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Pesquisa

Aprovação do governo Lula oscila para cima e chega a 46%, mostra pesquisa BTG/Nexus

Governo tem 33% de “ótimo” ou “bom” e 23% de “regular”

A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou positivamente e alcançou 46%, segundo pesquisa BTG/Nexus. O levantamento também indica que 33% dos entrevistados avaliam a gestão como “ótima” ou “boa”, enquanto 23% classificam como “regular”. Os dados fazem parte do estudo conduzido pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados em parceria com o BTG Pactual, que analisou a percepção dos brasileiros sobre o desempenho do governo federal .

De acordo com a pesquisa, 46% dos entrevistados afirmam aprovar o governo Lula, enquanto 49% dizem desaprovar. Outros 5% não souberam ou não responderam. Em comparação com a rodada anterior, houve uma leve melhora na aprovação, acompanhada de uma redução na taxa de desaprovação .

Na avaliação qualitativa da gestão, 33% classificam o governo como “ótimo” ou “bom”. Já 23% consideram a administração “regular”. Por outro lado, 43% avaliam o governo como “ruim” ou “péssimo”, indicando um cenário ainda marcado por divisão de opiniões entre os eleitores.

A pesquisa BTG/Nexus foi realizada por telefone entre os dias 24 e 26 de abril de 2026, com 2.028 eleitores em todo o país. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01075/2026.  Com 247.


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Brasil

Minerais críticos colocam o Brasil no centro da disputa global

País tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, mas segue sem marco legal e sob pressão de interesses estrangeiros sobre seu subsolo

O Brasil está sentado sobre uma das maiores riquezas minerais do planeta. Tem a segunda maior reserva mundial de terras raras, lidera o ranking global de nióbio e figura entre os primeiros em grafita e níquel. São recursos essenciais na fabricação de baterias, turbinas eólicas, carros elétricos, drones e sistemas de defesa — os insumos da transição energética que o mundo inteiro disputa. A questão que o país ainda não respondeu, e que está no centro de uma acalorada disputa política, é: dessa vez, o Brasil vai agregar valor à sua riqueza ou vai, mais uma vez, vender barato o que tem de mais precioso?

Entenda — Terras raras, minerais críticos e estratégicos: não são a mesma coisa

Antes de entrar na disputa política, vale entender o que está sendo disputado. Os três termos — terras raras, minerais críticos e minerais estratégicos — aparecem frequentemente como sinônimos, mas têm significados distintos.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), Elementos Terras Raras (ETR) são um grupo específico de 17 elementos químicos da tabela periódica: 15 lantanídeos — como lantânio, cério, neodímio e disprósio —, mais escândio e ítrio. O nome “raras” é um equívoco pois esses elementos não são necessariamente escassos na natureza, mas costumam estar dispersos no solo, o que torna sua extração economicamente difícil.

Já os minerais estratégicos são aqueles essenciais para o desenvolvimento econômico, com aplicação em produtos de alta tecnologia, defesa e transição energética. Os minerais críticos, por sua vez, são definidos pelo risco de desabastecimento: concentração geográfica da produção em poucos países, dependência externa, instabilidade geopolítica e dificuldade de substituição. A lista muda conforme o tempo, os avanços tecnológicos e as disputas geopolíticas. Exemplos comuns hoje são o lítio, cobalto, grafita, níquel e nióbio.

Uma terra rara pode ser, ao mesmo tempo, mineral crítico e estratégico — mas nem todo mineral estratégico é terra rara. O que une esses três conceitos é a centralidade que ganharam na economia global do século 21, especialmente porque a China domina amplamente o refino e a produção desses elementos, gerando enorme preocupação em países como Estados Unidos e União Europeia, que correm para diversificar fornecedores. É nesse cenário que o Brasil entra como ator de peso.

O que o Brasil tem — e o que ainda falta

O Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas, representando cerca de 23% das reservas globais, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A maior parte está concentrada em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe.

Entre os minerais considerados críticos ou estratégicos na maior parte dos países, o Brasil se destaca por ter as maiores reservas de nióbio do mundo (94%), com 16 milhões de toneladas. Também é o segundo no ranking global de reservas de grafita (26%), com 74 milhões de toneladas, e o terceiro em reservas de níquel (12%), com 16 milhões de toneladas.

Mas ter a reserva não significa dominar a cadeia. O professor de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Luiz Jardim Wanderley, especialista na interseção entre política, economia e mineração, é direto ao apontar o padrão histórico que se repete: “O Brasil mantém o mesmo padrão de dependência que teve ao longo de sua história. Foi assim com o ouro colonial, passando pelo ferro e até o petróleo. Servindo para o mundo como um país primário-exportador. A gente exporta muitos minerais e os consome muito pouco no mercado nacional”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Sem avançar nas etapas de beneficiamento e refino — ainda pouco desenvolvidas no país —, o Brasil tende a continuar importando produtos de maior valor agregado, mesmo sendo dono da matéria-prima bruta.

Um caso emblemático dessa lacuna é a mineradora Serra Verde, que opera em Minaçu, em Goiás. A empresa é a única produtora, fora da Ásia, de quatro elementos críticos e valiosos: o disprósio, o térbio, o neodímio e o ítrio, fundamentais para a fabricação de ímãs permanentes usados em veículos elétricos, turbinas eólicas, robôs, drones e aparelhos de ar-condicionado de alta eficiência, como nas áreas de semicondutores, defesa, nuclear e aeroespacial. Ou seja, o Brasil tem — e está deixando esse ativo estratégico escorrer pelos dedos.

O que está em jogo — Acordos, venda polêmica e disputa por regulação

Foi justamente a venda da Serra Verde que acendeu o debate político nas últimas semanas. A declaração foi feita no contexto da compra da mineradora Serra Verde pela norte-americana USA Rare Earth, por cerca de US$ 2,8 bilhões. A negociação foi festejada pelo governo de Goiás, cujo ex-governador Ronaldo Caiado assinou com o governo dos Estados Unidos, em março deste ano, um memorando de entendimento para fortalecer a cooperação bilateral entre o estado e os EUA, autorizando a realização de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em parceria e também a facilitação de investimentos para a exploração de minerais críticos.

O movimento foi duramente criticado pelo governo federal. Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, a iniciativa do ex-governador avança sobre temas de competência exclusiva da União. Em entrevista ao ‘Bom dia, Ministro’ desta sexta-feira (24), o ministro enfatizou que “o subsolo brasileiro pertence à União. A competência para regulamentar [a exploração de recursos naturais] é da União. E quem estabelece relações com outros países é a União.”

Sobre a validade jurídica do memorando, Márcio Elias foi igualmente enfático: “É possível que haja boa intenção e um pressuposto legítimo de levar o desenvolvimento para o estado motivando alguém a fazer uma negociação desse tipo, mas do ponto de vista jurídico, ela não se sustenta.” Na prática, o acordo não produz nenhuma obrigação legal e não há risco de o país sofrer qualquer sanção se o descumprir.

Aliados de Lula, os deputados federais Orlando Silva (PCdoB-SP) e Talíria Petrone (Psol-RJ) pediram à Procuradoria-Geral da República (PRG) que investigue a venda e a regularidade da atuação da Agência Nacional de Mineração (ANM) ao dar aval à transferência de controle da Serra Verde. O episódio escancarou a ausência de um marco regulatório claro para o setor — e a velocidade com que interesses estrangeiros se movem sobre as riquezas brasileiras.

No plano internacional, o governo federal tenta construir uma alternativa diferente. Brasil e Alemanha assinaram, na última semana em Hannover, uma declaração conjunta de intenções para ampliar a cooperação científica e tecnológica na área de minerais críticos e estratégicos, considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento de tecnologias emergentes. O ato foi firmado durante visita oficial do presidente Lula, que se reuniu com o chanceler Friedrich Merz.

Uma semana antes, em Barcelona, depois de assinar acordos que também envolvem a cadeia de minerais estratégicos com o presidente da Espanha, Pedro Sánchez, o presidente foi enfático ao dizer que “nós iremos construir parceria com quem quiser construir, quem quiser compartilhar tecnologia conosco, e o processo de transformação se dará dentro do Brasil. Ninguém, a não ser o Brasil, será dono da nossa riqueza mineral.”

O que muda — Ou o que o governo quer que mude

O discurso oficial é claro. Em Hannover, Lula foi direto ao afirmar que o Brasil não pretende ser coadjuvante nessa disputa global: “Nossas reservas também nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer exportações excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities.”

O ministro Márcio Elias reforçou a posição ao defender a urgência de uma legislação específica para o setor: “Não queremos ser um exportador de matéria-prima. Não vamos cometer o equívoco de imaginar que minerais críticos ou terras raras sejam objeto de exportação. Têm que ser de industrialização.”

Para avançar nessa direção, o governo federal pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que retirasse de pauta o Projeto de Lei 2780/24, que trata da criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A justificativa foi a necessidade de aprimorar o texto antes de submetê-lo aos parlamentares. O ministro foi preciso sobre o que falta no projeto: “O governo federal quer apresentar propostas e sugestões que, sobretudo, aperfeiçoem o dever de industrialização dos minerais críticos.”

A regulação, segundo Elias, precisa cobrir todo o espectro. “Precisamos legislar e regular logo esse tema, porque ele suscita não apenas dúvidas, mas, sobretudo, insegurança [jurídica] sobre quem pode explorar, as mudanças, as fusões e as transformações dessas empresas, quem pode acessar o alvará para explorar e minerar. Tudo tem que estar regulado.”

O ministro rejeita a criação de uma estatal para o setor, argumentando que já existem instrumentos legais que permitem subvenções e associações com o setor privado, e que uma estatal não seria sinônimo de melhor aproveitamento dos ativos.

A crítica que ninguém quer ouvir

Por trás dos acordos diplomáticos e dos discursos de soberania, há uma contradição histórica que especialistas se recusam a ignorar. Para o professor Wanderley, da UFF, sem avançar nas etapas de industrialização, o Brasil vai continuar preso à mesma armadilha de sempre. E o peso disso não será apenas econômico.

O geógrafo é contundente ao tratar dos impactos socioambientais da mineração: “Não existe mineração sustentável. Toda mineração causa impactos ambientais pesados, como o comprometimento de recursos hídricos. Também causa pressão econômica nos municípios em que ocorre: aumento da pobreza, desigualdade e violência urbana. O que temos hoje é um modelo completamente insustentável de mineração.”

Mesmo um modelo menos agressivo, avalia o especialista, não seria isento de danos: ainda seriam feitos grandes buracos para extrair os minérios, montanhas seriam desmontadas e cursos d’água afetados. Para Wanderley, é preciso pensar com calma se realmente vale a pena, considerando a magnitude dos efeitos socioambientais envolvidos.

O debate, portanto, vai muito além de quem assina o acordo ou quem compra a mineradora. Envolve decidir para quem essa riqueza vai servir, quem vai pagar o custo ambiental e quem vai ficar com o valor agregado quando o minério virar bateria, turbina ou chip.

*Vermelho


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Política

O que mudou

Todos sabem que Merval Pereira é um mero personagem, para ser mais exato, a voz soturna dos Marinho, para ser ainda mais claro, o boneco de ventríloquo dos imperadores das Organizações Globo.

Mas como não é Merval o  motivo dessa nossa fala, porque ele, nem com toda boa vontade do mundo, pode ser considerado alguém que tenha vírgula de influência na vida nacional, será usado aqui como ele se apresenta lá nas colunas, como hoje Miriam Leitão representou.

Sua parceira de apedrejamento do PT, Miriam Leitão, sapecou em sua chamada “Em prol da democracia, ministros do STF devem pesar suas ações”.

Alguém imagina que Miriam escreveria algo parecido com isso na istérica farsa do mensalão, combinada e sequenciada nas redações dos barões da mídia?

Quem diz sim, é tolo ou cínico.

A conexão entre o bolsonarismo de hoje com o mensalão, é direta, nem precisa de Bolsonaro. O enredo dessa isteria de malucos, como chamou o próprio Bolsonaro, os débeis que o apoiam cegamente, inclusive na tentativa de golpe, é uma mera construção.

Dependendo do apito de cachorro que move essas ienas, adestradas pela grande mídia, a trilha em que o gado caminha junto é, em última análise um traçado já delineado por anos de imbecilização nacional que a Globo promove ininterruptamente desde a diatadura quando, num bem bolaqdo projeto antinacional e americanófilo, os ditadores brasileiros e os mandatários dos EUA, tranformaram a Globo em um império de comunocação através da primeira rede de Televisão do Brasil.

Os Marinho sempre andaram de braços dados com os generais da ditadura, assim como com os EUA;

O livro de Merval, ao qual Gilmar Mendes fez questão de prestigiar, é o próprio lixo reciclado por Merval, produzido pelo Globo.

O troço não tem valor normativo nenhum; Aquela cena fotografada era apenas  uma busca por fixação de uma fraude jurídica que, através do martelete da mídia, até hoje é vendida como verdade absoluta.

Nem vamos nos estender. Para ser curto e grosso na total afirmação de que aquilo foi uma ópera bufa, armada pela mídia e aceita pelo STF, que dos tais 260 deputados que supostamente recebiam de R$ 30 a R$ 40 mil mensais, sequer existiram, ao menois um míserto nome.

A coisa é tão grotesca que nenhum suspeito de receber a tal proprina, a mídia e o STF tentaram inventar.

Basta isso para dizer que aquilo foi das farsas mais grosseiras que o sistema de justiça brasileiro conheceu até a chegada da farsa maior que foi a Lava Jato.

Mas o que fez com que a mídia mudasse de humor com o STF nos dias atuais após a condenação e prisão do golpista, Bolsonaro? A resposta já vem na pergunta, Bolsonaro foi a xepa da direita que sobrou do finado tucanato, por mais fétido que ele seja, era do lado dos Marinho, ou seja, da oligarquia, dos grandes banqueiros e dos poderosos que atuam dentro do Estado brasileiro de forma direta ou indereta.

Ninguém poderia imaginar que a ferramenta utilizada para atacar o STF, primeiro em bombardeios contra Toffoli e Moraes e, agora, contra Gilmar, fosse utilizado um falso caipira que de tão falso candidato da direita como Romeu Zema, representa, segundo pesquisas das mais otimistas, 2% do eleitordo.

Mas por que a Globo, tão velhaca, mergulhou numa esparrela dessa?

Ora, simples, porque ela não tem qualquer outra perspectiva política para o que ela julga ser a única arma do momento que possa gerar instabilidade no governo e na candidatira de Lula.

Que ideia estrambótica os Marinho tiveram de colocar um sujeito como Zema, com 2% nas pesquisas para cumprir essa “meta”?


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Política

O veneno da madrasta

Em que trancos e barrancos a madrasta Michelle e os filhos e Bolsonaro construíram uma relação de ódio fecundo.

O problema é que Michelle parece se sentir mais motivada no momento em que Bolsonaro é carta fora do baralho e seus filhos tentam se segurar nos galhos secos do que restou do bolsonarismo raiz.

Por duas vezes, através de suas redes, Michelle ofereceu como alternativa política alguém que, em certa medida, é opositor aos filhos de Jair e, quando não o faz, usa seu faz-tudo (maquiador) para servir de maçã envenenada para a campanha de Flavio.

Não bastou fixar imagens e vídeos de Esperidião Amin e Nikolas Ferreira em sua jornada contra o clã, Michelle quer deixar bem claro que o DNA da madastra é incompatível coma o dos filhos de Bolsonaro.

O fato é que Michelle opera para ser a pior madastra possível, pior do que aqueles modelos de bruxa, de madrasta da Disney. Neste caso, a madrasta vilã torce, mas sobretudo, opera o máximo possível para detonar o futuro político de seus enteados, utilizando a peçonha mais venenosa  contra os filhos do cão.

Na verdade, fica claro que o papel de madrasta boazinha nunca esteve nos planos de Michelle, por isso não há presente maior do que o de olhar a bancarrota dos 01, 02, 03 e 04.

O fato é que os herdeiros de Bolsonaro não têm como frear as maldades de Michelle, até porque ela se inspira no próprio Bolsonaro e seus asseclas para avançar na jugular de seus enteados com o mais puro e letal veneno de uma cobra peçonhenta.


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Política

Vídeo – Lula no Congresso do PT: “Serei presidente outra vez”

Em vídeo exibido no encerramento do 1º dia do congresso partidário, presidente reforça realizações do governo como arma eleitoral, defende reformas nas instituições e mobilização nas ruas

No encerramento do primeiro dia do 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado nesta sexta-feira, 24, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva transmitiu uma mensagem contundente aos cerca de 600 delegados reunidos. Impedido de comparecer pessoalmente por causa de um procedimento médico em São Paulo, Lula gravou um vídeo exibido à plenária ao final das atividades e encerrou com uma promessa: “Preparem-se, pois serei presidente outra vez porque o Brasil precisa de alguém democrático, que saiba ouvir e conversar com o coração das pessoas.”

Realização como arma eleitoral

O tom do discurso foi de confiança e ofensiva. Para Lula, a principal munição da campanha petista está nas conquistas concretas do governo atual — e na comparação direta com as gestões anteriores. “Quem está no governo deve usar as realizações como sua principal arma eleitoral”, afirmou, destacando crescimento acima de 3%, controle da inflação, aumento da massa salarial e ampliação dos investimentos em saúde e educação.

“Se nós fizemos as coisas corretas, e acreditamos que nós fizemos as coisas corretas, não perderemos a eleição para ninguém neste país. […] O partido que está no governo não corre atrás do adversário, é o adversário que corre atrás dele. É ele que tem que colocar a bola na frente” – Lula, em vídeo ao Congresso do PT

O presidente não citou adversários pelo nome, mas foi direto na estratégia: “Essa comparação com o que os outros fizeram é a nossa arma.”

Propostas para o futuro

Além de defender o legado do atual mandato, Lula apresentou as bandeiras que devem guiar o próximo período: transformação energética, exploração soberana de minerais críticos e desenvolvimento de uma nova indústria nacional de base tecnológica. Na educação, reafirmou a defesa de uma “revolução” com escolas de tempo integral e o fortalecimento dos institutos federais como motores de formação da classe trabalhadora brasileira.

O presidente alertou ainda para a importância de apresentar propostas concretas e factíveis: “Nós temos que mostrar com muita clareza uma proposta séria, que seja uma coisa factível, que a gente possa executar. Porque senão a gente fica prometendo e o cara: ‘Por que vocês não fizeram?’”

Reforma das instituições e defesa da democracia

Lula também defendeu reformas nas instituições — incluindo o Poder Judiciário, que atravessa uma crise de imagem agravada pelo escândalo financeiro do Banco Master. Sem detalhar os contornos das mudanças, foi enfático ao situar o Brasil como referência global: “Ninguém tem defendido multilateralismo como o Brasil, ninguém tem defendido a democracia como o Brasil, ninguém tem defendido as instituições como o Brasil. Tem defendido que elas precisam de reforma, precisam, até as instituições internas no Brasil precisam de reforma, mas é importante que a gente fale com muita clareza para o povo saber o que nós estamos querendo.”

E completou, reforçando o dever histórico do país: “Temos o dever de defender a democracia, a soberania nacional e o multilateralismo.”

“Nada, nada, nada supera a gente ter coragem de pegar um panfleto, andar na rua, bater com a palma no portão das pessoas e olhar no olho das pessoas. É assim que a gente faz política, não é sentado em um sofá fazendo zap. O zap é muito importante, mas a gente não vê o olho da pessoa.” – Lula, sobre mobilização política

Em um dos momentos mais vibrantes do discurso, Lula cobrou a militância a ir além do ambiente digital. Reconhecendo a importância das redes sociais, o apelo foi claro: é preciso sair do sofá, bater de porta em porta e construir política no contato direto com as pessoas.

Hora de ouvir a sociedade

Ainda pela manhã, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, fez um discurso que soou como autocrítica construtiva. Para ele, o momento histórico exige humildade para escutar as dores da sociedade brasileira — da mesma forma que o partido soube ouvi-la no fim dos anos 1970, na luta pela redemocratização, e em 2002, na primeira vitória de Lula. “Tem momentos na história que a gente tem que ter humildade para ouvir, para sentir o que a sociedade espera de nós. Eu não tenho nenhuma dúvida que esse é o momento que estamos vivenciando. É hora de ouvirmos”, afirmou.

Edinho contextualizou o avanço da ultradireita no mundo como expressão de uma crise do capitalismo que a classe trabalhadora não criou, mas sente na pele. E defendeu que o PT tem capacidade de apresentar alternativas: “Se a sociedade diz que esse sistema não serve e não resolve os problemas, nós temos capacidade de ouvir e construir os caminhos para as reformas permitidas para que um novo sistema comece a ser construído.” O presidente do PT também defendeu abertamente a reforma do Poder Judiciário, para que a instituição se aproxime da sociedade civil.

O manifesto e o caminho para 2026

O Congresso do PT, que vai até domingo, 26, debate um manifesto que servirá de base para as propostas da campanha à reeleição de Lula. O documento em análise é mais enxuto do que a versão elaborada pelo ex-ministro José Dirceu — decisão tomada para evitar divergências internas às vésperas do período eleitoral. O manifesto foca em reformas no Judiciário e na administração pública, defesa da escala de trabalho 6×1, soberania sobre minerais críticos e terras raras, além de críticas às políticas do presidente dos EUA, Donald Trump.

O evento contou com representantes de partidos aliados, como o PSB, PDT, PV e PCdoB, com destaque para a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. Delegações de mais de 80 países também marcaram presença, reforçando o caráter internacionalista do partido.

Com tom combativo e olhos postos em 2026, o PT encerrou o primeiro dia do seu congresso com a certeza de que a campanha parte das conquistas e não das promessas em branco.


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Política

Lula cresce no maior reduto eleitoral do clã Bolsonaro

O crescimento em 4% da aprovação de Lula e a redução dos mesmos 4% na sua reprovação num estado dominado pela milícia bolsonarista, em que o clã de Jair, Flavio, Eduardo e Carluxo, é o patrão, não é pouca coisa.

Soma-se a isso a guerra das toupeiras da extrema direita que dá para se ter uma ideia de que o mapa eleitoral, no Brasil, moveu as placas tectônicas.a favor do presidente Lula.

Aqui falamos do “insuspeito” Paraná Pesquisas, uma das principais ferramentas do anima gado que a direita se lambuzou nos últimos anos.

Não é por acaso, que a extrema direita, mesmo dentro do curral onde Bolsonaro toca seu berrante com mais intensidade, está pra lá de dividida.

Não é nem na base dos tapas e beijos. É furdunço grosso entre cachorros loucos, dentro e fora da rinha.

Esses sisnais sublinham que a direita não tem discurso, ou seja, não tem marca própria. Para ser bem ojetivo,  o bolsonarismo nunca teve, porque, ao contrário do que reza a lenda, que Bolsonaro estava no auge de sua popularidade em 2018, o cão, que matou mais de 700 mil brasileiros por covid e devolveu o Brasil ao mapa da fome, com 34 milhões de brasileiros na miséria, só chegou à predidência da República através de um acordo entre bandidos para que Lula fosse preso sem qualquer prova de crime, e Bolsonato vencessse a eleição no segundo turno, porque criou aquela farsa dqa facada, sem sangue e sem faca para não participar de nenhum debate com Haddad em franco crescimento.

Portanto, na direita, já se sabia que o professor da USP liquidaria a toupeira mor do clã com risco de nocauteá-lo já na primeira série de borrachadas.

Ainda assim, nao se pode desprezar essa mudança de temperatura em favor de Lula no redudto fluminense, porque o principal mapa da milícia no Brasil, onde Bolsonaro é o patrão dos patrões,, era todo borrado dessas criaturas do intermúndio da bandidagem carioca.

Então, meus caros, ninguém  vence eleição de véspera, mas perde. nessa nova lógica a favor de Lula, na medida em que transcorre a disputa elitoral, esse resultado mais que acentua que, no universo carioca/fluminense, Lula cresce a olhos vistos no território dominado pelas toupeiras débeis onde se observa que Flavio Bolsonaro, a toupeira 01, decresce.


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Brasil

STF mantém restrições à compra de terras por empresas controladas por capital estrangeiro

Voto unânime justificou as regras como essenciais à soberania e independência do país

OSupremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (23) manter as regras que limitaram a compra de imóveis rurais por empresas com capital estrangeiro no país.ebcebc

A Corte validou a Lei 5.709 de 1971, norma que regulou a matéria e definiu que o estrangeiro residente no país e as empresas estrangeiras autorizadas a operar no Brasil devem seguir regras para aquisições de terras.

A norma impôs diversas restrições, como compra máxima de 50 módulos de exploração, autorização prévia para aquisições em áreas de segurança nacional e registro no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A constitucionalidade foi questionada na Corte por entidades ligadas ao agronegócio. De acordo com a Forum, as alegações, protocoladas em 2015, a lei prejudica empresas nacionais de capital estrangeiro ao limitar a compra de terras no país.

O julgamento começou em 2021 e foi finalizado na sessão desta quinta-feira.

Por unanimidade, o plenário seguiu voto proferido pelo relator do caso, ex-ministro Marco Aurélio (aposentado), que votou pela constitucionalidade da lei.

O relator citou que as restrições são necessárias para manter a soberania nacional e a independência do país. Os argumentos foram validados pelos demais ministros.

AGU
A Advocacia-Geral da União (AGU) atuou no caso como representante do governo federal.

O órgão sustentou que a lei tem a função de proteger a soberania nacional e evitar a especulação fundiária no país.


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Política

A morte súbita do bolsonarismo

O ataque de Nikolas a Jair Renan Bolsonaro não é algo isolado. Na verdade, é apenas uma bactéria captadora do azoto atmosférico que paira sobre a campanha de Flavio.

Isso nos faz crer que esses ratos tenham dados muito fortes para pular fora do barco para tal guinada no leme. Ou seja, Bolsonaro não mais dispõe dos braços do mercado que contingenciou sua ascensão que o levou ao poder, somado a uma fraude eleitoral armada com Sergio Moro, mas que, agora, mostra-se uma terra cansada pelo cultivo de ódio de quatro anos de poder que se encontra num estado de esgotamento fatal,

Não há como restaurar, nem às custas do dinheiro grosso, um arco de alianças capaz de juntar no mesmo ninho, ratos, ratazanas e camundongos que Bolsonaro reuniu em determinado momento da vida nacional.

Essa gente, assim como Nikolas Ferreira, funciona em bando , é uma rataria que se desloca não para construir alguma coisa, mas para fazer parte de um abundante espaço na seara mais reacionária do país e que, vendo que os frutos do oportunismo secaram, e não há expectativa de retorno, desaparece de forma natural.

O adubo do discurso fascista, é caro. A eliminação do outro, através de uma adubagem virtual, depende de um adicional extremamente alto. Por isso, o esvaziamento do bolsonarismo sem qualquer aquisição nova, resultado da condenação e prisão de Bolsonaro e a pasmacenta liderança de Flavio que não tem qualquer ideia que indique um rumo para o país que não seja a reprodução trágica do governo do seu pai, em que a filharada da casa deitou e rolou.

Não há como conservar uma estrutura dessa dimensão, o que se vê é a justa medida de uma derrocada e não o “amor imortal” dos bolsonaristas.

Na realidade, o desparecimento de apoiadores de Flavio na balada de sua campanha é a de quem já tomou consciência de que o encalhe do Titanic miliciano já se deu e o esplendorosao naufrágio é absolutamente inevitável.

O desespero impotente de Eduardo atacando Nikolas é apenas um dos sinos de alerta existente, um sentimento em volta do bolsonarismo profissional de que Bolsonaro foi de mito a uma poesia trágica e com um pressentimento de que a coisa só vai piorar, a excomuhnão do ex-todo poderoso Jair foi lançada por várias ratazanas dentro do próprio ninho. E Nikolas é somente mais uma.

O bolsonarismo hoje se encontra no vale dos escuros, sem sinos de misericórdia.

É o fato.


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Fogo amigo: Nikolas chama Jair Renan de ‘toupeira cega’

Em meio a treta com Eduardo, Nikolas Ferreira voltou baterias contra filho mais novo de Jair Bolsonaro

Depois de seguidos embates com o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se envolveu em mais uma confusão pública, desta vez com Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro. As rusgas se dão em meio à uma disputa de poder dentro da extrema direita tendo em vista a eleição deste ano.

Após ser ironizado por Jair Renan e por um influenciador bolsonarista, Nikolas postou um print dos ataques em seu perfil no X e afirmou que o filho de Bolsonaro tem capacidade cognitiva “menor que de uma toupeira”.

“Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega”, disparou Nikolas.

Nikolas Ferreira e Jair Renan Bolsonaro trocaram ataques

Racha na extrema direita
Os confrontos nas redes sociais são a face pública de uma disputa maior dentro da extrema direita. Figuras ligadas à família Bolsonaro, encabeçadas por Eduardo, vem atacando parlamentares do PL sob a acusação de não defenderem a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de agirem em prol do próprio projeto político. Nikolas Ferreira tem sido o principal alvo dessas críticas, em especial por seu alinhamento à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com quem os irmãos travam uma disputa interna na família Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro tem feito gestos públicos tentando apaziguar a situação. Nesta sexta-feira (24), ele postou um longo texto nas redes sociais pedindo novamente união na extrema direita.

“Preciso muito de todos me defendendo das mentiras criminosas da esquerda e esfregando a verdade na cara deles. Mas fica aqui meu pedido sincero: não precisa “pressionar” ninguém ou me “defender” de pessoas que também querem Bolsonaro na Presidência da República. Já disse algumas vezes e repito, cada um tem o seu tempo e a sua forma de ajudar”, escreveu o pré-candidato da família Bolsonaro.

Nikolas reagiu à publicação em seu próprio perfil e cobrou o fim do que considera persegução a figuras de destaque do bolsonarismo.

“Isso tem gerado um clima que ninguém mais suporta. Poucos tem coragem de enfrentar, e quando enfrentam, recebem o rótulo de “traidores”. Sendo que todos, inclusive eu, faremos de tudo para que você ganhe as eleições esse ano. Mas obviamente, cada um do seu jeito, no seu papel, da sua melhor forma. Sem acusar ou perseguir ninguém. E sem colocar uma forma do que é ou não ideal de se fazer. E que mesmo após todos os seus pedidos de pacificação, insistem em criar atritos e desobedecem publicamente aquele que, de fato, é a liderança escolhida por Jair Bolsonaro. Até cor de camisa é argumento para conflitos. Como aturar isso?”, rebateu Nikolas

*ICL


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Zanin senta a lenha na quadrilha de Bolsonaro no Rio e mídia parte para o ataque ainda mais intenso ao STF

Zanin determina quree a falange, comandada por Bolsonaro no Rio de Janeiro seja destituída do comando da política carioca e, para surpresa de ninguém, a grande mídia reage mal.

Na verdade, Zanin está tentando salvar a ambiente político em decomposição com uma umidade sombria, que mistura milícia e tráfico no comando da submundo político fluminense que sustentava o principal naco de poder dos Bolsonaro.

Isso deixou Flavio em estado de ira, o que mostra que Bolsonaro sentiu o tranco.

Quando Flavio redobra os ataques ao STF, especialmente a Zanin, mostra o desespero de quem vê sua quadrilha desmantelada no principal pilar dessa família mafiosa, que mantinha um controle férreo sobre cada centímetro do espaço político carioca,

Todos os elementos que levaram à podridão generalizada da política fluminense, que só puderam ser vistos com microscópio, têm o dedo do clã Bolsonaro.

Quando a mídia reage mal à decisão de Zanin de manter no comando da limpeza do estado do Rio de Janeiro, o presidente do TJ, Ricardo Couto, fica patente que a grande mídia ou boa parte dela, foi centrifugada pelo clã.

Com essa decisão, Zanin tritura os galhos da ramificação criminosa, que tem como tronco central, Jair e seus filhos.


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