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Grande mídia segue ajudando Flavio a esconder o destino do dinheiro que recebeu de Vorcaro

A menos de 15 dias da eleição, o candidato à Presidência da República, Flavio Bolsonaro, não mostra documentos que prometeu há 120 dias dos mais de R$ 70 milhões que recebeu de Vorcaro. A mídia amiga não cobra, agindo como seu sicário.

Flávio Bolsonaro e os 120 dias de silêncio: onde estão os documentos prometidos?

A menos de 15 dias da eleição, o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, continua diante de uma pergunta que não pode ser varrida para debaixo do tapete: onde estão os documentos que prometeu apresentar para esclarecer os mais de R$ 70 milhões que teria recebido de Daniel Vorcaro?

Há 120 dias, a promessa foi feita. O tempo passou, a campanha avançou, mas a sociedade precisa saber se os documentos foram efetivamente apresentados, a quem foram entregues e se esclarecem integralmente as suspeitas levantadas.

E é justamente nesse ponto que o comportamento de parte da mídia precisa ser questionado.

A blindagem midiática que desafia o interesse público

Quando o objetivo é atacar Lula, qualquer suspeita é transformada em manchete, plantão televisivo e intermináveis debates., até mesmo um aumento de R$ 90 ao Bolsona Família, que atende majoritariamente crianças e mulheres, a mídia soma vozes com Flavio Bolsonaro para tentar soldar uma imagem negativa do presidente Lula e ajudar o adversário a não responder a pergunta que o país todo faz: “aonde está o dinheiro, o gato comeu e ninguém viu, o gato sumiu”. Mas quando o assunto envolve um candidato, que é um membro do clã miliciano dos Bolsonaro e suas conexões, os barões da mídia são capazes de cochilar ao som do clamor popular.

Por que essa diferença de tratamento? Quem fiscaliza o candidato que pretende governar o país? Candidado que está em segundo lugar nas pesquisas, co  risco de vencer a eleição sem dar qualquer explicação à população.

Por isso todos nós temos o dever de, diuturnamente, cobrar o destino desse monumento de dinheiro que Vorcaro passou para Flavio e que, sem justificar o motivo, mas sobretudo, sem mostrar de forma objetiva e documentada, aonde foi para tamanha fortuna. Porque, se Flavio simplesmente segue concorrendo à Presidência da República sem ser incomodado pela grande mídia, que tem o dever para com a sociedade de cobrar respostas concretas de Flavio, não o faz, utilizando a dissimulação com outros assuntos para abafar o escândalo, não resta dúvida, o maior escracho da mídia em conluio com um bandido que concorre à presidência.

Nunca antes na história política do Brasil se viu um escracho desse nível da mídia com a direita.

É diante dessas informações que um um jornalismo sério se torna indispensável, do contrário, só serve como militância para Flavio Bolsonaro.

Se a mídia se apresenta como fiscalizadora do poder, não pode escolher quando investigar e quando silenciar. Não pode exigir transparência de adversários políticos e, ao mesmo tempo, tratar com tolerância as dúvidas que atingem um candidato que disputa a Presidência da República, o cargo mais altto do país.

A imprensa não pode funcionar como escudo eleitoral de ninguém.

O eleitor tem direito a respostas, documentos e esclarecimentos verificáveis. E a obrigação de cobrá-los não desaparece porque o candidato pertence ao campo político que determinados veículos preferem apoiar.

A poucos dias da eleição, a pergunta permanece: Flávio Bolsonaro vai apresentar os documentos prometidos ou continuará contando com o silêncio de sua mídia amiga?

A democracia exige transparência. E transparência não se faz com promessas, discursos ou propaganda: faz-se com provas, documentos e prestação de contas.

Esse tipo de comportamento que Flavio pretende ter caso vença a eleição?


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Política

Se o propósito da mídia era associar Lula à crise no STF, falhou miseravelmente

Se os indicadores da economia, o aumento recorde de investimentos no país, o aumento exponencial de empregos com carteira assinada e a consequente queda, também recorde, do desemprego, a queda da inflação, sobretudo dos alimentos, entre outros índices extremamente relevantes para os brasileiros no governo Lula, impedem que o papado midiático ataque a governança do presidente, a mídia tentou, de forma estabanada, associar sua imagem a qualquer coisa supostamente negativa, como foi o caso da campanha implacável contra Lulinha, que deu com os burros n’água e sequer fez arranhão no presidente.

O clero midiático, ainda na tentativa de bancar o criativo, quis não só associar Lula a Alexandre de Moraes, mesmo que não tenha nada provado contra o ministro, como também não conseguiu. Assim como tentou com o senador Jaques Wagner e, mais uma vez, fracassou.

Isso não significa que, de alguma maneira, o furdunço numa instituição como o STF não atinja, de certa forma, a imagem do Executivo, até porque a Presidência da República, sendo o maior cargo, carrega essa aura.

É nítido que a tentativa de blindar quem blinda Flavio Bolsonaro, ou seja, André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux, detonados por Flavio Dino e Gilmar Mendes, era o objetivo mais açodado da escória do jornalismo nativo.

Contudo, as pesquisas mostraram que Lula não teve qualquer perda eleitoral e, se Flavio teve crescimento, foi sobre um rescaldo de Augusto Cury, que sofreu uma queda abrupta na intenção de voto, e os três diabos menores, Caiado, Zema e Renan, tanto que Lula cresceu de 1 a 2 pontos.

Mais que isso: percebendo a manobra suja da grande mídia contra Lula, a militância de esquerda ficou muito mais ativa, o que certamente refletirá nas próximas pesquisas, mesmo que não seja de estalão, mas o resultado virá nas urnas.

Não se afirma aqui que Lula dará um passeio, pois, no Brasil, há um caldo reacionário que odeia justamente os benefícios sociais que caracterizam os governos de Lula, e não foi diferente no seu terceiro mandato. Mas, ainda assim, há uma direita que não é selvagem como o bolsonarismo, que aplaude quem devolveu o Brasil ao mapa da fome, como Bolsonaro, responsável por mais de 700 mil mortes por covid e que reúne o próprio inferno no entorno de si, como é o caso de Flavio Bolsonaro, o herdeiro bolsonarista.

O jogo está aberto e, quem sabe, pode até ser definido já no primeiro turno, como apontaram os votos válidos da pesquisa espontânea da CNT/MDA.


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O bolsonarismo passivo virou cobaia da manipulação da velha mídia e das big techs a serviço dos interesses dos EUA no Brasil

O bolsonarismo passivo não é apenas um eleitorado fiel: é também um público submetido diariamente a uma operação de influência que combina desinformação, manipulação emocional e interesses econômicos e geopolíticos. De um lado, a velha mídia seleciona os assuntos que merecem destaque, define os personagens que devem ser protegidos e escolhe aqueles que serão submetidos ao desgaste permanente. Do outro, as big techs controlam plataformas cujos algoritmos podem ampliar determinados conteúdos, reforçar bolhas e transformar propaganda política em aparente opinião espontânea.

O resultado é um eleitorado frequentemente conduzido a reagir mais pelo medo, pelo ódio e pela repetição de slogans do que pela análise concreta dos fatos. Enquanto isso, questões fundamentais para o Brasil — soberania nacional, desenvolvimento econômico, empregos, saúde pública e proteção dos recursos estratégicos — são empurradas para segundo plano.

A situação se torna ainda mais preocupante quando setores da direita brasileira passam a tratar interesses estrangeiros como se fossem automaticamente interesses nacionais. A defesa de pressões externas, sanções ou interferências políticas em nome de uma suposta luta pela liberdade pode acabar colocando a soberania brasileira em segundo plano.

O problema não é a existência de opiniões conservadoras, mas a transformação de cidadãos em instrumentos de projetos políticos que nem sempre atendem às necessidades do próprio povo brasileiro.

A velha mídia pode apresentar seus editoriais como jornalismo imparcial. As plataformas digitais podem se vender como espaços neutros de livre expressão. Mas nenhuma dessas estruturas está acima de interesses econômicos, disputas de poder e escolhas editoriais ou algorítmicas. Isso exige fiscalização, transparência e senso crítico — não submissão.

O Brasil não pode ser tratado como território de experimentação para estratégias de influência estrangeira, nem seu povo como massa de manobra de grupos políticos, empresariais ou midiáticos.

A soberania popular começa quando o cidadão deixa de aceitar passivamente a narrativa que lhe entregam e passa a perguntar: quem está se beneficiando dessa campanha, quem está pagando a conta e quais interesses estão sendo defendidos em nome do Brasil?

Na prática, esse é  o royal street flush arquitetônico que a direita brasileira, sobretudo a direita miliciana tenta operar com suas cartas marcadas nessa eleição.

Nesse momento, o STF está na berlinda. Tudo é feito numa faixa elástica da narrativa dos manipuladores, mas a coisa acabou sobrando pesadamente para André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Fux, mesmo que a mídia insista em usar apenas Alexandre de Moraes como Cristo, quando, na verdade, esses personagens, incluindo Toffoli, estão a bordo de uma espécie de naufrágio do titanic jurídico que o Brasil assiste.

Está longe, bem longe de ser verdade que isso atingiu a imagem do presidente Lula, simplesmente porque ele não tem a ver com essa história.

Quem deu aval para a criação do Banco Master foi Bolsonaro. Tudo indica que, em troca, recebeu uma parcela de sociedade na empreitada do submundo do crime.

Talvez esteja aí o motivo dos R$ 134 milhões do suposto financiamento do filme Dark Horse para servir como lavanderia desse esquema.

O fato é que a coisa não parou aí e a lavra de todos os personagens marcantes nesse alto bordo faz parte justamente do universo bolsonarista. Isso já foi percebido pela sociedade, mesmo a mídia utilizando palavras ajeitadoras para livrar a cara de aliados e dar maior visibildade ao envolvimento de quem ela considera inimigo do bolsonarismo.

Seja como for, Flavio Bolsonaro tem como madrinhas de sua campanha a mídia e as big techs, tão corruptas quanto ele e seu clã  para atender interesses dos EUA ou da Faria Lima.


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Globo parte para cima dos pobres: a campanha por Flávio Bolsonaro passa pelo ataque ao Bolsa Família

Há momentos em que o jornalismo deixa de ser apenas jornalismo e passa a revelar quais interesses e quais projetos de sociedade estão em disputa. Quando o debate sobre o Bolsa Família é reduzido a uma crítica ao aumento de R$ 90 destinado aos beneficiários mais pobres, a pergunta que se impõe é: por que a renda de quem está na base da pirâmide incomoda tanto?

O Bolsa Família não é um privilégio. É uma política pública voltada à redução da pobreza e à garantia de condições mínimas de sobrevivência para milhões de brasileiros. Transformar um reajuste destinado aos mais vulneráveis em motivo de ataque político exige uma discussão séria sobre prioridades, desigualdade e o papel do Estado.

O discurso da austeridade seletiva

O reajuste anunciado pelo governo Lula eleva o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691, uma correção de 15,04% baseada na inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026. O governo afirma que a medida busca preservar o poder de compra das famílias.
Serviços e Informações do Brasil

É legítimo questionar o momento do reajuste, seus impactos fiscais e eventuais efeitos eleitorais. O que não pode acontecer é transformar a população pobre em alvo de uma disputa política na qual seus direitos são tratados como moeda de troca.

Flávio Bolsonaro classificou o reajuste como uma ação de desespero e questionou sua finalidade eleitoral. Ao mesmo tempo, o aumento realizado pelo governo Bolsonaro em 2022, que elevou o benefício de R$ 400 para R$ 600, também é parte do histórico desse debate.

A discussão precisa ser coerente: o critério para avaliar políticas sociais deve ser o impacto sobre a população, a legalidade, o financiamento e os resultados — não a conveniência eleitoral de quem está no governo.

E, quando veículos de comunicação criticam medidas de transferência de renda, vale examinar concretamente o conteúdo da cobertura: quais argumentos são apresentados, quais fontes são ouvidas e se existe tratamento equivalente para políticas de diferentes governos.

Seja como for, o caso é sério, porque mostra como operam as classes economicamente dominantes no Brasil, classificadas como direita, unsem-se e se protegem para um único propósito, manter o próprio monumento que sempre fez do Estado moradia paa seus próprios interesses.

O Grupo Globo é o próprio busto de uma lavra de gerações dos Marinho que se confunde com a história da desigualdade social desse país.

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Política

A mídia que há décadas massacra Lula, agora se abraça a Flávio Bolsonaro: o que está por trás disso?

O mesmo bando da mídia que há décadas transforma Lula em alvo permanente de manchetes, editoriais e ataques políticos agora escancara sua preferência por Flávio Bolsonaro. E aí surge uma pergunta incômoda, daquelas que dificilmente aparecem nos grandes jornais: o que eles ganham com isso?

Porque uma coisa é jornalismo: investigar, cobrar, confrontar, publicar informações relevantes e dar espaço ao contraditório. Outra coisa é construir, dia após dia, uma narrativa em que Lula aparece como problema permanente, enquanto Flávio Bolsonaro recebe um tratamento muito mais condescendente justamente quando assuntos espinhosos envolvendo seu entorno entram no noticiário.

O caso Banco Master tornou esse contraste ainda mais evidente. Um levantamento da Datrix, citado pela imprensa, apontou que a redução das menções ao Banco Master alterou significativamente o ambiente de exposição de Flávio Bolsonaro nas redes.

É legítimo perguntar, portanto: quem se beneficia quando determinado assunto desaparece do centro do debate e outro passa a ocupar seu lugar?

O que está em jogo não é apenas uma eleição. É o poder de definir quais fatos merecem indignação, quais personagens merecem suspeita permanente e quais controvérsias podem ser tratadas como nota de rodapé.

E há algo ainda mais revelador: enquanto a imprensa afirma exercer o papel de fiscal do poder, o leitor também tem o direito de fiscalizar a própria imprensa. Quem fiscaliza os fiscalizadores? Quem pergunta quais interesses econômicos, políticos ou editoriais estão por trás de determinadas escolhas de pauta?

Não é preciso inventar uma conspiração. Basta fazer perguntas, comparar manchetes, observar o espaço concedido a cada assunto e acompanhar quem é colocado diariamente no banco dos réus — e quem recebe o benefício da dúvida.

Porque, quando a cobertura deixa de parecer apenas crítica jornalística e passa a produzir efeitos políticos previsíveis, a pergunta deixa de ser inconveniente e passa a ser inevitável:

Afinal, o que essa gente ganha com tanto empenho para atacar Lula e, ao mesmo tempo, favorecer a construção política de Flávio Bolsonaro?


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Política

Fachin, a rigor, blindou ainda mais Flávio Bolsonaro, exaltou Mendonça e jogou Moraes aos leões

Se alguém ainda tinha dúvida sobre quem sai politicamente fortalecido desse rearranjo no Supremo, basta olhar para o resultado: Flávio Bolsonaro emerge mais protegido do que nunca, enquanto Alexandre de Moraes é empurrado para o centro de uma fogueira política que interessa diretamente ao bolsonarismo.

A ironia é brutal. No momento em que o campo bolsonarista precisava desesperadamente de uma narrativa para transformar seus problemas em combustível eleitoral, surge um cenário perfeito: Moraes convertido em alvo permanente, enquanto André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro ao STF, ganha espaço e protagonismo justamente no ambiente em que Flávio precisa de proteção política.

É difícil não perceber o tamanho da contradição.

O grupo de Flávio pode comemorar. Aquilo que parecia ser um cerco vai se transformando, aos olhos de seus aliados, em uma espécie de corredor de proteção. A atenção pública se desloca, o debate muda de foco e, no lugar das perguntas incômodas que deveriam permanecer no centro da mesa, a política brasileira volta a consumir a velha guerra contra Moraes.

E é aí que a frase ganha uma atualidade impressionante: Fachin, a rigor, acaba produzindo um efeito político que favorece Flávio Bolsonaro, fortalece a posição de Mendonça e deixa Moraes exposto aos leões.

Não é preciso acreditar em conspiração para reconhecer o efeito concreto da movimentação. Na política, resultado também é mensagem. E a mensagem que chega ao bolsonarismo é cristalina: enquanto Moraes vira saco de pancadas, Mendonça aparece cada vez mais confortável no tabuleiro.

Para Flávio, isso é quase um presente.

A velha estratégia bolsonarista sempre funcionou melhor quando consegue trocar o assunto. Quando a pressão aperta, cria-se um inimigo maior, desloca-se o foco e transforma-se o debate institucional numa guerra de torcidas. Moraes, goste-se ou não de suas decisões, tornou-se novamente o personagem perfeito para esse roteiro.

E, enquanto todos olham para ele, quem está sendo beneficiado pelo deslocamento do foco?

Flávio Bolsonaro.

Essa é a pergunta que não pode desaparecer no meio do barulho.

Porque o mais curioso de tudo é que o bolsonarismo passou anos denunciando supostos privilégios e blindagens institucionais. Agora, quando o cenário produz um resultado politicamente favorável ao seu candidato, parece haver uma súbita amnésia coletiva.

Mendonça ganha oxigênio. Moraes vira alvo. E Flávio respira aliviado.

Se isso não é blindagem no sentido político da palavra, pelo menos é impossível negar que o efeito do rearranjo favorece exatamente quem mais precisava que os holofotes fossem desviados.

E o bando de Flávio, evidentemente, sabe aproveitar cada segundo.

A pergunta que fica é simples e incômoda: quem está pagando o preço político dessa operação de deslocamento de foco?

Até aqui, a resposta parece evidente: Moraes.

E quem está colhendo os dividendos?

Flávio Bolsonaro.

Há algo ainda que toca de perto a honorabilidade da presidência do STF na figura de Fachin, o gênio, Mario Frias, vendo que Flavio Dino lhe pegou pelo rabo, fez um pedido público para que fosse retirada das mãos de Dino a relatoria das emendas que acabou flagrando Frias e a produtora do filme Dark Horse, que receberam enxertos públicos de políticos do PL como, Bia Kicis e Marcos Pollon, exigindo que Fachin tirasse a relatoria de Flavio Dino e entregasse a André Mendonça, como bem comentou o jornalista Reinaldo Azevedo.


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Política

Fachin tira as fake news de Moraes, mas mantém o Master com Mendonça

A decisão de Edson Fachin de retirar das mãos de Alexandre de Moraes o inquérito das fake news produz uma pergunta inevitável: se a preocupação é preservar a imparcialidade, a segurança jurídica e a credibilidade do Supremo, por que o mesmo rigor não aparece quando o assunto é a relatoria do caso Banco Master nas mãos de André Mendonça?

Fachin assumiu a relatoria do inquérito das fake news e retirou do processo as acusações que Moraes havia apresentado contra Mendonça. A medida ocorre justamente no momento em que os dois ministros estão em rota de colisão por causa do caso Master e das revelações envolvendo Daniel Vorcaro.

O problema político, portanto, está no contraste.

De um lado, Moraes é afastado de um inquérito que conduziu por anos. De outro, Mendonça permanece à frente de uma investigação de enorme repercussão política, financeira e eleitoral, na qual aparecem personagens diretamente relacionados ao campo bolsonarista — inclusive Flávio Bolsonaro. A própria imprensa internacional já registra que o caso Master tem implicações sobre a disputa presidencial de 2026 e que Flávio está entre os políticos atingidos pelas suspeitas relacionadas ao escândalo.

É justamente aí que nasce a suspeita política de seletividade.

Se o argumento é impedir que ministros investiguem uns aos outros em meio a uma guerra interna no Supremo, então a lógica deveria valer para todos. Não basta tirar uma investigação das mãos de Moraes e deixar intacto o poder de Mendonça sobre o processo que pode atingir adversários e aliados políticos em plena campanha eleitoral.

E há um agravante, Mendonça foi indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro e se tornou uma figura central do campo conservador na atual crise da Corte. Reuters observa que suas decisões passaram a ter peso direto no cenário eleitoral e que ele é visto por setores da direita como uma espécie de referência dentro da disputa ideológica do Supremo.

Não é preciso afirmar que Fachin esteja deliberadamente protegendo Flávio Bolsonaro para enxergar o problema. Basta olhar para a arquitetura das decisões.

Moraes perde o controle do inquérito das fake news. Mendonça continua com o Master. E o principal beneficiário político desse rearranjo, aos olhos da oposição, é justamente o candidato bolsonarista que aparece no entorno do escândalo.

É uma equação que precisa ser explicada.

Porque, quando um caso envolve Moraes, a palavra de ordem é afastamento, redistribuição e controle institucional. Quando envolve Mendonça e uma investigação que alcança figuras do bolsonarismo, a régua parece ser outra.

E é justamente essa diferença de tratamento que alimenta a percepção de que o Supremo está diante de algo maior do que uma simples disputa entre ministros.

O Banco Master não é uma briga particular entre Moraes e Mendonça. É uma investigação com ramificações financeiras, políticas e eleitorais. Vorcaro está no centro do escândalo; mensagens e relações com autoridades provocaram uma crise inédita no STF; e a disputa entre os ministros passou a interferir diretamente na condução das investigações.

Por isso, retirar Moraes do inquérito das fake news sem resolver de maneira igualmente transparente a questão da relatoria do Master, não encerra a crise.

Apenas muda o eixo da crise.

E deixa no ar uma pergunta incômoda:

Fachin está realmente colocando ordem na casa ou apenas redistribuindo o poder dentro dela — com Mendonça preservado justamente onde isso pode produzir consequências eleitorais favoráveis a Flávio Bolsonaro?

Enquanto essa pergunta não tiver uma resposta convincente, qualquer discurso sobre neutralidade institucional continuará esbarrando na realidade.

Porque não basta parecer imparcial.

O Supremo precisa ser imparcial — e, sobretudo, precisa parecer imparcial para todos.


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Entende agora por que o patrimônio de Nikolas cresceu 10.000%?

A pergunta que precisa ser feita é simples — e incômoda: como alguém que declarou apenas R$ 36,8 mil em patrimônio em 2022 passou a declarar quase R$ 3,9 milhões quatro anos depois?

Os números oficiais não são opinião, nem narrativa de adversários. Estão na declaração apresentada à Justiça Eleitoral: um salto de 10.488,92% no patrimônio declarado de Nikolas Ferreira entre 2022 e 2026.

Nikolas afirma que o crescimento decorre de atividades privadas, investimentos e da aquisição financiada de um imóvel avaliado em cerca de R$ 2,2 milhões. Segundo sua explicação, ainda havia aproximadamente R$ 1,7 milhão de saldo devedor no financiamento.

Mas é justamente aí que a história deixa de ser apenas uma questão contábil e passa a exigir transparência política.

Porque, paralelamente à explosão patrimonial, vieram à tona informações sobre sua relação com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Nikolas admitiu contatos com Vorcaro e confirmou ter utilizado avião relacionado ao banqueiro durante a campanha de 2022. Também veio a público um áudio no qual o deputado pede ajuda a Vorcaro para tratar de um ativo minerário relacionado a um amigo e ex-assessor.

Isso, por si só, não prova que o crescimento patrimonial tenha qualquer relação ilícita com Vorcaro — e seria irresponsável afirmar isso sem provas. Mas torna ainda mais legítima a pergunta que precisa ser respondida publicamente: de onde veio, exatamente, cada parcela dessa multiplicação patrimonial?

A política brasileira está cansada de discursos sobre moralidade seletiva. Quem sobe ao palanque para fiscalizar os outros precisa aceitar que sua própria trajetória financeira seja submetida à mesma lupa.

E há uma ironia impossível de ignorar: enquanto Nikolas constrói sua imagem pública em torno do discurso contra privilégios e contra a corrupção, seu patrimônio declarado dá um salto extraordinário justamente no período em que ele também amplia sua influência política e empresarial.

Não se trata de condenar alguém por enriquecer. Trata-se de perguntar como enriqueceu.

Se tudo é legal, declarado e justificável, a resposta deveria ser simples, documental e transparente.

Porque, diante de um salto de mais de dez mil por cento, não basta dizer que “não há nada errado em prosperar”.

O eleitor tem o direito de saber como essa prosperidade aconteceu.


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Política

A velha mídia, a blindagem de Mendonça e o silêncio das redações sobre os escândalos de corrupção de Flávio Bolsonaro

Não é preciso ser jornalista investigativo, muito menos possuir qualquer acesso privilegiado aos bastidores do poder, para perceber o tamanho do silêncio que se formou em torno de André Mendonça. Basta comparar o peso dos fatos com o espaço que eles ocupam no debate público.

O que está diante de todos não é uma questão abstrata. André Mendonça é ministro do Supremo Tribunal Federal e assumiu a relatoria do caso Banco Master. Antes disso, havia sido ministro da Justiça de Jair Bolsonaro — o mesmo Bolsonaro que o indicou para o STF.

E Daniel Vorcaro, personagem central do escândalo do Banco Master, esteve com Mendonça em março de 2025, na sede de um instituto fundado pelo próprio ministro. O encontro foi confirmado pelo gabinete de Mendonça. Mensagens e áudios extraídos do celular de Vorcaro mostram, ainda, a articulação prévia para aproximar o banqueiro do ministro e levantam questionamentos sobre o que efetivamente estava na pauta daquela conversa.

Mendonça afirma que o encontro foi único e que se limitou a ouvir Vorcaro. A questão, entretanto, não desaparece porque existe uma explicação oficial. Ao contrário: quando um ministro do STF se torna relator de um caso envolvendo justamente um personagem com quem havia mantido contato anteriormente, a obrigação de transparência deveria ser redobrada.

E é justamente aí que começa o problema da cobertura jornalística.

Porque o caso não envolve apenas um encontro entre um ministro e um banqueiro. Envolve uma teia de relações políticas, financeiras e institucionais que alcança personagens do entorno do bolsonarismo — entre eles Flávio Bolsonaro.

É impossível ignorar, portanto, a pergunta que deveria estar no centro do debate público: por que determinados nomes recebem uma avalanche de manchetes, análises, editoriais e comentários, enquanto outros parecem escapar sistematicamente do mesmo escrutínio?

O contraste é gritante.

Quando o assunto é Alexandre de Moraes, a máquina midiática consegue transformar cada detalhe em manchete, editorial, análise de conjuntura e debate interminável. Quando surgem fatos envolvendo Mendonça, Vorcaro, Banco Master e Flávio Bolsonaro, entretanto, a intensidade parece frequentemente mudar de escala.

Isso não significa que a imprensa não tenha publicado nada sobre o assunto — publicou, e há reportagens importantes. O problema é outro: o tamanho do escândalo e o tamanho da repercussão não parecem caminhar juntos.

E essa diferença precisa ser questionada.

Porque, quando a imprensa deixa de transformar determinado conjunto de fatos em assunto nacional, ela também está fazendo política — ainda que silenciosamente. A seleção do que merece indignação, o tempo dedicado a cada personagem, a quantidade de chamadas, análises e entrevistas e até o que desaparece rapidamente da pauta também moldam a percepção pública.

É aí que a chamada blindagem se torna perceptível.

Veja-se o caso do Instituto Iter. Reportagem da Folha apontou que a instituição fundada por Mendonça firmou 68 contratos sem licitação com órgãos públicos de 15 estados desde 2024, totalizando R$ 11,5 milhões. O próprio ministro anunciou que deixaria o quadro societário da instituição após os questionamentos.

R$ 11,5 milhões em contratos públicos não são uma nota de rodapé.

O encontro com Vorcaro também não é uma nota de rodapé.

A relação política de Mendonça com o governo Bolsonaro não é uma nota de rodapé.

A condição de Mendonça como relator do caso Master não é uma nota de rodapé.

E a presença de Flávio Bolsonaro no universo de relações que envolvem Vorcaro também não deveria ser tratada como nota de rodapé.

Mas existe algo ainda mais revelador.

Quando Michelle Bolsonaro vem a público para chamar André Mendonça de “ungido do Senhor”, em meio justamente à crise envolvendo o ministro e o caso Master, isso deveria provocar uma discussão jornalística sobre a relação política entre o magistrado e o núcleo bolsonarista. Michelle não fez uma manifestação protocolar: ela publicou uma defesa explícita do ministro, exaltando sua fé, sua coragem e sua fidelidade aos princípios cristãos.

É difícil imaginar demonstração mais clara de alinhamento político.

E, ainda assim, a pergunta permanece: onde está a mesma indignação jornalística que costuma acompanhar qualquer movimento envolvendo ministros do STF?

A situação fica ainda mais incômoda quando entra em cena Nikolas Ferreira.

O deputado do PL, uma das figuras mais populares da direita brasileira nas redes sociais, também apareceu nas revelações relacionadas a Vorcaro. Segundo a Agência Brasil, áudios revelados pela jornalista Juliana Dal Piva mostram Nikolas pedindo ajuda ao banqueiro para liberar um ativo de minério para um ex-assessor.

Ora, estamos falando de um dos políticos mais influentes do campo bolsonarista.

Não seria justamente esse o tipo de revelação que deveria receber cobertura exaustiva?

A pergunta não é se a imprensa pode criticar Alexandre de Moraes. Evidentemente pode — e deve.

A pergunta é outra: por que o mesmo rigor não é aplicado a todos?

Por que o holofote é tão poderoso quando ilumina determinados personagens e tão fraco quando chega perto de outros?

Por que a lupa jornalística parece aumentar diante de Moraes e diminuir diante de Mendonça?

Por que a trajetória que conecta Bolsonaro, Mendonça, Vorcaro, Banco Master e Flávio Bolsonaro não recebe uma investigação pública proporcional à gravidade das conexões reveladas?

É nesse ponto que a velha mídia precisa responder — não ao governo, não ao STF, não à oposição, mas aos próprios leitores.

Porque jornalismo não é escolher previamente quem será vilão e quem será personagem protegido.

Jornalismo é seguir os fatos até onde eles levarem.

E os fatos, neste caso, levam a uma constatação incômoda: André Mendonça está no centro de uma história que envolve o Banco Master, Daniel Vorcaro e uma crise institucional dentro do próprio STF; Flávio Bolsonaro aparece no universo de relações envolvendo Vorcaro; Nikolas Ferreira também surgiu nas revelações sobre o banqueiro; e, apesar disso, a repercussão pública desses nomes não parece guardar proporcionalidade com o tamanho das revelações.

Se isso não é motivo para investigação jornalística permanente, então é preciso perguntar:

o que exatamente precisa acontecer para que a blindagem deixe de funcionar?

Porque óleo de peroba em spray talvez não seja suficiente para explicar tamanho silêncio.

E quando a imprensa decide quem deve ocupar o centro do escândalo e quem deve permanecer nas margens, ela deixa de ser apenas espectadora da disputa política.

Ela passa a fazer parte dela.


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Política

A velha mídia contra o Brasil: Mendonça é apenas mais uma peça do tabuleiro

Não é Mendonça ajoelhado, fazendo pose de homem de fé, que vai conseguir adesão da choldra bolsonarista. Não é um ato de 7 de Setembro, uma manifestação qualquer ou uma oração cuidadosamente exibida para as câmeras. Reduzir o que está acontecendo a esses episódios é enxergar apenas a espuma de uma disputa muito mais profunda.

O jogo que assistimos hoje é, em muitos aspectos, o mesmo jogo que Getúlio Vargas denunciou em sua Carta-Testamento: de um lado, os interesses populares, a soberania nacional e a defesa dos trabalhadores; de outro, as forças econômicas e políticas que jamais aceitaram perder o controle sobre o Estado e sobre os rumos do país.

O que mudou foi a embalagem. Os mecanismos continuam assustadoramente familiares.

A imprensa corporativa, concentrada nas mãos de grandes grupos econômicos, historicamente ocupou um papel central nessa engrenagem. Quando os interesses dos trabalhadores, dos pobres e das populações negras entram em choque com os interesses das elites econômicas, não é raro que a narrativa jornalística seja construída para apresentar a defesa dos interesses populares como ameaça, desordem ou radicalismo.

E é impossível falar dessa história sem lembrar de O Globo.

O jornal já estava em campo quando a disputa pelo projeto de país se intensificou no Brasil do século XX. Sua trajetória esteve associada a momentos decisivos da vida política nacional e à defesa de interesses das elites econômicas. Hoje, diante de um novo ciclo de disputa, a velha fórmula reaparece com roupagem contemporânea: selecionar personagens, fabricar escândalos, estabelecer vilões e heróis, amplificar determinadas agendas e silenciar outras.

Não se trata de dizer que toda crítica publicada pela imprensa seja ilegítima. Trata-se de perguntar quem pauta, quem se beneficia e quais interesses econômicos e geopolíticos são preservados quando determinadas narrativas dominam o debate público.

Porque existe uma dimensão ainda maior nessa história: a questão nacional.

Ao longo da história brasileira, interesses de grupos econômicos internos frequentemente encontraram convergência com interesses estrangeiros. E, nesse terreno, os Estados Unidos sempre ocuparam posição privilegiada na estratégia de poder sobre a América Latina. A defesa de uma agenda econômica subordinada ao capital internacional, a pressão sobre governos populares e a tentativa de limitar projetos de soberania nacional não são invenções recentes.

É justamente por isso que a Carta-Testamento de Getúlio continua sendo lembrada. Independentemente das controvérsias sobre seu governo, há naquela denúncia uma percepção política que permanece atual: o conflito brasileiro nunca foi apenas entre indivíduos ou partidos; é também uma disputa entre projetos de sociedade e projetos de poder.

Por isso, não é a oração de Mendonça que explica a força do bolsonarismo. A oração é apenas o cenário.

O que está em disputa é muito maior: é o controle da narrativa, da política, das instituições e, sobretudo, do projeto de país.

Enquanto a velha mídia tenta transformar cada episódio em espetáculo isolado, é preciso olhar para a engrenagem inteira. Porque, quando os mesmos interesses econômicos aparecem repetidamente protegidos, quando os pobres são tratados como problema e os interesses dos ricos como sinônimo de responsabilidade, quando a soberania nacional é colocada em segundo plano diante de interesses externos, não estamos diante de coincidências.

Estamos diante de um método de poder.

E talvez seja exatamente isso que incomode tanto: perceber que, por trás dos discursos religiosos, das manifestações, das manchetes e das guerras culturais, continua existindo a velha disputa denunciada há décadas — quem controla o Estado, quem controla a riqueza e quem tem o poder de dizer ao povo brasileiro qual história ele deve acreditar.


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