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Vídeo: Trump diz que amanhã “todo o Irã” pode ser “destruído” e que iranianos querem ser bombardeados

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas ameaças contra o Irã ao afirmar que o “país inteiro” pode ser destruído em uma única noite, com a possibilidade de isso acontecer já nesta terça-feira (7).

A ameaça foi feita durante uma coletiva de imprensa, após ele ter dado mais um ultimato ao governo iraniano relacionado ao Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo. Trump declarou que “o país pode ser destruído em uma noite, e essa noite pode ser amanhã”.

Trump já havia dado vários prazos ao Irã sobre o estreito, e dessa vez, foi mais direto e agressivo. “Toda a infraestrutura do Irã pode ser destruída rapidamente. Não há nada que eles possam fazer sobre isso. Eles não têm antiáereo, seus radares foram destruídos. Podemos simplesmente acabar com tudo. Eles não têm chance. Podemos fazer isso de forma rápida”, afirmou.

“Eu dei o prazo para o Irã até amanhã. Se não reabrirem o estreito, vamos fazer o que for necessário. E isso pode incluir ataques a todas as suas usinas de energia, pontes, tudo o que seja necessário. O Irã já perdeu. Eles só não sabem ainda”.

Essas ameaças não se limitaram à guerra em curso, mas também incluíram uma série de declarações criminosas. “Os iranianos querem ouvir bombas. Eles querem ouvir as bombas porque eles querem ser livres. Eles ficam irritados quando não ouvem os bombardeios. É isso que eles querem, e vamos dar isso a eles”, disse Trump. DCM.

“Eles não se importam com mais um ataque. Eles querem ser livres e eles sabem que nós somos os únicos que podemos dar isso a eles”.

Em relação à situação do estreito de Ormuz, Trump pressionou o Irã a ceder, alegando que a situação poderia piorar caso o governo iraniano não ceda às exigências de reabertura da via marítima, essencial para o transporte de petróleo. “Se o Irã não abrir o estreito, eles estarão em grande apuros. Pode ser o fim para eles”, completou o presidente dos EUA, sem dar mais detalhes sobre os próximos passos dos EUA caso o Irã não atenda à pressão.

Além disso, Trump também fez referências à recente ofensiva israelense contra o Irã, destacando a importância de ações contundentes. “Os ataques de Israel são apenas o começo. Se o Irã não ceder, os Estados Unidos farão o que for necessário para garantir a paz. Não vamos tolerar mais ameaças ou ações contra nossos aliados. Se o Irã não recuar, vamos destruir suas capacidades militares”, declarou.

O presidente também se referiu ao resgate de pilotos americanos que caíram no Irã, dizendo: “Já fizemos isso várias vezes. O Irã já sabe o que pode acontecer quando tentam atacar nossos homens e mulheres no campo de batalha. Eles sabem que a resposta dos Estados Unidos será devastadora”.

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Petróleo dispara com ameaça de Trump ao Irã, expondo risco global criado pela escalada militar

A nova escalada na guerra contra o Irã já produz efeitos diretos na economia global. Após Donald Trump prometer intensificar os ataques, o preço do petróleo registrou um salto expressivo, evidenciando o impacto imediato das decisões militares dos Estados Unidos sobre o mercado internacional.

De acordo com dados divulgados por agências internacionais, o barril do petróleo americano (WTI) disparou 11,4%, chegando a US$ 111,54, enquanto o Brent atingiu US$ 109,03, com forte alta no mesmo movimento .

Mercado reage ao risco — não à economia real

A alta não está ligada a crescimento econômico ou aumento de demanda.

Ela reflete medo de desabastecimento global, provocado diretamente pelas falas de Trump, que indicou novos ataques ao Irã sem apresentar qualquer plano concreto de estabilização da região .

Investidores passaram a precificar:mrisco de ampliação da guerra, interrupção do fluxo de petróleo e bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz

Esse último ponto é central: a região responde por uma fatia estratégica do abastecimento energético global.

Guerra já impacta preços e pressiona economias

O efeito dominó já começou.

Além da alta diária superior a 11%, o petróleo acumula valorização de até 18% na semana, segundo dados de mercado .

Esse movimento tende a provocar: aumento nos combustíveis, pressão inflacionária global e encarecimento do transporte e da produção

Ou seja, a guerra deixa de ser regional e passa a atingir diretamente o bolso da população no mundo inteiro.

Escalada militar alimenta instabilidade

A disparada ocorre em um contexto de intensificação do conflito.

Relatórios recentes indicam que o Irã já respondeu às ofensivas e mantém capacidade de reação, enquanto os EUA ampliam ameaças sem conseguir estabilizar o cenário, segundo o Cafezinho.

Na prática, cria-se um ciclo perigoso: ameaça → reação → mais ameaça

O mercado reage a cada nova escalada

Energia vira arma geopolítica

O petróleo, nesse contexto, deixa de ser apenas uma commodity.

Ele se transforma em instrumento de pressão geopolítica.

O bloqueio de rotas estratégicas e o risco de ataques a infraestrutura energética ampliam o poder de barganha do Irã e expõem a vulnerabilidade do sistema global — altamente dependente dessas regiões.

O custo da guerra vai além do campo militar

O salto no preço do petróleo escancara uma realidade: decisões militares têm impacto econômico imediato e global.

E, neste caso, a escalada promovida pelos Estados Unidos não apenas intensifica o conflito, mas também amplia a instabilidade nos mercados.

Um conflito que ninguém controla — mas todos pagam

A disparada do petróleo mostra que a guerra já saiu do controle estratégico e entrou no campo do impacto sistêmico.

Não há previsibilidade, não há estabilidade e não há garantia de solução rápida

No fim, o que se vê é um cenário onde a escalada militar produz efeitos concretos:

**inflação, crise energética e pressão sobre economias — enquanto o conflito segue sem desfecho claro.**


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Brasil Mundo

As big techs e seu alinhamento com o discurso de ódio no Brasil

Saltam aos olhos o alinhamento e favorecimento das grandes empresas de tecnologia (big techs) ao discurso de ódio com movimentos de direita e de extrema direita no Brasil, por isso mesmo tem sido objeto de intensos debates políticos e investigações.

São muitos os relatos e análises que indicam uma combinação explosiva de estratégias de lobby, treinamentos e algoritmos que beneficiam os discursos de extremistas ditos conservadores, sobretudo na atual oposição ao governo Lula.

Nada é feito nesse sentido baseado em informações, é ódio cíclico em estado puro por membros de uma suposta corrente conservadora mais radical do fascismo de extrema direita bolsonarista.

Há treinamentos oficiais do Google e Meta, Facebook, Instagram e Whatsapp realizando oficinas para o PL do clã Bolsonaro, focados no uso da Inteligência Artificial e estratégias de comunicação com cunho violento e de ódio para as eleições de 2026.

Lógico que isso gerou incontáveis críticas sobre o papel omercial e político dessas empresas, mas a coisa, como sabemos, não se resume à ofensiva política organizada pelas big techs em prol da extrema direita.

Sem regulação das redes, pelo intenso lobby no Congresso, em nome da liberdade de expressão, essa gente se protege numa carapaça de modelo de negócio que lucra politicamente com conteúdos altamente agressivos e caluniosos.

A dreita não quer debate, porque não pode debater, quer falar o que dá na cruzeta, pois é fácil apanhar de qualquer um que tenha um mínimo de neurônio diante de um rosário de capim.

Por isso, infalivelmente, os tais conservadores, amarrados na própria limitação intelectual, investem pesadamente nas mentiras desde que nunca tenham que provar nada e, assim, seguem exaltando o cinismo como a única coisa capaz de substituir opiniões ou ideias em um debate sério sobre o destino do país.

E É aí nesse ponto que as big techs lucram com conteúdos mais que sensacionalistas, criminisos. Isso piorou e muito com suas relações próximas às lideranças de extema direita nos EUA, como Trump. Seria fatal que respingaria no Brasil.

Que fique bem claro, as gigantes da tecnologia têm lado e ideologia e não é o lado do povo brasileiro, mas numa disputa contra ele.

Claro, isso é um desafio à democracia, porque favorece sobremaneira a extrema direita no mesmo passo em que opera para invisibilizar, principalmente os blogs e cainais de esquerda, como o Antropofagista.

Todos esses espaços progressistas, de alguma forma, são prejudicados por uma combinação macabra entre bolsonarismo e seus milionários patrocinadores da Faria Lima com as big techs.

Por isso, não só pedimos apoio de qualquer valor aos nossos leitores, mas sobretudo que compartilhem os nossos conteúdos para formar uma grande corrente de luta contra o fascismo brejeiro que conta com o apoio estratégico da extrema direta global via big techs.


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“Oriente Médio vai queimar”: Presidente do Parlamento do Irã alerta Trump

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o republicano ameaçar novamente o Irã. Em uma postagem no X neste domingo, 5 de abril, Ghalibaf disse: “Suas ações insensatas estão arrastando os Estados Unidos para um verdadeiro INFERNO para cada uma das famílias, e toda a nossa região vai queimar porque você insiste em seguir as ordens de Netanyahu”, referindo-se ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

A declaração de Ghalibaf surge após Trump novamente exigir a reabertura do Estreito de Ormuz, importante passagem naval que foi fechada pelo regime iraniano em resposta a bombardeios realizados pelos EUA e Israel. Trump, em uma série de mensagens, usou um palavrão para reforçar suas exigências: “Abram o maldito Estreito, seus bastardos malucos, ou vocês vão viver no inferno – ESPEREM PARA VER. Louvado seja Alá”, disse Trump.

Além disso, Trump fez comentários sobre o resgate de dois pilotos de um caça americano abatido no Irã, chamando a operação de “milagrosa”. Um dos pilotos resgatados está gravemente ferido, segundo informações fornecidas pelo republicano. A troca de acusações entre os líderes de ambos os países aumenta a tensão na região, especialmente devido às disputas sobre o controle do Estreito de Ormuz, vital para o transporte de petróleo.

Em resposta à retórica de Trump, Ghalibaf reiterou que “a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e encerrar este jogo perigoso”. O líder iraniano destacou que a postura de Trump não apenas coloca os Estados Unidos em risco, mas também ameaça a estabilidade de todo o Oriente Médio, uma região já fragilizada por conflitos constantes e pela disputa pelo controle de recursos vitais.

A mensagem de Ghalibaf reflete a crescente frustração do Irã com as ações dos EUA, que, segundo o líder iraniano, são alimentadas por interesses externos, como os de Israel. De acordo com o DCM, enquanto a crise continua a se intensificar, a comunidade internacional observa com cautela os próximos passos dos dois países, que estão cada vez mais próximos de um confronto direto.

O governo iraniano tem intensificado ações militares na região do estreito de Ormuz, enquanto os EUA prometem aumentar as sanções e ações se a passagem não for reaberto até terça-feira, dia 7 de abril.

 

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Trump dá 48 horas para Irã aceitar acordo e ameaça com ‘inferno’

Donald Trump, presidente dos EUA, alerta que o “tempo está se esgotando” para que os iranianos aceitem um acordo e alerta que, caso isso não ocorra, Teerã enfrentará o “inferno”.

O recado foi publicado neste sábado nas redes sociais do republicano e num momento crítico para os EUA.

Trump afirmou:

“Lembram quando dei ao Irã dez dias para FAZER UM ACORDO ou ABRIR O ESTREITO DE ORMIZ? O tempo está se esgotando. 48 horas antes que o inferno se abata sobre eles. Glória a DEUS! Presidente DONALD J. TRUMP.”

A referência religiosa também passou a fazer parte da narrativa da Casa Branca nos últimos dias, o que levou o Vaticano a alertar que “Deus não escuta” orações para ir a uma guerra.

De fato, em 27 de março e depois de várias modificações em seu ultimato, Trump anunciou que suspenderia qualquer ataque a usinas de energia iranianas por 10 dias a partir daquela data.

Nos bastidores e por meio de diplomatas paquistaneses, o governo norte-americano apresentou um projeto de cessar-fogo, com 15 condições. Nenhuma delas envolvia o fim do regime iraniano.

Teerã rejeitou a proposta, alertando que as exigências eram “excessivas”. Em contrapartida, uma nova oferta foi apresentada pelos iranianos, incluindo um compromisso por parte dos EUA de que não voltariam a assassinar os líderes do regime em Teerã.

ICE contra parentes de autoridades iranianas
Instantes depois do alerta de Trump, o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou que o ICE — a polícia de imigração — havia detido parentes de autoridades iranianas.

“Na noite passada, a sobrinha e a sobrinha-neta do falecido major-general Qasem Soleimani, da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, foram presas por agentes federais após o secretário de Estado Marco Rubio ter revogado seu status de residentes permanentes legais”, anunciou o governo.

“Hamideh Soleimani Afshar e sua filha estão agora sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE)”, disse. “Conforme identificado por reportagens da imprensa e por seus próprios comentários nas redes sociais, Soleimani Afshar é uma defensora declarada do regime totalitário e terrorista do Irã”, alegou.

De acordo com Rubio, enquanto vivia nos Estados Unidos, “ela promoveu propaganda do regime iraniano, celebrou ataques contra soldados e instalações militares americanas no Oriente Médio, elogiou o novo Líder Supremo iraniano, denunciou os Estados Unidos como o “Grande Satã” e expressou seu apoio inabalável à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, uma organização considerada terrorista”.

“Afshar Soleimani disseminou essa propaganda para o regime terrorista do Irã enquanto desfrutava de um estilo de vida luxuoso em Los Angeles, como atestam suas frequentes postagens em sua conta do Instagram, recentemente excluída”, disse.

Além da revogação do status de residente permanente legal de Hamideh Soleimani Afshar e de sua filha, o marido de Afshar também foi proibido de entrar nos Estados Unidos.

No início deste mês, Rubio também revogou o status legal de Fatemeh Ardeshir-Larijani, filha do ex-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, e de seu marido, Seyed Kalantar Motamedi. Tanto Ardeshir-Larijani quanto Motamedi não estão mais nos Estados Unidos e estão proibidos de entrar no país no futuro.

“O governo Trump não permitirá que nosso país se torne um lar para estrangeiros que apoiam regimes terroristas antiamericanos”, completou.

Momento de crise
O ultimato está sendo dado num momento de crise para os EUA. Nesta semana, o secretário de Guerra, Pete Hegseth, demitiu o chefe do Estado-Maior do Exército, Randy George, e outros dois generais, em meio à guerra com o Irã.

Para completar, dois aviões americanos foram derrubados pelos iranianos, que destacam a eficiência de seus novos sistemas de defesa aérea.

Um dos pilotos foi socorrido. Mas há uma intensa busca por um segundo militar que estaria a bordo. Um dos temores dos americanos é de que, se capturado, esse soldado poderia se transformar em um troféu para o regime iraniano e ser usado como moeda de troca.

O Irã alega ter abatido dois aviões de guerra americanos — um F-15E e um A-10 Warthog. Para o porta-voz da chancelaria iraniana, Ebrahim Zolfaghari, o fato é uma “humilhação” para os EUA e Israel. A derrubada desmente a tese de Trump de que os americanos teriam praticamente “dizimado” o poder militar iraniano. Para Teerã, suas forças ainda “alcançarão o controle total do espaço aéreo do país”.

*Jamil Chade/ICL


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Mundo

China passa EUA na aprovação global em diferença histórica

Pesquisa mostra que aprovação global à China cresce para 36% enquanto a dos EUA cai para 31% em 2025, ampliando distância histórica entre as potências

A aprovação global à China superou a dos Estados Unidos e atingiu seu maior distanciamento histórico, segundo levantamento recente da Gallup, que mostra crescimento da avaliação positiva de Pequim para 36% em 2025, enquanto a de Washington recuou para 31%. Os dados refletem mudanças na percepção internacional sobre as lideranças das duas potências e foram obtidos a partir de entrevistas em mais de 130 países, segundo a CNN Brasil.

A pesquisa da empresa americana de análise e consultoria Gallup, publicada na sexta-feira (3), revela uma inversão significativa na tendência histórica de aprovação global. Enquanto a China registrou avanço de quatro pontos percentuais em relação a 2024, quando tinha 32%, os Estados Unidos sofreram queda acentuada de oito pontos, partindo de 39% no ano anterior.

A diferença de cinco pontos percentuais entre os dois países representa a maior já registrada desde o início da série histórica, em 2005. Esse cenário reforça a consolidação de uma mudança gradual na percepção global sobre as lideranças internacionais.

O levantamento também comparou outros países. A Alemanha aparece com a maior aprovação mediana em 2025, com 48%, enquanto a Rússia registra 26%, mantendo-se abaixo tanto da China quanto dos Estados Unidos.

A queda da aprovação americana coincide com a mudança política interna nos Estados Unidos, marcada pela transição do governo do democrata Joe Biden para o republicano Donald Trump. A pesquisa aponta que momentos anteriores de liderança chinesa sobre os EUA ocorreram em 2008, durante a crise financeira global, e entre 2017 e 2018, nos primeiros anos do mandato anterior de Trump.

A Alemanha foi o país onde a imagem dos Estados Unidos sofreu a maior retração, com queda de 39 pontos percentuais. Reduções superiores a dez pontos também foram observadas em diversos países europeus, com exceção do Leste Europeu, além do Canadá.

Em contrapartida, a popularidade americana apresentou crescimento em alguns locais, com destaque para Israel, onde houve aumento de 13 pontos percentuais. Países como Kosovo, Israel, Polônia, Albânia e Filipinas demonstram maior alinhamento com Washington.

Já Rússia, Paquistão, Tunísia, Singapura e Hong Kong tendem a avaliar de forma mais favorável a liderança chinesa em comparação à norte-americana, indicando uma divisão geopolítica nas percepções globais sobre as duas potências.

*BdF


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Mundo Política

Se cuida Brasil! Trump começa a promover intromissão em eleições com participação da extrema direita

O presidente Donald Trump decidiu que votações fora de seu país que envolvam a extrema direita são também eleições de seu interesse. Nesta semana, a Casa Branca decidiu despachar o vice-presidente JD Vance para a Hungria, numa operação para tentar salvar o líder ultraconservador e considerado como um modelo para Bolsonaro, Javier Milei, José Antonio Kast e tantos outros.

Orbán, no poder há 16 anos, vive uma encruzilhada. Pela primeira vez, as pesquisas de opinião mostram que ele pode perder a eleição que ocorre no dia 12 de abril.

A visita de Vance, que começa na terça-feira, incluirá encontros com Orbán e um discurso público, justamente na reta final de uma acirrada campanha eleitoral. A cidade será praticamente fechada, inclusive uma ala do aeroporto.

Não é a primeira vez que Trump decide se fazer presente numa eleição. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, agiu para apoiar o presidente Javier Milei antes das eleições de meio de mandato, inclusive com um cheque de US$ 20 bilhões. No Japão, a eleição também revelou um ação direta dos EUA.

Honduras, Polônia, Romênia e vários outros países sentiram o que representa ter seu processo eleitoral no foco de Washington nos últimos meses.

Mas, no caso da Hungria, o que está em jogo é o futuro de um dos principais aliados do movimento MAGA em toda a Europa.

A relação entre a Casa Branca e Orbán, porém, foi marcada por desencontros. Em novembro, tentando repetir o cheque recebido por Milei, o húngaro foi até Washington para ser recebido por Trump. O húngaro chegou a anunciar a aprovação de um pacote financeiro, negado dias depois pela Casa Branca.

Mesmo assim, Budapeste modificou sua narrativa para explicar que, de fato, o pacote estava “disponível” caso o país precisasse.

O mal-estar foi superado com uma viagem de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, para a Hungria em fevereiro.

A ação não se limita às visitas oficiais. Apesar de todos os institutos de sondagem darem a vitória ao opositor de Orbán, aliados de Trump divulgaram há poucas semanas um resultado diferente. A McLaughlin & Associates, conhecida como a “pesquisa de opinião preferida de Trump”, publicou um levantamento dizendo que Orbán vencerá a eleição com seis pontos de vantagem.

Peter Magyar, o opositor, vem usando a ingerência dos EUA na eleição para alertar sobre o preço que Trump poderá cobrar pelo apoio, insinuando acordos militares não divulgados e sugerindo que Washington pode buscar concessões em troca de seu apoio. “Tanto a ajuda do Leste quanto a do Oeste têm um preço”, disse.

*Jamil Chade/ICL


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Brasil Mundo

Vídeo: “Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”, responde Lula ao ataque de Trump ao Pix

O presidente Lula afirmou nesta quinta (2) que “ninguém” vai forçar o governo brasileiro a mudar o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil. O petista deu a declaração após a divulgação de um relatório do governo dos Estados Unidos, que criticou a ferramenta por supostamente prejudicar empresas americanas de pagamentos eletrônicos, como Visa e Mastercard.

“Os Estados Unidos fizeram um relatório nesta semana sobre o Pix, disseram que o Pix distorce o comércio internacional, porque o Pix acho que cria problema para a moeda deles. O que é importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir. O Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, afirmou.

Durante sua visita a Salvador (BA), Lula argumentou que o sistema foi criado para atender às necessidades do povo brasileiro e que ninguém vai mudar sua estrutura por pressões externas. “O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix, para que, cada vez mais, ele possa atender às necessidades de mulheres e homens”, completou.

O relatório do governo dos EUA, divulgado nesta quarta (1º), afirmou que o Pix gera prejuízo a fornecedores americanos e distorce o comércio internacional. O documento divulgado pelo governo de Donald Trump também reclama do Mercosul, da “taxa das blusinhas” e da rua 25 de Março.

Durante o evento, o presidente também criticou os altos custos do sistema de pagamentos tradicional, como os cartões de crédito, e reforçou que o Pix é uma alternativa gratuita e rápida, funcionando 24 horas por dia e simplificando as transações financeiras.

Ele defendeu que, embora o Brasil seja produtor de tecnologias financeiras, o mercado brasileiro é muitas vezes afetado por pressões externas, como as feitas pelas gigantes de pagamentos dos EUA.

Além da defesa do meio de pagamento, Lula também detonou a privatização de empresas estratégicas do Brasil, como a BR Distribuidora. Ele alegou que, com a venda da subsidiária da Petrobras, o governo perdeu a capacidade de regular melhor os preços dos combustíveis, afetando diretamente o bolso dos brasileiros. Com DCM.


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Vídeo: Embraer conclui testes do KC-390 em frio extremo, incluindo pousos em meio à neve na Suécia

O Embraer KC-390 Millennium segue ampliando sua presença internacional e demonstrando suas capacidades operacionais em ambientes extremos. Como parte de uma turnê mundial de demonstração, a aeronave esteve recentemente no Campo de Testes de Vidsel, na Suécia, onde realizou com sucesso operações em condições severas de frio.

Durante os testes, o KC-390 executou pousos e decolagens curtos, comprovando sua aptidão para operações dispersas mesmo em cenários climáticos adversos. Segundo o comunicado, a missão foi concluída com 100% de sucesso, reforçando a confiabilidade da aeronave em ambientes de baixa temperatura e pistas desafiadoras.

De acordo com a Aerolin, a demonstração integra a estratégia de promoção global do cargueiro militar, desenvolvido pela Embraer, que vem conquistando novos mercados e consolidando sua presença junto a forças aéreas internacionais.

Em 2025, a Força Aérea Sueca confirmou a aquisição de quatro unidades do KC-390, com o objetivo de modernizar sua frota de transporte militar. Com a decisão, a Suécia tornou-se a sétima nação da OTAN a selecionar a aeronave, ampliando a presença do modelo dentro da aliança.


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Mundo

Irã ameaça atacar big techs americanas no Oriente Médio, Meta, Google e Tesla

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta terça-feira (31) que começará a atacar empresas americanas no Oriente Médio, como parte de uma retaliação aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e Israel.

A declaração foi dada em um comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana, que detalhou 18 organizações que seriam alvos a partir das 20h (horário local) de quarta-feira (1), horário de Brasília. O texto da Guarda Revolucionária enfatiza que as ações serão direcionadas a empresas que, segundo o Irã, participam de operações consideradas “terroristas”.

“Vocês ignoraram nossos repetidos alertas e, hoje, vários cidadãos iranianos foram martirizados em ataques terroristas perpetrados por vocês e seus aliados israelenses. Em resposta a essas operações, de agora em diante, as principais instituições atuantes em operações terroristas serão nossos alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para sua própria segurança. Os moradores das áreas próximas a essas empresas terroristas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e procurar um local seguro”, afirmou a Guarda no comunicado.

A lista de empresas americanas sob ameaça inclui gigantes como Boeing, G42, Spire Solution, GE, Tesla, JP. Morgan, Nvidia, Palantir, Dell, IBM, Meta, Google, Apple, Microsoft, Oracle, Intel, HP e Cisco. O Irã orienta também que moradores em um raio de um quilômetro dessas empresas no Oriente Médio evacuem as áreas imediatamente.

Ainda nesta terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que bombardeou duas instalações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio: uma base secreta nos Emirados Árabes Unidos e um alojamento de tropas no Bahrein. Os ataques, de acordo com o Irã, foram realizados com precisão e causaram danos substanciais.No entanto, até o momento, os Estados Unidos, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein não confirmaram oficialmente os ataques. De acordo com a versão iraniana, a base secreta no Emirados Árabes Unidos, localizada fora da base aérea de Al Minhad, foi destruída.

O Irã afirmou que cerca de 200 soldados americanos estavam na base no momento do ataque. As autoridades americanas, no entanto, não confirmaram essas alegações. A Guarda Revolucionária também afirmou ter atingido um alojamento de tropas no Bahrein, onde estavam estacionadas as forças da 5ª Frota Naval dos EUA.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, comentou sobre os ataques, afirmando que as tropas americanas haviam abatido dois mísseis disparados pelo Irã contra uma sala de oficiais. No entanto, ele não forneceu mais detalhes sobre o incidente ou sua localização.

Os ataques do Irã às bases militares dos EUA no Oriente Médio têm sido uma retaliação crescente à presença militar americana na região desde o início do conflito. As bases, que foram alvo de bombardeios nas últimas semanas, foram evacuadas pelos Estados Unidos no início deste ano, a fim de evitar baixas nas tropas americanas.

Enquanto isso, o Irã continua a afirmar que suas ações têm como objetivo proteger a soberania nacional e responder aos ataques sofridos. Segundo o DCM, o governo iraniano destacou que a retaliação também visa pressionar as potências ocidentais a reconsiderarem sua política na região.


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