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O controle da opinião imposto pelas big techs no Brasil

As big techs se transformaram numa arma contra as sociedades parra atender interesses dos “donos da terra” e dos “donos do mundo”.

A mensagem que vem nesse jogo podre das gigantes americanas que controlam as redes sociais, é simples, ou está do nosso lado ou está contra nós. O jogo é simples e direto, sem qualqueer notificação ou resposta para determinada ação de censura das big techs.

O nome disso é guilhotina digital, ou seja, mão de ferro na boca e trava automática dos algoritmos se ele interpretar como violência gráfica ou escrita qualquer desenho ou texto que as big techs, ironicamnete julgam serem censuráveis, julgam importante serem guilhotinadas.

E um controle férreo. E se se referir a eles em um desenho com a mão na boca, as gigantes da tecnologia arrebentarão, na base do cipó, seu post até que vire passarinho que nem piar, pia.

É um tipo de violência sem corpo, zero violência, é só objeto quebrado com uma mordaça virtual para que tal fala não vire semente contra os donos da terra e os donos do planeta.

Há um manual de controle com dentes de chumbo e algoritmosal de seda no bolso. O nome disso é censura moderna ou degola contemporâneos, mas pode chamar de cadeado invisível, embalado numa bandeja de doces para virar uma decapitação soft pelos donos da praça virtual.

A isso, podemos também chamar de cordel do Vale do Silício. São as raposas de gravata que cercam as redes por código e chama isso de cloud.

Isso sifnifica que as big techs não proibem nada, só escondem numa estante da web.

Foi assim que o Antropofagista foi devorado quando furou o bolt. Ou seja, somos devorados de fora do Brasil, da Califórnia e congêneres, mas não só nós, a grande maioria, quase a totalidade dos blogs, textos e opiniões voltados à esquerda têm denunciado tal fato, de forma mais ou menos ácida, direta ou indiretamente para não ser perseguido pela mão oculta dos sistemas,

Manda o comando. Se eles controlam o FED, o BC, controlamos a rua, mas o boca a boca que fura o bolo, ou seja, o bool, exige desenho próprio como vimos na reação do povo à PEC da Bandidagem por ícones da música brasileira.

Aqui mesmo insistimos na busca por apoio para sobrevivermos a esse processador, mas a resistência que fura a bolha na tentativa de não travar a própria existência desse espaço, é uma ação que cobra um alto preço físico e intelectual.

As big techs trancam dados em galpões refrigerados, o que tentamos é rachar essa estrutura para não sonhar com um pomar, mas com alguns frutos que possam ser plantados na terra em que pisamos.


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Descabelando o palhaço: Mídia brasileira quer para o Brasil a mileirização e a falência da Argentina

Desde a chegada de Javier Milei ao poder, o fanfarrônico narcocapitalista detonou 22 mil empresas argentinas, outras 15 mil deram linha na pipa portenha, porque a Argentina, comandada por Milei, o “mito” do neoliberalismo cucaracho tranformou o país numa malária (nome dado à economia quebrada daquele país) e carne de burro virou prato de luxo num país cuja era de ouro era considerado o império dos filés bovinos.

Outros dados mostram por que a esmagadora maioria do povo argentino quer a cabeça de Milei. O desemprego não para de crescer e, mesmo em dupla jornada de trabalho, o argentino não vê sinal de refresco numa vida esmagada ou decapitada pela motossera do descabelado.

Quanto mais o argentino reza, mais assombração aparece.

Já no Brasil, a mídia implora por um efeito orloff para que a terrinha aqui reproduza a política de terra arrasada de Milei.

Na omilia dominical do Estadão, o pool de banqueiros que regem, no tranco, com mãos nada hábeis as marionetes do Banco Central privatizado por Bolsonaro, agora, de posse do jornalão escravocrata, para o bem da agiotagem nacional, exige que cá, como lá, o brasileiro sofra um arroxo neoliberal com suas mandíbulas de aço.

É desse sangue que espirra do povo triturado que os vampiros da multiplicação dos juros fazem a nata da papa fina multiplicar seus ganhos, fazendo inveja nos que comandam o suco gástrico dos abutres que engolem o povo argentino numa velocidade impressionante.


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O que EUA fizerem conosco, vamos fazer com eles, diz Lula sobre credencial de americano

Presidente diz esperar que estejam dispostos a voltar a conversar para coisas voltarem à normalidade

O presidente Lula (PT) elogiou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pelo bloqueio das credenciais de um agente de imigração americano após o governo de Donald Trump ordenar a retirada de um delegado brasileiro dos Estados Unidos.

“Parabéns pela sua posição com relação ao delegado americano, colocando a reciprocidade. Ou seja, o que eles fizeram conosco, a gente vai fazer com eles, esperando que eles estejam dispostos a voltar a conversar e as coisas voltarem à normalidade”, disse Lula nesta quarta-feira (22).

A fala foi feita durante encontro entre Lula, Andrei e o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, no Palácio da Alvorada. Os três participavam da assinatura da contratação de mil novos policiais federais.

O governo Trump informou na manhã desta quarta que o policial, que trabalhava no setor de imigração dos EUA, teria atuado para manipular o sistema de imigração e “contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território” americano.

Mais cedo, Andrei afirmou em entrevista à Globonews que o bloqueio ao sistema de dados da PF contra o servidor americano vai durar até que seja esclarecido o motivo que levou os EUA a tomarem as atitudes contra o agente brasileiro.

Como mostrou a Folha, o policial em questão seria o delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho, que atua em Miami. Ele é adido da PF na cidade e teve participação no caso que levou à prisão do ex-delegado federal e ex-deputado Alexandre Ramagem, na semana passada pelo ICE, a agência de imigração dos EUA. Ramagem, que é considerado foragido no Brasil, foi solto dois dias depois, na quarta (15).

Durante passagem por Hannover (Alemanha) na terça (21), Lula já havia afirmado a jornalistas que, se fosse identificado abuso por parte das autoridades americanas com o policial, o Brasil tomaria medidas de reciprocidade contra os EUA.

“Queremos fazer as coisas da maneira mais correta possível, mas não podemos aceitar esse tipo de ingerência que alguns personagens querem ter em relação ao Brasil”, disse o presidente, antes de seguir para a última etapa de sua viagem à Europa, Portugal.

*ICL


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PF retira credencial de americano que estava no Brasil

Decisão foi apresentada pela PF como um “ato de reciprocidade” depois da expulsão de um delegado brasileiro nos EUA, no início da semana

Num ato de reciprocidade diante da expulsão de um delegado da Polícia Federal que estava nos EUA, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que está retirando a credencial de um servidor americano que está no Brasil e que atua no setor de imigração.

O gesto foi tomado pelo chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que explicou à reportagem a lógica que deu base para sua ação.

Segundo ele, o servidor americano ficará sem acesso a certas informações e aos sistemas informáticos. Ele também terá seu crachá retirado e não poderá ter acesso ao prédio da PF.

Andrei Rodrigues explicou que não expulsou o americano por conta de não ter, até agora, recebido uma comunicação oficial por parte dos EUA de que seu delegado também teria sido expulso. O que existe, segundo ele, é apenas uma declaração por redes sociais.

“Por esse motivo, o que eu posso fazer até aqui é uma suspensão do servidor americano, até que haja algo oficial”, explicou.

Para o chefe da PF, seu papel é o de tomar uma medida de “reciprocidade policial”. O restante terá de ser decidido pelo Itamaraty.

Itamaraty explica
Num comunicado, o Ministério das Relações Exteriores explicou a medida adotada pelo Brasil.

Diante da confirmação da informação de que oficial de ligação da Policia Federal brasileira junto ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), em Miami, foi comunicado verbalmente pelo governo dos Estados Unidos sobre a interrupção imediata do exercício de suas funções oficiais em território norte-americano, representante da embaixada daquele pais foi convocada ao Ministério das Relações Exteriores no final da tarde de ontem (21).

O agente brasileiro atuava com base em memorando de entendimento firmado entre os dois governos sobre a facilitação do intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança.

A representante da embaixada norte-americana foi informada, também verbalmente, que o governo brasileiro aplicará o principio da reciprocidade diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso, como prevê o parágrafo 7.3 do memorando de entendimento bilateral que regula essa modalidade de cooperação policial.

A medida tampouco observa a boa prática diplomática de diálogo entre nações amigas, como o Brasil e os Estados Unidos, ao longo de mais de 200 anos de relação. Os termos da aplicação da reciprocidade foram também transmitidos verbalmente à representante da embaixada, e envolvem a interrupção imediata do exercício de funções oficiais de representante norte-americano de area homologa em território brasileiro.

A crise, ainda assim, aprofunda o mal-estar entre os dois países. Mas o gesto era considerado como inevitável, já que deixar a atitude da Casa Branca sem resposta poderia sinalizar uma fraqueza por parte de Brasília quanto a defesa da soberania.

O caso ainda se transforma no pior momento na cooperação entre as polícias do Brasil e dos EUA em anos. Os dois países têm um acordo para a atuação conjunta de suas forças policiais e, no caso de uma crise, os mecanismos previam já a possibilidade da suspensão da troca de informações ou mesmo a expulsão de um adido.

Na segunda-feira, o governo Trump anunciou que solicitou a expulsão de um “funcionário brasileiro” nos EUA. Tratava-se de Marcelo Ivo, delegado da Polícia Federal em Miami e que teve uma atuação na operação que prendeu Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e que está foragido nos EUA.

A alegação foi de que Ivo tentou convencer as autoridades americanas que o caso de Ramagem era de deportação por conta de um visto vencido, e não de extradição – o que envolveria uma consideração do processo legal contra ele pelo STF.

No momento da prisão de Ramagem, a atitude da PF de dizer que o ato foi resultado de uma cooperação entre os dois países irritou a ala mais radical da Casa Branca.

O fato gerou uma mobilização de bolsonaristas que, com contatos nos EUA, conseguiram convencer a Casa Branca a liberar o ex-diretor da Abin.

Teria sido Darren Beattie – enviado de Trump ao Brasil e que foi impedido de entrar no país no mês passado depois de mentir sobre os objetivos de sua visita – quem liderou a pressão para que Ramagem fosse solto e para que o delegado da PF tivesse seu visto revogado. Foi sua revanche.

*Jamil Chade;ICL


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Guerra e ataques ao Papa: A popularidade mental de Tump segue baixa

O presidente dos EUA, Donald Trump, segue com sua popularidade no nível mais baixo de seu mandato. Segundo levantamento Reuters/Ipsos, divulgada nesta terça-feira (21), 62% dos estadunidenses o rejeitam; 36% aprovam seu desempenho.

O levantamento foi concluído na segunda-feira (20) e feito em meio aos impasses em relação cessar-fogo com o Irã e aos embates do mandatário com o papa Leão 14.

A guerra promovida pelos EUA contra o Irã tem apenas 36% de aprovação — índice que se manteve estável ante pesquisa Reuters/Ipsos feita entre 10 e 12 de abril.

A pesquisa também mediu como os estadunidenses avaliam a lucidez do republicano, tema que tem emergido entre as preocupações de correligionários e da sociedade em geral.

Saiba mais: Após imagem como papa, sacrilégio de Trump cresce ao se comparar a Jesus

Fatos como destemperos em relação ao papa, publicação de memes considerados ofensivos à fé católica e rompantes como quando disse que aniquilaria a civilização persa acabando com o Irã contribuíram para essa impressão — embora o comportamento do presidente possa ser facilmente identificado com posturas clássicas de fascistas.

Segundo a pesquisa, apenas 26% dos cidadãos o consideram “equilibrado”. Entre os republicanos, 46% não o consideram equilibrado, enquanto 53% acham que ele é. Apenas 7% dos democratas têm opinião positiva sobre a saúde mental de Trump.

A pesquisa mais recente foi feita com 4.557 adultos em todo o país, de maneira online e tem margem de erro de dois pontos percentuais. Com Vermelho.


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Ala radical nos EUA ganha espaço e inaugura ingerência em eleição no Brasil

Ultraconservadores na Casa Branca intensificam ações contra o Brasil e aliança com bolsonarismo; estratégia é não repetir tarifaço para não dar palco para Lula

A crise no Irã tem causado um dano importante para o Brasil. O problema, porém, não é o Estreito de Ormuz. Fontes diplomáticas em Washington revelaram ao ICL Notícias que o foco de Donald Trump na guerra e seu medo de uma derrota abriram o caminho para que outros temas da agenda de política externa deixassem de receber a mesma atenção da cúpula da Casa Branca.

Como resultado, alas mais radicais passaram a dar as cartas no que se refere à situação com o Brasil. Para membros do governo Lula, a nova realidade e os atos adotados pela administração Trump nas últimas semanas sinaliza que a ingerência na eleição do país já começou na prática.

Em meados de 2025, Trump abriu uma crise inédita com o Brasil, adotando sanções e tarifas. Observadores na capital americana confirmaram que o pacote de medidas contra o país havia sido articulado em parte por Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e uma base mais radical do governo Trump, principalmente no Departamento de Estado. A estrutura ainda ganhou o apoio de republicanos, principalmente na Flórida, e personagens conhecidos por suas campanhas contra as “esquerdas”.

Foi necessário uma operação sigilosa, repleta de canais extra-oficiais e empresários para convencer Trump de que abrir uma guerra comercial e uma crise política com o Brasil seria prejudicial para os interesses americanos. Lula tirou proveito e a crise o levou a ter sua melhor taxa de popularidade em todo seu governo.

A partir de setembro de 2025, um período de distensão foi inaugurado, com Trump chegando a dizer que havia uma “química” entre ele e Lula. Telefonemas e reuniões acabaram ocorrendo entre os dois líderes, seguida pela retirada de algumas das sanções e de tarifas.

Mas a aproximação nunca foi aplaudida pelo Departamento de Estado e nem pela base mais radical dos republicanos. Marco Rubio, o chefe da diplomacia americana, havia sido contrariado e seu semblante em cada um dos encontros era revelador do mal-estar.

Mesmo assim, foi estabelecido que Lula viajaria para Washington para um encontro na Casa Branca. O governo brasileiro, porém, condicionava a reunião a passos concretos por parte dos EUA. Ela apenas deveria ocorrer se houvesse algum anúncio a ser feito. Negociações foram iniciadas em temas como comércio, a luta contra o crime organizado e terras raras. Mas impasses impediram que o processo fosse acelerado e diferenças fundamentais levaram o diálogo a um congelamento.

Com o início da guerra no Irã, no final de fevereiro, os interlocutores que defendiam uma relação “madura” com o Brasil acabaram sendo sugados para a crise no Oriente Médio.

E, segundo negociadores em Washington, o espaço voltou a ser ocupado por uma ala que lutou contra qualquer aproximação com Lula ou uma normalização da relação com o Brasil.

Agenda positiva ‘congelada’
Aos poucos, a agenda positiva entre Brasil e EUA começou a ser congelada, enquanto atritos surgiram. Segundo negociadores, o Departamento de Estado passou a apresentar propostas vagas ao Brasil, sem uma sinalização de compromissos.

A frieza entre os dois governos foi interpretada como um sinal de que a “química” entre Lula e Trump poderia estar sendo sabotada dentro do próprio governo americano.

A primeira crise veio com Darren Beattie, o novo enviado de Trump ao Brasil e um dos porta-vozes do segmento mais ideológico dentro do governo.

Ao solicitar um visto ao país, ele mentiu sobre a intenção de sua viagem. O enviado acabou tendo seu visto negado. Para Brasília, houve “má-fé” por parte do representante americano ao solicitar a autorização e não revelar, nos documentos, que o objetivo era o de visitar Jair Bolsonaro na prisão.

A crise foi aprofundada com o alerta passado pelo governo Trump a interlocutores brasileiros de que a ideia de declarar o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas estava avançando rápido. A pauta é vista como uma ameaça à soberania brasileira, já que a medida permitiria que, para defender a segurança dos EUA, ataques militares ou sanções financeiras sejam adotadas contra o Brasil.

O caráter eleitoral é também um fator, já que Flávio Bolsonaro chegou a declarar que havia passado informações aos americanos sobre o crime organizado e sugeriu ataques contra esses grupos criminosos, inclusive na baía de Guanabara.

Uma outra frente de atrito foi estabelecida depois que o Brasil se recusou a fazer parte de uma aliança para garantir o abastecimento de terras raras aos EUA. Semanas depois, o governo estadual de Goiás assinou um acordo com o Departamento de Estado norte-americano, fechando uma parceria até mesmo para mapear as reservas na região.

Dias depois, a única mineradora de terras raras no Brasil foi comprada por uma empresa americana que acabara de receber uma injeção de recursos por parte do governo Trump.

O abalo ganhou mais um capítulo nesta semana. Na segunda-feira, o governo Trump anunciou que solicitou a expulsão de um “funcionário brasileiro” nos EUA. Trata-se de Marcelo Ivo, delegado da Polícia Federal em Miami e que teve uma atuação na operação que prendeu Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e que está foragido nos EUA.

A alegação foi de que Ivo tentou convencer as autoridades americanas que o caso de Ramagem era de deportação por conta de um visto vencido, e não de extradição – o que envolveria uma consideração do processo legal contra ele pelo STF.

No momento da prisão de Ramagem, a atitude da PF de dizer que o ato foi resultado de uma cooperação entre os dois países irritou a ala mais radical da Casa Branca.

O fato gerou uma mobilização de bolsonaristas que, com contatos nos EUA, conseguiram convencer a Casa Branca a liberar o ex-diretor da Abin.

Teria sido Beattie – que foi impedido de entrar no Brasil – quem liderou a pressão para que Ramagem fosse solto e para que o delegado da PF tivesse seu visto revogado. Foi sua revanche.

Agora, o governo Lula cobra explicações aos EUA para entender por qual motivo a expulsão foi realizada. Na terça-feira, uma reunião foi realizada em Brasília entre o Itamaraty e a embaixada dos EUA. Mas o governo Lula já considera expulsar do país um funcionário americano, como ato de reciprocidade.

O ICL Notícias apurou que o tema está sendo tratado internamente e que diplomatas apontam que é “bem provável” que a decisão de uma expulsão seja tomada.

Enquanto os desentendimentos se acumulam, parece ficar cada vez mais distante a chance de uma viagem do brasileiro à Casa Branca.

Flávio empolga radicais nos EUA, mas sintonia com Trump é calculada
As pesquisas de opinião sobre a eleição no Brasil têm empolgado a Casa Branca, que considera o destino político do país como “fundamental” em sua estratégia de hegemonia na América Latina. Flávio Bolsonaro seria o “parceiro ideal” na visão de Washington.

Mas, entre bolsonaristas e a ala mais radical do trumpismo, a ordem é a de adotar uma postura diferente daquela de meados de 2025. Quando o presidente americano atacou o Brasil publicamente e adotou tarifas, o resultado foi um salto na popularidade de Lula.

Nos últimos meses, o envolvimento direto de Trump em eleições na Hungria e outros países revelou que o americano é um péssimo cabo-eleitoral.

A ordem, portanto, é a de promover uma ingerência “mais sofisticada”, sem a presença do presidente ou de um tarifaço. Washington descobriu que Lula poderia justamente se beneficiar de uma ofensiva explícita e que irá usar cada gesto de Trump para ganhar votos.

No próprio Palácio do Planalto, a visão também é de que Trump dificilmente se envolverá diretamente na eleição neste momento. Mas isso não significará que não haja uma ofensiva da extrema direita americana no processo eleitoral no Brasil.

“De muitas formas, a realidade é que essa ingerência já começou”, completou um experiente embaixador brasileiro.

*Jamil Chade/ICL


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A cruz decapitada – Como o exército de Israel transformou o sul do Líbano em campo de caça a símbolos sagrados

Por uma investigação de campo – visando compreender o comportamento real dos indivíduos, que o establishment israelense preferia enterrar junto com a estátua.

Debel, sul do Líbano, 19 de abril de 2026. Uma aldeia cristã pacata, ocupada militarmente por tropas israelenses há semanas. No meio de uma praça aberta, uma estátua de Jesus Cristo crucificado jazia tombada no chão, cabeça para baixo. Um soldado das Forças de Defesa de Israel (IDF), fardado, capacete e tudo, empunha um martelo gigante e desfere golpes precisos no rosto do Messias. O impacto ecoa. A cabeça da imagem sagrada racha, fragmenta-se. O ato é filmado, fotografado e viraliza em minutos. Não é um erro. É um espetáculo de ódio religioso em plena invasão.

O Exército israelense confirmou, em comunicado oficial emitido nesta segunda-feira, que a imagem é autêntica. O soldado “operava no sul do Líbano”. Uma investigação foi aberta. “Medidas apropriadas serão tomadas contra os envolvidos”. Tradução: alguém vai pagar. Mas não pelo crime de profanar um símbolo cristão. Pelo crime de ter deixado o celular ligado.

Benjamin Netanyahu, o mesmo premier que há meses justifica bombardeios sobre bairros densos, hospitais e escolas como “necessidade de segurança”, saiu às pressas para condenar o ato. “O soldado enfrentará ação disciplinar dura”, disse. Dura. Palavra forte para quem, até ontem, via os mesmos soldados como heróis por eliminar “ameaças” que incluíam mulheres, crianças e idosos em Gaza e agora no Líbano. O cálculo é matemático: decapitar Jesus rende manchetes ruins. Decapitar civis palestinos e libaneses rende medalhas.

Fontes internas da IDF revelam o que ninguém diz em voz alta: o vandalismo religioso não é novidade. Relatos de destruição de igrejas, mesquitas e cemitérios cristãos no sul do Líbano se acumulam desde o início da operação terrestre conjunta com os EUA contra o Irã. A estátua de Debel não foi o primeiro alvo. Foi apenas o primeiro flagrado com clareza cirúrgica. O soldado não agiu sozinho. Ele agiu dentro de uma cultura militar onde a impunidade é norma e a provocação religiosa, ferramenta de guerra psicológica.

Enquanto o mundo assiste ao vídeo em loop – mais de 5 milhões de visualizações só no X –, o governo israelense tenta conter o dano com a narrativa clássica: “caso isolado”, “inconsistente com os valores do IDF”. Valores. Os mesmos que, segundo dezenas de relatórios de organizações internacionais, permitiram o assassinato sistemático de civis desarmados, o uso de fome como arma e a destruição de infraestruturas religiosas inteiras. Matar mulheres e crianças? “Dano colateral inevitável”. Fotografar-se destruindo Cristo? Isso, sim, é imperdoável.

A hipocrisia é tão escancarada que chega a ser ofensiva. Netanyahu pune o soldado pela foto, não pelo martelo. Porque a imagem expõe o que a máquina de propaganda israelense esconde há meses: o desprezo institucional por qualquer símbolo que não seja o seu. Cristãos, muçulmanos, a humanidade inteira que ainda acredita em algo sagrado – todos viram o rosto de Jesus ser esmigalhado por um martelo israelense. E o mundo, mais uma vez, é convidado a escolher: condenar o ato ou ser acusado de antissemitismo.

Esta não é uma guerra contra o Hezbollah. É uma guerra contra a memória, contra a fé, contra a dignidade humana. E o soldado de Debel não é o vilão solitário. Ele é o rosto desmascarado de uma doutrina que transformou o sul do Líbano em território livre para profanação. Enquanto o martelo cai sobre a estátua, o silêncio cúmplice cai sobre os corpos. Netanyahu pode punir o fotógrafo. A história já condenou o regime.

A cruz de Debel está decapitada. A pergunta que resta é: quantas mais terão que cair para que o mundo pare de fingir que isso é “defesa”?

*Luis Celso Ferreira dos Santos, nascido na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Formado em Ciências Contábeis pela UFRJ, Aposentado pelo INSS, tendo trabalhado como Supervisor no Banco da Amazônia e também como Diretor Regional do SESC e do SENAC nos Estados do Acre e de Rondônia.


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Irã promete atacar 4 alvos e causar depressão mundial

Em meio a colapso de Trump nas pesquisas

Sob pressão dos Estados Unidos, que seguem reforçando sua presença militar na região, o Irã nomeou através de porta-vozes quatro alvos que poderiam mergulhar o mundo em uma depressão econômica.

Se Israel e os EUA retomarem o conflito, o principal objetivo de Teerã será fechar o estreito de Bab al-Mandeb, através dos houthis do Iêmen, negando acesso ao mar Vermelho e passagem pelo canal de Suez.

Hoje, 30% dos contêineres utilizados pela navegação comercial do planeta passam por Suez.

Teerã também incluiu na lista a Aramco, a estatal saudita que é a maior empresa de petróleo e gás do planeta.

Hoje, ela segue exportando petróleo através de um oleoduto que liga suas refinarias ao porto industrial de Yanbu, no mar Vermelho, que o Irã também incluiu na lista de alvos.

Finalmente, o Irã afirmou que pretende atacar o segundo maior porto de combustíveis do mundo, o de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, localizado estrategicamente no golfo de Omã.

Êxodo do Golfo Pérsico
Se cumpridas as promessas, as monarquias do Golfo Pérsico aliadas dos Estados Unidos poderiam entrar em colapso econômico, com possível êxodo populacional para a Jordânia e o Iraque.

É que a primavera está acabando no Golfo Pérsico. Os termômetros começam a subir em maio. Em 2025, Dubai registrou oficialmente 51,6 graus centígrados no dia 25 de maio.

A interrupção no fornecimento de energia ou o ataque a plantas de dessalinização podem afetar gravemente a população civil.

Arábia Saudita, Catar, Emirados, Kuwait, Bahrein e Omã se abastecem através de 400 usinas que processam água do mar.

Todas estão ao alcance de drones e mísseis do Irã.

Sob bloqueio naval e com a possível tomada militar de algumas ilhas pelos Estados Unidos, Teerã tem bons motivos para negociar, mas pode causar imensos danos.

O país demonstrou resiliência às duas ofensivas conjuntas de Israel e Estados Unidos.

Trump vai mal das pernas
O calcanhar de Aquiles de Donald Trump é o impacto de um conflito prolongado na economia.

Nesta segunda-feira, 20, o preço médio da gasolina nos EUA está no equivalente a R$ 5 reais o litro, podendo chegar a R$ 7,25 na Califórnia, segundo a Forum.

Isso pesa no bolso do consumidor. Os estadunidenses dirigem em média mais de 20 mil quilômetros por pessoa/ano.

Há previsão de que em algumas semanas haja falta de querosene de aviação, da qual os Estados Unidos dependem fortemente — cerca de 30% de todo o tráfego aéreo global.

Além disso, agricultores de todo o planeta estão pagando mais caro pelos fertilizantes, com impacto no preço da cesta básica.

A inflação nos EUA bateu em 0,9% em março, com uma taxa anualizada de 3,3%, a maior até agora do governo Trump. Com a criação de apenas 116 mil empregos em 2025, é possível que a economia dos EUA entre em recessão antes do final do ano.

Em outubro, Trump enfrenta eleições de meio de mandato em que corre o risco de perder controle da Câmara e até mesmo do Senado.

No domingo, 19, a rede estadunidense NBC divulgou pesquisa mostrando que Trump tem apenas 37% de aprovação, com dois terços dos entrevistados condenando o descontrole da inflação e a guerra contra o Irã.


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“Não deixaremos impunes”: É esta a resposta do Irã após a ataque dos EUA a navio no Golfo

Frágil cessar-fogo fica por um fio após ofensiva dos EUA; Irã ensaia abandono das mesas de negociação

Na noite deste domingo (19), a Marinha dos Estados Unidos atacou e assumiu o controle do navio cargueiro iraniano Touska na noite de domingo no Golfo de Omã, enquanto a embarcação navegava da China em direção ao porto iraniano de Bandar Abbas.

O episódio acirrou a tensão no Estreito de Ormuz, deteriorou o cessar-fogo anunciado em 8 de abril e levou o Irã a ameaçar represálias e a suspender a participação em nova rodada de negociações com Washington.

O ataque ao Touska
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o Touska foi abordado por um destroyer de mísseis guiados da Marinha americana no Golfo de Omã. Segundo a Forum, Trump disse que a tripulação foi alertada para desocupar a sala de máquinas, mas “se recusou a ouvir”. A Marinha então “abriu um buraco na sala de máquinas”, imobilizando a embarcação. Fuzileiros navais assumiram a custódia do navio para inspecionar a carga.


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Brasil Mundo

O alerta da FAB para aproximação de porta-aviões dos EUA ao Brasil

O porta-aviões USS Nimitz, o mais antigo navio nuclear desse tipo ainda em atividade no mundo, tem visita confirmada ao Rio de Janeiro, e a presença do gigante da Marinha dos Estados Unidos já levou a Força Aérea Brasileira a emitir um alerta aos aviadores. O navio, que participa da Operação Southern Seas 2026, deverá passar pela Baía de Guanabara entre 7 e 12 de maio, período em que sua altura e posição exigirão atenção especial de aeronaves em operação no entorno do Aeroporto Santos Dumont.

Lançado ao mar em 1972 e incorporado à Marinha dos Estados Unidos em 1975, o USS Nimitz virou um dos símbolos militares mais conhecidos da frota estadunidense.

Ao longo de décadas, participou de episódios centrais da história militar recente, como a tentativa frustrada de resgate de reféns na embaixada estadunidense em Teerã e a Operação Tempestade no Deserto, durante a Guerra do Golfo. O navio também ganhou fama fora do ambiente militar ao inspirar o filme “Nimitz de Volta ao Inferno”, lançado em 1980.

Antes de seguir para o Brasil, o Nimitz fez escala em Valparaíso, no Chile, onde chegou em 17 de abril acompanhado do destróier USS Gridley e do navio-tanque USNS Patuxent. A parada faz parte da Southern Seas 2026, operação conduzida pelo Comando Sul e pela 4ª Frota dos Estados Unidos.

A missão prevê exercícios navais, operações de passagem e atividades com marinhas parceiras da América Latina, com o objetivo de ampliar interoperabilidade, capacidade conjunta e cooperação marítima na região, segundo o DCM.

O trajeto do navio até o Brasil inclui a descida pelo sul do continente, passagem pelo Estreito de Magalhães e depois a subida pela costa atlântica da América do Sul.

A viagem faz parte da última grande operação do USS Nimitz antes de sua desativação definitiva, o que transforma a escala brasileira em um momento simbólico para a carreira de um dos navios mais emblemáticos da frota estadunidense.

No caso do Rio de Janeiro, o ponto mais sensível envolve a segurança do tráfego aéreo. Segundo o aviso emitido aos aeronavegantes, as antenas localizadas na ponte de comando do navio ultrapassam 70 metros de altura, o que representa um obstáculo relevante para pilotos, sobretudo helicópteros e aeronaves que operam em baixa altura na região da Baía de Guanabara.

Esse tipo de notificação já é comum quando embarcações de grande porte ficam próximas ao Santos Dumont, mas o porte do Nimitz elevou o nível de atenção.


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