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Vídeo – A próxima vítima: O homem que sabia demais

Uma coisa está mais do que escancarada hoje no Brasil. Se o país não tem um governo oficial que funcione como tal, tem dois paralelos.

Um, o do mercado, que na verdade, é o garante que trabalha prioritariamente com um contrato com Paulo Guedes, o homem indicado pela oligarquia. Pode-se dizer também que, no mesmo contrato, está incluída a grande mídia, somada aos generais do governo que ajustam a missão de entregar o país nas mãos do grande capital.

Digamos que eles, os generais, são órgãos autárquicos auxiliares trabalhando como vice-ditadores, subditadores, infraditarores, cada qual com sua atribuição estatutária seguindo a própria lei do mercado que tem código, prazo fixado e área regulada por autorização do mesmo.

No entanto, isso não impossibilita que o outro governo paralelo funcione livremente, o que é formado pelo clã Bolsonaro, neste somente a família miliciana bule. Assim, um não avança no território do outro e muitas vezes trabalham com ações cruzadas, combinadas entre a ala miliciana e a do mercado. O resto do governo é a bagunça que todos conhecem, nada funciona.

Por exemplo, quando os homens do dinheiro não estão muito satisfeitos com o andamento das reformas ou outros interesses do mercado, a Globo é acionada para dar uma prensa em Bolsonaro, mostrando a ponta do iceberg de um grande esquema do clã, principalmente ligado à milícia.

Bolsonaro entende o recado, aciona Guedes para que ele resolva a pendenga com os patrões.

Nada no governo Bolsonaro ligado ao clã tem começo, meio e fim. O que se tem é o começo e o fim e a mão invisível do mercado que, através da mídia e do aparelho judiciário do Estado, some com o miolo da história.

Essa parte está a cargo de Moro, mais conhecido como capanga da milícia por cumprir o papel de limpa trilho do conteúdo central das histórias escabrosas que envolvem o clã.

Por exemplo, Ronnie Lessa, assassino de Marielle, morador do mesmo condomínio em que Bolsonaro e Carlos têm casas, jamais foi incomodado pelos seguranças de Bolsonaro, que não são poucos e não operam somente na retaguarda física do capitão, há uma inteligência que funciona no esquema de sua segurança.

Daí fica complicado acreditar que Ronnie Lessa, o maior traficante de armas do Rio de Janeiro, assassino de Marielle, comparsa de Adriano da Nóbrega do escritório do crime e da milícia de Rio das Pedras, não tenha qualquer vínculo com o clã e que o aparato de arapongas em torno de Bolsonaro não sabia dele.

Lembra-se também que a morte de Adriano se deu numa segunda etapa da operação Intocáveis II da Polícia Civil e Ministério Público do Rio em que a primeira resultou na prisão de mais de 30 milicianos de Rio das Pedras.

O detalhe é que o sucesso efetivo da operação só foi possível pelas informações que a polícia obteve com a quebra de sigilo dos celulares de Ronnie Lessa e de Élcio de Queiroz em que puderam mapear as ações das milícias da Zona Oeste do Rio, principalmente a de Rio das Pedras, descobrindo também que Adriano da Nóbrega era considerado pelo complexo de milícias como patrãozão. Ou seja, Adriano era o senhor dos anéis de Rio das Pedras, o mesmo lugar em que Queiroz buscou abrigo para se esconder da justiça.

O mesmo Queiroz, braço direito de Bolsonaro há décadas, que empregou a família de Adriano no esquema de corrupção da rachadinha e que, de tão orgânico dentro do esquema do clã, era assessor de Flávio que condecorou Adriano em nome do pai.

Não se pode esquecer que a coisa é tão descarada, que os inúmeros depósitos feitos num único dia na conta de Flávio que quadruplicou seu patrimônio em tempo recorde com uma das especialidades da milícia, que é o mercado imobiliário, Queiroz ficou famoso no Brasil também por ter feito depósito na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Depois disso, toda a história fica turva e muitos personagens vão desaparecendo ou morrendo.

Nessa lista pode-se incluir o confinamento do personagem central da farsa da facada, Adélio Bispo que, não se sabe como, o deputado Fernando Francischini (PSL) conseguiu uma blindagem oficial da justiça para que ninguém se aproximasse dele.

O mesmo pode ser dito do porteiro do condomínio Vivendas da Barra que Moro afirma ter mudado de versão dizendo que se enganou sobre a ligação para a casa 58 em que, segundo ele, seu Jair foi quem liberou a entrada do miliciano no dia do assassinato de Marielle.

Esses dois personagens, por exemplo, somam-se a Queiroz de quem a grande mídia não teve o menor interesse em investigar o paradeiro para saber suas versões dos fatos.

Agora, morre Bebianno, o meio campo que organizou todo o sistema tático desde a eleição até a montagem do governo Bolsonaro. Bebianno não era um grosseirão e, por isso mesmo teve habilidade suficiente de amarrar os dois universos paralelos, mercado e milícia, sem fazer alarido.

E pelo que se viu em sua entrevista no Roda Viva, sabia muito mais do que falou sobre a farsa da facada que ele deixou a bola na marca do pênalti sobre a participação decisiva de Carlos na montagem da ópera bufa de Juiz de Fora. Mas não parou por aí, mandou ali um recado a Bolsonaro, que sabia demais, talvez mais do que Bolsonaro imaginava.

Não foi à toa que Carlos tomou uma das primeiras providências, tirar Bebianno do governo para reduzir seu poder e, certamente, já sabia que estava grande e perigoso demais para o clã.

A entrevista dele no Roda Viva que segue abaixo, mostra que Bebianno sabia jogar xadrez e quais peças ele podia queimar para encurralar o adversário, mostrando os dentes sem dar o bote da mordida.

Mas, segundo a Veja, Bebianno deixou duas cartas testamento e ele próprio em entrevista, disse que deixou material gravado contra Bolsonaro fora do Brasil. Cartas e material gravado poderiam ser abertos caso fosse assassinado, já que vinha sofrendo ameaças.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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E se o exame negativo, anunciado por Bolsonaro, for como a “facada”?

Pelo twitter Glenn Greenwald  alerta John Roberts, jornalista da Fox:

Ei john Roberts : No Brasil, filho de Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro
está chamando você de mentiroso, negando enfaticamente que ele contou isso a qualquer repórter. Se você está dizendo a verdade e ele confirmou esse teste positivo, publique as notas, porque eles estão usando isso para gritar Fake News.

john Roberts responde a Glenn:

Depois de contar a Fox News que seu pai fez um teste POSITIVO preliminar para coronavírus, Eduardo Bolsonaro agora conta que o teste foi negativo.

Para quem já tomou “facada” sem aparecer o sangue e sem apresentar uma explicação minimamente plausível sobre esse milagre do mito, não dá para ter a exata dimensão das notícias desencontradas sobre o teste de coronavírus de Bolsonaro.

Lembrando que o sujeito que condecorou o miliciano Adriano da Nóbrega, ligado ao gabinete do filho, Flávio Bolsonaro, em que mãe e esposa faziam parte do esquema de rachadão que, certamente, propõe que Adriano, comparsa de Ronnie Lessa, assassino de Marielle, traficante de armas e vizinho de Bolsonaro, sabia bastante coisa sobre os podres do clã.

E o que fez Bolsonaro após a morte do miliciano? Disse que foi queima de arquivo e culpou a PM da Bahia comandada pelo governador, Rui Costa que sequer sabia quem era o miliciano morto.

Junte isso à história do assassino de Marielle, morador do Vivendas da Barra, amigo de Carlos Bolsonaro e que morava a 50 metros da casa de Jair Bolsonaro e pule um buraco negro entre este fato e a morte de Marielle, adversária política de Carlos Bolsonaro, que verá aonde isso vai dar.

Mas Bolsonaro que nunca havia se pronunciado sobre a morte da vereadora do Psol, perguntou espontaneamente, no mesmo dia, quem tinha interesse em matar Adriano da Nóbrega e Marielle. Ou seja, é ele juntando os fatos sem ninguém se pronunciar.

Criar factoides todas as vezes em que o caso Marielle chega mais perto do clã, é especialidade da casa 58 do Vivendas da Barra.

Por isso, não é muito pensar na possibilidade de se estar novamente diante de uma farsa cínica nos mesmos moldes que os Bolsonaro usam para desviar focos e esconder crimes.

Não se pode afirmar ser mentira o resultado do teste, mas diante do portfólio apresentado por Bolsonaro desde a época em que era tenente expulso do exército, até os dias que correm, não é exagero nenhum colocar em dúvida a versão do que foi oficialmente anunciado por Bolsonaro sobre o resultado negativo para coronavírus do exame, se é que fez mesmo o teste.

É bom lembrar de duas coisas importantes:

1 – Trump, mesmo tendo estado no mesmo ambiente, e próximo, de Fábio Wajngarten, disse que não faria o teste do coronavírus porque não correu risco.

2 – Bolsonaro é o papel carbono tropical que papagaia tudo o que Trump fala e faz, mesmo não confessando.

Numa casa de apostas eu não apostaria na verdade da segunda versão de Eduardo.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Bolsonaro usa a Secom para convocação de manifestação contra o STF e Congresso, mas diz que não é

Bolsonaro usa a Secom (Secretaria de Comunicação), ou seja, aparelho do Estado, para convocação de manifestação contra o STF e Congresso, mas diz que não é.

Serão atos de apoio a Bolsonaro, mas também são levantadas bandeiras contra o Congresso e o STF. O presidente defendeu as manifestações, chamando-as de “espontâneas” e “movimento pró-Brasil”, numa clara afronta de Bolsonaro, presidente da República, aos poderes legislativo e judiciário.

Não existe outra interpretação a ser feita. Algo de muito sério está para estourar contra o clã Bolsonaro e os caminhos podem ser pela CPMI das fake news, que pode derrubar o seu governo, já que Bolsonaro colocou em xeque a própria eleição e, consequentemente, o TSE.

A mesma receita foi usada quando Adriano da Nóbrega foi morto na Bahia, e Bolsonaro perguntou quem matou Adriano, quando, na verdade todos sabem quem tinha interesse em sua morte como queima de arquivo, já que o miliciano era ligado a Flávio Bolsonaro.

Lembrando que Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz serão julgados por um júri popular nos próximos dias.

Essa manifestação tem uma montanha de fatos escondidos por baixo do real motivo desse enfrentamento aparentemente gratuito, o que, na verdade, é que nesse regime de mentiras permanentes, o subsolo dessa montanha deve estar podre.

O que Bolsonaro quer é transformar o gado numa energia mecânica contra o que está para jorrar das toneladas de sujeira que o vulcão está prestes a cuspir numa enorme erupção.

 

*Da redação

 

 

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Pum do palhaço: Fraude eleitoral, Drauzio e facada. Bolsonaro falou de tudo, menos da tragédia na economia

No dia em que o Brasil viu a Bolsa de Valores sofrer uma hecatombe, o dólar disparar, fazendo o governo torrar ainda mais as reservas deixadas por Lula e Dilma, além da decomposição da Petrobras, o palhaço Bolsonaro fez de tudo em seu picadeiro, arminha, continência, flexão de braços, chorou, falou na facada sem sangue, na fraude eleitoral sem provas, na manifestação do “povo” no dia 15 de março e mais uma série de baboseiras. Não tocou no assunto do coronavírus e, muito menos, no Brasil chegar ao recorde negativo divulgado pela agência que mede o risco-país e, consequentemente ficou mudo com a fuga recorde de capitais do país e a repulsa de investidores internacionais com o seu governo.

Esse é o Bolsonaro. E todas as vezes em que o caso Marielle se aproxima do seu cangote, ele, como um bom punguista, grita quem matou Marielle? Quem mandou lhe dar uma facada? Quem é Ronnie Lessa? Quem mandou matar Adriano da Nóbrega? E por aí vai.

Enquanto isso, banqueiros e milicianos ampliam seus negócios e lucros no país. Bolsonaro trabalha com certa habilidade nessas duas pontas, a milícia nua e crua do Rio das Pedras e a da Febraban na Avenida Paulista, tendo Moro como o guarda-costas do lado da milícia carioca e Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre somando forças em prol dos rentistas e banqueiros.

Bolsonaro não quis tomar conhecimento da tragédia econômica desta segunda-feira. É como se nada tivesse acontecido, como se não fosse presidente da República, melhor dizendo, como se não existisse Brasil.

Ninguém sabe até quando essa estratégia de Bolsonaro vai vingar. O fato é que Bolsonaro está totalmente encurralado, seja pelo avanço das investigações sobre a morte da Marielle e os celulares de Adriano da Nóbrega, assim como a delação premiada dos milicianos presos, como a economia que não sabe como dar o próximo passo de tão bêbada que está diante do caos econômico escancarado pela bolsa e a disparada do dólar e mais do PIB ridículo apresentado por Guedes.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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O caso Bolsonaro é de polícia e não de política, mas as instituições fingem não saber

O vizinho de condomínio de Jair e Carlos Bolsonaro, Ronnie Lessa, é o maior traficante internacional de armas do Rio, assassino de Marielle, foi comparsa de Adriano da Nóbrega no escritório do crime e na milícia de Rio das Pedras. Flávio Bolsonaro, por ordem do pai, condecorou Adriano e colocou sua família no esquema de corrupção do rachadão da Alerj.

Rio das Pedras é reduto de Queiroz, assessor de Flávio. Queiroz é quem fez vários depósitos na conta de Flávio e um na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Como bem disse Leonardo Sakamoto

“O mesmo “Escritório do Crime”, que estaria envolvido com o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes, tinha laços com o gabinete do então deputado estadual, Flávio Bolsonaro, graças a seu assessor Fabrício Queiroz. Apesar disso ser notório, a relação permanece pouco investigada, como se ignorássemos um elefante na sala.

Um líder miliciano de Rio das Pedras apontou que três membros do Escritório do Crime estariam entre os assassinos de Marielle e Anderson, tendo apoio de Ronald Paulo Alves, major da Polícia Militar.

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio, por outro lado, afirmam que os executores são o policial militar da reserva Ronnie Lessa, que fez parte dessa milícia em Rio das Pedras, e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz. Ou seja, independentemente de quem acusa, o Escritório do Crime (comandado por Adriano da Nóbrega) está no meio.”

Só a hipocrisia nacional justifica Bolsonaro ainda governar esse país, seu filhos não serem cassados e o clã inteiro não estar na cadeia.

O que mais é preciso descobrir pra que a coisa fique mais escancarada do que já está?

 

 

*Da redação/Com informações do blog do Sakamoto

*Imagem em destaque: arte de Bruno Debize da Motta

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Por Olavo de Carvalho, Bolsonaro trai Regina Duarte

Seis aspones Bolsonaristas indicados por Olavo de Carvalho foram demitidos da Secretaria de Cultura na véspera da posse de Regina Duarte.

Agora, os bolsominions, sob o comando de Eduardo Bolsonaro com aval do pai e aplauso de Olavão, foram para o twitter chamar Regina Duarte de comunista, socialista e esquerdista.

Toda essa violência vem das centrais ligadas a Eduardo Bolsonaro, como mostrou nesta quarta-feira, reportagem do Uol, que a quebra de sigilo revelou conexão direta entre o gabinete de Eduardo com uma das centrais da fake news.

Essa mudança de Bolsonaro em relação à Regina Duarte é somente mais uma de suas inúmeras conhecidas traições, mostrando que há um núcleo fechado no poder restrito a cinco personagens, Bolsonaro e os três delinquentes do clã e Olavo de Carvalho.

Trocando em miúdos, Olavo é o Queiroz de Bolsonaro na fase presidencial, é dele a ordem de contratar aspones, geralmente panfleteiros da campanha, com a cômica desculpa de que fazem parte do tal núcleo ideológico. Isso mesmo, aspone no Brasil agora se transformou em ideólogo de extrema direita.

Essa é a maior vigarice do charlatão que não nem astrólogo, nem filósofo, é um punguista muquirana do tipo que bate a carteira e sai gritando, pega ladrão! Mas espertamente ganhou a máscara de ala ideológica do governo.

Pergunta-se: e lá miliciano tem ideologia? Porque o foco central dessa turma da cúpula restrita de Bolsonaro é a contravenção, tanto que Adriano, o miliciano de Rio das Pedras, chefe do escritório do crime e medalhado por Flávio a mando de Bolsonaro, foi capanga de Maninho, o bicheiro e, depois, do irmão que foi assassinado dias atrás na Barra da Tijuca, morte esta investigada pela polícia com suposta ligação com a morte do miliciano Adriano da Nóbrega.

Temos que dar razão a FHC, que disse que Regina Duarte não tinha ideia de onde está se enfiando e que não precisava passar por isso a essa altura da vida.

Bolsonaro quis usar a popularidade de Regina depois da repercussão negativa do discurso nazista de Roberto Alvim. Prometeu a ela liberdade de escolha e ela acreditou.

Olavo de Carvalho, enfurecido com a demissão de seus aspones “ideológicos”, não economizou bala para metralhar Regina.

Bolsonaro posou ao lado de Sergio Nascimento, novo presidente da Fundação Palmares e aproveitou para mandar um recado para Regina, de que estava contra ela e do lado de Olavo de Carvalho. Sergio Nascimento é desafeto de Regina por ela dizer que quer conversar com o movimento negro que ele odeia, assim como o Dia da Consciência Negra. ele mandou um recado para Regina Duarte.

Por isso, hoje, na posse de Regina Duarte, que não teve presença de praticamente de artistas convidados por ela, Bolsonaro sapecou que pode exercer “poder de veto” a alguns nomes na Cultura.

Emendou de prima: “Você não está vendo um brucutu na sua frente, não”.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

 

 

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O problema de Bolsonaro não são os R$ 30 bilhões do orçamento, mas os 13 celulares de Adriano da Nóbrega

O problema de Bolsonaro não é falta de dinheiro, mas de caráter.

Soa idiota a mídia entrar de cabeça na pantomima dos R$ 30 bilhões em disputa no Congresso.

O Brasil, atualmente, tem 50 milhões de desempregados e precarizados.

A fome voltou.

Mais e mais brasileiros dormem nas calçadas.

No entanto, duzentos homens opulentos engordam ainda mais suas imensas fortunas, sem nada produzir.

Ou seja, o problema do Brasil não é falta de dinheiro.

O problema é achar um único rico hoje no país que produza alguma coisa.

Todos os grandes milionários vivem de especulação financeira nesse mundo bolsonarista.

Mas é nesse país, onde tem os maiores parasitas do mundo, que tudo se ajeita para que Bolsonaro não caia por envolvimento com a milícia e a plutocracia continue não produzindo e sugando o país.

Enquanto isso, militares, policiais militares e juízes ganham vultuosos aumentos com apoio de Bolsonaro. Já a ciência, cultura e educação são esmagadas pelo neoliberalismo corrente.

Na verdade, só existe austeridade e Estado mínimo para a sustentação do Estado máximo para compor a base de blindagem que suma da mídia com os assuntos ligados à milícia e ao clã Bolsonaro, como os treze celulares de Adriano da Nóbrega.

Fosse Lula a forjar um facada, ter um braço direito como Queiroz, empregar a família do miliciano Adriano em seu gabinete, ser vizinho de porta do assassino de Marielle, os Marinho e afins já tinham comprado os mais caros cães farejadores do planeta para apurar o que tem nos celulares de Adriano, aonde se esconde Queiroz, por que Adélio Bispo agora foi transferido e segue incomunicável, e principalmente quem mandou matar Marielle.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Até quando mídia fará de conta que militares da ativa e reserva não fazem parte de um governo ligado à milícia?

Não existe meio miliciano e o governo Bolsonaro acabou de provar isso em sua participação no Ceará, apoiando o motim de PMs mascarados, armados, ameaçando a sociedade, policiais civis e produzindo um banho de sangue com mais de 200 mortos por desobedecerem à Constituição.

Lógico que isso está custando muito caro a Moro, muito mais do que ele imagina.

A mídia era sua segunda pele, e ele, não só acaba de perder, como agora ela se volta contra ele, tal o descarado apoio de Moro ao motim criminoso dos milicianos no Ceará.

São fatos muito explícitos com mais de 200 corpos e muito sangue espalhados pelo chão.

Não foi uma proteção a Flávio, uma pressão ao porteiro ou a um festival de Punk ou mesmo uma declaração de naturalização de um cheque de Queiroz que foi parar na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

O que se viu no Ceará com o apoio obsequioso de quem até ontem era herói absoluto na mídia, compara-se ao Talibã.

Isso, aos olhos de um sujeito como o deputado Major Olímpio. Imagina!

Assim, Moro não deu outra opção para a mídia amiga, senão dar a ela a própria cabeça para ser degolado em nome de uma causa pessoal que o liquidou.

Por outro lado, a mídia não tem como ficar no meio do caminho diante de um evento tão gritante como esse em que, não só Moro, mas Bolsonaro e filhos apoiaram explicitamente os milicianos do Ceará, como os mais de 100 militares do governo Bolsonaro se calaram diante de mais esse flagrante apoio ao crime organizado que age dentro do Estado brasileiro com a cobertura do Presidente e seu Ministro da Justiça e Segurança Pública.

A mídia vai fingir que não está vendo as Forças Armadas fazerem de conta que não veem muitos militares de alta patente da ativa e reserva participando de um governo com pacto com a milícia?

Todos esses fatos que envolvem a família Bolsonaro com Adriano da Nóbrega, Queiroz, Ronnie Lessa, vizinho do presidente e, agora, o apoio ao motim do Ceará, não são suficientes para a mídia cobrar das Forças Armadas um posicionamento sobre a participação de tantos militares nesse governo? Esta é uma pergunta que se impõe, sobretudo depois que a mídia chegou à conclusão de que Moro foi conivente com o motim, assim como o Presidente da República e seus filhos, principalmente Eduardo Bolsonaro.

Ou isso virou o novo normal que a mídia industrial tanto critica?

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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O governo de coalizão de Bolsonaro com a milícia e as Forças Armadas vem de longe

Em meio a mais denúncias envolvendo Adriano da Nóbrega e sua ligação com o bicheiro Bidi, assassinado na Barra da Tijuca no último domingo de carnaval, a Folha estampa a manchete:

Bolsonaro privilegia gastos com militares no primeiro ano de governo, e segue:

Defesa registra maior reforço de caixa da Esplanada, com R$ 6,3 bi a mais gastos em 2019, um crescimento de 10,9% ante 2018.

Na verdade, esse sempre foi o jogo político que Bolsonaro jogou a vida toda nessas três décadas como parlamentar, inútil para o país, mas útil para o crescimento e impunidade da milícia e do corporativismo militar.

Na realidade, Bolsonaro usava as forças armadas para fazer discurso junto com as reivindicações de militares, as de PMs ligados à milícia como Adriano da Nóbrega, além dos assassinos de Marielle, como o maior traficante de armas do Rio e vizinho de Bolsonaro, Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, seu comparsa.

Se os gabinetes do, então deputado Bolsonaro e seus filhos, foram ocupados por gente ligada à milícia, como se sabe sobre familiares de Adriano da Nóbrega, hoje, na Presidência da República, Bolsonaro quanto mais se vê pressionado pelas denúncias de ligação com o crime organizado, mais militares coloca em postos chave no 1º e 2º escalões de seu governo.

Lógico que, além de tentar intimidar a justiça e a própria democracia, Bolsonaro usa a imagem das Forças Armadas para tentar se sobrepor a seu lado miliciano, cada dia mais explicito.

Assim, ronca que rompeu com a ideia de governo de coalizão com partidos políticos, mas usa seu Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, como capanga da milícia que cumpre perfeitamente esse papel e, do outro lado, amplia, em número e privilégio, a quantidade de militares de alta patente das Forças Armadas em seu governo.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Adriano foi condecorado por Bolsonaro quando trabalhava para Bidi, bicheiro assassinado no Rio no domingo de carnaval

Assim que li a notícia do assassinato do bicheiro Bidi, no último domingo de carnaval, fui ver se ele tinha alguma ligação com Adriano da Nóbrega, o herói de Bolsonaro, morto dias antes na Bahia, e não deu outra, Adriano era chefe da segurança de Bidi, Alcebíades Garcia, quando foi condecorado por Flávio a mando de Bolsonaro.

A reportagem do jornal extra de hoje, mostra que a morte de Adriano e a de Bidi, podem ter ligação direta na operação “queima de arquivo” que interessa tão somente ao Clã Bolsonaro.

Talvez por isso, Bolsonaro já acordou fazendo fumaça com ataques requentados aos negros para tirar essa notícia do foco.

Como disse Janio de Freitas, neste domingo, em sua coluna, Bolsonaro está fazendo de tudo para tirar o foco das investigações de Adriano da Nóbrega que, naturalmente, levam ao clã Bolsonaro.

Extra:

Dezesseis dias e mais de mil quilômetros separam as mortes do ex-capitão Adriano da Nóbrega e do bicheiro Alcebíades Garcia, o Bidi. O ex-oficial do Bope foi morto no último dia 9 numa operação da PM na Bahia. Já o contraventor foi executado quando voltava do Sambódromo, na madrugada do dia 25. As duas vítimas, entretanto, tiveram relações muito próximas: segundo inquéritos obtidos pelo EXTRA que tiveram o ex-PM como alvo, o primeiro trabalho executado por Adriano para a máfia que domina o jogo do bicho e máquinas caça-níqueis no Rio foi o de chefe da segurança da Bidi, em 2005. A Polícia Civil investiga se há alguma conexão entre as duas mortes.

Um depoimento prestado à Polícia Civil em julho de 2008 detalha como Adriano foi recrutado para trabalhar para Bidi. O relato foi dado pelo pecuarista Rogério Mesquita, braço direito e administrador das fazendas do bicheiro Waldemir Paes Garcia, o Maninho, irmão de Bidi. Segundo Mesquita, ele mesmo indicou a Bidi, no início de 2005, o nome de Adriano para ser chefe de sua segurança.

À época, Bidi estava envolvido numa guerra familiar pelo espólio criminoso de Maninho, assassinado a tiros no ano anterior. O bicheiro morava em Roraima e, após a execução do irmão, voltou ao Rio para assumir os negócios da família. Rogério alegou que “viu que Bidi era uma pessoa que não tinha noção do que estava assumindo e, numa conversa, disse que ele deveria se precaver e contratar um corpo de seguranças que pudessem trazer mais tranquilidade”.

Mesquita, então, indicou um nome de sua confiança: o então tenente Adriano da Nóbrega, “com quem tinha um laço de amizade”. O pecuarista era uma espécie de “padrinho” do ex-PM. Mesquita o conhecia desde a adolescência, pois o pai de Adriano morava num lote dentro do Haras Modelo, em Cachoeiras de Macacu, interior do Rio, propriedade de Maninho administrada pelo pecuarista. Mesquita alegou que, na época, Adriano passava por “dificuldades financeiras”.

Bidi aceitou a sugestão. Adriano, entretanto, estava preso na época — havia sido acusado do homicídio de um flanelinha na favela de Parada de Lucas. Segundo Mesquita, o PM e o contraventor fizeram, então, um trato: ele receberia um salário de R$ 5 mil para indicar PMs do Bope para integrarem a escolta de Bidi.

14 seguranças do Bope

O acordo entre Bidi e Adriano também previa que, enquanto o PM estivesse preso, ele indicasse outro oficial para chefiar a escolta. Segundo Mesquita, Adriano recrutou um capitão da sua turma no curso de formação de oficiais e que também tinha passagem pelo Bope. Esse oficial também recebeu mesada de R$ 5 mil por um ano, até Adriano sair da cadeia. Depois, foi liberado. Atualmente, o colega de Adriano foi promovido a major e ainda está na PM.

Mesquita detalhou como funcionava a escolta de Bidi: 14 PMs foram recrutados por Adriano para se revezarem na segurança do bicheiro, numa escala de 12 por 36 horas — que conciliavam com os períodos em que trabalhavam na PM. Segundo o pecuarista, Adriano só recrutava PMs do Bope.

Após sair da cadeia, Adriano não passou muito tempo trabalhando para Bidi. Conhecido como um policial operacional altamente capacitado e bom atirador, o agora capitão foi contratado por outro integrante da família que desejava ascender na hierarquia: José Luiz de Barros Lopes, o Zé Personal, então marido de Shanna Garcia, filha de Maninho.

Adriano virou, então, responsável pela segurança das máquinas caça-níqueis da família. Paralelamente, começou a matar desafetos a mando do novo chefe.

Quatro agentes identificados

A investigação interna da PM que culminou com a expulsão de Adriano da corporação por sua relação com a contravenção, conseguiu identificar quatro policiais do Bope recrutados por ele para trabalhar na escolta de Bidi. À época, os PMs foram reconhecidos por um porteiro do prédio onde funcionava o escritório do contraventor, em Ipanema.

Após a descoberta, três dos PMs foram afastados do Bope. O quarto agente havia sido expulso da corporação por conta de excessos que teria praticado como instrutor do curso que dá acesso ao Bope.

Ao contrário de Adriano, os agentes não foram expulsos da PM: atualmente, os quatro são sargentos e seguem na corporação. O policial que havia sido expulso conseguiu ser reintegrado. Atualmente, eles ainda são lotados no Bope.

Rastro de sangue

Em 2008, Rogério Mesquita procurou a Delegacia de Homicídios (DH) para denunciar crimes cometidos por Adriano. Na época, o pecuarista afirmou que estava sendo ameaçado de morte pelo “afilhado” e que foi vítima de um atentado em Cachoeiras de Macacu que havia sido planejado e executado por Adriano.

No relato, Mesquita apontou Adriano como autor de uma série de mortes, como as de Carlos Alberto Alano, o Carlinhos Bacalhau, funcionário de Maninho assassinado no Centro do Rio, e do ex-deputado Ary Brum, executado na Linha Amarela — ambas em 2007.

O pecuarista foi morto seis meses após o depoimento, em janeiro de 2009, na esquina das ruas Visconde de Pirajá e Maria Quitéria, a cerca de cem metros da Praia de Ipanema. Um homem que desceu da garupa de uma motocicleta Honda Falcon, de cor preta, e disparou um tiro contra a nuca de Mesquita. Adriano nunca foi acusado pelo crime.

Em setembro de 2011, Zé Personal, que passou a ser chefe de Adriano depois de Bidi, foi assassinado dentro de um terreiro de candomblé, na Praça Seca, Zona Oeste do Rio. O então capitão foi investigado como responsável pelo crime: sua motivação seria se livrar do antigo chefe para ascender na quadrilha. Ele também nunca respondeu pelo crime.

Em 2014, Adriano foi expulso da PM e, junto com mais outros dois ex-policiais, fundou o Escritório do Crime. Já famoso no submundo do crime pelos assassinatos “perfeitos”, o trio passou a cobrar até R$ 200 mil pelos serviços. A polícia sabe que, além de pistoleiro, Adriano também tinha pontos de jogo do bicho e máquinas caça-níqueis. Por isso, a DH apura se a morte de Adriano, na Bahia, causou alguma mudança no mapa da contravenção no Rio.

 

 

*Com informações do Extra