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Miliciano Adriano da Nóbrega pagou R$ 80 mil pela cirurgia de Queiroz no Albert Einstein

Uma das transações financeiras ajuda a esclarecer um mistério: de onde veio o dinheiro usado pelo faz-tudo da família Bolsonaro para a retirada de um câncer.

Era antiga e umbilical a relação entre o policial militar aposentado Fabrício Queiroz, faz-tudo da família Bolsonaro, e o ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado pelo Ministério Público (MP) de chefiar um grupo de extermínio que trabalhava para uma das mais temidas milícias do Rio de Janeiro. Os dois serviram juntos na Polícia Militar, onde foram parceiros em rondas que resultaram na morte suspeita de um civil. Em diferentes eleições, eles também pediram votos para Jair Bolsonaro e seus filhos a colegas das forças de segurança e em áreas controladas por milicianos, como Rio das Pedras, na Zona Oeste da capital fluminense.

A parceria aproximou suas famílias e, de quebra, desdobrou-se para a área financeira. Pelas mãos de Queiroz, a mãe e a ex-mulher de Adriano foram contratadas para trabalhar no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro e, segundo o MP, devolveram parte dos salários que recebiam. Sob o guarda-chuva desse contrato principal, firmado no âmbito do esquema da rachadinha, Adriano e Queiroz realizaram outras transações financeiras.

Uma delas ajuda a esclarecer parte de um antigo mistério: de onde saiu o dinheiro vivo usado por Queiroz a fim de pagar a sua cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para a retirada de um câncer no cólon. O custo total da operação foi de quase 135 000 reais, quitados em espécie. Apesar de sua movimentação bancária milionária descoberta pelo Coaf, o órgão de inteligência financeira do governo federal, Queiroz sempre viveu de forma modesta.

Diante da necessidade de arcar com uma despesa médica de tal monta, sua mulher, Márcia de Aguiar, ligou para Adriano — que na época ainda não havia sido denunciado pelo MP — e pediu ajuda. O ex-capitão concordou em dar 80 000 reais ao amigo e mandou um de seus funcionários levar o dinheiro do Rio para São Paulo. A familiares, Adriano disse que ajudou Queiroz porque eles eram amigos de longa data.

Era antiga e umbilical a relação entre o policial militar aposentado Fabrício Queiroz, faz-tudo da família Bolsonaro, e o ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado pelo Ministério Público (MP) de chefiar um grupo de extermínio que trabalhava para uma das mais temidas milícias do Rio de Janeiro. Os dois serviram juntos na Polícia Militar, onde foram parceiros em rondas que resultaram na morte suspeita de um civil. Em diferentes eleições, eles também pediram votos para Jair Bolsonaro e seus filhos a colegas das forças de segurança e em áreas controladas por milicianos, como Rio das Pedras, na Zona Oeste da capital fluminense. A parceria aproximou suas famílias e, de quebra, desdobrou-se para a área financeira. Pelas mãos de Queiroz, a mãe e a ex-mulher de Adriano foram contratadas para trabalhar no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro e, segundo o MP, devolveram parte dos salários que recebiam. Sob o guarda-chuva desse contrato principal, firmado no âmbito do esquema da rachadinha, Adriano e Queiroz realizaram outras transações financeiras.
NO CRIME – Adriano: fortuna estimada em 10 milhões de reais – //Reprodução

Uma delas ajuda a esclarecer parte de um antigo mistério: de onde saiu o dinheiro vivo usado por Queiroz a fim de pagar a sua cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para a retirada de um câncer no cólon. O custo total da operação foi de quase 135 000 reais, quitados em espécie. Apesar de sua movimentação bancária milionária descoberta pelo Coaf, o órgão de inteligência financeira do governo federal, Queiroz sempre viveu de forma modesta. Diante da necessidade de arcar com uma despesa médica de tal monta, sua mulher, Márcia de Aguiar, ligou para Adriano — que na época ainda não havia sido denunciado pelo MP — e pediu ajuda. O ex-capitão concordou em dar 80 000 reais ao amigo e mandou um de seus funcionários levar o dinheiro do Rio para São Paulo. A familiares, Adriano disse que ajudou Queiroz porque eles eram amigos de longa data.

Queiroz ficou internado no Albert Einstein entre 30 de dezembro de 2018 e 8 de janeiro de 2019. Naquele período de virada de ano, três de seus filhos se hospedaram num imóvel de Adriano no Rio, recebendo os cuidados e a proteção de pessoas ligadas ao ex-capitão. A reciprocidade era uma tônica na relação entre as famílias. Raimunda Veras, a mãe de Adriano, trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio entre 2016 e 2018, quando recebeu 252 699 reais em salários e sacou 94,67%.

O porcentual abocanhado se repetiu no caso de outros servidores e indica uma espécie de meta de arrecadação. Em depoimento ao MP em setembro passado, Luiza Sousa Paes admitiu que era funcionária-fantasma e também devolvia mais de 90% do salário, em razão de um acerto com Queiroz. Ela foi a primeira servidora a reconhecer a existência da rachadinha. Seu testemunho, revelado pelo jornal O Globo, foi usado pelos promotores para denunciar Flávio Bolsonaro, Queiroz, as parentes de Adriano e mais uma dezena de pessoas por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Diferentemente de Raimunda e Luiza, Danielle da Nóbrega, ex-mulher de Adriano, vivia sob outras regras. Durante seu período no gabinete de Flávio na assembleia, ela recebeu 776 343 reais em salários e devolveu 21,38% do valor. A mordida era menor devido a uma ação entre amigos. Adriano queria que Danielle tivesse uma ocupação formal e uma fonte de renda lícita.

Para que os desembolsos dela não ficassem abaixo do cobrado de outros funcionários, ele propôs repassar a diferença a Queiroz, em dinheiro vivo, com recursos próprios. Uma reportagem de VEJA publicada no mês passado mostrou que Adriano fez uma fortuna de pelo menos 10 milhões de reais depois de trocar a PM, corporação da qual foi expulso, pelo submundo do crime. Seu faturamento mensal variava de 250 000 reais a 350 000 reais com a exploração de atividades como jogos ilegais, grilagem de terras e venda e aluguel de apartamentos construídos irregularmente. Mesmo quando se separou de Danielle, Adriano manteve o acordo com Queiroz. Os dois tratavam o emprego dela como uma espécie de pensão. Na prática, uma coisa substituía a outra.

Quando foi demitida, em 2018, Danielle pediu socorro ao ex-marido, lembrando que tinha contas a pagar. “Contava com o que vinha do seu tbm (sic)”, respondeu Adriano por mensagem. Num primeiro momento, Danielle seguiu as recomendações de Queiroz sobre como proceder em relação ao avanço das investigações. A ordem era ficar em silêncio. Com o tempo, afastou-se de Queiroz e Adriano e se recusou a receber novas orientações.

Numa conversa, ela chegou a dizer que se arrependia de ter deixado aquele dinheiro sujo entrar em sua vida. Desde o início da apuração do caso, houve um esforço para impedir que os personagens do enredo dessem explicações ao MP. A prova mais clara disso foi o fato de Frederick Wassef, à época advogado da família Bolsonaro, ter escondido Queiroz em um imóvel de sua propriedade no interior de São Paulo. Foi lá que o operador da rachadinha acabou preso, em junho passado. Essa estratégia de tirar a turma de circulação disseminou em alguns investigados a suspeita de que o objetivo principal era livrar Flávio Bolsonaro das garras da Justiça, mas não necessariamente seus antigos subordinados.

 

*Com informações da Veja

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MP: Miliciano Adriano da Nóbrega era parte do esquema criminoso do clã Bolsonaro

O Ministério Público do Rio aponta que a mulher e a mãe do miliciano Adriano da Nóbrega foram nomeadas assessoras por Flávio Bolsonaro. O MP indica que elas ajudaram a desviar mais de R$ 1 milhão.

Denúncia do Ministério Público contra o senador Flávio Bolsonaro afirma que o miliciano Adriano da Nóbrega, assassinado este ano na Bahia, fazia parte do esquema da “rachadinha” comandada por Fabrício Queiroz, assessor do então deputado estadual, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Segundo denúncia do MP, em 2007, quando Flávio contratou Queiroz, o então deputado também nomeou Danielle Mendonça da Costa como assessora. Danielle era mulher do ex-PM Adriano da Nóbrega, acusado de comandar um grupo de extermínio com milicianos no Rio e de ter participado no assassinato da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL).

Em 2015, a mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, também virou assessora parlamentar de Flávio Bolsonaro. Segundo o MP, Raimunda e Danielle eram funcionárias fantasmas.

 

*Com informações do 247

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Matéria Política

Pressionada pelas redes, mídia faz coro com a sociedade e pergunta, “Presidente, por que sua esposa, Michelle, recebeu R$ 89 mil de Queiroz?”

Mais uma vez fica claro que política é como arte, que não se move por escolha discricionária e diletante de elementos, uma crítica política é feita na inconsciência coletiva do povo.

Foi exatamente isso que fez com que a pergunta do jornalista Daniel Gullino: “Presidente, por que sua esposa Michelle recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?” ganhasse a dimensão que ganhou.

Artistas que sempre representaram a alma do povo, não entraram no coro por acaso, entraram justamente pela percepção intuitiva de que era aquela a pauta fundamental que a sociedade encontrou para desossar um presidente canalha envolvido até o pescoço, junto com sua família, num mega esquema de corrupção, somando-se às milhões de vozes nas redes sociais reproduzindo a pergunta diretamente ao presidente, que é de toda a sociedade, que o jornalista somente fez a transposição.

A grande mídia bem que tentou, paradoxalmente, proteger Bolsonaro reproduzindo o seu ataque ao jornalista e, com isso, desviando o foco do essencial que era a pergunta. Até porque grosseria com a mídia sempre marcou toda a trajetória de Bolsonaro em uníssono, ela apoiou sua candidatura em nome de um antipetismo doentio e dos interesses dos próprios barões da comunicação.

Mas não deu, o tsunami já tinha varrido as redes sociais e a pergunta do jornalista “Presidente, por que sua esposa, Michelle, recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?” já estava em pleno incêndio somando-se a milhares de memes. E a mídia, a partir de um certo horário, teve que aderir à campanha absolutamente espontânea feita pela sociedade na internet.

Lógico que o alvo dessa pergunta não é somente Bolsonaro, mas também Rodrigo Maia por sua misteriosa defesa intransigente dos crimes que envolvem toda a família em parceria com os milicianos Queiroz, Adriano da Nóbrega e cia.

Talvez a posição de Maia seja ainda mais cretina, porque trata de blindar uma quadrilha em nome dos interesses dos banqueiros que se lambuzam num governo em que Paulo Guedes é a própria cafetina do sistema financeiro. E Maia, como todos sabem, sempre foi o cortesão, se é que se pode chamar assim, dos bancos e dos grandes rentistas.

Não é simplesmente Bolsonaro que está centrifugando Maia para o seu inferno, mas sim a sociedade que faz um pacote desse câncer que está matando o Brasil com falência múltipla das instituições capturadas pelo grande capital que, por sua vez, joga todo esse conjunto de podridão no caldeirão em fervura.

Assim, a mídia acordou nesta terça-feira tendo que fazer a pergunta que a sociedade faz e pedindo a cabeça de Bolsonaro, não teve outra alternativa.

E nesse episódio fica uma lição sobre o papel das redes sociais nos dias que correm em que muita gente boa acredita erroneamente que se pode forjar um ambiente favorável ou contrário à determinada posição utilizando robôs e outros mecanismos sintéticos para convencer as pessoas de que o jogo político está ganho ou perdido, sem levar em conta a posição da sociedade que pode, num primeiro momento, ser induzida ao erro por informações falsificadoras, mas que a partir da intuição diante da realidade e com um debate qualificado, mesmo que aparentemente lento, constrói uma frente espontânea que serve como muralha contra o avanço de tiranos e corruptos, sejam eles políticos, empresários da grande imprensa, sejam milicianos, juízes e militares.

Que esse fato sirva de lição e que muitos revejam seus conceitos sobre o papel das redes sociais diante das próprias questões da sociedade.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

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Matéria Opinião

Suspeito de matar Marielle depositou 400 mil na conta de Queiroz que fez depósitos na conta de Michelle Bolsonaro.

Capitão Adriano transferiu R$ 400 mil para conta de Queiroz, estima MP-RJ.

Adriano é o miliciano que foi condecorado pelo clã por ordem de Bolsonaro a Flávio. Adriano estava preso por ter assassinado um flanelinha.

Pelo menos R$ 69,5 mil foram depositados nas contas bancárias de Queiroz por restaurantes administrados pelo miliciano e seus familiares.

Em novembro passado, Queiroz pediu que a mãe de Adriano permanecesse escondida no interior de Minas Gerais, após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) garantir o andamento das investigações sobre o esquema criminoso do gabinete de Flávio Bolsonaro, quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro.

O advogado de Queiroz, Paulo Emílio Catta Preta, também chefiava a defesa Capitão Adriano.

A mãe e a ex-mulher do Capitão Adriano eram “funcionárias fantasmas” do gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, de acordo com a investigação conduzida pelo MP-RJ.

A mãe de Adriano realizou 17 depósitos no valor total de R$ 91.796 na conta bancária de Queiroz.

Capitão Adriano era chefe da milícia que domina as comunidades de Rio das Pedras e Muzema, na zona oeste do Rio.

Queiroz e a mulher trocaram mensagens de celular que indicam que o advogado Luís Gustavo Botto Maia, responsável pelas contas eleitorais de Flávio Bolsonaro, faria uma proposta financeira a Adriano e seus familiares, em troca de silêncio do miliciano.

PF e MP encontraram ligações entre o miliciano Adriano da Nóbrega. Acusado da matar Marielle, Ronnie Lessa, era vizinho de Bolsonaro e Carlos no condomínio Vivendas da Barra.

Queiroz depositou na conta de Michelle Bolsonaro 21 cheques que somam R$ 72 mil.

Mulher de Queiroz depositou R$ 17 mil na conta de Michelle Bolsonaro quando o marido era assessor de Flávio.

Ou seja, Queiroz e a esposa repassaram R$ 89 mil para Michelle Bolsonaro.

Precisa desenhar?

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Matéria Política

Em desespero pela perda de popularidade, Bolsonaro usa chapéu de vaqueiro tentando imitar Lula

Não bastasse a tentativa de roubar um trecho da obra de transposição do São Francisco, usar o Bolsa Família com outro nome como se fosse um projeto seu, Bolsonaro, agora, vai para o tudo ou nada e tenta ser a própria imagem de Lula.

É fato que, na eleição de 2018, ele já tentou isso quando meteu na cabeça um chapéu de cangaceiro e não arrumou nada no Nordeste. Agora, que perde a olhos vistos apoio de uma grande parcela da classe média no sul e no Sudeste, Bolsonaro tenta utilizar todos os tipos de artifícios para tentar catapultar sua popularidade através de comportamento mistificador.

O problema é que Bolsonaro tem horror a nordestinos e não consegue esconder isso. Sua enorme dificuldade em lidar com pobre faz dessa estratégia um calvário, mas, fazer o quê? Ele não pode deixar de arreganhar os dentes pra quem ele odeia, já que perdeu a coroa de capim seco presenteado pela maioria do seu gado.

Na realidade, o “presidente” é bom mesmo em milícia, e o Norte e Nordeste não são Rio das Pedras, terra em que Queiroz é patrão e Adriano da Nóbrega, chefe do Estado Maior. Esse é o núcleo de Bolsonaro, milicianos, assassinos de aluguel, traficantes internacionais de armas, e daí para o inferno.

Talvez o que explica esse comportamento nem seja a tentativa de buscar popularidade, mas de desviar a atenção da tragédia sanitária e econômica que o Brasil atravessa por culpa exclusiva de seu governo, já que pipoca para todos os lados uma quebradeira generalizada e, por outro lado, o país perde todos os dias mais de mil brasileiros devorados pela Covid-19, disseminada pelo próprio Bolsonaro.

Ele imagina que, imitando Lula e as políticas do PT, produzirá fatos políticos como cortina de fumaça sobre os crimes da família e a derrocada do país que é o segundo com mais mortes por Covid-19 do planeta.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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Moro pariu dois ratos, Bolsonaro e ele

Foi muito ingênuo quem imaginou que Moro, em seu depoimento à PF e MP, produziria um vendaval revolucionário. Moro é suficientemente frio para não cair nessa. Ele, por autodefesa, preferiu dar um banho de gato em Bolsonaro ou, do contrário, denunciaria sua própria gestão.

Ninguém precisa de uma inteligência tamanha para saber que não se solta rojão dentro de um container ou um buscapé na sala de visitas.

Moro e Bolsonaro estão intrinsecamente alinhados de tal forma em suas histórias recentes que um não tem como dar um passo largo sem o risco dos dois caírem. É como alguns palhaços de circo que usam bonecos amarrados aos pés para dançarem juntos.

A relação de Bolsonaro com Moro é uma cópia daquilo. Qualquer passo em falso no depoimento de Moro, pisaria numa mina e explodiria junto com Bolsonaro. Portanto, preferiu usar a tática cirúrgica da casca de banana. Então, Moro soltou a frase derradeira que se transformou em bordão da mídia, entregando o que disse Bolsonaro “que das 27 superintendências da PF, ele só queria uma, a do Rio.”

E Bolsonaro, burramente, mordeu a isca, não conseguiu segurar um dia sequer sua ansiedade para trocar o chefe da PF e, imediatamente, a portas fechadas em solenidade instantânea de posse, fez o que mais desejava, tirar do seu caminho alguém que estava criando uma verdadeira barreira para os seus planos de avanço no porto de Itaguaí, mas principalmente alguém que sabe muito sobre a milícia que atua, com sua família, nesse mesmo porto. Ou seja, há um novelo nessa questão que envolve, sobretudo a milícia de Porto das Pedras, coisa que até as pedrinhas do fundo do mar sabem. O que falta são os pontos que ligam os fatos.

Moro, que carregou até aqui, através de uma gigantesca publicidade da Globo, a imagem da estátua patriarca do combate à corrupção, não chamaria para si a responsabilidade de explicar a sua não atuação no combate à milícia durante todo o período que ficou no ministério da Justiça e Segurança Pública, muito menos traria novamente a imagem viva de Queiroz que, depositando na conta de Michele Bolsonaro, logo no primeiro escândalo revelado pelo Coaf, em que Moro achou satisfatória a explicação de Bolsonaro de que Queiroz apenas devolvia o empréstimo que fez com ele, como também não diria que deu uma prensa no porteiro para mudar a versão do seu Jair da casa 58. Menos ainda diria que se sacudiu como pôde para livrar Flávio Bolsonaro de uma série de acusações que desembocam no mesmo ponto, na milícia.

Enfim, Moro não diria nada que representasse contra Bolsonaro um tiro no próprio espelho. Bobo é quem imagina que ele não veio medindo todos os passos que daria quando saísse do ministério.

Moro pode ser burro, mas sabe muito bem jogar com a opinião pública e dar alimentos suficientemente fortes para apontar o caminho de um crime ou o de uma especulação que produza comoção nacional.

O problema de Bolsonaro não está na declaração de Moro, mas num amontoado de circunstâncias extremamente graves que cercam, por exemplo, o caso de Marielle que foi assassinada por Ronnie Lessa, seu vizinho no condomínio Vivendas da Barra.

O que Moro revelou em seu depoimento sobre a interferência de Bolsonaro apenas e unicamente na PF do Rio, sendo bastante didático ao afirmar que Bolsonaro só tem interesse nessa superintendência, mas que também trouxe, no pacote, a casa de Ronnie Lessa que está a 50 metros da casa de Bolsonaro, para compor o conjunto arquitetônico da casa 58 do seu Jair.

E por que Moro fez isso? Porque não foi ele que colocou para morar no condomínio de Bolsonaro o assassino de Marielle, muito menos foi Moro quem amarrou a sociedade entre Ronnie Lessa e Adriano da Nóbrega no escritório do crime, o mesmo Adriano, considerado o patrão da milícia de Rio das Pedras. Daí o que remete novamente ao porto de Itaguaí e também ao gabinete de Flávio Bolsonaro e ao próprio Queiroz, porque o desaparecido costuma se esconder em Rio das Pedras. Queiroz era o homem que não só fazia o serviço de coleta do esquema de rachadinha, como também a ponte entre o gabinete e a família do miliciano morto na Bahia.

Tudo isso e mais alguma coisa que se sabe e que não se sabe, Moro usou contra Bolsonaro, como um elefante numa loja de cristal.

E o que faz Bolsonaro? Vestiu a carapuça de elefante de uma maneira totalmente espalhafatosa e, no primeiro ato, troca o superintendente da PF do Rio, confirmando o que Moro denunciou e trazendo para si um monumento de evidências de sua relação, assim como a de seus filhos, com a morte de Marielle. Tanto isso é verdade que ontem, sem ninguém acusar, Bolsonaro fala que “estão tentando colar a morte de Marielle em mim e em meu filho, Carlos.

Isso, no barato, já que, como se sabe, treze celulares de Adriano da Nóbrega seguem sendo periciados pela mesma polícia que periciou os de Ronnie Lessa, o que levou à descoberta de que ele, além de assassino de Marielle, era o maior traficante de armamento pesado do Rio de Janeiro. Isso mesmo, o maior traficante de armas do Rio de Janeiro, que abastecia a cúpula da bandidagem carioca era vizinho de Bolsonaro que nem sabia disso e também que Lessa era o fornecedor de armamento pesado das milícias da Zona Oeste do Rio, em que Adriano da Nóbrega era o homem forte.

Os detalhes do que Moro disse na PF, que alguns esperavam, não estavam em seu depoimento, mas no trançado que a polícia já fez sobre o vizinho de Bolsonaro com as milícias que participavam do esquema do gabinete de Flávio Bolsonaro, arregimentado pelo braço direito de Bolsonaro, há mais de trinta anos, o popularmente conhecido como “cadê o Queiroz?”.

Por isso também Moro pariu dois ratos, Bolsonaro e ele próprio, porque, com seu depoimento cirúrgico, mostra como ele implicaria Bolsonaro, ou seja, como ele tinha conhecimento de toda a trama que envolve o clã e como foi criminosamente omisso, muitas vezes ativamente, para proteger o patrão e a família enquanto lhe interessava.

Resta saber se, diante de um portfólio desse, o STF investirá somente sobre Bolsonaro ou se seu cúmplice Moro sairá junto, mesmo que seja no canto da mesma foto.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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Com tantas superintendências e Bolsonaro só queria uma, a do Rio, por quê?

Bolsonaro disse a Moro, são 27 superintendências, eu só quero uma, a do Rio. Por quê?

Tanto lugar para Ronnie Lessa, por que o assassino de Marielle foi morar justo no condomínio de Bolsonaro e Carlos na Barra da Tijuca?

Tanta gente para o porteiro dizer que ouviu a voz duas vezes no interfone que liberou a entrada de Élcio de Queiroz, comparsa do Ronnie Lessa, no dia do crime de Marielle e o porteiro afirmou que ouviu justo a voz de seu Jair da casa 58?

Tanta gente para Ronnie Lessa ser sócio no “Escritório do Crime” e ele vai ser sócio logo de Adriano da Nóbrega, que tinha irmã e mãe trabalhando no esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro, com intermediação do miliciano Queiroz, que fazia os depósitos do esquema nas contas de Flávio e Michelle Bolsonaro?

Tanta coisa para a polícia descobrir nos celulares periciados de Ronnie Lessa e foi descobrir que o miliciano Adriano da Nóbrega era o patrãozão de Rio das Pedras onde Queiroz costuma se esconder?

Hoje, Bolsonaro praticamente botou na boca da imprensa coisas que ninguém cogitou contra ele, principalmente sobre o caso Marielle: “O Rio é o meu estado. Acusaram meus filhos e a mim de termos participado da morte de Marielle. Vocês têm noção da gravidade disso?” perguntou Bolsonaro.

Bolsonaro ainda disse: “o superintendente do Rio foi trocado por questões de produtividade, e mesmo assim foi promovido para trabalhar em Brasília.”

Ocorre que Bolsonaro bateu tanto na tecla de Adélio e não trocou o superintendente de Minas por questões de produtividade, por quê?

Se Bolsonaro não está passando recibo de culpa, então, não se sabe o que é recibo.

Quem acusou Bolsonaro de mandar matar Marielle? Ninguém!

Ele ou o Carlos foram acusados de matar Marielle?

Mas quem acusou?

Não se ouviu ninguém da imprensa dizer que eles mandaram matar a Marielle.

Se Bolsonaro reage assim é porque a PF, provavelmente, chegou em alguma coisa.

Resta saber quem é o “acusaram”.

O que parece é que ele, Bolsonaro, está preocupado em evitar investigações sobre as milícias e o assassinato de Marielle.

Outra pergunta que soa até ridícula: Se Bolsonaro diz que o Superintendente do Rio foi trocado por falta de produtividade, por que ele foi promovido para o segundo cargo mais alto da PF?

Que sentido tem um nonsense desses?

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Alexandre Ramagem, ex-chefe da segurança de Bolsonaro, não sabia que o assassino de Marielle era seu vizinho?

Alexandre Ramagem, ex-chefe da segurança de Bolsonaro, deixou Adélio esfaqueá-lo, mas foi mantido no comando da segurança junto com toda a equipe? Que sorte a desse moço!

Mas o mesmo Ramagem não teve a preocupação de saber ao menos quem eram os vizinhos mais próximos de Bolsonaro?

Ronnie Lessa, assassino de Marielle, morava a 50 metros da casa de Bolsonaro. Da varanda de sua casa ele visualizava o quarto de Bolsonaro.

Lessa, além de tudo, era o maior traficante de armas do Rio, foi sócio de Adriano da Nóbrega no escritório do crime e tinha trâmite em todas as milícias das zonas Norte e Oeste do Rio, justamente porque traficava armas de grosso calibre, conforme denunciado pela polícia depois de encontrar 117 fuzis em sua posse.

Nada disso foi descoberto pelo sujeito que Bolsonaro quer colocar no comando da PF?

Como disse o próprio Bolsonaro quando perguntado sobre nomear chefe da PF o amigo do filho Carlos Bolsonaro, “e daí?”.

Aí é debochar da cara do gado.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Rachadinha de Flávio Bolsonaro financiou prédios ilegais da milícia no Rio

O investimento para as edificações levantadas por três construtoras foi feito com dinheiro de “rachadinha”, coletado no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, como afirmam promotores e investigadores sob a condição de anonimato. O andamento das investigações que fecham o cerco contra o filho de Jair Bolsonaro é um dos motivos para que o presidente tenha pressionado o ex-ministro Sergio Moro pela troca do comando da Polícia Federal no Rio, que também investiga o caso, e em Brasília.

O inquérito do Ministério Público do Rio, que apura fatos de organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato (desvio de dinheiro público) pelo filho de Bolsonaro segue em sigilo. O Intercept teve acesso à íntegra da investigação. Os investigadores dizem que chegaram à conclusão com o cruzamento de informações bancárias de 86 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema ilegal, que serviu para irrigar o ramo imobiliário da milícia. Os dados mostrariam que o hoje senador receberia o lucro do investimento dos prédios, de acordo com os investigadores, através de repasses feitos pelo ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega – executado em fevereiro – e pelo ex-assessor Fabrício Queiroz.

Denúncia

O esquema funcionaria assim:

• Flávio pagava os salários de seus funcionários com a verba do seu gabinete na Alerj.

• A partir daí, Queiroz – apontado no inquérito como articulador do esquema de rachadinhas – confiscava em média 40% dos vencimentos dos servidores e repassava parte do dinheiro ao ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, apontado como chefe do Escritório do Crime, uma milícia especializada em assassinatos por encomenda.

• A organização criminosa também atua nas cobranças de “taxas de segurança”, ágio na venda de botijões de gás, garrafões de água, exploração de sinal clandestino de TV, grilagem de terras e na construção civil em Rio das Pedras e Muzema.

• As duas favelas, onde vivem mais de 80 mil pessoas, ficam em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, e assistiram a um boom de construções de prédios irregulares nos últimos anos. Em abril do ano passado, dois desses prédios ligados a outras milícias desabaram, deixando 24 mortos e dez feridos.

• O lucro com a construção e venda dos prédios seria dividido, também, com Flávio Bolsonaro, segundo as investigações, por ser o financiador do esquema usando dinheiro público.

Condecorado por Flávio Bolsonaro com a Medalha Tiradentes, principal honraria do Rio, o ex-caveira Adriano da Nóbrega foi morto a tiros em fevereiro em um controverso cerco policial no interior da Bahia com indícios de queima de arquivo. Foragido da Justiça, o ex-capitão estava escondido no sítio de um vereador bolsonarista. Os diversos celulares do miliciano ainda aguardam por perícia.

As investigações do MP revelaram que os repasses da rachadinha chegavam às mãos do capitão Adriano por meio de contas usadas por sua mãe, Raimunda Veras Magalhães, e sua esposa, Danielle da Costa Nóbrega. As duas ocupavam cargos comissionados no gabinete do deputado na Alerj entre 2016 e 2017. Ambas nomeadas por Queiroz, amigo do ex-capitão dos tempos de 18º batalhão da Polícia Militar, Jacarepaguá.

Segundo o MP, a mãe e a mulher de Adriano movimentaram ao menos R$ 1,1 milhão no período analisado pela investigação, amealhado com o esquema de rachadinha por meio de contas bancárias e repasses em dinheiro a empresas, dentre as quais dois restaurantes, uma loja de material de construção e três pequenas construtoras.

Com sede em Rio das Pedras, as construtoras São Felipe Construção Civil Eireli, São Jorge Construção Civil Eireli e ConstruRioMZ foram registradas, segundo o MP, em nome de “laranjas” do Escritório do Crime. O dinheiro então chegava aos canteiros de obras ilegais por meio de repasses feitos pelo ex-capitão aos laranjas das empresas.

O papel de “investidor” nas construções da milícia ajudaria a explicar a evolução patrimonial de Flávio Bolsonaro, que teve um salto entre os anos de 2015 e 2017 com a aquisição de dois apartamentos: um no bairro de Laranjeiras e outro em Copacabana, ambos na zona sul do Rio. Os investimentos também permitiram a compra de participação societária numa franquia da loja de chocolates Kopenhagen.

Flávio entrou na vida política em 2002, com apenas um carro Gol 1.0, declarado por R$ 25,5 mil. Na última declaração de bens, de 2018, o senador disse ter R$ 1,74 milhão. A elevação patrimonial coincide com o período em que a mãe e a mulher do ex-capitão estavam nomeadas em seu gabinete.

O papel de Adriano

A ligação do ex-capitão com as pequenas empreiteiras envolvidas no boom da verticalização em Rio das Pedras e Muzema foi levantada em meio à investigação sobre as execuções da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, na noite de 14 de março de 2018. Foi a partir das quebras de sigilos telefônicos e telemáticos dos integrantes do Escritório do Crime que os promotores descobriram que o grupo paramilitar havia evoluído da grilagem de terras à construção civil, erguendo prédios irregulares na região e, assim, multiplicando seus lucros.

Adriano da Nóbrega e dois outros oficiais da PM integrantes do grupo – o tenente reformado, Maurício da Silva Costa, e o major Ronald Paulo Alves Pereira – usaram, segundo os promotores, nomes de moradores de Rio das Pedras para registrar as construtoras na junta comercial do Rio de Janeiro. A estratégia de usar “laranjas”, segundo o MP, foi adotada para tentar dar legitimidade às atividades do Escritório do Crime na construção civil.

A descoberta foi usada pelos promotores como base para a abertura do inquérito que resultou na Operação Intocáveis – nome escolhido numa referência às patentes de oficiais da Polícia Militar ostentadas pelos chefes da organização criminosa. A ação contra a milícia foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MP, o Gaeco, e desencadeada, em janeiro de 2019, como forma de fechar o cerco à milícia suspeita de arregimentar os assassinos da vereadora do PSOL. Na ocasião, o ex-capitão Adriano e outros 12 suspeitos tiveram as prisões decretadas.

Dados do inquérito a que tive acesso comprovam que Adriano, Costa e Pereira eram os “donos ocultos” das construtoras ConstruRioMZ, São Felipe Construção Civil e São Jorge Construção Civil. As três empresas foram registradas na junta comercial no segundo semestre de 2018, respectivamente, em nome Isamar Moura, Benedito Aurélio Carvalho e Gerardo Mascarenhas, conhecido como Pirata. Os três “laranjas” foram presos na operação policial, juntamente com os oficiais da PM Costa e Pereira.

Numa das interceptações, o miliciano Manoel de Brito Batista, que atuava como uma espécie de gerente das obras, alerta em tom ameaçador a um interlocutor que o questiona sobre um prédio recém erguido na favela Rio das Pedras: “Eu tenho oito apartamentos naquele prédio, o resto é tudo do Adriano e do Maurício. Entendeu? Você procura eles e fala com eles, entendeu? Não adianta ficar me mandando mensagem”. Batista também foi preso na Operação Intocáveis.

 

 

*Do Intercept Brasil

 

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Milícia ligada ao clã Bolsonaro pressiona comerciantes de Rio das Pedras a reabrir as portas

A Globo fez uma denúncia hoje sobre a atuação da milícia na região do Rio da Pedras e Muzema ligada à família Bolsonaro. A milícia, que tinha como patrão Adriano da Nóbrega, sócio do vizinho de Bolsonaro, Ronnie Lessa, assassino de Marielle, é a mesma que escondeu Queiroz por motivos óbvios.

A zona Oeste, aonde se encontram essas milícias é a mesma onde se concentram mais pessoas infectadas pelo coronavírus no Rio.

Segundo a reportagem do Bom dia Rio, da Globo, comerciantes dessas áreas denunciaram que milicianos estão fazendo ameaças para que mantenham as portas do comercio abertas durante a pandemia de coronavírus.

Na Zona Oeste, a TV Globo flagrou funcionamento normal do comércio na Gardênia Azul, Rio das Pedras e Muzema. Sem se identificar, os moradores relatam como milicianos agem na região.

Com boletos, a cobrança da milícia chega em casa, com o nome do morador, no Itanhangá. Algumas famílias, sem dinheiro para manter o básico, continuam ameaçadas.

“Por causa do vírus, a gente não pode pagar nem as contas, quanto mais eles. Outro dia, faltou até o do pão, para tomar café de manhã, aí vão lá em casa para pegar dinheiro? Não tem como”, desabafou outro morador.

“Eles vão sempre à noite, um deles encapuzado, um assim mais gordo, outro mais moreno e outro mais forte, entendeu? São três que foram lá em casa, para pegar R$ 30”, diz. (…)

Vídeo:

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2020/04/17/milicia-obriga-reabertura-do-comercio-para-recolher-taxa-em-comunidades-do-rj.ghtml

 

*Com informações do G1