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O alerta da FAB para aproximação de porta-aviões dos EUA ao Brasil

O porta-aviões USS Nimitz, o mais antigo navio nuclear desse tipo ainda em atividade no mundo, tem visita confirmada ao Rio de Janeiro, e a presença do gigante da Marinha dos Estados Unidos já levou a Força Aérea Brasileira a emitir um alerta aos aviadores. O navio, que participa da Operação Southern Seas 2026, deverá passar pela Baía de Guanabara entre 7 e 12 de maio, período em que sua altura e posição exigirão atenção especial de aeronaves em operação no entorno do Aeroporto Santos Dumont.

Lançado ao mar em 1972 e incorporado à Marinha dos Estados Unidos em 1975, o USS Nimitz virou um dos símbolos militares mais conhecidos da frota estadunidense.

Ao longo de décadas, participou de episódios centrais da história militar recente, como a tentativa frustrada de resgate de reféns na embaixada estadunidense em Teerã e a Operação Tempestade no Deserto, durante a Guerra do Golfo. O navio também ganhou fama fora do ambiente militar ao inspirar o filme “Nimitz de Volta ao Inferno”, lançado em 1980.

Antes de seguir para o Brasil, o Nimitz fez escala em Valparaíso, no Chile, onde chegou em 17 de abril acompanhado do destróier USS Gridley e do navio-tanque USNS Patuxent. A parada faz parte da Southern Seas 2026, operação conduzida pelo Comando Sul e pela 4ª Frota dos Estados Unidos.

A missão prevê exercícios navais, operações de passagem e atividades com marinhas parceiras da América Latina, com o objetivo de ampliar interoperabilidade, capacidade conjunta e cooperação marítima na região, segundo o DCM.

O trajeto do navio até o Brasil inclui a descida pelo sul do continente, passagem pelo Estreito de Magalhães e depois a subida pela costa atlântica da América do Sul.

A viagem faz parte da última grande operação do USS Nimitz antes de sua desativação definitiva, o que transforma a escala brasileira em um momento simbólico para a carreira de um dos navios mais emblemáticos da frota estadunidense.

No caso do Rio de Janeiro, o ponto mais sensível envolve a segurança do tráfego aéreo. Segundo o aviso emitido aos aeronavegantes, as antenas localizadas na ponte de comando do navio ultrapassam 70 metros de altura, o que representa um obstáculo relevante para pilotos, sobretudo helicópteros e aeronaves que operam em baixa altura na região da Baía de Guanabara.

Esse tipo de notificação já é comum quando embarcações de grande porte ficam próximas ao Santos Dumont, mas o porte do Nimitz elevou o nível de atenção.


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Lula na Alemanha: “Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra contra o Irã”

Presidente afirma que medidas adotadas pelo governo evitaram alta do petróleo no mercado interno e critica conflito no Oriente Médio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “o Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra feita contra o Irã”, e destacou que as medidas adotadas pelo governo têm reduzido os impactos econômicos do conflito, especialmente no setor de energia. A declaração foi feita durante a abertura da Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, neste domingo (19), onde o presidente também criticou as ações militares no Oriente Médio e seus efeitos globais.

Críticas à guerra e à ONU
O presidente também fez críticas diretas às ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além de questionar a postura de membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, de acordo com o 247>

“Enquanto astronautas sobrevoam a lua, bombardeios matam de forma indiscriminada civis, mulheres e crianças no Oriente Médio (…) Alguns membros permanentes do Conselho de Segurança agem sem amparo da carta da ONU”, disse.

Efeitos globais e sociais do conflito
Lula ainda mencionou o uso ilegal de inteligência artificial em operações militares e alertou para os impactos econômicos da guerra. Segundo ele, o conflito contribui para o aumento dos custos de energia e transporte, além de intensificar a escassez agrícola e a insegurança alimentar.

“São os mais vulneráveis que pagam o preço da inflação dos alimentos, o protecionismo ressurge como resposta falaciosa para problemas econômicos e sociais complexos”, declarou.

Agenda na Alemanha
O presidente chegou à Alemanha neste domingo e foi recebido com honras militares no Palácio de Herrenhausen, em Hannover. Ele participa da Feira Industrial de Hannover, considerada a maior do mundo no setor de inovação e tecnologia industrial, da qual o Brasil é país parceiro. A agenda inclui ainda um jantar empresarial oferecido pelo chanceler alemão Friedrich Merz, com a presença de executivos brasileiros e alemães.


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Lula: Nenhum presidente tem o direito impor regras a outros países

Em reunião com outros chefes de Estado na Espanha, presidente salientou necessidade de países se unirem para fortalecer multilateralismo e fazer frente ao extremismo e às guerras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste sábado (18), da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, em Barcelona, na Espanha. Em sua fala, enfatizou a necessidade de reformar a ONU, defender a democracia e combater o imperialismo e a extrema direita. Também falou sobre a urgência de se regular as redes sociais, lutar contra o machismo e o feminicídio e acabar com a escala 6×1.

“O que nos move, com muita força, é a questão do multilateralismo e a relação entre as nações. Porque esse tema que nós estamos discutindo aqui poderia estar sendo discutido nas Nações Unidas. E por que não está? Porque hoje as Nações Unidas não representam aquilo para o qual ela foi criada”, disse Lula.

Ele destacou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU — cujo objetivo era garantir a paz no mundo após a Segunda Guerra Mundial — “viraram os senhores da guerra”.

Nesse cenário, prosseguiu o presidente, “a democracia que discutimos aqui, entre chefes de Estado, é se o mundo vai continuar do jeito que está ou se nós vamos tentar mudá-lo”. Além disso, enfatizou: “Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países”.

Leia também: Lula critica “poderosos que se julgam divindades” e atacam defensores da paz

Sem citar diretamente o presidente Donald Trump, Lula salientou que “não podemos levantar e dormir com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo e fazendo guerra”.

O presidente brasileiro afirmou que “o extremismo e a falta de respeito às cartas da ONU, a falta de respeito à harmonia entre os países e as nações, é algo muito perigoso no mundo em que estamos vivendo”.

Na sequência, Lula defendeu a participação de outros países nos fóruns e conselhos da ONU. “Cadê a representação africana? Só no continente africano nós temos três países com mais de 120 milhões de habitantes. Cadê a participação do México e do Brasil, de uma Argentina, de uma Colômbia? Cadê a participação da Índia? Tantos países importantes, Alemanha, Japão, Indonésia, todos os países poderiam participar”.

A ONU, acrescentou Lula, “não pode ficar silenciosa diante do que está acontecendo no mundo”, sublinhando que hoje “o Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina no outro país. Ou seja, é o pobre que paga pela irresponsabilidade de guerras que ninguém quer”.

O presidente também se disse “muito preocupado com Cuba” e defendeu o fim das sanções e o direito do povo cubano a sua soberania. “Os problemas de Cuba é dos cubanos. Não é um problema do Lula, da Cláudia (Sheinbaum, presidente do México) ou do Trump”. E enfatizou: “Parem com esse maldito bloqueio à Cuba e deixem os cubanos viverem a vida deles”.

Plataformas digitais e extrema direita

Lula também abordou a necessidade de haver maior regramento ao funcionamento das big techs — o que precisaria partir da ONU para ter alcance global — e criticou a interferência de chefes de Estado nas eleições de outros países por meio das redes sociais, um risco que o Brasil corre neste ano.

“(É preciso) controlar as plataformas digitais, impor regras democráticas”, declarou, acrescentando que “a ONU é um instrumento muito valioso, se ela funcionar. E ela precisa funcionar para garantir que, por exemplo, as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro, para todo mundo. Não pode um presidente da República de um país interferir na eleição de outro, pedir voto para outro. Cadê a soberania eleitoral? Cadê a soberania territorial?”.

Ao tratar da extrema direita brasileira, disse que “acabamos de derrotar o extremismo” porque “temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia, e quatro generais de quatro estrelas presos porque tentaram um golpe”. Mas, salientou, “o extremismo não acabou. Ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez”. E acrescentou: “mas este é um problema nosso, do povo brasileiro, com o qual a gente lida com as nossas forças e com as nossas armas lá dentro”.

Lula também afirmou: “o que me incomoda é a volta dos imperadores que se acham dono do mundo. Nós não queremos mais czar, nós não queremos mais imperadores. O povo pobre merece uma chance de viver num sistema democrático. Nós precisamos juntar no mundo todos os que querem construir a democracia. A democracia dentro de cada país depende de cada país. Mas a democracia nas Nações Unidas depende de nós; fortalecer o multilateralismo depende de nós”.

Escala 6×1 e feminicídios

Em seu pronunciamento, o presidente Lula também tratou de outras questões que vêm sendo debatidas no Brasil, entre as quais o fim da escala 6×1 — a proposta, que vem sendo trabalhada nos últimos anos por parlamentares e movimentos sindicais e sociais, foi formatada num novo projeto de lei do Executivo, que tramitará em regime de urgência no Congresso.

Ao defender uma nova escala de trabalho, disse: “Hoje me parece que os ganhos tecnológicos, a sofisticação da produção, só vale para o rico. Para o pobre não vale nada. Ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa?”.

Para Lula, pautas como essa ajudam a reconstruir a credibilidade da democracia. “A democracia está perdendo credibilidade porque muitas vezes ela não deu resposta aos anseios da sociedade”, completou.

O presidente ainda falou sobre a luta contra a violência de gênero, salientando que “o mundo segue sendo muito machista e no caso do meus país, o machismo é cada vez mais violento”.

Lula informou aos demais chefes de Estado da criação do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, envolvendo os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “Estamos tentando chamar os homens à responsabilidade porque eles é que são violentos. Queremos criar a ideia de que o problema da violência contra a mulher não é um problema da mulher, mas do homem”.


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Lula à revista alemã Der Spiegel: “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”

Presidente afirma que a democracia brasileira sairá mais forte, critica Donald Trump, defende o multilateralismo e reafirma soberania do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o campo democrático vencerá as próximas eleições no Brasil e declarou que o país não abrirá espaço para o fascismo. “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”, disse Lula em entrevista à revista alemã Der Spiegel, na qual também abordou o cenário internacional, criticou Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, defendeu o multilateralismo e reafirmou a soberania brasileira diante das pressões geopolíticas.

Na entrevista publicada pela Der Spiegel, Lula tratou ainda do acordo entre Mercosul e União Europeia, da relação com a Alemanha, da guerra no Oriente Médio, da crise internacional provocada pela escalada militar liderada por grandes potências e da situação política na América Latina. Segundo o 247, ao longo da conversa, o presidente apresentou o Brasil como uma democracia sólida e insistiu que o mundo vive um momento de desordem que exige mais diálogo, mais equilíbrio institucional e menos imposições unilaterais.

“Aqui não há lugar para fascistas”
Ao comentar o ambiente político brasileiro e a possibilidade de uma nova disputa presidencial, Lula demonstrou confiança na vitória das forças democráticas e fez a declaração mais forte da entrevista: “O Brasil continuará sendo um país democrático. Além disso, nós vamos ganhar esta eleição e fazer com que a nossa democracia fique ainda mais estável. Aqui não há lugar para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia”.

A fala sintetiza a visão do presidente sobre o momento político nacional, ainda marcado pelos efeitos da tentativa de ruptura institucional promovida por setores da extrema direita após sua eleição. Lula reforçou que o Brasil dispõe hoje de instituições mais preparadas para reagir a ataques contra a ordem democrática e ressaltou a responsabilização de envolvidos em ações golpistas.

“É a primeira vez na nossa história que um ex-presidente e quatro generais foram responsabilizados por seus atos”, afirmou, ao defender o funcionamento da Justiça como condição essencial para impedir recaídas autoritárias.

Lula critica Trump e diz que presidente dos EUA “não foi eleito imperador do mundo”
Um dos trechos centrais da entrevista foi a crítica direta de Lula a Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Ao analisar a postura de Washington diante de outros países, o presidente brasileiro afirmou: “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ameaçar outros países o tempo todo com guerra”.

Lula acrescentou que a ordem internacional vive um processo acelerado de deterioração. “Precisamos colocar este mundo em ordem; ele está se transformando em um único campo de batalha”, declarou. Em sua avaliação, o sistema global se tornou refém da lógica militar e do poder concentrado nas mãos de poucas nações, em prejuízo da paz e do desenvolvimento.

O presidente também criticou o volume de recursos despejados na indústria bélica. “No ano passado, foram gastos 2,7 trilhões de dólares com armas e militares. Esse dinheiro poderia ser melhor empregado no combate à fome ou ao analfabetismo na África ou na América Latina”, disse.

Soberania e respeito nas relações com os Estados Unidos
Ao recordar os atritos comerciais com os Estados Unidos, Lula afirmou que não existe fórmula mágica para lidar com Trump, mas insistiu que o respeito entre os países depende da capacidade de cada governo de se impor politicamente. “Ninguém respeita alguém que não se faça respeitar”, afirmou.

Segundo o presidente, ele próprio deixou claro a Trump que o Brasil não abrirá mão de seus interesses nacionais. “Eu disse a Trump: você pode dizer que tem os maiores navios, aviões e foguetes do mundo. Eu quero paz, meu país quer se desenvolver. Minha guerra com você é uma guerra de narrativas”, declarou.

Lula também contestou o argumento utilizado pelos Estados Unidos para justificar medidas tarifárias contra o Brasil. “Essas tarifas são um erro, porque os Estados Unidos têm há anos um superávit comercial com o Brasil. Então não vamos contar histórias falsas”, afirmou.

Ao mesmo tempo, deixou claro que o Brasil não aceitará ficar dependente de um único parceiro comercial. “Se Trump não quiser comprar nada de mim, eu procuro meus compradores em outro lugar. Em três anos e meio, abrimos 518 novos mercados para os produtos brasileiros. Eu não vou ficar sentado lamentando”, disse.


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EUA manda aviso ao Brasil sobre ofensiva que fará contra CV e PCC

O governo dos Estados Unidos enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções

O governo dos Estados Unidos (EUA) enviou recado ao presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, sobre ofensiva que pretende fazer contra as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em reunião com Galípolo, autoridades norte-americanas avisaram que Washington caminha para classificar CV e PCC como organizações terroristas, a despeito da resistência da administração Lula. O Departamento de Estado argumenta que esses grupos movimentam grandes quantias por meio de lavagem de dinheiro e que o aumento do rigor, por meio da nova classificação, facilitará a asfixia financeira.

Somente o Brasil foi avisado com antecedência, tendo em vista que há países que não foram informados previamente sobre a medida. O México, por exemplo, não recebeu tal comunicado antes de a Casa Branca classificar seis grandes cartéis como terroristas.

Isso permite o congelamento imediato de ativos em solo americano e proíbe qualquer entidade ou indivíduo sob jurisdição dos EUA de fornecer suporte material, o que cria barreira para a utilização do sistema bancário global por essas facções.

O Palácio do Planalto e o Ministério da Justiça e Segurança Pública tradicionalmente defendem que o enfrentamento ao crime organizado deve ser tratado sob a ótica da cooperação policial, a abordagem de Washington eleva a questão ao nível de ameaça à segurança nacional.

A resistência do governo Lula consiste na preocupação de que tal classificação possa abrir precedentes para intervenções externas ou sanções indiretas que afetem a soberania nacional, a economia doméstica e o setor de turismo.


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PF monitorou fim da data de permanência legal de Ramagem nos EUA para ação de prisão

PF fez trabalho de cooperação por meio de um oficial de ligação que acompanhou os dados de Ramagem nos EUA

A coluna de Juliana Dal Piva, no ICL, apurou que a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos ocorreu após um trabalho de meses da Polícia Federal desde que Ramagem fugiu em setembro. Um dos pontos centrais para que a ação se desdobrasse nesta segunda-feira foi verificar quando vencia o período de permanência legal do ex-deputado nos EUA com o visto B1B2, o visto de turismo e negócios utilizado por ele para entrar na Flórida.

Além disso, a PF fez um trabalho de cooperação por meio de um oficial de ligação que estava atuando nos EUA e acompanhando os dados de Ramagem. Ele foi preso nesta segunda-feira (13) por agentes do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, na Flórida, onde permanecia desde que deixou o Brasil em 2025.

O ex-diretor-geral da Abin teve o mandato cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado, após ser condenado no processo da trama golpista em 11 de setembro.

Após fugir do Brasil, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) entrou nos EUA no dia 11 de setembro, o que demonstra que ele decidiu deixar o país antes mesmo de ser condenado. A PF já apura o caso desde o início de outubro.

Além disso, investigadores já identificaram que Ramagem iniciou sua fuga em Brasília a partir de um voo para Boa Vista, em Roraima, no dia 9 de setembro. O trajeto entre Boa Vista e a Guiana foi feito via terrestre. Nos dias seguintes, tanto ele como a mulher, Rebeca, passaram a postar imagens juntos para disfarçar o paradeiro do deputado. Por isso, antes dela viajar aos EUA, Rebeca foi alvo de busca pessoal e teve celulares apreendidos no aeroporto.

Em nota, a Câmara informou que não foi autorizada missão oficial no exterior para o deputado Ramagem, tampouco houve comunicação à presidência da Casa de afastamento do parlamentar do território nacional.

A Casa também declarou que o deputado apresentou atestados médicos nos períodos de 9 de setembro a 8 de outubro; e de 13 de outubro a 12 de dezembro. Ramagem integrava o chamado “núcleo crucial” da trama golpista, ao lado de outras sete pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão e o ministro Alexandre de Moraes também determinou esta semana a perda de mandato parlamentar de Alexandre Ramagem.

A esposa do deputado, Rebeca Ramagem, chegou a publicar, no domingo (23), nas redes sociais, que a família viajou para Miami por “proteção”, alegando enfrentar “perseguição política desumana”.


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O ex-deputado bolsonarista, Alexandre Ramagem, tomou um peguei do ICE de Trump nos EUA

Alexandre Ramagem, preso pelo ICE, como é sabido, entrou nos EUA com documentos falsos e com a ajuda de garimpeiro.

Uma família ligada ao garimpo, certamente, ilegal, armou a fuga do bolsonarista que permanecia em Miami.

Na verdade, esse é o segundo bolsonarista laçado e encarcerado pela polícia em quatro dias.

Bastou o sujeito entrar na lista da Interpol, que o serviço de imigração de Trump o abocanhou.

Ramagem, bolsonarista de carteirinha, foi condenado a 16 anos pelo STF por tentativa de golpe e abolição violenta do Estado democrático de direito, trama golpista e organzação criminosa.

Ou seja, aquele todo poderoso ex-delegado da PF, ex-diretor da Abin e ex-deputado do PL, foi preso neste 13 de abril, nos EUA, terra sagrada para os bolsonaristas raiz.

Ao invés de se entregar, o sujeito fugiu do Brasil à francesa pela fronteira de Roraima com a Guiana, usando passaporte diplomático e foi parar nos EUA. Ele já estava com mandado de prisão no Brasil.

O ICE o prendeu por questão de imigração, por irregularidade. Agora, ele deve estar em algum centro de detenção do ICE, e a justiça brasileira tentará acelerar sua extradição.

Os bolsonaristas estão p… da vida com mais essa prisão de golpista que, segundo eles, Ramagem havia pedido asilo e dará ruim para os EUA se o país entregá-lo para a justiça brasileira.

Os petistas estão se refestelando nos memes, mostrando Ramagem como um vira-lata sendo chutado por Trump.

Seja como for, a maré anda tosca para a direita brasileira. Se antes, andava de lado como caranguejo, esse episódio com Ramagem, que simboliza a própria imagem do pai de Flavio Bolsonaro, somado à derrota de Trump para o Irã e da extrema direita com Órban na Hungria, a extrema direita brejeira vai pe4rdendo o chão aqui na terrinha.

É muito ídolo indo para o saco ao mesmo tempo. Não há fanatismo possível´para tamanho revés.


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Eleição no Brasil e interferência de Trump colocam China em estado de alerta

Pequim considera votação no Brasil em 2026 como um dos fatos políticos mais importantes do ano nos países em desenvolvimento

A China está preocupada com uma eventual interferência dos EUA nas eleições no Brasil e o risco de uma vitória do campo bolsonarista. O ICL Notícias conversou com diplomatas, autoridades e acadêmicos em Pequim e, de forma unânime, todos apontam para a ameaça aos seus interesses caso Flávio Bolsonaro opte por ceder às pressões de Donald Trump e se alinhar ao governo norte-americano.

A preocupação já ficou nítida nos canais diplomáticos entre os dois países, com os chineses questionando Brasília sobre cenários eleitorais e eventuais impactos.

Nos dois primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro, a relação entre China e Brasil viveu uma sequências de crises. Agora, um dos temores é de que, numa eventual vitória de Flávio Bolsonaro, a relação não apenas retomaria a tensão, mas que seria ampliada diante da ofensiva de Trump na América Latina.

Em toda a região, diplomatas chineses indicaram que “entendem” quando candidatos de direita atacam Pequim durante as campanhas eleitorais. Os chineses consideram que isso faz “parte do jogo” da política regional. Mas o que não irão tolerar é que, se no poder, essas autoridades usem os cargos oficiais para fustigar Pequim ou disseminar desinformação.

Seja qual for o resultado da eleição, fontes chinesas apontam que a eleição presidencial no Brasil em 2026 é um dos fatos políticos mais importantes do ano nos países em desenvolvimento, principalmente diante da “sombra” de Trump na região.

Guo Cunhai, diretor do Departamento de Estudos Sociais e Culturais do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Academia Chinesa de Ciências Sociais, avalia a existência de três desafios a partir do riscos de uma intervenção dos EUA na América Latina e no Brasil.

O primeiro deles seria a pressão sobre vias estratégicas para o comércio, como o Canal do Panamá ou o porto de Santos. No caso brasileiro, o governo Trump já demonstrou insatisfação diante da relação dos chineses com as autoridades portuárias brasileiras.

Um segundo elemento da intervenção seria a conclusão de acordos entre os EUA e o Brasil no setor de minerais críticos. “Já foi debatido entendimentos que excluem a China (do mercado)”, afirmou.

Por fim, o outro risco é de que os EUA coloquem uma pressão insustentável contra qualquer aproximação do Brasil ou da América Latina no desenvolvimento de Inteligência Artificial a partir de modelos e tecnologias chinesas.

Caso haja uma mudança de governo no Brasil, porém, a China insiste que sua atitude não será a de promover uma ruptura. Fontes em Pequim insistem que tem“confiança plena na manutenção de uma relação estratégica” com o Brasil, sob um eventual governo de Flavio Bolsonaro.

Segundo Cunhai, de fato a China se transformou no maior parceiro comercial do Brasil em 2009 e, hoje, 38% das exportações do país tem o mercado chinês como destino. “A proximidade econômica não vai mudar”, insistiu. “A parceria não depende da ideologia”, afirmou, destacando os investimentos até mesmo da Tiktok no Brasil.

Para a pesquisadora Liu Si, também da Academia de Ciências, sempre houve uma intervenção dos EUA quando o assunto é a cooperação militar entre China e América Latina. Mas, ao longo de décadas, ela era “invisível”. “Hoje, ela é violenta”, afirmou.

Sun Hongbo, outro pesquisador e que também ocupou um cargo diplomático da China em Buenos Aires durante quatro anos, também destaca a existência de um “interesse estratégico” por parte da China no Brasil.

Entre latino-americanos, porém, existem dúvidas sobre até que ponto a China está disposta a ir para confrontar os EUA na região. O silêncio diante do sequestro de Nicolas Maduro e a assistência tímida em Cuba são indícios, para negociadores, que Pequim nem sempre agirá para defender seus aliados.

O objetivo único do governo de Xi Jinping é a estabilidade nacional e seu crescimento, ainda que para isso tenha de abrir mão de algum aliado pelo mundo. Se o cálculo mostrar que sair em defesa de um país latino-americano colocará em risco esse princípios, Pequim dificilmente atuará.

Neste caso, a “acomodação” é a palavra usada para descrever a relação da China diante da ofensiva de Trump.

*Jamil Chade/ICL


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As big techs e seu alinhamento com o discurso de ódio no Brasil

Saltam aos olhos o alinhamento e favorecimento das grandes empresas de tecnologia (big techs) ao discurso de ódio com movimentos de direita e de extrema direita no Brasil, por isso mesmo tem sido objeto de intensos debates políticos e investigações.

São muitos os relatos e análises que indicam uma combinação explosiva de estratégias de lobby, treinamentos e algoritmos que beneficiam os discursos de extremistas ditos conservadores, sobretudo na atual oposição ao governo Lula.

Nada é feito nesse sentido baseado em informações, é ódio cíclico em estado puro por membros de uma suposta corrente conservadora mais radical do fascismo de extrema direita bolsonarista.

Há treinamentos oficiais do Google e Meta, Facebook, Instagram e Whatsapp realizando oficinas para o PL do clã Bolsonaro, focados no uso da Inteligência Artificial e estratégias de comunicação com cunho violento e de ódio para as eleições de 2026.

Lógico que isso gerou incontáveis críticas sobre o papel omercial e político dessas empresas, mas a coisa, como sabemos, não se resume à ofensiva política organizada pelas big techs em prol da extrema direita.

Sem regulação das redes, pelo intenso lobby no Congresso, em nome da liberdade de expressão, essa gente se protege numa carapaça de modelo de negócio que lucra politicamente com conteúdos altamente agressivos e caluniosos.

A dreita não quer debate, porque não pode debater, quer falar o que dá na cruzeta, pois é fácil apanhar de qualquer um que tenha um mínimo de neurônio diante de um rosário de capim.

Por isso, infalivelmente, os tais conservadores, amarrados na própria limitação intelectual, investem pesadamente nas mentiras desde que nunca tenham que provar nada e, assim, seguem exaltando o cinismo como a única coisa capaz de substituir opiniões ou ideias em um debate sério sobre o destino do país.

E É aí nesse ponto que as big techs lucram com conteúdos mais que sensacionalistas, criminisos. Isso piorou e muito com suas relações próximas às lideranças de extema direita nos EUA, como Trump. Seria fatal que respingaria no Brasil.

Que fique bem claro, as gigantes da tecnologia têm lado e ideologia e não é o lado do povo brasileiro, mas numa disputa contra ele.

Claro, isso é um desafio à democracia, porque favorece sobremaneira a extrema direita no mesmo passo em que opera para invisibilizar, principalmente os blogs e cainais de esquerda, como o Antropofagista.

Todos esses espaços progressistas, de alguma forma, são prejudicados por uma combinação macabra entre bolsonarismo e seus milionários patrocinadores da Faria Lima com as big techs.

Por isso, não só pedimos apoio de qualquer valor aos nossos leitores, mas sobretudo que compartilhem os nossos conteúdos para formar uma grande corrente de luta contra o fascismo brejeiro que conta com o apoio estratégico da extrema direta global via big techs.


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Vídeo: “Ninguém vai fazer a gente mudar o Pix”, responde Lula ao ataque de Trump ao Pix

O presidente Lula afirmou nesta quinta (2) que “ninguém” vai forçar o governo brasileiro a mudar o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil. O petista deu a declaração após a divulgação de um relatório do governo dos Estados Unidos, que criticou a ferramenta por supostamente prejudicar empresas americanas de pagamentos eletrônicos, como Visa e Mastercard.

“Os Estados Unidos fizeram um relatório nesta semana sobre o Pix, disseram que o Pix distorce o comércio internacional, porque o Pix acho que cria problema para a moeda deles. O que é importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir. O Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, afirmou.

Durante sua visita a Salvador (BA), Lula argumentou que o sistema foi criado para atender às necessidades do povo brasileiro e que ninguém vai mudar sua estrutura por pressões externas. “O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix, para que, cada vez mais, ele possa atender às necessidades de mulheres e homens”, completou.

O relatório do governo dos EUA, divulgado nesta quarta (1º), afirmou que o Pix gera prejuízo a fornecedores americanos e distorce o comércio internacional. O documento divulgado pelo governo de Donald Trump também reclama do Mercosul, da “taxa das blusinhas” e da rua 25 de Março.

https://twitter.com/i/status/2039726821814554678

Durante o evento, o presidente também criticou os altos custos do sistema de pagamentos tradicional, como os cartões de crédito, e reforçou que o Pix é uma alternativa gratuita e rápida, funcionando 24 horas por dia e simplificando as transações financeiras.

Ele defendeu que, embora o Brasil seja produtor de tecnologias financeiras, o mercado brasileiro é muitas vezes afetado por pressões externas, como as feitas pelas gigantes de pagamentos dos EUA.

Além da defesa do meio de pagamento, Lula também detonou a privatização de empresas estratégicas do Brasil, como a BR Distribuidora. Ele alegou que, com a venda da subsidiária da Petrobras, o governo perdeu a capacidade de regular melhor os preços dos combustíveis, afetando diretamente o bolso dos brasileiros. Com DCM.


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