Após o vazamento desta madrugada pelo Intercept em que um dos procuradores deixa claro que não confiavam em Moro, na imparcialidade do juiz da Lava Jato, do caso Lula, a hashtag #EuNãoConfioNoMoro se espalhou nas redes sociais como um rastilho de pólvora.
A razão foi um comentário do procurador Angelo Goulart Villela: “Cara, eu não confio no Moro, não. Em breve vamos receber cota de delegado mandando acrescentar fatos à denúncia. E, se não cumprirmos, o próprio juiz resolve”.
A afirmação deixa claro que nem os procuradores da Lava Jato acreditavam na imparcialidade de Sérgio Moro.
Veja as conversas e reações dos internautas:
“Eu não confio no Moro” — Daqui a pouco, novas revelações sobre a #VazaJato no The Intercept Brasil mostram que até os promotores da Lava Jato reclamavam da falta de ética do ex-juiz. #EuNãoConfioNoMoropic.twitter.com/SBSuHBeNXv
Todo mundo sabe, os procuradores da Lava Jato sabiam, até as pedras sabem: Moro não se comportava como um juiz. Sempre violou o sistema acusatório. #EuNaoConfioNoMoro#VazaJato
Se nem os procuradores, que estavam do lado do Moro na acusação, confiavam nele, o que no seu trabalho como juiz pode ser confiável? #EuNaoConfioNoMoro
A síntese toda sobre porque #EuNaoConfioNoMoro esta registrado na mensagem abaixo: v Só falta um aspecto: em meio à “escadinha” que usou para cargo político, Moro arrastou ao erro e manipulou Procuradores da República. Alguns eram de seu esquema, mas outros ñ. pic.twitter.com/h0JnupOnpT
Acaba de sair a prévia do próximo lote de mensagens comprometedoras da Lava Jato; nesta leva, os procuradores se mostram chocados com a conduta de Sergio Moro. Eles dizem não confiar em Moro e postulam: “Moro viola sempre o sistema acusatório”
“O Moro é inquisitivo, só manda pro MP quando quer corroborar suas ideias, decide sem pedido do MP e respeitosamente o MPF do PR sempre tolerou isso pelos ótimos resultados alcançados pela Lava Jato”, disse uma das procuradoras em uma prévia dos vazamentos divulgada pelo The Intercept Brasil
O jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, divulgou na madrugada deste sábado (29) uma prévia de novas conversas vazadas entre procuradores da Lava Jato. A íntegra do mais novo capitulo da Vaza Jato deve ser divulgada ainda neste sábado.
O pequeno trecho de uma conversa divulgada pelo jornalista mostra procuradores da Lava Jato admitindo que o ex-juiz Sérgio Moro agia de maneira parcial.
“O Moro é inquisitivo, só manda pro MP quando quer corroborar suas ideias, decide sem pedido do MP e respeitosamente o MPF do PR sempre tolerou isso pelos ótimos resultados alcançados pela Lava Jato”, diz uma procuradora identificada como Monique. Tudo indica que ela seria a procuradora Monique Cheker.
Na mesma conversa, um procurador identificado como Angelo diz: “Cara, eu não confio no Moro, não. Em breve vamos receber cota de delegado mandando acrescentar fatos à denúncia. E, se não cumprirmos, o próprio juiz resolve”. Tudo indica que ele é o procurador Ângelo Goulart Villela.
Em resposta a um internauta que em tom de brincadeira disse para não matar “a gente do coração menino”, o editor do The Intercept, Glenn Greenwald disse: “Eu prometo a você: estou tão ansioso quanto você para que isso seja publicado agora. Estamos trabalhando o mais rápido possível para sair hoje à noite”
O jornalista Glenn Greenwald reafirmou que a equipe do The Intercept está trabalhando para publicar outro trecho da Vaza Jato ainda nesta sexta-feira (28).
Em resposta a um internauta que em tom de brincadeira disse para não matar “a gente do coração menino”, ele disse: “Eu prometo a você: estou tão ansioso quanto você para que isso seja publicado agora. Estamos trabalhando o mais rápido possível para sair hoje à noite”
Glenn voltou a falar sobre a nota divulgada pelo site O Antagonista que diz que acabou “o arsenal de provas contra Moro no The Intercept”. “A única maneira que alguém pode afirmar que sabe o que temos ou não temos é se eles têm acesso ao material que Moro, Deltan e LJ alegaram que (coincidentemente) eles destruíram permanentemente. Então alguém está mentindo. Além disso: terminando bem logo..”, escreveu.
“Para os que dizem que a prova do Intercept é ilícita cabe lembrar que uma fonte independente, que confirma o que foi dito, torna válida a prova”, é o que diz o advogado e ex-deputado Wadih Damous a respeito das revelações sobre a testemunha indicada por Sérgio Moro a Deltan Dallagnol contra Lula.
“Para os que dizem que a prova do Intercept é ilícita cabe lembrar que uma fonte independente, que confirma o que foi dito, torna válida a prova. É o que acontece com essa pessoa que confirmou ter sido procurada por Dallagnol para testemunhar contra Lula”, afirma Damous.
m reportagem divulgada nesta sexta-feira, 18, a revista Veja procurou as duas pessoas citadas na conversa entre Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, revelada pelo The Intercept. A testemunha era Nilton Aparecido Alves, de 57 anos, técnico em contabilidade que tem um escritório no centro de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
O empresário também confirmou que passou ao MPF o endereço e o telefone de Alves, mas não entrou em detalhes sobre as possíveis transações imobiliárias do filho de Lula. “Eu soube que o Nilton foi chamado para prestar depoimento logo depois dessa ligação para mim”, disse.
Para juristas, a ação compromete a imparcialidade e configura o crime de fraude processual.
Para os que dizem que a prova do Intercept é ilícita cabe lembrar que uma fonte independente, que confirma o que foi dito, torna válida a prova. É o que acontece com essa pessoa que confirmou ter sido procurada por Dallagnol para testemunhar contra Lula.#vazaajato
Aperta o cerco sobre o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, acusado de comandar um esquema fraudulento com dinheiro público de financiamento de campanhas em Minas Gerais.
Marcelo segue firme no cargo, como se nada tivesse acontecido.
Ele teve um papel importante ao carrear votos para Jair Bolsonaro em Minas Gerais, onde o PSL fez bancada de seis deputados federais.
Recente revelação do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo mostra que Bolsonaro gravou vídeo ao lado de Marcelo Álvaro, o chefão do PSL no estado, convocando as pessoas a se filiarem ao partido.
Bolsonaro menciona Roberto, que aparece a seu lado direito.
Roberto é Robertinho Soares, um dos assessores de Marcelo presos em recente operação da Polícia Federal. Foi ele o coordenador da campanha do atual ministro em 2018.
O papel de Robertinho na fraude teria sido o de intermediário no repasse de R$ 63 mil em dinheiro público a três empresas do irmão dele, Reginaldo, suspeitas de emissão de notas frias — receber sem trabalhar.
Também foram presos, na Operação Sufrágio Ostentação, um dos assessores do ministro em Brasília, Mateus Von Rondon, e o ex-assessor Haissander de Paula, que trabalhou com Robertinho na campanha de 2018.
O atual ministro, que tinha a chave do cofre do fundo partidário em Minas, é suspeito de repassar R$ 279 mil a empresas ligadas a seu próprio gabinete.
Marcelo começou a carreira política como vereador em Belo Horizonte.
Elegeu-se deputado federal pela primeira vez em 2014, pelo Partido Republicano Progressista (PRP), com 60.384 votos.
Bandeou-se para o PSL em 2018, supostamente sob a condição de ter o controle do partido em Minas Gerais, um importante colégio eleitoral.
Com a maré do bolsonarismo, reelegeu-se pelo PSL como o mais votado em Minas, com 230.008 votos.
Talvez nos trâmites para a transferência de partido resida a razão pela qual ele continua no cargo, apesar das gravíssimas acusações a que responde.
Marcelo conseguiu o feito de incluir cinco candidatas laranjas em Minas na lista de candidatos que mais receberam do fundo partidário do PSL em todo o Brasil.
Evangélico, o ministro do Turismo se apresentou aos eleitores em 2018 como combatente da corrupção.
Pipoca no pote, é só aguardar. Uma sexta-feira animada.
“O desespero aqui é triste. Vamos esperar até o final do dia – hoje – e depois me dizer se o que o @Estadao publicou aqui hoje é verdade ou não. Eu acho que a resposta será bem clara”, escreveu o jornalista Glenn Greenwald, ao comentar um post sobre a tese de que ‘o pior já passou’.
O Brasil conhecerá nesta sexta-feira mais um capítulo da Vaza Jato. O anúncio foi feito pelo jornalista Glenn Greenwald, do Intercept, em seu twitter. “O desespero aqui é triste. Vamos esperar até o final do dia – hoje – e depois me dizer se o que o @Estadao publicou aqui hoje é verdade ou não. Eu acho que a resposta será bem clara”, escreveu o jornalista.
“A versão de integrantes da inteligência do governo dá conta de que já se esgotou o arsenal do The Intercept contra Moro.”- rindo muito. De todos os dias para afirmar isso, hj é o pior dia possível para eles. E obviamente, eles não têm ideia do que temos, então por que fingir?”, escreveu ainda o jornalista.
O desespero aqui é triste. Vamos esperar até o final do dia – hoje – e depois me dizer se o que o @Estadao publicou aqui hoje é verdade ou não. Eu acho que a resposta será bem clara. https://t.co/Koh7YXVks0pic.twitter.com/sKTP33iJze
O desespero aqui é triste. Vamos esperar até o final do dia – hoje – e depois me dizer se o que o @Estadao publicou aqui hoje é verdade ou não. Eu acho que a resposta será bem clara. https://t.co/Koh7YXVks0pic.twitter.com/sKTP33iJze
Depois de selar parceria com o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept, a revista Veja revela duas testemunhas que foram sugeridas por Sérgio Moro ao procurador Deltan Dallagnol para atacar o ex-presidente Lula – o que compromete sua imparcialidade e configura o crime de fraude processual. Leia, abaixo, um trecho:
Das muitas mensagens trocadas entre o então juiz e o procurador , o chefe da força-tarefa da Lava-Jato, a mais comprometedora até o momento é a que mostra Moro passando ao procurador a dica de duas testemunhas que teriam informações relevantes sobre negócios envolvendo a família do ex-presidente Lula.
A revista completa que, “se for verdade, a situação de Moro complica-se ainda mais do ponto de vista jurídico. A comprovação de que o Ministério Público, de fato, não apenas ouvia, mas seguia suas orientações, reforça a tese de que, quando magistrado, Moro abandonou a posição de imparcialidade para instruir um dos lados da ação, algo considerado ilegal pelo Código de Processo Penal”.
Seguindo a orientação do juiz, Dallagnol procurou as pessoas citadas, mas elas teriam se recusado a colaborar. Em resposta a Moro, o procurador chegou a sugerir que se forjasse uma denúncia anônima para justificar a expedição de uma intimação que obrigasse as testemunhas a depor no Ministério Público.
O diálogo entre Moro e Dallagnol foi publicado pelo site The Intercept Brasil há três semanas, mas o nome das testemunhas não havia sido divulgado. VEJA localizou os dois personagens ocultos da história: o técnico em contabilidade Nilton Aparecido Alves, de 57 anos, e o empresário Mário César Neves, dono de um posto de gasolina também em Campo Grande. Veja
Um personagem tóxico, assim Bolsonaro é reconhecido por líderes internacionais. Não bastasse não se reunir com nenhum líder importante, Bolsonaro faz uma live vexaminosa onde, além de tratar da questão dos 39 quilos de cocaína no avião presidencial, falou também na possibilidade de que o Brasil passe a exportar bijuterias de nióbio. Foi vergonhoso.
O Brasil, hoje, é motivo de piada, de deboche no mundo inteiro. Que presidente é esse? Não tem o menor traquejo, moral, porte de um estadista, ainda reduz o Brasil literalmente a pó de miséria.
Segundo o jornalista Fábio Pannunizio, âncora da Band, Bolsonaro conseguiu transformar o Brasil nas Filipinas das Américas, numa alusão ao presidente Rodrigo Duterte, motivo de vergonha internacional. Detalhe: no governo Lula, o ex-presidente foi chamado de “o cara” por Barack Obama.
Como disse Paulo Pimenta:
“A equipe falou e eu não acreditei, mas é verdade e está aqui: Bolsonaro foi ao encontro do #G20 e cita bijuterias de nióbio como exemplo de produtor para o Brasil investir e exportar”.
BRASIL, EXPORTADOR DE BIJUTERIAS
A equipe falou e eu não acreditei. Mas é verdade e está aqui: Bolsonaro foi ao Japão participar do encontro do #G20 e cita BIJUTERIAS de nióbio como EXEMPLO de produto para o Brasil investir e exportar.
Em artigo publicado nesta sexta-feira, o jornalista Reinaldo Azevedo, lembrando, anti-PT, denuncia a violência contra o ex-presidente Lula.
“Tirem Lula do caminho para que possamos passar com as instituições. Sim, é provável que o ex-presidente se beneficie com o triunfo da lei, até porque vítima de arbitrariedades escancaradas”, diz Azevedo.
“Ocorre que o que se viu até agora e o que se verá —convém se preparar para fortes emoções— apontam para a formação de um Estado paralelo, em que a legalidade depende das vontades, não as vontades da legalidade. E, nesse caso, falamos de um “Poder” (e aqui as aspas são cabíveis) que não se assenta na vontade do povo, mas no seu rancor”, afirma.
“Cumprirá ao STF enfrentar, se necessário, as facções das ruas para fazer valer a Constituição, o que relegará demiurgos, ogros e pitbulls ao rodapé da história.”, conclui.