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Pesquisa mostra Lula com sinais de recuperação em estados-chave

Conforme a Quaest, houve leve evolução de Lula em alguns recortes de segundo turno, além de melhora em indicadores de imagem

A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest indica um cenário aberto para a eleição presidencial de 2026, com divisão regional entre os dois principais candidatos – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Divulgado nesta quarta-feira (6), o levantamento foi feito em dez estados que concentram 75% do eleitorado nacional.

Segundo a Quaest, cada um dos concorrentes lidera em cinco unidades da federação. Lula tem boa vantagem em quatro estados (Bahia, Ceará, Pará e Pernambuco), além de estar numericamente à frente em Minas Gerais (mas aqui em empate técnico, dentro da margem de erro). Apesar do equilíbrio territorial, os dados revelam trunfos importantes para Lula na largada da disputa.

Redutos e o caso Minas

Nas sondagens de segundo turno, o presidente mantém desempenho consistente no Nordeste, liderando com margem mais confortável na Bahia (55% a 22%), no Ceará (56% a 28%) e em Pernambuco (57% a 23%). A região segue como principal ativo eleitoral lulista.

Além disso, a pesquisa expõe competitividade em estados de peso eleitoral, como Minas Gerais, onde Lula oscilou dois pontos para cima e segue à frente nos números (39% a 36%). Minas surpreende pela elevada taxa (a maior entre os dez estados) do chamado “não voto”: 20% dos mineiros dizem que vão votar em branco, anular o voto ou se abster – um contingente que amplia a margem de oscilação e pode redefinir o resultado no estado. Historicamente decisivo, Minas pode funcionar como fiel da balança.

Houve leve evolução de Lula em alguns recortes de segundo turno, além de melhora em indicadores de imagem. A redução de resistência em segmentos do eleitorado é fator decisivo em contextos de forte polarização.

Se por um lado Lula mantém força em regiões-chave, por outro ainda enfrenta dificuldades em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, onde Flávio Bolsonaro lidera. A reversão – ou ao menos redução dessas desvantagens – será decisiva nas urnas. Em contrapartida, Flávio demonstra dificuldade de expansão nesses estados, num problema clássico de candidaturas ancoradas mais na rejeição ao adversário do que na própria capacidade de projeção.

Aprovação e avaliação

A pesquisa traz ainda indicadores do governo que ajudam a explicar a resiliência eleitoral de Lula, mesmo com a clivagem regional. Enquanto o presidente sofre com índices de desaprovação mais elevados no Sul e Centro-Oeste, ele mantém saldo positivo em quatro estados: Pernambuco, Bahia, Ceará e Pará.

Nacionalmente, o levantamento consolida 43% de aprovação contra 52% de desaprovação. A avaliação qualitativa do governo também reflete essa divisão: 31% consideram a gestão positiva, 26% regular e 42% negativa. Os números mais expressivos de aprovação são justamente nos estados onde Lula lidera a corrida presidencial.

Mesmo com níveis de crítica, o presidente mantém uma base relevante de avaliação positiva (ótimo/bom), o que sustenta seu potencial competitivo. Em eleições presidenciais, a aprovação do governo costuma se refletir diretamente na intenção de voto.

A corrida começa com Lula na posição de incumbente, o que historicamente amplia a capacidade de produzir fato político, pautar o debate e mobilizar a máquina de governo. Se conseguir converter os êxitos da gestão em percepção mais ampla entre o eleitorado – e percepção em voto –, Lula ganhará ainda mais competitividade.

A cinco meses das eleições, os números da Quaest apresentam um quadro em movimento que não garante favoritismo, mas indica algo mais importante neste momento: Lula entra na disputa com base preservada, sinais de recuperação e condições reais de construir maioria.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 11.646 pessoas, em dez estados, de 21 a 28 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais estados.


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Política

Governo sinaliza que Lula não vai promulgar PL que alivia pena de golpistas

Veto do presidente à anistia velada de Bolsonaro e demais golpistas foi derrubado após manobra de Alcolumbre

O prazo para a promulgação do Projeto de Lei da Dosimetria pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva termina na noite desta quarta-feira (6). A tendência, no entanto, é que fique para o presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União-AP), a tarefa de tornar lei a vergonhosa medida que alivia a pena de quem atentou contra a democracia.

Documento da Mesa Diretora do Congresso oficializando a derrubada do veto presidencial foi encaminhado à Casa Civil na noite de segunda-feira (5).

Conforme estabelece a Constituição, a partir desse comunicado oficial, passa a ser contado o prazo de 48 horas para que o presidente promulgue a nova lei. Caso não o faça, o presidente do Congresso tem o mesmo prazo para fazê-lo.

O PL da Dosimetria reduz penas dos condenados pela tentativa de golpe — entre os quais o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e militares de alta patente — e de participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Segundo especialistas, o texto ainda abria brechas para a diminuição de penas para condenados por crimes comuns, mas também graves, como os violentos, hediondos (incluindo estupro e feminicídio) e de organização criminosa.

Saiba mais: PCdoB vai ao STF por inconstitucionalidade do PL da Dosimetria, diz líder

Por tudo isso, o presidente Lula vetou integralmente o projeto no dia que marcou os três anos dos ataques de 8 de janeiro. Na semana passada, no entanto, a partir de uma manobra que, entre outros nomes, envolveu diretamente o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, o veto foi fatiado e derrubado apenas na parte que interessava à direita, ou seja, a anistia velada aos golpistas.

Tal manobra é vista como parte das negociações — que envolveram, ainda, a rejeição ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) — visando evitar uma CPI para investigar o Banco Master, que atinge quase que exclusivamente nomes da direita e da extrema direita, inclusive aliados de Alcolumbre.

O processo que levou à derrubada do veto, no entanto, pode ser considerada inconstitucional. De acordo com o Vermelho, isso aconteceu porque o senador resolveu fatiar o veto e votar apenas a parte que dizia respeito aos golpistas, mantendo a proibição da mudança nas penas para os demais crimes.

Conforme parlamentares experientes e membros do governo, o desmembramento não possui precedentes legais ou regimentais no Congresso.

Na avaliação da líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), a sessão envolvendo a votação foi “totalmente inconstitucional”. Por isso, o partido decidiu, segundo a parlamentar, ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) assim que o texto for promulgado.


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Política

MP aponta doadores mortos e suspeita de laranjas na última campanha de Tarcísio em SP

De acordo com a representação, o total de irregularidades alcança cerca de R$ 25,2 milhões

A prestação de contas da campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo em 2022 reúne uma série de inconsistências apontadas pelo Ministério Público Eleitoral de São Paulo, incluindo doação atribuída a uma pessoa já falecida, repasses feitos por doadores com renda incompatível e despesas milionárias sem comprovação suficiente.

Os apontamentos constam em representação formal apresentada à Justiça Eleitoral com base no artigo 30-A da Lei nº 9.504/97, que trata da captação e do uso ilícito de recursos em campanhas eleitorais. No documento, a Procuradoria Regional Eleitoral sustenta que as irregularidades podem, em tese, levar à cassação do diploma dos eleitos.

A peça é direta ao tratar da dimensão do problema. Segundo o Ministério Público Eleitoral, “o candidato não comprovou a regularidade de despesas eleitorais contraídas em montante superior a vinte e cinco milhões de reais”, grande parte quitada com recursos públicos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário.

De acordo com a representação, o total de irregularidades alcança cerca de R$ 25,2 milhões, o equivalente a aproximadamente 67,5 por cento das despesas contratadas pela campanha.

Doação em nome de pessoa morta
Um dos pontos mais sensíveis citados no documento envolve uma doação de 600 reais atribuída a Tereza Akemi Nozaki Setoguchi. Segundo a Procuradoria, a suposta doadora constava no sistema de controle de óbitos.

Na avaliação do Ministério Público, o caso indica “possível arrecadação irregular” e levanta dúvidas sobre a origem real dos recursos utilizados na campanha.

Doadores com renda incompatível
Outro eixo da representação trata de doações feitas por pessoas com renda incompatível com os valores transferidos. Nomes como Regina Celia Procopio Grisi, Gardel Rodrigues do Amaral e José Ivelto Castagna aparecem como doadores de valores elevados, apesar de renda formal incompatível.

Para o Ministério Público Eleitoral, a situação pode caracterizar o uso de terceiros para ocultar a origem do dinheiro.

Na peça, o órgão aponta que esse tipo de prática compromete a transparência do financiamento eleitoral e pode configurar irregularidade grave.

“O recebimento de recursos provenientes de fontes vedadas é considerado inconsistência grave, que denota o financiamento da campanha com recursos ilícitos”, afirma o Ministério Público na representação.

Empresas sob suspeita
As inconsistências também atingem contratos firmados pela campanha. Um dos casos envolve a empresa Inove Administração Gestão e Participações em Serviços Médicos.

Segundo o Ministério Público, a empresa não teve a despesa devidamente comprovada e apresenta indícios de incompatibilidade operacional. Relatório citado na representação aponta que a sócia está inscrita no Cadastro Único de programas sociais, o que levanta dúvidas sobre a capacidade da empresa para prestar os serviços contratados.

Outro foco da investigação é a Beacon Comunicações Ltda., que concentrou a maior parte dos gastos da campanha.

Beacon concentrou mais de 65 por cento das despesas
A empresa recebeu 24 milhões, 385 mil e 500 reais, o equivalente a 65,46 por cento do total de despesas da campanha.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, não foram apresentados documentos suficientes para comprovar a regularidade integral dos serviços prestados.

A representação aponta ausência de detalhamento adequado, contratos incompletos e descrição genérica das atividades.

“As irregularidades comprometeram a transparência e a fiscalização” dos recursos utilizados na campanha, afirma o Ministério Público.

Análise jurídica aponta gravidade e risco de cassação
Para a advogada e especialista em direito eleitoral Maíra Reccia, o artigo 30-A da Lei das Eleições trata diretamente da captação e da destinação ilícita de recursos financeiros em campanhas.

“O artigo 30-A fala da captação e ou destinação ilícita de recursos financeiros na campanha. A consequência, via de regra, é cassação”, afirmou.

Segundo ela, trata-se de uma conduta de alta gravidade dentro do sistema eleitoral.

“É uma conduta grave. A gente tem que analisar esses casos sob a ótica da gravidade e da má-fé, porque a consequência é também de extrema gravidade”, explicou.

A advogada destaca que, em situações como essa, o impacto pode atingir diretamente o mandato.

“Pode haver cassação do diploma. No caso de quem já está no exercício do mandato, é a cassação do diploma”, disse.

Maíra Reccia também ressalta que a legislação busca preservar a igualdade entre os candidatos.

“Essa legislação é importante porque tenta garantir a isonomia de condições entre os candidatos e coibir eventuais abusos”, afirmou.

Ela aponta ainda que casos envolvendo valores elevados e doações incompatíveis com a capacidade financeira dos doadores podem ser enquadrados como situações de extrema gravidade, de acordo com Cleber Lourenço, ICL.

“Uma vez comprovada arrecadação ou gastos ilícitos dessa envergadura, com valores altos e doadores que eventualmente não tinham condições de contribuir, você pode estar diante de uma hipótese gravíssima”, avaliou.

Segundo a especialista, além do artigo 30-A, esse tipo de situação pode também ser analisado sob a ótica de abuso de poder econômico.

“Para além do artigo 30-A, também se discute abuso de poder econômico, que pode levar à cassação e à inelegibilidade”, completou.

Campanha também pagou esposa de aliado
Os apontamentos sobre as contas eleitorais se conectam a outro episódio envolvendo aliados do governador. A campanha de Tarcísio pagou 75 mil reais à jornalista Vanessa Mauri Campetti, esposa do deputado estadual Danilo Campetti, do Republicanos.

Danilo Campetti atuou próximo à campanha de 2022 e, posteriormente, assumiu mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo. Entre as contratações feitas em seu gabinete está Mauricio Pozzobon Martins, cunhado de Tarcísio, que passou a atuar como assessor parlamentar.

Mauricio Pozzobon também prestou serviços à campanha eleitoral, tendo recebido 60 mil reais por atividades descritas como administração financeira.

TRE aprovou contas com ressalvas
Apesar dos apontamentos do Ministério Público Eleitoral, a prestação de contas da campanha foi aprovada com ressalvas pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo em maio de 2023.

Na ocasião, foi determinado o recolhimento de 613 mil 780 reais ao Tesouro Nacional por irregularidades no uso de recursos públicos.

O caso seguiu para o Tribunal Superior Eleitoral, que manteve a aprovação com ressalvas, aplicando critérios de proporcionalidade.

Governo se manifesta
Procurada, a assessoria de comunicação do governador afirmou que a campanha contou com mais de 600 doadores e foi conduzida com total respeito às leis eleitorais.

Segundo a nota, a prestação de contas foi analisada e aprovada pela Justiça Eleitoral sem qualquer pendência.

A legislação eleitoral prevê que, comprovada a captação ou o gasto ilícito de recursos, pode haver cassação do diploma do candidato eleito.


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Política

As propostas de Zema que escandalizaram o Brasil são as mesmas de Flavio Bolsonaro e toda a direita

O problema de Zema é que seu programa imbecil oitocentista, batizado de Brasil sem intocáveis é, na verdade, um ode aos herdeiros dos exploradores escravocratas, dos ladrões e dos milicianos. Sim, porque Zema fala por toda a direita.

O que vale para Zema, vale para Caiado, para Flavio, para Renan, para pulgas e baratas neoliberais, tanto que, de antemão, há um pacto de estarem todos juntos contra Lula num eventual segundo turno.

Não há qualquer projeto de desenvolvimento, de industrialização, de investimento pesado na ciência, na educação, na saúde, na tecnologia de ponta, o que há é a exploração escrava, sobretudo de crianças, como deixou bem claro Zema, milionário e explorador de mão de obra.

Tudo isso está nessa proposta chupada do fracassado plano anarcocapitalista de Milei, que amarga mais de 60% de rejeição na Argentina.

O que mais assustou nas declarações de Zema foi dzer textualmente que pretende mudar a legislação brasileira para permitir que crianças possam trabalhar, ou seja, abandonar a escola e pegar no pesado, como cortadores de cana, quebradores de pedras e tantas outras formas de escravidão infantil que o Brasil conheceu no passado.

Privatizar tudo, inclusive a infância, os idosos, trabalhadores, estatais, saúde e educação, tudo o que a direita julga” gasto” tem que ter fim. Direitos, esquece, melhor divisão de riqueza no país, nem pensar, investimento em educação, cortar pela metade. O mesmo na saúde pública e decapitar os programas sociais de A a Z, com foco primeiro naquilo que eles mais odeiam, o Bolsa Família.

É esse o recado. Não adianta o recuo de Zema diante da repercussão negativa de suas decalrações estúpidas. Ele foi enfático em cada uma de suas falas contra os trabalhadores, contra as crianças, contra os idosos, contra tudo o que não aumete o lucro e dividendo dos Faria Limers.

Isso precisa ficar bem claro para a população, as propostas de Zema são as mesmas de Flavio, de Caiado, de Renan Santos.


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Brasil Mundo

Encontro de Lula com Trump é uma calça arriada no clã Bolsonaro

As reações de Flavio e Eduardo Bolsonaro com o encontro de Lula e Trump nos EUA, não mentem, sentiram.

Lula, numa só tacada, anula o sonhado peso político do clã na Casa Branca.

Eduardo, que vinha cantando e contando prosas sobre sua reaproximação com aquelas figuras desconhecidas do entorno de Trump, como se tivesse uma grande importância, caiu no folclore outra vez.

Lula utilizará esse encontro para estabelecer um patamar de intercâmbio dos dois países, com interesses mútuos, o que não tem nada a ver com sabukice da família Bolsonaro.

Trump e Lula, com certeza, buscarão uma harmonização de interesses de lá e de cá e não oferecer o Brasil para ser instrumentalizado como anunciou Flavio Bolsonaro, praticamente oferecendo o Brasil para ser puxadinho dos interesses norte-americanos. Isso é tradição na família Bolsonaro.

Quem se esquece daquela cena em que Bolsonaro, isolado, no encontro de chefes de Estados quando o idiota oferece a Al Gore a exploração da Amazônia pelos EUA.

Tal bossalidade, de tão grande, causou perplexidade no figurão norte-americano.

Lula estará com Trump focado na soberania nacional se alinhamentos excessivos com aquele país e muito menos atender apenas aos interesses dos EUA, como sempre fez o clã Bolsonaro.

Como não sobrou nada, sobretudo porque foram pegos de surpresa, Eduardo, paspalhão, não poderia deixar de fazer comentários patéticos sem sequer saber o contexto da visita de Lula a Trump.

Uma coisa é certa, a reação dos milicianos do clã com essa viagem de Lula foi a de quem tomou uma bola nas costas e tenta achar Lula sem saber em que parte do campo o presidente da República está  jogando.

Ou seja, Eduardo dá uma de Zema, que só abre a boca para dizer besteiras e cair ainda mais nas pesquisas.

O fato é que o clã está perdido em campo alheio.


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Brasil Mundo

Mãe de Thiago Ávila morre enquanto ativista segue preso em Israel

A mãe do ativista brasiliense Thiago Ávila, Teresa Regina de Ávila e Silva, morreu nesta terça-feira (5/5). A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal, onde sua filha, Luana de Ávila, atua como vice-presidente da entidade.

Em nota, o sindicato lamentou a morte e destacou que Teresa Regina enfrentava problemas de saúde nos últimos meses. Segundo o comunicado, ela manteve uma postura de serenidade durante o período. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento.

A morte ocorre enquanto Thiago Ávila permanece detido em Israel. O ativista foi interceptado em águas internacionais nas proximidades da Grécia, na última semana, ao participar de uma missão da flotilha Global Sumud, que tinha como destino a Faixa de Gaza.

De acordo com a organização Adalah, o brasiliense relatou ter sido mantido em isolamento e com os olhos vendados após a detenção. Segundo os advogados, ele também afirmou ter sofrido agressões durante a abordagem.

Brasileiro detido a caminho de Gaza será interrogado em IsraelThiago Ávila sendo preso em Israel. Foto: Divulgação

O caso gerou repercussão no Brasil. O presidente Lula criticou a prisão e classificou a medida como “injustificável”. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a situação deve ser “condenada por todos”.

“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, é uma ação injustificável do governo de Israel, e causa grande preocupação e deve ser condenada por todos“, escreveu.

O ativista integrava uma iniciativa internacional voltada ao envio de ajuda humanitária à população palestina. A ação buscava romper o bloqueio à Faixa de Gaza, o que motivou a interceptação por forças israelenses.

As autoridades de Israel acusam o brasileiro de envolvimento com organização considerada hostil, enquanto a defesa sustenta que a missão tinha caráter civil e humanitário. DCM,


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Política

Por que Andreazza diz que Malu Gaspar faz um jornalismo delirante

O jornalismo de direita virou um ringue onde a opinião e apenas opinião se transforma em um escândalo fantástico.

O furdunço entre Carlos Andreazza, do Estadão, e Malu Gaspar de O Globo, é daquelas coisas absolutamente desnorteantes, não para mim ou para quem tem um mínimo de discernimento, adivinha quem? O bolsonarista clássico, aquele que, embora enxergue em Flavio um Bolsonaro fofo, em caráter de subjugação total ao “mito”, pai da fera mimosa, engole o miliciano 01 do clã em nome do estatuto do fascismo paratatá.

É aí que reside o problema. Anfreazza sabe disso, por isso seu texto no Estadão e sua fala na Band tratorando Malu Gaspar sobre o trisal político entre Flavio, Alexandre de Moraes e Davi alcolumbre, tudo junto e misturado.

Foi isso, apenas isso, muito isso que deixou possesso o neto do Mário Andreazza, da ditadura. Sua ação foi imediata, conbrando uma postura ética da ilusionista do Globo, Malu Gaspar, aquela que inventa notícia para ela própria virar notícia.

Malu, como já escrevmos aqui, nao exagera, cria fatos, inventa e há um longo catálogo deles no jornal O Globo e na GloboNewa.

Isso ninguém ignora, tanto que ela, muito criticada pela esquerda, virou queridinha do bolsonarismo.

O problema é que a perversidade se voltou contra o perverso, e andreazza fez questão não só de jogar uma pá de cal na jornalista de convicção histriônica, como deu com a pá na cabela da moça de forma contundente e irritadiça.

Mas afinal, por que esse caso se tornou tão curioso? Os dois sempre foram, par e passo, fãs e exaltadores do lavajatismo de Moro e, na mesma pegada, são indubitavelmente bolsonaristas.

É que, assim que Malu proclamou essa fantasiosa união entre Moraes, Flavio e alcolumbre, boa parte do eleitorado casca grossa do bolsonarismo, mrdeu a isca e ficou mordido de raiva com Flavio por substituir a lealdade que deveria ter com o pai contra seu algoz no STF unindo-se a ele para impedir a aprovação de Messias no STF e desgastar Lula.

Uma tese, logicamente lírica, coreográfica, mas sem qualquer prova. Por isso tal exotismo de Malu Gaspar recebeu de um Andrazza enfurecido a pecha de jornalismo fantástico e delirante, de form escrita e vocalizada.

Certamente, essa gratuidade de Malu vai lhe custar caro nos bastidores dada a violência da cascata que Andreazza faz questão de sublinhar, porque, por linhas tortas, segundo sua tese  que tem fundamento, isso prejudica pesadamente a imagem de Flavio Bolsonaro diante dos eleitores mais sectários, para não dizer psicopatas.


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Brasil Mundo

PF e Itamaraty são acionados após suposta ameaça de Israel contra esposa e filha de Thiago Ávila, preso em Israel

Relato sobre uso de fotos da rotina familiar durante interrogatório de Thiago Ávila, sequestrado e preso por Israel, mobiliza autoridades brasileiras

eputados federais acionaram a Polícia Federal (PF), o Itamaraty, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério dos Direitos Humanos após denúncia de que a esposa e a filha do ativista brasileiro Thiago Ávila, sequestrado em águas internacionais e preso em Israel, estariam sendo alvo de monitoramento e ameaças. A ação é liderada por João Daniel (PT-SE) e também assinada por parlamentares como Luizianne Lins (Rede-CE) e Luiz Couto (PT-PB).

Ávila foi detido na última semana por forças israelenses após a interceptação, em águas internacionais próximas à Grécia, da flotilha internacional que buscava romper o cerco e levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Desde então, permanece preso em Israel, sem acusações formais plenamente esclarecidas, em meio a denúncias tortura e isolamento.

Suposto monitoramento e ameaças à família de Thiago Ávila
O novo elemento que fez o caso escalar no Brasil foi o relato de sua esposa, a psicóloga Lara Souza, divulgado pela Fórum e citado nos próprios ofícios enviados às autoridades. Segundo ela, investigadores israelenses exibiram imagens da rotina da família durante interrogatório de Thiago Ávila.

“Recebi agora há pouco notícias da embaixada. Thiago pediu que eu tome cuidado porque os investigadores israelenses mostraram fotos da nossa família no cotidiano e ele se sentiu ameaçado”, afirmou.

A partir dessa declaração, os parlamentares apontam a possibilidade de uso da família como instrumento de pressão psicológica contra o ativista. Nos documentos encaminhados ao Itamaraty, o episódio é descrito como de “extrema gravidade” e pode indicar “pressão psicológica, intimidação ou ameaça indireta”

O texto também ressalta que a situação envolve uma criança de apenas 2 anos, Teresa, filha do casal, o que amplia a preocupação com a integridade da família. Em outro trecho, os deputados afirmam que o Estado brasileiro não pode permanecer inerte diante da possibilidade de que familiares de um cidadão preso estejam sendo utilizados como forma de coação.

PF acionada para investigar possível monitoramento
Além da atuação diplomática, a Polícia Federal (PF) foi acionada para investigar se houve monitoramento da família em território brasileiro. A notícia de fato encaminhada ao órgão pede apuração sobre eventual coleta de imagens, vigilância da rotina familiar e possível atuação de agentes ou intermediários ligados a interesses estrangeiros. O documento menciona a necessidade de esclarecer se houve “monitoramento, coleta, armazenamento ou transmissão indevida de imagens e dados pessoais”

O Ministério Público Federal (MPF) também foi acionado para acompanhar o caso e garantir a atuação coordenada entre os órgãos federais, diante da possibilidade de uma ameaça com dimensão transnacional.

No plano diplomático, o Itamaraty foi instado a pedir explicações formais ao governo de Israel, incluindo a origem das imagens exibidas durante o interrogatório, a eventual existência de dossiês sobre a família e garantias de que não haverá qualquer forma de retaliação. Os parlamentares pedem ainda que o governo brasileiro exija que familiares, especialmente a criança, não sejam utilizados como instrumento de pressão.

Denúncias de violência e condições de prisão de Thiago Ávila
Segundo Lara Souza, Ávila segue em greve de fome e em condições degradantes de detenção. “Estou bastante preocupada com a situação dele. A incerteza sobre o tempo de prisão é muito grande”, afirmou.

Ela também criticou a ausência de acusações formais e o prolongamento dos interrogatórios. “O fato de não terem apresentado queixas formais e estarem mantendo ele para interrogatórios sem apresentarem nenhuma prova das acusações feitas é muito grave.”

Relatos obtidos por advogados e divulgados pela Fórum indicam que o ativista foi submetido a violência física durante a abordagem das forças israelenses e, posteriormente, mantido em isolamento, frequentemente vendado. A ONG israelense Adalah denunciou “maus-tratos”, incluindo interrogatórios prolongados, privação sensorial, ameaças e tortura.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Lara também afirmou que o marido sofreu espancamentos e ameaças durante a detenção. “Ele sofreu espancamentos, ameaças, violência psicológica, como ameaçar que o jogariam do barco ou ameaçar a nossa família aqui no Brasil.”

Crise diplomática e pressão internacional
A interceptação da flotilha já havia provocado reação internacional. Em nota conjunta, Brasil e Espanha classificaram a ação de Israel como “flagrantemente ilegal” e uma afronta ao Direito Internacional, exigindo a liberação dos cidadãos detidos, segundo a Forum.

Por decisão da Justiça israelense, a detenção de Thiago Ávila e do ativista Saif Abu Keshek foi prorrogada por mais dois dias após audiência realizada no domingo (3). Segundo a ONG Adalah, que acompanha o caso, ainda não há definição sobre os próximos passos, e as autoridades podem solicitar nova extensão do prazo. A expectativa é de que uma nova audiência ocorra nos próximos dias, enquanto os dois seguem em greve de fome e aguardam eventual apresentação formal de acusações.


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Direita unifica discurso contra pobres, trabalhadores, aposentados e crianças

Entraram em campo os mercenários dos discursos de direita. Ou seja, essa gente está sendo paga para defender pauta única de direita que nunca foi tão descaradamente contra a população brasileira, Flavio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos, quatro candidatos, um só pensamento.

Que essa gente estará unida contra Lula num eventual segundo turno, todos nós sabemos de boca própria desses candidatos, mas nunca imaginar um discurso tão odioso contra a infância, em prol do trabalho escravo, contra a escola, contra um princípio civilizatório dessa monta e, junto, o ataque aos aposentados, tratados como vagabundos que não devem ter direito a qualquer forma de reajuste. Aos trabalhadores, o ataque cirúrgico é contra o fim da escala 6 x 1, campanha encampada por Lula. Contra os pobres, contra qualquer programa social criado ou retomado pelo governo Lula, sobretudo o Bolsa Família.

O principal cabo eleitoral do evangelhistão da extrema direita unificada, entrou em campo nesta segunda (04) e tem uma carranca pra lá de manjada no Brasil, que é o charlatão Silas Malafaia, em campanha antecipada, ilegal, na sua igreja, ao lado de Flavio Bolsonaro, atacou os católicos para puxar o dízimo para sua brasa e bombardear os trabalhadores, os aposentados, os pobres e as crianças.

Um sujeito que, em 2013, já ostentava uma fortunade R$ 130 milhões, segundo a revista Forbes, com seu charlatanismo compulsivo, Malafaia acaba se apresentando como cabo eleitoral do inferno, pastor das trevas, gerente do umbral na sua luta do mal contra o bem. Mas lógico, nada do que fala é sem ensaio para a direita construir sua obra indispensável contra a população brasileira.

Pior é constatar que tem gente que, mesmo sabendo que será massacrada pela escória da direita, não só vota, como faz discurso contra si, numa panaceia de hospício.

É louco isso, mas essa gente trabalha para os bilionários e a exploração humana da infância à velhice, tem que ser máxima e sem qualquer limite ético ou moral, muito menos humanitário.

Na verdade, é a pauta global da extrema direita. O fato é que subestimamos o nível de crueldade, de covardia que esse discurso revela como ferramenta de segregação que está embutida na candidatura dessa direita vigarista.

A régua é uma só, a regra também, todas esritas em caixa alta, absolutamente transparente, sem açúcar e sem afeto. O cartaz é uma tesoura que culpa os pobres, os trabalhadores, os aposentados e as crianças de impedirem que os ricos fiquem mais ricos.

Sim, em última análise, é isso. É o cordel da tesoura que cortará no bolso do povo para encher as burras da goma fina desse país.

E a coisa está tão descarada que isso está sendo dito em um megafone, cuspindo ódio contra a população e o governo Lula, que traz cotidianamente melhorias de vida para o povo.

O cerne do discurso é, o povo brasileiro custa caro. O projeto é, cortar o máximo de benefícios e avanços sociais na grita, na marra, mesmo que para isso tenha que usar bomba, porrada e bala.

É o fascismo na íntegra, na fonte, é o discurso da faca e do facão, que coloca crianças de volta à lavoura de cana de açúcar para ampliar osl ucros do latifúndio e, lógico, reprovar todo e qualquer direito à infância, pois, os donos da terra acham que, proibir o uso de crianças para trabalho escravo, qualqauer trabalho, é um desperdício, assim como qualquer serviço público que beneficie diretamente a grande massa do povo.

Essa é a regra fiscal única e absoluta da direita, com o corte no talo de qualquer benefício, subsídio ou transferência. O discurso é o do cobertor curto, na prática, é o cidadão sem cobertor. e cada vez mais tributado no consumo.

Isso não é um discurso político, é um veredito, é uma bandeira fria, curta e grossa, unificada contra o governo Lula e os brasileiros.


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“Criança trabalhando é normal”, diz Zema – e o Brasil inteiro se revolta

Seu Bené — um homem que viveu o que Zema só fala da boca

No podcast “Inteligência Limitada”, Romeu Zema abriu a boca e jogou gasolina no fogo. O ex-governador mineiro, formado pela FGV, defendeu sem rodeios o trabalho infantil: “Infelizmente, no Brasil, se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Toda criança pode estar ajudando com questões simples”.

E foi além: atacou as leis brasileiras que protegem as crianças, dizendo que elas “estão escravizando a criança”. Para arrematar, citou os Estados Unidos como exemplo, onde “criança trabalha entregando jornal”.

A declaração caiu como uma bomba. Guilherme Boulos chamou Zema de “psicopata”. Nas redes, militantes de esquerda já repetem a palavra sem dó. E não é para menos.

Enquanto isso, a realidade sangra

Esse tipo de discurso me faz lembrar do verdadeiro rosto da pobreza no Brasil: a história de Benedito Ferreira dos Santos.

Abandonado pelos pais ainda criança, virou menino de rua, cresceu analfabeto nas calçadas, sem lar, sem escola, sem infância. Um dia aprendeu a ler e escrever com a namorada, Geralda. Virou motorista de caminhão, pegava carga de dia e à noite virava garçom ou cozinheiro. Mal via os filhos durante a semana.

Mesmo assim, Seu Bené foi pai com todas as letras. Aos domingos à noite, corria para casa. Levava o filho no caminhão quando dava, com marmita esquentando no motor. Aniversários eram sagrados. Dezembro era praia. Maio, passeio cultural. Ele olhava para os filhos e repetia: “Não quero que vocês passem o que eu passei”.

A filha só trabalhou depois da faculdade. O filho, no final do segundo grau, pediu para trabalhar porque estudava à noite.

No dia 3 de abril, Seu Bené completaria 107 anos.

Obrigado, Papai. O senhor nos salvou.

De um lado, político de elite defendendo que criança trabalhar é “normal”. Do outro, um pai analfabeto que quebrou a própria vida para que os filhos não precisassem trabalhar cedo.

Isso não é debate. É o abismo entre quem fala da vida dos outros e quem viveu o inferno na pele.

Zema pode ter diploma da FGV. Mas Seu Bené teve diploma da dureza. E esse, ninguém tira.

Xapuri-AC, 03 de maio de 2026

Luis Celso Ferreira dos Santos

PS: No dia 18 de maio completarei 78 anos devido à minha infância saudável.


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