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Pelo discurso “humanista”, o novo ministro da Saúde vai focar sua política nas pessoas, mas jurídicas

Empresário da área médica, o gestor corporativo, com sua lógica de mercado, fez a seguinte conta em “prol do SUS”.

Nelson Teich sempre foi vinculado à medicina privada, tanto no Brasil quanto nos EUA. É dono de empresas ligadas ao setor, entre elas, a Health Care. É proprietário também de uma caríssima clínica oncológica na Barra da Tijuca.

Do setor público, o oncologista só conheceu a Universidade em que estudou, a UERJ, mas o que ele entende mesmo é de administração de saúde privada, pois também estudou na Health Economics para Health Care Professionals nos Estados Unidos.

O sujeito está mais para consultor da XP Investimentos do que para médico.

Talvez por isso não tenha dirigido uma única palavra aos profissionais de saúde, que estão morrendo às pencas por estarem na frente de combate à Covid-19. O sujeito é frio e literalmente calculista. E não foi por acaso que ele participou da campanha de Bolsonaro. Ele, como ninguém, soube investir em seu futuro.

No seu entender, se tiver menos gente trabalhando, teremos menos pessoas pagando plano de saúde e isso vai sobrecarregar o SUS.

Mas já avisou que os mais pobres é que sofrerão mais e justificou que isso é “normal” numa situação como a da pandemia de coronavírus.

Falou com entusiasmo do remédio secreto do ministro Marcos Pontes, o que, para a Covid-19, é pior que a cloroquina, como constatou estudo chinês

Para piorar o que já está péssimo, o novo ministro da Saúde disse que o empresariado quer “ajudar”.

Bolsonaro, em discurso direcionado aos investidores da XP, disse que hoje é dia de alegria. Deve ter dito isso porque o exército já está mandando ofícios para prefeitos, foi o que aconteceu em municípios do estado do Rio de Janeiro, para mapear a quantidade de cemitérios, claro, por motivos óbvios.

Sobre a milagrosa” cloroquina, o vigarista não deu um pio.

Mas Bolsonaro disse que vai abrir o comércio, as fronteiras, entre outras atividades. Disse ainda que, se der errado, “quem vai pagar é ele”, e não quem vai morrer, e serão milhares.

Grosso modo, o genocida avisou que vai promover uma carnificina.

O que nos resta, é seguir desobedecendo suas orientações assassinas e exigir que prefeitos e governadores façam o mesmo.

Sobre Mandetta, que estava na posse do novo ministro, transferindo o cargo, está longe de ser como ele se pinta, mas caiu pelos seus acertos e não pelos seus erros.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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A mesma elite que produziu a miséria secular no país, agora está “preocupada com os miseráveis”

Quem quiser entender como Bolsonaro chegou ao poder, é só ver o comportamento da elite brasileira nesse exato momento, digo nesse exato momento, porque ela não faz outra coisa que não seja defender seus lucros a ferro e fogo.

A pandemia do coronavírus, no Brasil, segundo autoridades sanitárias, ainda não chegou no pico, o que está previsto para duas semanas. Quando isso ocorrer e a tragédia mostrar sua face mais cruel, com a desgraça se abatendo sobre o país, atingindo, inclusive, muitos da elite, veremos a elite fazer o que sempre fez.

Foi assim quando os que hoje fazem carreata pela volta ao trabalho elegeram Collor e, mais recentemente, quando votaram no corrupto Aécio que, derrotado, convocou a manada para derrubar Dilma em nome do combate à corrupção.

Hoje, não se encontra um sujeito que bata no peito e diga que votou em Aécio depois que foi escancarada, pela própria mídia que o apoiou, a propina que recebeu da JBS, com gravação em áudio e vídeo, com mala de dinheiro, revelando de forma inapelável quem é o vigarista.

O que provavelmente ocorrerá dentro de quinze dias será o silêncio dos que  defendem que os trabalhadores voltem a produzir, que os brasileiros voltem a consumir e que os empresários voltem a ter seus super lucros. Assim, os banqueiros voltam à atividade da agiotagem e os rentistas seguem especulando, como é da natureza dessa gente.

O problema é que a elite não combinou isso com o coronavírus, que tem arrastado não só pobres e cidadãos médios para o epicentro da tragédia, mas também ricos, milionários, políticos de peso e banqueiros, mesmo que em menor escala, mas ninguém está seguro em lugar nenhum, mesmo com todo o dinheiro do mundo.

O capitalismo é isso, uma máquina de ilusão. Não é à toa que cada vez mais especuladores se transformam em milionários da noite para o dia, por saberem como ninguém construir bolhas especulativas e delas se servirem como em um banquete.

Por hora, quem é minimamente responsável tem que parar de polemizar com esses abutres, cobrando do Estado uma posição imediata de salvação dos milhões de brasileiros que se encontram impossibilitados de trabalhar.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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“O risco tá bem pago”: Dallagnol sobre a propina que recebeu da XP para garantir que Lula ficaria preso

Não falha!

Aonde tem fumaça, é certo, tem fogo. Aonde tem pilantra da Lava Jato, tem corrupção. Aonde tem palestra de Dallagnol sobre ética, Moro e Fux (In Fux we trust), tem a XP pagando para os pilantras garantirem aos banqueiros que Lula não volta para a presidência.

Isso foi escancarado pela Vaza Jato do Intercept.

“O risco tá bem pago”

Quem se esquece dessa frase cretina de Dallagnol com sua empresa de palestras que tinha a XP como maior cliente?

Tudo feito nas sombras, tudo feito na base da sabotagem da democracia.

Um procurador federal corrupto, braço direito de um juiz corrupto e que hoje é capanga de milícia.

Não, não é filme de terror, isso é a Lava Jato.

Os corruptos, que “combatiam a corrupção”, dizendo que eram contra os poderosos e recebiam propina em forma de palestra desses mesmos poderosos para garantir que Lula não seria candidato, pois ficaria inelegível por um crime que jamais cometeu e, por isso mesmo, não tem provas.

Agora, estoura nos EUA um escândalo financeiro que mostra que a XP é tão vigarista quanto a Lava Jato.

Surpresa? Nenhuma.

Essa escumalha é uma coisa só. Uma liga da escória golpista que se soma a outros componentes para levar Bolsonaro à Presidência da República e os banqueiros a lucrarem como nunca.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Glauber Braga, ao chamar Moro de Capanga de Milícia, deu um mata-leão no jagunço e na Globo

Estava tudo armado para Moro sair da câmara vitorioso em sua luta pela prisão após condenação em segunda instância.

O alvo era Lula. Tirar dele qualquer chance de disputar e vencer a eleição em 2022. Esse é o único objetivo da cruzada de Moro e da Globo pela prisão após condenação em 2ª instância. Tirar Lula do páreo.

Tudo caminhava bem. Moro, ministro da justiça do governo miliciano, desfilou de salto alto na passarela do congresso sob os holofotes da Globo que faria uma exaltação a sua luta “contra a corrupção” no Jornal Nacional e aquela xaropada toda, conduzida por Bonner, já conhecida por todos.

Aos 45 minutos do segundo tempo, a maré virou e o que parecia ser um passeio, transformou-se em pesadelo para Moro e a Globo quando Glauber, cirurgicamente, foi na jugular do jagunço de Curitiba chamando o vigarista pelo nome correto: Capanga de Miliciano! Capanga da milícia!

Glauber desarmou todo o circo do momento, mas também do futuro. Ele fez uma exposição rápida da hipocrisia de Moro que, enquanto no Congresso defendia a prisão após condenação em 2ª instância, no Ministério da Justiça e Segurança Pública era um verdadeiro cordeiro com as milícias, mais que isso, um capanga em defesa das milícias, porque em um ano, Moro não tocou sequer no twitter na palavra milícia. Está lá o arquivo do vigarista que não deixa mentir.

Para piorar, Moro, sentindo que saiu do Congresso, desarranjado, cagado outra vez diante do mesmo Glauber Braga, resolveu fazer um gracejo acusando Freixo, que teve um irmão assassinado pela milícia, pelo seu combate a esse tipo de crime, de não apoiar Moro num suposto de combate às milícias, que hoje praticam os mais violentos crimes e que mais crescem no Brasil com o estímulo da família Bolsonaro. Moro, com isso, piorou ainda mais seu andaço.

Freixo deu uma aula sobre seu histórico, como se combate a milícia e mostrou por A mais B que, ao contrário de combater as milícias, Moro as protege cabalmente.

Como disse Freixo, na sua lei anticrime, Moro pede que abrandem as penas de milicianos em relação às penas de traficantes. Isso, simplesmente, matou a estratégia de Moro e, por conseguinte, da Globo.

Como Moro, a partir de agora, vai abrir a boca em qualquer recinto para defender a prisão após condenação em segunda instância, se ele foi desossado por Glauber Braga e Marcelo Freixo que expuseram com precisão toda a sua hipocrisia em defesa das milícias?

O que aconteceu foi que eles inverteram a lógica, jogaram luz na armação de Moro que, de um lado, não pode tocar nas milícias porque pisa nos calos de Bolsonaro, mas do outro, tem que atender ao projeto da Globo de, novamente, tirar Lula da disputa eleitoral. E não há equação possível para isso, porque Moro e os Marinho levaram um nó tático de Glauber e Freixo que souberam muito bem dar um bote no capanga de miliciano, sem chance de reação e, com isso, talharam a estratégia da Globo de atacar Lula por esse caminho.

Que a esquerda toda reflita sobre isso e se prepare para a mais sangrenta e fascista guerra contra a esquerda que a Globo está produzindo para defender a permanência do desmonte do país através do neoliberalismo que arrasa com o Brasil, que produz uma nação de mais de 40 milhões de trabalhadores segregados, desempregados, desalentados, precarizados fazendo bicos, vivendo numa condição de subcidadania humilhante para atender aos interesses dos patrões da Globo, os banqueiros.

Enquanto isso uma legião de brasileiros é massacrada pela política de Guedes que, na verdade, segue a cartilha pela qual a Globo reza, escrita por banqueiros, rentistas e outros tipos de agiotas que patrocinam a Globo que, por sua vez, sustenta, através de uma guerra midiática, um verdadeiro assalto que os brasileiros sofrem diariamente pagando juros pornográficos aos cafetões do grande capital.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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O corrupto da Secom, Fabio Wajngarten, que armou esquema entre sua agência e emissoras de TV, ataca Petra Costa

O documentário indicado ao Oscar, Democracia em Vertigem está levando o governo fascista de Bolsonaro à loucura.

Agora, Fabio Wajngarten, o mesmo vigarista que tem um esquemão corrupto entre sua agência e as emissoras de TV que mais recebem grana pública da Secom que ele comanda, também resolveu atacar Petra Costa.

O sujeito disse que denunciar as mutretas e crimes do clã Bolsonaro, é fazer propaganda negativa do Brasil:
“Nos Estados Unidos, a cineasta Petra Costa assumiu o papel de militante anti-Brasil e está difamando a imagem do País no exterior. Mas estamos aqui para mostrar a realidade. Não acredite em ficção, acredite nos fatos.”

Que fatos?

Ela nem falou da facada fake e da casa 58 do seu Jair que o miliciano, assassino de Marielle e Anderson, junto com o vizinho do Bolsonaro, pediu para o porteiro ligar e seu Jair liberar sua entrada no condomínio Vivendas da Barra onde moram Bolsonaro e Carluxo.

Na verdade, Petra Costa só disse aquilo que o mundo todo já sabe sobre Bolsonaro. Não atacou hora nenhuma o Brasil. Bolsonaro representa milícia, ditadura, tortura, Ustra, esquadrão da morte, só não representa o Brasil. A bandeira para qual ele bate continência e lambe as botas do presidente é dos EUA.

Mas como está na marca do pênalti pela descoberta de suas mutretas denunciadas por toda mídia, num ato desesperado, o picareta da Secom, Fabio Wajngarten, deu uma puxada de saco básica no chefe pra ver se ele segura a sua marimba, e só.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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De olho nos votos dos religiosos conservadores, Moro compra briga de Damares e apoia abstinência sexual

A coisa já está nesse nível. O sujeito que disse que não era político, tem lá suas razões. Política feita com nobreza é das coisas mais importantes da civilização. Moro é um politiqueiro vigarista e mostra mais uma vez que sempre foi esse troço que usava a toga para praticar crimes políticos e eleitorais, tanto que virou ministro da justiça de um governo miliciano.

Aproveitando um comentário contra a abstinência sexual proposto por Damares de Kakai, que é criminalista e um desafeto declarado de Moro, a quem já chamou de “ativista político” que “envergonha o Poder Judiciário”, com toda razão, Moro foi para o twitter jogar para a torcida e sapecou: “Minha solidariedade Ministra Damares Alves – Mas já disse antes, há pessoas que merecem apenas ser ignoradas. Essa é uma delas.”

“Em seguida, arrematou: “No fundo, é puro preconceito por Damares Alves ser mulher, evangélica e Ministra. Não cabe na visão de mundo de pessoas limitadas, daí as ofensas. Meu conselho, ignore”

Imaginar isso de um ministro, que é parte de um governo declaradamente misógino em que o próprio presidente já deu as declarações mais racistas contra mulheres, negros, índios e gays, soa como piada das mais politiqueiras que se pode produzir de olho na campanha presidencial para 2022.

No fundo, Moro tá de olho nos votos dos religiosos conservadores, comprando a briga de Damares pela abstinência sexual.

O sujeito é um vigaristaço!

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Os procuradores da Lava Jato que sabiam da ingerência de Moro sobre Dallagnol e se calaram, cometeram crime menor que os dois?

Esta é uma pergunta indispensável, até porque muitos procuradores souberam da proibição absurda de Moro a Dallagnol de periciar o celular de Cunha. Nesse caso, a coisa passou de uma simples “sugestão”, como foi o caso de FHC. Moro se reuniu com Dallagnol para suprimir o conteúdo do celular de Cunha e Dallagnol, por sua vez, se reuniu com alguns procuradores para dar o ok às ordens de Moro, dando a palavra ao juiz de que o celular de Cunha não seria periciado.

Este é um fato determinante porque envolve não simplesmente o político mais corrupto da história do Brasil, mas o que organizou, dentro do congresso, o golpe contra a presidenta Dilma. Lógico que não foi uma simples operação, muita gente que tinha interesse na queda de Dilma contou com a eficiência de Cunha para isso e, certamente, contribuiu de alguma forma, sobretudo em espécie, para que a superfície do golpe ficasse perfeitamente pavimentada e que Dilma pudesse ser arrancada da cadeira da presidência.

Digamos que esses afluentes que engrossaram, de forma clandestina, a sabotagem que derrubou Dilma, formando a equação perfeita para deferir um golpe contra a democracia, tenham sido bastante generosos com um vigarista como Cunha que, sabemos todos, não perdia a viagem. Isso sem falar nas triangulações de Cunha com empresários e políticos que comiam em sua mão no seu universo de corruptos e corruptores.

Cunha não era um sujeito qualquer, suas informações numa delação, seja de forma espontânea ou periciando o seu telefone, certamente implodiria o governo Temer e mais uma penca de auxiliares da goma alta.

Então, ficam as perguntas, por que esses procuradores deram a palavra a Dallagnol, e este a Moro, de que não tocariam no celular de Cunha ou mesmo não denunciariam Moro e Dallagnol pela relação promíscua entre o juiz e o procurador chefe da Força-tarefa, como sabia Carlos Fernando dos Santos Lima? Quanto custou esse silêncio, agora relevado pelo Intercept? Quem pagou e como pagou pelo silêncio dos procuradores que fizeram parte desse conluio?

Porque o grau de gravidade desse fato não é menor do que os crimes cometidos por Moro e Dallagnol.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas

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Opinião

O tombo do Chacal, Carlos Fernando dos Santos Lima

O verdadeiro chefe da força-tarefa da Lava Jato, depois de Sergio Moro, é lógico, é esse aí, Carlos Fernando dos Santos Lima. Ele também foi o spalla de Moro no caso escabroso do Banestado.

Deltan Dallagnol, como bem disse Gilmar Mendes, é apenas um bobinho deslumbrado. Carlos Fernando, não. Se não é brilhante, como de fato não é, é cínico em seus pontos e vírgulas. É dele o manjado ramerrão usado ainda no teatro de investigação de Lula, “nós não investigamos pessoas, investigamos fatos; os fatos nos levam às pessoas”.

Lógico que, antes, o embaraçado procurador, tinha o rei na barriga porque estava numa posição em que poderia atirar na cabeça de Lula sem ser incomodado pela mídia. Na verdade, depois que Moro condenou Lula e determinou sua prisão, Carlos Fernando, o Boquinha, aposentou-se e passou a postar em redes sociais fotos feitas no estúdio de seu irmão, além  de poesias.

Chique né? Pois é, mas essa mistura de conselheiro do rei com mister M, teve que perder o prumo e quebrar o verniz ontem, antes mesmo das revelações serem publicadas pelo site Intercept. Agora, o cínico está apanhando como gente grande e, nesse ambiente hostil ao vice-rei, Boquinha perdeu completamente o rebolado, a postura e qualquer resquício daquele impoluto procurador que oferecia a cabeça de Lula em rede nacional sem querer transparecer o vigarista que de fato é e que foi desmascarado nesta sexta-feira (14) pelo Intercept.

Quem acompanha minhas postagens nas redes sociais, sabe que a minha câmera está apontada para esse sujeito há muito tempo, e o tempo me deu toda a razão.

 

 

*Por Carlos Henrique Machado, músico, compositor e pesquisador da música brasileira