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Esquema criminoso aumentou patrimônio de Flávio Bolsonaro em R$ 1 milhão, diz MP-RJ

Análise dos promotores se concentrou entre 2010 e 2014; denúncia não inclui suposta lavagem com loja de chocolate.

O patrimônio ilícito acumulado pelo senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entre 2010 e 2014 por meio da “rachadinha” somou quase R$ 1 milhão, afirma o Ministério Público do Rio de Janeiro.

O valor consta na denúncia apresentada na última semana ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio contra o filho do presidente Jair Bolsonaro e se refere à diferença entre as despesas da família do senador e a renda declarada pelo casal no período.

O MP-RJ identificou que o casal não teria como explicar gastos que somam R$ 977,6 mil no intervalo de cinco anos. Boa parte deles foi feito por meio de pagamento em dinheiro vivo ou a partir das contas do casal após serem abastecidas por depósitos em espécie.

A defesa do senador nega as acusações afirma que a denúncia contém “erros matemáticos”.​

A acusação não reúne todas as suspeitas que recaem sobre o senador. A movimentação financeira da loja de chocolate de Flávio ainda segue sob investigação. A Promotoria suspeita que ele tenha lavado até R$ 1,6 milhão por meio do estabelecimento.

Flávio, ex-deputado estadual, é acusado de desviar R$ 6,1 milhões dos cofres públicos, valor referente à soma de seus 12 ex-assessores na Assembleia Legislativa do Rio que, de acordo com a Promotoria, não trabalhavam.

Desse total, R$ 2,08 milhões foram repassados para as contas do policial militar aposentado Fabrício Queiroz, apontado como operador financeiro do esquema. Outros R$ 2,15 milhões foram sacados pelos ex-assessores-fantasmas. Os investigadores afirmam que esse dinheiro também foi disponibilizado para a suposta organização criminosa, embora não indiquem evidências da entrega.

Flávio, Queiroz e outras 15 pessoas foram denunciadas sob a acusação de peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. O senador é acusado de liderar uma organização criminosa para recolher parte do salário de seus ex-funcionários em benefício próprio.

De acordo com a Promotoria, o dinheiro recolhido por Queiroz junto aos assessores era usado para quitar despesas pessoais do senador.

O procurador Ricardo Martins, que assina a denúncia, dividiu em três partes o período sob investigação, de 2007 a 2018.

Entre 2007 e 2009, o MP-RJ afirma não ter identificado enriquecimento ilícito do senador. Contudo, aponta que as operações imobiliárias realizadas por Flávio nesse período tiveram como principal cobertura empréstimos feitos por antigos assessores do pai e de seu irmão, Carlos Bolsonaro.

Esses empréstimos, informados no Imposto de Renda à Receita Federal, não aparecem na conta bancária do senador. Eles somam R$ 285 mil e foram feitos em dinheiro vivo, segundo Flávio afirmou em depoimento aos promotores.

O registro dos empréstimos, porém, deu cobertura para a compra de 12 salas comerciais na Barra da Tijuca.

O MP-RJ ainda investiga como os imóveis foram pagos. Martins solicitou ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça para que as construtoras dos imóveis informem o nome dos titulares dos cheques usados para quitar algumas das parcelas do financiamento. A suspeita é que elas foram pagas por um terceiro, já que na quebra de sigilo bancário do casal não constam débitos referentes a essas despesas.

É entre 2010 e 2014 que recaem as principais provas do Ministério Público fluminense. Foi nesse intervalo que o casal adquiriu os dois apartamentos em Copacabana pagando “por fora”, segundo as investigações, R$ 638 mil.

Os investigadores identificaram também que a conta de Flávio recebeu depósitos fracionados que somavam R$ 52 mil em datas próximas aos pagamentos de parcelas de uma cobertura em Laranjeiras, na zona sul do Rio.

Como foram feitos 38 depósitos fracionados de até R$ 2.000, o extrato não identifica os responsáveis pelos repasses.

“A tentativa de ocultar a origem dos depósitos omitindo a identificação do portador dos recursos decorre evidentemente do caráter ilícito dos valores integrados de forma sorrateira ao patrimônio do casal”, escreveu Martins.

É uma prática semelhante à adotada por Queiroz quando depositou R$ 25 mil na conta de Fernanda Bolsonaro, esposa do senador, dias antes do pagamento do sinal do mesmo imóvel. Neste caso, porém, o PM aposentado teve que se identificar em razão do volume repassado —a Promotoria afirma que possivelmente Queiroz ainda não estava habituado com os sistemas de controle financeiros.

O MP-RJ listou R$ 1,6 milhão de uso de dinheiro em espécie nas transações de Flávio, seja por meio de pagamento de boletos ou depósitos nas contas ligadas ao senador.

O valor também inclui pagamentos de impostos cujos débitos não aparecem no extrato do filho do presidente e de sua mulher. Para o MP-RJ, é possível concluir que esses tributos, que somam R$ 99,5 mil, foram pagos em dinheiro vivo.

Martins destaca na denúncia que, até 2014, Flávio e Fernanda eram funcionários públicos, não tendo qualquer renda fora aquela depositada em suas contas pela Assembleia e pela Aeronáutica —onde a dentista trabalhava. Os R$ 139 mil sacados pelo casal entre 2011 e 2014 não fariam frente às despesas quitadas em espécie no período.

A partir de 2015, Flávio se tornou sócio da loja de chocolates. O MP-RJ destaca na denúncia não haver qualquer registro de retirada de dinheiro em espécie em favor de Flávio, embora tenha deixado a análise para a continuidade das investigações.

Neste período, Martins não aponta eventual enriquecimento ilícito. Mas descreve a continuidade de pagamento em espécie que teria como objetivo lavar o dinheiro obtido com a “rachadinha”.

Entram nessa conta as despesas de escola e plano de saúde da família, bem como novos depósitos fracionados nas contas de Flávio próximos às datas de quitação de parcela do imóvel da Barra.

O MP-RJ pediu para que o senador seja condenado a pagar multa de R$ 6 milhões e a perder o apartamento que tem na Barra da Tijuca.

 

*Com informações da Folha

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Com Biden, Bolsonaro ficará ainda mais isolado

A mudança de governo nos EUA “pode se traduzir em um isolamento ainda maior do Brasil” no cenário internacional, principalmente devido à questão ambiental, disse especialista à Sputnik Brasil.

Neste sábado (7), o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, derrotou o rival republicano, Donald Trump, segundo a projeção da agência Associated Press.

Para Alessandro Biazzi Couto, professor e pesquisador do CEFET-RJ, o atual alinhamento brasileiro aos EUA é uma questão de afinidade ideológica entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, mais do que políticas de Estado. Por isso, a saída do republicano da Casa Branca pode prejudicar o governo brasileiro e afastar os EUA de seu aliado na América do Sul.

“O alinhamento com os Estados Unidos nesse período esteve vinculado diretamente às ações de Trump. Logo, a mudança pode se traduzir em um isolamento ainda maior do governo brasileiro, tanto nas pautas de gênero, sexualidade e proteção do meio ambiente, quanto em relação ao conflito Israel-Palestina. A tendência é de que os democratas revisem em grande medida a posição isolacionista adotada por Trump e, com isso, as relações com o presidente do Brasil”, disse Biazzi.

Democratas podem exigir abertura maior de mercado

Segundo o especialista, mesmo quando era candidato, Bolsonaro, “de forma inédita na política externa brasileira, estabeleceu um vínculo pessoal, ideológico e até familiar com a administração Trump e segmentos da extrema-direita conservadora e militarista dos Estados Unidos”.

Por outro lado, o pesquisador afirma que as negociações para a entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e as vantagens econômicas que a aproximação com os EUA poderia trazer foram “bastante limitadas, mesmo no governo Trump”. Além disso, Biazzi diz que a administração democrata pode exigir uma “abertura ainda maior do mercado brasileiro”.

“Acredito que uma administração democrata, além de buscar uma proteção de segmentos sensíveis da economia estadunidense, vincule possíveis avanços na pauta comercial com o Brasil a um maior comprometimento com a proteção da Amazônia e do meio ambiente, como parte dos países Europeus adotaram recentemente no acordo com o Mercosul, ou mesmo exija uma abertura ainda maior do mercado brasileiro, no setor industrial e de serviços, como era proposto na ALCA”, refletiu.

‘Quase como um Estado pária’

O especialista diz que Biden “já sinalizou uma postura crítica sobre a política ambiental brasileira, de forma similar a líderes europeus”.

“Sem o ponto de apoio da administração conservadora dos Estados Unidos, o governo brasileiro ficaria ainda mais isolado no tema ambiental, quase que como um Estado pária. Haveria uma perda ainda maior do prestígio, credibilidade e influência construídos no passado recente, por exemplo, na liderança brasileira na participação das COPs, no âmbito do G-20 e na organização da RIO+20 em 2012”, afirmou.

Biden e a temática ambiental

Para Pedro Vasques, doutor em ciência política pela Unicamp, a administração democrata deverá “recuperar o protagonismo dos Estados Unidos nas arenas multilaterais marginalizadas pelo governo Trump”, o que pode forçar os EUA a agirem na temática ambiental.

“Mesmo caso Biden se distancie dessa agenda ao longo de sua administração, ele deverá ser pressionado em várias frentes, que incluem desde representantes de seu partido até os atuantes movimentos ambientalistas, compelindo-o a agir em favor da temática ambiental”, avaliou o pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-Ineu).

 

*Com informações do Sputnik

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Moro e Huck negociam aliança eleitoral para concorrer à Presidência em 2022

Ex-juiz e apresentador de TV encontraram-se em Curitiba para conversar sobre ‘terceira via’.

Dois dos principais nomes do centro no espectro ideológico na política, o apresentador Luciano Huck e o ex-ministro Sergio Moro iniciaram conversas para formar uma aliança na eleição presidencial de 2022.

Eles tiveram um longo encontro no apartamento de Moro, em Curitiba, no dia 30 de outubro, em que acertaram a intenção de se unir em uma espécie de “terceira via” para disputar o Palácio do Planalto daqui a dois anos.

Como foi uma conversa inicial, não se decidiu quem seria o cabeça de chapa de uma eventual candidatura conjunta. Essa é uma discussão, avaliaram ambos, para ser feita ao longo do ano de 2021.

O convite para o encontro partiu de Moro. Huck chegou à residência do ex-juiz da Lava Jato por volta das 12h. Almoçaram na varanda do apartamento e estenderam a conversa até pouco antes das 15h.

Ambos se encontraram na edição de 2019 do Fórum Econômico Mundial, em Davos, quando Moro, então ministro da Justiça, acompanhava a participação do presidente Jair Bolsonaro.

Ele e Huck, que também estava no evento, trocaram telefones e têm mantido contato esporádico remotamente desde então.

Nunca haviam tido uma longa conversa pessoalmente sobre política, no entanto. Segundo a Folha apurou, o apresentador da TV Globo e o ex-juiz concordaram que há espaço para a construção de uma candidatura em 2022 com a marca da “racionalidade”.

Em outras palavras, que não esteja atrelada nem à direita ligada a Bolsonaro nem à esquerda que orbita em torno de Ciro Gomes (PDT) e do PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Um dos objetivos mais imediatos é buscar ampliar essa frente trazendo outros líderes com perfil centrista.

Há, porém, candidaturas já postas neste campo, a principal delas a do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Também corre na mesma raia ideológica o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), por exemplo.

De qualquer forma, Moro e Huck não definiram uma lista fechada de pessoas que querem atrair para o projeto, apenas o objetivo geral de agregar apoios. Ambos ficaram de voltar a conversar em breve sobre a ideia desta “terceira via”.

A candidatura teria um tripé, mesclando temas caros à direita e à esquerda: agenda liberal para a economia, luta contra a corrupção e redução da desigualdade social.

Ex-juiz responsável pela Operação Lava Jato e ex-ministro da Justiça até romper com Bolsonaro em abril deste ano, Moro tem a imagem atrelada ao enfrentamento de grandes esquemas de corrupção.

Já o combate à desigualdade é uma bandeira de Huck, ligado a diversas iniciativas na área social e no empreendedorismo. Quanto à liberdade econômica, é um ponto com o qual ambos têm concordância.

Os dois também fizeram uma análise sobre o potencial eleitoral de Bolsonaro em 2022. Concluíram que ele terá força na campanha de reeleição, até por reinar praticamente sozinho em um segmento da sociedade relevante, o conservadorismo.

Mas a avaliação feita no encontro é que o ano de 2021 tende a ser difícil para o presidente. Para Huck e Moro, Bolsonaro deve perder parte de seu capital político nos próximos meses, principalmente em razão do fim do auxílio emergencial e da manutenção do nível de desemprego em patamares elevados no pós-pandemia.

Para viabilizar a aliança eleitoral, Moro e Huck precisariam se filiar a partidos políticos até abril de 2022, seis meses antes da eleição.

O apresentador é próximo do Cidadania, ex-PPS, que já lhe ofereceu legenda no passado. Huck também teria que acertar de forma amigável sua saída da Rede Globo, provavelmente no segundo semestre do ano que vem.

Já o ex-juiz recebeu sondagens de diversas legendas quando saiu do governo, como Podemos e Novo, mas até o momento rechaçou essas sinalizações.

Huck e Moro nunca foram próximos, mas já houve gestos políticos entre ambos no passado. Quando o ex-ministro rompeu com Bolsonaro, Huck telefonou para ele solidarizando-se com os ataques que já começava a receber dos apoiadores do presidente.

O apresentador também escreveu, em uma rede social, que a saída do ex-juiz do Ministério da Justiça gerava “uma enorme frustração”.

“Tudo indica que as mudanças tão defendidas pela população ficam adiadas. Em especial a agenda anticorrupção e o combate firme ao crime organizado e às milícias”, disse o apresentador na época.

Procurados pela Folha, Huck e Moro não quiseram se manifestar sobre o encontro.

 

*Com informações da Folha

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Moro, que prendeu Lula para eleger Bolsonaro e virar ministro, parabeniza Biden e a democracia dos EUA

O ex-juiz corrupto e ladrão, Sergio Moro, com seu habitual cinismo e cara de pau,  escreveu em seu twitter uma piada que já vem pronta.

A democracia norte-americana continua forte. Parabéns ao presidente eleito
@JoeBiden. Brasil e US têm muito em comum e continuarão tendo.

A notícia foi dada por ninguém menos que Diogo Mainardi, do Blog Antagonista, que foi, durante a eleição mais suja da história do Brasil, um dos esgotos que serviram de comitê de campanha digital de Bolsonaro, o Trump tropical.

Ou seja, todos esses têm como origem comum a mesma treva e afundaram no mesmo inferno que Donald Trump, mas seguem a alcateia de velhos lobos e raposas da política brasileira. Estão todos aprisionados na mesma poça no escuro das mesmas tocas de onde saíram as mulas, Trump e Bolsonaro.

É certo que alguns, como FHC, saem de suas tumbas para festejar a derrota de Trump, depois de mergulhar de cabeça em toda essa teia golpista que tirou Dilma do governo e prendeu Lula para dar a cadeira de presidência a Bolsonaro.

E é com a biografia atolada até o pescoço nessa lama golpista, com uma quantidade abundante de excrementos, que o tatu de Curitiba saiu da toca para vestir-se de democrata, mesmo sabendo que ninguém esquece que o vigarista tem horror à democracia e à constituição.

Por isso, diante dessa aberração de hipocrisia, muitos gargalharam na cara do juiz corrupto em seu twitter.

https://twitter.com/jorgebahia13/status/1325180734433349632?s=20

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Mídia, que participou do golpe da 1ª mulher presidenta do Brasil, celebra a 1ª vice mulher nos EUA

A hipocrisia é mesmo algo sem limites, e  nossa mídia se lambuza dessa dissimulação.

Dentro da ficção democrática vendida pela Globo, por exemplo, o significado da chegada de uma mulher, e negra, à vice-presidência dos EUA, é algo a ser comemorado como vitória da civilização.

Já Dilma, a 1ª mulher que chegou à presidência do Brasil e se reelegeu democraticamente, todo o desprezo, todo o desrespeito, todo o machismo, todo o preconceito e misoginia, para a Globo, ainda é pouco.

Na verdade, essa é a principal característica do DNA dos Marinho, a de apoiar golpe de Estado comemorando a democracia.

Pior, foi claramente partidária a Bolsonaro na disputa com Haddad, sem falar que, junto com Moro, comandou a condenação e prisão de Lula, sem qualquer prova de crime.

Se já é muito cinismo a mídia industrial comemorar a derrota de Trump, o grande guru de Bolsonaro, que teve apoio incondicional das redações industriais no Brasil, comemorar a chegada de uma mulher negra como Kamala Harris à vice-presidência nos EUA, depois de participar ativamente do golpe contra Dilma, primeira mulher a chegar à presidência da República do Brasil, é insultar a inteligência de quem tem um mínimo de lucidez.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Depois do PSDB liderar o golpe contra Dilma e se engajar na campanha de Bolsonaro, FHC comemora vitória da democracia nos EUA

Não há motivo para celebração do PSDB, ao contrário, o que ocorreu nos EUA com a vitória de Biden, nada lembra o golpe liderado pelo PSDB com o chamegão do cínico FHC, de forma solene, para ele agora querer se fazer de democrata.

A velha raposa vigarista omite em sua nota, carregada de despudor, que o Brasil chegou a Bolsonaro, a caricatura tropical de Trump, não por acaso, mas pelo descaso do próprio FHC e de seus tucanos que foram os primeiros a desrespeitarem os resultados das urnas em 2014.

Por isso, a sua nota de comemoração da volta da democracia americana, exaltando a constituição de mais de dois séculos, é uma desfaçatez típica de um descarado que tem o desplante, a cara dura de escrever algo em prol da legalidade depois de trabalhar, de forma sarcástica e arrogante,  para derrubar Dilma por não aceitarem a derrota de Aécio e, em seguida, botar lenha na fogueira da inquisição de Lula, junto com a mídia, para incinerar também os votos que dariam vitória a Lula no primeiro turno.

Para piorar, o PSDB, partido que liderou o golpe contra Dilma, cumprimenta no twitter a democracia norte-americana e deseja sorte a Joe Biden falando em um novo momento para os Estados Unidos.

Se há aí alguma intenção de reconstruir a casa grande tucana a partir do pó de seu desabamento, pode tirar o cavalo da chuva. Se os tucanos não tiveram capacidade de sobreviver depois do golpe que produziram e da própria Lava Jato tucana, os capachos do neoliberalismo estão, hoje, congelados na pré-história do Brasil e, de lá, não saem nem mumificados.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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MP: Miliciano Adriano da Nóbrega era parte do esquema criminoso do clã Bolsonaro

O Ministério Público do Rio aponta que a mulher e a mãe do miliciano Adriano da Nóbrega foram nomeadas assessoras por Flávio Bolsonaro. O MP indica que elas ajudaram a desviar mais de R$ 1 milhão.

Denúncia do Ministério Público contra o senador Flávio Bolsonaro afirma que o miliciano Adriano da Nóbrega, assassinado este ano na Bahia, fazia parte do esquema da “rachadinha” comandada por Fabrício Queiroz, assessor do então deputado estadual, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Segundo denúncia do MP, em 2007, quando Flávio contratou Queiroz, o então deputado também nomeou Danielle Mendonça da Costa como assessora. Danielle era mulher do ex-PM Adriano da Nóbrega, acusado de comandar um grupo de extermínio com milicianos no Rio e de ter participado no assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL).

Em 2015, a mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, também virou assessora parlamentar de Flávio Bolsonaro. Segundo o MP, Raimunda e Danielle eram funcionárias fantasmas.

 

*Com informações do 247

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Vivemos para ver a mídia que apoiou o golpe contra Dilma, depois da derrota de Aécio, exigindo respeito às eleições nos EUA

Os maus perdedores fazem mal à democracia.

Esta é uma das muitas frases que desenham a hipocrisia da mídia nativa, sobretudo a Globo.

Figurar agora entre os defensores incondicionais da democracia e do resultado das eleições nos EUA, é piada típica dos golpistas brasileiros. Eles esquecem das palminhas que deram para Aécio quando o menininho birrento perdeu para Dilma e soou o gongo na convocação de um golpe, em seu primeiro discurso na volta ao Senado, guiando facilmente o gado tucano, hoje bolsonarista, para ir às ruas nos muitos rega-bofes na Paulista.

Nossa mídia é tão chique que só fala em democracia internacional e a partir dos Estados Unidos.

O golpe dado no Brasil por duas vezes nas barbas do judiciário, contra Dilma e, depois, contra Lula, impedindo-o de ser candidato, pois venceria no 1º turno, recebeu o aplauso da mídia nativa porque também era parte da escória golpista.

Mas os sentidos mudam quando o assunto é eleições americanas, que parece produzir um milagre que eleva os golpistas do Brasil à condição máxima de democratas irredutíveis. Certamente, não querem que os EUA, pátria mãe dessa camarilha golpista, seja aquilo em que transformaram o Brasil, espalhando ódio pelo chão onde pisavam, juntamente com a elite que não aceita em suas terras a democracia que, agora, ela exige nos EUA no que diz respeito à vitória de Biden.

Não existe nada de aproveitável na tela da TV. Tudo não passa de um artifício qualquer para os “baluartes da democracia” fixarem sua hipocrisia em nome da luz que ilumina a constituição americana, enquanto produziram um breu na própria constituição brasileira quando o assunto era respeito à democracia e às eleições que deram vitória à Dilma em 2014, assim como dariam a Lula em 2018.

Toda aquela engrenagem cruel, editada nos palanques midiáticos, na busca por uma nova colonização brasileira pelos interesses dos EUA, concentrou todas as forças do inferno para fazer valer um golpe de Estado preliminar a outro que ocorreria em seguida. Uma coisa selvagem de domínio estarrecedor para enfraquecer a democracia brasileira, rasgando a constituição para podar qualquer forma de independência do povo aos interesses alheios ao Brasil.

Na verdade, os golpistas daqui nunca admitiram que os brasileiros tivessem coragem de serem eles próprios, como agora exaltam a democracia americana e criticam Trump por não admitir que os americanos tenham coragem de serem eles próprios.

Então, meus caros, que se abra e feche parênteses nas frases de efeito de quem, hoje, na mídia defende respeito aos resultados das eleições americanas, mas que, no Brasil, sempre pregaram o oposto quando a vitória da esquerda impõe-lhe uma derrota acachapante.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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MPRJ diz que Flávio Bolsonaro aumentou patrimônio de forma ‘sorrateira’ e com desvio de recursos públicos

Documento indica que o parlamentar tem ‘predileção pelo uso de dinheiro em espécie’. Procuradores afirmam ainda que constataram inexistência de comprovação material das operações declaradas ao fisco. Senador nega irregularidades.

A denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro contra o senador Flávio Bolsonaro diz que o parlamentar tem “predileção pelo uso de dinheiro em espécie” e integrou ao seu patrimônio valores ilícitos de forma “sorrateira”, vindos de desvio de recursos públicos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O MP informou esta semana que denunciou à Justiça Flávio Bolsonaro, o ex-assessor Fabrício Queiroz e mais 15 investigados por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita no esquema das rachadinhas – quando funcionários devolvem parte dos salários para o parlamentar. Flávio Bolsonaro nega as acusações.

O procurador Ricardo Martins, que assina o documento encaminhado à Justiça, afirma que o denunciado “fazia pouquíssimo uso de serviços bancários como cartões de crédito e débito”. Num período de 36 meses, entre 2007 e 2009, o filho do presidente Jair Bolsonaro gastou pouco mais de R$ 7 mil com faturas de cartão de crédito, em uma média mensal de R$ 195.

No mesmo período, afirma o procurador, Flávio fez vários investimentos vindos de “fontes estranhas”. Pagou, em dinheiro vivo, R$ 90 mil em uma corretora de ações. Perdeu o dinheiro e ainda ficou com uma dívida de mais R$15,5 mil.

Segundo a denúncia, Flávio comprou ainda 12 salas comerciais em condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e desembolsou R$ 262 mil no mesmo período. Segundo o MP, “os extratos bancários do ex-Deputado não registraram nenhum débito que fosse compatível com as datas e valores dos recebimentos informados pelas imobiliárias”.

O procurador conclui que 65% das despesas para a aquisição das salas comerciais no ano de 2008 foram quitadas com cheques de terceiros e depósitos em espécie, ao passo que o percentual restante foi pago mediante boletos bancários que não foram debitados na conta do parlamentar”.

Segundo os investigadores, o MP teve dificuldade em apurar tais transações. Por isso, pede agora à Justiça que, “diante das reiteradas omissões da imobiliária em atender integralmente às requisições do Ministério Público ao longo da investigação”, haja uma ordem judicial para que a empresa informe, em 10 dias, a identificação de cheques de terceiros usados para pagar as salas comerciais.

O MP destaca que as declarações de Flávio Bolsonaro à Receita Federal registram no ano calendário de 2008 a contratação de empréstimos com familiares e assessores parlamentares de seus familiares, somando R$ 230 mil.

O procurador observa que tais empréstimos poderiam, “em tese, justificar pelo menos parte dos pagamentos do empreendimento imobiliário”.

Os investigadores, no entanto, afirmam não encontraram movimentações bancárias para lastrear tais empréstimos. O MP afirma que há “inexistência de comprovação material das operações declaradas ao Fisco”. E aponta que, “não consta qualquer crédito correspondente aos empréstimos na conta bancária do ex-deputado”. E, também segundo o MP, Flávio quitou os empréstimos no ano seguinte, também em espécie.

O MP diz que fez cruzamentos de dados de todas as movimentações financeiras de Flávio e de sua esposa, Fernanda Bolsonaro, mapeando todas as entradas e saídas de dinheiro. Entre 2010 e 2014, por exemplo, houve um “saldo a descoberto no valor de R$ 977.611,26, correspondente à estimativa de parte do enriquecimento ilícito” do casal nesse período.

 

*Com informações do G1

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Exclusivo: Lista do TCU tem políticos milionários que receberam auxílio emergencial; veja a lista

Tribunal cruzou dados do TSE com lista dos que receberam ajuda para a Covid-19 em todo o país.

O TCU (Tribunal de Contas da União) divulgará nesta sexta-feira (6), em seu site, as listas de candidatos a cargos eletivos que receberam bolsa-família ou o auxílio emergencial da Covid-19 e que declararam patrimônio acima de R$ 300 mil.

A coluna teve acesso exclusivo à lista do auxílio emergencial [ver abaixo].

Os nomes serão publicados no site do TCU em duas listas separadas: uma delas terá 10 mil candidatos que têm patrimônio entre R$ 300 mil e R$ 1 milhão. A outra trará 1.300 que declararam mais de R$ 1 milhão.

A decisão de divulgar os nomes foi do ministro do TCU Bruno Dantas.

Há casos, por exemplo, como o de Elias João Neto, candidato a vereador em Cândido Mota (SP), que declarou patrimônio de R$ 11 milhões _R$ 10 milhões em três fazendas e R$ 950 mil em “dinheiro em espécie”.

Ele está na lista de beneficiários do auxílio emergencial, segundo o TCU, tendo recebido já R$ 1.200.

Um outro exemplo é o de Leandro Adilson Romero, candidato a vice-prefeito de Álvares Florence (SP) pelo DEM. Ele declarou patrimônio de R$ 10,2 milhões –entre eles estão 50% de cotas de uma empresa, terrenos e R$ 80 mil em “dinheiro em espécie”.

Segundo o TCU, Leandro recebeu R$ 600 de auxílio emergencial.

No cidade de Machado, também em Minas Gerais, o candidato Lúcio do Café (PSDB-MG) declarou R$ 3.100.000,00 em bens, sendo o quinhão de R$ 2,5 mi correspondente a um imóvel rural. Ele recebeu, segundo o TCU, R$ 600 em auxílio emergencial.​

Na lista há também casos que indicam erros formais dos candidatos na hora de declarar o patrimônio. Em seu despacho, Bruno Dantas chama a atenção para a possível ocorrência desses erros, lembrando que as declarações de bens à Justiça Eleitoral são feitas pelos próprios concorrentes.

O candidato a vereador Elizeu Candido Garcia (PSL-MG), que se apresenta em Ipatinga como Elizeu do Uber (PSL-MG), declarou R$ 314.103.990,00 em bens e recebeu R$ 1.800 em auxílio emergencial.

Em um dos ítens de sua prestação de contas, porém, ele lista um prédio residencial de R$ 314 mil, valor mais próximo do mercado da cidade –o que indica que se equivocou na hora de declarar o total de seus bens. Elizeu, no entanto, também faria parte da lista, que inclui políticos com bens acima de R$ 300 mil.

O candidato a vereador Haidan de Araújo, que concorre em Espírito Santo do Pinhal (SP) pelo Republicanos, declarou que tem uma Parati, e atribuiu ao carro o valor de R$ 13 milhões, num evidente equívoco.

A maior parte dos nomes, no entanto, tem bens declarados entre R$ 300 mil e R$ 10 milhões, em valores compatíveis com os de mercado.

Veja, no link abaixo, a íntegra da lista de candidatos com patrimônio superior a R$ 300 mil que receberam o auxílio emergencial da Covid-19:​

https://drive.google.com/file/d/1cEG_I7AQRikWIqOfdYs039YrMTTkicaW/view

*Monica Bergamo/Folha

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