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Brasil tem menor desemprego desde 2012 e recorde nos rendimentos dos trabalhadores

Taxa de desocupação foi de 6%; remuneração média chegou a R$ 3.722, com alta de 1,6% no trimestre e 5,5% no ano

O Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2026 com taxa de desemprego de 6,1%, a menor para esse período de toda a série histórica iniciada em 2012. O desempenho foi obtido mesmo com leve crescimento, de um ponto percentual, frente aos três meses anteriores. Além disso, foi verificado recorde no rendimento dos trabalhadores.

As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE.

“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento, seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano, seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporários nas atividades de educação e saúde no setor público municipal”, explica Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

Considerando esse movimento, a Pnad apontou que o total de trabalhadores do país ficou em 102 milhões, recuo de 1% (1 milhão de trabalhadores) no trimestre, mas permanecendo 1,5% (1,5 milhão) acima do contingente registrado no mesmo trimestre móvel de 2025.

Dessa forma, a população desempregada ficou em 6,6 milhões no período analisado, com alta de 19,6% (1,1 milhão de pessoas) no trimestre. No entanto, na comparação anual, o contingente de pessoas procurando trabalho recuou 13% (menos 987 mil pessoas).

Recorde nos rendimentos

Os salários da classe trabalhadora tiveram trajetória positiva, segundo a Pnad. A massa de rendimento médio real (a soma das remunerações de todos os trabalhadores) bateu recorde no primeiro trimestre, com R$ 374,8 bilhões. O valor indica estabilidade nesses três meses e alta de 7,1% (ou mais R$ 24,8 bilhões) no ano.

Observando rendimento médio real habitual dos trabalhadores, houve novo valor recorde, atingindo R$ 3.722. O valor indica crescimento nas duas comparações: 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, já descontada a inflação nos dois períodos.

Frente ao trimestre móvel anterior, houve aumento no rendimento médio de dois dos dez grupamentos de atividade estudados: comércio (3%, ou mais R$ 86) e administração pública (2,5%, ou mais R$ 127). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Conforme analisa a pesquisadora, “o rendimento cresceu em atividades que reduziram a participação em seus contingentes de trabalhadores informais ou de formais com menores rendimentos. Dessa forma, relativamente à base de comparação trimestral com maior participação de ocupação informal, a média de rendimento do trabalho atual registrou alta”.

Menor informalidade

O IBGE também verificou redução, ainda que leve, na taxa de informalidade, que passou de 37,6% (38,7 milhões de pessoas) para 37,3% (38,1 milhões). Frente ao primeiro trimestre de 2025, o recuo foi maior, já que naquele momento a taxa era de 38% (38,2 milhões).

O número de trabalhadores sem carteira no setor privado recuou 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Na comparação anual, esse indicador não teve variação estatisticamente significativa, segundo o Vermelho.

Já os trabalhadores com carteira assinada no setor privado (excluindo-se os domésticos) somaram 39,2 milhões, “indicando não ter havido variações significativas no trimestre, mas com elevação de 1,3% (ou 504 mil pessoas a mais com carteiras assinadas) no ano”, segundo o IBGE.

Quanto aos trabalhadores por conta própria, o contingente manteve-se estável em 26 milhões de pessoas, com alta de 2,4% (607 mil).

Recorte por segmento

Analisando os segmentos econômicos, a pesquisa apontou que dois grupamentos tiveram aumentos no contingente de ocupados frente ao mesmo trimestre do ano passado: informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (3,2%, ou mais 406 mil pessoas) e administração pública (4,8%, ou mais 860 mil pessoas). Nessa comparação anual, houve redução apenas no grupamento de serviços domésticos (3,6%, ou menos 202 mil pessoas).

Refletindo as características típicas do período, conforme apontado pela coordenadora do IBGE, as reduções de emprego ocorreram em três frentes: comércio (1,5%), administração pública (2,3%) e serviços domésticos (2,6%). Na comparação trimestral, esses grupos tiveram 870 mil postos a menos.


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Política

Governo mapeia traições em votação sobre Messias, vê rasteira do MDB e prevê exonerações

Presidente reuniu ministros para discutir estratégia após Senado ter rejeitado AGU como indicado ao STF

Horas depois da derrota no Senado, o presidente Lula (PT) e aliados mapearam traições na votação que culminou na rejeição do nome de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal) na noite de quarta-feira (29).

Em reunião na residência oficial da Presidência, o Palácio da Alvorada, logo após o fim da votação, integrantes do governo e aliados identificaram dissidências no MDB e no PSD, em um conluio conduzido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Além da atuação de Alcolumbre, colaboradores do presidente apontam a participação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em um pacto para impedir a nomeação de Messias.

Pacheco era o escolhido de Alcolumbre para pleitear a vaga no Supremo, enquanto Lula reiterava a intenção de ter o senador como seu candidato ao governo de Minas Gerais, em busca de um palanque forte no estado. Lula acabou por indicar Messias após conversas com os envolvidos, mas ainda a contragosto do chefe do Senado.

O acordo, segundo interlocutores de Lula, teria sido selado durante um jantar na noite de terça-feira (28), na residência oficial do presidente do Senado, com intuito de evitar nova correlação de forças na corte. Messias teria contrariado ministros ao manifestar simpatia pela adoção de um código de ética no tribunal.

Entre aliados de Lula, suspeitas recaem sobre o ex-ministro dos Transportes Renan Filho e seu pai, o senador Renan Calheiros, ambos do MDB de Alagoas. A desconfiança é que teriam votado contra a indicação de Messias em solidariedade a Bruno Dantas, ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) que cobiçava a vaga do tribunal.

Aliados do presidente apostam na exoneração de indicados de Alcolumbre, como os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações). Segundo participantes da reunião, Lula mostrava serenidade, enquanto buscava confortar Messias.

O AGU teve 34 votos a favor da indicação (sete a menos que o necessário) e 42 votos contrários. Essa foi a primeira rejeição a um indicado do presidente da República ao STF desde 1894.

Entre o fim da votação no Senado e convocação da reunião entre os membros do governo, Lula e Messias se falaram por telefone. Além da preocupação com o estado emocional de Messias, aliados do presidente contam que ele costuma repetir que “não se deve tomar decisões a 39 graus de febre”.

Por conta disso, qualquer reação é esperada para a semana que vem, após o feriado e a identificação dos responsáveis pela derrota.

Ainda durante o encontro, a agenda do presidente com a programação para esta quinta-feira (30) foi publicada informando uma reunião com o Ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, como primeiro compromisso do dia. Embora aliado de Hugo Motta (Republicanos-PB), Feliciano é um indicado do partido de Alcolumbre, o União Brasil.

Na saída do Congresso, a caminho do Alvorada, o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) afirmou que o momento é de agir com inteligência, não com fígado. Ainda durante a sabatina, Guimarães esteve no Palácio da Alvorada para conversar com o presidente. No Congresso, chegou a dar como certa a aprovação do AGU com mais de 41 votos, o mínimo necessário.

Com a rejeição de Messias, Guimarães enfrenta uma derrota em uma de suas principais missões desde que assumiu a chefia da articulação política do governo no lugar de Gleisi Hoffmann (PT).

Durante a sabatina, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) também visitou Lula. De acordo com o ICL, o presidente teria questionado ao senador como estaria o clima para a sabatina e para a aprovação, ao que Wagner informou que tudo corria bem.


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Política

Viúvas de Bolsonaro e mídia comemoram suposta derrota de Lula no Senado

Os últimos dias, a mídia passou colocando todos os seus farois e megafones para um jeca de casaca e cartola felpuda, Zema, para, segundo cálculo dessa mesma direita, atacar Gilmar Mendes e acertar Lula.

Sabe-se lá que cálculo é esse da mídia para uma equação tão estrambótica. Na verdade, isso só mostra a falta de rumo, pois Zema, além de se manter com 3% nas pesquisas atuais, sem avançar 00,1%, mostrando que a população deu de ombros para o seu besteirol, o tapado “ouvo” foi ultrapassado até por Renan Santos, do famigerado MBL

Ou seja, o banho de água fria foi mais gelado do que se imaginava. Agora, num rodopio infrene de uma perna só, o giroscópio da mídia, tentando fazer piruá virar pipoca na marra, mancheteia em garrafais uma suposta derrota de Lula com a negativa do Senado ao impedir que Jorge Messias fosse para o STF.

Messias sai com elegância, mas deixa cocô na corda, dizendo para a direita e a mídia que respeita o resultado por respeitar a soberania do Senado, coisa que os senadores que o barraram e a própria mídia não fazeram quando, de forma direita ou escamoteada, seguem par e passo com o genocida golpista, corrupto de pai e mãe e presidiário, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado e de assassinato de Lula, Alckmin e Moraes, deixando claro que essa choldra sempre operou em conjunto contra a sociedade brasileira.

As garrafais dos articulistas dos jornalões, não deixam dúvida, estão comendo lavagem com a previsão de uma possível vitória de Lula já no primeiro turno e a possibilidade de Flavio pular fora do certame presidencial e tentar a reeleição ao Senado para não perder a imunidade e terminar na cadeia pela montanha de crimes que responderá em nome da quadrilha Bolsonaro.

Não deixa de ser divertido esse flagrante desespero que toma conta do complexo da extrema direita, bolsonarismo e grande mídia, com a inevitável, indubitável e inquestionável sexta vitória de Lula num quarto mandato.


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Brasil Mundo

O controle da opinião imposto pelas big techs no Brasil

As big techs se transformaram numa arma contra as sociedades parra atender interesses dos “donos da terra” e dos “donos do mundo”.

A mensagem que vem nesse jogo podre das gigantes americanas que controlam as redes sociais, é simples, ou está do nosso lado ou está contra nós. O jogo é simples e direto, sem qualqueer notificação ou resposta para determinada ação de censura das big techs.

O nome disso é guilhotina digital, ou seja, mão de ferro na boca e trava automática dos algoritmos se ele interpretar como violência gráfica ou escrita qualquer desenho ou texto que as big techs, ironicamnete julgam serem censuráveis, julgam importante serem guilhotinadas.

E um controle férreo. E se se referir a eles em um desenho com a mão na boca, as gigantes da tecnologia arrebentarão, na base do cipó, seu post até que vire passarinho que nem piar, pia.

É um tipo de violência sem corpo, zero violência, é só objeto quebrado com uma mordaça virtual para que tal fala não vire semente contra os donos da terra e os donos do planeta.

Há um manual de controle com dentes de chumbo e algoritmosal de seda no bolso. O nome disso é censura moderna ou degola contemporâneos, mas pode chamar de cadeado invisível, embalado numa bandeja de doces para virar uma decapitação soft pelos donos da praça virtual.

A isso, podemos também chamar de cordel do Vale do Silício. São as raposas de gravata que cercam as redes por código e chama isso de cloud.

Isso sifnifica que as big techs não proibem nada, só escondem numa estante da web.

Foi assim que o Antropofagista foi devorado quando furou o bolt. Ou seja, somos devorados de fora do Brasil, da Califórnia e congêneres, mas não só nós, a grande maioria, quase a totalidade dos blogs, textos e opiniões voltados à esquerda têm denunciado tal fato, de forma mais ou menos ácida, direta ou indiretamente para não ser perseguido pela mão oculta dos sistemas,

Manda o comando. Se eles controlam o FED, o BC, controlamos a rua, mas o boca a boca que fura o bolo, ou seja, o bool, exige desenho próprio como vimos na reação do povo à PEC da Bandidagem por ícones da música brasileira.

Aqui mesmo insistimos na busca por apoio para sobrevivermos a esse processador, mas a resistência que fura a bolha na tentativa de não travar a própria existência desse espaço, é uma ação que cobra um alto preço físico e intelectual.

As big techs trancam dados em galpões refrigerados, o que tentamos é rachar essa estrutura para não sonhar com um pomar, mas com alguns frutos que possam ser plantados na terra em que pisamos.


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Política

Trabalhador continua torcendo contra si mesmo

É o retrato mais cruel do Brasil de 2026: o assalariado que mal consegue pagar uma consulta no posto de saúde agora torce contra o SUS, faz campanha pelo patrão, vota no candidato do patrão e, quando o chefe vira deputado ou senador, aplaude a bancada que precariza seus direitos e o transforma em mão de obra descartável.

Enquanto isso, o mesmo trabalhador é empurrado para o abismo das apostas online. As bets explodiram no vácuo deixado pelo governo Bolsonaro e hoje são blindadas por uma poderosa “bancada das bets” no Congresso. O resultado está à vista: famílias inteiras endividadas, lares destruídos, depressão e suicídios provocados pelo vício que cabe no bolso de qualquer celular.

E o escárnio não para por aí.

Enquanto o povo quebra as contas com o “jogo do tigrinho”, a cúpula do Congresso viaja de jatinho privado com um dos maiores empresários do setor de apostas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, e o senador Ciro Nogueira foram flagrados em um voo vindo de São Martinho, paraíso fiscal no Caribe, propriedade do gigante “Fernandin OIG”. Cinco malas desembarcaram sem raio-X, sem inspeção, por ordem direta de um auditor fiscal — exatamente no período em que o Congresso discutia a regulamentação das bets.

Suspeita de contrabando, descaminho e favorecimento escandaloso? O caso foi parar nas mãos de Alexandre de Moraes por conta do foro privilegiado.

Ao mesmo tempo, o senador Flávio Bolsonaro, nome que ainda seduz parcelas da classe trabalhadora, acumula denúncias de rachadinhas, relações com milícias e atua como ponte para a liberação de cassinos e bingos. Pior: é relator da PEC das Praias, texto que pode entregar terrenos de marinha à iniciativa privada — abrindo caminho para resorts e grandes cassinos à beira-mar. Privatiza-se a praia pública, instala-se o cassino físico ao lado do digital que já rouba o salário do povo.

É o ciclo perfeito da exploração: primeiro endividam o trabalhador com bets, depois tiram seus direitos trabalhistas, depois destroem o SUS que ele tanto precisa e, por fim, transformam até a praia — último espaço de lazer gratuito — em playground de especuladores e da máfia dos jogos.

Como alertou Marilena Chauí, democracia exige igualdade, liberdade e participação consciente. O que vivemos hoje é a versão perversa dessa equação: o trabalhador, sem igualdade e sem consciência plena, torce contra si mesmo. Torce contra o SUS que um dia pode salvar sua vida. Torce contra direitos que um dia impediram sua exploração total. E entrega seu salário suado para o mesmo sistema que o humilha e o descarta.

O povo precisa acordar urgente. Antes que o último direito vire aposta perdida e a praia que era de todos vire muro de resort com cassino ao fundo — enquanto o trabalhador segue torcendo contra ele próprio.


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Política

Vídeo: Flávio Bolsonaro tenta transformar sabatina em palanque e é desmentido por Jorge Messias

Em discurso eleitoreiro, Flávio Bolsonaro mentiu sobre ação da AGU na fraude contra aposentados. Messias mostrou documento e desconcertou senador, que ainda pediu anistia ao pai, Jair Bolsonaro, durante a sabatina.

Na tentativa desenfreada de transformar a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em palanque eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi desmentido pelo Advogado-Geral da União (AGU) Jorge Messias, indicado por Lula para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em sua intervenção, recheada de chavões para incitar aliados, Flávio perguntou sobre a ação da AGU contra os golpistas do 8 de Janeiro, a anistia ao pai, Jair Bolsonaro (PL), comandante da tentativa de golpe, e, por fim, sobre a fraude no INSS.

Ao falar sobre a ação da AGU contra as entidades que lesaram os aposentados no esquema que teve início no governo de Bolsonaro e só foi investigado a partir de 2023, com Lula, Flávio indagou porque Messias teria deixado de fora o “Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, que tinha como vice-presidente o senhor José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, por acaso irmão do presidente Lula”.

Na resposta, Messias desmentiu Flávio Bolsonaro, informando até mesmo o número do processo da AGU que inclui o Sindnapi na investigação.

“O senhor me questionou se eu pedi ou não pedi bloqueio de valores do Sindnapi. Eu quero afirmar categoricamente que pedi e digo aqui até o número da ação. A ação 111 40 43 73 2025 4 0 1 34 0 0 contra o sindicato e seus dirigentes foi protocolada perante a Justiça Federal. A advocacia geral da União cumpriu o seu papel de forma absolutamente técnica e republicana. Nós apresentamos três lotes de ações cobrando integralmente de todos os, é, de todas as entidades envolvidas com a fraude de aposentados e pensionistas”, afirmou Messias.

Em seguida, ele afirma que colocará o documento, que é público, à disposição dos senadores e lembrou que o governo Lula bloqueou mais de R$ 2,3 bilhões das entidades.

“E quero dizer também que nesta neste processo nós já conseguimos devolver mais de R$ 4,5 milhões de aposentados e pensionistas, os valores que foram indevidamente descontados integralmente corrigidos”, emendou.

Golpistas e anistia
Ao responder sobre os golpistas presos pelo 8 de Janeiro, condenados pelo STF, Messias disse que Flávio tem “a sua compreensão jurídico-política”, que contraria a decisão judicial

“Efetivamente, as pessoas que foram presas no 8 de janeiro, elas foram submetidas a um processo, foram processadas, muitas foram condenadas, algumas assinaram acordo de não persecução penal, algumas estão presas ainda. E essa é uma situação, evidentemente, porque a prisão em si e o processo penal sempre carrega uma tragédia pessoal e familiar, nós não podemos desconhecer.

O que eu posso dizer em relação a este caso, até porque não posso antecipar julgamento no sentido de não me colocar em posição de impedimento, é que o sistema penal brasileiro ele leva mecanismos próprios de correção pela revisão criminal. Portanto, essas questões elas podem estar sendo submetidas ainda à jurisdição do Supremo Tribunal Federal e eu não vou me colocar em situação de impedimento”, afirmou.

Sobre a anistia, Messias disse que trata-se de um “debate público atual”, que deve ser definido pelo legislativo.

“A anistia é um ato jurídico, político, institucional que cabe ao parlamento. Portanto, é algo que está ou poderá estar em debate nesta casa. É, não acredito que meu papel, caso aprovado por vossas excelências, senador Flávio Bolsonaro, seja apresentar manifestações antecipadas a respeito de qualquer assunto, muito menos interferir, senador, é, no debate político. Eu acho que o ministro da Suprema Corte, ele pode atuar dentro do debate político quando solicitado, a bem de mediar conflitos isso. Porque é esta a posição que eu acredito e que tenho levado a minha vida inteira, na minha vida de conciliador, de pacificador, eu acredito na conciliação como método de solução de conflitos”, respondeu.

Na resposta, Messias desmentiu Flávio Bolsonaro, informando até mesmo o número do processo da AGU que inclui o Sindnapi na investigação.

“O senhor me questionou se eu pedi ou não pedi bloqueio de valores do Sindnapi. Eu quero afirmar categoricamente que pedi e digo aqui até o número da ação. A ação 111 40 43 73 2025 4 0 1 34 0 0 contra o sindicato e seus dirigentes foi protocolada perante a Justiça Federal. A advocacia geral da União cumpriu o seu papel de forma absolutamente técnica e republicana. Nós apresentamos três lotes de ações cobrando integralmente de todos os, é, de todas as entidades envolvidas com a fraude de aposentados e pensionistas”, afirmou Messias.

Em seguida, ele afirma que colocará o documento, que é público, à disposição dos senadores e lembrou que o governo Lula bloqueou mais de R$ 2,3 bilhões das entidades.

“E quero dizer também que nesta neste processo nós já conseguimos devolver mais de R$ 4,5 milhões de aposentados e pensionistas, os valores que foram indevidamente descontados integralmente corrigidos”, emendou.  Forum.


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Cadeirante sem assistência, comida estragada e falta de remédios: Condepe aponta cenário crítico em penitenciária de SP

Em resposta, governo de Tarcísio de Freitas desmente as acusações, mas familiares de presos confirmam péssimas condições

Geladeira de remédios sem medicamentos, presos feridos sem tratamento, comida armazenada em locais sem refrigeração, celas superlotadas, comida feita em ambiente insalubre e um cadeirante entregue aos cuidados dos próprios presos. Esse foi o cenário encontrado por agentes do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) em visita à Penitenciária Estadual Joaquim Fonseca Lopes, de Parelheiros, no extremo sul de São Paulo, administrada pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

As fotos, cedidas ao Brasil de Fato com exclusividade, mostram presos com roupas imundas cozinhando as refeições que serão servidas nas unidades. Nas fotos feitas pelo Condepe é possível ver, também, comida armazenada em áreas sem refrigeração. Quilos de linguiça aparecem empilhados em um espaço sem qualquer ventilação.

O presidente do Condepe, Adilson Santiago, que conduziu a visita técnica ao local, afirma que havia vestígio de que parte dos alimentos poderia estar estragada. “Quando chegamos, a situação era aquelas registradas nas imagens. Um local insalubre e péssimo armazenamento da comida, um cheiro horrível. Era terrível, insuportável. É ali que são alimentados os presos.”

Nas imagens, vemos celas precárias, com presos amontoados, com fios que servem para prender duas pias fixas na parede e camas improvisadas no alto das instalações. Em uma das imagens, um homem paraplégico está sendo carregado por outro custodiado, enquanto sua cadeira de rodas estava em outra cela, trancada e isolada.

“Era um cadeirante, a ele faltava fralda, pomada para assadura e estava dentro de uma cela superlotada, que cabiam dez, mas tinha 30 custodiados. Obviamente, você não coloca um cadeirante numa cela comum, ele precisaria ter um tratamento diferente. Eram os presos que cuidavam desse preso”, alerta Santiago.

Nas dependências da Penitenciária Joaquim Fonseca Lopes há uma geladeira na enfermaria. Na porta, um aviso: Medicamentos. Porém, quando os agentes do Condepe abriram a porta, não havia remédios.

“Os medicamentos que vimos eram ínfimos para a população carcerária. Não tem remédio. Nada. Se tiver algo, é um remédio para dor de cabeça, mas os presos não conseguem acessar, são privados”, encerra Santiago, o presidente do Condepe.

Geladeira que deveria armazenar medicamos esta vazia no momento da visita do Condepe

Geladeira que deveria armazenar medicamos estava vazia no momento da visita do Condepe. | Crédito: Condepe

Mortes e insalubridade

A visita técnica do Condepe Penitenciária ASP Joaquim Fonseca Lopes, ocasião em que foram feitas as fotos, aconteceu em junho de 2025. As imagens foram liberadas agora, por ocasião do lançamento do relatório produzido pela entidade para a audiência pública que tratou da precariedade do sistema carcerário paulista, que ocorreu no dia 9 de março de 2026, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo.

O relatório escancara um cenário de “insalubridade” no sistema carcerário, como classifica o Condepe. O documento mostra que um preso morre a cada 19 horas dentro das penitenciárias paulistas. São 4.189 pessoas que morreram sob custódia do Estado nos presídios de São Paulo, entre 2015 e 2023.

O cenário de abandono se confirma principalmente na área da Saúde. Ao todo, 22.814 atendimentos de emergência não foram feitos por falta de escolta policial para acompanhar os presos até a unidade hospitalar.

O relatório foi encaminhado à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) pelo Condepe e o órgão pediu uma audiência com a secretaria para falar sobre a precariedade dos presídios paulistas. Adilson Santiago afirma que o governo de São Paulo tem ignorado todas as tentativas de contato do órgão.

Cadeira de rodas do preso com deficiência física estava trancada em outro espaço da unidade prisional

Cadeira de rodas do preso com deficiência física estava trancada em outro espaço da unidade prisional. | Crédito: Condepe

Confirmação

O Brasil de Fato procurou parentes de pessoas que estão presas na Penitenciária Joaquim Fonseca Lopes para confirmar as informações. Adelaide, que terá seu nome verdadeiro ocultado por receio de que seu filho sofra represálias dentro da unidade, afirma que as condições dentro do presídio seguem as mesmas.

Seu filho está preso desde meados de 2024 e tem sofrido com problemas de saúde, mas ainda não há um diagnóstico. Adelaide afirma que tem sido comum encontrar o filho com febre nas visitas que faz aos finais de semana.

“Os policiais o levavam para a enfermaria, mas lá só tem uma ajudante de enfermagem que media a pressão e o mandava de volta para a cela. A unidade agendou uma consulta por vídeo com um especialista que ele espera desde que entrou no sistema em 2024 e que até hoje não aconteceu”, afirmou Adelaide.

Ainda de acordo com a mãe, há outros casos de negligência, como dois jovens que estão com tuberculose, dividindo a mesma cela com outros presos. “Vi um rapaz que teve um furúnculo no joelho que virou infecção com bicho por negligência e ele acabou perdendo a perna. Outro que colocou pinos e eles estão para fora. Um senhor com câncer na bexiga usando bolsa de colostomia que não é trocada.”

Para tentar driblar a segurança e falta de remédios na unidade, Adelaide afirma tem colocado “antibiótico em uma garrafinha com óleo para tempero de salada, deixo desmanchar e acrescento dipirona para ele ir tomando durante a semana e cessar a febre”.

Um outro familiar, que será chamado de Arnaldo, disse que seu irmão tem tido crises de intoxicação alimentar. “Ele diz que a comida lá sempre cheira muito mal e tem gosto azedo.”

Arnaldo também confirmou que, quando pede remédios, o irmão não tem sucesso. “Eles dizem que vão mandar, mas nunca chega o medicamento que ele precisa e fica dias passando mal na cela. Os guardas dizem que não tem remédio pra ele, que é ‘só Deus na causa dele’.”

Preso com deficiência física é carregado dentro da cela

Preso com deficiência física é carregado dentro da cela. | Crédito: Foto: Condepe

Outro lado

Ao Brasil de Fato, a SAP afirmou que “as imagens foram registradas há quase um ano e não condizem com o contexto atual da Penitenciária de Parelheiros, que passa por reformas. É improcedente a alegação de que presos com deficiência estariam sem acesso a cadeiras de rodas, uma vez que o presídio conta com cela específica adaptada, cadeiras de rodas e outros meios auxiliares necessários”.

Ainda de acordo com a secretaria, “a cozinha da penitenciária passa por reforma para aprimoramento do espaço, com previsão para conclusão em 90 dias. O presídio dispõe de câmaras frias em funcionamento, assegurando a adequada conservação dos alimentos estocados”.

Sobre as condições das roupas dos presos que trabalham na cozinha, a SAP disse que os presos recebem um kit extra de uniforme. Mas a secretaria se isenta de responsabilidade sobre a manutenção da cozinha. “As limpezas da roupa e do local são de responsabilidade do custodiado”, explica a pasta.

Por fim, sobre os alimentos armazenados, a SAP justificou. “A foto que, supostamente, retrata alimentos sem refrigeração é de comidas que chegaram e seriam consumidas no preparo das refeições do dia. Tendo em vista que, na época, a cozinha da unidade preparava a alimentação para três presídios diferentes.

Linguiça e demais alimentos estocados em sala sem ventilação e refrigeração, segundo o Condepe. Presidente do órgão relatou um cheiro “insuportável” no local. | Crédito: Condepe

Preso mostra as condições de sua roupa. Ele integra a equipe que cozinha as refeições servidas na unidade

Preso mostra as condições de sua roupa. Ele integra a equipe que cozinha as refeições servidas na unidade. | Crédito: Condepe

*Brasil de Fato


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Política

Justiça manda prefeitura explicar sigilo em gravação da Brasil Paralelo em creche

Decisão dá 15 dias para gestão de Ricardo Nunes apresentar processo sobre filmagem em creche; pedido de suspensão é negado porque conteúdo já foi divulgado

A Justiça de São Paulo determinou que a Prefeitura apresente e justifique o sigilo imposto ao processo administrativo que autorizou a gravação de um documentário da produtora Brasil Paralelo dentro de uma escola municipal de educação infantil (EMEI). A decisão é do juiz Josué Vilela Pimentel, da 8ª Vara da Fazenda Pública, em ação movida por integrantes da Bancada Feminista do PSOL.

O magistrado deu prazo de 15 dias para que o município apresente o processo integralmente e explique por que ele foi mantido sob sigilo.

“A imposição de sigilo a processo administrativo constitui medida excepcional, devendo ser devidamente motivada, à luz do princípio da publicidade consagrado no artigo 37 da Constituição Federal, o qual garante como regra geral a publicidade dos atos administrativos”, destacou.

A ação foi protocolada pelas vereadoras Silvia Ferraro, Letícia Lé, Dafne Sena e Nathalia Santana, que questionam a legalidade da concessão de espaço da EMEI Patrícia Galvão para a gravação do documentário “Pedagogia do abandono”, apontando possível violação aos princípios da administração pública, como moralidade e impessoalidade, e também acionaram o Ministério Público para apurar o caso.

O documentário da Brasil Paralelo defende que creches promovem “ideologia de gênero” e critica o papel do Estado na educação infantil. A produtora é associada à extrema direita e já foi alvo de críticas e reportagens por disseminar desinformação sobre temas como a Lei Maria da Penha, a pandemia e as mudanças climáticas.

Apesar de reconhecer a relevância do pedido de acesso às informações, o juiz negou a principal solicitação das autoras: a suspensão da autorização e a proibição do uso das imagens gravadas. Segundo ele, a medida seria ineficaz, tendo em vista que o documentário já foi gravado e veiculado. A reportagem confirmou que o conteúdo circula na plataforma de streaming da produtora para membros-assinantes.

Na decisão, o magistrado aponta que barrar a exibição da produção — como foi requerido pela bancada — poderia configurar censura prévia, vedada pela Constituição. No canal da empresa no YouTube, é possível assistir ao teaser da produção, com cerca de dois minutos.

O caso segue em análise, e o Ministério Público deverá se manifestar após a resposta do município.

Escola municipal de educação infantil Patrícia Galvão

Entenda o caso
A controvérsia teve início após denúncias da comunidade escolar da EMEI Patrícia Galvão, na zona sul de São Paulo, sobre a realização de gravações dentro da unidade por uma equipe ligada à produtora Brasil Paralelo.

De acordo com a Bancada Feminista do PSOL, que cita denúncias da comunidade escolar, a unidade teria sido pressionada por órgãos da gestão municipal, como a Secretaria de Educação e a SPCine, a autorizar as gravações.

Em nota, a covereadora Silvia Ferraro afirmou: “É absurdo que a prefeitura ceda espaço para gravação de um documentário que ataca a educação pública infantil. Se houver parceria pública com a Brasil Paralelo, terá que ser desfeita”.

Segundo relatos de professores, funcionários e familiares de alunos, o projeto foi apresentado inicialmente como uma produção genérica sobre educação infantil, sem detalhamento sobre o conteúdo ou a linha editorial do material. Posteriormente, a comunidade identificou que se tratava do documentário “Pedagogia do abandono”, que critica a educação pública e associa políticas educacionais à chamada “ideologia de gênero”.

A falta de transparência sobre o teor da produção e o uso de imagens de crianças geraram reação imediata. Pais, professores e trabalhadores da educação organizaram manifestações e protestos contra a veiculação do material, cobrando explicações da Prefeitura.

O caso também levou o Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo (Sindsep) a acionar o Ministério Público, apontando possíveis violações de direitos de crianças e uso indevido de equipamento público para fins ideológicos.

Em meio à pressão, veio à tona que o processo administrativo que autorizou as gravações foi colocado sob sigilo pela Prefeitura de São Paulo, o que ampliou os questionamentos sobre a legalidade e a transparência da decisão.

Procurada, a gestão do prefeito Ricardo Nunes confirmou que autorizou as gravações e afirmou que a responsabilidade por aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é dos produtores. A prefeitura, no entanto, não esclareceu se tinha conhecimento prévio do conteúdo do documentário ao conceder a autorização.

Em nota, a administração municipal afirmou que o procedimento segue padrão adotado para esse tipo de solicitação e que centenas de gravações já foram autorizadas em equipamentos públicos nos últimos anos.

*Ana Clara Ferreira/ICL


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Pesquisa

Pesquisa Atlas: Lula abre frente no 1º turno e Flávio Bolsonaro para de crescer

Novo levantamento mostra presidente ampliando vantagem na simulação principal por pequena margem. Disputa de 2º turno aponta empate técnico

nova pesquisa Atlas/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), traz uma interrupção na tendência de aproximação que vinha sendo registrada nos meses anteriores do levantamento em relação à disputa no primeiro turno.

Enquanto o presidente Lula voltou a oscilar positivamente no principal cenário estimulado, passando de 45,9% para 46,6% em comparação com a pesquisa do instituto divulgada em março, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) parece ter batido no teto de seu eleitorado no momento, recuando de 40,1% para 39,7%.

Mais atrás, aparecem Renan Santos (Missão) com 5,3%, acima dos 4,4% de março, Ronaldo Caiado (PSD) com 3,3% e Romeu Zema (Novo) com 3,1%. Votos brancos, nulos e indecisos somam apenas 0,6%.

pesquisa Atlas

Em um segundo cenário de primeiro turno, com uma lista ampliada de candidatos, Lula mantém a liderança com 44,2%, seguido por Flávio Bolsonaro com 39,3%. Renan Santos marca 5,1%, Romeu Zema tem 3,5% e Ronaldo Caiado fica com 3,0%. Samara Martins (UP) e Ciro Gomes (PSDB) registram 2,0% e 1,3%, respectivamente.

pesquisa atlas 2

O instituto também testou um cenário de primeiro turno sem a presença de Lula, substituído pelo ministro Fernando Haddad (PT). Nessa simulação, há um empate técnico na liderança: Haddad marca 40,5% contra 39,2% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos anota 5,8%, seguido por Zema (3,8%) e Caiado (3,6%). Neste quadro, brancos e nulos sobem para 4,8%.

pesquisa atals 3

Simulações de segundo turno na pesquisa Atlas
As projeções para um eventual segundo turno mostram uma disputa acirrada. No confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o senador do PL aparece numericamente à frente com 47,8%, contra 47,5% do atual presidente, configurando empate técnico.

Lula venceria em outros cenários testados. O presidente superaria Jair Bolsonaro (PL), inelegível e cumprindo pena em prisão domiciliar, por 48% a 46,8%, Romeu Zema por 47,4% a 46,5%, Ronaldo Caiado por 46,8% a 42,2% e Renan Santos por 47,1% a 23,5%.

Já nos cenários de segundo turno sem a participação de Lula, Flávio Bolsonaro venceria os eventuais adversários substitutos do presidente. O senador derrotaria Fernando Haddad por 48,1% a 44,3% e também superaria o vice-presidente Geraldo Alckmin por 47,5% a 45,9%.

Avaliação e aprovação do governo
Além dos cenários eleitorais, a pesquisa Atlas/Bloomberg mediu a percepção dos eleitores sobre a atual gestão. A avaliação do governo do presidente Lula manteve-se praticamente estável em relação ao mês de março. Atualmente, 42% dos entrevistados consideram o governo ótimo ou bom, mesmo patamar do levantamento anterior. Já a parcela que avalia a gestão como ruim ou péssima oscilou ligeiramente de 51% para 51,3%, enquanto 6,8% a consideram regular.

Quando questionados especificamente sobre o desempenho pessoal do presidente Lula, os números mostram um cenário dividido. Segundo o levantamento de abril, 52,5% dos eleitores desaprovam seu desempenho (eram 54% em março), contra 46,8% que o aprovam (eram 46% no mês anterior). Apenas 0,7% não souberam responder.

A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 5.008 eleitores da população adulta brasileira entre os dias 22 e 27 de abril de 2026. O levantamento utilizou a metodologia de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR) e a margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07992/2026. Forum.


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Política

Flávio Bolsonaro nega que escalaria irmãos como ministros e abre nova crise

Rumores na base bolsonarista colocam Carlos e Eduardo no centro e pressionam campanha

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou uma nota à imprensa para desmentir rumores que circulavam entre apoiadores e em redes sociais sobre a possível nomeação de seus irmãos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), como ministros em um eventual governo.

No comunicado enviado ao ICL Notícias, a equipe de pré-campanha do parlamentar foi direta ao classificar as informações como falsas e sem qualquer fundamento. “As informações divulgadas não são verdadeiras. Não procedem as afirmações de que Carlos ou Eduardo Bolsonaro serão nomeados ministros em eventual governo. Trata-se de conteúdo inverídico, sem qualquer confirmação ou fundamento”, diz a nota.

Questionada pela reportagem sobre a existência de qualquer possibilidade de os irmãos ocuparem cargos ministeriais, a equipe foi categórica: “nenhuma”.

A pré-campanha também acrescenta que mantém “compromisso com a transparência e a correta informação dos fatos”, em uma tentativa de conter a disseminação do boato.

A necessidade de uma resposta pública mostra o alcance que a narrativa ganhou dentro do próprio campo bolsonarista. As especulações passaram a circular em grupos de apoiadores e perfis alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, alimentando a ideia de que um eventual governo de Flávio já teria espaço reservado para integrantes da família.

Conflito de informações
Segundo membros do PL ouvidos pela reportagem, os boatos teriam partido dos próprios irmãos, Eduardo e Carlos Bolsonaro, em uma tentativa de viabilizar seus nomes em um eventual governo de Flávio, caso seja eleito. A avaliação entre aliados é que o movimento acabou gerando desgaste antecipado e obrigou a campanha a agir para conter a narrativa.

O episódio expõe um ruído interno na comunicação política do bolsonarismo. Enquanto a base antecipa cenários e projeta um governo com forte presença familiar, a campanha tenta conter esse tipo de narrativa, considerada prejudicial para a construção de alianças e para a ampliação do eleitorado.

A inclusão de Eduardo e Carlos Bolsonaro em possíveis ministérios, ainda que apenas no campo da especulação, carrega desgaste político imediato. A percepção de um governo concentrado na família tende a afastar setores mais moderados e reforçar críticas recorrentes da oposição sobre personalismo e falta de institucionalidade.

A campanha busca evitar que a imagem de um eventual governo seja associada a uma estrutura familiar antes mesmo de qualquer definição política mais ampla, como alianças partidárias, composição de base e construção de programa.

O episódio também ocorre em um momento em que o bolsonarismo ainda tenta consolidar um nome competitivo para a disputa presidencial, diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro. Flávio tem sido apontado como uma das alternativas dentro do grupo, mas ainda enfrenta desafios para ampliar sua projeção nacional e consolidar apoios fora do núcleo mais fiel.

Nos bastidores, a avaliação de integrantes do partido é que o principal desafio de Flávio, tanto durante a campanha quanto em um eventual governo, pode vir de dentro de casa. A interferência da própria família, especialmente dos irmãos, é vista como um fator de risco político que a campanha tenta, desde já, neutralizar.

Nesse contexto, a circulação de boatos e a necessidade de desmenti-los publicamente reforçam a percepção de desorganização e disputa de narrativa dentro do próprio campo político.

*ICL


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