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Derrota de Bolsonaro: STF decide que estados e municípios podem decretar isolamento social

Com isso, a tomada de decisões relativas ao coronavírus não pode ser exclusiva do Executivo. Decisão foi unânime.

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (15/04), por unanimidade, que cabe também aos estados e municípios a determinação de medidas de prevenção contra a pandemia de coronavírus. Com isso, a centralização das prerrogativas de isolamento não pode ser exclusiva do Executivo. Os ministros Celso de Mello e Luís Roberto Barroso não votaram.

A ação foi ajuizada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) contra vários dispositivos da Medida Provisória (MP) nº 926, de 2020, que atribuiu ao presidente da República, Jair Bolsonaro, as decisões relacionadas a quarentena, interdição de locomoção e de serviços públicos e atividades essenciais.

No processo, o PDT alegou que a medida “esvazia a competência e a responsabilidade constitucional de estados e municípios para executar medidas sanitárias, epidemiológicas e administrativas relacionadas ao combate ao novo coronavírus”. O relator da ação, ministro Marco Aurélio, já havia deferido em parte a liminar.

Para o ministro, a redistribuição de atribuições feita pela MP não afasta a competência concorrente dos entes federativos, nem a tomada de providências normativas e administrativas pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios.

 

 

*Com informações do Metrópoles

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Vídeo: Mandetta tomou a faixa presidencial de Bolsonaro e devolverá quando quiser

“Mandetta vai ou não devolver a faixa presidencial do Bolsonaro até o fim da noite? Façam suas apostas”. (Guga Noblat).

Bolsonaro preparou a bola na marca do pênalti, sem goleiro e, na hora de chutar, amarelou.

Mandetta fica e revoga a demissão do  seu Secretário Nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira. Não só isso, diz que, enquanto estiver no Ministério da Saúde, ninguém toca na sua equipe, ou seja, desautorizou Bolsonaro,

Dizendo-se defensor das posições da ciência, do SUS e da vida, Mandetta peitou publicamente Bolsonaro.

Todos sabem a posição de Bolsonaro, sobretudo que ele coloca o mercado acima das pessoas sem a menor cerimônia, atropelando toda a comunidade científica para agradar aos abutres do grande capital.

O que ficou claro, no entanto, é que quem foi comido com sobremesa e tudo pelo banquete preparado pelo Planalto não foi Mandetta, mas o próprio Bolsonaro. Mandetta, em sua fala, não economizou na hora de mostrar os músculos, aprofundando a encrenca entre ele e um presidente que, hoje, não tem força sequer para mandar embora um subalterno.

Mandetta é político e tem um faro de quem sabe quando o terreno está mais para ele do que para o adversário. Então, aproveita a credencial para, de forma pouco cordial, pisar na cabeça do inimigo.

Esse foi o tom da coletiva de um ministro que estava com a cabeça a prêmio, mas que no cadafalso transformou-se em algoz de seu carrasco que, certamente, foi desautorizado pela mão invisível da oligarquia.

na verdade, os comentários nas redes sociais, blogs e jornalões já antecipavam a goleada. As críticas a Bolsonaro com a demissão de Mandetta explodiram no mundo digital, deu a escrita, mais uma vez, Mandetta fica, assim como Moro ficou e Bolsonaro sai de mais uma com cara de bundão.

Para quem, ainda hoje, roncou grosso, deu tapa na mesa e gritou que quem manda é ele, Bolsonaro sai mais desmoralizado do que entrou nesse furdunço.

Confira o vídeo:

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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The Washington Post: ‘Bolsonaro é o pior dos líderes no combate ao coronavírus’

The Washington Post decidiu listar “os líderes que ameaçam vidas minimizando o coronavírus”. “Bolsonaro é o pior deles”, respondeu logo na própria manchete o jornal estadunidense em editorial publicado nesta terça (14).

A publicação aponta que o novo coronavírus está sendo “um teste global de qualidade de governança”, uma vez que as milhares de mortes e afetados são resultados das respostas e políticas adotadas pelos mesmos em seus respectivos países.

E “os que estão no fundo do poço” são “bastante visíveis”. “Governantes da Bielorrússia, Turquemenistão, Nicarágua e Brasil rejeitaram a seriedade do vírus e estimularam seus cidadãos a voltar mais ou menos à normalidade”. E ao comparar lideranças autoritárias e até mesmo o ditador nicaraguense Daniel Ortega, “de longe, o caso mais grave de improbidade é o do presidente brasileiro Jair Bolsonaro”.

“Quando as infecções começaram a se espalhar em um país de mais de 200 milhões de habitantes, o populista de direita descartou o coronavírus como “uma gripezinha” e instou os brasileiros a “enfrentar o vírus como um homem, caramba, não um menino”. Pior, o presidente tentou repetidamente minar as medidas tomadas pelos 27 governadores estaduais do país para conter o surto”, continuou o jornal.

As consequências “previsíveis”, concluiu o The Washington Post, tem sido um aumento no número de doentes e mortos pelo Covid-19, fazendo o país alavancar imediatamente para a 14ª posição no mundo em contágios e 11ª em mortes nesta segunda (13).

Apesar de os Estados Unidos ser o líder no número de contágios do mundo, o editorial destacou que o país só apresentou melhoras quando o presidente Donald Trump decidiu deixar de minimizar o coronavírus e enfrentar os esforços de contenção recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Trump poderia fazer um grande favor ao Brasil, telefonando a Bolsonaro, que tem sido seu aliado político, e estimulando-o a fazer o mesmo”, recomendou o diário norte-americano.

 

 

*Com informações do GGN

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Mandetta e equipe, aguardando demissão, já esvaziam as gavetas

Secretário de vigilância diz que gestão do ministro acabou e que chegou a hora da despedida.

A equipe do ministro Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, acredita que o presidente Jair Bolsonaro pode demiti-lo até pelo Twitter nas próximas horas e já limpa as gavetas para sair da pasta junto com o chefe.

Um dos principais auxiliares de Mandetta, o secretário de vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, enviou carta aos funcionários de sua área nesta quarta (15) afirmando que “a gestão de Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto”. Oliveira afirmou ainda que “só Deus para entender o que querem fazer”.

Nesta quarta pela manhã, o presidente Jair Bolsonaro disse que resolverá “a questão da Saúde” para que seja possível “tocar o barco”. “Pessoal, estou fazendo a minha parte”, disse a apoiadores na frente do Palácio do Alvorada.

“Finalmente chegou o momento da despedida”, diz Kleber de Oliveira na carta enviada aos colegas. “Ontem tive reunião com o ministro e sua saída está programada para as próximas horas ou dias. Infelizmente não temos como precisar o momento exato. Pode ser um anúncio respeitoso diretamente para ele ou pode ser um Twitter. Só Deus para entender o que o querem fazer”.

“De qualquer forma, a gestão do Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto, pois esse é um cargo eletivo e só estou nele por decisão do Mandetta”, afirma ainda o secretário.

Outros integrantes do primeiro escalão da Saúde já comunicaram que saem junto com o ministro.

Como revelou a coluna Painel nesta quarta (15), o próprio Mandetta já se despediu dos subordinados e disse que aguarda apenas que Bolsonaro encontre um nome para substituí-lo.

O secretário de vigilância diz ainda na mensagem enviada que, “por conhecer tão profundamente a SVS, tenho certeza que parte do que fizemos na SVS vai continuar, pois é uma secretaria técnica e sempre nos pautamos pela transparência, ética e preceitos constitucionais”.

Leia a íntegra da mensagem:

“Bom dia!

Finalmente chegou o momento da despedida. Ontem tive reunião com o Ministro e sua saída está programada para as próximas horas ou dias. Infelizmente não temos como precisar o momento exato. Pode ser um anúncio respeitoso diretamente para ele ou pode ser um Twitter. Só Deus para entender o que o querem fazer.

De qualquer forma, a gestão do Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto, pois esse é um cargo eletivo e só estou nele por decisão do Mandetta. No entanto, por conhecer tão profundamente a SVS, tenho certeza que parte do que fizemos na SVS vai continuar, pois é uma secretaria técnica e sempre nos pautamos pela transparência, ética e preceitos constitucionais.

A maioria da equipe vai permanecer e darão continuidade ao trabalho de excelência que sempre fizeram e para isso não precisam mais de mim.

Foi uma honra enorme trabalhar mais uma vez com você. Para que não tenhamos solução de continuidade, indiquei o meu amigo querido Gerson Pereira para ficar de Secretário interino. Ele é um Profissional excelente e vai dar seguimento a tudo que estamos fazendo.

Vou entregar o cargo assim que a decisão sobre o Mandetta for resolvida. Todos estão livres para fazer o que desejarem.

Tenho certeza que a SVS continuará grande e será maior, pois vocês é que fazem ela acontecer. Minhas contribuições foram pontuais e insignificantes, perto do que essa Secretaria é como uma só equipe. A SVS é minha escola e minha gratidão por ter trabalhado com você será eterna. Muito obrigado por me permitir estar Secretário Nacional de Vigilância em Saúde. Jamais imaginei que seria o primeiro enfermeiro a ocupar tão elevado e importante cargo e o primeiro de muitos que virão.

Muito obrigado!​”

 

 

*Monica Bergamo/Folha

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Venezuela tem as menores taxas de contágio da Covid-19 do continente

Nicolás Maduro prorrogou estado de Alerta Nacional, mantendo fronteiras fechadas e funcionamento de serviços essenciais.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou, no último sábado (11), que prorrogará o estado de Alerta Nacional em todo o território por mais 30 dias. A decisão inclui quarentena para todo o país, com exceção dos serviços considerados essenciais, como: saúde, segurança, supermercados e telecomunicações. Também estende o período em que as fronteiras do país permanecerão fechadas.

Foram registrados 181 infectados pelo novo coronavírus, nove falecidos e 93 recuperados da doença, totalizando uma taxa de 53% de cura. Para conter o avanço da doença, o governo bolivariano recebeu aviões com toneladas de equipamentos médicos, testes de diagnósticos e ajuda humanitária da China, Rússia, Organização Mundial da Saúde e Organização Pan-Americana de Saúde. Além de contar com equipes de especialistas chineses e cubanos, apoiando os profissionais de saúde venezuelanos.

::Venezuela enfrenta o bloqueio e busca solidariedade para encarar pandemia::

O presidente Nicolás Maduro afirmou durante transmissão em cadeia nacional, no último sábado (11), que não há contradição entre produtividade e saúde. “Estou atento à questão econômica. Para a economia pós pandemia será fundamental um mercado petroleiro estável, com um preço do barril justo e estável para que o mundo financeiro tenha como encontrar recursos para a recuperação econômica”, afirmou o chefe de Estado.

::Pandemia da covid-19 gera maior crise do mercado mundial de petróleo em 30 anos::

Prevendo o estancamento da economia e os riscos para a classe trabalhadora, o governo bolivariano se comprometeu a pagar os salários tanto do serviço público, como das médias e pequenas empresas do setor privado durante seis meses.

Apesar de ser um país bloqueado pelos Estados Unidos e pela União Europeia, a Venezuela conseguiu aplanar a curva de contágio em todo o território nacional.

Até 11 de abril, a Venezuela havia realizado 181.335 testes de diagnósticos da covid-19, posicionando o país em primeiro lugar no ranking de aplicação de provas rápidas nas nações latino-americanas, com uma média de 6.045 testes para cada milhão de habitantes. Seguido do Peru com 2.116, Equador com 1.284, Colômbia com 783, enquanto o Brasil aplicou 305 provas para cada milhão de habitantes.

A diferença da densidade demográfica de cada país é grande. A Venezuela tem uma população de cerca de 30 milhões de habitantes, no entanto, é o único país da lista onde todos os diagnósticos são feitos pela rede pública de saúde, de maneira totalmente gratuita. Além disso, enquanto o Brasil possui uma média de 104 infectados por cada milhão de habitantes, os venezuelanos possuem apenas seis contaminados.

Hospital é instalado na autopista “Troncal do Caribe”, que corta Colômbia e a Venezuela, na região norte de ambos países. / Panorama Venezuela.

A OMS também elogiou o uso da tecnologia como aliada no combate à pandemia na Venezuela. Através do Sistema Pátria – uma plataforma online pela qual os cidadãos têm acesso a programas sociais – foi ativada, ainda no dia 14 de março, uma pesquisa com perguntas e respostas sobre a doença. Com mais de 17 milhões de respostas, por meio do sistema de big data, o Estado descartou 111 mil casos suspeitos e direcionou visitas de equipes de saúde primária a 92 mil casas.

Ainda no fim de semana, a vice-presidenta executiva, Delcy Rodríguez divulgou que a Venezuela iria compartilhar parte das doações recebidas de testes rápidos de diagnóstico para outras nações caribenhas, como: São Vicente e Granadinas, Antígua e Barbuda, Dominica e Granada.

 

 

*Michele de Mello/Brasil de Fato

 

 

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Não existe gado de Bolsonaro, a legião de imbecis que o tem como mito, é gado da Globo

Há uma parcela da sociedade brasileira condenada a uma sentença eterna de ser gado premiado da Globo. A legião atual de imbecis que tem Bolsonaro como mito é uma caricatura de si mesma. Na verdade, é o resumo do que a Globo é capaz de fazer com a cabeça de alguém que ela maneja de dentro das redações para servir de porta-voz dos Marinho.

A imbecilidade é tanta que, mesmo repetindo de cor e salteado todos os bordões da Globo contra o PT, o bolsonarista acredita mesmo que ele é contra a Globo, pior, trouxa por natureza e imbecilizado pela indústria da cultura de massa em que a Globo é a grande potência no Brasil, esse zumbi da era moderna tropical cumpre toda a agenda construída pela Globo durante toda a sua história, desde a ditadura até os tempos atuais.

Isso seria fatal, a Globo nasceu para fazer uma higiene cultural na cabeça do cidadão médio, que tem por natureza um vácuo intelectual, já que é herdeiro do pensamento colonialista somado ao imperialista, tendo o consumo como matriz de suas lógicas. Ou seja, é literalmente um gado globalizado. Por isso repete por aí que é cidadão do mundo e outras balelas de quem não sabe de sua própria missa a metade.

Essa atitude agressiva a que assistimos de bolsonaristas em estado de cólera, agredindo repórteres da Globo, é de cães raivosos que, de tão irados, mordem o próprio rabo, cena comum no mundo canino.

Bolsonaro e Globo sempre estiveram do mesmo lado. E qual é o lado da Globo? É o lado oposto ao dos pobres. Na verdade, é o lado de qualquer um que esteja contra os pobres e do lado dos ricos, não existe nada mais anti pobre do que a Globo. Seu objetivo central sempre foi segregar as camadas menos favorecidas da população, está no DNA dos Marinho ou não teria sido escolhido pela ditadura militar, que produziu a maior desigualdade da história do Brasil, como sua máquina de propaganda. Ditadura essa que produziu uma desigualdade gigantesca com expansão de favelas e da miséria no país.

O Brasil nem liberal tem e nem burguesia essa gente é, é uma aristocracia decadente que quer o Estado lhe servindo de forma completa, e isso só pode ser feito com a segregação dos pobres. Não foi a isso que acabamos de assistir com Bolsonaro entregando R$ 1,2 trilhão para os banqueiros? Alguém viu a Globo ou bolsonarista fazendo qualquer crítica a isso?

O ódio que a Globo tem de Lula e Dilma, ela também teve na mesma intensidade contra Brizola. A esquerda ainda não aprendeu a lidar com isso, mesmo em tempos em que a internet se transforma cada vez mais em aliada dos progressistas, a Globo ainda é hegemônica. Ela tem uma capacidade pressionar qualquer um que ocupe lugar de comando nas instituições brasileiras.

Hoje, quando se fala da ridicularização dos bolsonaristas com a ciência, com o estudo, com a pesquisa, tem que se perguntar, de que lado estava a Globo quando Temer e Bolsonaro cortaram recursos dessa área? Ela estava do lado deles, é claro. São ratos do mercado, ratos da plutocracia que servem de cobaia para os ricos em troca de proteção.

Aqui não serão listados os aliados de ocasião dos Marinho, como Cunha, Roberto Jefferson e o próprio Bolsonaro, a quem a Globo aplaudiu quando discursou, no dia da votação do golpe dado em Dilma, elogiando Ustra, o torturado pedófilo. A mente assassina de Bolsonaro teve todo o aparato midiático que a Globo poderia conceder a um candidato, inclusive cedendo a Bolsonaro parte do seu gado mais fiel, esse mesmo que se acha bolsonarista e contra ela.

Isso dá a medida da demência dessa gente que, quanto mais feroz e fascista se apresenta, mais vincadas as suas mandíbulas estão com o lado mais truculento dos Marinho.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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O isolamento social contra o coronavírus e Bolsonaro está funcionando, o que tira dele o aval para demitir Mandetta

Até o mundo mineral sabe que Augusto Nunes é um “jornalista” de frete. Desta vez faz carreto como pombo correio de Bolsonaro.

Como o escrúpulo dele é zero, assim como o do patrão, Augusto Nunes, num ato de desespero que também reflete o desespero de Bolsonaro, usou os testes positivos para o coronavírus dos governadores Wilson Witzel e Helder Barbalho. Baixo nível que é, disse que os dois estão sendo castigados pelo destino porque impuseram a quarentena em seus estados e acabaram sendo infectados, dizendo que isolamento social não resolve nada.

Para piorar, não satisfeito com suas costumeiras baixarias, Augusto Nunes partiu para mentiras deslavadas, afirmando que não existe no mundo noticia de pessoas que morreram por ter usado a cloroquina, o que foi prontamente repudiado por vários leitores, acusando-o de irresponsável e delinquente, enquanto os robôs do gabinete do ódio o apoiavam com aquelas cenas e frases já conhecidas.

O fato é que, para o desgosto de Bolsonaro, a prática da quarentena tem cumprido um papel determinante para que as consequências da pandemia no país sobre o coletivo sejam bem mais leves. E Mandetta comemorou o resultado, até porque é o principal ponto de atrito entre ele e Bolsonaro, uma clara disputa entre os dois  em que Mandetta sai na frente por ter acertado na condução do isolamento social, somando-se aos governadores e, por consequência, tem o dobro de aprovação que Bolsonaro, que é o presidente da República, o que representa uma grande reprovação da população à postura assassina do fascista.

Com a chegada de insumos hospitalares somado à conscientização da sociedade para o uso de máscaras e a manutenção do isolamento social, o Brasil tende a passar pela pandemia de forma bem menos traumática e com número de mortes muito menor que EUA, Itália e Espanha e, com isso, Bolsonaro perder um enorme espaço político tanto na sociedade quanto no mercado, neste segundo pode lhe custar a cabeça e, possivelmente uma quarentena na cadeia para ele e os filhos.

Os comentários do capacho Augusto Nunes explicitam o desespero de Bolsonaro.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Se dependesse só de Bolsonaro, o coronavírus seria o ministro da saúde

Cuba já enviou equipes médicas para 17 países em luta contra a pandemia e salvou milhares de vidas.

Depois de ataques de Bolsonaro à parceria do governo de Cuba e o programa Mais Médicos, em 20018, Brasil perdeu 8.500 médicos cubanos que atendiam no interior e nos cantos mais remotos do país e não colocou ninguém no lugar, deixando exposta uma legião de pessoas à própria sorte, principalmente agora diante da pandemia de coronavírus.

Na verdade, Bolsonaro, o maior aliado do coronavírus, está de costas para o Brasil. E ele sabe que não fica bem dizer certas coisas do ministro da Saúde perante a opinião pública, que fará, mandá-lo para a rua, já que é isso o que mais quer.

O oportunismo pragmático dos generais de seu governo segura a boca e a caneta de Bolsonaro quando o assunto é Mandetta.

Para um psicopata como Bolsonaro não há distinção entre sonho e realidade, mas para seus garantes dentro do governo, esse passo em falso pode ser fatal para o chefe da milícia palaciana.

Mourão deu uma declaração muxoxa sobre a entrevista de Mandetta ao Fantástico, o que revela que colocar o vírus em seu lugar na pasta da Saúde pode custar a cabeça do próprio Bolsonaro

O direito do patrão de despedir, sem indenização nem explicação, um ministro que tem o dobro de aprovação que o chefe, é complicado e a coisa pode desandar de vez.

Ou seja, Mandetta não pode ser demitido por um mal súbito.

Ainda sob proteção militar o ministro da saúde continua sendo ele, não o vírus como sonha em sua longa e penosa enfermidade mental o maníaco da casa 58.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Forbes: Países que melhor lidam com a pandemia de coronavírus são governados por mulheres

Islândia, Tailândia, Alemanha e Nova Zelândia, Finlândia e Dinamarca foram apontados como exemplos de gestão de crise de saúde.

A Forbes apontou, em matéria publicada na última segunda (13), que os lugares que estão lidando melhor com a crise do coronavírus são liderados por mulheres. Islândia, Tailândia, Alemanha e Nova Zelândia, Finlândia, Islândia e Dinamarca foram apontados como exemplos de gestão de crise de saúde. “Muitos dirão que estes são pequenos países, ilhas ou outras exceções. Mas a Alemanha é grande e líder, e o Reino Unido é uma ilha com resultados muito diferentes”, escreveu a colaboradora Avivah Witternberg-Cox.

Angela Merkel disse: “É sério, leve a sério”. Os testes começaram cedo e a Alemanha pulou as fases de negação. Os números do país estão muito abaixo de seus vizinhos europeus e há sinais de que eles poderão começar a afrouxar as restrições em breve.

Tsai Ing-wen, da Tailândia, ao primeiro sinal de uma nova doença, introduziu 124 medidas para bloquear a disseminação, sem ter que recorrer aos bloqueios que se tornaram comuns em outros lugares e agora está enviando 10 milhões de máscaras para os EUA e a Europa. Ing-wen manteve a epidemia sob controle e foram relatadas apenas seis mortes.

Jacinda Ardern, na Nova Zelândia, começou cedo o confinamento e sendo clara sobre o nível máximo de alerta em que estava colocando o país. Ela impôs o auto-isolamento às pessoas que entraram na Nova Zelândia quando havia apenas 6 casos em todo o país e proibiu totalmente a entrada de estrangeiros logo depois. Até abril, houve apenas quatro mortes e em vez de afrouxar as restrições como estão considerando outros países, Ardern está aumentando, deixando neozelandeses que estão retornando em quarentena em locais específicos por 14 dias.

A Islândia, sob comando da primeira-ministra Katrín Jakobsdóttir, está oferecendo testes gratuitos de coronavírus a todos os seus cidadãos e se tornando um estudo de caso sobre as taxas de disseminação e mortalidade do Covid-19. A maioria dos países tem testes limitados para pessoas com sintomas ativos; em proporção à sua população, a Islândia já examinou cinco vezes mais pessoas do que a Coreia do Sul e instituiu um sistema de rastreamento completo, não precisando fazer lockdown ou fechar escolas.

A primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, usou a TV para conversar diretamente com as crianças: fez uma coletiva de imprensa em que nenhum adulto era permitido, e respondeu às perguntas de crianças de todo o país, explicando por que não havia problema em sentir medo.

Sanna Marin se tornou a mais jovem chefe de estado do mundo quando foi eleita em dezembro passado na Finlândia. Ela usou influenciadores digitais para informar a população sobre o novo coronavírus. Reconhecendo que nem todo mundo lê a imprensa, ela vem convidando influenciadores de qualquer idade a divulgar informações baseadas em fatos sobre o gerenciamento da pandemia.

“Agora, compare esses líderes e histórias com os homens fortes que usam a crise para acelerar uma terrível ameaça de autoritarismo: culpar os ‘outros’, capturar o judiciário, demonizar os jornalistas e cobrir seu país como eu nunca remover a escuridão (Trump, Bolsonaro, Obrador, Modi, Duterte, Orban, Putin, Netanyahu …)”, diz o texto.

Avivah, que é especialista em igualdade de gênero, escreveu que houve anos de pesquisa sugerindo que os estilos de liderança das mulheres podem ser diferentes e benéficos, mas, em vez disso, muitas organizações e empresas políticas ainda querem que mulheres se comportem mais “como homens”, se quiserem liderar ou ter sucesso. Mas essas líderes mostram que há outras formas de governar.

 

 

*Com informações da Forum

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Sergio Moro entrou na mira de Carlos Bolsonaro

Carlos e Eduardo Bolsonaro compartilharam ontem no Twitter uma crítica à iniciativa do Ministério da Justiça de comprar 600 tablets para que presidiários conversem virtualmente com seus familiares. As visitas aos detentos foram cortadas desde o início da pandemia de coronavírus.

“Ministério da Justiça comprou 600 tablets para os presidiários. É isso mesmo que vocês leram. Excelente prioridade, hein? Valeu!”, diz o tuíte compartilhado por Eduardo, o filho Zero Três do presidente.

“Enquanto o civil sentado sozinho em parque público é preso de maneira brutal, o bandido na cadeia recebe um tablet novinho para falar com seus familiares. Isso não se trata (sic) apenas de inversão de valores, mas é a destruição da moralidade. Vergonhoso!””, afirma outra mensagem, esta compartilhada por Carlos, o Zero Dois.

O Departamento Penitenciário Nacional informou ao jornal O Globo que o projeto de compra dos tablets “ainda está em fase de concepção” e que os equipamentos não ficarão sob o controle dos presos.

Mas os tablets foram apenas o pretexto para os “zeros” despejarem sua fúria sobre a cabeça do ministro Sérgio Moro.

Moro entrou na mira dos filhos do presidente desde que instâncias diversas da Justiça passaram a contrariar iniciativas do governo federal para o combate à pandemia.

Em março, o ministro do STF Marco Aurélio de Mello havia deferido uma liminar assegurando o direito dos governadores de decidir sobre medidas como o bloqueio de estradas e interrupções no transporte público. Bolsonaro queria que essas iniciativas fossem centralizadas no governo federal. Mais recentemente, também o ministro Alexandre de Moraes irritou o presidente ao determinar que o Executivo não pode derrubar decisões de estados e municípios sobre isolamento social e outras ações destinadas a combater a disseminação do vírus. A defender incondicionalmente as posições do presidente está o Procurador Geral da República, Augusto Aras, indicado ao cargo pelo amigão de Bolsonaro, o ex-deputado federal Alberto Fraga.

Os Zeros se dizem indignados pelo fato de Moro não fazer o mesmo que Aras. Para eles, o ministro da Justiça deveria “questionar mais” as decisões da Justiça contrárias à posição do presidente, sobretudo as relacionadas à política de isolamento. Carlos e Eduardo Bolsonaro reclamam que Moro se esconde na “zona de conforto” a fim de “preservar a própria imagem”.

Por enquanto, o presidente não endossou a briga dos filhos.

Sua ira ainda está concentrada em Mandetta.

Um dia depois do outro, um ministro popular de cada vez.

 

 

*Com informações do Uol