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Vídeos: Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar vídeo de Eduardo em evento extremista nos EUA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) explique uma possível violação das regras da prisão domiciliar após a circulação de um vídeo gravado por Eduardo Bolsonaro durante a Conferência de Ação Política Conservadora, a CPAC, nos Estados Unidos.

A decisão foi tomada depois que imagens passaram a circular nas redes sociais mostrando o deputado licenciado afirmar que exibiria o conteúdo ao pai, mesmo com a existência de restrições expressas ao uso de meios de comunicação externos.

No vídeo, Eduardo diz: “Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro”.

A fala levou Moraes a cobrar esclarecimentos imediatos da defesa, já que a decisão que concedeu a prisão domiciliar estabelece proibição ao uso de celular, redes sociais e qualquer forma de comunicação externa, seja direta ou indireta.

Segundo o despacho, as regras impostas a Bolsonaro também vedam a gravação e o recebimento de vídeos e áudios, inclusive quando isso ocorrer por intermédio de terceiros. Moraes destacou que o benefício concedido ao ex-presidente está condicionado ao cumprimento rigoroso dessas limitações. De acordo com o DCM, qualquer indício de descumprimento passou a ser tratado como questão relevante pelo Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar no último dia 24, por um período inicial de 90 dias, após alta hospitalar para tratamento de broncopneumonia.

A medida determinou que o cumprimento da pena ocorra integralmente na residência do ex-presidente, em Brasília, com controle rígido sobre visitas e comunicações. O despacho do ministro ainda afirma que eventual violação das condições estabelecidas pode resultar na revogação do benefício, com retorno ao regime fechado ou transferência para uma unidade hospitalar penitenciária.

Durante o evento nos Estados Unidos, Eduardo também declarou que pretendia mostrar que o pai não poderia ser silenciado e apresentou o senador Flávio Bolsonaro como “próximo presidente do Brasil”. A CPAC reuniu lideranças da direita internacional entre os dias 25 e 28 de março.


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A farsa: Bolsonaro, em 48 horas, salta do leito de UTI direto para sua mansão

Não há nada mais bolsonarista do que a grande mídia

Na verdade, existe aí um esquema resultante de uma conjugação de forças, mesmo que um ou outro finja ojeriza.

A substância que tempera essa sociedade entre mídia e Bolsonaro, é o pardieiro velho do antipetismo ou antilulismo em que o preconceito e o ódio ao trabalhador formam uma matemática dogmática.

A amplitude disso é a busca pelo poder. Um sujeito, que se dizia entre a vida e a morte dentro de uma UTI, saltar da cama direto para sua mansão cinco estrelas, é gozar com a cara dos brasileiros.

No entanto, não se lê ou se vê na mídia nada sobre o assunto que foi jogado para debaixo do tapete, porque não é politicamernte interessante para Bolsonaro muito menos para a mídia mergulhar de cabeça na campanha de Flavio.

Bolsonaro, que estava praticamente amarrado, imprensado, libertou-se do suplício da UTI em 48 horas após Moraes lhe conceder o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar.

No Brasil, quase i milhão de prisioneiros com sérios problemas de saúde, jamais terão benefício parecido, o que nos remete à frase de Eduardo Galeano “a justiça é como uma serpente, só pica os pés descalços”.

No caso de Bolsonaro, ele tem na manga uma série de protetores que, por interesses escusos, trabalham para brindá-lo de penas por uma gama de crimes que cometeu.

A mídia, que explicitamente, vinha fazendo campanha por sua soltura por “humanismo”, agora, esconde o fato e desaparece com Bolsonaro, utilizando um rodamoínho para que ele suma na poeira e ninguém comente esse absurdo.

Todavia, como disse, há um milhão de brasileiros que sonham com essa clemência dent5ro das cadeias, por portarem doenças graves e até terminais e, certamente, morrerão à míngua dentro das cadeias.

Detalhe, Bolsonaro está saudável, corado, em casa brincando com os cachorros e já poderia voltar para a Papuda, mas sem ilusões, pois nunca mais ele será de fato preso. O “morimbundo” passa bem e vende saúde.

Bolsonaro deixa como mensagem que o crime compensa.


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Moraes envia à PGR pedido para incluir Moro na investigação sobre Milícias Digitais

Sem provas, o ex-juiz suspeito insinuou que eleição de 2022 foi ilegítima e fez ataques ao presidente Lula

Pré-candidato ao governo do Paraná e ex-juiz declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Sergio Moro (PL-PR) está na mira do Inquérito das Milícias Digitais após o ministro do STF Alexandre de Moraes encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) um requerimento para que o parlamentar seja formalmente incluído na investigação. A informação foi publicada nesta quinta-feira (26) pela Carta Capital.

Sem qualquer embasamento, Moro colocou em dúvida a legitimidade do resultado das eleições presidenciais de 2022, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) derrotou Jair Bolsonaro (PL). O autor do pedido enviado à PGR foi o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). De acordo com o 247, a Procuradoria tem cinco dias para se manifestar, e após receber o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, Moraes poderá expedir uma decisão sobre a inclusão de Moro no inquérito.

O gatilho para o pedido foi uma fala do senador durante cerimônia de filiação ao PL, realizada na última terça-feira (24). Na ocasião, Moro afirmou: “A visão que o cidadão tem é que o nosso presidente da República hoje, que não é nosso, mas foi eleito — entre aspas — aqui no Brasil está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento.” A declaração foi interpretada como mais um capítulo na disseminação de narrativas que contestam a validade do processo eleitoral brasileiro.

De acordo com Lindbergh Farias, ao sustentar esse tipo de discurso, Moro contribui para manter em circulação o que o parlamentar classificou como “o repertório simbólico da fraude, da suspeição eleitoral e da ilegitimidade institucional” — argumento central para embasar o pedido de inclusão do senador no inquérito.

Histórico polêmico
O histórico de Sergio Moro é marcado por controvérsias judiciais e políticas. Ex-juiz federal da Operação Lava Jato em primeira instância, Moro teve sua suspeição declarada pelo próprio STF em 2021, decisão que culminou na devolução dos direitos políticos do presidente Lula.

Após a condenação que retirou Lula da corrida eleitoral de 2018, Moro aceitou o convite de Jair Bolsonaro para ocupar o Ministério da Justiça, cargo que exerceu até abril de 2020, quando pediu demissão em meio a uma crise com o então presidente. Anos depois, em 2023, o ex-magistrado foi derrotado no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo por fraude em domicílio eleitoral, ficando impedido de concorrer pelo estado paulista.

O Inquérito das Milícias Digitais investiga a organização e o financiamento de redes de desinformação voltadas a atacar instituições democráticas brasileiras, incluindo o próprio STF. A eventual inclusão de Moro no inquérito ampliaria o alcance das investigações a um dos nomes mais proeminentes da oposição ao governo federal.


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Palavra cruzada: PowerPoint da Globo/anistia domiciliar cinco estrelas

A advogada argentina tem risco de pegar 15 anos de prisão por injúria racial, no Brasil, mas Bolsonaro, durante sua pré-candidatura à Presidência da República, comparou negros quilombolas a animais em pleno Clube Hebraico, quando disse que deveriam ser pesados em arroba,

Sofreu alguma punição? Não. Foi aplaudido às gargalhadas e saiu sem ser incomodado pela justiça, pela polícia, mesmo com toda a repercussão do caso que escandalizou o país. Bolsonaro pôde ser candidato sem qualquer problema no TSE, venceu a eleição com a maior fraude eleitoral da história, em coluio com Sergio Moro, em troca da prisão de Lula sem qualquer prova de crime, virou presidente e se transformou no maior lobista da indústria armamentista e, certamente, foi bem recompensado. Matou 700 mil brasileiros por covid-19, porque estava negociando proprina de US$ 1 na compra da Covaxin, como denunciado pela CPMI do Genocídio, que culminou no cancelamento da compra da vacina.

Qualquer camarada com esse histórico, estaria no fundo do poço, mas estamos falando de Bolsonaro, que determina que tipo de justiça serve ou não para ele.

E diga-se de passagem, muito antes de se tornar político, o mesmo Bolsonaro, por vingança contra o comando do Exército, por não aumentar o soldo que ele tentou negociar, partiu para o terrorismo. Foi expulso das Forças Armadas, mas como é Bolsonaro, as leis afrouxaram para ele e, mesmo exonerado e proibido de frequentar os quartéis, seguiu recebendo seus vencimentos como se nada tivesse acontecido.

Bolsonaro é uma espécie de Macgyver da justiça brasileira, o homem que sempre fez a justiça recuar, mesmo quando ameaçou agredir, com um tapa, o rosto de uma deputada, agredindo-a com palavras, e cuspir na estátua de Rubens Paiva, deputado morto pela ditadura e homenageado pela Câmara, nada aconteceu com o sujeito.

Agora, sai a notícia de que Moraes determinou prisão domiciliar a Bolsonaro tão logo tenha alta do hospital.

A princípio, o condenado a 27 anos de prisão por tentativa golpe de Estado, seguido de plano de assassinato do presidente da República, Lula, vice-presidente, Alckmin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, ficam claras duas coisas, existem dois Brasis dentro do Brasil, com dois sistemas de justiça distintos, o que pune pés de chinelo, cidadãos comuns, entre outros, quando cometem qualquer ilícito, e a justiça quer julgar Bolsonaro com uma constituição paralela, particular, exclusiva, vip.

Esse é o mesmo Bolsonaro, que sempre evocou a morte alheia com a frase”bandido bom é bandido morto”.

Qual a explicação para uma coisa como essa?

É simples, está no velho ditado: quem tem padrinho, não morre pagão.

Em todos os eventos criminosos de Bolsonaro, ele rastejou sem qualquer pudor para alcançar seus intentos e, agora, com o ataque sem trégua da mídia a Moraes, dois dias após o cabuloso e criminoso powerpoint da Globo, Moraes concedeu essa forma de anistia malandra ao maior malandro, vigarista, vagabundo, criminoso, genocida, corrupto da história do Brasil.

Isso não é pouca coisa.

Claro, tem um preço, pois foi negociado com a cúpula da Globo para que Bolsonaro e seus filhos saiam de tudo isso bilionários e impunes, vivendo felizes para sempre com o produto de seus crimes.

Nem imagino como, no futuro, a história contará toda essa podridão em que o maior bandido passou a vida fazendo bundalelê na cara do Brasil.


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Política

Moraes trava arquivamento do caso das joias e cobra PGR por provas que envolvem Wassef

Decisão determina análise da Procuradoria sobre material inédito da investigação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu frear o arquivamento da investigação sobre o chamado “caso das joias” envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos. A decisão foi assinada na quarta-feira (18), mas só veio a público nesta quinta-feira (19).

No despacho, Moraes determinou o envio dos autos à Procuradoria-Geral da República (PGR) para nova manifestação. “Encaminhem-se os autos à Procuradoria-Geral da República, para manifestação quanto ao material encaminhado pela Polícia Federal”, escreveu o ministro.

A decisão ocorre após a própria PGR ter se posicionado pelo arquivamento do caso, sob o argumento de que ainda existe uma lacuna legislativa sobre a natureza jurídica de presentes recebidos por presidentes da República em viagens oficiais. Segundo o órgão, “enquanto subsistir a lacuna legislativa sobre a natureza jurídica dos presentes ofertados a presidentes da República, a incidência do Direito Penal revela-se incompatível”.

O despacho de Moraes, no entanto, indica que o cenário está longe de ser encerrado. Isso porque a Polícia Federal encaminhou análise complementar de material apreendido, apontando novos fatos. De acordo com o documento, “foram identificados eventos fortuitos nos aparelhos celulares do investigado Frederick Wassef, que devem ser formalizados em procedimento apartado”.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, a investigação trata da suspeita de atuação de uma associação criminosa voltada ao desvio de presentes de alto valor recebidos por Bolsonaro — ou por integrantes de comitivas oficiais — durante viagens internacionais. Segundo a própria Polícia Federal, o grupo atuava para desviar itens que deveriam integrar o acervo público e posteriormente comercializá-los no exterior.

O relatório final é direto ao apontar o objetivo do esquema: “prática de desvio de presentes de alto valor recebidos em razão do cargo pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro […] para posteriormente serem vendidos no exterior”.

A saga das joias sauditas: entenda a cronologia do caso

No mesmo documento, a PF afirma que os investigados também atuaram para ocultar os valores obtidos com a venda desses bens, descrevendo “atos de ocultação da origem, localização, movimentação e propriedade” dos itens e dos recursos gerados.

No relatório final, a PF indiciou Bolsonaro, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e outros aliados por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Entre os itens citados estão joias de luxo, relógios de alto valor e esculturas recebidas de autoridades estrangeiras, incluindo governos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

O documento também aponta que o grupo teria atuado de forma coordenada entre 2019 e 2022. Segundo a PF, os investigados se associaram “para praticarem os crimes de peculato e lavagem de capitais, com o objetivo de propiciar o enriquecimento ilícito do então presidente da República”.

Apesar da conclusão da investigação, a manifestação da PGR pelo arquivamento mudou o rumo do caso. O órgão sustentou que, diante da ausência de uma definição legal clara sobre a titularidade desses presentes, não seria possível enquadrar as condutas no campo penal.

A decisão de Moraes, no entanto, cria um novo capítulo na tramitação. Ao destacar que não houve manifestação da PGR sobre o material mais recente envolvendo Wassef, o ministro sinaliza que o arquivamento não será automático.

Nos bastidores do STF, a movimentação é vista como um indicativo de tensão entre o entendimento da Polícia Federal e a posição da Procuradoria. A nova manifestação da PGR será determinante para definir os próximos passos do caso, que segue sob relatoria de Moraes e permanece como um dos episódios mais sensíveis envolvendo a gestão de presentes oficiais durante o governo Bolsonaro.


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Moro pode estar por trás dos ataques a Moraes e Toffoli, do STF

Avaliação de ministros do Supremo é compartilhada por Kakay, Eugênio Aragão e Marco Aurélio de Carvalho: a Lava Jato sobrevive

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reagiram de forma contundente a integrantes da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) diante da suspeita de que remanescentes da operação Lava Jato ainda ocupam cargos estratégicos nesses órgãos. De acordo com avaliação presente no STF, essas estruturas estariam sendo utilizadas para promover ataques à Corte e criar desgaste político ao governo, segundo apuração de Tales Faria, do Correio da Manhã e 247.

A percepção de integrantes do Supremo é de que a antiga força-tarefa da Lava Jato permanece organizada e influente dentro das instituições. A suspeita ganhou força após episódios que envolveram investigações e decisões judiciais recentes, além de vazamentos e conflitos institucionais.

O advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou que há atuação de integrantes remanescentes da Lava Jato dentro da PF e da PGR. Segundo ele, essas movimentações estariam por trás de ataques direcionados aos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. “A Lava Jato está super estruturada ainda. Seus integrantes estão em postos chaves da PGR, e o Moro tem agentes da Polícia Federal absolutamente ligados a ele. Basta lembrar que quando o ministro Dias Toffoli expediu a liminar de busca e apreensão na 13ª Vara de Curitiba, demorou quase um mês para ser cumprida. Ele teve que nomear agentes específicos, da confiança dele”, declarou Kakay.

Na avaliação do advogado, a situação revela uma articulação mais ampla que envolveria o senador e ex-juiz parcial Sergio Moro (PL-PR), responsável por conduzir a operação Lava Jato quando atuava na 13ª Vara Federal de Curitiba. Kakay afirmou que há uma estratégia política voltada a atingir o STF e, indiretamente, o governo.

“Tudo isso é muito grave, muito grave. Tanto é que o Toffoli teve que nomear agentes da confiança dele para a investigação do Banco Master. E, com a saída dele, o ministro André Mendonça isolou a imprensa. Isolou também o Andrei Rodrigues [diretor-geral da PF] da condução do caso. Na verdade, existe uma campanha forte coordenada pelo Moro e pelos lavajatistas. Eles entendem que um tiro no Supremo Tribunal Federal hoje é um tiro no governo. É isso que está por trás”, afirmou Kakay, que integra o Grupo Prerrogativas.

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão também vê a presença de influência da Lava Jato em setores da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República. Segundo ele, a permanência dessa corrente dentro das instituições contribui para tensões entre investigadores e o Supremo. “De fato, tanto a área penal da PGR como a PF estão contaminados pelo lavajatismo. Falta bom senso. Mas também o protagonismo algo impróprio do STF nas investigações vem incomodando muito aos investigadores, que perdem um instrumento de alavancagem corporativa”, afirmou Aragão.

A mesma interpretação é compartilhada por Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas. Para ele, setores da oposição política teriam se aliado a remanescentes da Lava Jato na tentativa de enfraquecer o Supremo, com a expectativa de que isso produza efeitos negativos para o governo federal.

Segundo Carvalho, disputas internas dentro da Polícia Federal também estariam contribuindo para o ambiente de instabilidade e para a divulgação de informações reservadas. “É preciso levar em conta que a polícia também está em disputa. Daí esses vazamentos. O interessante é que, embora criminosos, são vazamentos reveladores. Aquilo que a oposição considerou uma bala de prata contra o governo, na verdade era uma bala de festim. Não encontram nada, por exemplo, contra o Fábio [Fábio Luís Inácio, o Lulinha]. Estava tudo declarado. O mais importante não é o que eles acharam, mas o que não acharam”, afirmou.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a principal preocupação seria identificar servidores alinhados ao lavajatismo que ainda ocupam posições estratégicas na Polícia Federal e na Procuradoria-Geral da República. A expectativa é que os dirigentes das instituições, como o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e a chefia da PGR, consigam mapear e afastar esses quadros de funções sensíveis.

Apesar disso, interlocutores do governo demonstram ceticismo quanto à possibilidade de mudanças rápidas nas estruturas internas dos órgãos. A avaliação é de que as disputas institucionais e corporativas podem dificultar qualquer reconfiguração imediata dentro da PF e da PGR.


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Diálogo de um monólogo: A ridícula fábula da mídia sobre o suposto diálogo entre Vorcaro e Moraes

O samba de um lado só sobre Vorcaro e Moraes que a mídia alardeou, é infinitamente mais ridículo que a movimentação da conta de Lulinha, vendida pela mídia como R$ 19 milhões de depósitos, quando, na realidade, a movimentação é produto da soma do que entrou e saiu, ou seja, R$ 9 milhões.

Se tomar omo base esse guincho da mídia, o salário mínimo do governo Lula seria de R$ 3.240,00. Não seria um espetáculo?

Mas foi essa a possível fábula confusa que a mídia jogou para seus aliados do bolsonarismo de guerra.

O Grupo Globo, famoso por estar envolvido em golpes ou tentativas de, em seus 100 anos de história, tem em seu portfolio manchetes inacretáveis, mas nada se compara ao tal diálogo entre Vorcaro e Moraes, em que somente Vorcaro escreve em mensagens pelo Whatsapp, sem uma resposta sequer de Moraes.

Mas o sabor conspiratório está ali como uma pulga manca que parece ser totalmente invisível para os olhos da nação bolsonarista, alimentando o ódio contra Moraes e ainda fazer sobrar para Lula.

Realmente, desta vez, o baronato midiático se superou em suas costumeiras farsas.

Nem em novelas espirituais tem algo que carregue tanto a mão nesse tipo de mediunidade de butequim, onde o bêbado conversa alto consigo mesmo.

Para o bolsonarismo, nada de novo no front. Essa gente, como visto por todos, costuma conversar com ETs e fazer oração para pneu ao sol do meio-dia.

Mas a mídia abraçar uma esparrela dessa na cara de quem tem um mínimo de senso do ridículo, é um isulto à inteligência nacional.

Essa luz divina que a mídia conta para catapultar a eleição do clã Bolsonaro, através do CPF de de Flavio, não é um remédio é um placebo que só faz efeito na cabeça dos convertidos.


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Por que a grande mídia tratou de forma banal o suicídio do sicário de Vorcaro?

Estou falando da mulambada que escreve nos jornalões e que desapareceu, da noite para o dia, com o none de Moraes dos noticiários, numa espécie de campanha da Lava Jato.

Neste sábado, o assunto fervilhava nas principais manchetes do baronato e, hoje, a fauna rasa de escribas por encomenda, não deu as caras, não fareja mais o sangue do mininstro do STF. Parece que a carapaça realmente caiu e devem estar pensativos e remoendo planos para surpreender seu público com uma nova presa, com outros absurdos editorializados, como vimos, por exemplo, com Lulinha e Moraes que caíram no vazio.

Mas o que chama mais atenção, é como um suposto suicida, que é parte central de um alegião inumerável de guardas-costas de Vorcaro, simplesmente, desapaeceu do noticiário ralé da grande mídia. Nem nos arredores dos periódicos o nome de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o sicário, aparece, nem uma linha, nem uma palavra, nada.

Os carniceiros, da noite para o dia, desapareceram com o nome de uma peça central que envolve Vorcaro. Um sujeito que, segundo o reino da fofoca, era peçonhento, contagioso e estampava a imagem das mandíbulas que trituravam os adversários do patrão.

Para surpreender ainda mais, a veracidade dessa trama, que terminou no suposto suicídio capcioso, não despertou qualquer curiosidade ou desejo de descobrir a verdade no meio do jornalismo industrial.

As sensações que nos vêm é a de que não há na mídia brasileira ninguém interessado em saber a verdade sobre o assunto, nem viva, nem morta. Removeram seu nome, sua imagem, seu suicídio das págimas sangrentas das cortes midiáticas. Todas se encontram hoje com as portas fechadas para esse assunto.


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Política

Sistema do CNJ é alvo de fraude com mandados falsos contra Lula e Moraes

A informação foi divulgada oficialmente pelo próprio Conselho Nacional de Justiça, que detalhou o ocorrido após identificar irregularidades

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou nesta quinta-feira (22) que houve uma nova tentativa de manipulação de dados em seu sistema, envolvendo registros associados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A informação foi divulgada oficialmente pelo próprio CNJ, que detalhou o ocorrido após identificar a irregularidade registrada na última terça-feira (20).

De acordo com o CNJ, a ação não resultou na emissão de mandados de prisão, mas consistiu na alteração indevida de informações vinculadas a um mandado judicial já existente. O órgão esclareceu que o episódio foi rapidamente detectado e corrigido, sem qualquer comprometimento da segurança das plataformas institucionais.

Em nota, o CNJ informou que houve uma “substituição indevida de dados vinculados a um mandado judicial por dados associados a autoridades brasileiras”. O Conselho ressaltou ainda que “a alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas” e garantiu que “o incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”.

O órgão também afirmou que, após a apuração técnica inicial, não foi constatada invasão ou violação estrutural de seus sistemas. “Não foi constatada a violação ou o comprometimento dos sistemas do CNJ”, informou o Conselho, reforçando que os mecanismos de controle permitiram a rápida contenção do problema.

Antecedentes e condenações no STF
O episódio ocorre em um contexto recente de ataques e tentativas de adulteração de sistemas do Judiciário. Em maio de 2025, o Supremo Tribunal Federal condenou a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e o hacker Walter Delgatti Neto por crimes relacionados à invasão de sistemas do CNJ e à falsificação de documentos oficiais.

Ambos foram condenados na Ação Penal 2428 pelos crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. A pena imposta a Carla Zambelli foi de 10 anos de prisão em regime inicial fechado, além de multa equivalente a dois mil salários mínimos.

A ex-parlamentar fugiu para a Itália. Ela está presa em Roma desde junho de 2025. A defesa de Carla Zambelli informou que solicitará a substituição do colegiado responsável por analisar o pedido de extradição apresentado pelo Brasil à Justiça do país europeu. De acordo com o 247, a iniciativa ocorre após novo adiamento da decisão, agora prevista para fevereiro, no processo que tramita na Itália.

Já Walter Delgatti Neto recebeu pena de oito anos e três meses de prisão do STF, também em regime inicial fechado, acompanhada de multa de 480 salários mínimos.

Além das penas criminais, os dois foram condenados ao pagamento de indenização no valor de R$ 2 milhões por danos materiais e morais coletivos. Conforme prevê a legislação eleitoral, ambos se tornaram inelegíveis desde a condenação até o término de um período de oito anos após o cumprimento integral da pena.

No caso de Carla Zambelli, o STF também determinou a perda do mandato parlamentar, uma vez que a condenação em regime fechado ultrapassa o limite constitucional de 120 dias de ausência em sessões legislativas. A declaração formal da perda do mandato cabe à Câmara dos Deputados.

O CNJ informou que seguirá monitorando seus sistemas e reforçando protocolos de segurança para evitar novas tentativas de manipulação de dados judiciais, mantendo a integridade das informações e o funcionamento regular do Judiciário.


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Política

Moraes manda PF avaliar se prisão domiciliar é “melhor alternativa” para Bolsonaro

Avaliação médica vai indicar se prisão domiciliar é alternativa ao regime atual

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) avalie questionamentos apresentados pela defesa de Jair Bolsonaro (PL) sobre sua condição de saúde e a possibilidade de substituição do regime de prisão. As perguntas integram o processo de avaliação médica que deverá ser realizada por peritos da corporação.

De acordo com o jornal O Globo, a PF terá de responder se a permanência de Bolsonaro na prisão representa “risco aumentado, concreto e previsível de agravamento” de suas doenças e se a prisão domiciliar seria a “melhor alternativa” para “preservar a vida, a integridade física e a dignidade humana”.

Defesa questiona riscos à saúde
Na semana passada, ao decidir pela transferência do ex-mandatário, Moraes também ordenou a submissão de Bolsonaro a uma junta médica da Polícia Federal. O objetivo é avaliar se ele reúne condições clínicas para continuar cumprindo a pena no atual regime. O ministro estabeleceu o prazo de dez dias para a apresentação do laudo.

Na sexta-feira anterior, os advogados de Bolsonaro protocolaram uma lista com 39 quesitos direcionados aos peritos. Nesta segunda-feira (19), Moraes determinou o envio formal das perguntas à PF. “Encaminhem-se cópia dos quesitos formulados pela defesa à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, para que sejam respondidos pelos peritos no prazo assinalado”, decidiu.

Moraes determina laudo médico da PF
Bolsonaro foi transferido na semana passada para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como Papudinha, após permanecer por quase dois meses na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A mudança ocorreu após críticas de familiares e aliados do ex-presidente às condições das instalações da PF.

Ao analisar as reclamações, Alexandre de Moraes contestou os argumentos apresentados, mas afirmou que isso não impedia a transferência “para uma Sala de Estado Maior com condições ainda mais favoráveis”.


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