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Vídeo: Brasil tem 22.169 casos de covid-19, 1.223 mortes e Bolsonaro espalha vírus de dentro do Palácio do Planalto

Todos sabem que Bolsonaro está orquestrando as ações nas ruas e estradas contra o isolamento social.

Agora à tarde, como mostra no vídeo publicado em seu twitter, Bolsonaro compartilha uma manifestação de motoristas orquestrada por ele e escreve: “Além do vírus, agora também temos o desemprego, fruto do “fecha tudo” e “fica em casa”, ou ainda o “TE PRENDO”.
– Para toda ação desproporcional a reação também é forte. O Governo Federal busca o diálogo e solução para todos os problemas, e não apenas um.”

O cara é imundo, todos sabem, inclusive os que o apoiam, na verdade o apoiam porque ele é imundo e isso fascina os que são tão imundos quanto ele.

EUA, França, Itália, Inglaterra, entre outros, vêm pedindo para seus cidadãos deixarem o Brasil o mais cedo que puderem. Motivo: Bolsonaro quer transformar o Brasil no epicentro do coronavírus no planeta. O mundo todo já sabe disso, só os bolsonaristas que não.

Não satisfeito, Bolsonaro disse também hoje, em transmissão ao vivo pelas redes sociais do Planalto: “Precisamos cada vez mais de liberdade. O país precisa ser informado do que realmente está acontecendo. E não através do pânico, mas através de mensagens de paz, de conforto, [para] cada um se preparar para a realidade”.

Sua fala ocorreu na abertura de uma videoconferência com representantes católicos e evangélicos com o objetivo de celebrar a Páscoa.

Bolsonaro só tem uma intenção, infectar todos os brasileiros o mais rápido possível para tentar salvar a economia, ter a proteção do mercado para salvar as cabeças dos três filhos criminosos e a sua própria nos casos envolvendo assassinatos, milícia, Marielle, Adélio, corrupção da rachadinha, Queiroz e outras tramas com as quais o clã está envolvido até a alma. Casos que estão sendo barrados de avançar na justiça pelos poderes que o mandato de presidente confere a Bolsonaro. Se ele cair, o castelo do clã vai ao chão.

Por isso, Bolsonaro vai até o fim nessa sua política genocida para salvar os filhos e ele próprio da cadeia, mesmo que, para isso, tenha que matar milhões de brasileiros espalhando vírus pelo país todo.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vídeo: Manifestação macabra vai às ruas de Curitiba orar por Bolsonaro e pela morte de médicos, doentes e idosos

Carreata macabra encheu uma avenida de Curitiba (PR), para apoiar e orar por Bolsonaro.

Juntos, manifestantes que pediam o fim do isolamento social, mostraram todo o desprezo humano pelas pessoas que estão no grupo de risco como idosos, pessoas com comorbidades e todos os profissionais da saúde que estão na linha de frente contra o coronavírus.

Os manifestantes, alguns com crianças no colo, saíram de seus carros e fizeram orações no meio da avenida, contrariando orientações da Organização Mundial de Saúde

Ou seja, oraram para que Bolsonaro viva e que milhares de brasileiros morram em nome do lucro de seus negócios.

Isso não tem nada a ver com política ou direito de manifestação.

Trata-se de uma ação orquestrada por empresários em prol da morte de quem discorda que o mercado seja mais importante do que a vida das pessoas.

Isso é crime e corre o risco de uma reação popular violenta sem que se tenha noção da consequência contra quem vai para as ruas pelo assassinato dos outros.

A conferir.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vídeo: Mainardi diz que Bolsonaro é um abjeto, desavergonhado e mostra quanto custa tocar para maluco dançar

Antes de qualquer coisa, é preciso deixar bem claro que Bolsonaro representa a falência absoluta da direita brasileira. Ele chegou ao poder porque todas as outras opções que a direita tinha faliram. Certamente, Mainardi, assim como tantos tucanos, sonhou com Alckmin, Aécio e até mesmo desenterrar FHC de sua tumba. O problema é que o PSDB entrou num buraco sem a menor chance de saída.

Bolsonaro, um psicopata que todos sabiam quem era, como pensava, como agia e com todos os diagnósticos de um maníaco, transformou-se na opção antipetista, ou seja, a mídia em peso fez sua opção sem medir as consequências do que estava colocando no poder, mas o conhecido “tudo, menos o PT” que promoveu o golpe em Dilma, a condenação e prisão de Lula, não queria ouvir falar numa outra derrota para o PT. Seria a quinta consecutiva.

Se hoje o bolsonarismo é uma  xepa do aecismo surtado, porque é daí que brotou esse monte de celerado que toma veneno em praça pública para tentar matar o PT, ele tem raízes no ódio construído e lapidado durante anos por uma direita que jamais aceitou ser derrotada quatro vezes pelo Partido dos Trabalhadores e ter um presidente como Lula com a maior aprovação da história.

Isso, sem falar que Dilma, até onde pôde governar, em 2014, último ano do seu primeiro mandato, o Brasil viveu o pleno emprego com salário mínimo tendo o maior poder de compra da história.

A campanha de ódio não destruiu o PT e sim quem promoveu a campanha. E Bolsonaro nada mais é do que essa aquarela de ódio pintada com a pata, um político chulé saído do baixo clero que ceifou a cinturinha envernizada dos tucanos, prometendo fazer do Brasil um estadozinho, como queria o mercado e, agora, vendo-se inviabilizado por uma série de fatores que se somam à pandemia, promove uma verdadeira molecagem com o país indo para a TV e também nas ruas convocar o povo para um suicídio coletivo em nome do lucro dos ricos.

Mainardi, que vive na Itália, sabe mais do que ninguém o que o coronavírus é capaz de produzir em termos de tragédia humana e fala sob essa carga de emoção que, certamente, está lhe apavorando, já que está em um país que é o epicentro da pandemia. E pelo jeito, ele, assim como muita gente da direita, não imaginava que Bolsonaro, eleito com o apoio dele, chegaria à insanidade que chegou.

A fala de Mainardi não deixa de ser simbólica porque ela representa uma direita que fica cada dia mais inviabilizada por ter apostado no ódio contra o PT, mas principalmente contra os pobres, tendo como resposta esse vulcão de estupidez assassina chamado Bolsonaro.

Isso nos obriga a dizer a velha máxima, “quem pariu Mateus, que o embale”.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Nassif – O reino da estupidez: em Goiás, Bolsonaro explicita intenção de contaminar todo o país

O improvável governador de Minas Gerais, Romeu Zema, provavelmente o mais despreparado governador que jamais apareceu na história do Brasil, saiu do encontro com Bolsonaro falando da necessidade de desbloquear as cidades para que o vírus pudesse passear. Parecia um novo erro verbal, mas o restante da declaração confirmou o inusitado da conclamação.

Agora, na visita ao hospital de campanha de Goiás, uma repórter da CNN ouviu Bolsonaro afirmar para o governador Ronaldo Caiado que todo mundo precisaria ser contaminado. A resposta de Caiado foi passar para Bolsonaro álcool gel para que esterilizasse as mãos. Na tenda, Bolsonaro tirou a máscara, contra todas as recomendações do Ministério da Saúde.

Essa é a estratégia, agora explícita de Bolsonaro. Ouvindo seus especialistas, dentre os quais o impublicável Osmar Terra, Bolsonaro se convenceu que, estando toda a população contaminada, os mortos serão enterrados e os vivos terão a vacina natural, decorrente dos anticorpos desenvolvidos.

 

*Do GGN

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Vídeos: Carreata de bolsonaristas para a Paulista, barra ambulâncias e chama Dória de comunista

Apoiadores de Jair Bolsonaro participaram de uma carreata pelas ruas da cidade de São Paulo na tarde deste sábado, 11, para protestar contra as medidas de isolamento social adotadas pelo governador João Doria contra o avanço da pandemia de coronavírus.

Com bandeiras do Brasil, e algumas dos Estados Unidos, os bolsonaristas pararam o trânsito na avenida Paulista, atrapalhando inclusive o tráfego de ambulâncias.

De dentro dos seus carros os manifestantes, vários deles usando máscaras cirúrgicas, imitavam armas com as mãos, gritavam “fora Doria” e bordões contra o comunismo como “nossa bandeira jamais será vermelha”.

Confira os vídeos:

https://twitter.com/torturra/status/1249083266570780674?s=20

 

 

*Com informações do 247

 

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Vídeo: em Goiás, Bolsonaro volta a provocar aglomerações. Sua meta é matar mais de 100 mil

Em visita à obra de um hospital de campanha em Águas Lindas de Goiás,  município a 57 km de Brasília, Bolsonaro voltou a confrontar recomendações das autoridades de saúde e provocou aglomerações de apoiadores, além de cumprimentá-los e sem usar máscara.

O maníaco do Palácio do Planalto chegou ao local de helicóptero, mas, assim que desceu da aeronave, Bolsonaro subiu em um barranco e foi até um grupo de pessoas que se amontoavam em um cordão de isolamento.

Após a visita, voltou em outros focos de aglomeração e retirou sua máscara para cumprimentar a população e espalhar o vírus, desta vez, em Goiás.

Enquanto não ultrapassar a marca de 100 mil mortes, Bolsonaro não vai parar de disseminar o vírus pelo Brasil.

Assista:

 

*Da redação

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Como as Forças Armadas, que são parte do governo, explicam Bolsonaro, o maníaco que saiu da escola militar

Quando se fala que Bolsonaro é um maníaco, um psicopata, fala-se algo que está em consonância com o laudo do próprio exército no período de sua expulsão.

Até aí, está tudo certo. As Forças Armadas começam a se enrolar nessa história na hora de explicar o que tantos militares da alta patente, da reserva e da ativa, estão fazendo nesse governo.

Não há a menor dúvida de que, pelo seu comportamento, como disse a economista Laura Carvalho, ” a morte dos pobres (e são os que mais vão morrer) vai cair no colo de Bolsonaro” e, consequentemente, das Forças Armadas, mesmo que a mídia, de tempos em tempos, insista em dizer que os militares não são parte desse governo.

E convenhamos, algo extremamente difícil de explicar, como a mídia chegou a esse cálculo político, até porque generais da ativa sabem que o coronavírus vai atingir em cheio as tropas, já que a maioria dos soldados mora em comunidades pobres, vindos de famílias pobres e, portanto, serão mais atingidas pela doença.

Beira à esquizofrenia o silêncio das Forças Armadas diante do comportamento genocida de Bolsonaro, inclusive depois de um manifesto da própria instituição em apoio ao isolamento social.

É certo que essa culpa não pode ser jogada somente nas costas dos militares, Bolsonaro não chegou ao poder de improviso, teve apoio maciço das classes dominantes, as mesmas que trouxeram o vírus para o Brasil e que foram também atingidas primeiro, mas que, no final das contas, na soma total dos casos, serão infinitamente menos atingidas do que as classes menos favorecidas da população.

É a herança civilizatória da escravidão, como bem disse Milton santos, vigente nos tempos atuais, é que determinará a grosso modo quem vai morrer e quem vai viver.

Bolsonaro fez de tudo para chantagear os pobres para que eles voltassem ao trabalho pelo lucro dos ricos que sustentam o seu governo inútil ao país, mas extremamente benéfico aos banqueiros, à agiotagem que, certamente, estão bem guardados dentro de um abrigo mais blindado e seguro do que os cofres dos seus bancos, enquanto Bolsonaro manobrou e, agora, vai às ruas exigir que os pobres voltem a trabalhar para o grande capital, porque o show dos milhões tem que continuar. E faz isso atropelando, como presidente da República, toda a orientação de órgãos sanitários nacionais e internacionais.

Bolsonaro, com esse comportamento, está provocando um genocídio, em primeiro lugar dos profissionais da saúde que estão na linha de frente no campo de batalha dentro dos hospitais contra um vírus perigosíssimo por ser extremamente contagioso.

Em seguida, os que sofrerão mais com essa irresponsabilidade serão os garis, que carregam o lixo das casas, inclusive das casas de pessoas infectadas, muitas vezes sem saber que estão.

Depois, vêm os profissionais que não podem deixar de trabalhar como os de serviços essenciais, como supermercados, farmácias, bancos, corpo de bombeiros, policiais civis e militares, exército, marinha, entre outros. Ou seja, Bolsonaro é inimigo desses milhões brasileiros que estão mais expostos à contaminação pelo coronavírus.

E pelo seu comportamento de psicopata, o maníaco do Planalto, que já usou todos os subterfúgios para negar a existência e gravidade da pandemia, classificando-a como gripezinha, resfriadinho e, mais à frente, bancando o médico com o receituário da cloroquina, convocando manifestações de comerciantes contra o isolamento e, agora, indo para as ruas promover aglomerações e a consequente disseminação do coronavírus. Isso, sem falar do pior, a sua postura tem levado milhões de brasileiros a seguirem seu comportamento, porque, na verdade, Bolsonaro pretende na próxima semana transformar o país em uma bomba biológica que, inevitavelmente, levará o sistema de saúde ao colapso.

E quem pensa que, depois disso, ele vai parar, não tem ideia de como se comporta um psicopata.

Diante desse caos, as Forças Armadas sairão com a imagem ainda mais deteriorada porque Bolsonaro soube explorar bem a sua imagem de militar, mesmo sendo político há trinta anos e, principalmente porque muitos militares da reserva e da ativa, encantados com o canto sereia e abraçados com o monstro, estão levando as Forças Armadas para o centro da tragédia nacional.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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Laura Carvalho: Morte de pobres por coronavírus ‘cairá no colo do governo Bolsonaro’

Economista Laura Carvalho alerta para riscos de quebrar isolamento e os efeitos severos para periferias: “idosos são vulneráveis, mas recorte de raça e social é grande”

O coronavírus afetará drasticamente os mais pobres pela falta de recursos, de acesso à saúde e maior incidência de doenças agravadas pelo vírus. A conclusão vem de um estudo feito pela Universidade de São Paulo em parceria com o Levy Economics Institute e a Escola de Medicina de Harvard Medical School, dos Estados Unidos.

Uma das autoras do estudo, a doutora em economia e professora da USP Laura Carvalho, autora do livro “Valsa Brasileira: Do boom ao caos econômico” (Todavia, 2018), detalha os motivos que colocam as populações periféricas e pobres em maior vulnerabilidade. Para ela, é preciso que o governo aja.

“As mesmas populações que saírem de casa para preservar a renda neste momento, os mesmos descontentes pela perda de renda, serão as mais sujeitas aos efeitos devastadores da pandemia do ponto de vista da saúde pública”, explica. “E isso certamente cairá no colo do governo Bolsonaro”.

“Bolsonaro quer sempre tratar o grupo de idosos como mais vulneráveis, que existe o risco que a doença provoca, mas o recorte de raça e social é grande. Há efeitos desproporcionais e deixarão o país muito mais desigual”, pondera a economista.

Para Laura, medidas como a renda mínima já deveriam estar sendo pensadas como forma de proteção social muito antes dessa crise. “E agora é preciso pensar de que maneira podem ficar no pós-pandemia”, avalia.

Confira entrevista:

Ponte – O estudo alerta para o maior perigo aos mais pobres. Quais as causas?

Laura Carvalho – Tem três dimensões que geram esse efeito desproporcional: as razões que fazem as pessoas mais pobres terem contaminação, como o transporte, o número de pessoas que dividem dormitórios na mesma moradia, a impossibilidade de parar de trabalhar, ter que sair do isolamento pelo baixo nível de renda; a segunda é o acesso à saúde. Ainda temos no Brasil um sistema público, mas o número de leitos por 10 mil habitantes é cinco vezes menor no SUS [Sistema Único de Saúde] do que no sistema privado. O caso tenderá a ser tratado de forma pior dada a desigualdade de acesso à saúde; a terceira é, na verdade, a que eu exploro no estudo: a presença maior de doenças crônicas associadas aos casos graves, algo já documentado, como os casos de diabetes, e que observamos de fato no Brasil.

Ponte – Como prevenir que a mortalidade atinja pessoas da “base da pirâmide social”, como dito no estudo?

Laura Carvalho – Cada um dos fatores tem medidas para minimizar. Pelo lado da renda, se existe a impossibilidade de isolamento, já tem medidas sendo tomadas, precisa desenhar medidas urgentes que atinjam camadas e possibilitem preservação de renda imediatamente para evitar o fim do isolamento. As medidas pelo lado do acesso à moradia, pela alta densidade e desigualdade, são necessárias políticas públicas que reduzam essas desigualdades. E, do lado do acesso à saúde, para além da destinação de mais recursos ao SUS, a realocação na pandemia de leitos da rede privada para o sistema público para tentar reduzir a deficiência.

Ponte – As ações tomadas até o momento pelo governo federal voltadas para a renda, como R$ 600 e R$ 1,2 mil para trabalhadores informais, são suficientes para diminuir este risco?

Laura Carvalho – Dizer que é suficiente é complicado. Precisamos considerar a perda de renda muito alta nesse primeiro momento da pandemia, de isolamento, sobretudo para quem está ligado a serviços. É uma iniciativa que já aumentou bastante o valor ao que era proposto e que, em uma família que tem mãe solteira ou dois adultos, por exemplo, chega a um salário mínimo, algo bastante relevante considerando o grau de vulnerabilidade. O problema é que essas medidas não impedem que outros trabalhadores sejam obrigado a irem aos trabalhos. Tem os casos dos que não perderam seus empregos, não querem perder e ainda estão tendo que trabalhar mesmo fora dos setores considerados essenciais. Teriam que ter medidas restritivas maiores, em mais setores, que de fato proibissem a exigência de trabalhadores mais vulneráveis [comparecerem aos seus postos de trabalho] e medidas para preservação de empregos. Não de as empresas tomarem o dinheiro e forçar demissão. Reduzir o risco é o grande desafio.

Ponte – O presidente Jair Bolsonaro e alguns empresários, como Roberto Justus e o Junior Durski, sugerem um isolamento social mais brando para não prejudicar tanto a economia. O que você acha disso?

Laura Carvalho – Isso na verdade é um falso dilema. Não há no debate econômico algum economista que considere o fim do isolamento um ponto que possa trazer recuperação da economia mais rapidamente. As pessoas continuam inseguras, dado os riscos para essa massa de trabalhadores mais vulneráveis economicamente que a pesquisa aponta ser mais vulnerável nos casos mais graves. A crise de saúde pública que seria desencadeada com a retirada das medidas restritivas trariam enorme prejuízo social, de saúde e econômico. Tem vulnerabilidade econômica e tem a vulnerabilidade à contaminação e severidade dos casos.

Ponte – Qual o grande problema dessa questão?

Laura Carvalho – O problema maior é justamente a população mais vulnerável economicamente é a mais propensa a sair do isolamento e as mesmas que estão com mais riscos de óbito. Tragédia seria opor a morte econômica à morte física, o que não pode ocorrer. Para isso, realmente precisa não só melhorar rapidamente as perspectivas de acesso à saúde, os hospitais de campanha, as alocações de leitos, que considero fundamental, como também garantir medidas que estejam vigorando e preservar a renda. Tem um problema de timming: a demora no pagamento tem um impacto, precipita a saída do isolamento.

Ponte – É uma questão voltada mais para a política do que para a economia?

Laura Carvalho – Sim. É uma tentativa do governo Bolsonaro de explorar, diante da crise econômica que virá com isolamento e que virá em todos os países, e tentar transferir a responsabilidade da crise para os governadores e imprensa em geral, que mais estão defendendo a política de isolamento. Com isso, conforme a pandemia evoluir e colocar a população mais vulnerável em risco, se isso for gerando um número de óbitos e o colapso do sistema de saúde desproporcional tal qual estamos prevendo. As mesmas populações que saírem de casa para preservar a renda neste momento, os mesmos descontentes pela perda de renda, serão as mais sujeitas aos efeitos devastadores da pandemia do ponto de vista da saúde pública. E isso certamente cairá no colo do governo Bolsonaro.

Ponte – Há um risco de a pandemia atingir principalmente os negros, como ocorre hoje nos EUA?

Laura Carvalho – Sim. Aqui no Brasil a gente também tem uma associação alta de desigualdade de renda e desigualdades raciais. Assim como nos Estado Unidos, as populações mais vulneráveis do ponto de vista do acesso à saúde e riscos de contaminação que tinha mencionado anteriormente e da incidência de doenças que favorece a Covid-19, tem recorte racial muito claro. Tende a vermos isso. Trabalhando os números para tentar identificar melhor os efeitos, o problema é que na PNS (Pesquisa Nacional de Saúde, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) há uma subnotificação entre os mais pobres e os negros, pardos e indígenas, por exemplo de doenças crônicas. Dentro dessa população há uma proporção bem relevante das pessoas que nunca foram ao médico, não é possível identificar uma incidência maior ou não.

Ponte – Nesse caso, haveria o risco de algo semelhante a um genocídio?

Laura Carvalho – Considerando que há uma medida intencional, declarações, estímulos partindo do presidente para a população sair de casa, o número de óbitos pode ser muito maior e o efeito da pandemia maior nas pessoas pobres e negras, podemos, sim, falar em genocídio. Uma política genocida, ainda, claro, com efeitos indiretos. Na prática, Bolsonaro quer sempre tratar o grupo de idosos como mais vulneráveis, que existe o risco que a doença provoca, mas o recorte de raça e social é grande. Há efeitos desproporcionais e deixarão o país muito mais desigual.

Ponte – Até quando a ajuda emergencial aos mais pobres deve ser mantida?

Laura Carvalho – Sou a favor de que se aproveite a oportunidade para se pensar em um mecanismo mais amplo de proteção social permanente. Há um recorde de informalidade no mercado de trabalho, temos um mundo com o trabalho sendo transformando em todos os países e tendo relações trabalhistas cada vez mais instáveis, o que coloca a população em situação de vulnerabilidade muito maior. Medidas como a renda mínima já deveriam estar sendo pensadas como forma de proteção social muito antes dessa crise e de que maneira podem ficar no pós-pandemia.

Ponte – Há estudos apontando que o isolamento social diminuiu entre a última semana de março e os primeiros dias de abril. Esse processo de afrouxamento, neste momento, deve favorecer ou prejudicar a retomada da economia?

Laura Carvalho – Certamente não favorece. Claro que o isolamento tem um impacto de recessão imediata, na medida em que nem quer que a população saia para consumir. É preciso manter a renda no que é essencial para permitir que se compre o que realmente é essencial. É possível esperar, caso seja bem sucedido em conter a progressão dessa epidemia e evitar o colapso saúde, se reverter a curva e, dessa forma, a recuperação pode ser razoavelmente rápida. Para que isso aconteça, é preciso medidas da preservação de renda e preservação dos setores envolvidos, que as empresas não fechem, que o trabalhadores não percam seus vínculos. Caso seja possível, a recuperação tende a ser mais rápida se tomar esse tipo de medida. Nada garante que a economia vai se recuperar, na verdade. Falamos de recuperação em V, de mais rápida, em U, mais moderada, ou L, quando a economia está estagnada e não retorna ao nível anterior. A crise de saúde pública com número enorme de mortos, não controle da pandemia, deixa a população em tal grau de insegurança que leva à recuperação em tipo L, a pior. Claro, a recuperação vai depender da agenda que o governo adotar no pós-pandemia. Se fizer isolamento e retomar a agenda com austeridade mais drástica, como defendem, pode prejudicar a velocidade de a economia retomar.

Ponte – Para o período pós-pandemia, o que os gestores econômicos devem fazer? Faz sentido voltar a implementar teto de gastos e mais austeridade, já que a dívida pública estará muito maior?

Laura Carvalho – No pós-crise as pessoas estarão mais endividadas, será difícil retomar o consumo e suas atividades. Será um mundo com mais desigualdade. Os efeitos são muito distintos nas classes sociais, o que agravará ainda mais a concentração de renda e riqueza, mais dívida pública, e mais desigualdade. Se resolver a dívida pública forçando a política de mais austeridade, mais agressivas, mais cortes para serviços públicos e proteção social, sem investimento, vai tender a levar a gente para um quadro bastante dramático de estagnação mais grave do que vivemos em 2017. A outra alternativa é desenhar medidas que permitam esse controle da dívida pública pelo lado da geração de receita, medidas de tributação da renda e patrimônio dos mais ricos, a maneira mais interessante de dividir a conta da pandemia.

 

*Arthur Stabile/Ponte

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Bolsonaro, com seu comportamento genocida, está vencendo: no Brasil, número de óbitos cresce assustadoramente

Bolsonaro arrumou um jeito de tirar a legitimidade do STF que o proibiu de fazer apologia ao fim do isolamento social. Então, resolveu ele próprio ir para a rua, sabendo que, por onde passa, vira uma bomba biológica pela quantidade de pessoas que aglomeram e e se infectam. Bolsonaro não só contamina Brasília inteira, como estimula a contaminação em massa no país.

Como disse David Uip: “queda no isolamento acelerou mortes em SP de forma vertiginosa”.

Bolsonaro, possivelmente, se infectou e já está com anticorpos e, por isso pode aglomerar pessoas nas ruas, pois não será atingido, somente elas, o que está fazendo muita gente se revoltar com sua atitude, já que está promovendo a disseminação do coronavírus, o que, consequentemente vai gerar mais infectados, mais enfermos e mais mortes.

E isso acontece num momento em que o número de mortes de pessoas com idade abaixo de 60 anos aumentou significativamente no Brasil.

Em suas caminhadas públicas em que promove a disseminação do vírus, não se vê nenhum dos seus filhos do seu lado, pois certamente estão se prevenindo, como se preveniram no período em que todos achavam que Bolsonaro estava infectado, tanto que não tem uma imagem sequer de filhos do seu lado.

O fato é que Bolsonaro sabe o que está fazendo e parece gostar de ver o crescimento da pandemia no Brasil, já que, como disse o jornal inglês The Economist: “Bolsonaro apresenta sinais de insanidade”.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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Vídeo – Meleca assassina: Porco, Bolsonaro esfrega o nariz e cumprimenta idosa durante passeio

Além de assassino, Bolsonaro é porco.

Como já é sabido por todos, os idosos estão no grupo de risco do coronavírus, que já matou quase mil pessoas no Brasil. Foi a segunda vez, em dois dias, que Bolsonaro rompeu o isolamento, contrariando a recomendação das autoridades sanitárias.

Além de romper o isolamento e descumprir as orientações das autoridades sanitárias, Jair Bolsonaro ainda foi flagrado limpando o nariz com a mão e, logo em seguida, cumprimentando uma idosa.

O nojento esfregou o nariz, cumprimentou e passou meleca na idosa durante passeio, não só nela, mas em outros que o cumprimentaram.

Um presidente da República que não tem asseio, além de não ter escrúpulos. Este é Bolsonaro.

https://twitter.com/jnascim/status/1248651468611244033?s=20

 

*Carlos Henrique Machado Freitas