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Política

A fala de Zema contra a infância é muito pior

Zema é um imbecil completo que conta com a ignorância alheia para vender as suas “virtudes”.

É uma fieira de cascatas e asneiras com as quais ele brinda os idiotas desse país. Como político, nem artista o sujeito é. Basta fazer uma pesquisa mínima para desmascarar o grande gestor que ele arrota ser.

O sujeito simplesmente dobrou a dívida pública do estado de Minas e tem a cara de pau, de boca própria apresentar=se como o grande administrador público.

Claro, ele fala isso para um público de lesos, preguiçosos, porque qualquer um que observar um pouquinho a sua gestão, verá que o mérito de Zema é, no mínimo, suplicante, para ser bonzinho com o  caipira mandraque.

Como vem se esforçando para virar machete em cada declaração que dá, Zema saiu amarrotado politicamente depois que revelou o pensamento da direita de escravizar crianças em trabalhos, história que todos conhecem para, depois, tentar cobservar os pedaços do que sobrou de sua língua.

Não, Zema não falou de jovens, como tentou emendar, mas saiu pior do que o soneto.

A declaração de Zema contra a infância, contra a escola, contra o direito sagrado à alimentação, foi explícito sem espaço para interpretações.

Nesse somatório de propostas escravocratas, Zema quer a volta da morte de 300 crianças por dia no Brasil em decorrência da fome, até Lula chegar ao poder.

E por que Zema quer isso? É uma forma de fazer com que as crianças abandonem a escola, pressionadas pela fome, com o fim do Bolsa Família, como ele quer, e garanta o seu sustento numa carvoaria ou no corte de cana de açúcar como acontecia antes do PT chegar ao governo.

Ou seja, é isso que toda a direita quer, privatizar a infância, sem dó. Por isso os candidatos da direita estarão juntos num eventual segundo turno para estabelecerem, de forma mais clara, a pauta contra as crianças brasileiras.


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Brasil Mundo

Das tarifas às terras raras, Lula reposiciona o Brasil após encontro com Trump

Reunião de três horas, na Casa Branca, terminou com os presidentes destacando avanços concretos. A relação saiu do limbo e voltou à mesa.

A quinta visita de Luiz Inácio Lula da Silva a Washington tinha tudo para ser uma agenda de alto risco – um teste de pressão – para um presidente que enfrenta uma eleição no horizonte. O cenário era agravado não apenas pela persistência parcial do “tarifaço” imposto em 2025. Ao lado disso, o Brasil e o mundo convivem com o “modo Donald Trump” – tensão comercial permanente, ameaças tarifárias e um ambiente internacional atravessado por guerras, disputas tecnológicas e reorganização das cadeias produtivas.

Mas a reunião de três horas entre Lula e Trump, nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, terminou com os presidentes destacando avanços concretos. A relação saiu do limbo e voltou à mesa. Os dois lados concordaram que novas reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário – e a ameaça de escalada de atritos foi contida. Lula volta ao Brasil com canal político aberto, reconhecimento de interlocução e disposição para continuidade das negociações.

A agenda da visita previa uma declaração conjunta à imprensa no Salão Oval, que não ocorreu. Mas Trump – que raramente distribui elogios gratuitos a líderes estrangeiros – foi à sua rede social, a Truth Social, e voltou a classificar o presidente brasileiro como “muito dinâmico”. Lula retribuiu elogios e, antes da coletiva do presidente na embaixada do Brasil em Washington, ministros já falavam em uma reunião “extraordinária”, “muito positiva” e “altiva”.

Tarifas, minerais críticos, segurança e cooperação econômica estiveram no centro das negociações. O tom adotado por Trump após o encontro sugere que Washington passou a enxergar Brasília menos como problema e mais como parceiro necessário. A Casa Branca não subestima o peso estratégico do Brasil em temas decisivos para a próxima década, como transição energética, terras raras, segurança alimentar e estabilidade regional.

Enfrentando o “tarifaço”

Quando Trump anunciou, em 2025, novas tarifas e mecanismos de proteção comercial para setores estratégicos da economia norte-americana, muita gente apostou que países periféricos acabariam entrando numa fila de concessões. Além de lançar um tarifaço de 50% sobre uma ampla gama de produtos do Brasil, Trump abriu investigação comercial contra o País e sancionou autoridades brasileiras no contexto das tensões políticas bilaterais.

Mas não houve capitulação. Em vez da submissão diplomática, Lula apostou numa combinação de firmeza política e pragmatismo econômico. Houve diversificação comercial e reforço do Mercosul, sem transformar o embate em guerra ideológica. Em compensação, Lula criticou o tarifaço publicamente, elevou o tom e manteve a linha de que o Brasil “não negocia de joelhos”, nem aceitaria medidas unilaterais que prejudicassem exportações nacionais.

A estratégia construiu uma posição, e o resultado apareceu nesta visita: Lula apresentou números e fatos que mostram como o protecionismo norte-americano fere os dois lados, especialmente em setores como aço, alumínio e etanol. Trump confirmou publicamente que o tema esteve na mesa e concordou em criar um grupo de trabalho bilateral para revisar tarifas setoriais nos próximos 90 dias.

A mudança é importante porque, até pouco tempo atrás, a política comercial dos EUA vinha operando sob um eixo quase exclusivamente defensivo: proteger a indústria doméstica a qualquer custo, mesmo em confrontos com parceiros históricos. Hoje, o encontro ajudou a desarmar a lógica de escalada tarifária.

Terras raras

Há dez anos, uma reunião Brasil-EUA giraria principalmente em torno de petróleo, etanol ou commodities agrícolas. Agora, o centro gravitacional mudou e deu ao Brasil uma vantagem estrutural. Os minerais críticos estiveram entre os assuntos prioritários da agenda – o que ajuda a entender por que Washington tratou a visita com tanta atenção.

O Brasil possui reservas importantes de terras raras – que são insumos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, carros elétricos e indústria militar. Quem controla essas cadeias controla parte relevante da economia do futuro. O desafio brasileiro é garantir a expansão produtiva do setor, abandonando a tradição de exportações primárias sem valor agregado.

Ao mesmo tempo, os EUA sabem que dependência excessiva da China nesse setor virou um problema estratégico. Lula percebeu essa janela. Ao inserir o Brasil como parceiro confiável na reorganização dessas cadeias globais, o governo tenta transformar riqueza mineral em instrumento de soberania, segundo o Vermelho.

“Nós não temos preferência”, afirmou Lula à imprensa. “Quem quiser participar conosco para ajudar a gente a fazer a mineração, a separação, e para produzir a riqueza que essas terras raras nos oferecem está sendo convidado para ir ao Brasil.”

Os dois países avançaram num memorando de entendimento para investimentos norte-americanos em refino e processamento local, com transferência de tecnologia. O Brasil sinalizou abertura à parceria, com a condição de que o valor agregado fique em território nacional. Segundo Lula, o Brasil – que já foi a “grande fazenda do mundo”, uma colônia extrativista – quer usar as terras raras para se transformar numa plataforma industrial verde.

Segurança e estabilidade regional

Um dos capítulos menos comentados da reunião, mas potencialmente dos mais duradouros, foi o de segurança. O governo Lula tentou ampliar acordos de inteligência e compartilhamento de dados com autoridades norte-americanas. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os países já trabalham conjuntamente na troca de informações sobre cargas e contêineres suspeitos de transportar armas e drogas.

Na conversa entre os presidentes, a proposta brasileira foi de maior cooperação em segurança, o que envolve combate ao crime organizado transnacional (incluindo garimpo ilegal, tráfico de drogas e armas), estabilidade regional e coordenação em temas hemisféricos. A oferta foi aceita: os EUA terão acesso a informações e apoio logístico, mas sob coordenação brasileira.

A discussão ganhou força após o Departamento de Estado dos EUA classificar o PCC e o Comando Vermelho como ameaças significativas à segurança regional. O governo norte-americano avaliou enquadrá-las como organizações terroristas. Lula escolheu transformar o tema em agenda propositiva, expondo o que seu governo já faz e o que pretende fazer.

Nesse ponto, o Brasil voltou a ocupar posição de articulador regional. Durante anos – sob os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro –, o País abdicou voluntariamente desse papel. Agora, tenta retomá-lo. Lula compreende que liderança regional se exerce com capacidade de diálogo simultâneo com Washington, Pequim, Europa e Sul Global.

O encontro com Trump reforça exatamente essa política de autonomia sem isolamento. Lula foi aos EUA sem abandonar críticas ao protecionismo norte-americano – mas também sem transformar a reunião num espetáculo de confronto para consumo interno.

“Demos um passo importante na consolidação da relação democrática e histórica que o Brasil tem com os EUA. As duas maiores democracias do continente podem servir de exemplo para o mundo”, resumiu Lula. “Saio muito, muito satisfeito.”

Ao final, se Trump elogiava Lula, Lula exaltava o diálogo e ministros falavam em avanços objetivos, o Brasil saía reposicionado numa mesa que concentra parte das decisões mais importantes da economia mundial. Lula não resolveu tudo, mas saiu de Washington tendo feito o que mais importava: mostrou que o Brasil tem peso, oferta e paciência para negociar sem se humilhar.


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Política

Parceria de Ciro Nogueira com Vorcaro vira problemão para campanha de Flavio Bolsonaro

Investigado na Operação Compliance Zero, ex-ministro de Bolsonaro e presidente do PP era tratado como peça importante para aproximar Centrão e bolsonarismo em 2026.

Em julho de 2021, Jair Bolsonaro entregou a Ciro Nogueira o que chamou de “alma do governo”. A nomeação do senador do PP para a Casa Civil simbolizou a rendição do então presidente ao Centrão, bloco que Bolsonaro havia atacado na campanha de 2018, mas ao qual recorreu para se blindar de pedidos de impeachment, conter os danos políticos da CPI da Covid e reorganizar sua base para a eleição de 2022.

Quase cinco anos depois, o mesmo Ciro Nogueira surge no centro de uma nova crise política. Alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, o senador passou de potencial aliado estratégico a fator de desgaste para o projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro.

Nos bastidores de Brasília, Ciro vinha sendo tratado como uma das principais pontes entre o bolsonarismo e o Centrão para a disputa de 2026. Presidente nacional do Progressistas e um dos articuladores da federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, o senador controla uma estrutura considerada essencial para qualquer candidatura competitiva: bancada numerosa, fundo eleitoral bilionário, tempo de televisão, prefeitos e governadores.

A própria federação se tornou um ativo cobiçado pelo entorno de Flávio Bolsonaro. Nos últimos meses, aliados do senador discutiam a possibilidade de aproximar o bolsonarismo da União Progressista ainda no primeiro turno da eleição presidencial.

O nome de Ciro chegou a ser citado como possível vice na chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro. A avaliação de aliados era que o senador do PP poderia ajudar o bolsonarismo a ampliar seu trânsito no Congresso e reduzir resistências no empresariado e em setores mais moderados do Centrão. A operação desta quinta-feira (07), porém, alterou o cenário.

Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta indícios de que Ciro Nogueira teria utilizado o mandato parlamentar em benefício dos interesses de Daniel Vorcaro e do Banco Master. A PF afirma que o senador teria recebido vantagens indevidas e cita suspeitas envolvendo pagamentos mensais, aquisição societária com deságio, uso de bens de alto valor e custeio de despesas pessoais.

A investigação também aponta que uma emenda apresentada por Ciro Nogueira para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão foi elaborada com participação de integrantes ligados ao Banco Master.

A operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, incluiu mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens, direitos e valores.

A ofensiva da PF produziu efeito imediato nos bastidores políticos. Aliados de Flávio Bolsonaro passaram a defender distância pública do caso, diante do receio de que o escândalo contamine uma eventual construção de candidatura presidencial. Integrantes do PL avaliam que a aproximação com Ciro e com a União Progressista pode se transformar em munição eleitoral para adversários, especialmente pelo peso que o caso Master ganhou nas últimas semanas.

O problema para o bolsonarismo é que Ciro não é apenas mais um aliado eventual. O senador se tornou, ao longo dos últimos anos, um dos principais operadores políticos da direita no Congresso. Foi ele quem comandou a entrada definitiva do Centrão no coração do governo Bolsonaro. Também foi um dos principais articuladores da sobrevivência política do governo durante a pandemia e nas sucessivas crises entre Planalto, Congresso e Supremo.

Mesmo após a derrota de Bolsonaro em 2022, Ciro manteve influência em Brasília. Continuou controlando o PP, ampliou o peso político da federação União Progressista e preservou trânsito entre setores do empresariado, lideranças do Centrão e integrantes da direita.

A leitura de aliados de Ciro era que ele poderia funcionar como fiador político de uma candidatura mais palatável ao Congresso e ao mercado. Agora, a própria presença do senador passou a representar um risco político.

Em nota, a defesa de Ciro Nogueira afirmou repudiar a operação e negou qualquer irregularidade. Os advogados alegam que o senador jamais praticou atos ilícitos e afirmam que ele está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

O caso reacendeu em Brasília uma discussão antiga sobre o modelo de relação entre bancos, Congresso e emendas parlamentares.

Ao longo da última década, Ciro construiu a imagem de operador pragmático, capaz de transitar entre governos distintos sem perder influência. A investigação da PF ameaça justamente esse capital político: a capacidade de atuar como articulador confiável entre o poder econômico, o Congresso e projetos presidenciais.

Para Flávio Bolsonaro, o desgaste ocorre em um momento delicado. Sem Jair Bolsonaro elegível, setores da direita passaram a discutir alternativas para 2026, e a construção de alianças com partidos do Centrão era vista como etapa fundamental para viabilizar uma candidatura competitiva. A operação contra Ciro embaralha esse desenho e cria um novo problema para o entorno bolsonarista: como manter a aproximação com um dos homens mais poderosos do Centrão sem carregar junto o peso político do caso Master?

*Cleber Lourenço/ICL


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Brasil Mundo

O antipetismo biliar está mudo com o encontro de Lula com Trump

O bolsonarismo cedeu ao apelo da biografia de estadista do presidente Lula e preferiu se ausentar de qualquer julgamento antecipado para não quebrar a cara. Todos olhando o encontro pela trinca da porta sem conseguir respirar tamanha a convulsão intestina que lhes acomete.

Essa gente é desprovida de referências e propósitos fora do círculo de ódio que não os de condenar e execrar Lula.

Longe de ser uma nova forma de lidar com a realidade, a “opinião pública” de bolsonaristas vale tanto quanto a tribuna de Bolsonaro na prisão.

Por isso a sofreguidão da direita não é pouca, mas não se declara incomodada com o encontro para náo entornar ainda mais o caldo.

Nunca a direita foi tão ofensiva para tntar subjugar Lula a seu juízo, mas neste caso. uma manifestação errática dos reacionários pode reforçar ainda mais a imagem de estadista de Lula.

Por ora, o melhor é não bancar o advogado geral de Bolsonaro e esperar no que de verdade dará esse encontro, torcendo que dê tudo errado para Lula, porque ninguém é de ferro no inferno bolsonarista.


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Política

A farsa por trás da briga contra a escala 5 x 2

Por trás dos discursos inflamados contra a escala 5×2 esconde-se uma motivação muito mais clara: o ódio ao governo Lula e o temor de uma nova vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Não se trata de defesa do trabalhador, mas de cálculo eleitoral puro.

Flávio Bolsonaro, o “Bolsonarinho”, repete o manual da família. Usa os mesmos métodos que levaram o pai à prisão, sabe que a Justiça Eleitoral dificilmente tornará alguém inelegível em ano de eleição e, ao mesmo tempo, posa de vítima perseguida pela “ditadura do STF”. Curiosamente, evita falar STE — afinal, tem aliados no tribunal. Se for eleito, a expectativa é que os processos esfriem novamente.

O cinismo fica ainda mais evidente quando se lembra do que aconteceu com o horário de verão. Durante a vigência da medida, as tardes alongadas transformavam as cidades: a partir das 16h ou 17h, ruas cheias, comércio aquecido, bares lotados, praias movimentadas mesmo nos estados que não mudavam o relógio. O efeito positivo se espalhava. Entidades do comércio chegaram a defender que o horário de verão virasse permanente.

Era o povo nas ruas, aproveitando a luz do dia, consumindo, vivendo. Mas isso incomodava. Em 25 de abril de 2019, Jair Bolsonaro assinou o Decreto nº 9.772 e extinguiu de vez o horário de verão no Brasil. Sul, Sudeste e Centro-Oeste perderam a folga extra de luz natural. O homem que não suportava ver o povo sorrindo nas ruas simplesmente apagou a medida com um traço de caneta.

Agora, quando se discute dar mais tempo livre aos trabalhadores — sábados e domingos inteiros —, o mesmo grupo reaparece com o discurso de sempre. A lição é clara: o que está em jogo não é o calendário de trabalho. É impedir que o povo ganhe mais vida, mais luz e mais liberdade. O resto é teatro, narrativas.


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Brasil Mundo

Em carta, democratas pedem que EUA não classifiquem facções como terroristas

Documento enviado ao governo cita risco de interferência nas eleições brasileiras e relembra apoio dos EUA à ditadura após o golpe de 1964

Parlamentares do Partido Democrata dos Estados Unidos enviaram uma carta ao secretário de Estado Marco Rubio pedindo que o governo de Donald Trump não classifique o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. O documento foi encaminhado na véspera da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

A carta foi liderada pelo deputado James P. McGovern, copresidente da Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos da Câmara dos Representantes dos EUA, e assinada por outros seis parlamentares democratas: Greg Casar, Sydney Kamlager-Dove, Jan Schakowsky, Nydia Velázquez, Delia Ramirez e Rashida Tlaib.

No documento, os parlamentares afirmam que as facções brasileiras representam ameaça regional, possuem atuação transnacional e estão envolvidas em crimes ambientais, violência e expansão de atividades ilícitas em países da América do Sul. Apesar disso, argumentam que a classificação como organizações terroristas poderia gerar efeitos políticos e diplomáticos graves.

“Estamos preocupados com o uso excessivo e a instrumentalização das classificações de organizações terroristas estrangeiras sem que seja atendido o limite legal claro para atividades terroristas”, afirmam os deputados.

De acordo com Cleber Lourenço e Jamil Chade, ICL, a carta também cita preocupação com o uso político da medida durante o período eleitoral brasileiro. Segundo os parlamentares, existe temor de que a classificação das facções seja utilizada “para influenciar inadequadamente as eleições” no Brasil.

Os deputados relacionam essa preocupação ao histórico de intervenção dos Estados Unidos no país e mencionam explicitamente o apoio americano à ditadura militar instaurada após o golpe de 1964.

“Essa preocupação é ampliada pela longa e preocupante história de intervenção dos EUA no Brasil, incluindo o apoio documentado dos EUA à ditadura militar após o golpe de 1964”, diz o documento.

O texto também faz referência às sanções aplicadas anteriormente contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe relacionada às eleições de 2022.

Segundo os parlamentares democratas, o governo Trump já teria utilizado mecanismos de sanção para interferir em assuntos internos brasileiros. A carta afirma que, embora as sanções contra Moraes tenham sido revertidas após mediação diplomática, ainda há preocupação com a postura do governo americano em relação ao Brasil.

O principal articulador da carta, James McGovern, é um dos parlamentares mais ligados às pautas de direitos humanos dentro do Partido Democrata e copresidente da Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos da Câmara dos Representantes dos EUA. McGovern atua há décadas em temas ligados à política externa americana, direitos humanos e sanções internacionais.

O deputado também esteve entre os parlamentares democratas que criticaram o uso político da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras. Em outra ofensiva recente, McGovern questionou a utilização de mecanismos internacionais de sanção contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, classificando a medida como uma forma de pressão política sobre instituições brasileiras.

A Lei Magnitsky é uma legislação americana utilizada para impor sanções internacionais contra pessoas acusadas de corrupção ou violações graves de direitos humanos. Embora McGovern não seja autor formal da lei, ele é historicamente ligado às articulações do Congresso americano em temas relacionados a sanções internacionais e responsabilização por violações de direitos humanos.

No documento, os parlamentares defendem que o combate ao crime organizado seja realizado por meio de cooperação diplomática, integração entre forças policiais, investigações financeiras e acordos multilaterais internacionais.

A carta também pede que os Estados Unidos ampliem ações de combate ao tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro, tráfico humano e narcotráfico, além de reforçar investimentos em fortalecimento institucional e combate à corrupção.

Os parlamentares ainda solicitam que o Departamento de Estado apresente ao Congresso americano todas as evidências que eventualmente justificariam uma classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas antes de qualquer decisão formal.

A eventual classificação das facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras ampliaria significativamente o alcance de medidas internacionais contra integrantes, financiadores e estruturas ligadas aos grupos, permitindo aplicação de sanções financeiras, restrições internacionais e ampliação da cooperação operacional entre agências de segurança.

O envio da carta ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas envolvendo o governo Trump, o STF e setores do governo brasileiro, além da aproximação do calendário eleitoral de 2026.

A carta enviada por congressistas de peso da ala democrata foi comemorada no Palácio do Planalto. Para membros do governo, ela “desmascara” as reais intenções tanto de Donald Trump como dos bolsonaristas em qualificar os grupos criminosos como entidades terroristas: um eventual envolvimento e abalo nas eleições de 2026.

Parte central da visita de Lula nesta quinta-feira é a de estabelecer uma linha vermelha sobre o que é aceitável e o que o Brasil não irá tolerar no que se refere à inferência em assuntos domésticos.

Durante a reunião, o governo irá declarar abertamente que não existem terroristas no país e convidar Trump a colaborar na luta contra o “andar de cima” do crime organizado no Brasil. De fato, uma proposta foi apresentada no final de abril nesse sentido.

Para o governo Lula, a carta dos democratas é ainda uma tentativa de criar um curto-circuito na influência de bolsonaristas no governo americano. Ao receber de parlamentares americanos o alerta — e não de um governo estrangeiro — a esperança é de que a administração Trump possa dar outro peso para os argumentos.

Por fim, membros no Planalto estimam que a carta é uma sinalização também para a elite política americana e opinião pública sobre o caráter autoritário de Trump, ao citar o golpe de estado de 1964 no Brasil.


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Política

Alcolumbre pediu a Lula blindagem contra delação de Vorcaro e recebeu um rotundo NÃO! Dá seus pulos

O teretetê do baiacu amazônico, que se sentiu o grandão, por ter articulado a derrota de Jorge Messias no Senado, tinha como chorumela a velha baba de quiabo de que estava sendo vítima de perseguição da PF. Ou seja, o ecletismo do presidente do Senado e sua cartola enterrada até o pescoço, nos bastidores, tentou mostrar a Lula sua alma humana, quando recebeu um esférico não e um conselho, se vira, gordinho!

Isso desceu como ácido na goela do infeliz, daí sua vingança, que julgou que seria uma grande derrota para Lula barrar a indicação de Jorge Messias para o STF. Ledo engano.

Isso revela que Lula não tenta manejar a PF por nada ou por ninguém, uma demonstração cabal de que o presidente, perseguido e condenado pela cloaca lavajatista, não interfere nas instituições e muito menos tem pena de vigarista.

Não é sem motivos que Alcolumbre é defenestrado por 81% dos brasileiros, perdendo apenas para os divinos fundilhos de seu parceiro de picaretagem no Congreso, Hugo Motta, com 87%.

As cortinas da história vão se abrindo e os papas, os reis e os bonachões dos parlamentos vão se decompondo.

A mídia, que tratou Alcolumbre como o deus dos deuses, fez questão de não dizer quem o sujeito é na prática, preferiu colocar paninhos em seu histórico e lhe meter duas asas de ganso.


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Política

Polícia Federal faz buscas em casa de Ciro Nogueira, ex-chefe da Casa Civil de Bolsonaro

Os crimes do Banco Master de Vorcaro e o clã Bolsonaro rimam como um enredo de hábitos dos patrões.

Na verdade, aquilo não era um governo, era um porão de garçons que serviam aos maiores pilantras do país, fingindo honestidade. Só um bolsonarista piadiata para dizer que, no governo Bolsonaro, não havia corrupção, só rachadão e esquemão..

Mas sabe como é, como o bolsonarismo pode sobreviver diante da verdade? A arma de guerra dessa gente é a mentira, o cinismo, a desfaçatez. Pois, na história do Brasil, não há presidente mais corrupto do que Jair Messias Bolsonaro, que já como deputado, deixou como legado, Fabrício Queiroz para o promogênito do clã, Flavio Bolsonaro, o 01 da patifaria miliciana que, juntos, formaram o esquema de peculado, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Quando Bolsonaro passou o bastão para o filho e assumiu a Presidência da República, Ciro Nogueira fez o papel de Queiroz na Casa Civil e, como ninguém é de ferro, o esquema do BolsoMaster não poderia ficar fora da barbada.

Isso já nem escandaliza ninguém tal a disfaçatez dessa gente, que faz questão de mostrar seus ganhos numa espécie de banditismo ostentação. É só ver as mansões milionárias do clã, compradas com cacau em espécie, saído de sua fábrica de chocolate.

É imóvel pra todo lado, tudo pago em dinheiro vivo. Ciro Nogieria é apenas um que operou em favor do Master de Vorcaro e a Operação Compliance chegou em seu cangote, porque o ex-chefe da Casa Civil de Bolsonaro recebia entre R$ 300 a R$ 500 mil de mesada pelos serviços prestados a um dos chefes do cartel da igreja Lagoinha.

Certamente a Polícia Feceral nem precisou investigar tanto, e olha que Vorcaro ainda nem piou em delação, O preço da fatura será bem mais alto quando o galo cantar.

Uma coisa é certa, Ciro Nogueira era um dos, senão o principal ponto que ligava os mundos de Bolsonaro como presidente e, Vorcaro, como dono do Master, daí as buscas e apreensão da Polícia Federal contra Ciro Nogueira.

O clube dos abutrea da nação, o golpista, genocida, junto com Ciro Nogueira, fez da Presidência da República um parque de diversões.


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Política

A cinco meses da eleição, o único projeto da direita unificada é ódio, privatização, cortes de benefícios e a volta da escravidão

Entra ano, sai ano, entra década, sai década, e a direita não tem um mísero projeto para melhorar a vida dos brasileiros. É poder pelo poder.

Na agenda da direita, não podem faltar as famigeradas políticas de cortes de investimentos em áreas sociais que beneficiem a população. Privatização é mantra sagrado e cortes de direitos dos trabalhadores, e trabalho escravo para crianças está no DNA dessa gente desde as Capitanias Hereditárias.

Não é por acaso que eles se classificam como conservadores. Detalhe, quando assumem o poder e implementam essas pautas, jamais visitam e muito menos debatem o resultado da lambança.

Assim, essa gente se defende com ódio. As questões que afligem os brasileiros são colocadas de lado, porque as redações da grande mídia fazem parte desse ilusionismo porque servem aos patrões e aos patrocinadores que têm interesse numa política de redução do Estaeo para obter redução de impostos e maximizar seus luros.

Em síntese, essa é a gênese da direita no Brasil. Quando eles falam das privatizações, fazem questão de esquecer a privataria de FHC, porque depois de entregar todo o patrimônio em nome da estabilidade econômica, a inflação voltou a crescer, com cobrança de juros reais acima de 40%, penico na mão para o FMI e zero de reservas internacionais. Aliás, foi assim que FHC entregou o Brasil a Lula que, além de pagar o FMI, reduzir a inflação, acumulou reservas internacionais nunca vistas antes no Brasil.

Por isso o Brasil nunca mais teve uma crise econômica grave como ocorreu com os governos militares até a chegada de Lula ao poder, mesmo passando por governos trágicos dos golpistas, Temer e Bolsonaro, que fizeram muito esforço para detonar a economia brasileira. A coisa só não desandou em função das reservas internacionais que deram garantias a investidores estrangeiros no Brasil.

Agora vem a mesma direita, vendo que a taxa de desemprego é a menor da história, a valorização do salário mínimo, passa a atacar o Bolsa Família e, junto, a proposta da volta da escravidão infantil para reduzir o custo da mão de obra.

É louco isso? É, assim como é uma sandice querer privatizar a Petrobras para tirar do Brasil a autonomia do petróleo. Por isso a direita tem raiva da palavra soberania e assistimos Flavio Bolsonaro oferer as terras raras brasileiras para Trump, virando as costas para o próprio país.

Trocando em miúdos, a direita está paenas sendo a direita que não tem um olhar para a economia doméstica ou alcance para entender aq sua importância.

Os que se julgam proprietários do Brasil e seus representantes, sobretudo no Congresso, querem um Brasil exclusivo para os ricos, um Brasil importador não um país fa bricante, autônome, dono de seu próprio juízo e demanda, eliminando qualque4r possibilidade de busca por autonomia e independência.

Parece mentira, mas em plenp 2026, a direita segue a mesma cartilha neoliberal de Whasington 60 anos atrás.


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Pesquisa

Pesquisa mostra Lula com sinais de recuperação em estados-chave

Conforme a Quaest, houve leve evolução de Lula em alguns recortes de segundo turno, além de melhora em indicadores de imagem

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest indica um cenário aberto para a eleição presidencial de 2026, com divisão regional entre os dois principais candidatos – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Divulgado nesta quarta-feira (6), o levantamento foi feito em dez estados que concentram 75% do eleitorado nacional.

Segundo a Quaest, cada um dos concorrentes lidera em cinco unidades da federação. Lula tem boa vantagem em quatro estados (Bahia, Ceará, Pará e Pernambuco), além de estar numericamente à frente em Minas Gerais (mas aqui em empate técnico, dentro da margem de erro). Apesar do equilíbrio territorial, os dados revelam trunfos importantes para Lula na largada da disputa.

Redutos e o caso Minas

Nas sondagens de segundo turno, o presidente mantém desempenho consistente no Nordeste, liderando com margem mais confortável na Bahia (55% a 22%), no Ceará (56% a 28%) e em Pernambuco (57% a 23%). A região segue como principal ativo eleitoral lulista.

Além disso, a pesquisa expõe competitividade em estados de peso eleitoral, como Minas Gerais, onde Lula oscilou dois pontos para cima e segue à frente nos números (39% a 36%). Minas surpreende pela elevada taxa (a maior entre os dez estados) do chamado “não voto”: 20% dos mineiros dizem que vão votar em branco, anular o voto ou se abster – um contingente que amplia a margem de oscilação e pode redefinir o resultado no estado. Historicamente decisivo, Minas pode funcionar como fiel da balança.

Houve leve evolução de Lula em alguns recortes de segundo turno, além de melhora em indicadores de imagem. A redução de resistência em segmentos do eleitorado é fator decisivo em contextos de forte polarização.

Se por um lado Lula mantém força em regiões-chave, por outro ainda enfrenta dificuldades em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, onde Flávio Bolsonaro lidera. A reversão – ou ao menos redução dessas desvantagens – será decisiva nas urnas. Em contrapartida, Flávio demonstra dificuldade de expansão nesses estados, num problema clássico de candidaturas ancoradas mais na rejeição ao adversário do que na própria capacidade de projeção.

Aprovação e avaliação

A pesquisa traz ainda indicadores do governo que ajudam a explicar a resiliência eleitoral de Lula, mesmo com a clivagem regional. Enquanto o presidente sofre com índices de desaprovação mais elevados no Sul e Centro-Oeste, ele mantém saldo positivo em quatro estados: Pernambuco, Bahia, Ceará e Pará.

Nacionalmente, o levantamento consolida 43% de aprovação contra 52% de desaprovação. A avaliação qualitativa do governo também reflete essa divisão: 31% consideram a gestão positiva, 26% regular e 42% negativa. Os números mais expressivos de aprovação são justamente nos estados onde Lula lidera a corrida presidencial.

Mesmo com níveis de crítica, o presidente mantém uma base relevante de avaliação positiva (ótimo/bom), o que sustenta seu potencial competitivo. Em eleições presidenciais, a aprovação do governo costuma se refletir diretamente na intenção de voto.

A corrida começa com Lula na posição de incumbente, o que historicamente amplia a capacidade de produzir fato político, pautar o debate e mobilizar a máquina de governo. Se conseguir converter os êxitos da gestão em percepção mais ampla entre o eleitorado – e percepção em voto –, Lula ganhará ainda mais competitividade.

A cinco meses das eleições, os números da Quaest apresentam um quadro em movimento que não garante favoritismo, mas indica algo mais importante neste momento: Lula entra na disputa com base preservada, sinais de recuperação e condições reais de construir maioria.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 11.646 pessoas, em dez estados, de 21 a 28 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais estados.


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