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Uma oposição sem pauta que vive mordendo o próprio rabo

A direita, hoje, vive da arte de torcer para Lula perder. É como se alguém quisesse ganhar na loteria sem jogar.

Alguém imaginaria que aquela baba de quiabo que os reacionários utilizam “contra a corrupção” desde a farsa do mensalão daria algum caldo em 2026?

Lógico que não. a ficha corrida do principal candidato da direita, Flavio Bolsonaro, de tão grande, serve de cabana para ele fugir desse assunto.

Flavio, o Bolsonaro disciplinado, quase angelical, que é um cagado de pai, mãe, irmãos, madrasta e vizinnho, não pode abrir a boca e soltar a peçonha em ninguém, porque, além do assunto já ter enchido as medidas da população, seu grande feito na política, que é a compra de uma mansão no valor real de R$ 20 milhões, está aí a céu aberto que não há mentira engenhosa que faça com que chocolate da marca rachadinha vire ouro.

Então, aquela boca de babosa de Bolsonaro, exigindo tortura e morte a presidiários, além de calada, não tem reputação nenhuma para falar do pior dos encarcerados do Brasil.

Aquelas gorjetas gordas que a Secom de Bolsonaro distribuia para os aliados como a Jovem Pan e congêneres, não existem mais.

Ou seja, a mão de Roma não está mais sobre a cabeça de nenhum podcast bolsonarista, garantindo as burras dos bolsos dos salafrários, nem os auxiliares daquela legião de demônios, que são os diabos menores do esquema bolsonarista que recebiam esmolas poupudas dos bancos estatais controlados pelo genocida.

O novo Bolsonaro, dançarino de boca fechada, não causa frisson a qualquer concepção de direita no Brasil. O cara é uma espécie de rei da salsicha que, quem sabe a forma como é fabricada, vomita na hora.

Então, meus caros, deem-me licença para dizer que esse conto do vigário de calças curtas nem para espinotear contra o governo Lula, presta.

Para ser ainda mais cruel, a realidade mostra que figuras como Trump e Milei, hoje, não somariam nada para a imagem de Flavio, ao contrário, os dois se tornaram figuras tóxicas para o bolsonarismo que não há “cientista político” que consiga explicar essa pasmaceira que se assiste dos quatro candidatos de direita que vegetam brigando entre si em suas campanhas eleitorais por um naco de votos.


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Política

Bolsonaro perderá a oportunidade de emplacar mais um filho no Senado em troca de uma improvável vitória de Flavio na disputa presidencial?

Ainda está no alcance de nossa memória, Bolsonaro dizendo que, se tivesse domínio sobr o Congresso, não precisaria ter ele ou gente dele na Presidência da República.

A matemática de Bolsonaro sempre foi objetiva e simples: não se faz fortuna sem poder, e ter no Senado três membros de sua família, Flavio, Carluxo e Michelle, ou seja, a tríplice picaretagem dentro da correria do Congresso, já seria meio caminho andado para sua ambiciosa busca pelo grande poder dentro do Estado brasileiro.

Por isso, Bolsonaro dificilmente aceitaria que Flavio saísse da disputa de mãos abanando e com risco iminente de ir para a cadeia

Qualquer outro candidato à presidência fora da família, sendo de direita, ou extrema direita jamais terá qualquer apoio de Jair Bolsonaro, porque ele não vai querer perder o espólio de líder de uma direita totalmente depalperada e, por isso mesmo, direta ou indiretamente, o faz como o grande patrão do lixão.

Bolsonaro não é ingênuo a ponto de entregar a rapadura nas mãos de Tarcísio, menos ainda de Zema ou Caiado. Na verdade, esse dualismo irredutível entre se colocar como extrema direita e ser contra a ascensão de um candidato de direta nesse campo político, porque ele sabe que será sumariamente traído e terá sua liderança definitivamente cancelada.

Ou seja, Bolsonaro não mistura as coisas, não filosofa princípios republicanos, muito menos os de lealdade partidária, nunca o fez, sempre preferiu a solidão para buscar uma força individual, mesmo que tumultuasse o ambiente nos inúmeros partidos que trafegou.

Seu pensamento, portanto, equivale à sua própria trajetória. Pobre de ação em benefício do Brasil e dos brasileiros, mas muito rica no tempo em busca de um lugar que lhe some ganhos. Daí um clã inteiro colocado na política como num jogo de xadrez.

Todos sabem que o poder afortunou toda a fauna familiar, sempre com um pensamento primitivo e um caminho absolutamente lodado no fundo do esgoto do baixo clero.

Nada na vida política de Bolsonaro “veio a calhar”, tudo foi farejado pelo cachorro louco para utilizar, de forma teratológica, disciplinada para subir degraus de poder sem a menor preocupação com sua reputação, contanto que, no fundo do escuro do poder, o cofre do clã aumentasse o formidável peso da massa de dinheiro que eles acumularam e pretendem acumular ainda mais.

Ou seja, minha gente, ainda tem muita água de esgoto para correr no campo da direita.


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Política

Da Papudinha ao vácuo de Trump: Como a obsessão golpista de Bolsonaro continua a custar caro para o Brasil

Enquanto Jair Bolsonaro cumpria 27 anos e três meses de prisão na ala especial da Papudinha — cela improvisada no Batalhão da PM dentro do Complexo da Papuda, em Brasília —, a obsessão por poder não arrefeceu. Condenado pelo STF como líder de uma organização criminosa que tramou golpe de Estado e a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, o ex-presidente transformou a prisão em um bunker político, coordenando de dentro da cela as articulações para 2026.

Do outro lado do mundo, Donald Trump, sob forte influência de Benjamin Netanyahu, mergulhava de cabeça na escalada militar contra o Irã. Ameaças explosivas de “retornar o Irã à Idade da Pedra” ecoavam na Casa Branca, respondidas por promessas iranianas de humilhação americana. O conflito monopolizava a agenda presidencial, criando um perigoso vácuo de poder.

Nesse vácuo, assessores e intermediários se apossaram do nome Trump para tocar agendas pessoais e ideológicas. Um caso emblemático foi o de Darren Beattie, assessor do Departamento de Estado para o Brasil. Em março de 2026, o Itamaraty revogou seu visto após descobrir que a viagem “oficial” sobre terras raras escondia, na verdade, um encontro secreto com Bolsonaro na Papudinha — visita que Alexandre de Moraes vetou por completo. Beattie, já polêmico, reapareceu meses depois no Caso Ramagem.

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin e ex-deputado, condenado a 16 anos pelos mesmos crimes de organização criminosa, golpe e tentativa de abolição do Estado Democrático, havia fugido para os EUA. Preso pelo ICE em Orlando em 13 de abril de 2026 por visto expirado, ele foi solto dois dias depois, sem fiança, graças a um pedido de asilo em tramitação. Eduardo Bolsonaro — cassado por excesso de faltas e operando do exterior — e o jornalista Paulo Figueiredo articularam diretamente com Beattie, que interveio para viabilizar a liberação. O episódio detonou uma crise diplomática: os EUA exigiram a saída de um delegado da PF envolvido na cooperação; o Brasil retaliou com expulsão de credenciais americanas e ameaças de reciprocidade por ingerência explícita.

Outro assessor próximo de Trump, o italiano Paolo Zampolli, propôs à FIFA, em nome da administração americana, substituir a seleção do Irã pela eliminada Itália na Copa do Mundo de 2026. A ideia, motivada por preferência futebolística e pelo desejo de aproximar Trump da premiê Giorgia Meloni em plena crise iraniana, foi revelada pelo Financial Times e expôs o uso leviano — quase surreal — da influência da Casa Branca para caprichos pessoais.

No mesmo turbilhão, Flávio Bolsonaro viajou aos EUA ao lado de Eduardo para discursar na CPAC e em eventos conservadores. Acusado de “lesa-pátria”, ele ofereceu terras raras brasileiras como alternativa à China, pediu monitoramento internacional das eleições de 2026 e pressão diplomática contra o Judiciário brasileiro. A família e seus aliados operam freneticamente para pavimentar o caminho de Flávio à Presidência, embora sem qualquer acesso real aos “muros da Casa Branca”. Encontro direto de Lula com Trump? “Nem pensar”, como repetem Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.

O padrão é alarmante: ao mesmo tempo que Bolsonaro, preso, se agarrava à sobrevivência política e Trump se perdia na fúria contra o Irã, uma rede de filhos, assessores e operadores paralelos agia em nome alheio, gerando atritos diplomáticos, retaliações e constrangimentos internacionais. Beattie, Ramagem, Zampolli e as articulações dinásticas ilustram como interesses pessoais e ideológicos se sobrepuseram ao Brasil — e, em parte, ao próprio governo Trump.

Enquanto o país enfrentava desafios reais, a família Bolsonaro priorizava preservar influência, construir uma sucessão dinástica via Flávio e transformar a condenação por golpe em narrativa de “perseguição” e combustível eleitoral. A Papudinha virou o epicentro sombrio de uma articulação condenada como crime, mas que segue ativa, disfarçada de “resistência”.

GRAVE! Vazou na Folha de São Paulo o plano de Flávio Bolsonaro de congelar o valor da aposentadoria, do BPC para idosos, autistas e PCDs e também o orçamento do SUS. Podem tentar pintar com todos os tons de “moderação”, mas esse é o projeto do bolsonarismo: sacrificar o povo em nome dos privilegiados. Nunca as diferenças foram tão evidentes!

As primeiras sinalizações da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para a área econômica já demonstram que a população mais vulnerável terá que pagar a conta para que a Faria Lima fique satisfeita. Embora ainda não haja um plano formal apresentado, declarações de aliados e integrantes da equipe indicam que o caminho pretendido pode envolver cortes relevantes em gastos sociais e mudanças estruturais que afetam diretamente aposentados, trabalhadores e serviços públicos.

O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou recentemente que o modelo atual “está estourando” e defendeu a necessidade de revisitar tanto a Previdência quanto a legislação trabalhista. A fala, no entanto, deixa clara a intenção da retomada de reformas que podem reduzir direitos, especialmente em um contexto de alta vulnerabilidade social.

O resultado é devastador: um ex-presidente condenado por tentar destruir a democracia para se eternizar no poder continua, mesmo atrás das grades, usando o que resta de sua rede para preparar o retorno — custe o que custar ao Brasil. O país, mais uma vez, paga a conta de uma obsessão golpista que a sentença não conseguiu extinguir.

Como advertia Darcy Ribeiro: “Não há lugar melhor para se fazer um país como este, mas tem uma classe dominante ruim, ranzinza, azeda, medíocre, cobiçosa, que não deixa o país ir pra frente”.


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Política

Zema é candidato à presidência da República ou à presidência do STF?

Zema quer convencer quem com essa ladainha modorrenta contra o STF?

A guerra de Zema com o ministro Gilmar Mendes e outros ministros do STF é para a sua disputa à presidência da República ou à presidência do Supremo?

Se está bancando o carregador de chuteiras do miliciano carioca, não precisaria se colocar na disputa presidencial.

Quem está interessado nessa teatralidade jeca que ele resolveu produzir para fazer espuma?

Que horas ele falará com os 215 milhões de brasileiros sobre suas prpostas para o Brasil?

Ficará nessa superfície plana atacando o STF e, junto, os pobres, o Bolsa Família, o SUS, sem dizer a que veio na sua disputa presidecial?

Um troço desse não tem qualquer valor estratégico, mesmo com a exposição de mídia, Zema  está em disputa com Caiado pelos 3% que parecem sarisfazer o camarada.

Isso acontece em pesquisa amiga para abastecer o apetite do bolsonarismo em disputa não com Lula ou com a esquerda, mas com os quatro candidatos da direita. O sujeito está fazendo uma campanha experimental à presidência da República?

Porque não pode falar do próprio governo e do “grande gestor” que dobrou o tamanho da dívida pública de Minas Gerais e aumentou seu próprio salário em 300%, arrotando contenção de gastos?

Nem a direita isolada com a palidez de Flavio enxerga nesse nulo algo que poderia contribuir para retirar votos de Lula para que o presidente não vença no primeiro turno.

Mas parece que a causa de pauta única do embuste mineiro são os métodos do STF, numa súbita campanha direcionada a Gilmar Mendes que não tem valor político nenhum. mas vai dizer isso àquele cabeça de bretão que assumiu o papel de analfabeto funcional.


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Política

Redução de salários e bolsa patrão: PL, partido de Flavio tenta frear escala 6 x 1 na Câmara

Sóstenes apoia ideia de Zema e Nikolas para dificultar aprovação do projeto

Aproposta de alteração da jornada de trabalho no Brasil avança na Câmara dos Deputados após ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (22), mas o PL aposta em criar dificuldades para aprovação, que condiciona o apoio à apresentação de uma bolsa patrão para colocar o projeto em prática.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), sinalizou que a aprovação da medida depende de concessões do governo.

“Ou o governo abre o cofre para aprovar o texto ou vai ter muita dificuldade aqui na Câmara”, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo.

A ideia não é nova: Nikolas Ferreira também já havia defendido uma espécie de compensação, chamada de bolsa-patrão pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

O próximo passo é a instalação de uma comissão especial, prevista para ocorrer nos próximos dias por determinação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O colegiado será responsável por debater o conteúdo da proposta e analisar eventuais modificações antes de submetê-la ao plenário.

Além disso, a oposição quer mudar o regime de pagamentos adotando o modelo de pagamento por hora trabalhada, defendido pelo patronato e incorporado ao debate eleitoral por Romeu Zema (Novo). Assim, a escala viria acompanhada de redução de salários.

Integrantes do PT resistem a discutir mecanismos de compensação direta às empresas, como desonerações fiscais, mas reconhecem internamente a necessidade de construir alternativas para reduzir a oposição no Congresso.

Entre as possibilidades ventiladas nos bastidores estão acordos com setores específicos da economia e o uso de linhas de crédito do BNDES para empresas impactadas pela mudança.

A oposição considera ainda o uso de recursos regimentais para prolongar a tramitação. Segundo a Forum, deputados contrários à proposta estudam utilizar todas as sessões de discussão disponíveis — que podem chegar a 40 —, o que deslocaria a votação final para o segundo semestre.


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Política

Flavio projeta a degola dos aposentados, denuncia a Folha

O slogan de campanha do patrão de Rio das Pedras, que nunca trabalhou na vida, ficando milionário com a sua maravilhosa fábrica de chocolate, que fabricava dinheiro de peculato e formação de quadrilha, na surdina, prepara uma cama de gato contra os trabalhadores e aposentados, inspirado em ninguém menos que Javier Milei, que, na mais recente pesquisa, publicada, inclusiveno Brasil no ranking dos presidentes latino-americanos, o anarcocapaitalista e sua motoserra são repudiados, enxovalhados, defenestrados pela imensa maior parte dos argentinos, com 60% de desaprovação, rejeição, repúdio.

Sim, Flavio Bolsonaro quer o famoso efeito orloff para o Brasil em que tudo de ruim que acontece hoje na Argentina, aconteceria amanhã no Brasil, se Flavio vencesse a eleição. Mas perderá para Lula, e perderá feio, porque opera nos bastidores do PL tentando inutilmente barrar o fim da escala 6 x 1, que Lula tem trabalhado incessantemente para pôr fim em favor dos trabalhadores.

A Folha trouxe dados alarmantes sobre a política de Flavio de que “aposentado bom é aposentado morto”, sem falar no corte de todos os benefícios e avanços sociais do governo Lula para a população em geral.

É duro ver um sujeito que nunca pregou um prego no sabão durante toda a vida de mamatas e rachadinhas, tramar contra o ganho dos aposentados.

Na verdade, ele apenas está copiando o papai que, todos sabem, tem como slogan que poder é fortuna, sobretudo pelo lobby que sempre fez a favor dos milionários, principalmente para a indústria bélica.

Sentindo o azedo do refluxo que a reportagem da Folha produziu contra a candidatura desse infeliz, correu para tentar cercar o leite derramado. Tarde demais.

O Brasil já sabe o que Flavio trama contra os aposentados, para tirar todos os benefícios de quem trabalhou de sol a sol uma vida inteira para ter uma aposentaria digna.

Ou seja, o trabalhador, o operário e os pobres são, na realidade, o tal sistema que essa corja, liderada por Jair, diz combater.


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Política

Fim da escala 6 x 1 dá um nocaute na direita

Apertem os cintos, a direita sumiu.

Entre o patrão que banca a campanha do deputado de extrema direita ou a reeleição do mesmo, a direita preferiu um vão para fugir de si mesmo.

Na verdade, a defesa dos interesses do patrão e a defesa da reeleição do deputado de direita fizeram com que virassem inimigos de alma. Não há como vender terrorismo financeiro em defesa da escravidão fofa.

Qualquer brasileiro, hoje, defende o fim da escala 6 x 1. Ou seja, ninguém quis assinar o não contra o fim da escala. Aquela barulheira toda que se vê nas redes sociais dos parlamentares de dieita, foi transformada, na votação da CCJ pelo fim da 6 x 1, em  um silêncio sepulcral.

Foi um silêncioso afã desagregador da direita, uma erosão demolindo as orgulhosas montanhas de certezas contra o fim da escravidão moderna.

Isso não nivela uma ruga sequer entre direita e esquerda. Todos sabem que a direita é uma cruel inimiga do trabalhador, do explorado, do atacado em sua humanidade.

Rasgar seus manifestos contra o fim da escala 6 x 1, teve um acabamento de uma montanha esmoída, aplastada, nivelada, desbarrancada.

Falando em português claro, esse migué de não comparecer na votação desintegrou a estratégia da direita na disputa eleitoral que acabou valendo um voto contrário aos interesses dos trabalhadores sem agradar os patrões.

Foi uma atitude de utilidade nula diante da comoção nacional pelo fim  da escala de exploração.

Ao fim e ao cabo, a direita ficou sem um solo amável, sem agradar os patrões patrocinadores, menos ainda os trabalhadores, o que significa uma cagada generalizada que refletirá nas urnas em outubro.

A esquerda sai fortalecida, Lula, nem se fala.


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Mendonça trava julgamento no STF contra Eduardo Bolsonaro

O ministro André Mendonça pediu vista e suspendeu, nesta quarta-feira (22), o julgamento no Supremo Tribunal Federal que analisa a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por difamação contra a deputada Tabata Amaral. O caso tramita no plenário virtual da Corte, ambiente em que os ministros depositam seus votos eletronicamente dentro de um prazo definido.

O julgamento havia sido iniciado na última sexta-feira (18). Até a interrupção, o placar estava em 4 votos a 0 pela condenação, acompanhando o voto do relator, Alexandre de Moraes. Também já haviam se manifestado os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e a ministra Cármen Lúcia, todos no mesmo sentido.

A ação teve origem em uma queixa-crime apresentada por Tabata em 2021. Na ocasião, Eduardo Bolsonaro afirmou, em uma rede social, que um projeto de lei de autoria da deputada, voltado à distribuição de absorventes íntimos, teria como finalidade atender a interesses de uma empresa fabricante de produtos de higiene.

Com o pedido de vista, o julgamento fica suspenso. Pelo regimento interno do STF, Mendonça pode manter o processo sob análise por até 90 dias antes de devolvê-lo ao plenário, quando a votação será retomada a partir do estágio em que foi interrompida, segundo o dcm.

Em seu voto , Moraes entendeu que a declaração atingiu a reputação da parlamentar e configurou o crime de difamação. O relator propôs a fixação da pena em um ano de detenção, em regime inicial aberto, além do pagamento de multa.


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Brasil Mundo

O que EUA fizerem conosco, vamos fazer com eles, diz Lula sobre credencial de americano

Presidente diz esperar que estejam dispostos a voltar a conversar para coisas voltarem à normalidade

O presidente Lula (PT) elogiou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pelo bloqueio das credenciais de um agente de imigração americano após o governo de Donald Trump ordenar a retirada de um delegado brasileiro dos Estados Unidos.

“Parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade. Ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”, disse Lula nesta quarta-feira (22).

A fala foi feita durante encontro entre Lula, Andrei e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, no Palácio da Alvorada. Os três participavam da assinatura da contratação de mil novos policiais federais.

O governo Trump informou na manhã desta quarta que o policial, que trabalhava no setor de imigração dos EUA, teria atuado para manipular o sistema de imigração e “contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território” americano.

Mais cedo, Andrei afirmou em entrevista à Globonews que o bloqueio ao sistema de dados da PF contra o servidor americano vai durar até que seja esclarecido o motivo que levou os EUA a tomarem as atitudes contra o agente brasileiro.

Como mostrou a Folha, o policial em questão seria o delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho, que atua em Miami. Ele é adido da PF na cidade e teve participação no caso que levou à prisão do ex-delegado federal e ex-deputado Alexandre Ramagem, na semana passada pelo ICE, a agência de imigração dos EUA. Ramagem, que é considerado foragido no Brasil, foi solto dois dias depois, na quarta (15).

Durante passagem por Hannover (Alemanha) na terça (21), Lula já havia afirmado a jornalistas que, se fosse identificado abuso por parte das autoridades americanas com o policial, o Brasil tomaria medidas de reciprocidade contra os EUA.

“Queremos fazer as coisas da maneira mais correta possível, mas não podemos aceitar esse tipo de ingerência que alguns personagens querem ter em relação ao Brasil”, disse o presidente, antes de seguir para a última etapa de sua viagem à Europa, Portugal.

*ICL


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Brasil Mundo

PF retira credencial de americano que estava no Brasil

Decisão foi apresentada pela PF como um “ato de reciprocidade” depois da expulsão de um delegado brasileiro nos EUA, no início da semana

Num ato de reciprocidade diante da expulsão de um delegado da Polícia Federal que estava nos EUA, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que está retirando a credencial de um servidor americano que está no Brasil e que atua no setor de imigração.

O gesto foi tomado pelo chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que explicou à reportagem a lógica que deu base para sua ação.

Segundo ele, o servidor americano ficará sem acesso a certas informações e aos sistemas informáticos. Ele também terá seu crachá retirado e não poderá ter acesso ao prédio da PF.

Andrei Rodrigues explicou que não expulsou o americano por conta de não ter, até agora, recebido uma comunicação oficial por parte dos EUA de que seu delegado também teria sido expulso. O que existe, segundo ele, é apenas uma declaração por redes sociais.

“Por esse motivo, o que eu posso fazer até aqui é uma suspensão do servidor americano, até que haja algo oficial”, explicou.

Para o chefe da PF, seu papel é o de tomar uma medida de “reciprocidade policial”. O restante terá de ser decidido pelo Itamaraty.

Itamaraty explica
Num comunicado, o Ministério das Relações Exteriores explicou a medida adotada pelo Brasil.

Diante da confirmação da informação de que oficial de ligação da Policia Federal brasileira junto ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), em Miami, foi comunicado verbalmente pelo governo dos Estados Unidos sobre a interrupção imediata do exercício de suas funções oficiais em território norte-americano, representante da embaixada daquele pais foi convocada ao Ministério das Relações Exteriores no final da tarde de ontem (21).

O agente brasileiro atuava com base em memorando de entendimento firmado entre os dois governos sobre a facilitação do intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança.

A representante da embaixada norte-americana foi informada, também verbalmente, que o governo brasileiro aplicará o principio da reciprocidade diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso, como prevê o parágrafo 7.3 do memorando de entendimento bilateral que regula essa modalidade de cooperação policial.

A medida tampouco observa a boa prática diplomática de diálogo entre nações amigas, como o Brasil e os Estados Unidos, ao longo de mais de 200 anos de relação. Os termos da aplicação da reciprocidade foram também transmitidos verbalmente à representante da embaixada, e envolvem a interrupção imediata do exercício de funções oficiais de representante norte-americano de area homologa em território brasileiro.

A crise, ainda assim, aprofunda o mal-estar entre os dois países. Mas o gesto era considerado como inevitável, já que deixar a atitude da Casa Branca sem resposta poderia sinalizar uma fraqueza por parte de Brasília quanto a defesa da soberania.

O caso ainda se transforma no pior momento na cooperação entre as polícias do Brasil e dos EUA em anos. Os dois países têm um acordo para a atuação conjunta de suas forças policiais e, no caso de uma crise, os mecanismos previam já a possibilidade da suspensão da troca de informações ou mesmo a expulsão de um adido.

Na segunda-feira, o governo Trump anunciou que solicitou a expulsão de um “funcionário brasileiro” nos EUA. Tratava-se de Marcelo Ivo, delegado da Polícia Federal em Miami e que teve uma atuação na operação que prendeu Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e que está foragido nos EUA.

A alegação foi de que Ivo tentou convencer as autoridades americanas que o caso de Ramagem era de deportação por conta de um visto vencido, e não de extradição – o que envolveria uma consideração do processo legal contra ele pelo STF.

No momento da prisão de Ramagem, a atitude da PF de dizer que o ato foi resultado de uma cooperação entre os dois países irritou a ala mais radical da Casa Branca.

O fato gerou uma mobilização de bolsonaristas que, com contatos nos EUA, conseguiram convencer a Casa Branca a liberar o ex-diretor da Abin.

Teria sido Darren Beattie – enviado de Trump ao Brasil e que foi impedido de entrar no país no mês passado depois de mentir sobre os objetivos de sua visita – quem liderou a pressão para que Ramagem fosse solto e para que o delegado da PF tivesse seu visto revogado. Foi sua revanche.

*Jamil Chade;ICL


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