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Política

Flavio Rachadinha rachou a direita

Disputa política não é feita de roldão, muito menos de estalão, sobretudo disputas dentro do próprio campo quando a ambição por poder e dinheiro anda como cobra se arrastando pelo chão.

Um vacilo e a merda se avulta. Uma palavra mal colocada vira um vulcão de tapas e pescoções.

Bolsonaro colocou Flavio como candidato à presidência na base da carteirada. Flavio herdou votos, mas não herdou o comando.

Aparentemente, a direita tinha tudo, nome, voto e fuzil, mas Flavio rachou tudo e, agora, não tem palanque em lugar nenhum.

Ricardo Salles briga com Eduardo Bolsonaro. Ciro Nogueira, o “vice ideal”,é radioativo. Flavio tentou unir três direitas com Ciro, rachou todas e se dividiu em três pedaços.

Na verdade, Flavio fez rachadinha com gabinete político, repetindo a mesma prática com a direita. Desses três pedaços não governa nenhum, não lidera nada e essa questão resume tudo. É racha pra rodo tipo e pra todo gosto.

A denúncia da PF de que Ciro Nogueira recebia mesada de F$ 300 a R$ 500 mil de Vorcaro explodiu no colo de Flavio como uma bomba de pó de mico e, por mais que ele se coce daqui e dali, não consegue se desvencilhar dessa espécie de praga de mãe.

Flavio foi centrifugado para o centro do escândalo do Master pelo seu vice ideal, que era o  homem forte da Casa Civil do governo do seu pai.

Não dá para exorcizar esse fantasma que está no meio da sala de Flavio. Todos os caminhos de Ciro Nogueira levam ao clã, até porque Bolsonaro recebeu de Vorcaro direto em sua conta o valor de R$ 3 milhões.

Na direita, ninguém chega ao poder maior estando apenas abaixo de Bolsonaro sem cacife, sem uma rede engenhosa de frestas, bueiros pra todos os ratos.

Quando se afasta de Ciro, é Flavio quem fica nu. Não há como Bolsonaro, mais uma vez, livrar a cara do rachadinha.

Trocando em miúdos, Flavio derrete internamente enquanto finge que segura a campanha até outubro quando, na realidade, está com a brocha na mão.

A polêmica do detergente Ypê, por tabela, desmoraliza ainda mais sua campanha.

Para piorar, Flavio está num não lugar, não pode falar sobre corrupção, muito menos sobre economia. Pior ainda se abrir o bico para dizer que copiará o borralho produzido por Milei na Argentina, que dobrou o  número de famintos que nem osso de burro estão comendo.

Na preleção do jogo, o trato era que o time jogasse para Flavio ficar na cara do gol, só que a bola não chega aos seus pés, porque ninguém lhe dá um passe. É um time de catimbeiros sem noção de conjunto, mais preocupado em atrasar o jogo do governo, por questões pessoais do que jogar para o time.

Enquanto isso, Flavio, sem estrutura, vê seus números congelarem,  para, no capítulo seguinte, começar a derreter.


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Política

Marqueteiro de Flávio Bolsonaro recebeu R$ 650 mil por campanha do Master de ataques ao BC

O publicitário Marcello Lopes (conhecido como Marcelão), escolhido por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para coordenar a comunicação da sua pré-campanha presidencial, aparece citado como um dos estrategistas do chamado “Projeto DV” (referência a Daniel Vorcaro, do Banco Master).

Esse projeto envolvia uma campanha coordenada de ataques ao Banco Central (BC) e a servidores da instituição, investigada pela Polícia Federal no contexto das operações sobre o Banco Master.

A PF obteve documentos do plano que listam Marcelão entre os nomes da equipe.

Houve um Pix de R$ 650 mil feito em 13 de dezembro de 2025 (período de elaboração do projeto) por um dono de agência (citado como Miranda na reportagem) para a conta de Marcello Lopes.
jornaldebrasilia.com.br

Resposta de Marcelão: Ele nega participação no projeto de ataques ao BC. Afirma que o valor recebido refere-se a pagamentos atrasados por serviços e consultorias prestados anteriormente, sem relação com o “Projeto DV”.

Isso ocorre em meio ao escândalo do Banco Master (Operação Compliance Zero), que investiga Daniel Vorcaro, supostas fraudes, influência sobre o BC e doações/políticos. Flávio Bolsonaro não é investigado diretamente nesse caso específico do marqueteiro, mas o episódio gera desconforto para sua campanha, especialmente com o histórico de ligações do entorno bolsonarista com o banco (doações de aliados de Vorcaro em 2022, etc.).

A matéria da Folha traz comprovantes e documentos obtidos pela PF, tornando a informação consistente. É mais um capítulo que a oposição (principalmente PT) usa para tentar associar Flávio ao caso Master, enquanto o lado bolsonarista minimiza e cobra investigação ampla (incluindo CPI).

Segundo ele, não houve autorização para utilização de sua imagem no material. “O que me recordo é que o Thiago [Miranda] comentou comigo sobre a possibilidade de eu entrar em um projeto grande que ele estaria fechando. Na ocasião, informei que não teria como participar porque eu viajaria para os EUA no dia 24 de dezembro e retornaria apenas no início de fevereiro. Agradeci a indicação e, sinceramente, do que eu me lembro, foi só isso”, afirmou.


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Política

Flávio Dino cobra explicações de Tarcísio sobre suposto acordo de emendas em SP

Ministro do STF quer que governo paulista esclareça possível permuta política envolvendo orçamento estadual

O ministro Flávio Dino ampliou nesta terça-feira (12) o cerco do STF sobre a execução de emendas parlamentares e determinou que o governo de Tarcísio de Freitas apresente explicações formais sobre um suposto acordo político envolvendo a bancada federal paulista e o orçamento do Estado de São Paulo.

A decisão foi assinada no âmbito da ADPF 854, ação que acompanha o cumprimento das medidas de transparência, rastreabilidade e controle das emendas parlamentares após as decisões do Supremo sobre o chamado orçamento secreto.

No despacho, Dino determina que a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo esclareça “se houve o citado ‘acordo político’ envolvendo permuta de emendas; em que termos teria sido celebrado; se houve alguma formalização jurídica e como está sendo assegurada a transparência na destinação dos recursos públicos”.

A cobrança surgiu após manifestação apresentada pela Transparência Brasil, Transparência Internacional Brasil e Associação Contas Abertas, entidades admitidas no processo como amici curiae, de acordo com Cleber Lourenço,ICL.

Segundo a petição enviada ao STF, parlamentares da bancada federal paulista teriam destinado R$ 316 milhões em emendas de bancada para programas escolhidos pelo governo estadual. Em contrapartida, cada parlamentar teria recebido a possibilidade de indicar cerca de R$ 10 milhões dentro do orçamento paulista.

O despacho reproduz trecho da manifestação das entidades:

“De acordo com matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, de autoria de Daniel Weterman e Pedro Augusto Figueiredo, a bancada de parlamentares paulistas destinou R$ 316 milhões em emendas de bancada para programas escolhidos pelo governador e recebeu, em troca, a possibilidade de que cada parlamentar indicasse R$ 10 milhões no orçamento de São Paulo”.

As entidades sustentam que o modelo pode configurar uma tentativa de driblar as regras previstas na Lei Complementar 210/2024, aprovada justamente para limitar a fragmentação política das emendas de bancada.

O próprio despacho destaca o que determina a legislação:

“as emendas de bancada estadual de que trata o § 12 do art. 166 da Constituição Federal somente poderão destinar recursos a projetos e ações estruturantes para a unidade da Federação representada pela bancada, vedada a individualização de ações e de projetos para atender a demandas ou a indicações de cada membro da bancada”.

Segundo as entidades, o mecanismo utilizado em São Paulo teria transformado uma emenda coletiva em uma espécie de distribuição informal de cotas parlamentares.

O documento reproduz outro trecho da petição afirmando que:

“as indicações dos parlamentares paulistas se orientam a projetos e ações específicas, de modo que o acordo celebrado constitui uma tentativa de burla à vedação ao rateio e à individualização das emendas de bancada”.

As entidades também apontam falhas relacionadas à transparência e rastreabilidade dessas verbas.

Segundo o documento apresentado ao STF, o painel de acompanhamento atualmente disponível em São Paulo:

“traz baixa qualidade e não padroniza o descritivo do objeto”.

A manifestação também afirma que o sistema:

“não disponibiliza o CNPJ do beneficiário”;

“não apresenta interoperabilidade com outros sistemas, como URL que remeta à íntegra do convênio, do plano de trabalho e da prestação de contas”;

e ainda “não disponibiliza o número do convênio firmado com recursos da emenda”.

Entre os problemas apontados pelas entidades estão:

ausência de padronização dos objetos financiados;
dificuldade de rastrear beneficiários finais;
falta de integração entre sistemas;
ausência de transparência sobre convênios e prestação de contas;
e obstáculos para acompanhamento público da execução das verbas.
Embora não faça juízo definitivo sobre eventual irregularidade, Dino transforma o caso paulista em um dos principais focos da nova etapa de monitoramento das emendas parlamentares.


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Política

Para Flavio, Ciro Nogueira foi de vice ideal a encosto radioativo

Flavio Bolsonaro elogiou Ciro Nogueira publicamente como seu “vice ideal” ou “vice dos sonhos”, destacando credenciais como lealdade ao Bolsonaro pai, origem nordestina, comando do PP (partido forte) e perfil para compor chapa. Isso foi dito em entrevistas recentes (antes da operação da PF).

Poucos dias depois, veio a operação da Polícia Federal (fase do Caso Master/Banco Master), com buscas e apreensões envolvendo Ciro Nogueira por suspeitas de propina/mesada de centenas de milhares de reais do banqueiro Daniel Vorcaro para favorecer o banco. Aí o discurso mudou: Flávio falou que foi só “cortesia”, que as acusações são graves, que não respondeu por atos de aliados e que agora prefere uma vice mulher com experiência.

Por que o “encosto radioativo”?

Timing ruim: A operação explodiu no meio das costuras para 2026. PP ainda é relevante (federação com União Brasil, base no Congresso), mas Ciro virou peso morto.

Flávio e outros (como Tarcísio) se descolaram rápido para evitar sangria na pré-campanha.

É o clássico da política: aliado vira “encosto” quando a PF bate à porta. Ciro era estratégico. Nordeste + máquina partidária, mas corrupção alegada vira veneno eleitoral. Flávio está em modo dano controlado — priorizando imagem de “novo” e evitando carregar investigados. A ver se o PP aguenta o tranco ou se rola realinhamento. Política 2026 já está quente.

Seja como for, para a campanha de Flavio, Ciro Nogueira, agora, é uma bactéria do detergente Ypê que faz a população se afastar dessa prateleira no mercado eleitoral.


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Brasil Mundo

Lula é destaque em Nova York, Flavio é ignorado, No Brasil, bolsonaristas tomam porre de detergente Ypê

Durante a Brazilian Week (semana de eventos com bancos, empresas e organizações brasileiras), em uma conferência fechada para investidores na sede da BlackRock em Nova York, o analista Aitor Jauregui — responsável pela América Latina da maior gestora de ativos do mundo — avaliou que o presidente Lula (PT) deve se reeleger em 2026.

Razões citadas: Otimismo com os dados econômicos do Brasil. Jauregui destacou que a economia ainda pesa na decisão do voto e que é “difícil tirar a vitória” do atual presidente.

Flávio Bolsonaro: Não foi mencionado nem por Jauregui, nem pelos outros participantes (incluindo Chis Garman, da consultoria Eurasia, que também traçou cenário positivo para Lula, inclusive na relação com Donald Trump).

A BlackRock administra trilhões de dólares em ativos e suas visões influenciam o mercado global, mas trata-se de uma análise interna em evento fechado, baseada em indicadores econômicos atuais — não de uma previsão infalível.

Isso reflete a visão de parte do mercado financeiro internacional: estabilidade macro, números recentes da economia e o encontro recente Lula-Trump ajudam a percepção do incumbente.


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Bolsonaro deveria responder por crime contra a humanidade na pandemia, diz Lula

O presidente sancionou a lei que institui o 12 de março como Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19; a data faz referência ao registro da primeira morte no Brasil, em 2020

Ao sancionar nesta segunda-feira (11), no Palácio do Planalto, a lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os responsáveis pelas mortes no Brasil durante a pandemia da Covid-19 não podem ser esquecidos.

A data escolhida simbolicamente é o dia 12 de março, referência ao registro da primeira morte no Brasil, em 2020.

Lula afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus ex-ministros da Saúde deveriam ser denunciados por crime contra a humanidade, pois, se tivessem agido conforme as orientações médicas e científicas, poderiam ter evitado, no mínimo, 400 mil das 700 mil vidas perdidas em decorrência do coronavírus no país.

Leia também: STF prorroga investigação de Bolsonaro com base na CPI da Covid-19

“Muitas vezes a fala dele na televisão era a demonstração de uma ignorância absoluta sobre o assunto, pelo menos teria de ouvir quem sabe. E o que reivindicava-se naquela época? Que ele montasse um comitê de especialistas, que ouvisse os principais cientistas brasileiros para que o Estado pudesse ter uma orientação no trato com a sociedade brasileira”, lembra o presidente, referindo-se a Bolsonaro.

Ele questionou por que as entidades médicas não abriram processos contra o presidente, os ministros e os médicos que foram para a imprensa defender o uso do medicamento cloroquina contra a doença.

Também resgatou fala do ex-presidente no dia 9 de dezembro de 2020: “A pandemia está chegando ao fim e um pequeno repique pode acontecer, mas a vacina não se justifica, você vai inocular algo em você”.

“Essa frase foi publicada no canal do seu filho, aquele fujão que está nos EUA tentando pregar um golpe no Brasil”, diz Lula.

Segundo ele, a iniciativa da lei reforça a importância da memória coletiva. “Reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a defesa da vida, da ciência e do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Ressalta a necessidade da escuta atenta aos especialistas. Uma escuta que, se fosse adotada naquele período, poderia ter evitado milhares de mortes”, afirma.

Por isso, diz o presidente, o governo valoriza e incentiva a vacinação. “Ampliamos o acesso à imunização. Intensificamos o combate à desinformação, com impacto direto na recuperação da confiança nas vacinas no país. Como resultado, nos últimos três anos, revertemos a queda nas coberturas vacinais. Em 2025, o Brasil registrou aumento no número de crianças vacinadas e interrompeu a sequência de quedas observada até 2022”, explica. Vermelho.


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Política

Sururu entre Ricardo Salles e Eduardo Bolsonaro é tempestade perfeita em prol do PT em São Paulo

Ricardo Salles (Novo-SP), pré-candidato ao Senado, espinafrou Eduardo Bolsonaro e revelou coruupção no governo de seu pai, do qual Salles era parte, após Eduardo apoiar André do Prado (PL, presidente da Alesp e ligado a Valdemar Costa Neto) como nome para o Senado na chapa associada a Tarcísio de Freitas.

Salles chamou Eduardo de “burro”, “bravateiro”, acusou-o de ter “falado um monte de merda” nos EUA (incluindo no caso do tarifaço americano), de ter contribuído retoricamente para as prisões do 8 de janeiro e de ter se exilado voluntariamente. Também atacou Valdemar/PL por suposta influência do “Centrão fisiológico” e corrupção passada em Transportes.

Eduardo rebateu, chamando Salles de “incontrolável” e jogando contra-ataques pessoais (inclusive sobre supostos pedidos de “mamata” ou cargos). Isso expõe rachas claros: bolsonarismo raiz vs. ala mais institucional/pragmática (Tarcísio + PL), e Novo tentando se posicionar como “direita pura”.

Simplesmente porque Salles, ex-ministro passador de boiada de Bolsonaro, afirmou com todas as letras que havia uma roubalheira no Ministério dos Transportes, DENIT no governo de Bolsonaro.

É alguém de dentro que destampou o esgoto de um governo absolutamente corrupto, que vivia gritando “acabou a corrupção!”.

Eduardo, para entornar mais o caldo, acusou Salles de votar a favor do PL das fake news e arrematou de voleio, “traiu em 2022, vai trair em 2026.

O furdunço mostrou potencial para rachar a base com a Jovem Pan fazendo enquete e tudo. Grupo de Salles vs grupo de Eduardo Bolsonao quase saem no braço, precisando que a PM interviesse para o riscafaca não terminasse em morte.

O fato é que, se tem racha em são Paulo, tem racha nacional, porque SP é o maior colégio eleitoral do Brasil, mais que isso, quem hoje cola com Salles, não panfleta para Flavio e vice-versa.

agro põe dinheiro na campanha de Salles e Faria Lima, bolsonarista casa pouco para acampanha de Flavio.

Enquanto eles brigam, Haddad caminha em São Paulo como adulto na sala. Lula, agradece.

Numa conta fria, curta e grossa: Flavio precisa de 70% em São Paulo para compensar o Nordeste de Lula. Se racha entre Eduardo e Salles continuar produzindo erosão, Flavio perde 1,1 pp nacional, Lula pula de 49,4% para 50,5% válidos.

A prgunta é óbvia, por que Flavio não intervém? Se escolher Eduardo, perde agro e Salles leva a base. Se escolher Salles, perde raiz bolsonarista, apanha do pai e, consequentemente, do bolsonarismo terra plana. Se não escolher, vira o fraco diante do povo e apanha dos dois lados.

Ou seja, Flavio está num mato sem cachorro, por isso mudo, e mudez na direita é igual à traição.


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Política

Campanha de Flavio Bolsonaro sofre hemorragia silenciosa

A tentativa de vender Flavio como o Bolsonaro sabor tutti frutti, está fazendo água.

Tutti frutti é cem por cento sabor artificial. Para que serve um troço desse além de um aroma artificial? Imita um “mix de frutas” que não existe na natureza, é feito de corante cores rosa e roxa características. 90% do gosto que as pessoas sentem é de ácido cítrico.

Traduzindo, Flavio Bolsonaro é candidato de laboratório, não de pomar, mas um troço mal-ajambrado saído do clã para tentar segurar o espólio do pai.

A própria militância bolsonarista, mesmo raiz, entende que Flavio é uma invenção do pai, da indústria bolsonarista com sabor de chiclete.

Para os bolsonaristas, ele é somente um abacaxi duro de descascar. Muitos dizem que votariam nele na base do goela abaixo, ou não tem tu, vai tu mesmo. Confessando que ele não entusiasma e que só votarão em nome do estatuto do clã.

O tranco não para aí. Esse composto químico, que tenta imitar Bolsonaro, inventado pelo próprio, é uma fórmula química, de aromatizante que não representa nem a própria família, que fará o povo brasileiro.

Daí o abandono reflete o momento de isolamento politico que Flavio enfrenta em sua pré-campanha.

Carluxo expôs publicamente a crise e a hemorragia de apoio dentro do próprio PL, criticando o fato de que a maioria de prefeitos, vereadores e líderes do partido não teriam feito uma única postagem sobre a candidatura de Flavio nos últimos quatro meses.

Carluxo ameaçou fazer um dossiê desses nomes para entregar à executiva do partido e corrigir a postura dos traidores.

Há também resistência do centão como um  todo. Ao menos em diagnóstico de bastidores, o PP tem evitado se comprometer com a chapa de Flavio por considerá-lo um candidato fraco devido a alta rejeição e sua própria folha jurídica, além de muitos eleitores dizerem que taparão o naiz para votar em Flavio.

O cenário é basicamente esse, o que também dificulta alianças, ainda mais agora que seu vice ideal, Ciro Nogueira, está no olho do furacão do escândalo do Master.

Enfim, para muitos analistas, a candidatuea de Flavio não passa de uma peça de negociação, não um projeto sólido. O próprio Flavio declarou a possibilidade sim de desistência, mas que ela tem preço, a anistia do pai.

Seja como for, o semblante de isolamento estão nas fotografias de Flavio, que reforça a ideia de que sua candidatura, não passa de fogo de palha os supostos aliados.


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Política

O maior estímulo para se cometer crimes no Brasil é a dosimetria para Bolsonaro. É certeza de impunidade

Aquele arregão de Bolsonaro, convidando Moraes para ser seu vice numa suposta chapa, é confissão de seus crimes em estado puro.

Claro, para bolsonarista que está tomando detergente Ypê no lugar de cloroquina, e diz que Bolsonaro nem corrupto é, com 107 imóveis, sendo a metade deles comprada com dinheiro vivo, prática comum no mundo do crime, é absolutamente normal que essa manada de toupeiras ache que o sujeito realmente não é um golpista dos mais vigaristas.

Não só ele, mas aquela imagem da velhinha com a faca na mão, passando manteiga no pão no dia 8 de janeiro de 2023, na Praça dos Três Poderes só é possível na cabeça oca de quem crê que Bolsonaro vale alguma coisa.

A PL da dosimetria que, na verdade, é um grande estímulo à criminalidade e tentativa de golpe de Estado, nada mais é que a PEC da  Bandidagem 2.0 para livrar a cara do criminoso mor desse país.

Se isso realmente ocorrer, passará uma mensagem para todo tipo de criminoso, que o crime compensa, porque a impunidade está garantida por uma série de argumentos e jurisprudências que serão proporcionados pela tal dosimentria.

Essa mudança, que pode reduzir significativamente a condenação a 27 anos de prisão de Bolsonaro, permitindo a progressão para regimes mais brandos, até a prisão domiciliar, não é questionável, é absurda e custará caro para a sociedade brasileira, até porque a defesa de Bolsonaro, no embalo dessa balbúrida, já protocolou um pedido de anulação da codenação do genocida golpista, alegando incompetência do juízo e buscando a absolvição total.

O resto é conversa fiada, conversa de bandido que pode fazer explodir a delinquência num país marcado por altos índices de violência.


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Brasil Mundo

Com ameaça e chantagem, EUA minam ação do Brasil em defesa da população negra

Proposta do Brasil de criar uma Declaração Interamericana é alvo de uma pressão diplomática de Trump

O governo de Donald Trump nos EUA não aceita a proposta do Brasil de criar uma Declaração Interamericana dos Direitos das Pessoas Afrodescendentes. O ICL Notícias apurou com exclusividade que a diplomacia do país está operando uma forte pressão sobre diversos países das Américas para impedir que o documento seja negociado.

O caso, porém, se transformou num espelho da capacidade dos EUA de ditar seus interesses na América Latina, orquestrando o apoio da extrema direita na região e combinando as alianças com ameaças e chantagem contra governos mais vulneráveis.

Desde o começo de 2025, Brasil e Colômbia vêm liderando a negociação de uma futura Declaração Interamericana, com o objetivo de adotá-la na Assembleia Geral da OEA no final de junho, no Panamá.

Segundo observadores que tiveram acesso ao documento, trata-se de uma declaração inovadora e que, em sua versão atual, conta com 28 artigos substantivos e disposições finais, organizados em torno de quatro eixos temáticos fundamentais: Reconhecimento, Justiça, Desenvolvimento, e Gênero e Interseccionalidade.

Na avaliação de seus proponentes, esses temas refletem as principais demandas históricas das pessoas e dos povos afrodescendentes na região.

Desde o ano passado, 14 reuniões de negociação permitiram que um acordo fosse obtido sobre mais da metade do texto. O governo dos EUA, ao longo de todo o ano de 2025, se recusou a participar do processo.

Mas, faltando um mês e meio para a Assembleia, a diplomacia de Trump resolveu agir para paralisar as negociações.

Para isso, buscou apoio em seu grupo de países mais alinhados, e muitos deles governados pela extrema-direita. Assim, o esforço de minar o processo passou a contar com o apoio de Argentina, El Salvador, Honduras, Paraguai, Peru, Equador e outros.

A operação por parte de Trump também passa pelo Caribe, região que possui grande população afrodescendente e vinha se engajando nas negociações em bloco. Segundo diplomatas, o grupo também sentiu a pressão norte-americana.

Os embaixadores do Haiti, Jamaica e Belize receberam ultimatos. Outros países menores da região também receberam recados de que a insistência em levar a Declaração para a Assembleia Geral seria encarada como afronta aos EUA.

Diante da debilidade de vários desses governos, a pressão surtiu efeito. Em reunião da Comissão encarregada do tema na OEA, diversos países pediram mais tempo para negociar, defendendo que não se envie o texto à próxima assembleia, mesmo tendo ainda seis semanas que poderiam ser usadas para fechar o texto.

O embaixador dos EUA, Leandro Rizzuto, na linha do voto contrário de seu país na ONU à resolução que definiu o tráfico transatlântico de escravizados como crime contra a humanidade, disse a interlocutores de diversos países que não admitirá que o tema dos direitos dos afrodescendentes conste da agenda da Assembleia Geral.

Para além da pauta de defesa do movimento negro, o episódio demonstra a subordinação de diversos países aos desígnios dos EUA, mesmo em assuntos que deveriam ser consensuais e constituem prioridade retórica dos respectivos governos.

Segundo diplomata brasileiro familiarizado com as negociações, “o cenário não apenas revela a debilidade de alguns países para defender seus próprios interesses e valores diante do unilateralismo do país hegemônico na região, mas também confirma a adesão automática de grupo de países ao ideário anti-direitos, que tende a naturalizar a discriminação e a exclusão de grupos vulneráveis”.

*Jamil Chade;ICL


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