de milhares de crianças e mulheres assassinadas todos os dias por Israel.

O palestino é um povo deserdado e abandonado pelo mundo e pela humanidade. É um povo condenado à eliminação total e à destruição da sua cultura, da sua memória e da sua história, mas que, apesar disso, continua lutando bravamente pela sua sobrevivência e preservação.

Lamentavelmente, não se pode esperar nada em termos militares e/ou de dissuasão de parte da China, da Rússia e, menos ainda, dos países da OTAN, para deter a barbárie promovida pelos EUA com o regime nazi-sionista de Israel contra os palestinos.

Não será pela defesa desse povo exemplar na sua luta de resistência e de sobrevivência que as potências mundiais entrarão em conflito com os EUA – conflito que teria o caráter de uma terceira guerra mundial e com armas nucleares.

Menos de 24 horas depois da declaração vomitável de Trump sobre o roubo do território de Gaza para realizar o projeto macabro com empreendimentos imobiliários e turísticos de alto luxo naquela parte do Mediterrâneo, sua porta-voz desfez o “mal-entendido” e negou o discurso [frise-se: um discurso lido] dele sobre a ocupação e a construção do empreendimento turístico-imobiliário em Gaza.

Trump não avançará o plano não porque tenha enfrentado dificuldades intransponíveis, ou devido ao enorme repúdio mundial, mas simplesmente porque alcançou o objetivo com sua ofensiva aberrante, ou seja, o de afiançar a Netanyahu o apoio para romper o cessar-fogo e retomar a agressão brutal para a continuidade da dizimação do povo palestino.

A sinalização de Trump fortalece Netanyahu, o comandante em campo do genocídio, e contra o qual pesa um mandado de prisão do procurador da Corte Internacional de Justiça por genocídio e crimes contra a humanidade, além de processos na justiça israelense por corrupção e outros crimes.

Com a autorização para exterminar os palestinos, o fugitivo da justiça internacional preserva a coalizão de governo com os partidos tão ou mais nazi-sionistas quanto ele, evita sua queda e, consequente, os julgamentos nos tribunais israelenses.

Tudo o que Trump faz e diz tem método. Principalmente quando ele declara distopias atordoantes e anuncia aberrações impensáveis, que logo em seguida são desmentidas, ou, simplesmente, “esquecidas”.

Depois de escandalizar o senso comum com algo totalmente absurdo e estapafúrdio, ele então recua alguns degraus da “escada do absurdo”, mas a essas alturas o absurdo já estará normalizado e naturalizado como uma possibilidade concreta, que passa a ser assimilada como um “novo normal”, como algo aceitável na arena pública.

A ideia nojenta e macabra da “Riviera de Gaza-Auschwitz” é um exemplo disso.

Trump declarou o roubo do território palestino para a edificação, no local, de um resort em cima da cultura, da história, da memória e de milhares de cadáveres palestinos.

Muito provavelmente o empreendimento imobiliário seria liderado pelas empresas do próprio Trump em parceria com conglomerados estadunidenses e europeus.

Trump escandalizou o mundo e angariou a repulsa da opinião pública mundial, é fato, mas na prática ele conseguiu o essencial: a continuidade e o aprofundamento da barbárie – que se dará em outros termos, é verdade, mas alcançando o objetivo real, ou seja, a “solução final” nazi-sionista de limpeza étnica através do Holocausto palestino.

*Jeferson Miola em seu blog

*Ilustração: Renato Aroeira

Categorias
Mundo

Trump diz que Israel entregará Gaza aos EUA; Netanyahu elogia plano de ocupação

Ações isolacionistas de Trump levam o mundo inteiro a ficar contra os EUA. Veremos os resultados.

Presidente norte-americano detalha que, no fim da guerra, palestinos serão expulsos do enclave para construção de ‘um dos mais espetaculares desenvolvimentos na Terra’.

Um dia após receber críticas da comunidade internacional sobre suas intenções de ocupar a Faixa de Gaza, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta quinta-feira (06/02) que o seu plano é assumir o enclave palestino e expulsar sua população para construir a “Riviera do Oriente Médio”.

Pela plataforma Truth Social, o mandatário norte-americano declarou que o Estado de Israel deverá transferir o território aos EUA e, assim, seu país “começará gradual e cuidadosamente a construção do que será um dos maiores e mais espetaculares desenvolvimentos desse tipo na Terra”.

“A Faixa de Gaza será entregue aos EUA por Israel no final dos combates. Palestinos, pessoas como Chuck Summer [senador democrata de Nova York e ex-líder da maioria no Senado de 2021 a 2025], já terão sido realocados para comunidades muito mais seguras e bonitas, com casas novas e modernas, na região [do Oriente Médio]. Eles terão uma chance real de serem felizes, seguros e livres. Os EUA, trabalhando com grandes equipes de desenvolvimento de todo o mundo, começarão lenta e cuidadosamente a construção do que será um dos melhores e mais espetaculares desenvolvimentos desse tipo na Terra. Nenhum soldado dos EUA será necessário! A estabilidade reinará na região!!”, escreveu o magnata.

O posicionamento de Trump foi elogiado pelo seu aliado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que, em entrevista ao canal estadunidense de extrema direita Fox News classificou-o como uma “ideia extraordinária” que “realmente deveria ser implementada”.

“O que há de errado com isso? Eles [palestinos] podem sair, podem depois voltar, podem se realocar e voltar. Mas é preciso reconstruir Gaza”, disse Netanyahu, apoiando a iniciativa trumpista.

Na terça-feira (04/02), o presidente norte-americano recebeu o premiê israelense na Casa Branca, em uma visita durante a qual sugeriu que os palestinos deveriam abandonar Gaza “para sempre e viver em paz em outros países”. A ideia foi rejeitada pela comunidade internacional, sobretudo por países como Brasil, China, Rússia, Reino Unido, Espanha, França, Arábia Saudita, incluindo também as Nações Unidas (ONU), que consideraram a manobra como uma “limpeza étnica” na região e um crime contra a humanidade, conforme os termos do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Nesta quinta-feira, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, emitiu um comunicado ordenando que os militares de seu Exército preparassem um plano para permitir a “partida voluntária da população de Gaza”, ao alegar que os palestinos devem ter “liberdade de movimento e de imigração”. Acrescentou ainda que será apresentado um projeto de reconstrução de uma “Gaza desmilitarizada”, após um possível cenário pós-guerra no enclave.

O gabinete de Katz sugeriu que a população de Gaza partisse para diversas regiões do mundo, citando Espanha, Irlanda e Noruega, países que o ministro criticou de fazerem “falsas acusações” contra Israel referentes ao massacre no território palestino. A autoridade israelense afirmou que, se estas nações se recusarem a aceitar os palestinos, “sua hipocrisia será exposta”.

*Opera Mundi

Categorias
Mundo

Plano de Trump para Gaza, escrito em papel higiênico, enquanto sentado na privada, vai dar merda

Trump diz que Israel entregará Gaza aos EUA quando a guerra terminar, não havendo necessidade de tropas americanas lá.

Segundo jornal israelense The Times Of Israel, “o plano controverso supostamente pegou Netanyahu e os principais assessores da Casa Branca desprevenidos; Rubio diz que o deslocamento dos moradores de Gaza seria apenas temporário, contradizendo o presidente dos EUA”

Criticado ou visto com ceticismo pela imprensa israelense, o suposto plano “genial” de Trump para a questão da limpeza étnica em Gaza, é um troço horrendo.

Trump acrescentou que “nenhum soldado dos EUA seria necessário”, já que “os EUA, trabalhando com grandes equipes de desenvolvimento de todo o mundo, começariam lenta e cuidadosamente a construção do que se tornaria um dos maiores e mais espetaculares empreendimentos desse tipo na Terra”.

O enviado de Trump ao Oriente Médio teria oferecido garantias semelhantes aos legisladores republicanos em meio às preocupações deles sobre envolvimentos estrangeiros.

O presidente dos EUA assinou: “A estabilidade reinará na região!!!”

Trump, supostamente, não realizou consultas sobre o novo plano, e seu anúncio na terça-feira teria pegado Netanyahu de surpresa. O premiê aplaudiu mais tarde o pensamento “totalmente diferente” de Trump, e o Ministro da Defesa Israel Katz ordenou na quinta-feira que as IDF se preparassem para que os moradores de Gaza emigrassem voluntariamente.

Ao posar com líderes do Senado na quinta-feira, Netanyahu foi questionado se “tropas americanas são necessárias em Gaza para tornar o plano de Trump viável?”

“Não”, ele respondeu.

Por outro lado, a comunidade internacional — incluindo aliados de Washington e Jerusalém — criticou amplamente o plano de Trump, com Cairo supostamente alertando Trump de que, expulsar os moradores de Gaza poderia colocar em risco o acordo de paz de 1979 do Egito com Israel.

Ou seja, até em Israel o plano de Trump, escrito em pepel higiênico, enquanto sentado na privada, literalmente vai dar merda.

Categorias
Mundo

Lula: ‘Trump não foi eleito para governar o mundo’

Presidente brasileiro pediu a Trump que se concentre em governar os Estados Unidos.

O presidente Lula criticou nesta quinta-feira (6) o homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que o chefe da Casa Branca deve se concentrar em governar seu próprio país, e não o planeta todo.

“Eu respeito a eleição do presidente Trump. Ele foi eleito presidente da República pelo povo americano. Portanto, ele tem todo o meu respeito para governar os Estados Unidos, para manter as relações democráticas e civilizadas com os Estados Unidos”, disse Lula em entrevista à rádio Metrópole.

“Ele não foi eleito para mandar no mundo. Ele foi eleito para governar os Estados Unidos”, acrescentou.

Categorias
Mundo

Palestinos reagem à proposta de Trump governar Gaza: “A terra é nossa”

A imprensa internacional e analistas também repercutiram as propostas do presidente americano de comandar a Faixa de Gaza.

A população palestina da Faixa de Gaza reagiu com indignação às declarações de Donald Trump de que pretende assumir o controle do território completamente devastado pelos ataques israelenses.

A imprensa internacional e analistas também repercutiram as propostas do presidente americano lançadas após um encontro com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, na terça-feira (4/2).

Trump anunciou a intenção de assumir o controle da Faixa de Gaza para transformá-la em área turística e sugeriu que os palestinos da região devem procurar abrigo em outros países.

Na cidade de Gaza, o jornalista Rami Al Meghari, da RFI, falou nesta manhã com moradores da principal cidade do enclave.

“O plano de Trump está fadado ao fracasso”, afirma Hadj Mohaned, um palestino idoso. “A fome não nos fez deixar Gaza, não será Trump que nos fará partir. Esta é nossa terra”, acrescenta.

“Minha mensagem para Trump e para todos os que cobiçam Gaza: esta é nossa terra. Vivemos aqui e morreremos aqui. Apesar de todas as bombas que caíram sobre nós e de todas as destruições, escolhemos ficar aqui”, diz o jovem Mohamed.

O plano do presidente americano prevê o deslocamento da população para a Jordânia ou o Egito, países vizinhos.

Aazza é palestino-egípcia e vive em Gaza desde a infância. “Donald Trump pode guardar suas brilhantes ideias para ele”, ironiza a jovem. “Meu pai é egípcio e minha mãe é palestina. Mas sou muito ligada à Palestina, nunca partirei. Amo Gaza. E, ao contrário de outros palestinos de Gaza, eu poderia me instalar no Egito por escolha. Mas me recuso a sofrer um deslocamento forçado.”

“Banalizar o inaceitável e provocar desequilíbrio”
“Com o plano em Gaza, um Trump sem rédeas lança uma ideia improvável”, diz a manchete de uma análise do New York Times. “As proposições de Trump estavam tão fora da caixa que não estava claro se ele sabia que havia uma caixa”, escreve o jornalista Peter Baker.

“São propostas ainda mais ousadas para redesenhar o mapa-múndi na tradição do imperialismo do século 19. Primeiro foi comprar a Groenlândia, depois, anexar o Canadá, retomar o Canal do Panamá e rebatizar o Golfo do México. Propostas dignas de um programa de entrevistas bombásticas”, analisa o diário americano.

O jornal francês Le Monde lembra que tirar dois milhões de habitantes de um território destruído, controlado por um movimento islâmico armado, ao longo de 40km, “necessitaria um grande contingente militar americano – hipótese que Trump não descarta – e que pode levar à morte de dezenas e até centenas de soldado”.

Dois cenários se desenham, segundo o correspondente do Le Monde em Washington, Piotr Smolar: “ou o presidente americano fala sério, ou muda os termos do debate, como faz habitualmente, para banalizar o inaceitável e provocar desequilíbrio”.

Outro jornal francês, Le Figaro, compara as atitudes de Trump a de um lutador de luta livre, “esporte onde o resultado é combinado, com forças desiguais entre adversários, onde a violência e a amoralidade são leis”.

“Desde que entrou na política, o republicano iconoclasta se comporta como um lutador na cena mundial, abusando de frases ameaçadoras e desenfreadas”, analisa Victor Mérat, nas páginas do Le Figaro.

Uma tática de Trump é dividir para reinar melhor, diz Jérôme Viala-Gaudefroy, doutor em civilização, ao jornal. “Ele faz isso usando elogios ou insultos. Ele coloca os países uns contra os outros. É uma reminiscência da sua forma de trabalhar no seu gabinete durante a sua primeira presidência, do seu gosto pelos esportes de combate, mas também do que encenou no seu reality show ‘O Aprendiz’, onde popularizou a frase ‘Você está despedido!’”.

*RFI

Categorias
Mundo

Enlouquecido, Trump exclui mulheres trangêneros dos esportes femininos

Governo também quer pressionar COI para impedir atletas trans nos Jogos Olímpicos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto nesta quarta-feira (5) proibindo a participação de meninas e mulheres transgêneros em eventos esportivos femininos em escolas e faculdades. A Casa Branca informou que o país usará “toda a autoridade e capacidade” para aplicar a ordem em relação a eventos do Comitê Olímpico Internacional em solo americano.

O decreto, intitulado “Mantendo os homens fora dos esportes femininos”, cumpre uma promessa feita por Trump durante a campanha presidencial de 2024. A ordem é vista pelos republicanos como uma forma de restaurar a equidade, mas criticada por opositores como uma violação de direitos de uma parcela de atletas.

Perseguição aos transgêneros
Desde o início de seu segundo mandato, Trump tem mirado nos direitos de pessoas transgênero. O presidente já emitiu uma ordem executiva ordenando que funcionários do governo se refiram apenas ao “sexo” e não “gênero”.

O decreto desta quarta segue uma interpretação de Trump de uma lei contra discriminação de gênero em programas educacionais financiados pelo governo federal. A questão se tornou uma bandeira dos republicanos nos Estados Unidos, embora atletas trans representem uma fração muito dos esportistas nos níveis universitário e escolar.

O debate sobre a inclusão de pessoas trans no esporte frequentemente gira em torno da questão da equidade. Opositores argumentam que pessoas que passaram pela puberdade masculina têm vantagens físicas. Por outro lado, ativistas trans afirmam que não há evidências que comprovem que mulheres trans têm uma vantagem injusta.

Categorias
Mundo

Trump virou unanimidade negativa no mundo e teve que recuar sobre Gaza

Assim como Brasil e China, Oriente Médio e Europa condenam planos de Trump de assumir o controle de Gaza.

Países que vão da Alemanha à Arábia Saudita passando pela América Latina e Ásia, rejeitam deslocamento de palestinos.,

A limpeza étnica que Israel sempre praticou na Palestina, foi anunciada com rojões pelo bufão que assina o cheque para o Estado terrorista de Israel seguir massacrando palestinos, em especial as crianças, alvos preferenciais dos sionistas assassinos.

Nada de surpresas.

A reação do planeta contra essa carnificina genocida de Israel em Gaza, deu-se pela crueza que Trump confessou.

Isso, em certa medida foi uma bofetada na cara dos hipócritas que não assumiam posição contrária a tentativa de Israel de apagar do mapa a Palestina, mas sobretudo os palestinos.

Até a imprensa dos EUA foi obrigada a repudiar tal declaração de Trump que a Palestina não deveria mais existir e que os palestinos deveriam buscar outras nações para sobreviverem.

‘Riviera’ em Gaza e ataque à agência de ajuda capturam a visão de Trump sobre o poder dos EUA

A visão do presidente Trump sobre a América do Norte em primeiro lugar é uma via de mão única que ergue muros para manter os imigrantes afastados, mas exige que outros territórios sejam cedidos aos EUA. (NYT)

O fato é que, imediatamente, o alarme acendeu e Trump desistiu de seu plano pra Gaza.

Categorias
Mundo

Trump pipocou e Xi Jinping sorriu

Trump perdeu o rebolado e o rumo de casa depois do troco arrumado que levou na fuça da China.

Está zonzo, perdido e fugindo da prosa sobre a guerra comercial que promoveu com a China sem conseguir segurar o repuxo.

Na verdade, é moeda corrente hoje nos EUA, que dessa lambança que Trump arrumou, só a China riu.

Trump ficou no vácuo e agora tá empepinado sem saber como sai dessa;

Disse que não tem pressa em resolver suas pendengas com o presidente chinês.

Questionado sobre a decisão da China de emitir tarifas retaliatórias sobre as importações dos EUA, Trump respondeu “tudo bem”.

Para quem roncou valentia, rodopios e rodamoinho contra Xi Jinpin, fica escancarado que o malvadão americano, deu uma senhora pipocada pra China.

Categorias
Mundo

Trump dobra aposta na expulsão dos palestinos após reunião com Netanyahu

Após reunião com Netanyahu, Trump insiste em deslocamento forçado de palestinos e afirma que países ricos financiarão o plano, apesar da oposição regional O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pedir a limpeza étnica completa da Faixa de Gaza após uma reunião com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, nesta terça-feira (4), […]

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a pedir a limpeza étnica completa da Faixa de Gaza após uma reunião com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, nesta terça-feira (4), conforme reportado pelo The Cradle.

“Pode ser a Jordânia, pode ser o Egito e pode ser outros países,” disse Trump, acrescentando que os palestinos em Gaza têm “uma garantia de que vão acabar morrendo. A mesma coisa vai acontecer de novo, repetidamente.”

“Acho que Gaza é um local de demolição agora… Você não pode viver em Gaza neste momento. Acho que precisamos de outro local, um lugar que vá deixar as pessoas felizes,” disse o presidente dos EUA aos repórteres antes de afirmar que “é tudo morte em Gaza.”

https://twitter.com/i/status/1886932543771173066

“Acredito que podemos fazer isso em áreas onde líderes atualmente dizem não,” ele disse, acrescentando que o financiamento para a remoção forçada de mais de dois milhões de palestinos virá de “outras pessoas, nações realmente ricas, e elas estão dispostas a fornecer.”

As declarações de terça-feira do presidente dos EUA marcaram a quarta vez que ele pediu a limpeza étnica completa de Gaza e afirmou que os aliados Egito e Jordânia aceitariam os palestinos deslocados. Em resposta, Cairo e Amã emitiram repetidas rejeições enquanto faziam gestos diplomáticos ao seu aliado. Na terça-feira, o presidente egípcio e o rei Abdullah II da Jordânia realizaram uma chamada telefônica para discutir a necessidade de adotar uma “posição unida” para manter a “paz regional.”

Em resposta às últimas declarações de Trump, o líder do Hamas, Dr. Sami Abu Zuhri, as chamou de “uma receita para criar caos e tensão na região.”

“Nosso povo na Faixa de Gaza não permitirá que esses planos passem, e o que é necessário é acabar com a ocupação e a agressão contra nosso povo, não expulsá-los de suas terras,” disse Zuhri.

O representante palestino na ONU, Riyad Mansour, respondeu às exigências de Trump afirmando que, em vez de realizar uma limpeza étnica dos palestinos, os sobreviventes do genocídio EUA-Israel deveriam poder retornar às casas originais de suas famílias “no que hoje é Israel.”

“Para aqueles que querem enviar o povo palestino para um ‘lugar legal,’ permita que eles voltem para suas casas originais no que agora é Israel,” disse Mansour. “O povo palestino quer reconstruir Gaza porque é aqui que pertencemos,” ele acrescentou.

A reunião de Trump com Netanyahu ocorreu horas depois de o Hamas anunciar que as negociações para a segunda fase do acordo de cessar-fogo selado em dezembro estavam em andamento. Centenas de prisioneiros palestinos e mais de uma dúzia de prisioneiros israelenses foram libertados em quatro trocas de prisioneiros nas últimas semanas.

https://twitter.com/i/status/1886933285051175056

“Todos estão exigindo uma coisa. Sabe o que é? Paz,” disse Trump aos repórteres no Salão Oval antes de se dirigir a Netanyahu e afirmar que o premiê “também quer paz.” “Estamos lidando com um grupo muito complexo de pessoas, situações e pessoas, mas temos o homem certo. Temos o líder certo de Israel. Ele fez um ótimo trabalho, e somos amigos há muito tempo.”

Por sua vez, Netanyahu disse que ainda planeja “cumprir todos os nossos objetivos de guerra.” “Isso inclui destruir as capacidades militares e governamentais do Hamas e garantir que Gaza nunca seja uma ameaça para Israel,” ele acrescentou.

Questionado sobre se a Arábia Saudita está exigindo o estabelecimento de um Estado palestino para normalizar as relações com Israel, Trump respondeu com um enfático “não.”

Antes de se encontrar com Netanyahu, o presidente dos EUA assinou uma ordem executiva retirando o país do Conselho de Direitos Humanos da ONU e da participação na UNRWA, a agência da ONU para refugiados palestinos. Com o Cafezinho.

Categorias
Mundo

EUA saem do Conselho de Direitos Humanos da ONU

O presidente republicano também destacou que o financiamento dos EUA à ONU “como um todo é desproporcional”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu nesta terça-feira uma ordem executiva retirando os EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU e da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA). A reportagem é da RT.

Há algum tempo, os apoiadores de Trump acusam o conselho de parcialidade contra Israel. O organismo tem criticado repetidamente o Estado hebreu, responsabilizando-o por violações de direitos humanos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia.

Por sua vez, a financiamento da UNRWA já foi suspenso pelo ex-presidente Joe Biden após relatos de que pessoal da agência havia participado no ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Ambas as decisões já haviam sido tomadas por Trump durante seu primeiro mandato. Além disso, segundo a Reuters, Trump teria declarado que o financiamento dos EUA à ONU como um todo é desproporcional. “O potencial da ONU é fantástico, se for bem administrada. Tem um potencial enorme, mas não está à altura”, indicou.

O mandatário dos EUA também assinou uma ordem para revisar a participação na Unesco. Anteriormente, o Politico informou que a ordem executiva também exigirá que o secretário de Estado, Marco Rubio, revise e informe à Casa Branca quais organizações, convenções ou tratados internacionais “promovem sentimentos radicais ou antiamericanos”, com especial atenção à Unesco.