Categorias
Matéria Política

Aras afirma ter provas de crimes cometidos pela Lava Jato.

“Não me dirigi em um evento acadêmico de forma se não pautado em fatos e provas. Fatos e provas que se encontram sob investigação da Corregedoria-Geral do MPF e do Conselho Nacional do Ministério Público. Caberá a eles apurar a verdade, a extensão, a profundidade e os autores, e os coautores, e os partícipes, de tudo que declarei. Porque me acostumei a falar com provas, e tenho provas, e essas provas já estão depositadas perante os órgãos competentes”, disse Aras.

O advogado de Lula, Cristiano Zanin reforça a fala de Aras e denuncia os procuradores da Lava Jato que, segundo ele, estariam plantando fake news contra o Procurador Geral da República por ser crítico à operação.

“O Procurador Geral da República  disse hoje que ele e seus familiares estão sendo atacados por notícias falsas plantadas por alguns colegas do MPF. Dá para imaginar o que fizeram com aqueles que defendiam o Estado de Direito durante o momento de ‘excepcionalidade’”, afirma Cristiano Zanin.

Zanin, especialista em low fare, já havia declarado em vídeo que o objetivo de Moro e da Lava Jato era de aniquilar a imagem de Lula. Agora, parece que isso tudo está ruindo de dentro para fora e essa implosão tem produzido uma reação dos procuradores da Lava Jato que imita o modus operandi do gabinete do ódio de Bolsonaro.

Nada a estranhar, senão um elemento de guerra que Moro conhece muito bem, já que fez parte do governo e do conjunto da obra que arquitetava uma variada forma de ataques a inimigos.

Neste caso, não há máscara a perder, até porque não há nada de sutil nessa forma de ação, ela apenas se confunde com o Palácio do Planalto que criou um tribunal supremo que berrava pelas redes sociais mentiras para formar consensos entre os bolsonaristas a partir de histórias criadas pela ação divina dos vigaristas comandados por Allan dos Santos, Carlos e Eduardo Bolsonaro.

O fundamental de toda essa questão é que Aras forneceu provas contra Moro e a Lava Jato ao CNMP. Isso foge de um julgamento simples simulado pelos olhos e nariz de quem fareja erros no adversário. Aras tem contra Moro, Dallagnol e demais procuradores, o que eles nunca tiveram contra lula, provas, elemento determinante para uma condenação.

As milícias de Curitiba, tão perigosas quanto as de Brasília, não encontram antídoto do próprio veneno que, agora, são obrigadas a engolir e partem para os ataques virtuais na base da fake news, revelando o desespero e, consequentemente, culpa no cartório.

Agora, que se sabe que há provas concretas contra a Lava Jato, sobretudo, as que Aras afirma que bisbilhotaram a vida de mais de 38 mil pessoas, informações guardadas em caixas de segredos, tudo parece caminhar para um desfecho em que ficará provado que a Lava Jato é uma organização criminosa, porque a acusação, agora, vem munida de provas.

 

*Da redação

Categorias
Matéria Opinião

92 MIL MORTOS DE COVID-19: Com um genocida no poder, o povo foi a maior vítima da Lava Jato que elegeu Bolsonaro.

A vitória de Bolsonaro foi uma vitória da Lava Jato e toda a selvageria jurídica de Moro.

Quando se uniram no mesmo governo causando um frenesi na classe média verde e amarela, estava pronto um esboço preliminar do que viria pela frente. Entre o lobo e o cão estava guardado um vírus que se transmite com uma velocidade impressionante.

É nesse momento que se precisa ter uma visão de conjunto do que foi aquela armação produzida por uma espécie de monarquia jurídica chamada Lava jato.

Não dá para esquecer as cenas de Dilma sendo deposta, Bolsonaro exaltando Brilhante Ustra em seu voto pelo golpe, assim como ninguém esquece a cena de Lula sendo preso por Moro e, consequentemente, Bolsonaro vestindo a faixa presidencial.

Dias depois de sua eleição, aparece Moro ostentando sua grande vitória já empesteada de bolsonarismo, cercado de louvores pela mídia para anunciar que assumiria o super ministério no rastro de Bolsonaro.

Para a história foi um momento trágico de nossas vidas, porque o paralelismo entre a eleição de Bolsonaro e a tragédia que o país vive hoje, passa por um condutor obreiro chamado Lava jato.

Essa é a leitura que ficará para a história, uma ação com dois personagens icônicos da bandalha nacional remodelados pela grande mídia para se encontrarem num mesmo ponto e, juntos, produzirem inúmeros projetos de desmonte do país.

É exatamente nesse momento que se inicia a odisseia da tragédia brasileira, pois Bolsonaro sempre se achou um predestinado em apadrinhar o coronavírus depois de ser apadrinhado por Moro.

Foi na prisão de Lula que Moro deu a Bolsonaro um saco de carvão capaz de levá-lo ao apogeu político e transformar-se em presidente da República que se revelou um genocida mais violento do que sua violenta biografia.

Não adianta Moro tentar desabrochar uma personalidade, depois que saiu do governo, contrária à atitude criminosa de Bolsonaro diante da pandemia. Jamais Moro mostrou qualquer traço ou expressão de restrição às atitudes macabras de Bolsonaro. Ele manteve-se no governo mesmo diante de um projeto negacionista que marginalizava quem se dispusesse a salvar vidas e não os lucros empresariais.

Então, não há outro termo para tal equação, Moro é coautor do genocídio, pois teve uma longa rodagem no governo enquanto Bolsonaro construia uma organização com entidades comerciais para pressionar governadores e prefeitos a abrirem o comércio e espalhar o coronavírus como fogo em palha de milho.

A Lava Jato está misturada com esta trágica resposta do vírus contra os brasileiros, circulando como e aonde quer, farejando no ar as suas vítimas e sendo aplaudido por Bolsonaro, eleito por gangsters criados dentro do corpo do aparelho judiciário do Estado para colocar em prática o plano de não deixar o PT governar o país como queriam os brasileiros, já que a vitória de Lula no primeiro turno era anunciada por todas as pesquisas de opinião.

Não é preciso consultar nada e ninguém, pois o próprio desenho da história mostra que a Lava Jato saqueou a democracia para colocar de forma impiedosa um genocida como Bolsonaro na cadeira da presidência da República e produzir alguns degraus para que Moro, em seguida, alcançasse a apetitosa cadeira presidencial.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Categorias
Uncategorized

Celso de Mello: Autores de ameaças a juízes são ‘bolsonaristas fascistoides’

Questionado sobre mensagens enviadas a magistrados, o decano do STF diz ainda que pessoas revelam “a sua face criminosa”.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, afirma que pessoas que têm abarrotado as caixas de mensagens de juízes de tribunais de Brasília com mensagens anônimas e ameaças de morte são “bolsonaristas fascistoides, além de covardes e ignorantes”.

O magistrado não recebeu textos ameaçadores. Mas, questionado pela coluna sobre o teor das mensagens enviadas a outros juízes, afirmou ainda que seus autores “revelam, com tais ameaças, a sua face criminosa, própria de quem abomina a liberdade e ultraja os signos da democracia”.

As mensagens enviadas a juízes, reveladas pelo jornal Correio Brasiliense, falam em “matar em legítima defesa”, pois será “decretado” um Estado de Sítio no Brasil sob o “comando do general Braga Netto”, ministro da Casa Civil do presidente Jair Bolsonaro.

Braga Netto pediu investigação sobre os textos enviados aos magistrados.​

Celso de Mello é o relator do inquérito que investiga as declarações do ex-ministro Sergio Moro, da Justiça, sobre suposta tentativa de Jair Bolsonaro de interferir na Polícia Federal.

Na sexta (22), ele deve divulgar se levanta ou não o sigilo do vídeo da reunião ministerial em que Bolsonaro teria ameaçado demitir Moro.

 

 

*Monica Bergamo/Folha

 

Categorias
Uncategorized

Celso de Mello manda PGR avaliar pedido de perícia e apreensão dos celulares de Bolsonaro e de Carlos

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou à Procuradoria Geral da República (PGR) três notícias-crimes relacionadas à investigação sobre a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal.

Entre as medidas solicitadas estão a busca e apreensão do celular do presidente e de seu filho, Carlos Bolsonaro, para perícia. As notícias-crime foram originalmente apresentadas pelos partidos PDT, PSB e PV, e aprovadas por Celso de Mello. Agora, a PGR vai avaliar se aceita os pedidos.

Os partidos também solicitam perícias nos celulares de Maurício Valeixo, ex-diretor geral da Polícia Federal exonerado por Bolsonaro; do ex-ministro da Justiça de Segurança Pública Sergio Moro; e da deputada federal Carla Zambelli (PSL – SP).

Dever do Estado

No despacho, o ministro disse ser “incontornável dever jurídico do Estado”, especificamente do Ministério Público e da Polícia Judiciária, “apurar a efetiva ocorrência dos ilícitos penais noticiados”.

Celso de Mello ressaltou que este dever se mantém “quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder (Legislativo, Executivo ou Judiciário) a que tal agente se ache vinculado”

“A indisponibilidade da pretensão investigatória do Estado impede, pois, que os órgãos públicos competentes ignorem aquilo que se aponta na ´noticia criminis´, motivo pelo qual se torna imprescindível a apuração dos fatos delatados, quaisquer que possam ser as pessoas alegadamente envolvidas, ainda que se trate de alguém investido de autoridade na hierarquia da República, independentemente do Poder (Legislativo, Executivo ou Judiciário)que tal agente se ache vinculado”, escreveu o ministro.

 

 

*Com informações do Uol

 

 

Categorias
Uncategorized

Até quando a hipocrisia nacional manterá um genocida no poder? Quantos ainda Bolsonaro terá que matar?

O novo informe diário da OMS sobre a situação da covid-19, publicado na manhã desta sexta-feira, aponta que o Brasil representou um quarto das mortes registradas e confirmadas no mundo num período de 24 horas.

É difícil prever exatamente o que vai acontecer no Brasil se Bolsonaro continuar orquestrando o fim do isolamento e levando milhares de brasileiros ao matadouro.

Se nada de concreto e imediato for feito para tirar Bolsonaro do poder, o Brasil vai pagar com vidas um preço inimaginável.

Contra o instinto assassino de Bolsonaro, acionistas das maiores empresas do Brasil são taxativos ao dizer que não é papel dos empresários pressionar governadores pela flexibilização do distanciamento social adotado para conter o coronavírus, como sugerido pelo genocida na semana passada em reunião com membros da Fiesp.

Contra o isolamento social, Bolsonaro disse que “é guerra” e que o setor empresarial precisa “jogar pesado” com os governadores. “Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado. Jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra”, disse Bolsonaro na ocasião.

Ou seja, o sujeito está usando a cadeira da presidência para buscar sócios para sua tara por mortes e, em nome de uma suposta democracia, nada é feito para arrancar esse monstro da cadeira de comando da chacina nacional.

O pedido de Bolsonaro não encontrou eco no setor empresarial. “Neste momento, não é guerra. É união”, disse a empresária Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza.

Mas isso não muda o jogo pesado que Bolsonaro segue fazendo para aumentar, de forma assustadora, o número de vitimas fatais por conta de seu apoio a disseminação do coronavírus em nome de um negacionismo assassino que não tem outra explicação que não seja a total incapacidade mental de mostrar um mínimo de humanismo.

Bolsonaro é um tipo de criminoso de perfil psicopatológico que comete crimes com determinada frieza e prazer. Não é possível que as instituições desse país continuem fingindo que não sabem disso.

Esse sociopata contrasta com a imagem que se tem de um louco homicida. Bolsonaro vibra com o aumento de mortes como forma de vingança pelos governadores não aderirem às suas loucuras.

Isso tem que acabar. Não é possível assistir passivamente ao que uma pessoa está fazendo sem ser incomodado pelo aparelho judiciário do Estado e a letargia política do Congresso em nome da hipocrisia democrática.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Categorias
Uncategorized

Olavo de Carvalho chama Bolsonaro de burro, despreparado e os militares de aspones

Numa entrevista à BBC, Olavão, que é um esgoto a céu aberto, não economizou pano pra passar na corrupção do clã Bolsonaro e sapecou uma de suas novas pérolas:

“Queiroz não é filho do Bolsonaro, o Queiroz foi um chofer do cara! Então eu tenho um chofer que é ladrão e eu sou o culpado agora?”

Olavão, como todos sabem, acha que o coronavírus não existe, é culpa dos globalistas curupiras, mas, ao mesmo tempo, diz que a cloroquina cura o coronavírus que ele diz ser uma invenção dessa gente que acredita em terra redonda.

Sobre o exército, Olavo, em seu twitter, foi no fígado: “ocupa tudo quanto é cargo público. Vive cumprindo as obrigações dos outros para não ter de cumprir as suas próprias. E ainda se gaba do que faz”

Não satisfeito, disse que o exército limpa os bumbuns dos bebês.

E passa a régua: “Mas quem diz que os generais querem algo além de cargos públicos e homenagens?”

Sobre Bolsonaro, para a BBC, o ideólogo do bolsonarismo atropelou: “é burro e despreparado”

Sem mais.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Categorias
Uncategorized

Após críticas, General da Saúde ordena secretários a assinarem o protocolo da cloroquina

Documento, que havia sido divulgado como orientação, virou uma ‘nota informativa’.

Cobrado pela falta de assinatura no documento que mudou a orientação do Ministério da Saúde sobre a cloroquina, o ministro interino, general Eduardo Pazuello, ordenou e, cerca de 12 horas após a divulgação, todos os secretários da pasta subscreveram o papel.

As assinaturas foram feitas entre 20h37 e 23h36 da noite de quarta-feira, após o Estadão mostrar que a orientação da pasta não tinha o poder de um protocolo de atendimento, como defende o presidente Jair Bolsonaro. O documento havia sido divulgado por volta de 9h30, como orientação. Depois, virou uma “nota informativa” na versão assinada, que será enviada para gestores do SUS.

Contrariando recomendações de entidades científicas e médicas, a pasta orientou uso de medicamento à base de cloroquina ou hidroxicloroquina, associadas ao antibiótico azitromicina, desde o primeiro dia de sintomas da covid-19.

Por não ser um protocolo, o papel não dita regras de atendimento no SUS. É apenas uma orientação, mas marca uma guinada no discurso do ministério e tem força política. Mesmo médicos da rede pública já estavam autorizados a prescrever os medicamentos, desde que com aval do paciente.

Gestores do SUS críticos à proposta temem que a orientação vire arma do governo para pressionar pela redução do distanciamento social. Médicos também afirmam que pacientes podem ser estimulados a cobrar a prescrição, mesmo sem eficácia comprovada.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou nota contrária à recomendação. A entidade ainda questiona: “Por que estamos debatendo a cloroquina e não a logística de distanciamento social? Por que estamos debatendo a Cloroquina ao invés de pensar um plano integrado de ampliação da capacidade de resposta do Ministério da Saúde para ajudar os estados em emergência?”

A mudança de postura do ministério sobre a cloroquina ocorre após forte pressão do presidente Jair Bolsonaro, que contribuiu para a saída de Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich da pasta. Ambos eram contrários à proposta.

O Ministério da Saúde tem sete secretarias, sendo que três estão com substitutos no comando. Responsável pela Secretaria de Ciência e Tecnologia (SCTIE), área que avalia incorporação de medicamentos ao SUS, o médico Antônio de Carvalho não subscreve o documento. Ele pediu exoneração e aguarda a publicação de sua saída no Diário Oficial da União (DOU).

Nesta semana, três entidades nacionais aprovaram um documento com diretrizes para o enfrentamento da pandemia no qual recomendam que as drogas não sejam usadas como tratamento de rotina da doença. As entidades são a Associação de Medicina Intensiva Brasileira, Sociedade Brasileira de Infectologia e da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou na quarta-feira, 20, que a cloroquina e a hidroxicloroquina sejam usadas apenas em estudos clínicos contra o novo coronavírus, dentro de hospitais.

 

 

 

*Com informações do Estadão

 

 

Categorias
Uncategorized

“O Brasil tem muita reserva”, diz presidente do Banco Central sobre a poupança robusta que Lula e Dilma deixaram

Essa poupança robusta a que o presidente do Banco Central se refere, Lula e Dilma deixaram de herança para os governos do golpista Temer e do fascista Bolsonaro, e foi escancarada por Flávio Dino em plena Globonews e os entrevistadores da casa, engoliram seco a verdade dita, de maneira direta e sem rodeios, pelo governador do Maranhão.

Roberto Campos Neto, nesta quinta (21), falou em amplo espaço para venda das reservas de US$ 343 bilhões, sem citar que são reservas internacionais acumuladas nos governos Lula e Dilma e que estão sendo queimadas por Bolsonaro.

Em março de 2016, em pleno processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, as reservas somavam US$ 372 bilhões.

Por isso Roberto Campos Neto, afirmou que a autarquia tem espaço amplo para a venda de reservas internacionais e poderá aumentar sua atuação no câmbio, caso seja necessário.

Ou seja, sem as reservas deixadas por Lula e Dilma, o país já estaria quebrado.

Mas o que foi e continua sendo vendido para a sociedade de maneira criminosa pela mídia e pelos partidos neoliberais?

Que o PT quebrou o Brasil.

Isso é uma campanha contra o PT?

Sim, é, mas é uma campanha ainda pior por sabotar as informações reais para que o povo seja saqueado pelas classes dominantes.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

Categorias
Uncategorized

Bolsonaro quis alterar a bula da cloroquina, revela Mandetta

Segundo o ex-ministro da Saúde, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, também estava no encontro, mas discordou da iniciativa.

Em entrevista à GloboNews na quarta (20), o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta revelou que presenciou um encontro de Jair Bolsonaro com dois médicos assessores do presidente, em que a pauta em discussão era um esboço de decreto para alterar a bula da cloroquina e inserir a informação “indicado para covid-19”.

“E eu me lembro de quando, no final de um dia de reunião de conselho ministerial, me pediram para entrar numa sala e estavam lá um médico anestesista e uma médica imunologista, que estavam com a redação de um provável ou futuro, ou alguma coisa do gênero, um decreto presidencial. E a ideia que eles tinham era de alterar a bula do medicamento na Anvisa, colocando na bula indicação para covid-19”, afirmou Mandetta, ao canal.

Segundo o ex-ministro da Saúde, o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, também estava no encontro, mas discordou da iniciativa.

Não há estudos científicos comprovando que a cloroquina tem efeitos benéficos contra o coronavírus. Ao contrário disso, especialistas chamam atenção para possíveis efeitos colaterais que podem ser fatais, como arritmia.

 

 

*Com informações do GGN

Categorias
Uncategorized

Acabou a mamata: Cinemateca Brasileira não tem cargo prometido por Bolsonaro a Regina Duarte

Deputada Carla Zambelli, que tutelou saída da atriz da Cultura, diz que nomeação depende de burocracias.

Ao anunciar o afastamento da atriz Regina Duarte do comando da Secretaria Especial de Cultura nesta quarta (20), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que ela iria para a Cinemateca Brasileira, responsável pela preservação e difusão do patrimônio audiovisual brasileiro.

Questões jurídicas podem dificultar a ida da atriz para a instituição, no entanto. Isso porque a Cinemateca Brasileira deixou de ser administrada diretamente pelo governo federal há quatro anos, quando teve sua gestão transferida para uma Organização Social (OS), a Acerp, Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto. O modelo usa características de administração privadas em entidades públicas.

A advogada Marcela Arruda, sócia do escritório Rubens Santos Naves Jr. e especialista em direito administrativo, afirma que, para Regina assumir alguma função relacionada à Cinemateca, haveria três alternativas.

A primeira seria a sua contratação pelo próprio governo federal para a coordenação-geral da Cinemateca, um cargo de confiança. Nele, Regina atuaria como representante da Secretaria do Audiovisual e supervisionaria as ações do equipamento.

Nada impede também que a própria Acerp contrate diretamente Regina. Mas, lembra a advogada, uma das principais características do modelo das organizações sociais é a autonomia de gestão.

Internamente, o principal cargo existente que poderia ser ocupado pela atriz é o de superintendente da Cinemateca, hoje ocupado por Roberto Barbeiro, indicado pelo Republicanos e que conta com a bênção do Bispo Edir Macedo, da Igreja Universal.

Uma terceira possibilidade seria a ruptura com o modelo de OSs e o retorno da Cinemateca à administração federal, em que os funcionários são alocados diretamente pelo governo.

Seja qual dos meios for escolhido, no entanto, antes de tudo o governo federal precisaria resolver a situação da Cinemateca, hoje ameaçada por falta de recursos.

O contrato governamental com a Acerp foi assinado em 2018. Desde então, o governo faz um repasse anual à Roquette Pinto para gerir o espaço.

No ano passado, a previsão era de entrada de R$ 13 milhões, mas apenas R$ 7 milhões foram transferidos até dezembro. A demora, dizem pessoas ligadas ao tema, está relacionada à desestruturação da Secretaria de Cultura, que tem parte de suas funções na Cidadania e parte no Turismo.

Cinemateca Brasileira

Com 64 funcionários, tem previsão de receitas de R$ 11 milhões para 2020, queda de 14,7% com relação ao ano passado, em termos nominais.

Pessoas do meio veem risco de prejuízo ao acervo, já que são exigidas salas climatizadas e processos químicos para o correto acondicionamento.

No Congresso, parlamentares relatam dificuldades para transferir, por exemplo, recursos de emendas para a Cinemateca por impedimento por parte do governo federal em empenhá-las.

Responsável por costurar a saída de Regina Duarte da Secretaria Especial da Cultura, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) disse nesta quarta (20) no Palácio do Planalto que a formalização da ida da atriz para a Cinemateca de São Paulo ainda está pendente.

Segundo a deputada, a nomeação da agora ex-secretária depende de questões burocráticas que não têm prazo para serem resolvidas.

Depois de passar por semanas de fritura, Regina foi destituída do cargo de secretária especial de Cultura, no qual permaneceu por menos de três meses.

Como mostrou a Folha nesta quarta (20), a atriz costurou uma “saída honrosa” do governo Bolsonaro com a ajuda de Zambelli e de militares auxiliares do presidente.

“A secretária [Regina] não saiu ainda [do cargo]. Ela vai fazer a transição”, disse Zambelli no Palácio do Planalto.

“Vai primeiro ter um decreto, tem uma organização que precisa ser feita para ela poder ir para a cinemateca”, acrescentou. “A formalização da ida [para a Cinemateca] dela [Regina] precisa resolver essa questão burocrática. E aí vincular como um cargo do governo em São Paulo.”

Os detalhes do que seriam essa transição não foram esclarecidos nem pela parlamentar, nem pelo Planalto e nem pela atriz.

Após café da manhã no Palácio da Alvorada pela manhã, a ex-atriz global se deixou filmar com Bolsonaro para dar uma versão mais leve para sua saída, de que estaria com saudades de seus familiares, que moram em São Paulo, e que por isso deixaria o governo para assumir a Cinemateca, que fica na capital paulista.

Aliados de Regina, que viam com ceticismo essa costura de acordo com Zambelli, também são reticentes sobre essa indicação para a Cinemateca e veem grandes chances de isso não ser cumprido.

Segundo Zambelli, a nomeação de Reigna depende da edição de um decreto que reestrutura a Secretaria Especial de Cultura. Essa mudança está pendente desde janeiro deste ano, quando Roberto Alvim foi demitido do cargo após parafrasear um ministro da Alemanha nazista.

Reduzida de ministério a secretaria na gestão Bolsonaro, a Cultura era subordinada ao Ministério da Cidadania e foi transferida para o Turismo no fim de 2019. Como a mudança não foi feita completamente, a estrutura está na prática dividida entre as duas pastas.

A edição do decreto foi mais uma das derrotas de Regina em sua rápida passagem pelo governo. Ela tentou, sem sucesso, modificar a estrutura da Secretaria, o que poderia lhe garantir mais autonomia para trabalho.

Zambelli afirmou ainda que a ex-secretária da Cultura deve preparar uma série de vídeos com divulgações sobre o trabalho da atriz à frente da estrutura.

 

 


Talita Fernandes, Ricardo Della Coletta, Clara Balbi/Uol