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Resposta de produtores de filme sobre Bolsonaro amplia crise de Flávio

Mario Frias e produtora negam dinheiro de Vorcaro no filme sobre Bolsonaro, mas não explicam destino de US$ 10,6 milhões citados pelo Intercept

As notas divulgadas pela produtora GOUP Entertainment e pelo deputado federal Mario Frias após a revelação de documentos, mensagens e áudios envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro acabaram ampliando a crise política em torno do senador e do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro.

O principal ponto das manifestações divulgadas pelos responsáveis pelo projeto foi a tentativa de negar que recursos de Daniel Vorcaro ou do Banco Master tenham sido usados para financiar o longa. O problema é que as notas acabaram deixando sem resposta justamente o destino dos 10,6 milhões de dólares — cerca de R$ 61 milhões — apontados em documentos revelados pelo Intercept Brasil.

Segundo a reportagem, os valores teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações relacionadas ao financiamento do projeto cinematográfico.

Na nota divulgada pela GOUP Entertainment, a produtora afirma que “não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário” entre os financiadores do filme.

Mario Frias reforçou a mesma linha.

“Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”, afirmou o deputado federal e produtor executivo do longa.

O empresário Paulo Figueiredo Filho, neto do ex-ditador João Figueiredo e aliado da família Bolsonaro, também saiu em defesa do projeto nas redes sociais e afirmou que o filme não recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro.

A mobilização de aliados para reforçar publicamente a negativa sobre os recursos acabou ampliando ainda mais o debate político em torno do caso, principalmente porque os documentos mencionados pelo Intercept Brasil apontam pagamentos milionários associados ao financiamento do filme.

A reportagem questionou a assessoria de Flávio Bolsonaro sobre esse ponto: se os valores mencionados nos documentos não foram destinados ao filme, para onde o dinheiro teria sido enviado? Até a publicação desta matéria, não houve resposta.

Outro ponto que chamou atenção foi o fato de Mario Frias ter afirmado que, “ainda que houvesse” dinheiro de Vorcaro no projeto, “não haveria problema algum”, alegando que se trataria de uma relação privada sem uso de dinheiro público.

A declaração foi vista por integrantes da oposição como uma mudança parcial na estratégia de defesa adotada inicialmente pelos envolvidos no caso. Primeiro, a linha das manifestações públicas buscou negar qualquer ligação financeira entre Vorcaro e o filme. Agora, além da negativa, a nova nota também sustenta que eventual aporte privado não configuraria irregularidade.

Na mesma nota, Mario Frias afirmou que Flávio Bolsonaro não possui participação societária no filme nem na produtora responsável pelo projeto.

“Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte”, escreveu.

A declaração acabou reforçando a percepção de que Flávio Bolsonaro participava das articulações para captação de recursos do longa, algo que ajuda a explicar os áudios revelados pelo Intercept Brasil em que o senador aparece cobrando pagamentos e relatando preocupação com a continuidade do projeto.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, as notas divulgadas pelos responsáveis pelo filme também deslocaram o foco da crise. Inicialmente, o centro da discussão estava na relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Agora, o debate passou a girar também em torno do destino dos recursos mencionados nos documentos revelados pela reportagem.


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Política

Valor que Flávio pediu a Vorcaro para filme sobre Bolsonaro é quatro vezes maior que o orçamento de O Agente Secreto

Senador pediu ao dono do Banco Master R$ 134 milhões para financiar Dark Horse, que romanceia a história do pai

O valor pedido por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à presidência da República, ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), é mais de quatro vezes superior ao orçamento total do filme O Agente Secreto, que recebeu quatro indicações ao Oscar 2026, dezenas de outros prêmios e foi assistido por cerca de dois milhões de brasileiros.

Segundo a denúncia do site The Intercept, Flávio pediu R$ 134 milhões ao dono do Banco Master. Desse total, recebeu aproximadamente R$ 61 milhões. O custo total para produção de O Agente Secreto foi de cerca de R$ 28 milhões. O filme dirigido por Kleber Mendonça Filho, com Wagner Moura como protagonista, foi indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco.

Os bolsonaristas pretendem lançar o filme sobre Bolsonaro em 11 de setembro, a pouco menos de um mês das eleições. O ex-presidente será interpretado pelo ator Jim Caviezel, conhecido por seu papel como Jesus Cristo em A Ressurreição de Cristo. O artista também é conhecido por declarações antivacina e apoio a teorias conspiratórias.

O roteiro de Dark Horse é de autoria do deputado federal Mário Frias (PL-SP), ex-secretário de Cultura e aliado próximo da família Bolsonaro. O parlamentar também é mencionado nas conversas como tendo participado das negociações dos recursos do Banco Master para o filme.

Segundo áudios, documentos e mensagens divulgados pelo site Intercept, dos R$ 134 milhões, cerca de R$ 61 milhões teriam sido pagos em seis operações. Os arquivos compreendem o período de fevereiro a maio de 2025.

“Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, escreveu Flávio a Vorcaro, em uma mensagem enviada por um aplicativo de conversa em 16 de novembro de 2025, um dia antes de o banqueiro ser preso tentando fugir do país.

As conversas também indicam que o dono do Banco Master acompanhava pessoalmente o andamento dos pagamentos e atribuía prioridade ao filme em relação a outros compromissos financeiros.

Em outro áudio, Flávio cobra parcelas atrasadas de Vorcaro. “Apesar de você ter dado liberdade, Daniel, de a gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando. Mas, enfim, não é porque está num momento muito decisivo, aqui do filme. É como tem muita parcela para trás. […] Eu fico preocupado aqui com o efeito ao contrário (sic) do que a gente sonhou pro filme, né? Imagina a gente dando calote num Jim Caviezel, num Cyrus Nowrasteh, os caras, renomadíssimos lá no cinema americano mundial, pô, ia ser muito ruim, né? […] E agora que é a reta final, que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui”, diz no áudio divulgado.

Flávio Bolsonaro admitiu, em nota, que pediu e recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre o pai.

“Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca”, diz um trecho da nota.

*BdF


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Política

Para Flavio, Ciro Nogueira foi de vice ideal a encosto radioativo

Flavio Bolsonaro elogiou Ciro Nogueira publicamente como seu “vice ideal” ou “vice dos sonhos”, destacando credenciais como lealdade ao Bolsonaro pai, origem nordestina, comando do PP (partido forte) e perfil para compor chapa. Isso foi dito em entrevistas recentes (antes da operação da PF).

Poucos dias depois, veio a operação da Polícia Federal (fase do Caso Master/Banco Master), com buscas e apreensões envolvendo Ciro Nogueira por suspeitas de propina/mesada de centenas de milhares de reais do banqueiro Daniel Vorcaro para favorecer o banco. Aí o discurso mudou: Flávio falou que foi só “cortesia”, que as acusações são graves, que não respondeu por atos de aliados e que agora prefere uma vice mulher com experiência.

Por que o “encosto radioativo”?

Timing ruim: A operação explodiu no meio das costuras para 2026. PP ainda é relevante (federação com União Brasil, base no Congresso), mas Ciro virou peso morto.

Flávio e outros (como Tarcísio) se descolaram rápido para evitar sangria na pré-campanha.

É o clássico da política: aliado vira “encosto” quando a PF bate à porta. Ciro era estratégico. Nordeste + máquina partidária, mas corrupção alegada vira veneno eleitoral. Flávio está em modo dano controlado — priorizando imagem de “novo” e evitando carregar investigados. A ver se o PP aguenta o tranco ou se rola realinhamento. Política 2026 já está quente.

Seja como for, para a campanha de Flavio, Ciro Nogueira, agora, é uma bactéria do detergente Ypê que faz a população se afastar dessa prateleira no mercado eleitoral.


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Brasil Mundo

Lula é destaque em Nova York, Flavio é ignorado, No Brasil, bolsonaristas tomam porre de detergente Ypê

Durante a Brazilian Week (semana de eventos com bancos, empresas e organizações brasileiras), em uma conferência fechada para investidores na sede da BlackRock em Nova York, o analista Aitor Jauregui — responsável pela América Latina da maior gestora de ativos do mundo — avaliou que o presidente Lula (PT) deve se reeleger em 2026.

Razões citadas: Otimismo com os dados econômicos do Brasil. Jauregui destacou que a economia ainda pesa na decisão do voto e que é “difícil tirar a vitória” do atual presidente.

Flávio Bolsonaro: Não foi mencionado nem por Jauregui, nem pelos outros participantes (incluindo Chis Garman, da consultoria Eurasia, que também traçou cenário positivo para Lula, inclusive na relação com Donald Trump).

A BlackRock administra trilhões de dólares em ativos e suas visões influenciam o mercado global, mas trata-se de uma análise interna em evento fechado, baseada em indicadores econômicos atuais — não de uma previsão infalível.

Isso reflete a visão de parte do mercado financeiro internacional: estabilidade macro, números recentes da economia e o encontro recente Lula-Trump ajudam a percepção do incumbente.


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Política

Sururu entre Ricardo Salles e Eduardo Bolsonaro é tempestade perfeita em prol do PT em São Paulo

Ricardo Salles (Novo-SP), pré-candidato ao Senado, espinafrou Eduardo Bolsonaro e revelou coruupção no governo de seu pai, do qual Salles era parte, após Eduardo apoiar André do Prado (PL, presidente da Alesp e ligado a Valdemar Costa Neto) como nome para o Senado na chapa associada a Tarcísio de Freitas.

Salles chamou Eduardo de “burro”, “bravateiro”, acusou-o de ter “falado um monte de merda” nos EUA (incluindo no caso do tarifaço americano), de ter contribuído retoricamente para as prisões do 8 de janeiro e de ter se exilado voluntariamente. Também atacou Valdemar/PL por suposta influência do “Centrão fisiológico” e corrupção passada em Transportes.

Eduardo rebateu, chamando Salles de “incontrolável” e jogando contra-ataques pessoais (inclusive sobre supostos pedidos de “mamata” ou cargos). Isso expõe rachas claros: bolsonarismo raiz vs. ala mais institucional/pragmática (Tarcísio + PL), e Novo tentando se posicionar como “direita pura”.

Simplesmente porque Salles, ex-ministro passador de boiada de Bolsonaro, afirmou com todas as letras que havia uma roubalheira no Ministério dos Transportes, DENIT no governo de Bolsonaro.

É alguém de dentro que destampou o esgoto de um governo absolutamente corrupto, que vivia gritando “acabou a corrupção!”.

Eduardo, para entornar mais o caldo, acusou Salles de votar a favor do PL das fake news e arrematou de voleio, “traiu em 2022, vai trair em 2026.

O furdunço mostrou potencial para rachar a base com a Jovem Pan fazendo enquete e tudo. Grupo de Salles vs grupo de Eduardo Bolsonao quase saem no braço, precisando que a PM interviesse para o riscafaca não terminasse em morte.

O fato é que, se tem racha em são Paulo, tem racha nacional, porque SP é o maior colégio eleitoral do Brasil, mais que isso, quem hoje cola com Salles, não panfleta para Flavio e vice-versa.

agro põe dinheiro na campanha de Salles e Faria Lima, bolsonarista casa pouco para acampanha de Flavio.

Enquanto eles brigam, Haddad caminha em São Paulo como adulto na sala. Lula, agradece.

Numa conta fria, curta e grossa: Flavio precisa de 70% em São Paulo para compensar o Nordeste de Lula. Se racha entre Eduardo e Salles continuar produzindo erosão, Flavio perde 1,1 pp nacional, Lula pula de 49,4% para 50,5% válidos.

A prgunta é óbvia, por que Flavio não intervém? Se escolher Eduardo, perde agro e Salles leva a base. Se escolher Salles, perde raiz bolsonarista, apanha do pai e, consequentemente, do bolsonarismo terra plana. Se não escolher, vira o fraco diante do povo e apanha dos dois lados.

Ou seja, Flavio está num mato sem cachorro, por isso mudo, e mudez na direita é igual à traição.


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Campanha de Flavio Bolsonaro sofre hemorragia silenciosa

A tentativa de vender Flavio como o Bolsonaro sabor tutti frutti, está fazendo água.

Tutti frutti é cem por cento sabor artificial. Para que serve um troço desse além de um aroma artificial? Imita um “mix de frutas” que não existe na natureza, é feito de corante cores rosa e roxa características. 90% do gosto que as pessoas sentem é de ácido cítrico.

Traduzindo, Flavio Bolsonaro é candidato de laboratório, não de pomar, mas um troço mal-ajambrado saído do clã para tentar segurar o espólio do pai.

A própria militância bolsonarista, mesmo raiz, entende que Flavio é uma invenção do pai, da indústria bolsonarista com sabor de chiclete.

Para os bolsonaristas, ele é somente um abacaxi duro de descascar. Muitos dizem que votariam nele na base do goela abaixo, ou não tem tu, vai tu mesmo. Confessando que ele não entusiasma e que só votarão em nome do estatuto do clã.

O tranco não para aí. Esse composto químico, que tenta imitar Bolsonaro, inventado pelo próprio, é uma fórmula química, de aromatizante que não representa nem a própria família, que fará o povo brasileiro.

Daí o abandono reflete o momento de isolamento politico que Flavio enfrenta em sua pré-campanha.

Carluxo expôs publicamente a crise e a hemorragia de apoio dentro do próprio PL, criticando o fato de que a maioria de prefeitos, vereadores e líderes do partido não teriam feito uma única postagem sobre a candidatura de Flavio nos últimos quatro meses.

Carluxo ameaçou fazer um dossiê desses nomes para entregar à executiva do partido e corrigir a postura dos traidores.

Há também resistência do centão como um  todo. Ao menos em diagnóstico de bastidores, o PP tem evitado se comprometer com a chapa de Flavio por considerá-lo um candidato fraco devido a alta rejeição e sua própria folha jurídica, além de muitos eleitores dizerem que taparão o naiz para votar em Flavio.

O cenário é basicamente esse, o que também dificulta alianças, ainda mais agora que seu vice ideal, Ciro Nogueira, está no olho do furacão do escândalo do Master.

Enfim, para muitos analistas, a candidatuea de Flavio não passa de uma peça de negociação, não um projeto sólido. O próprio Flavio declarou a possibilidade sim de desistência, mas que ela tem preço, a anistia do pai.

Seja como for, o semblante de isolamento estão nas fotografias de Flavio, que reforça a ideia de que sua candidatura, não passa de fogo de palha os supostos aliados.


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Lula a um palmo da vitória no primeiro turno

Ainda não é efeito do tapete vermelho que Trump estendeu para Lula na Casa Branca, o efeito, como mostram as redes sociais, com uma acachapante virada de Lula, depois do enconto com Trump em que Lula sugere ao presidente dos EUA que, sorrir, alivia o tranco que ele está tomando internamente, pelo fraco desempenho da economia e, principalmente, a guerra com  o Irã, em que, nitidamente, os EUA perderam.

O que se tem aqui é a comunhão e a média das pesquisas que mostram Lula avançando e, Flavio, estacionado ou caindo na mesma proporção, que, em números, representa 0,6% para Lula cruzar a linha de chegada no primeiro turno e colocar a mão na taça.

Possivelmente, numa nova rodada de pesquisas, por conta de uma série de eventos positivos da atuação de Lula nos EUA e os efeitos da economia com recordes de superavit, aumento significativo de investimentos estrangeiros no país, entre outros avanços, Lula já apareça acima dos 50% mais 1 voto para vencer as eleições no primeiro turno.

Lula desarmou a narrativa da direita quando Trump o elogiou, falou em parceria, estendeu tapete vemelho de grande chefe de Estado e, se não virou um cabo eleitoral de Lula, Trump o recebeu com elogios e fortaleceu a sua imagem de estadista, o que contribui significativamente para a reeleição.

Nas redes, o jogo virou. Lula, antes do encontro com Trump, só apanhava, depois, o resultao foi diametralmente oposto.

Por isso sua vitória no primeiro turno, aproxima-se da realidade.

Ainda não saíram pesquisas pós-encontro e Lula já está a um dedinho para vencer no primeiro turno.

A próxima pesquisa a ser divulgada, é a do BTG/Nexus, que deve mostrar o avanço de Lula, pois sua aprovação já havia subido de 45 para 46. Com a viagem para Washington, os números devem acelerar seu crescimento.

Resumo em votos válidos, Lula 49,4 e Flavio com 43,4% no primeiro turno.


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Flavio quer anistia para seu pai, mas também quer reduzir a maior idade penal para crianças de 14 anos

Mesmo preso em uma de suas mais de 51 mansões, fora as que estão em nomes de parentes, Flavio quer uma prisão light para o papai, melhor dizendo, anistia ampla geral e irrestrita, mas só para o papai. Afinal, ele é um bandido diferenciado, com aposentadoria de anos de seriços prestados à marginalidade, que começou quando ainda pertencia às Forças Armadas e praticava garimpo ilegal com outros subordinados.

Bolsonaro foi preso e expulso do Exército por ameaçar de terrorismo os próprios quartéis com bombas, da mesma forma, a barragem do Guandu no Rio de Janeiro, porque lhe foi negado o aumento do soldo.

Já no mundo civil, ainda como vereador e, depois, deputado federal, além de sua inutilidade sem qualquer projeto aprovado em 27 anos de carreira, montou um esquema de formação de quadrilha e peculato, mimosamente chamado de rachadinha, com Queiroz, com tudo.

Durante o percurso foi fazendo filhos para herdar as sesmarias públicas de ficar com 90% dos salários pagos a laranjas e fantasmas, incluindo milicianos e parentes.

Ou seja, Bolsonaro já operava no intestino grosso dos seus bezerros, montando uma rede de imóveis pagos em dinheito vivo e outras formas góticas de acumular uma verdadeira fortuna, e os bolsonaristas ainda dizem que Bolsonaro não é corrupto.

Na verdade, gerenciado por Queiroz, fez com que cada filho adotasse como dialeto a rachadinha. Desse modo, a família sempre via o céu azul e o sol brilhando em suas vidas.

Mas além dessa renca de crimes, seu governo foi o nascedouro do Banco Master sob a direção de seu indicado para o Banco Central, Campos Neto. Daí dá para imaginar como essa gente operou para produzir a maior fábrica de chocolate do planeta, a mesma que, junto com o dinheiro que Flavio pegou do BRB, comandado por Ibaneis Rocha, comparsa de Bolsonaro e ligado a Vorcaro, comprou com preço subfaturado, aquela mansão cinematográfica de fazer inveja a qualquer estrela de Hollywood. Detalhe, na cara de todos, por ter certeza absoluta de sua impunidade.

Claro, Flavio contava com a eternidade de seu pai no poder, pelo voto ou pelo golpe, para que a justiça não lhe tocasse.

Agora, aparece Flavio, parsa político de Romeu Zema, que quer a volta da esravidão infantil, roncando valentia contra crianças de 14 anos que ele propõe que sejam presas numa redução da maior idade penal.

Já os condenados, por qualquer forma de crime, Flavio quer muito mais do que o rigor da lei, quer aumentar e muito a pena sem qualquer benefício para que o infrator apodreça na cadeia.

Grosso modo, esse é o projeto de Flavio Bolsonaro, livrar a cara do pai, que, no golpe, tramou a morte de Lula, Alckmin e Moraes, comandou a tentativa de explosão de uma caminhão de combustível no aeroporto de Brasília e, à distância, maneteou a tentativa frustrada de golpe de 8 de janeiro de 2023 por não aceitar a derrota nas urnas.

Fica apenas a pergunta, será mesmo que algum brasileiro depositará seu voto para um delinquente, irmão de delinquente, filho de delinquente, tornar-se um prseidente da Repúnlica com todo o seu histórico de ligação com o que existe de mais podre e criminoso na política carioca e fluminense? É difícil de acreditar até para os padrões de um gado totalmente acéfalo.


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Política

As propostas de Zema que escandalizaram o Brasil são as mesmas de Flavio Bolsonaro e toda a direita

O problema de Zema é que seu programa imbecil oitocentista, batizado de Brasil sem intocáveis é, na verdade, um ode aos herdeiros dos exploradores escravocratas, dos ladrões e dos milicianos. Sim, porque Zema fala por toda a direita.

O que vale para Zema, vale para Caiado, para Flavio, para Renan, para pulgas e baratas neoliberais, tanto que, de antemão, há um pacto de estarem todos juntos contra Lula num eventual segundo turno.

Não há qualquer projeto de desenvolvimento, de industrialização, de investimento pesado na ciência, na educação, na saúde, na tecnologia de ponta, o que há é a exploração escrava, sobretudo de crianças, como deixou bem claro Zema, milionário e explorador de mão de obra.

Tudo isso está nessa proposta chupada do fracassado plano anarcocapitalista de Milei, que amarga mais de 60% de rejeição na Argentina.

O que mais assustou nas declarações de Zema foi dzer textualmente que pretende mudar a legislação brasileira para permitir que crianças possam trabalhar, ou seja, abandonar a escola e pegar no pesado, como cortadores de cana, quebradores de pedras e tantas outras formas de escravidão infantil que o Brasil conheceu no passado.

Privatizar tudo, inclusive a infância, os idosos, trabalhadores, estatais, saúde e educação, tudo o que a direita julga” gasto” tem que ter fim. Direitos, esquece, melhor divisão de riqueza no país, nem pensar, investimento em educação, cortar pela metade. O mesmo na saúde pública e decapitar os programas sociais de A a Z, com foco primeiro naquilo que eles mais odeiam, o Bolsa Família.

É esse o recado. Não adianta o recuo de Zema diante da repercussão negativa de suas decalrações estúpidas. Ele foi enfático em cada uma de suas falas contra os trabalhadores, contra as crianças, contra os idosos, contra tudo o que não aumete o lucro e dividendo dos Faria Limers.

Isso precisa ficar bem claro para a população, as propostas de Zema são as mesmas de Flavio, de Caiado, de Renan Santos.


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Brasil Mundo

Encontro de Lula com Trump é uma calça arriada no clã Bolsonaro

As reações de Flavio e Eduardo Bolsonaro com o encontro de Lula e Trump nos EUA, não mentem, sentiram.

Lula, numa só tacada, anula o sonhado peso político do clã na Casa Branca.

Eduardo, que vinha cantando e contando prosas sobre sua reaproximação com aquelas figuras desconhecidas do entorno de Trump, como se tivesse uma grande importância, caiu no folclore outra vez.

Lula utilizará esse encontro para estabelecer um patamar de intercâmbio dos dois países, com interesses mútuos, o que não tem nada a ver com sabukice da família Bolsonaro.

Trump e Lula, com certeza, buscarão uma harmonização de interesses de lá e de cá e não oferecer o Brasil para ser instrumentalizado como anunciou Flavio Bolsonaro, praticamente oferecendo o Brasil para ser puxadinho dos interesses norte-americanos. Isso é tradição na família Bolsonaro.

Quem se esquece daquela cena em que Bolsonaro, isolado, no encontro de chefes de Estados quando o idiota oferece a Al Gore a exploração da Amazônia pelos EUA.

Tal bossalidade, de tão grande, causou perplexidade no figurão norte-americano.

Lula estará com Trump focado na soberania nacional se alinhamentos excessivos com aquele país e muito menos atender apenas aos interesses dos EUA, como sempre fez o clã Bolsonaro.

Como não sobrou nada, sobretudo porque foram pegos de surpresa, Eduardo, paspalhão, não poderia deixar de fazer comentários patéticos sem sequer saber o contexto da visita de Lula a Trump.

Uma coisa é certa, a reação dos milicianos do clã com essa viagem de Lula foi a de quem tomou uma bola nas costas e tenta achar Lula sem saber em que parte do campo o presidente da República está  jogando.

Ou seja, Eduardo dá uma de Zema, que só abre a boca para dizer besteiras e cair ainda mais nas pesquisas.

O fato é que o clã está perdido em campo alheio.


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