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Em Nova York, Cláudio Castro foi com Vorcaro a degustação de uísque que custou US$ 1 milhão

O ex-governador do Rio de Janeiro foi alvo de busca e apreensão pela PF nesta semana

O ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, foi flagrado em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro participando de uma degustação de uísque que custou US$ 1 milhão. A informação foi divulgada pela Globonews e confirmada pela coluna que apurou ainda que o episódio se deu em uma viagem para Nova York, em 14 maio de 2024.

Em 15 de maio de 2024, Castro, então governador do Rio,e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, (Goiás) participaram do “Summit Valor Econômico Brazil-USA”, evento do jornal Valor Econômico — empresa do Grupo Globo — patrocinado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Maste, no hotel Plaza, Quinta Avenida, Nova York. Na mesma data, o Rioprevidência injetou R$ 80 milhões no Master exatamente no mesmo dia em que Castro e Vorcaro dividiram espaço em um evento público.

A coluna apurou que entre os presentes estariam três deputados federais e um ex-ministro de Jair Bolsonaro. Além disso, cada um dos presentes ao jantar no no The Carnegie Club, em Manhattan, puderam levar de presente uma garrafa de uísque selecionado.

Castro foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal nesta terça-feira (26), em uma operação que investiga aportes bilionários do Rioprevidência no Banco Master, instituição ligada a Daniel Vorcaro.

A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e integra a 8ª fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de crimes financeiros envolvendo investimentos feitos pelo fundo de previdência dos servidores do estado do Rio de Janeiro.

Segundo a PF, as investigações apontam aplicações de cerca de R$ 3 bilhões do Rioprevidência em fundos e letras financeiras ligados ao Banco Master entre 2023 e 2024. Parte dos aportes teria sido realizada em letras financeiras sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), modalidade considerada de maior risco.

A operação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro deste ano, quando a PF identificou movimentações consideradas suspeitas de aproximadamente R$ 970 milhões entre o Rioprevidência e o Banco Master.

*ICL


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Política

Vídeo: Vorcaro patrocinou e foi maior estrela de evento da Globo em Nova York, que o lançou no mercado

Em maio de 2024, o banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master, foi destaque no Summit Valor Econômico Brazil-USA, evento do Grupo Globo realizado no Hotel Plaza, um dos mais caros de Nova York.

Ele era o principal patrocinador e orador, abrindo os trabalhos e recebendo a chancela de credibilidade do maior site de economia e negócios do país. A festa celebrava os 25 anos do Valor Econômico e reuniu os figurões do mercado financeiro do Brasil e alguns dos Estados Unidos. A partir daí, sua vida foi facilitada no mercado financeiro para cometer os crimes em série. Ele tinha a chancela do Valor e da Globo.

Vorcaro abriu seu discurso com uma propaganda do Master, de olho em importantes personalidades do setor financeiro dos Estados Unidos, muitas delas com negociações em andamento com o Brasil. Ele sabia com quem estava falando e que a Globo lhe deu essa oportunidade.

Estavam lá, entre outros, segundo matéria do próprio Valor, “James Bullard, ex-presidente do Federal Reserve (Fed) de Saint Louis, e Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Governadores do Fed. Simon Rosenberg, estrategista do partido Democrata, e Scott Jennings, estrategista do partido Republicano”. Ele iriam “analisar as eleições americanas e como a escolha do presidente dos EUA pode afetar investimentos nos países emergentes”.

“Os governadores Claudio Castro, do Rio de Janeiro; Mauro Mendes, do Mato Grosso; Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul; Tarcísio de Freitas, de São Paulo; Helder Barbalho, do Pará; Ratinho Junior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, vão divulgar a agenda de investimentos de grande porte em seus respectivos Estados. Também falarão o secretário de Fazenda do município de São Paulo, Luis Felipe Vidal Arellano, e e Alexandre Vermeulen, presidente da invest.Rio.”, informava o Valor.

Com Cláudio Castro, no Rio de Janeiro, a Rioprevidência comprou quase R$ 1 bilhão em letras podres do Master.

Vorcaro, que fazia então seu début na altas esferas dos negócios no país, teve a oportunidade de vender seu peixe, com o “selo de qualidade” das organizações Globo. Foi apresentado por Frederic Kachar, diretor-geral da Editora Globo e do Sistema Globo de Rádio, organizador daquele fórum, que classificou como “histórico” e um “debate saudável”. Chamou-o de “amigo”.

“Estamos muito entusiasmados com esse quórum e teremos repercussão ampla em todos os veículos do grupo Globo”, disse. “A gente pretende voltar todo ano”.

Vorcaro, o grande nome do encontro, mostrou as altas avaliações de agências de análise de risco e exibiu uma propaganda em inglês de um produto chamado CredCesta. Agradeceu o Valor, “que tem sido um baluarte para nossa nação, uma referência e um norte para nós, com informações sempre precisas e isentas”. Continuou: “Cumprimento o Fred e toda a equipe que admiro bastante: Lauro, Maria Fernanda, Álvaro, Malu e todos os demais. Essa semana se enriquece com a presença do Valor nas discussões”.

“Sempre saio com uma bagagem mais rica”, disse. “Alcançamos um nível de investimento com ratings Fitch, reforçando a nossa credibilidade”. Em seguida, a apresentadora agradece “Daniel” pelas “palavras inspiradoras”.

O carimbo de credibilidade do grupo Globo lhe abriu várias portas para cometer seus crimes financeiros. Em dezembro de 2025, Luciano Huck, por exemplo, virou garoto-propaganda do Will Bank, banco digital controlado pelo Master. A instituição ganhou grande exposição ao se tornar patrocinadora do Domingão, com inserções de marca, ações promocionais e menções recorrentes durante a atração.

Huck chegou a negociar a compra do Will Bank, que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central. Segundo diálogos vazados com a namorada Martha Graeff, Vorcaro cita um jantar com Luciano Huck. Aparece igualmente a referência a um almoço com “editoras de revistas da Globo” — área comandada por Fred Kachar. “Amor, as diretoras de todas as revistas globo querem marcar um almoço com vc”, ele escreveu.

Reportagens encomiásticas sobre a marca de bem-estar Happy Aging, voltada ao público feminino, criada pela empresa de Martha, foram publicadas. Na Vogue, entre outras, saiu isso: “Com produtos e suplementos para longevidade, empresa fundada por brasileira e médico de Harvard estreia no mercado norte-americano”.

Trecho de diálogo vazado entre Vorcaro e a então namorada Marthe Graeff citando almoçom com “todas as diretoras de revistas da Globo”
Vorcaro manteve uma relação íntima com a Globo, usando dinheiro sujo para limpar sua imagem, a do seu banco e sua biografia, enquanto o grupo fazia negócios, influenciava e enganava milhões de pessoas. Foi apenas por meio de propaganda oficial e patrocínio a eventos ou algo além disso? A Globo precisa responder.

Com vazamentos seletivos da Polícia Federal, o grupo tenta, mais uma vez, se eximir das consequências do monstro que ajudou a criar, como aconteceu com a Lava Jato. Falta dar as explicações, que nunca serão dadas.

*DCM


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Política

A reunião de Hugo Motta com Dória e empresários em Nova York com dinheiro da Câmara

Deputado participou de evento em maio, com transporte em avião da FAB e diárias pagas pela Câmara.

O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, participou em maio de um conjunto de eventos em Nova York organizados por entidades empresariais como o LIDE, fundado por João Doria. Pouco mais de um mês depois, em junho, reencontrou Doria em Brasília, em um jantar reservado no qual foi chamado de “herói” por representantes do empresariado.

Documentos da Câmara dos Deputados revelam que Motta recebeu diárias no valor de R$ 14.429,25 para participar da missão oficial de 12 a 14 de maio, cujo objetivo foi declarado como participação em eventos empresariais e com investidores. A viagem foi realizada em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), com ida em 9 de maio e retorno no dia 15.

O relatório oficial da viagem, assinado pelo próprio deputado, confirma presença nos seguintes eventos: Diálogos Esfera New York, LIDE Brazil Investment Forum, Fórum Veja Brazil Insights, Summit Valor Econômico Brazil-USA, Conferência Datagro sobre Açúcar e Etanol e eventos paralelos organizados por empresas como BTG, XP, JBS e Citibank. Entre os destaques está o jantar “REFIT70”, evento privado da Refit, empresa considerada a maior devedora de ICMS do Brasil, ligada ao empresário Ricardo Magro.

O evento do LIDE e seus desdobramentos ocorrem em meio à crise política gerada pela decisão da Câmara de derrubar o decreto presidencial que aumentava a alíquota do IOF para determinadas operações financeiras. A manobra foi vista como traição por integrantes do governo e marcou o início de um distanciamento entre o Planalto e setores da base.

Em redes sociais, Motta foi chamado de “inimigo do povo” por militantes e parlamentares da base. Nos bastidores, contudo, o deputado se fortaleceu junto ao empresariado e foi um dos homenageados por João Doria em jantar reservado na capital federal, realizado em junho, pouco mais de um mês após a missão internacional.

Motta

Hugo Motta se reuniu, na noite desta segunda-feira (30), com cerca de 50 empresários e políticos na casa do ex-governador de São Paulo, João Doria. Durante o evento, em discurso, Doria disse que Motta “é o herói do Brasil”.

O encontro ocorreu em meio ao avanço de críticas contra o Congresso, com uma percepção de conivência e alinhamento com interesses das elites econômicas. A hashtag #congressoinimigodopovo é uma das mais usadas nas plataformas digitais nos últimos dias.

O jantar, em uma casa de 12 mil metros quadrados no Jardim Europa, bairro nobre de São Paulo, teve a presença de representantes do empresariado e do mercado financeiro, como Antonio Alban, presidente CNI (Confederação Nacional da Indústria), e o executivo do mercado financeiro Henrique Meirelles, hoje Secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo e ex-ministro da Fazenda. Também estavam presentes Cláudio Lottenberg (presidente do conselho deliberativo do Einstein), Roberto Musto (executivo do BlueBank).

*Cleber Lourenço/ICL


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Mundo

Los Angeles tem toque de recolher, e protestos se espalham pelos EUA

Manifestações contra governo Trump após prisões de imigrantes na cidade escalaram após final de semana. Trump mobilizou 4 mil soldados da Guarda Nacional e 700 fuzileiros navais, o que escalou tensões com o governo da Califórnia.

Uma onda de protestos se espalha pelos Estados Unidos, impulsionada pelas operações anti-imigração do presidente Donald Trump. Na quarta-feira (11/6), Los Angeles viu suas ruas mais centrais sob um toque de recolher, uma tentativa de conter a violência que emergiu após semanas de agitação social.

Cidades como Nova York, Atlanta e Chicago foram palco de manifestações intensas, onde os manifestantes se uniram em clamor contra a deportação em massa promovida pelo ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) e enfrentaram a polícia em confrontos diretos. Em uma cena emblemática, alguns escalavam a famosa escultura de Picasso na Daley Plaza, simbolizando a resistência cultural à opressão.

O governador do Texas, Greg Abbott, anunciou o envio da Guarda Nacional para a região antes dos protestos, prometendo que utilizaria todos os recursos para manter a ordem. Em Austin, a situação se deteriorou, com a polícia empregando gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes que tomaram as ruas na segunda-feira.


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No sul do Texas, organizações planejam manifestações contra as operações do ICE em resposta a uma série de batidas que resultaram na detenção de 300 imigrantes nos últimos dias. As vozes contra as políticas de Trump apenas aumentam, com muitos clamando por justiça e igualdade.

Gavin Newsom, governador da Califórnia, criticou Trump por “inflamar” as tensões em Los Angeles ao deslocar tropas militares para a cidade, onde a polícia já conseguia controlar os protestos. Ele argumenta que a presença militar não só era desnecessária, mas também arriscava um novo ciclo de violência. O toque de recolher foi imposto após saques em mais de vinte estabelecimentos no centro da cidade, levando à detenção de mais de 220 pessoas em uma noite tumultuada.

“Se você incitar a violência ou destruir nossas comunidades, será responsabilizado. Esse tipo de comportamento criminoso não será tolerado. Ponto final”, afirmou Newsom, enfatizando a urgência de manter a paz e o respeito pela lei.

Newsom também desferiu críticas severas à política de imigração de Trump, rotulando-a como uma forma de traumatizar comunidades e defender deportações indiscriminadas. As manifestações em Los Angeles, impulsionadas por ações recentes do ICE, refletem um descontentamento generalizado que não parece dar sinais de desaceleração.

Em meio a este clima de instabilidade, Newsom fez um apelo para que os cidadãos exerçam seu direito de protestar pacificamente, advertindo que a divisão alimentada por Trump serve aos interesses de uma agenda autoritária. Ele destacou que o que acontece em Los Angeles pode ser apenas o começo, com outras cidades e estados enfrentando a mesma luta pela justiça.

As decisões de Trump, incluindo o envio de tropas federais, reabrem um debate nacional sobre a militarização da resposta a protestos civis. Um possível candidato à presidência em 2028, Newsom se vê agora em um confronto direto com Trump, que não hesita em provocar conflitos, usando slogans de ordem e segurança enquanto apela a seus apoiadores em unidades militares.

“A Califórnia pode ser a primeira, mas claramente não será a única. A democracia está sob ataque,” advertiu Newsom, deixando claro que a luta por direitos e dignidade continuará a ressoar nas ruas.

*Primeiro Jornal

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Mundo

Em Nova York, Trump se prepara para ‘rendição’ à Justiça: entenda os próximos passos

Ex-presidente é o primeiro antigo ocupante da Casa Branca a ser denunciado criminalmente desde que a república americana foi fundada, em 1776.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump se apresentará nesta terça-feira à Justiça de Nova York para tomar conhecimento formal das acusações que o transformaram, na quinta-feira, no primeiro antigo ocupante da Casa Branca a ser denunciado criminalmente desde que a república americana foi fundada, em 1776. A segurança na ilha de Manhattan foi reforçada para a audiência, que o republicano sinaliza ter planos de transformar em circo midiático para impulsionar seus planos de voltar à Casa Branca em 2024, informa O Globo.

Processo:

  • Pelo que Trump é acusado? O ex-presidente foi indiciado pelo suposto pagamento US$ 130 mil (R$ 667 mil) em propina à atriz pornô Stormy Daniels em 2016, com quem teria tido um caso extraconjugal em 2006, para abafar um possível prejuízo à sua imagem nas eleições daquele ano com a divulgação do escândalo.
  • O que está em jogo? Com decisão de quinta-feira, o ex-presidente se tornou oficialmente réu no processo criminal e se apresentará à Justiça nesta terça. Uma audiência de acusação será feita, onde ele será fotografado, terá as digitais colhidas e deverá declarar-se culpado ou inocente.
  • Trump usará algemas e ficará em cela? É habitual que os acusados que se apresentam sejam algemados, mas um dos advogados do ex-presidente disse que ele será poupado dessa etapa. Outro privilégio deve ser aguardar em uma sala de interrogatório em vez de uma cela tradicional.
  • Trump poderá ser preso? Como o crime do qual o ex-presidente é acusado não é de natureza violenta, Trump provavelmente não ficará preso e poderá ser solto sem pagamento de fiança. A exceção acontece caso o tribunal entenda que há risco de fuga, o que parece improvável considerando que ele tem escolta permanente do Serviço Secreto americano.
  • Trump poderá continuar na corrida eleitoral mesmo sendo réu? Sim, ao contrário do Brasil, a legislação americana permite que réus em ações criminais concorram a cargos eletivos.
  • Pré-candidato à Presidência dos EUA nas eleições de 2024, Trump foi denunciado na quinta-feira por supostamente ter pagado US$ 130 mil (R$ 667 mil) pelo silêncio da atriz pornô Stormy Daniels. O republicano nega as acusações. Uma das testemunhas-chave do processo é seu ex-advogado, Michael Cohen, que prestou depoimento ao Grande Júri, formado por cidadãos aleatórios, para decidir se há elementos suficientes para a abertura de uma ação criminal. Cohen trabalhava para o republicano e disse ter feito o pagamento a Daniels em nome do mandatário, sendo reembolsado posteriormente.

    No mesmo dia em que a denúncia foi formalizada, a Promotoria de Manhattan contatou o advogado de Trump para organizar sua “rendição”, que acabou sendo negociada para esta terça-feira. O ex-presidente viajou de Palm Beach, cidade onde mora desde que deixou a Casa Branca em janeiro de 2021, para Nova York na segunda-feira a tarde, num avião com seu nome estampado e as cores da bandeira americana. Ele foi direto para Trump Tower, seu prédio em Manhattan, onde pernoitou e teve reuniões com advogados.

     

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Bolsonarismo

Vídeo: Bolsonarista corre após Alexandre de Moraes confrontá-lo em Nova York

O ministro do STF Alexandre de Moraes tem sido perseguido por bolsonaristas durante viagem à cidade de Nova York, nos Estados Unidos.

Um militante bolsonarista que achincalhava Alexandre de Moraes em um restaurante em Nova York, nos Estados Unidos, fugiu após o ministro do STF se levantar para confrontá-lo.

Com um inglês todo particular, o bolsonarista desafiou Moraes a ir para fora do restaurante e disse que o ministro teria problemas se encostasse em outra militante que estava no local.

O bolsonarista fez uma última provocação ao afirmar que Moraes estava gastando o dinheiro da população brasileira em Nova York. Na sequência, o militante convocou os demais a deixarem o restaurante.

Confira:

https://www.instagram.com/reel/Ck83TeYJYIw/?utm_source=ig_web_copy_link

*Guilherme Amado/Metrópoles

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Bolsonarismo

Vídeo: Barroso é perseguido e hostilizado por bolsonarista em Nova York

Barroso se refugia em loja de suvenires de Nova York após ser perseguido por bolsonarista

Luís Roberto Barroso, ministro do STF, foi hostilizado no sábado, dia 12, em Nova York por uma bolsonarista.

Ela o seguiu na Times Square. “Olha só quem está aqui. Como vai o senhor?”, disse ela. “Muito bem, senhora. Feliz pelo Brasil”, respondeu Barroso.

Ela se irritou. “Nós vamos ganhar essa luta. O Senhor está entendendo? Cuidado. Você não vai ganhar o nosso país. Foge!”, afirmou.

Barroso se refugiou numa loja de suvenires. “Não seja grosseira”, disse, antes de entrar. Foto de Barroso em Nova York: bolsonaristas divulgaram endereço de seu hotel

O inimigo número 2 do bolsonarismo está participando com alguns de seus colegas da 1ª edição do “Lide Brazil Conference”, nos Estados Unidos.

O evento começa na segunda. Organizado pela empresário e ex-governador de São Paulo João Doria, tem a pretensão de “debater o respeito à liberdade, à democracia e à economia do Brasil a partir de 2023”.

Além de Barroso, contará com a presença de Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, e Lewandowski.

Estão igualmente listados ministros do TSE, do TCU, além de autoridades monetárias, representantes de entidades de classe, gestores públicos e privados.

A abertura será realizada por Michel Temer, xingado de “ladrão”, “vagabundo” e “safado” pelos seguidores de Bolsonaro. Os fascistas montaram acampamento no hotel onde os palestrantes ficarão e publicaram o endereço nas redes sociais.

*Com DCM

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Lula é convidado para fazer palestra na Universidade de Columbia, em Nova York, no inicio do ano

Depois de aliados anunciarem uma viagem aos Estados Unidos no início do ano que vem, após passagens por países da Europa e pela Argentina este ano, Lula tem em mãos um convite para palestrar na Universidade de Columbia, em Nova York, uma das mais importantes dos Estados Unidos e integrante do seleto grupo conhecido como Ivy League, informa a Agenda do Poder.

O chamado aconteceu na semana passada e a ideia foi concebida por uma organização chamada Brazil Talk, formada há seis anos por alunos brasileiros focados em Relações Públicas e Internacionais na instituição. Há um mês, o grupo atuou na recepção de Luiz Fux em um evento semelhante, protagonizado pelo presidente do STF.

Oplano é que Lula participe de um evento mediado pelo economista Joseph Stiglitz, ganhador do prêmio Nobel de Economia em 2001 após atuar no governo americano (durante a administração de Bill Clinton, no fim da década de 1990) e pelo Banco Mundial.

Stiglitz, com quem Lula se encontrou em Bruxelas, em novembro, endossou o convite feito pela ala da comunidade acadêmica brasileira em Columbia. O petista ainda deve responder.

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Política

Depois de mentir na ONU, Bolsonaro, em cima da hora, desmarca entrevista e vai embora

Bolsonaro desmarcou em cima da hora uma entrevista que daria à ONU News, site de notícias da entidade, após seu pronunciamento na Assembleia-Geral, nesta terça-feira (21), em Nova York.

Pela manhã, o brasileiro foi o responsável pelo discurso de abertura do evento, em que fez um relato distorcido da situação do país, cheio de acenos à sua base radical, ignorando apelos por moderação feitos pela ala pragmática do governo.

Depois de falar no plenário, ele não compareceu à entrevista marcada com a equipe do site das Nações Unidas. Bolsonaro preferiu deixar o prédio da sede da ONU pouco após o pronunciamento.

Desde domingo (19), quando chegou aos EUA, o presidente tem evitado a imprensa. Até a manhã desta terça, não havia parado em nenhum momento de seus deslocamentos por Nova York para responder a questões dos jornalistas que acompanham a viagem.

O presidente, por outro lado, fez um vídeo, publicado em sua conta no Facebook, criticando um pequeno protesto contra ele em frente à residência da missão brasileira junto à ONU, no Upper East Side, na noite de segunda. Na gravação, ele diz que há mais repórteres do que manifestantes, a quem chamou de acéfalos.

Na tarde desta segunda, Bolsonaro não tem eventos oficiais em Nova York, de acordo com sua agenda. Especula-se, porém, que ele possa fazer uma visita ao One World Trade Center, para depositar flores no memorial de 11 de Setembro. Há, ainda, a expectativa de que antecipe a volta ao Brasil, marcada inicialmente para as 21h (22h pelo horário de Brasília).

*Com informações da Folha

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As imagens de Bolsonaro comendo pizza em Nova York são carregadas de símbolos debochados de sua impunidade

Cintra os crimes de Bolsonaro, tudo acaba em pizza. Esse é o deboche da imagem que Bolsonaro passa para o seu gado.

Em qualquer país minimamente sério, Bolsonaro já estaria na cadeia.

Mas como aqui no Brasil ainda é tido como herói pela mídia um juiz corrupto e ladrão como Moro, que colocou Bolsonaro no poder em troca de duas pastas de um superministério e seguir impune, pior, ainda se candidatar à presidência da República, mostra que tipo de instituição de justiça temos aqui.

Por isso Bolsonaro debocha da cara de todos os brasileiros e de nossas instituições, depois de ser o responsável por covid 600 mil pessoas por conta de um esquema de corrupção dentro do ministério da Saúde envolvendo a compra de vacinas.

Como disse o general Pazuello, ele manda e quem for ministro, obedece. Ou seja, não tem como acontecer alguma coisa ali sem passar pelo seu crivo. E a CPI confirma isso. Ainda assim, nada aconteceu com Bolsonaro e seu clã, com tudo o que já se sabe sobre Flávio, Carlos, Eduardo e, agora, Jair Renan.

Bolsonaro aparece comendo pizza ao lado de seus lacaios prediletos para fazer marketing com o seu gado e dar o seguinte recado, sou o responsável por 600 mil mortes, vim para Nova York, não vacinei e serei o primeiro a discursar na tribuna da ONU.

O gado vibra com isso, sobretudo porque todos sabem que ele, depois de chamar Alexandre de Moraes de canalha, ameaçar dar um golpe de Estado, fechar o STF e, diante do fracasso das manifestações de 7 de setembro, com previsão de um milhão na Paulista, ajoelhou no milho e pediu para Temer salvá-lo num dos maiores arregos da história para Alexandre de Moraes não prender um dos seus filhos que comanda o gabinete do ódio.

Sim, a pizza foi um marketing, uma tentativa de reconstruir um mito que derrete como picolé no asfalto em brasa e vê seu chão mole que nem manteiga.

Se vai dar certo esse deboche com as instituições brasileiras, não sabemos, mas certamente, como já mostrou não só o prefeito de Nova York, mas também a população comentando negativamente a sua presença na cidade, o pária internacional promoverá a pior imagem do Brasil de que já se tem notícia na história. Com isso, Bolsonaro isola o país que não tem mais como estar isolado da comunidade internacional.

Bolsonaro nunca se importou com isso, pois seu país é Rio das Pedras. Tudo o que fez e faz está associado à milícia, melhor dizendo, às milícias, a urbana no Rio e a rural na Amazônia, aonde tem pesados testas de ferro que o representam na grilagem entre os madeireiros e garimpeiros na avançada devastação da floresta.

O mundo inteiro conhece sua ficha de cor e salteado, principalmente o morticínio que promoveu no Brasil e o comando do chamado dia do fogo que provocou o maior incêndio da história da Amazônia.

Enfim, aquele pedaço de pizza tem mais veneno e deboche do que se imagina.

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