Soberania não é uma tese em exame, muito menos retórica de inspiração de momento, é um campo de batalha sem armas de fogo, mas de independência de um povo.
É assim que Lula trata a soberania do Brasil na produção de combustíveis. Assim, o chefe da nação manifesta interesse em recomprar a refinaria Landulpho Alves, na Bahia, privatizada por Bolsonaro em 2021, vendida para árabes abaixo do preço de mercado, quando recebeu de presente joias valiosas.
Em última análise, mais do que um produto, Lula está recomprando a soberania energética do Brasil, prometendo algo que vale muito para os brasileiros.
Assim fica fácil entender que soberania nacional não é um slogan, mas algo que soa natural e simples de reproduzir, somado à autoridade não só do presidente, mas da própria sociedade brasileira diante de uma situação extrema como a guerra entre Israel e EUA versus Irã, que gerou o fechamento do Estreito de Ormuz.
É uma atitude memorável de Lula, qua habita o ideal dos brasileiros. Ou seja, é uma conexão afetiva entre governo e sociedade.
O governo Lula não tem comparação com o governo tocado pelo clã Bolsonaro, que sonha com a cadeira da presidência como produto de barganha para anistiar um golpista corrupto com planos assassinos, traçados às escuras.
Outros anúncios em prol da soberania nacional serão feitos por Lula até o final do seu terceiro mandato, mostrando a diferença abissal de seu antecessor que hoje rege a cabeça de seu filho na disputa presidencial.
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Essa é a batata assada no forno que está nas ruas e nas redes, mesmo que os ouvidos dos bolsonaristas funcionem para não ouvir verdades. No entanto, hoje, essas coisas que habitam as cabeças dos brasileiros, no bojo dos debates das eleições para a Presidência da República, fazem com que a esquerda tenha dó dos olhos murchos quando o assunto Pix vem à baila
Flavio, numa inútil tentativa de se redimir de viver rastejando para beijar os pés de Trump, grava vídeo na tentativa de fabricar um cenário diametralmente oposto à imagem de sabujo dos EUA, que construiu durante os últimos oito anos.
Pelo jeito, a situação não anda nada boa para ele depois que os brasileiros perceberam o risco que é a sua candidatura para a manutenção do Pix.
Estamos falando de uma legião de, praticamente, 180 milhões de brasileiros que incorporaram em seu cotidiano o uso dessa ferramenta para agilizar sua vida econômica e social, porque é ela que está em risco. e a vocação entreguista do clã Bolsonaro foi evocada pelo próprio Flavio há poucos dias quando ofereceu a Trump as terras raras brasileiras em troca de apoio eleitoral, ao vivo e a cores, em tempo real nas redes.
O assunto ganhou as ruas, mudando a paisagem brasileira pelo homem comum, pelas mulheres anônimas, pelos jovens não corrompidos por uma teia de interesses em que a família de Bolsonaro é o que importa, não o Brasil.
Ou seja, a natureza bruta desse escândalo foi sentida pelo lombo de Flavio, e o tolo perdeu seu tempo gravando vídeo com sua exposição direta para dizer que é mentira que ele entregará a cabeça do Pix na bandeja para Trump.
Foi uma reação nitidamente precoce de quem foi pego, no contrapé, de calça arriada com uma bola gigantesca nas costas.
Pouco ou nada adiantou aparecer com a cara deslavada, assustado e gaguejante tentando arguir sobre um tema que ele nem cacoete tem para que alguém ao menos considere uma única frase dita por ele, deixando claro que sua canela é de cristal, construída por seu próprio histórico e modo de uso.
Seja como for, a condenação generalizada de seu intento de entregar as riquezas brasileiras e o Pix para Trump, formou um espesso caldo de temas explosivos com potencial para se transformar num coquetel motolov contra sua campanha, que vem tendo o efeito de um míssil atômico caindo em sua cabeça.
O fato é que Flavio bambeou com os incontáveis slogans que brotam espontaneamente Brasil afora sobre seu entreguismo do Pix para Trump.
Ronaldo Caiado, Lula,Queridos amigos leitores
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Quem vê Ronaldo Caiado rubricando uma opinião de que Lula será derrotado nas próximas eleições, imagina que ele é o detentor da maior quantidade de intenção de votos.
De relance, essa situação pode passar batida, até porque, se há uma coisa que não paira nas ideias bebericadas fora da realidade, é uma opinião medrada de Caiado. É uma subvenção estética numa pescaria em rio sem peixes, mas ele confia, mesmo que sua campanha esteja bichada e que, como mostraram os números da mais recente pesquisa, ele pena em seu naufrágio um redobro numérico absolutamente idêntico ao de 37 anos atrás, quando Lula, tratorando-o em um debate de presidenciáveis, disse a Caiado que lhe cobrou uma pergunta, Lula, prontamente e ironicamente, respondeu, faço-lhe uma pergunta quando você chegar a 1,5% nas pesquisas.
Mais não digo, mais não falo, assistam ao vídeo e comparem com as recentes pesquisas que mostram Caiado conservando o mesmo percentual quase 40 anos após, 1,4%:
Ronaldo Caiado, Lula,Queridos amigos leitores
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Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco, investigado por rombo bilionário no caso Master, aprovou contrato milionário do imóvel onde mora o senador
A queda de Paulo Henrique Costa da presidência do Banco de Brasília (BRB), em novembro de 2025, encerrou um dos ciclos mais controversos da instituição. Indicado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em 2019, Costa atravessou o governo de Jair Bolsonaro como um aliado estratégico, mas sucumbiu à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Investigado por fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master, o ex-executivo deixa um rastro de prejuízos ao erário e a digital no financiamento que permitiu ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, adquirir uma mansão cinematográfica na capital federal.
O aval para o “herdeiro” e as taxas de ocasião
Em 2021, o BRB liberou R$ 3,1 milhões para que Flávio Bolsonaro comprasse um imóvel de R$ 5,97 milhões no luxuoso Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul. A mansão, de 2.400 m², foi financiada com taxas nominais entre 3,65% e 3,71% ao ano (mais IPCA) — valores que, na época, eram impraticáveis para o cidadão comum sem conexões políticas.
Embora o banco tenha classificado a operação como “taxa de mercado”, o financiamento exigiu o aval direto da diretoria colegiada presidida por Costa. Apadrinhado por Ibaneis Rocha, Costa chegou a ser cogitado para a vice-presidência do Banco do Brasil — ideia abortada para evitar que o escândalo da mansão respingasse na vitrine do governo federal.
O “operador” e a sombra das rachadinhas
A origem dos recursos para a manutenção desse patrimônio remete ao papel de Fabrício Queiroz. Policial militar reformado e amigo de Jair Bolsonaro desde a década de 1980, quando serviram juntos na Vila Militar, Queiroz tornou-se o braço direito da família. O ex-assessor é apontado pelo Ministério Público como o “operador financeiro” de um esquema de peculato (a rachadinha) no antigo gabinete de Flávio na Alerj. Queiroz coordenava a coleta de salários de assessores e gerava um fluxo de dinheiro vivo que, segundo os promotores, servia para pagar despesas pessoais da família e irrigar transações imobiliárias.
Segundo as investigações do Ministério Público, o esquema funcionava através de um ciclo de valorização artificial: Flávio adquiria imóveis por valores subfaturados na escritura, pagando a “diferença” por fora com o dinheiro vivo arrecadado por Queiroz, para depois revendê-los pelo preço real de mercado. De acordo com o Vermelho, os investigadores acreditam que essa manobra permitiu que, entre 2010 e 2017, o senador registrasse um lucro oficial de cerca de R$ 3 milhões em 19 salas e apartamentos, “limpando” o dinheiro da rachadinha dos funcionários da Alerj sob a aparência de ganho imobiliário. Atualmente, Queiroz ocupa o cargo de subsecretário de Segurança e Ordem Pública em Saquarema (RJ), nomeado em janeiro de 2025 pela prefeita Lucimar Vidal (PL), mantendo-se abrigado em uma prefeitura controlada pelo partido do clã.
Quitação antecipada: seis parcelas atípicas
Em julho de 2024, após o STF consolidar as decisões que anularam as provas do caso das rachadinhas por questões processuais (o que não significa inocência, mas incapacidade técnica de usar os dados bancários), Flávio Bolsonaro quitou o saldo devedor da mansão de forma fulminante. A quitação de R$ 3,4 milhões foi realizada através de seis pagamentos extras atípicos. Os valores individuais das parcelas espantam pela magnitude: R$ 198.150; R$ 355.000; R$ 420.000; R$ 680.000; R$ 750.000 e um último aporte de R$ 997.000. O senador alega que os valores vieram de sua antiga franquia de chocolates e de seu salário, mas a robustez desses depósitos em um curto intervalo de tempo ainda carece de esclarecimento.
Candidato a delator premiado
A demissão de Costa em 2025 decorre da descoberta de que o BRB adquiriu carteiras de crédito consignado do Banco Master sem lastro real, gerando um rombo bilionário. O cenário se agrava com a Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro do PCC no setor de combustíveis. Os investigadores analisam se fundos ligados ao Master e à Reag Investimentos foram usados para escoar capital ilícito através do banco gerido por Costa.
Paulo Henrique Costa vive hoje o isolamento dos investigados. O BRB, sob nova gestão, cobra dele R$ 978 mil em empréstimos pessoais. Assim como Daniel Vorcaro, do Banco Master, Costa agora busca fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. O temor nos bastidores do PL e do centrão é que, para salvar a própria pele, o ex-presidente do BRB detalhe como a máquina do banco público foi moldada para servir aos interesses privados de aliados do clã bolsonarista.
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O presidente Donald Trump decidiu que votações fora de seu país que envolvam a extrema direita são também eleições de seu interesse. Nesta semana, a Casa Branca decidiu despachar o vice-presidente JD Vance para a Hungria, numa operação para tentar salvar o líder ultraconservador e considerado como um modelo para Bolsonaro, Javier Milei, José Antonio Kast e tantos outros.
Orbán, no poder há 16 anos, vive uma encruzilhada. Pela primeira vez, as pesquisas de opinião mostram que ele pode perder a eleição que ocorre no dia 12 de abril.
A visita de Vance, que começa na terça-feira, incluirá encontros com Orbán e um discurso público, justamente na reta final de uma acirrada campanha eleitoral. A cidade será praticamente fechada, inclusive uma ala do aeroporto.
Não é a primeira vez que Trump decide se fazer presente numa eleição. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, agiu para apoiar o presidente Javier Milei antes das eleições de meio de mandato, inclusive com um cheque de US$ 20 bilhões. No Japão, a eleição também revelou um ação direta dos EUA.
Honduras, Polônia, Romênia e vários outros países sentiram o que representa ter seu processo eleitoral no foco de Washington nos últimos meses.
Mas, no caso da Hungria, o que está em jogo é o futuro de um dos principais aliados do movimento MAGA em toda a Europa.
A relação entre a Casa Branca e Orbán, porém, foi marcada por desencontros. Em novembro, tentando repetir o cheque recebido por Milei, o húngaro foi até Washington para ser recebido por Trump. O húngaro chegou a anunciar a aprovação de um pacote financeiro, negado dias depois pela Casa Branca.
Mesmo assim, Budapeste modificou sua narrativa para explicar que, de fato, o pacote estava “disponível” caso o país precisasse.
O mal-estar foi superado com uma viagem de Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, para a Hungria em fevereiro.
A ação não se limita às visitas oficiais. Apesar de todos os institutos de sondagem darem a vitória ao opositor de Orbán, aliados de Trump divulgaram há poucas semanas um resultado diferente. A McLaughlin & Associates, conhecida como a “pesquisa de opinião preferida de Trump”, publicou um levantamento dizendo que Orbán vencerá a eleição com seis pontos de vantagem.
Peter Magyar, o opositor, vem usando a ingerência dos EUA na eleição para alertar sobre o preço que Trump poderá cobrar pelo apoio, insinuando acordos militares não divulgados e sugerindo que Washington pode buscar concessões em troca de seu apoio. “Tanto a ajuda do Leste quanto a do Oeste têm um preço”, disse.
*Jamil Chade/ICL
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A imagem de Flavio Bolsonaro não é a de um político obreiro que tenha qualquer projeto aprovado em favor da população ou do país.
Qualquer brasileiro que olhe para Flavio, de forma instantânea, lembra do Coaf, Queiroz, Michelle, a família de Adriano da Nóbrega e do próprio miliciano, chefe do escritório do crime e da rachadinha, que é o sobrenome que o 01 carrega mais forte que o do seu pai.
A coisa é antiga, é de 2018/2019, com as movimentações na conta justamente de Fabrício Queiroz, seu gerente no esquema de peculato e formação de quadrilha.
No entanto, além de Flavio de não conseguir desgrudar esse chiclete da sola do seu sapato durante anos, recentes lambanças discursivas, ditas de boca própria sobre as terras raras e sua servidão espontânea a Trump, ele mereceu pesadas críticas até de gente da mídia conservadora, como o Estadão, que não economizou críticas ao sujeito e o espinafrou sem dó em um editorial demolidor por Flavio oferecer, de maneira pornográfica, as terras raras do Brasil como anteparo de Trump para enfrentar a China, que tem jogado duro com os EUA para que os norte-americanos obtenham um espaço qualquer reduzido das terras chinesas para tocar sua indústria de eletrônicos, entre outros modelos de atividade industrial que dependem delas.
Para piorar, Caiado lançou nesta semana sua pré-candidatura, anunciando que, se eleito, seu primeiro ato será dar a anistia a Bolsonaro, tirando o pão da boca de Flavio que só tem essa proposta como candidato à presidência da República.
Ou seja, não seria tentativa verborrágica de anistiar o pai uma mola propulsora capaz de catapultar a campanha de Flavio de forma exclusiva. Caiado, espertamente, para irritação de Flavio, pegou carona no mesmo ramerrão vitimista.
Isso praticamente neutraliza o principal slogan de campanha de Flavio. Como o histórico entreguista do clã Bolsonaro, em que o próprio Jair já ofereceu a Amazônia para ser explorada pelo Tio Sam, somado à campanha de Eduardo, mas também de Flavio, para Trump tarifar pesadamente o Brasil, e ainda pediu para Trump bombardear a Baia de Guanabara, surge no horizonte, com cores vivas, a possibilidade concreta de, numa suposta vitória de Flavio, em troca do apoio eleitoral de Trump, ele acabar com o Pix, que é o sonho do presidente americano contra o Brasil.
Falamos de algo com um potencial arrasador, já que mais de 80% dos brasileiros incorporaram o Pix em seu cotidiano e certamente essa interpretação entreguista do Pix por uma escandalosa submissão ao pedófilo mor dos EUA, ja correu o país inteiro e logicamente com potencial de implodir a campanha de Flavio junto com uma folha corrida do vigarista que vai atingi-lo em cheio.
E nem adianta Flavio dizer, na mídia, que não vai acabar com o Pix, pois nem os bolsonaristas mais ferrenhos acreditam nisso.
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Um desdobramento da Operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de fraudes bilionárias no setor de combustíveis, encontrou mensagens trocadas entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e acusados de participação na fraude. O material foi obtido por meio da quebra do sigilo telemático (de dados de celulares, computadores e arquivos em nuvem) de Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, empresários de Teresina que na semana passada foram denunciados à Justiça sob acusação de adulterar combustíveis, fraudar vendas, ocultar patrimônio e lavar dinheiro em associação com Roberto Leme, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo.
Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, não é investigado no inquérito. Mas a Carbono Oculto 86 (o número faz referência ao DDD de Teresina) identificou um grupo de WhatsApp do qual o senador participou, intitulado Ciro Vitor Haran Danilo. Era uma referência ao nome dos integrantes: além do próprio Ciro e da dupla de empresários Haran e Danillo, estava lá Victor Linhares de Paiva, tratado informalmente como Vitinho. Ele é uma figura próxima de Ciro. Foi seu assessor no Senado, exerceu mandato de vereador em Teresina pelo PP e também está na lista de denunciados pelo Ministério Público do Piauí, acusado de lavar dinheiro para o esquema.
Os participantes do grupo conversavam por meio de mensagens temporárias, que expiravam depois de 24 horas. No entanto, como Haran fez capturas de tela de alguns diálogos, a polícia conseguiu acessar parte do que foi falado. As informações constam num relatório ao qual a piauí teve acesso. Numa das mensagens, Ciro – a quem os demais participantes se referiam como Sena, presumivelmente uma abreviação de senador – convidou os três colegas para “tomar um café” em sua casa, em Teresina.
A mensagem foi enviada no dia 20 de novembro de 2023, e o convite era para o dia seguinte, dia 21. Na época, Haran e Danillo, donos da rede de postos de combustível HD, negociavam a venda de parte da empresa para Beto Louco e Primo, donos da distribuidora Copape. Em 11 de dezembro, Haran escreveu no grupo: “Está no ponto lá/ Só depende do ok dele/ Dando o ok já inicia amanhã.” Ao que Ciro respondeu “Ok”. Dali a poucos dias, ainda em dezembro de 2023, o negócio foi fechado.
O quarteto continuou conversando nas semanas seguintes, segundo os prints obtidos pela polícia. No dia 4 de janeiro, Ciro escreveu no grupo: “Querem passar aqui no hotel pra gente atualizar as coisas?” Haran respondeu: “Ok, estamos indo.” Dali a pouco, Vitinho disse: “Estamos aqui.” Ciro pediu então “5 min”. A conversa dá a entender que os três se encontraram naquela tarde.
Os prints das conversas obtidos pela Polícia Civil
Se o encontro realmente aconteceu, não foi o único. O site ICL Notícias já tinha publicado que, em fevereiro, Ciro se encontrou com Hiran e Danillo no Aeroporto de Brasília. A reportagem mostra uma foto em que os três aparecem conversando (a piauí também obteve, posteriormente, a imagem original) e informa que eles embarcaram juntos para Teresina.
O ICL também revelou a existência de um relatório do Coaf – o Conselho de Controle de Atividades Financeiras – apontando que uma empresa do senador, a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, recebeu 63,9 mil reais da Pima Energia Amizade em 2025. A Pima foi criada por Beto Louco e Primo justamente para administrar os postos de combustível que compraram de Haran e Danillo, no Piauí. Além disso, segundo o Coaf, a empresa de Ciro transferiu 25,1 mil reais para a HD Petróleo Uruguai Ltda, um dos postos de combustível de Haran e Danillo.
Segundo o Coaf, os pagamentos feitos à empresa de Ciro ocorreram sem “aparente justificativa, vínculo ou compatibilidade da atividade econômica”. Parte do dinheiro foi movimentada por meio da BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank, fintech apontada como peça central no esquema de lavagem de dinheiro investigado pela Operação Carbono Oculto em São Paulo (uma das hipóteses ainda sob investigação é que o esquema lavava dinheiro do PCC, mas a informação não foi confirmada até aqui pelo Ministério Público).
As mensagens obtidas pela polícia indicam que, embora participassem do grupo de WhatsApp, Haran e Danillo pareciam não ter uma relação próxima com Ciro. Frequentemente, quando falavam a sós, os dois se referiam a Vitinho como um intermediário por meio do qual chegavam ao senador. O ex-assessor e braço direito de Ciro é descrito na denúncia do Ministério Público como lobista e intermediador financeiro da venda de parte da rede de postos HD para Beto Louco e Primo. Segundo a investigação, recebeu 230 mil reais de Haran em 20 de dezembro de 2023, mesma época em que aconteciam as conversas no grupo. O dinheiro foi depositado em uma conta aberta por ele na BK Bank havia pouco tempo. Segundo os procuradores, o pagamento foi uma “contraprestação pelos serviços de intermediação que viabilizaram a conexão entre os núcleos criminosos”.
A Carbono Oculto 86 também obteve áudios atribuídos a Danillo e enviados a Haran. Em um deles, o empresário faz menções a “Beto” e “Ciro” numa conversa sobre a venda da rede HD. “Eu acho que é esse Beto, entendeu? Que é o pica lá, pelo que eu já sondei, né? Que é o amigo do Ciro”, disse Danillo, segundo a gravação colhida pela polícia. Depois continua: “Aí tu imagina o Ciro dando uma ligadinha pra ele hoje, né? Falando que a gente se conheceu lá, aí falando bem da gente, né? Aí, meu patrão, aí a gente já chega lá com as portas abertas.” Em seguida, no mesmo áudio, o empresário se dirige a Vitinho, que parece estar ao seu lado: “Vitinho, pede pro Sena fazer essa ligação aí.”
A aproximação de Beto Louco e Primo com a dupla do Piauí aconteceu em um momento em que os donos da Copape e da Aster, principais alvos da Carbono Oculto, buscavam se fortalecer politicamente em meio a uma disputa de mercado com o empresário Ricardo Magro, dono da Refit. Versátil, Ciro manteve um pé em cada canoa: ao mesmo tempo que conversava com Haran e Danillo, cultivou uma relação próxima com Magro, rival de Beto Louco e Primo. Mas os empresários do Piauí pareciam esperar a ajuda do senador para destravar a venda da rede HD. Em um outro áudio obtido pela polícia, Danillo disse para o sócio: “Rapaz, eu conversei muito com o Vitinho […] e ele disse: vamos botar o negócio pra frente que o Ciro já falou que vai ajudar a gente.”
A piauí entrou em contato com Ciro Nogueira para pedir esclarecimentos sobre sua relação com Haran e Danillo, as transações financeiras detectadas pelo Coaf e as conversas no grupo de WhatsApp. Perguntou também se ele intermediou a negociação da Rede HD com Beto Louco e Mohamad. O senador não respondeu às perguntas da reportagem, enviadas por WhatsApp. Sua assessoria de imprensa repassou apenas uma nota em que diz: “O senador Ciro Nogueira não é investigado no âmbito da operação mencionada e em nenhum outro inquérito em curso. Toda e qualquer tentativa de envolver o nome dele em escândalos acabará por ser frustrada, uma vez que o senador não tem envolvimento com ações ilícitas.”
A piauí não conseguiu localizar Haran e Danillo. O advogado Jader Madeira Portela Veloso, que representa os dois, disse que não poderia comentar o caso porque “o inquérito policial referente à Operação Carbono Oculto tramita em sigilo”. Vitinho, por sua vez, não atendeu às ligações nem respondeu às perguntas da reportagem, mas enviou uma mensagem dizendo: “O inquérito policial tramita em segredo de justiça. Qualquer divulgação indevida pode acarretar penalidades. Sugiro consultar a assessoria jurídica do portal para mais informações.” Roberto Leme, o Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, estão foragidos desde a deflagração da Carbono Oculto em agosto de 2025. A piauí não conseguiu contatá-los, e seus advogados não responderam as mensagens até a publicação desta reportagem.
Além de Ciro Nogueira, outro parlamentar é citado no material apreendido pela Carbono Oculto 86: Júlio Arcoverde (PP-PI), deputado federal em primeiro mandato. Aliado de Ciro, em 2024 ele foi alçado ao cargo de presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso.
A polícia obteve um áudio que diz assim: “Opa, deputado Júlio, tudo bom? É o Haran aqui. Quando você puder me dá uma ligada.” Não é possível cravar que o deputado em questão seja Júlio Arcoverde, e não outro Júlio. Mas, numa outra conversa, essa por mensagem de texto, um dos sócios tenta marcar um encontro com um interlocutor identificado como “Deputado Julio Arc”. Além disso, um relatório do Coaf detectou um repasse de 9,5 mil reais feito pelo CNPJ “Eleição 2022 Júlio Ferraz Arcoverde Deputado Federal” para a empresa HD Petróleo, pertencente aos dois empresários. Segundo o G1, o Coaf descobriu ainda um fato curioso: que, em 2024, Júlio Arcoverde e o deputado Átila Lira Filho (PP-PI) pagaram despesas de Ciro Nogueira no valor total de 17 mil reais.
Em áudios enviados a Haran, Danillo mencionou “o deputado Júlio” ao falar sobre a negociação de emendas parlamentares. Em um deles, ao tratar de recursos destinados a Caxias, no Maranhão, o empresário disse: “O problema foi porque o prefeito cobrou os 130. Mesmo a gente já tendo pago para o Júlio, ele cobrou os 130 de novo. Aí a gente teve que dar para aquele fela da puta, aquele prefeito. Aí o Júlio tinha que devolver os 130. Aí ele não devolveu.” Não fica claro, a partir da conversa, o que são os “130” a que ele se refere. Em uma outra mensagem de voz, o empresário dá a entender que não faria mais acertos com o tal Júlio. “Esse negócio que a gente fez de compromisso com o Júlio aí acabou. Não tem mais. […] Pode ser uma emenda de 1 trilhão. Não pago nada mais. Não faço mais nenhum compromisso daqui pra frente. Zero.”
O deputado Júlio Arcoverde, assim como Ciro Nogueira, não é investigado na Operação Carbono Oculto. Caso um dos dois venha a ser, o caso terá de ser remetido ao Supremo Tribunal Federal, já que ambos têm direito a foro privilegiado.
Procurado pela piauí, Júlio Arcoverde enviou uma nota em que diz desconhecer “quaisquer menções relacionadas ao seu nome no contexto citado e reforça que não é investigado no âmbito da operação mencionada. O parlamentar reitera que não possui qualquer envolvimento com ações ilícitas”.
O deputado Átila Lira Filho, por sua vez, afirmou não conhecer Haran e Danillo, a não ser de “relação social”, e que as despesas que pagou a Ciro, de 3 mil reais, dizem respeito a um medicamento que o senador providenciou para ele. “Foi um remédio que o Ciro comprou para mim, para emagrecimento”, disse o deputado, em uma mensagem de áudio enviada à piauí. “Foi o Mounjaro. Foram uns 3 mil e 400 e poucos (reais)”, continuou. “O meu foi uma caneta só.”
*Breno Pires/Piauí
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O presidente Lula afirmou nesta quinta (2) que “ninguém” vai forçar o governo brasileiro a mudar o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil. O petista deu a declaração após a divulgação de um relatório do governo dos Estados Unidos, que criticou a ferramenta por supostamente prejudicar empresas americanas de pagamentos eletrônicos, como Visa e Mastercard.
“Os Estados Unidos fizeram um relatório nesta semana sobre o Pix, disseram que o Pix distorce o comércio internacional, porque o Pix acho que cria problema para a moeda deles. O que é importante a gente dizer para quem quiser nos ouvir. O Pix é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, afirmou.
Durante sua visita a Salvador (BA), Lula argumentou que o sistema foi criado para atender às necessidades do povo brasileiro e que ninguém vai mudar sua estrutura por pressões externas. “O que nós podemos fazer é aprimorar o Pix, para que, cada vez mais, ele possa atender às necessidades de mulheres e homens”, completou.
O relatório do governo dos EUA, divulgado nesta quarta (1º), afirmou que o Pix gera prejuízo a fornecedores americanos e distorce o comércio internacional. O documento divulgado pelo governo de Donald Trump também reclama do Mercosul, da “taxa das blusinhas” e da rua 25 de Março.
🚨 URGENTE: Lula respondeu o ataque dos EUA ao PIX: “O PIX É DO BRASIL e ninguém vai fazer a gente mudar.” 🇧🇷🔥
Durante o evento, o presidente também criticou os altos custos do sistema de pagamentos tradicional, como os cartões de crédito, e reforçou que o Pix é uma alternativa gratuita e rápida, funcionando 24 horas por dia e simplificando as transações financeiras.
Ele defendeu que, embora o Brasil seja produtor de tecnologias financeiras, o mercado brasileiro é muitas vezes afetado por pressões externas, como as feitas pelas gigantes de pagamentos dos EUA.
Além da defesa do meio de pagamento, Lula também detonou a privatização de empresas estratégicas do Brasil, como a BR Distribuidora. Ele alegou que, com a venda da subsidiária da Petrobras, o governo perdeu a capacidade de regular melhor os preços dos combustíveis, afetando diretamente o bolso dos brasileiros. Com DCM.
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Se imaginar todas as atrocidades humanas, promovidas por Israel na Palestina, e que o mundo inteiro repudia com cada vez mais veemência, o desprezo odioso pela liberdade de expressão que Tabata se coloca naturalmente como inimiga, e uma afronta à constituição brasileira.
Tabata, com isso, procura fixar em sua imagem a mesma imagem de traíra que Flavio Bolsonaro carrega quando oferece as terras raras do Brasil para Trump se lambuzar.
Não é por acaso que essas velhacas entidades sionistas no Brasil, bolsonaristas por conveniência e convicção fascista, colocam holofotes e brilho na moça pela glória de erguer uma tarja preta de censura pelo simples fato de um brasileiro qualquer denunciar essa mesma organização sionista que comanda o Estado de Israel.
Isso não é uma questão de estilo, muito menos um estilo próprio do Brasil, o que Tabata quer, com seu mau gosto colonial, é restaurar a censura imposta aos brasileiros durante a ditadura.
Isso é de uma intransigência aguda que tenta a todo custo impedir que um sentimento pessoal, no Brasil, colabore com um debate mundial público que jamais pode ser confundido com qualquer crítica aos judeus.
Chega a ser boboca escrever isso, mas é necessário impedir que um engenho sionista reduza a liberdade dos brasileiros às leis israelenses.
A deputada quer o quê, que tenhamos prontas as palmas para uma ovação a um enforcamento de palestinos, considerado legal pelo parlamento israelense, totalmente tomado por sionistas?
Ela quer reduzir os brasileiros a uma adaptação tropical dessa conduta imoral e desumana que reflete o próprio estilo fascista desse Estado terrorista. É bom Tabata examinar o próprio espelho para se tocar que está dentro do Brasil defendendo um Estado colonial e declaradamente racista.
Não interessa se ela teve uma péssima orientação por onde passou para propor um absurdo como esse, o assunto que interessa são as portas e janelas de liberdade de opinião que, nitidamente, pelo comando dde interesses sionistas no Brasil, ela quer fechar e lacrar.
O Brasil tem lambanças brejeiras a granel em excesso para uma parlamentar brasileira importar ideias interesseiras que não dizem respeito a esse país.
A sociedade brasileira não pode e nem ficará medrada dentro do seu próprio país para servir de rolha de censura israelense.
Redobra-se aqui uma crítica junto com um aviso, ou Tabata recicla suas ideias dessa tarefa infame, do contrário, sofrerá um naufrágio político fulminante.
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Nem alguns supostos aliados do governador de Goiás,deram crédito à candidatura do ilustre ninguém, chamado Ronaldo Caiado quando este anunciou que concorrerá ao Planalto.
A mídia, que aguarda cair do céu uma suposta terceira via, idealizou um Caiado que não existe na vida real.
A forçação de barra de Otávio Guedes, na GloboNews, foi a pérola da semana, utilizando malabares no contorsionismo retórico para criar um personagem, colocado a empurrão na fila do pão, quando, na verdade, esse produto político está com preço de saldão carimbado na testa via pesquisas.
Com todos os descontos possíveis que se pode dar a um moribundo, Caiado só foi capitalizado como um candidato competitivo no plano virtual pela torcida da Globo.
Caiado é um galo cego, ungido nas redações da mídia, que nem cantar sabe. Portanto, a operação Caiado, criada pela midia, está presa no fundo do poço sem qualquer chance de substituir Flavio na disputa com Lula.
Isso não passa de uma indicação desesperada da direita burra que habita as mentes da casa grande. A realidade, porém, nega que, enfim, a mídia encontrou um candidato competitivo da fábula midiática da terceira via.
Caiado não passa de uma montagem mal-ajambrada de um espantalho, desconhecido para a imensa maior parte do povo brasileiro.
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