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Deus acima de todos, Mendonça acima do STF: como a mídia fabrica um novo Sergio Moro

A mídia está tentando transformar André Mendonça no novo Joaquim Barbosa ou no novo Sergio Moro.

Ele já está na capa da Veja, como seus antecessores.

Na CNN, cujo dono tem negócios com Daniel Vorcaro, do Banco Master, conforme revelado por Vinícius Segalla no DCM, a bajulação do ministro terrivelmente evangélico tomou conta de uma conversa mole.

Thaís Herédia se embrenhou pela “psicologia” do Supremo Tribunal Federal, dando o costumeiro cacete nos demônios Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

“Nós tratamos aqui da soberba do Toffoli e do Alexandre de Moraes… O André Mendonça tem uma personalidade diferente, até em função da religião, tem outro comportamento”, disse.

“Ele pede para as pessoas saírem da sala porque ele quer se dedicar a orações”, completou William Waack, citando sua própria coluna no Estadão. “Mas ele não é arrogante”, afirmou Caio Junqueira.

Sim, de acordo com Waack, aconteceu o seguinte: “Homem de profunda convicção religiosa, o ministro Andre Mendonça teria imediatamente se recolhido em orações ao saber que fora sorteado como novo relator do caso Master”.

“Notícia suplementar alvissareira, o ministro teria dito a interlocutores que o caso Master é definidor de como ele será considerado pela posteridade, e é salutar que alguém no Brasil ainda se preocupe com o que pensam os pósteros”, escreveu Mario Sabino no Metrópoles.

Na inacreditável Gazeta do Povo, Deltan Dallagnol não se conteve em seu júbilo. “Mendonça derrubou todas as decisões de Toffoli que amarravam a Polícia Federal (PF) e a CPMI do INSS, a qual também havia se debruçado sobre o Master. Moraes e Toffoli, que até poucos dias atrás comandavam o alcance e o fluxo das investigações, perderam o sono com o seu pior pesadelo se concretizando”, escreveu.

Exaltou a “retidão” de Mendonça e referenciou Waack e a cena da oração. “É esse o perfil do magistrado que agora conduz a investigação mais importante da história recente do STF: humilde, temente a Deus, técnico, sério, sem blindagens, sem protecionismos”, declarou.

É daí para baixo. Daqui a pouco Mendonça estará recebendo algum prêmio das mãos dos Marinhos e sendo convidado para chá com bolacha vencida na ABL com Merval Pereira e quejandos. Já virou santo.

Se Deus quiser, vai lembrar do que está em Provérbios 26,28 a respeito dos puxa-sacos: “A língua falsa odeia os que ela aflige, e a boca lisonjeira provoca a ruína”.

*Kiko Nogueira/DCM


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Política

A criminosa engrenagem da Lava Jato operou para Moro vencer a eleição presidencial de 2022 por WO

Na história do Brasil, não existe um político, dentro do Congresso, mais chacoteado do que Sergio Moro. Mais que isso, o “ex-salvador” do Brasil, personagem criado pelas redações do Grupo Globo, que tem a gratidão eterna dos Marinho, sempre enfrentou críticas duras no Congresso que, depois, eram azeitadas pela grande mídia ou simplesmente subtraídas das pautas políticas.

O maior dos personagens da república de Curitiba jamais pagou suas dívidas com a justiça, mas o Congresso como palco sempre lhe negou qualquer alívio, não só lá, ainda ministro de Bolsonato, teve que ouvir a narrativa cabeluda de Glauber Braga, num enredo didático da condenação e prisão de Lula, de um juiz corrupto em campo que, depois, foi contratado pelo clube que ele beneficiou e, no final, Glauber tatua na testa do ex-herói dos pés de barro a pecha, com muita propriedade, de juiz corrupto e ladrão.

Moro, de mamute contra a corrupção, transformou-se automaticamente em bacorinho fugitivo de um chiqueiro que o próprio criou para se engordar politicamente, saindo do Congresso como um cão sarnento pela porta dos fundos, sem rebater uma única vírgula do que disse o grande deputado.

Do ponto de vista político, foi a grande tragéia que deu início à desconstrução de um hipócrita farsante que dormiu vestido de padre e acordou com trajes do capeta. Isso não é pouca coisa.

Moro se comportou como um camundongo assustaqo diante de um Glauber Braga em êxtase por ter desmascarado, ao vivo e a cores, o fanfarrão-mor da república de Curitiba.

Ou seja, a besta do balão estava desencantada, pois nem de relinchar foi capaz e, ao contrário do que imaginou o massacre de Glauber, não decantou, e a coisa só piorou, postergando para um futuro infinito a imagem de um cagado como senador, onde todos que tiveram embates com ele, lhe chutaram a bunda, até mesmo o hacker de Araraquara, porque não serei covarde de lembrar a carraspana que tomou do então ministro da Justiça, Flávio Dino, que o colocou muito abaixo de uma barata e, mais uma vez, Sergio Moro tentou se esconder na própria sombra.

Mas nada disso, mesmo diante de um alvejamento de sua imagem por um número incontável de oponentes, Moro, amparado por uma mídia que operou como babá do fantasiado herói, arrasta-se no Senado como um leproso que nem os supostos aliados querem posar ao lado dele.

O sujeio é um político bichado que, fora do Paraná, é tido como alguém que tem como motor político um troço que bateu biela na largada.

Mas é preciso desenhar a estratégia de Moro desde sua parceria criminosa com Bolsonaro ainda vestido com a toga, negciando a cabeça de Lula para Bolsonaro vencer a eleição de 2018 e ele assumir uma suposta super pasta da Justiça e Segurança Pública, o que foi feito.

Bolsonaro, por sua vez, percebeu que estava criando cobra, não entregou o suposto poder ao pária até para um governo de párias, a começar por Bolsonaro, que culminou numa degola na fatídica e despudorada reunião ministerial em que Bolsonaro diz claramente que Moro armou uma cama de gato para ele, filhos e aliados e, por isso, a forca virou sua gravata de ministro naquele momento, porque Bolsonaro deu-lhe uma invertida com as informações de seus arapongas da Abin.

O fato é que aquele episódio, que serviu como bactericida para eliminar Moro, foi o último de uma série de ações que o ex-juiz produziu desde Dilma, Lula, mas também Temer e Aécio que entraram no radar de seus bombardeios midiáticos.

Moro, em parceria com a Globo, foi eliminando, um a um, quem ele considerava mata-burro para chegar à Presidência da República em 2022 sem candidato de peso e, assim, venceria a eleição por WO.

Mas sem o apoio dos bolsonaristas por ter traído Bolsonaro, a manutenção do próprio Bolsonaro como candidato à reeleição, mas sobretudo a volta de Lula ao topo da disputa eleitoral, fez com que Moro, de representante da terceira via, depois que Dória jogou a toalha, o burro de Curitiba teve que dar de fasto, tratorando seu próprio padrinho político, Álvaro Dias, e concorrer ao Senado sob as bênçãos de Bolsonaro e filhos, sobre quem ele já havia declarado que não passavam de um clã de corruptos.

Nisso tudo, duas coisas chamam a atenção, Moro cometeu uma enormidade de crimes tão graves quanto os de Bolsnaro, ficando com a bucha totalmente queimada prante a justiça, mas também perante à mídia. No entanto, ele terminou por provar que ainda mantém as costas quentes no judiciário, assim como no Ministério Público e também na mídia, tendo a Globo como mãe protetora do sacripanta curitibano.


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Vídeos: Depois de detonar o “ex-herói nacional”, Daniela Lima dá um mata-leão em Srgio Moro

Essa é uma questão que funciona como um tripé, até porque envolve a subserviência da Juíza Gabriela Hardt que, em determinado momento no depoimento de delação de Tony Garcia, irritou-se com o excesso de detalhes que Garcia revelou que complicou ainda mais a vida do cupincha da Juíza, Sergio Moro.

A matéria de Daniela Lilma, hoje 03, no Uol, viralizou porque traz provas vivas que conduzem o inquérito contra Sergio Moro no STF, em algo extremamente feroz contra o ex-juiz que, segundo a Globo, fazia diferença.

Notem o desequilíbrio da balança. O prodigioso juiz, que se transformou no xerife do Brasil, não só permitiu, como obrigou Tony Garcia a usar a 13ª Vara como lugar ideal para produzir intercâmbios e grampear clandestinamente, a mando do ex-juiz, as vítimas que seriam chantageadas depois que seus sigilos fossem furados pela prática criminosa do atual senador.

Ou seja, o carrasco que usou das formas mais imundas de soluções práticas para, nas sombras, conduzir seu jogo de xadrez que Vera Magalhães tanto amava, passa agora a ser confrontado com a arte do jornalismo investigativo de Daniela Lima.

Vale muito a pena assistir e compartilhar o vídeo abaixo e os vídeos contidos nele para entender de uma vez por todas o sentido e a altura das folhas que Moro utilizou para encobrir seus crimes, dando status de relíquia à reportagem de uma jornalista atenta a detalhes indispensáveis para que se possa entender como Moro agia para assassinar reputações de quem pudesse frustrar sua conduta delinquente.

O mago do xadrez, agora, enfrenta os espinhos que as flores da fama havam ocultado.

Sob muitas luzes, Daniela Lima vem aperntando, capítulo a capítulo, as práticas criminosas de Sergio Moro, sem recorrer à pirotecnias conceituais. Ela literalmente mata a cobra e mostra o pau.


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Política

Vídeo: Daniela Lima detona Sergio Moro com provas de seus crimes

Um sujeito como Sergio Moro, com um telhado de vidro que tem, não daria seus chiliques contra Lula no Senado, se a mídia não tivesse acimentado nas suas redações as informaçõs que jorram sobre essa figura de caráter inescrupuloso.

Daniel Lima, num excelente e sincero trabalho, levantou ponto a ponto as denúnicas de Tony Garcia e virou esse episódio pelo avesso, produzindo uma matéria que deveria ser premiada se a mídia brasileira não fosse um livrinho da oligarquia. Mas como é exatamente isso, uma espingarda apontada para os opositores das tramoias da elite econômica nesse país e suas selvagerias, os barões da comunicação, que carregaram a mão premiando Sergio Moro como herói nacional, colocariam a mão na massa e, de forma curta e grossa, revelaria a falta de escrúpulos do ex-juiz no Jornal Nacional, no Fantástico e por aí vai.

Mas o que move os bois dento da mídia é a papa fina do dinheiro grosso, muitas vezes com requinte de crueldade naquilo que mais pesa diante da opinião pública e, no caso de Ssergio Moro, a Globo sempre vestiu a farda do exército da república de Curitiba.

A matéria de Daniela Lima, que pode ser conferida no vídeo abaixo, mostra que ela trafegou em fontes largas e profundas, com uma requintada perícia, não deixou dúvidas, Tony Garcia tinha sim razão, sobrtudo no episódio em que Moro montou em pelo nas costas de desembargadores em função do tal baile da cueca.

Por isso vale muito a pena assistir e compartilhar este vídeo que, certamente, produzirá um rombo ainda maior na imagem do falso juiz e, quem sabe, numa nova equação, não veremos, assim como Bolsonaro, Moro atrás das grades.

Assista:


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Política

A acusação sem provas de Malu Gaspar contra Moraes é só fumaça para encobrir mais um crime comprovado de Sergio Moro

Não é uma picuinha brejeira o ataque do Globo a Alexandre de Moraes.

A coisa tem método, grosseiro, como tudo o que envolve Sergio Moro, mas tem programação para alterar o peso de denúncias que, ao longo dos últimos dez anos Moro acumula no lombo.

Daí o spray para borrar a notícia do esquema da Abin curitibana, também conhecida como chantagem do baile da cueca que Moro armou contra desembargadores para fazê-los de miquinhos adestrados do todo poderoso herói da república de Curitiba.

Não se sabe como foi feito o pacto de sangue entre Moro e a grande mídia desde 2014. Lembramos apenas da capa da Veja que virou a principal manchete do Fantástico em que o doleiro Alberto Youssef, às vésperas da eleição entre Dilma e Aécio, quando Moro manda para a revista Veja uma suposta delação do doleiro, afirmando que Dilma e Lula sabiam de todo o esquema de corrupção envolvendo Alberto Yussef na Petrobras.

Nunca mais falaram no assunto, pois nunca comprovaram nada.

O certo é que, ali, iniciou um jogo de cartas marcadas entre mídia e Moro para perseguir Dilma e Lula. Como foi feito o pacto de sangue nos porões da república de Curitiba, não se sabe e não será a mídia industrial a entregar.

Mas uma coisa pode-se afirmar sem medo de errar, esse pacto da escória jurídica com a midiática segue firme para que um proteja o outro, porque certamente os dois lados sabem de coisas do arco da velha que deixam os lados com a garantia de que o acordo dure infinitamente.

Nem um pio da grande mídia sobre todos os escândalos que envolvem corrupção, roubo, fraude em que Moro é o cabeça, tanto que foi considerado pelo STF, juiz parcial, ou seja, pilantra, vigarista, imoral, corrupto e mais um sem-número de adjetivos de esgoto.


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Política

Tony Garcia prevê prisão de Sergio Moro até junho por esquema de arapogagem

Segundo Tony Garcia, empresário e delator do ex-juiz da Lava Jato e atual senador Sergio Moro, o ex-magistrado pode ser preso até junho de 2026. Segundo ele, documentos e materiais apreendidos pela Polícia Federal nos arquivos do tribunal reforçam denúncias antigas sobre a existência de um esquema de escutas e gravações clandestinas envolvendo autoridades com prerrogativa de foro.

Garcia disse que o caso não atinge apenas Moro, mas um grupo mais amplo ligado à chamada “República de Curitiba”, culminando na Lava Jato e nas perseguições políticas conduzidas de forma sistemática por Moro.

“Não vai só ele preso. Vai ele e a República de Curitiba inteira”, previu Tony Garcia, ao afirmar que o material revelado pela chamada “caixa amarela”, encontrada agora pela PF, seria apenas o início de uma trajetória que se resume a “alpinismo funcional, social e enriquecimento”.

“O que apareceu é só a ponta do novelo. Agora vem o resto”, afirmou Garcia.

Segundo Tony Garcia, Moro e integrantes do Ministério Público, em conluio com autoridades de inteligência estrangeiras, criaram uma “indústria de arapongagem” como estratégia de poder, de acordo com o 247.

Gravações como a da festa da cueca, por exemplo, não teriam sido feitas para investigar crimes, mas para acumular material capaz de pressionar adversários e autoridades, segundo Tony Garcia: “Não era para ‘passar o país a limpo’. Era para guardar e ter poder — poder para chantagear”.


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Humor Política

Bosta na Cueca

Alguma dúvida de que Sergio Moro fará companhia a Bolsonaro na Papuda?

Justo os dois que, em 2018, armaram a maior fraude eleitoral da história Brasil, têm a mesma ganância e o mesmo QI negativo.

O problema tanto de Moro quanto de Bolsonaro, é imaginar que todos têm a limitação cognitiva dos dois e, nesse ponto, a conja tem toda razão, “Bolsonaro e Moro, vejo uma coisa só”.

Na verdade, a frase está mal formulada, deveria ser, vejo um neurônio só, ambos, o que têm de ganância, têm de burrice, tanto que montaram seus castelos de poder deixando muito mais do que rastros de suas ligações com crimes, mas também produzindo provas irrefutáveis.

Não há como tirar o cheiro de bosta das próprias cuecas.

Bolsonaro já foi condenado, Moro está na última etapa para ser eleito o segundo maior vigarista desse país. É o famoso “agente secreto” com a bunda de fora, com seus bailes da cueca para chantagear gente graúda do judiciário paranaense.

Isso deixa claro que Sergio Moro tinha um projeto de poder fétido, sem limites, ignorando que toda a sua pilantragem lhe custaria muito caro. É nítido que ele não fez qualquer previsão de que sua intuição lhe daria um golpe fatal, dormindo o sono dos justos, acreditando que a parada estava ganha.

Mas o que assistimos agora é que a realidade de Moro se transformou numa grande madastra e Toni Garcia virou o nome de seu carrasco.

O influncer da Lava Jato morrerá pela própria esperteza, já que não faltam informações e provas de esquemas de escutas como se comandasse uma Abin curitibana que lhe desse todas as armas para, quando necessitasse, chantagear quem quisesse pelos motivos que lhe conviessem.

Fora a Globo que, por moivos óbvios, fecha-se em copas sobre os tais bailes da cueca, ainda tenta ridiculamente manter sob seu guarda-chuva um sujeito que , hoje, tem uma das imagens públicas mais embostecidas e que, certamente, colherá a tempestade que plantou.


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Política

Kakay acusa abusos de Moro na Lava Jato e a confissão de um crime: “Só resta a renúncia!”

O advogado narra atuação na Lava Jato em 2014 e comenta documentos sobre Moro revelados após busca na 13ª Vara de Curitiba

Em sua coluna no jornal carioca O Dia o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, diz que a Sérgio Moro só resta uma atitude decente diante dos últimos acontecimentos: a renúncia.

Kakay, que chegou a atuar no início da Lava Jato em 2014 como advogado do goleiro Alberto Youssef, disse que saiu da defesa do doleiro tal a pressão que Sérgio Moro exerceu sobre Youssef. A partir daí ficou intrigado com as atitudes da República de Curitiba e passou a se interessar pelo assunto.

“Foi aí, no início da lava jato [Kakay escreve sempre em minúsculas], que eu percebi que a operação tinha outros propósitos. Claro que ainda não poderia dimensionar a verdadeira organização criminosa que iria , com objetivos políticos e financeiros, dar ao Brasil prejuízos incalculáveis em vários setores .”

Chamou a atenção de Kakay também o poder que a república de Curitiba, especialmente o juiz Sérgio Moro, tinha sobre as instâncias superiores do Judiciário no TRF4.

“Os abusos da república de Curitiba eram muito óbvios, escancarados . Para o mundo jurídico era inconcebível que as decisões teratológicas do então juiz fossem mantidas pelos Tribunais. Nós sentíamos que existia algo no ar além de aviões de carreira. Em muitas situações corria , à boca pequena ,que o grupo criminoso que coordenava a operação lava jato fazia pressão em alguns Desembargadores e Ministros com métodos nada republicanos.”

O Caso Favreto
No dia 8 de julho de 2018, o desembargador federal Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), concedeu liberdade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se encontrava preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, desde 7 de abril. De acordo com a Forum, o despacho determinaba a suspensão imediata da execução provisória da pena e a liberdade de Lula.

“Cumpra-se em regime de URGÊNCIA nesta data mediante apresentação do Alvará de Soltura ou desta ordem a qualquer autoridade policial presente na sede da carceragem da Superintendência da Policia Federal em Curitiba, onde se encontra recluso o paciente”, diz trecho da decisão.

O então juiz Sergio Moro abandonou as férias e marchou para a capital paranaense para impedir a soltura de Lula, mesmo a medida tendo sido tomada por um desembargador, posto acima do de juiz.

“Foram muitos os episódios que estarreciam a todos que acompanhavam a operação. Basta citar a pressão exercida por Moro, que estava de férias, na Polícia Federal e nos desembargadores do TRF 4, quando o corajoso juiz federal Flaveto [na verdade, Favreto] determinou a soltura do presidente Lula. Moro rasgou a fantasia e assumiu sua postura autoritária, de quem controlava as autoridades. Não pela força do Direito. Mas da força bruta. Do medo” – escreveu Kakay.

Tony Garcia
“Quando o Tony Garcia me procurou para contar o que tinha sido obrigado a fazer, por pressão direta do ex juiz Moro, com o apoio luxuoso dos procuradores e delegados, eu me neguei a acreditar. Era muita ousadia e imprudência por parte da republiqueta. Mas as afirmações do empresário, que foi preso e depois virou informante do ex juiz, tinha uma coerência que impressionava. Ele havia sido, dentre outros, usado pela organização criminosa, para gravar autoridades com o objetivo de fazer exatamente o que ouvíamos: chantagem! Era preciso, na visão do grupo,ter algumas autoridades nas mãos. E ele afirmava que recebia as ordens criminosas por escrito, como uma determinação do ex juiz. Dentro do que pude, com ética e com cautela, resolvi de alguma forma ajudar que viesse à tona a criminosa e inescrupulosa história. Seria importante para acabar de vez com esta nefasta quadrilha . Mas apenas com documentos e provas seria possível desmascarar os desmandos criminosos. “

Com a determinação do ministro do STF Dias Toffoli que a PF fizesse busca e apreensão na antiga Vara de Moro, surgiu o documento aguardado por Kakay.

O material é datado de julho de 2005 e se trata de um despacho judicial que comprova a ordem de monitoramento. Nele, Moro exigiu que Tony Garcia tentasse gravar “novamente” uma autoridade com foro, alegando que as gravações anteriores eram “insatisfatórias para os fins pretendidos”.

Nesse envio da PF ao STF também há transcrições de gravações determinadas pelo então juiz por delatores contra outras autoridades com foro, segundo fontes com acesso ao caso.

Nota de Sergio Moro sobre o fato:
“O fato ocorreu em 2005, há 20 anos, quando um criminoso colaborador, ladrão de consórcios, se dispôs a gravar seus interlocutores suspeitos de variados crimes em investigações derivadas do caso Banestado. O entendimento do STF na época era que a gravação feita pelo próprio interlocutor não demandava autorização judicial. Então um conselheiro do TCE foi gravado e é só, tudo com registro nos autos. Foi a única autoridade de foro então gravada e o áudio não foi utilizado para nada. Essa colaboração findou em 2005, sem qualquer relação com a Lava Jato. Estranhamente, esses factóides são ressuscitados no momento em que é revelado que Lulinha está sendo investigado pela PF por suspeita de envolvimento no escândalo do roubo do INSS. Estou na CPMI do INSS e defenderei, independentemente de intimidação ou de factóides, que o fato seja investigado.”

Mas, para Kakay, o assunto não é tão simples ou de menor importância como o atual senador Sergio Moro quer fazer crer:

“Não percebe o Senador ,por falta de condições de fazer uma análise ética, que sendo ele à época do crime confessado um juiz que mudou a história do país , exatamente por estes crimes que começam a vir à tona, e muitos virão, ele , sendo hoje Senador, teria a obrigação moral de renunciar.”


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Moro decalca Moro

Moro repete o mesmo ramerrão de que a denúncia de Tony Garcia é fantasiosa, assim como disse sobre a Vaza Jato, do Intercept, o pacto de sangue entre ele e Bolsonaro, prendendo Lula sem qualquer prova de crime, para Bolsonaro ser presidente e ele, ministro.

Sem falar da bagatela de R$ 2,5 bilhões da Petrobras, que Moro e Dallagnol, confessadamente, meteram a mão, com a permissão da juíza Gabriela Hardt, e tiveram que devolver aos cofres públicos por ordem de Alexandre de Moraes

Nada é mais significativo sobre a personalidade do fora da lei de Curitiba. A negação de que o baile da cueca aconteceu para ele colecionar chantagiados e extorquidos da goma alta paranaense, é uma mistura de Sergio com Moro, que acaba dando valor real ao talento nenhum de sua “grande honestidade”.

Na prática, Moro não surpreende ninguém ao negar a delação de Tony Garcia. Essa é sua estética oficial, assim como é a sua concepção de justiça. Basta correr os olhos no Googleq ou IA, que chegará nas tramoias curitibanas que envolvem Sergio Moro, Deltan Dallagnol, os filhos de Januário e Gabriela Hardt, para saber das peripécias nada ortodoxas que eram peças-chave da farsa da Lava Jato.

Assim, a palavra de Moro vale tanto quanto ele que só quem republica suas desculpas é quem carrega na vida as mesmas práticas delituosas que orientaram os passos na república de Curitiba e de seu líder máximo, Sergio Moro.


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Política

A mídia industrial colocou o crime organizado no poder

Milícia e tráfico, hoje, dominando o Congresso, é um rescaldo do governo Bolsonaro.

Governo Bolsonaro/Moro é a face mais crua da mídia corporativa na vida institucional do país.

Sergio Moro e sua Lava Jato, que foi parte fundamental do golpe em Dilma, também foi a peça principal da chegada de Bolsonaro ao poder junto com o próprio.

A prisão de Lula, de forma covarde, sem qualquer prova de crime, foi apoiadíssima pela Globo e afins, assim como a descarada barganha de Moro com Bolsonaro para o juiz vigarista virar “super ministro” da justiça e segurança pública.

Não é preciso desenhar essa pirâmide. Ela já vem desenhada, sem necessidade de editar nada.

A caricatura institucional do Brasil estava ali.

O Brasil oficial, burlesco e caricato que Machado de Assis já havia descrito, há mais de um século, estava esculpido nesse jogo de cartas marcadas pelos cães de guarda da oligarquia.

Nada estampa melhor a alma dessa cruzada ultra conservadora do que isso.

Os clarins do império Globo sacudiram os ouvidos menos atentos para assentar a alma da nação naquelas cenas de filme de terror.

O fato é que desde a criação do Instituto golpista Innovare, a justiça no Brasil virou programa de auditório comandado pelos Chacrinhas da Globo.

O resultado trágico disso, foi a chegada de Temer/Bolsonaro ao poder e, junto, o submundo do crime organizado.

Mesmo depois do escândalo da tentativa comprovada de roubo de 2,5 bilhões da Petrobras, por Moro e Dallagnol, até hoje a Globo, que medalhonou Sergio Moro com o Troféu “faz diferença”, não fez uma única critica ao ex-juiz, sabidamente, corrupto e ladrão, como disse o deputado Glauber Braga (Psol).

Podem apostar, o próximo juiz a receber o troféu dos Marinho, será Fux.

Ou seja, em última análise, Jorge Messias tem razão.

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