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Falastrão: Trump diz que eleições no Brasil é seu próximo desafio, ‘a potência política da região’

Texto compartilhado por Trump fala em virada à direita no Brasil e mudança no mapa da América Latina

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a citar o Brasil em sua rede social ao compartilhar um artigo que coloca a eleição presidencial de 2026 no país como um dos próximos temas de interesse do republicano. O episódio ocorreu dias após Trump afirmar que o Brasil se tornou “um pouco difícil” e “politicamente perigoso”.

A publicação foi feita na plataforma Truth Social e reproduz um texto do site norte-americano Newsmax, que afirma que as atenções políticas agora se voltam para o Brasil, descrito como “a potência política da região”. Segundo o artigo, a próxima disputa presidencial brasileira pode se tornar a mais relevante do hemisfério ocidental.

O texto também lista o Brasil entre os quatro principais “desafios” que ainda estariam no radar de Trump, ao lado de Cuba, Nicarágua e Venezuela. Na análise, a eleição de 2026 já estaria gerando debates sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e sobre a condução do pleito em termos de liberdade e justiça.

Em outro trecho, o artigo afirma que “Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente” e sugere que, caso o Brasil “se junte à crescente lista de países que se movem para a direita”, o mapa político da América Latina seria “drasticamente diferente do que era há apenas uma década”.

Confusão em discurso no G7
As declarações se somam a falas recentes em que Trump classificou o Brasil como um país “um pouco perigoso”, feitas após questionamentos sobre encontros com Lula durante a cúpula do G7, na França. Na ocasião, o republicano mencionou de forma incorreta a suposta prisão de “Bolsonaro Júnior”. O presidente americano confundiu Eduardo Bolsonaro com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato ao Planalto, além de fazer referência equivocada a uma suposta prisão do deputado, que não ocorreu.

As declarações provocaram reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que Trump “não conhece o Brasil” e criticou o que classificou como possível interferência em assuntos internos do país. “Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania”, disse Lula.

O presidente brasileiro também saiu em defesa do sistema eleitoral do país e afirmou que os Estados Unidos poderiam “aprender com o Brasil” em termos de organização e tranquilidade nas eleições. “Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil de eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas”, afirmou.

Lula ainda reforçou que o processo eleitoral brasileiro é um tema interno. “Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil”, disse.

*ICL


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Política

Alvo da PF, Digimais recebeu aval do governo Tarcísio para consignado da PM

Governo de SP autorizou credenciamento em julho de 2025, quando o banco já era alvo de suspeitas durante crise financeira

O banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, recebeu autorização do governo de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), para oferecer crédito consignado aos policiais militares do estado mesmo quando já enfrentava dificuldades financeiras. A informação foi revelada pelo portal UOL. Nesta terça-feira (23) o Digimais se tornou alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraude financeira.

O credenciamento do Digimais para atuar com empréstimos consignados ao funcionalismo público paulista foi publicado em julho de 2025 pela Diretoria de Folha de Pagamento (DFP), órgão vinculado à Secretaria de Gestão e Governo Digital do Estado. O contrato para operações com a Polícia Militar foi firmado em agosto daquele ano e tem validade até fevereiro de 2030.

A autorização permitiu ao banco acessar um mercado potencial de cerca de 80 mil policiais militares da ativa em São Paulo. O crédito consignado se tornou uma das principais frentes de atuação da instituição financeira. Segundo o balanço mais recente citado pela reportagem, a modalidade representava 33% da carteira de crédito do banco, equivalente a R$ 630,1 milhões.

Crise financeira antecedeu autorização
O credenciamento ocorreu em um momento em que o Digimais já enfrentava desafios financeiros. Conforme mostrou o UOL, Edir Macedo precisou realizar um aporte de R$ 250 milhões na instituição em dezembro do ano passado para atender exigências do Banco Central relacionadas à solidez financeira do banco.

Os números mais recentes apontam deterioração dos resultados. No primeiro trimestre deste ano, o Digimais registrou prejuízo de R$ 108,7 milhões. O desempenho contrasta com o lucro líquido de R$ 31,3 milhões divulgado para 2025. Ainda assim, a própria instituição afirmou em seu balanço que os resultados estavam “consistentes e alinhados à nova diretriz estratégica” adotada pelo banco.

Além do aporte para reforçar o caixa, Macedo também desembolsou R$ 741,3 milhões em uma operação envolvendo a compra de cotas do fundo de investimento Hermon por meio da B.A. Empreendimentos e Participações, empresa que controla o Grupo Record e o próprio Digimais.

Operação Miragem investiga supostas fraudes
A transação envolvendo o fundo Hermon está entre os fatos analisados pela Polícia Federal. Segundo as investigações, a operação teria sido utilizada para inflar artificialmente os ativos da instituição financeira.

Nesta terça-feira, a PF deflagrou a Operação Miragem, que apura suspeitas de fraude na administração do banco. Mais de 50 agentes federais cumpriram nove mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em São Paulo.

A decisão judicial também determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 670,3 milhões, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

Ligações políticas e partidárias
O movimento envplve a relação histórica entre o Republicanos, partido do governador Tarcísio de Freitas, e a Igreja Universal do Reino de Deus. A legenda teve origem em grupos ligados à denominação fundada por Edir Macedo e é presidida nacionalmente por Marcos Pereira, bispo licenciado da igreja.

Prefeitura de São Paulo também autorizou consignado
Além do governo estadual, a Prefeitura de São Paulo também credenciou o Digimais para operações de crédito consignado junto aos servidores municipais.

Segundo o UOL, a autorização foi formalizada em outubro de 2023 por meio de um termo de adesão publicado pela Secretaria Municipal de Gestão, com validade de dois anos. Não há informação sobre eventual renovação após o encerramento desse prazo.

Em dezembro do mesmo ano, o Hospital do Servidor Público Municipal também credenciou o banco para atuar com cartão consignado, cartão de benefícios e empréstimo pessoal com desconto em folha.

Volume de operações despencou
Apesar das autorizações obtidas junto ao governo estadual e à prefeitura paulistana, o desempenho do crédito consignado no Digimais apresentou forte retração nos últimos meses.

De acordo com informações obtidas pelo UOL junto a executivos envolvidos nas negociações para uma eventual venda da instituição, o volume de operações caiu significativamente após o surgimento de notícias sobre a possível alienação do banco. Fontes ouvidas pela reportagem afirmaram que a demanda por empréstimos entre policiais militares e servidores municipais se tornou “baixíssima”, mesmo após a formalização dos convênios com os órgãos públicos. 247.


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Política

O PGR, Paulo Gonet, dá uma calça arriada em André Mendonça

O PGR, Paulo Gonet, abriu a cova de André Mendonça dando a ele a prerrogativa de investigar ou não o filme “Lavagem de Dinheiro” de Flavio Bolsonaro, também conhecido como Dark Horse.

Claro que isso produziu medo coletivo no fascismo medular, porque Gonet obriga André Mendonça a dar uma cambalhota para, se for a fundo, trairá o clã, se negar o avanço das investigações, ficará nu diante da sociedade brasileira.

Na verdade, o PGR deu-lhe um engasga-gato, e não há como ele insistir na “neutralidade”.

André Mendonça pode manter esse mistério até novembro, depois das eleições, o que não serviria para tirar dos seus ombros e do próprio Flavio a acusação de jogo casado.

Se não aparecer com uma solução do caso, digo, elucidação do destino do dinheiro que Vorcaro entregou a Flavio, como já é sabido de boca própria, em áudio, Mendonça selará a pecha em Flavio de interferir no judiciário e de Mendonça aceitar esse jogo sujo.


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Política

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Política e Poder

Banco de Edir Macedo é alvo da PF por suspeita de fraude e tem bloqueio de R$ 670 milhões

Operação Miragem apura manipulação de balanços no Digimais, levou ao bloqueio de R$ 670 milhões e tem como base relatórios produzidos pelo BC

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a Operação Miragem, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. A Justiça Federal de São Paulo autorizou nove mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 670,3 milhões em bens e valores dos investigados.

Mais de 50 policiais federais participam da operação, que também resultou na quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal após representação da Polícia Federal baseada em relatórios produzidos pelo Banco Central.

Segundo a investigação, administradores do banco teriam criado mecanismos para ocultar a real situação econômico-financeira da instituição, apresentar resultados artificiais e manter uma aparência de solvência perante os órgãos reguladores e o mercado.

As apurações apontam para a existência de um esquema de manipulação sistemática de balanços e resultados contábeis, com o objetivo de esconder prejuízos e inflar artificialmente o patrimônio da instituição.

De acordo com a Polícia Federal, a prática teria permitido a supervalorização de ativos e a geração artificial de receitas em valores que alcançam centenas de milhões de reais.

Melhora artificial dos indicadores
Os investigadores afirmam que as operações sob suspeita tinham o objetivo de melhorar artificialmente os indicadores patrimoniais do banco e viabilizar operações de captação incompatíveis com a real situação financeira da instituição.

Em um dos trechos da investigação, a PF aponta que a suposta manobra teve “o escopo de inflar artificialmente o patrimônio” do Digimais para permitir a emissão desproporcional de títulos de captação, produzindo, segundo os investigadores, “fortes evidências da prática de gestão fraudulenta e de inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis”.

As investigações indicam que parte do esquema envolvia a inserção de ativos em fundos administrados por empresas ligadas ao grupo financeiro que atua junto ao banco. Segundo a Polícia Federal, essas operações permitiriam a superavaliação sistemática de ativos e a ocultação da deterioração financeira da instituição.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, a PF também apura a realização de operações financeiras supostamente irregulares em benefício da empresa controladora do banco, além da possível manipulação de informações encaminhadas aos sistemas oficiais utilizados pelo Banco Central na supervisão do sistema financeiro.

Segundo os investigadores, relatórios produzidos pelo órgão regulador identificaram graves irregularidades na condução dos negócios da instituição, o que deu origem às apurações criminais.

As investigações alcançam dirigentes ligados ao Digimais, administradores de fundos de investimento e pessoas ligadas à estrutura de controle da instituição.

Edir Macedo é um dos investigados em razão de sua condição de controlador do banco. O líder religioso, no entanto, não foi alvo dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira por estar morando no exterior.

Crescimento e deterioração
A Polícia Federal também aponta que, após a mudança de estratégia do banco para operações de crédito consignado e financiamento de veículos, houve um período de crescimento seguido de uma forte deterioração financeira da instituição.

As apurações indicam ainda que o banco ampliou a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com taxas superiores a 110% do CDI. Segundo a investigação, a posterior liquidação extrajudicial do Banco Master evidenciou uma exposição de aproximadamente R$ 600 milhões do Digimais a carteiras de crédito da instituição.

Para os investigadores, a combinação entre a supervalorização de ativos, a geração artificial de receitas e a ocultação de perdas permitiu que o banco apresentasse uma situação patrimonial mais favorável do que a efetivamente existente.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492, que trata dos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.


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Política

Lula se irrita com Jaques Wagner no caso Master

Presidente se irrita com suposto envolvimento de Wagner no Caso Master e com explicações dadas pelo senador

O presidente Lula (PT) ficou contrariado com o suposto envolvimento do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no caso Master, após a Polícia Federal apontar indícios de benefícios relacionados ao Banco Master e ao grupo de Daniel Vorcaro. A crise ganhou força também depois de uma entrevista do senador à BandNews, na qual ele comentou um telefonema recebido do presidente após ser alvo da operação, informa Bela Megale, de O Globo.

Auxiliares de Lula afirmam que dois pontos pesaram de forma especial para ampliar a irritação do presidente. O primeiro foi o fato de Wagner ter garantido a Lula que não havia nada que pudesse comprometê-lo em relação ao grupo de Vorcaro. A investigação da PF, porém, apresentou elementos em sentido oposto, segundo o relato publicado.

O segundo foco de desgaste foi a entrevista concedida por Jaques Wagner à BandNews. De acordo com a apuração, o senador falou sem autorização prévia sobre a ligação que recebeu de Lula após a ação da Polícia Federal. Segundo o 247, na mesma entrevista, Wagner afirmou que não deixaria a liderança do governo no Senado, salvo se o presidente determinasse sua saída, o que gerou constrangimento político ao Palácio do Planalto.

Nos bastidores, a avaliação é que o clima para a permanência de Wagner na liderança ficou deteriorado. Integrantes do PT e de uma ala do governo consideram frágeis as explicações apresentadas pelo senador para rebater as acusações presentes no inquérito policial.


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Mundo

Ultra retrocesso: Ultradireitista Espriella vence na Colômbia; Cepeda pede impugnação de 33 mil urnas

Contagem inicial aponta vitória apertada de Abelardo de la Espriella

A Colômbia elegeu neste domingo (21) o advogado e empresário Abelardo de la Espriella, candidato da ultradireita, como novo presidente da República. Com 99,9% da apuração preliminar divulgada pela Registraduría Nacional, Espriella obteve 49,66% dos votos (cerca de 12,96 milhões), contra 48,70% de Iván Cepeda, senador de esquerda apoiado pelo presidente Gustavo Petro e pela coalizão Pacto Histórico. A diferença está em torno de 251 mil votos entre os dois concorrentes.

O resultado representa uma guinada política após o encerramento do primeiro governo progressista da história do país, liderado por Petro entre os anos de 2022 e 2026. Espriella, que nunca havia disputado um cargo eletivo anteriormente, possui um alinhamento ideológico com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — de quem recebeu apoio explícito —, e baseou sua plataforma eleitoral na promessa de aplicar uma política de mão de ferro contra grupos armados, narcotráfico e o crime organizado.

Esquerda questiona apuração preliminar

Mesmo diante da vitória apontada na contagem preliminar, a esquerda colombiana não reconhece o resultado como definitivo. Iván Cepeda anunciou formalmente que sua campanha iniciou o processo de impugnação de cerca de 33 mil mesas de votação em todo o território nacional, sob a alegação de irregularidades.

Ele afirmou que a apuração preliminar não possui caráter oficial ou vinculante e que só aceitará o desfecho após o escrutínio oficial, quando cada mesa contestada for revisada individualmente. “Reconhecemos o resultado da apuração preliminar desta noite como um dado ainda não oficial e sem força vinculante. No entanto, nosso grupo de testemunhas, advogadas e advogados está procedendo à impugnação de 33 mil mesas em todo o país. Cada uma delas deverá ser objeto do escrutínio oficial”, declarou Cepeda publicamente.

O presidente Gustavo Petro também questionou a apuração preliminar. Em postagens nas redes sociais, afirmou que, na condição de presidente, não aceita os resultados da apuração preliminar e cobrou a realização do escrutínio oficial. Petro mencionou possíveis problemas no sistema eletrônico e questionou a legitimidade de eventuais interferências externas. “Nenhum governo estrangeiro legitima resultados eleitorais na Colômbia. A Colômbia deve ser respeitada! Somos livres e soberanos. Vamos aguardar os resultados após o escrutínio oficial”, escreveu o mandatário.

Alinhamento com Trump e reflexos regionais

O resultado consolida a aliança entre a ultradireita colombiana e o governo norte-americano de Donald Trump. Espriella, que possui dupla cidadania e manteve residência estável em Miami por vários anos, recebeu endosso público do presidente dos Estados Unidos, que o qualificou como um líder forte e duro, assegurando que ele terá o apoio total norte-americano.

A vitória de Espriella é vista como um novo capítulo da onda ultradireitista que avança na América Latina, convergindo com os governos de Javier Milei na Argentina e Nayib Bukele em El Salvador. Para setores da esquerda, o apoio aberto de Trump configura uma ingerência direta nos assuntos internos da Colômbia, ocorrendo em um momento de fragilidade do processo de paz.

Riscos para as negociações de paz

Durante a gestão de Petro, a Colômbia priorizou a chamada política de Paz Total, com tentativas de negociação e acordos com o Exército de Libertação Nacional, dissidências das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e outras organizações armadas. Apesar das dificuldades severas e da continuidade da violência em regiões interioranas, o caminho institucional escolhido foi o do diálogo político.

Espriella, por outro lado, defende uma abordagem militarizada e repressiva. Movimentos sociais alertam que a promessa de mão de ferro contra a criminalidade pode paralisar as negociações em andamento, resultando em uma escalada dos conflitos internos, o que setores progressistas classificam como o início de uma fase de retrocesso para a solução política do conflito histórico do país.

Com a posse presidencial prevista para o dia 7 de agosto, o novo mandatário assume uma sociedade profundamente dividida. O Pacto Histórico já sinalizou que prepara contestações jurídicas e mobilizações sociais, mantendo o desfecho em aberto até a conclusão do escrutínio oficial pelas autoridades eleitorais.


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Política

Flávio Bolsonaro teve um segundo encontro com Vorcaro

Revela O Globo

Até então, apenas a reunião realizada no fim de novembro de 2025 entre o presidenciável do PL e o banqueiro era conhecida.

Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro não se reuniram presencialmente apenas uma vez, como relatou o presidenciável do PL. Os dois tiveram ao menos mais um encontro, no primeiro semestre de 2025 em uma mansão alugada pelo banqueiro em Brasília. A revelação foi feita pelo colunista Lauro Jardim, em O Globo.

Até então, apenas a reunião realizada no fim de novembro de 2025 era conhecida. Nesta ocasião, Flávio foi à residência de Vorcaro, em São Paulo. Segundo a explicação dada pelo senador, ele teria ido à casa de Vorcaro para “dar um ponto final” nos contatos entre os dois. O filho 01 pediu R$ 134 milhões para viabilizar o filme “Dark Horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Vorcaro chegou a repassar R$ 61 milhões.

A conversa conversa ocorrida no primeiro semestre de 2025 não teve testemunhas, diz o colunista do Globo.

O imóvel citado na reportagem era usado para receber diferentes convidados ligados ao meio político e institucional — inclusive o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, informa Lauro Jardim.

Inicialmente, Flávio negou que Vorcaro tivesse injetado dinheiro na produção de “Dark Horse”, mas após reportagem do site Intercept com áudios em que ele conversava com o dono do Banco Master sobre o assunto, teve que admitir o fato. O deputado Mario Frias, produtor do filme, também negou a princípio e depois teve que reconhecer a injeção de dinheiro de Vorcaro. Até agora, Frias não apresentou a prestação de contas de “Dark Horse”, ao contrário do que havia prometido.

O filme tem enfrentado dificuldades para avançar na etapa de distribuição e exibição, segundo informações publicadas recentemente por veículos da imprensa.

*ICL


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Política

Bolsonaro de volta à Papudinha? STF decidirá sobre golpista

O prazo da prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) termina na quinta-feira (25/6), e o Supremo Tribunal Federal (STF) terá de decidir se mantém a medida ou determina o retorno dele ao sistema prisional.

O ministro Alexandre de Moraes autorizou a domiciliar por 90 dias após Bolsonaro receber alta hospitalar, em março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, onde tratou um quadro de broncopneumonia.

Na decisão que liberou a transferência para casa, Moraes citou a recuperação do ex-presidente e escreveu: “O ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde, uma vez que, conforme literatura médica, devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos, o processo de recuperação total de pneumonia nos dois pulmões, com retorno da força, fôlego e disposição, pode durar entre 45 (quarenta e cinco) e 90 (noventa) dias”.

Com o fim do período fixado, o STF poderá analisar novas informações médicas sobre Bolsonaro. A Corte também poderá determinar perícia, se considerar necessário avaliar o estado de saúde do ex-presidente antes de decidir sobre a continuidade da prisão domiciliar.

Ex-presidente estava na Papudinha antes da transferência
Bolsonaro passou a cumprir a prisão domiciliar em 27 de março. Antes disso, ele cumpria pena em uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, no Complexo Penitenciário da Papuda, conhecido como Papudinha.

O ex-presidente recebeu condenação de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele estava preso desde novembro do ano passado, depois que a Justiça decretou prisão preventiva por descumprimento de medidas cautelares, diz o DCM.

Nos dias que antecedem o fim do prazo da domiciliar, a Polícia Civil do Distrito Federal também apura o caso de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro. Policiais encontraram a arma com o soldado do Exército Brasileiro e agente do Gabinete de Segurança Institucional Estácio Leite da Silva Filho durante uma blitz em Taguatinga, no Distrito Federal.

Em depoimento, o policial militar que fez a abordagem relatou que o integrante do GSI disse trabalhar para Bolsonaro e afirmou que a arma pertencia ao ex-presidente. Segundo o agente, ele recebeu o armamento para verificar uma suposta falha mecânica no percussor e devolveria a pistola no dia seguinte.

A PCDF pediu autorização a Alexandre de Moraes para ouvir Bolsonaro por videoconferência nesse procedimento. A defesa afirma que a pistola estava sem condições de uso porque integrantes da equipe de segurança teriam retirado o percussor sem conhecimento do ex-presidente, por receio dos efeitos de medicamentos psiquiátricos usados por ele.


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Política

Operação da PF na casa de Jaques Wagner revela muito mais de André Mendonça do que do senador

A condução e postura de André Mendonça nesse caso, foram o detalhe que mais chamou atenção negativamente, não só por arquitetar um plano que escondia da cúpula da PF tal operação, mas sobretudo por ter um comportamento diametralmente oposto do que vem tendo em relação ao mesmo caso Master quando o investigado é Flavio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, que colocou o STF numa barganha política com a Igreja Presbiteriana de Pinheiros, da qual Mendonça é parte, porque esse grupo evangélico queria um representante da igreja no STF.

Da grande mídia não faltou boa vontade em utilizar o padrão Lava Jato para tentar sacudir o pais para fazer “justiça” com manchete. De cara, O globo, em seu site, colocou  mais de cinco chamadas diferentes na capa sobre o mesmo assunto. E sem qualquer pudor jornalístico, enfiou o pé na jaca na tentativa de, por osmose, enfiar Lula no caso e, consequentemente, associá-lo a Vorcaro e ao Master.

O fato é que a sociedade, cansada dessa prática de escandalização da mídia, praticamente não deu bola, não deu like e muito menos compartilhou as súmulas criadas pelo tribunal da mídia, e o resultado do “escândalo” foi muxoxo, pífio, para ser mais claro.

Isso não tirou o caso de pauta na opinião pública, ao contrário, colocou uma enorme interrogação sobre o comportamento dúbio, escancaradamente parcial de Mendonça, num claro guarda-chuva para Flavio, sublinhando que, se depender da relatoria do terrivelmente evangélico, Flavio estará blindado sem qualquer fenda que lhe custe algo próximo ao preço que está pagando diante da opinião pública, refletindo seu derretimento após pesquisas depois do vazamento do áudio pelo Intercept e sua visita a Vorcaro, já de tornozeleira eletrônica que, segundo Valdemar da Costa Neto, foi para cobrar o resto da grana que teria que totalizar R$ 134 milhões.

Por isso muita gente quer trocar o nome da operação compliance em tiro no pé do próprio Mendonça, pois, perante os brasileiros, o sujeito, num rodopio infrene, acabou mordendo o próprio rabo, colocando-se de forma displicente na berlinda no lugar de quem ele queria detonar, e junto, piorou ainda mais as coisas, que já não andam boas para o próprio Flavio Bolsonaro, filho do patrão supremo de Mendonça.


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