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Aonde estava o General Villas Bôas na hora de escrever um tuíte contra a absolvição do corrupto Temer?

Temer foi absolvido da acusação de obstrução de justiça, no caso da gravação com o empresário Joesley Batista. A conversa, no Palácio do Jaburu, em Brasília, ficou famosa pela frase dita por Temer: “tem que manter isso aí viu?” O Ministério Público defendia que Temer se referia à manutenção do pagamento de propina da JBS para Eduardo Cunha, parceiro de Aécio Neves no golpe contra Dilma.

Mas ninguém viu o General Villas Bôas escrever qualquer coisa em seu twitter contra a decisão do juiz que livrou a cara do Temer. Lembrando também que Temer foi o destinatário da mala de dinheiro que Rocha Loures transportava, flagrado por câmeras quando corria com a mala no estacionamento de um restaurante.

Então, fica ainda mais complicado esquecer as duas mensagens escritas pelo General em seu twitter na véspera do julgamento do Lula, numa clara tentativa de colocar uma faca na nuca do STF.

E aqui nem falo que Villas Bôas, que é um dos comandantes do GSI do governo Bolsonaro que, como se sabe, é um vulcão de corrupção, e todos os dias tem uma nova erupção espalhando lama fervente para todos os lados, envolvendo pessoas do seu governo, familiares, milicianos e outros bichos soltos que fazem parte de um esquema imundo. Isso, sem falar da guerra de Bolsonaro com o PSL. Mas sobre isso Villas Bôas nada comenta, mostrando que sua moral é bastante seletiva, melhor dizendo, é uma moral redentora para os amigos e inquisidora aos inimigos.

Villas Bôas sentencia seus inimigos políticos, sem provas, e absolve, calado, o seu tribuno favorito. Ou seja, a sensibilidade bravia do General tem lado e sua oratória clássica que fala em povo, como se de fato se importasse com ele, está sempre em consonância com os generais do sistema financeiro, nacionais e internacionais, revelando que seus compromissos, pelo vício do cativeiro ideológico, não são com o povo.

A cultura do General parece mesmo a de madrinha da casa grande. Por isso, não se lê uma nota impiedosa contra Temer ou até mesmo contra a infeliz fala de Olavo de Carvalho contra ele. O General só fica mesmo enfezado contra Lula, contra quem tirou dezenas de milhões de brasileiros da miséria e que foi o presidente que mais prestigiou as Forças Armadas sucateadas por FHC.

Não que eu tivesse esperança em algum gesto de grandeza ou virtude do General Villas Bôas. Quando ele mandou o primeiro tuíte para Bonner ler no Jornal Nacional, já se constatava que ele jamais respeitou a Constituição, como ele sempre brada. Fosse assim, respeitaria a decisão soberana do poder judiciário. Mas é de se compreender que a ditadura militar, aparentemente adormecida, não está tão adormecida assim, basta um dos poderes contrariar a sua enviesada lógica de moralidade pública para que mande seus bilhetinhos ameaçadores, para o delírio dos intervencionistas retardados.

Não duvido que a próxima semana, que será decisiva para o julgamento das prisões após condenação em segunda instância, o General solte mais um pombo contra a decisão favorável a Lula, enquanto mantém sua amnésia sobre tudo o que se refere a Temer e ao governo Bolsonaro do qual é parte.

E não me venha falar em combate ao comunismo na semana em que Bolsonaro e sua tropa anticomunista foi à China, de penico na mão, pedir para o Partido Comunista Chinês salvar a economia brasileira que naufraga como um martelo sem cabo.

A conferir.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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A foto do ano: Bolsonaro matando o herói para nascer o miliciano

Até as viúvas da Lava Jato estão acabrunhadas na hora de defender o fantoche banana que se tornou Moro nas mãos de Bolsonaro.

A gota d’água foi a operação da PF, comandada por Moro a mando de Bolsonaro, contra Bivar na disputa da pensão da viúva, a grana preta do fundo partidário.

E Moro não se fez de rogado.

Como joia de ouro em focinho de porco, Moro usou até aqui a sua fama de mau, até ceder tudo para Bolsonaro em defesa da cadeira de ministro, o que lhe valeu até um esculacho público da própria mulher no Instagram, tal o servilismo do marido.

O fato é que, de Moro não sobra nem reflexo heroico dos tempos de outrora, ressaltado pela Globo no Jornal Nacional.

Na verdade, se Moro sair do governo por desavenças com Bolsonaro, ficará sem abrigo, ao relento, sujeito a terremotos em terreno neutro, pois nem carteira da OAB o ex-herói nacional tem.

Moro, hoje, cumpre apenas o ofício de um apóstolo de Bolsonaro que arrasta a sua imagem para o esgoto do próprio PSL que transborda de tanta sujeira na guerra entre os caciques dessa milícia partidária.

Aquele Moro que iluminava uma multidão de idiotas verde e amarelo não existe mais. Como se vê na foto, foi executado em público, com o registro de capa do Estadão, como um momento histórico. Um jornalão que já foi um dos seus principais panfletos lavajatistas. Agora, Moro é ridicularizado pelo ex-aliado da hora.

O nome que se dá a isso é decadência de quem desceu tão fundo e tão baixo ao tentar um voo tão alto.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

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Vídeos: “Ei Bolsonaro, vai tomar no C…” bate recorde de permanência no TT do Twitter com mais de 5 horas

Nunca antes na história desse país alguém foi tão e por tanto tempo esculachado no Twitter do que Bolsonaro.

O fascista está na berlinda há mais de 5 horas, sem concorrentes, na primeiríssima colocação Trending Topics no Twitter.

Isso não deu no Jornal Nacional da Globo, mas o “Ei Bolsonaro, vai tomar no C… está disputando com a música de todos os astros o protagonismo do Rock in Rio, como mostram alguns vídeos abaixo.

https://youtu.be/onDozf5BauU?t=19

https://twitter.com/thewitchsheart_/status/1180188967481827328?s=20

 

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Moro, o ministro da justiça, compartilha matéria fake

O herói mandrake aprendeu rápido com o clã Bolsonaro, especialista em mentira por atacado.

Moro, em crise de abstinência de holofotes da Globo, sapecou em seu twitter um site daqueles que, se não inventam noticias, fabricam fatos.

Como disse Leandro Demori, do Intercept Brasil: “Moro bateu mais um fundo do poço ao compartilhar esse site. O próximo é o Terça Livre. Depois vem alguma porcaria do tipo Folha Brasil. Perdeu qualquer compostura”.

O fato é que a grande lenda do combate à corrupção é um tremendo personagem fantasia que a cada dia se transforma em mais um pesadelo para a classe média histérica. O lendário gaiato está fazendo muita gente que apostou nos seus super poderes mastigar, seca e crua, a mentira que prometia abalar a terra, com sua capa e espada de justiceiro germânico.

Com isso, as pessoas vão entendendo que a missão de Moro, enfeitada de condecorações, era produzir factoides e flashes angulosos para se vender como o juiz de cacete em punho contra os corruptos, mas que agora vive escorregando em todas as cascas de banana.

Na realidade, Moro voltará de onde veio. O herói de barro, de tão rudimentar, nem para cerâmica serve, daí este “ato falho” de compartilhar um site mais mandrake do que o próprio, saído do laboratório bolsonarista para lhe render homenagens que a Globo, hoje, já não pode lhe render com aqueles quadros mágicos no Jornal Nacional.

O grave dessa história é que Moro, hoje, é o Ministro da Justiça compartilhando dados mentirosos em seu louvor em praça pública num coreto fake news, mostrando como esse governo de milícias não tem o menor zelo pela justiça.

https://twitter.com/demori/status/1178466244632223744?s=20

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

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O dia em que Barroso, o pavão, sapateou na dança dos famosos do Jornal Nacional.

O Jornal Nacional desta quinta-feira (26), foi épico.

Barroso saiu do programa de auditório do STF/Globo e ganhou a pista de dança principal da Globo.

Foi um espetáculo de contorcionismo e pirracinha  de Barroso no STF que ganhou quase a metade do tempo do Jornal Nacional.

Enquanto os votos dos outros ministros, sobretudo os que votaram contra os interesses dos Marinho, tiveram poucos segundos de holofote, Barroso saiu do tubo de vidro e bailou, sapateando durante 10 minutos.

Firulas, saltinhos, rodopios e muito paetê. Estava lá Barroso, fazendo caras e bocas, com um time em cada final de fala para dizer aquelas coisas importantes que não têm importância nenhuma para a constituição.

Mistificador, Barroso tentava fazer alguém acreditar que, em matéria de direito, quem manda é a manada e não a constituição.

Barroso parecia um pastor tipo Malafaia misturado com Edir Macedo explorando a fé ou o credo dos fieis para ludibriar, enganar, tentando fazer o público do JN acreditar em algo que é ridiculamente falso.

O significado daquele espetáculo retórico, é apenas um. Atropelar a constituição para tentar encobrir os crimes de Dallagnol deixando cada vez mais escancarada a sua relação extra republicana com o chefe da força-tarefa da Lava Jato.

 

Por Carlos Henrique Machado Freitas

 

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Cada vez mais isolado, dentro e fora do governo, Moro tenta barrar CPI da Vaza Jato que lhe custará a cabeça

Moro, que já foi uma griff brasileira de intocável pelo medo que muitos tinham da Globo em enfrentá-lo, parece que vê pipocar o abandono do campo de batalha de antigos aliados e, com isso, sua irremediável ruína.

Para quem achou que o judiciário era um latifúndio de sua propriedade e que, no Brasil, não existia quem o parasse, porque os fatos fabricados pela Lava Jato ganhavam dimensão brutal dos holofotes do Jornal Nacional e já precipitava uma decisão contra qualquer um que Moro apontasse o dedo, agora parece escravo das próprias súplicas na tentativa de salvar o pescoço. Sem falar dos fatores que amedrontavam a muitos, como as prisões arbitrárias para lhe servir de trunfo na acusação de suas vítimas preferenciais, políticos do PT, coisa que hoje se tornou impossível para Moro instrumentalizar o judiciário.

Era fácil, bastava manchar a honra de alguém pela boca de Bonner para Moro já cantar sua vitória e impor no cativeiro suas normas para a liberdade.

Todos sabiam que, para conseguir a liberdade, a senha era delatar algum político do PT, mesmo sem provas, mas, sobretudo Lula, o grande troféu almejado por Moro.

Mas o Brasil não parou e, muito menos o PT e, principalmente Lula. Ao contrário, Lula, de dentro do seu cárcere político, vai se transformando num personagem mundial da envergadura de um Mandela, porque a história já interpretou todo o estado emotivo produzido por Moro e Globo na preparação psicológica das massas para prender Lula sem provas. Isso foi feito por Moro sem escrúpulos, sem alma, sem nada, como se o Brasil fosse uma sociedade primitiva, mas não é. O Brasil não está cativo e, assim, depois do rapto de Lula, foram surgindo vários pontos de resistência e luta contra a sua prisão política.

A parte decente da justiça imediatamente denunciou Moro e seus comandados, entre tantas manifestações nacionais e internacionais de grandes políticos, juristas, artistas e intelectuais, mas o destino reservou para Lula e Moro um mesmo ponto com sinais trocados, os vazamentos que o Intercept publicou, resultando numa multiplicação de veículos que estabeleceram parceria com Glenn Greenwald e passaram também a publicar.

Isso obrigou a Globo a se manter distante, porque, na verdade, manteria-se distante de si mesma, da delinquência jornalística que praticou junto com Moro.

Moro, hoje, tem que advogar em causa própria, porque sua prostituição jurídica não encontra mais eco dentro do governo, dentro do congresso e, sobretudo na Globo, tendo espaço somente para tentar angariar apoios no varejo que impeçam a CPI da Vaza Jato já com assinaturas suficientes para dar início aos trabalhos e prevalecer a verdade oculta na Lava Jato, tendo como destino a condenação de todos os crimes cometidos por Moro, Dallagnol e cia.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

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A Globo chocou o ovo da serpente e, agora, não sabe o que fazer com ela

Por Luis Nassif

No período áureo do chamado jornalismo de esgoto, Veja se incumbia das fake news, Globo dava dimensão nacional às matérias, mas sem sujar as mãos: limitava-se a repercutir no Jornal Nacional todas as capas da Veja.

Anotei, na época, que a Globo era a melhor não apenas por ser a maior, mas por ter a melhor visão estratégica da instrumentalização do jornalismo.

Corrijo: a Globo cavou sua própria sepultura com a estratégia do impeachment, de se aliar a Eduardo Cunha e acelerar a queda de Dilma Rousseff. O epitáfio está na matéria de hoje, da Folha, sobre os planos de expansão da Amazon no Brasil. O Pacote Prime, a R$ 9,90 por mês, dará acesso a filmes, música, livros, jogos, revistas. Mas não apenas isso: a frete grátis para todo o país, na compra de produtos da Amazon.

O modelo de negócios da Time, nos anos 50, incluía catálogo de vendas, se não me engano de produtos da Sears. Era uma maneira de aproveitar o fator público e a rede de distribuição para expandir o catálogo de produtos seu serviço de logística para toda sorte de produto.

A Amazon nem precisa de parceria. Já faz as vendas de livros eletrônicos, montou um eficientíssimo sistema de logística, tem catálogo de filmes, paga as editoras à vista, em vez do consignado. E há um mês contratou João Mesquita, executivo que dirigia a Globoplay, principal projeto da Globo para enfrentar a Netflix, a Amazon e outras empresas OTT (de streaming de vídeo). Também deu início às co-produções exclusivas.

Não é a única frente no caminho da Globo. Em publicidade, Google e Facebook já ultrapassaram a Globo no Brasil. Cada uma delas, incluindo a Amazon, vale 30 Globos em faturamento e 200 em valor de mercado. Os grandes grupos internacionais de mídia estão se juntando aos de comunicação, casos como Comcast/Universal ou AT&T/HBO, Time Warner. E, internamente, enfrentará cada vez mais a aliança Bolsonaro com Record e SBT.

A Globo terá que se juntar ao Magazine Luiza se quiser enfrentar a Amazon e dificilmente terá condições de comprar o próximo Brasileirão sem um parceiro internacional.

Em 2015, um acordo com PT e com Dilma poderia ter sido a salvação da Globo. Toda a lógica econômica de Dilma era de fortalecimento de empresas nacionais. Não haveria maiores dificuldades para aceitar uma política similar às dos países europeus, regulamentando e controlando as gigantes de tecnologia americana, como Google, Facebook e Amazon.

Do mesmo modo, a Globo nunca aceitou uma Lei Geral das Telecomunicações, confiando em seu poder de lobby individual. Uma Lei da Mídia protegeria a Globo. Dificilmente haveria TVs de bispos ou uma SBT devendo mais de R$ 4 bilhões no CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

Agora, a Globo está sozinha, com os Bolsonaro e seu internacionalismo raso tratando-a como inimiga e pretendendo abrir todas as facilidades para a entrada de grupos estrangeiros. Assim como a Lava Jato, a Globo tornou-se vítima de seu excesso de poder.

Mas era tão poderosa que podia se permitir ser defendida pelo seu então advogado, Luis Roberto Barroso, com um dos pareceres mais ridículos jamais escritos sobre o fenômeno da globalização das mídias:

“A primeira questão a ser enfrentada diz respeito ao fato de que as empresas genuinamente brasileiras que atuam nesse mercado não podem ter mais de 30% de capital estrangeiro, por imposição constitucional. Admitir-se empresas com 100% de capital estrangeiro fazendo jornalismo ou televisão no Brasil não apenas viola a Constituição como cria uma competição desigual. Imagine se um jogo de futebol em que um dos times devesse observar as regras tradicionais e o outro pudesse pegar a bola com a mão, fazer faltas livremente e marcar gols em impedimento. A injustiça seria patente.”

Existem (…) razões mais substantivas para que as regras sejam mantidas e respeitadas. O Brasil é um país cioso de suas tradições culturais, que incluem uma belíssima música popular, o melhor futebol do planeta, novelas premiadas mundo afora e cobertura jornalística acerca dos fatos de interesse nacional.

Entregar o jornalismo e a televisão ao controle estrangeiro poderia criar um ambiente de surpresas indesejáveis. No noticiário e na programação, teríamos touradas ou jogos de beisebol. Ou, quem sabe, de hora em hora, entraria em tela cheia a imagem do camarada Mao, grande condutor dos povos. Como matéria de destaque, uma reportagem investigativa provando que Carlos Gardel era uruguaio e não argentino. Pura emoção. À noite, um documentário defenderia a internacionalização da Amazônia.”

 

*Do GGN

 

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Intercept emparedou a Globo e os Marinho deixam Moro com a brocha na mão

Sem a capa de super-homem que a Globo lhe emprestou, Moro não dispõe mais da força nos braços para esmurrar a constituição e promover todos os absurdos que cometeu como juiz da Lava Jato. O mesmo pode ser dito de Dallagnol, que, da noite para o dia, anda vendo o mundo de cabeça para baixo, depois de construir uma carreira primorosa de palestrante, com ganhos extraordinários, parece que a fecundíssima fonte secou em consequência dos vazamentos do Intercept.

É que os Marinho, diante da realidade escancarada pelo Intercept, deram uma forte guinada no leme, norteando o Jornal Nacional a transformar Bonner em Pilatos em busca de um remanso em meio ao tormento provocado pelos vazamentos, até porque, pelo que disse Glenn em entrevista na TVT, o que certamente alarma a Globo, ele tem um vasto material das relações nada republicanas da Globo com os procuradores da Lava Jato, avalizados por Moro.

Sem esse sistema de lentes que a Globo usava para ampliar a musculatura da Lava Jato, as respostas que Dallagnol, Moro e cia. dão a cada vazamento se transformaram em balas perdidas, pior, eles agora é que não têm blindagem nenhuma e se encontram em recinto nada adequado a céu aberto no momento em que estão sendo bombardeados, quase diariamente, com as revelações cirúrgicas que estão explodindo na cabeça dos procuradores e de Moro.

Não há nenhum espetáculo em vista no Jornal Nacional protagonizado pela Lava Jato, com o japonês da Federal, por exemplo. Moro hoje está tão fora de moda na Globo quanto o Capitão Furacão, Nacional Kid e o Vigilante Rodoviário. Sim, Moro para a Globo agora é coisa do passado. O que ela quer é ficar bem longe do espelho para ter o mínimo possível de contaminação com a cascalheira que cai sobre a cabeça dos procuradores e de Moro.

A Globo não quer fazer ondinha, não quer se enlamear publicamente mais do que já se enlameou, ela já farejou no ar que o sangue de suas vítimas em parceria com a Lava jato já não é mais delas, mas deles próprios e desistiu de tentar blindar os ex-inatingíveis procuradores e juiz da Lava Jato.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

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Glenn Greenwald revela: Jornal Nacional atuava como parceiro da Lava Jato

“No Jornal Nacional, o (William) Bonner (apresentador) apenas falava o que tinha recebido da força-tarefa, com uma audiência enorme, sem nenhum trabalho jornalístico”, disse o jornalista em entrevista que vai ao ar nesta quinta-feira (29), a partir das 22h, na TVT.

O jornalista Glenn Greenwald, editor do The Intercept Brasil, veículo responsável pela série Vaza Jato, será entrevistado nesta quinta-feira (29) no programa “Entre Vistas”, da TVT, comandado por Juca Kfouri. A conversa vai ao ar às 22h e vai tratar da Lava Jato, da parcialidade de parte do sistema de Justiça no Brasil, do poder da informação e as relações entre a mídia e a democracia.

“A imagem de Moro foi construída como herói sem desafios. Durante cinco anos, a mídia aplaudiu tudo do Moro. Mas mesmo a Veja, que fez isso, hoje é nossa parceira. Em dois meses é difícil abalar uma imagem construída em tanto tempo. Moro ainda é ministro, mas é uma figura mais fraca. As mudanças são sutis”, disse Glenn em trecho da entrevista.

“No Jornal Nacional, o (William) Bonner (apresentador) apenas falava o que tinha recebido da força-tarefa, com uma audiência enorme, sem nenhum trabalho jornalístico. Atuavam como parceiros”, destacou o jornalista em outro ponto da conversa.

Glenn ganhou destaque no cenário nacional após o Intercept passar a divulgar as reportagens da Vaza Jato com conversas vazadas de procuradores do MPF responsáveis pela Operação Lava Jato revelando uma trama marcada por ilegalidades, abus0s e perseguições, feita sob tutela do ex-juiz federal e atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro.

O programa vai ao ar às 22h na TV e no YouTube e vai contar também com as jornalistas Eleonora de Lucena, co-presidenta da Tutaméia TV, e Vanessa Martina Silva, editora da Revista Diálogos do Sul.

 

 

*Com informações da Forum

 

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O que o Intercept tem revelado é que a Lava Jato só tem contra Lula ódio em estado puro

Nenhum brasileiro teve a vida tão violentamente devastada pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal do que Lula. E o que se vê na troca de mensagens entre procuradores comprovadamente corruptos, ideológicos e fascistas? Provas? Não, o que se vê é um sombrio quadro de ódio contra Lula, com ar tão macabro como as milícias que orbitam no clã Bolsonaro. Daí a afinidade ideológica confessada pelo procurador Carlos Fernando dos lava-jatistas com o incendiário amazônico.

Lógico que é indivisível o fascismo e a corrupção. Na verdade, essas duas combinações fazem parte de emaranhado de atitudes vis em que uma atitude empresta à outra seus sentimentos para que a coisa se galvanize como miséria humana. É isso que encontramos nos vazamentos revelados pelo Intercept em mensagens trocadas entre os procuradores da Lava Jato e Moro. Revelações que mostram uma gente ruim, corrupta, totalmente descompromissada com qualquer senso ético, seja do ponto de vista profissional ou humano.

Parece que Moro quis fazer uma escultura fascista quando escolheu a dedo os procuradores que serviriam a sua trama contra Lula, e neles depositou toda a confiança de que poderiam cumprir, por intermédio do berro da mídia contra Lula, aquilo que estava em seu script.

Foi uma forma de prevenir o que também revela a vaza jato, que Lula foi condenado pelos estrondos do Jornal Nacional, porque prova contra ele, não há.

E as mensagens revelam mais, que Lula foi e é uma vítima permanente da crueldade sórdida dos procuradores. Não há entre eles, mesmo que de forma modesta, qualquer mensagem que mencione um documento a não ser aquele que Moro queria que Dallagnol plantasse na mídia através de uma certa testemunha para produzir clandestinamente uma ação contra Lula.

Até aqui, o que se avalia é que nem entre eles se admite que Lula não seja um corrupto, mesmo que esses procuradores não tenham produzido uma prova ou indício de corrupção do ex-presidente. O que se vê, de forma implacável contra Lula, é ódio em estado puro, belicosidade verborrágica, latidos raivosos a cada mensagem, mas um silêncio absoluto sobre o tema prova. Afinal, é para isso que serve o Ministério Público, investigar e produzir as provas da acusação e não fazer monumentos autoproclamatórios ou tungar bilhões de dinheiros resgatados para criar, através de fundações, uma forma de saquear os cofres públicos.

A acusação contra Lula é cheia de detalhes vazios de qualquer significação que possa conduzir a uma concepção que beire a atitude de roubo ou corrupção. O projeto desses calhordas de Curitiba tem, na essência, o belicismo midiático, a força de aniquilamento de reputação de quem cruza na frente dos interesses dos que estão por trás dessa milícia curitibana. E isso inclui nomes de banqueiros e do alto coturno das Forças Armados, aliados ao fígado de Bolsonaro.

Na verdade, a vaza jato revela uma maquete daquilo que foi essencial à ordem dos procuradores, aniquilar Lula pelo ódio e não pelas provas.

 

Por Carlos Henrique Machado Freitas