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Com medo de que protestos se alastrem pelo Brasil, governantes pedem monitoramento de atos

O temor de que um gatilho dispare ondas de protestos pelo país entrou na agenda dos governantes. São vários os sinais de cuidado: estados do Nordeste trabalham para garantir o 13º do funcionalismo em meio ao aperto fiscal para evitar mobilizações. Em outra frente, a equipe econômica é pressionada a suavizar a reforma administrativa. Em SP, as cúpulas das polícias Civil e Militar foram orientadas a monitorar convocações de atos, de direita e de esquerda, especialmente na capital.

O risco de um curto-circuito social voltou a ser tema de conversas nos gabinetes de governadores e prefeitos de partidos de centro, especialmente após a saída do ex-presidente Lula da carceragem da PF. Como a direita segue organizando manifestações –e agora a esquerda foi exortada a sair às ruas– há temor de conflitos.

Governadores mais alinhados à esquerda, porém, não veem o componente político como o maior fio desencapado do país hoje. Eles dizem que é a perspectiva de uma recuperação muito lenta da economia, aliada à degradação das contas públicas, o que mais ameaça deflagrar insatisfações sociais.

 

 

*Da Coluna Painel de Daniela Lima na Folha de S.Paulo/DCM.

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Álvaro Linera: Ódio ao índio, vingança primitiva de uma classe histórica e moralmente decadente

Como uma espessa nuvem noturna, o ódio percorre vorazmente os bairros das classes médias urbanas tradicionais da Bolívia.

Seus olhos transbordam de ira. Não gritam, cospem; não pedem, impõem. Seus cânticos não são de esperança nem irmandade, são de desprezo e discriminação contra os índios.

Montam em suas motos, sobem em suas camionetes, se agrupam em seus grêmios carnavalescos e universidades privadas e saem à caça de índios insolentes que se atreveram a lhes tomar o poder.

No caso de Santa Cruz, organizam hordas motorizadas em 4×4 com porrete em mãos para reprimir os índios, chamados por eles de collas e que vivem nos bairros marginais e nos mercados.

Suas palavras de ordem dizem que têm que matar collas, e se no caminho cruza por eles uma mulher de pollera [em tradução livre “pollera” é saia, neste caso o autor usa como expressão popular para se referir à indumentária típica indígena] a golpeiam, a ameaçam e ordenam que saia do território deles.

Em Cochabamba organizam comboios para impor a supremacia racial na zona sul, onde vivem as classes necessitadas, e avançar como se fossem um destacamento de cavalaria sobre milhares de mulheres camponesas indefesas que marcham pedindo paz.

Levam nas mãos bastões de beisebol, correntes, granadas de gás, alguns exibem armas de fogo.

A mulher é sua vítima preferida, agarram a uma prefeita de uma população camponesa, a humilham, a arrastam pela rua, a golpeiam, urinam nela quando cai no chão, lhe cortam o cabelo, a ameaçam de linchamento e quando se dão conta de que são filmados decidem jogar tinta vermelha sobre ela simbolizando o que farão com seu sangue.

Em La Paz suspeitam de suas empregadas e não falam quando elas trazem a comida à mesa, no fundo as temem, mas também as desprezam.

Mais tarde saem às ruas a gritar, insultar Evo e nele a todos estes índios que ousaram construir democracia intercultural com igualdade.

Quando são muitos, arrastam a wiphala, a bandeira indígena, e cospem, pisam, a cortam, a queimam.

É uma raiva visceral que se descarrega sobre este símbolo dos índios que eles quiseram extinguir da terra junto com todos os que se reconhecem nela.

O ódio racial é a linguagem política desta classe média tradicional. De nada serve seus títulos acadêmicos, viagens e fé; porque no fim tudo se dilui diante de sua linhagem.

No fundo a estirpe imaginada é mais forte e parece apegada à linguagem espontânea da pele que odeia, dos gestos viscerais e de sua moral corrompida.

Tudo explodiu no domingo 20 (de outubro) quando Evo Morales ganhou as eleições com mais de 10 pontos de diferença sobre o segundo, mas já não com a imensa vantagem de antes, nem os 51% dos votos.

Foi o sinal que estavam esperando as forças regressivas à espreita, desde o amedrontado candidato opositor liberal às forças políticas ultraconservadoras, à OEA e à inefável classe média tradicional.

Evo havia ganhado novamente, mas já não tinha 60% do eleitorado, e então estava mais frágil e era necessário se lançar sobre ele. O perdedor não reconheceu a derrota.

A OEA falou de eleições limpas, mas de uma vitória pouco expressiva e pediu um segundo turno, aconselhando ir contra a Constituição que afirma que se um candidato tem mais de 40% dos votos e mais de 10 pontos de diferença sobre o segundo é ele o candidato eleito.

E a classe média se lançou à caça dos índios. Na noite de segunda-feira (21) queimaram cinco dos nove órgãos eleitorais, incluídas as cédulas do sufrágio.

A cidade de Santa Cruz decretou um paro cívico que articulou os habitantes das zonas centrais da cidade, ramificando-se a paralisação às zonas residenciais de La Paz e Cochabamba. E então se desatou o terror.

Bandos paramilitares começaram a assediar instituições, a queimar sedes sindicais, a incendiar os domicílios de candidatos e líderes políticos do partido do governo, por fim até a própria casa privada do presidente seria saqueada.

Em outros lugares, as famílias, incluindo filhos, foram sequestradas e ameaçadas de ser flageladas e queimadas se seu pai ministro ou dirigente sindical não renunciasse ao cargo. Havia se desencadeado uma noite das facas longas e o fascismo espreitava os ouvidos.

Quando as forças populares mobilizadas para resistir a este golpe civil começaram a retomar o controle territorial das cidades com a presença de operários, trabalhadores mineiros, camponeses, indígenas e populações urbanas e o balanço da correlação de forças estava se inclinando para o lado das forças populares, veio o motim policial.

Os policiais haviam mostrado durante semanas uma indolência e inaptidão para proteger a gente humilde quando era golpeada e perseguida por bandos fascistoides; mas a partir de sexta [8 de novembro], com o desconhecido comando civil, muitos deles mostrariam uma extraordinária habilidade para agredir, deter, torturar e matar manifestantes populares.

Claro, antes tinham que conter os filhos da classe média e supostamente não tinham capacidade, mas agora que se tratava de reprimir índios revoltosos, o empenho, a prepotência e a sanha repressiva foi monumental. O mesmo aconteceu com as Forças Armadas.

Durante toda nossa gestão de governo nunca permitimos que saíssem a reprimir manifestações civis, nem durante o primeiro golpe de Estado cívico de 2008.

Agora, em plena convulsão e sem que alguém perguntasse nada, disseram que não tinham munição antidistúrbio, que tinham apenas 8 balas por integrante e que para se fazer presentes nas ruas de forma dissuasiva se requeria um decreto presidencial.

Contudo, não hesitaram em pedir-impor ao presidente Evo sua renúncia, rompendo a ordem constitucional; fizeram o possível para tentar sequestrá-lo quando se dirigia e quando estava em Chapare; e quando se consumou o golpe, saíram às ruas a disparar milhares de balas, a militarizar as cidades, a assassinar camponeses. Tudo sem decreto presidencial.

Claro, para proteger o índio se requeria decreto. Para reprimir e matar índios só bastava obedecer o que o ódio racial e classista ordenava. Em cinco dias já há mais de 18 mortos e 120 feridos de bala, obviamente, todos eles indígenas.

A pergunta que todos devemos responder é: como é que esta classe média tradicional pôde incubar tanto ódio e ressentimento contra o povo levando-a a abraçar um fascismo radicalizado centrado no índio como inimigo?

Como a polícia e as Forças Armadas fizeram para irradiar suas frustrações de classe e ser a base social desta fascistização, desta regressão estatal e degeneração moral?

Foi o rechaço à igualdade, ou seja, o rechaço aos fundamentos de uma democracia substancial.

Nos últimos 14 anos de governo, os movimentos sociais têm tido como principal característica o processo de igualação social, redução abrupta da extrema pobreza (de 38 para 15%), ampliação de direitos para todos (acesso universal à saúde, à educação e à proteção social), indianização do Estado (mais de 50% dos servidores da administração pública têm identidade indígena, nova narrativa nacional em torno do tronco indígena), redução das desigualdades econômicas (queda de 130 para 45 a diferença de renda entre os mais ricos e os mais pobres), ou seja, a sistemática democratização da riqueza, do acesso aos bens públicos, às oportunidades e ao poder estatal.

A economia cresceu de 9 bilhões de dólares para 42 bilhões, se ampliou o mercado e a reserva financeira interna, que permitiu a muita gente ter sua casa própria e melhorar sua atividade laboral.

Mas então isso deu lugar a que em uma década a porcentagem da chamada classe média, medida em renda, tenha passado de 35% para 60%, a maior parte proveniente dos setores populares, indígenas.

Se trata de um processo de democratização dos bens sociais mediante a construção de igualdade material, mas que inevitavelmente levou a uma rápida desvalorização dos capitais econômicos, educativos e políticos possuídos pelas classes médias tradicionais.

Se antes um sobrenome notável ou o monopólio dos saberes legítimos ou o conjunto de vínculos familiares próprios das classes médias tradicionais lhes permitia ascender a postos na administração pública, obter créditos, licitações de obras ou bolsas, hoje a quantidade de pessoas que disputa o mesmo posto ou oportunidade não só foi duplicada, reduzindo à metade as possibilidades de ascender a esses bens.

Mas, além disso, os ascendentes, a nova classe média de origem popular indígena tem um conjunto de novos capitais (idioma indígena, vínculos sindicais) de maior valor e reconhecimento estatal para disputar os bens públicos disponíveis.

Se trata, portanto, de um colapso do que era característico da sociedade colonial, a etnicidade como capital, ou seja, do fundamento imaginado da superioridade histórica da classe média sobre as classes subalternas, porque aqui na Bolívia a classe social só é compreendida e vista sob forma de hierarquias raciais.

Os filhos desta classe média terem sido a força de choque da insurgência reacionária é o grito violento de uma nova geração que vê como a herança do sobrenome e da pele se dissolve diante da força da democratização dos bens.

Ainda que levantem bandeiras de democracia entendida como o voto, na realidade se rebelaram contra a democracia entendida como igualdade e distribuição de riquezas.

Por isso a explosão de ódio, o excesso de violência, porque a supremacia racial é algo que não se racionaliza; se vive como impulso primário do corpo, como tatuagem da história colonial na pele.

Daí que o fascismo não só é a expressão de uma revolução falida, mas paradoxalmente, também em sociedades pós-coloniais, o êxito de uma democratização material alcançada.

Por isso não surpreende que enquanto os índios recolhem os corpos de cerca de uma vintena de mortos assassinados à bala, seus algozes materiais e morais narram que o fizeram para salvaguardar a democracia.

Mas na realidade sabem que o que fizeram foi proteger o privilégio de casta e o sobrenome.

Mas o ódio racial só pode destruir, não é um horizonte, não é mais que uma primitiva vingança de uma classe histórica e moralmente decadente que demonstra que, por trás de cada liberal medíocre, se esconde um golpista consumado.

*Álvaro García Linera é vice-presidente da Bolívia em exílio.

*Do Viomundo

 

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Cena forte: filmando com seu celular o massacre do golpe, boliviano registra sua própria morte

Uma cena chocante gravada neste domingo (17) na cidade de Achocalla, na Bolívia, mostra um jovem sendo atingido por um tiro do Exército enquanto filmava a repressão das Forças Armadas contra uma comunidade indígena que protestava contra o golpe de Estado que derrubou presidente Evo Morales.

“Olhem, estão usando balas, estão usando munição”, diz um jovem que encontra o dono do celular caído no chão ainda com uma transmissão ao vivo ligada.

As cidades de Achocalla e El Alto, localizadas no departamento de La Paz, tem sido palco de forte repressão das Forças Armadas após a consumação do golpe de Estado. Estas cidades são formadas por grandes comunidades indígenas que se rebelaram com a queda de Evo e com o desrespeito dos golpistas com a bandeira Whipala, símbolo dos povos originários.

No vídeo, é possível ver algumas Whipalas no chão em meio ao ataque dos militares promovido pela autoproclamada presidenta Jeanine Añez. Segundo a Defensoria Pública, são 23 mortos entre 30 de outubro e 16 de novembro, sendo 20 desde 11 de novembro, um dia após a renúncia forçada de Evo Morales.

Assista ao vídeo:

https://twitter.com/DenisRogatyuk/status/1196221895223459840?s=20

 

*Com informações da Forum

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Asco

Augusto Nunes, como disse Monica Bergamo, é um ser asqueroso.

Qual a novidade?

O sujeito passou a vida lambendo coturnos de ditadores, assim como hoje lambe as botas de Bolsonaro.

O que pouco se comenta é a sua atitude servil a Olavo de Carvalho.

Ele, que faz de seus ataques baixos ao PT, profissão, usa o caminho invertido para conseguir colocação rentável na direita como a que acaba de escancarar quando conseguiu com Bolsonaro um emprego na Record.

Mas a vida de Augusto Nunes não é fácil não.

Olavo de Carvalho humilhou o asqueroso nas redes sociais porque Nunes o chamou de astrólogo.

E o que fez Augusto Nunes?

Rastejou como um peçonhento pedindo perdão ao charlatão, como é próprio da condição de servo.

Desesperado, o baba-ovo escreveu inúmeros posts se desculpando.

Tudo por um único motivo, a influência que Olavo tem sobre o clã Bolsonaro.

Augusto Nunes, na verdade é a cara da mídia nativa, um lacaio do grande capital que vive farejando oportunidades no ninho dos ratos.

Na verdade, ele tem a mesma patente rasa de troços como Mainardi, José Roberto Guzzo, José Nêumanne Pinto, Alexandre Garcia e outras hienas do jornalismo de esgoto que viveram das tetas tucanas até elas secarem e, agora, são bolsonaristas desde criancinhas.

Monica Bergamo, que se indignou com Augusto Nunes pelo seu ataque baixo a Lula, chama esse rato de esgoto de asqueroso. Ela foi até generosa.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Vídeo – Bolívia: Mãe indígena diz ao filho militar: como você pode fazer isso com seu povo?

Que cena! Assistam à conversa de gestos entre mãe e filho na encruzilhada boliviana. Ela, indígena a caminho da marcha; ele, militar fardado, a postos para a repressão. Nos próximos dias esse diálogo decidirá o futuro da democracia boliviana. Muitos filhos já desertaram. Oremos. (Saul Leblon)

Chorando, a mãe fala para o filho na língua deles: como você pode fazer isso com seu povo?

É a lei do império americano e as linhas internas de um sistema em que os senhores da terra são os grandes neoliberais do planeta, numa guerra insana contra os pobres, contra os índios que não conseguem encobrir suas próprias contradições.

Mediante a violência de um soldado escravo das ordens dos EUA, ele se depara, através de seu ofício, com sua própria mãe num momento de rebeldia contra a servidão, numa desobediência, a linguagem de guerra formalizada pelos brancos num país marcado por uma divisão racista aonde soldados de origem indígena matam seus próprios irmãos através de um poder fardado que não aceita desobediência ao grande capital.

Nesse caso, o opressor era filho da oprimida e escravo do sistema. A mãe encontra com o filho em linhas cruzadas, com uma frase final que serve como pena de morte para ele: como você pode fazer isso com seu povo?

Imagina o coração dessa mãe. Imagina a dor. Ao mesmo tempo, não dá para ignorar a sua altivez, a sua conduta.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Toffoli recua e revoga decisão que exigia envio de relatórios financeiros de 600 mil pessoas

Sob pressão de procuradores do Ministério Público, o presidente do Supremo Tribunal Federal recuou.

“Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli revogou na noite desta segunda-feira (18) a ordem que exigia cópias de todos os relatórios de inteligência financeira produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nos últimos três anos. Agora chamado de Unidade de Inteligência Financeira (UIF), o antigo Coaf deveria apresentar, por ordem do próprio Toffoli, pareceres que atingiam 600 mil pessoas (412.484 físicas e 186.173 jurídicas).

Na decisão, Toffoli afirma que jamais acessou os relatórios de inteligência solicitados. Em julho, a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o ministro concedeu liminar suspendendo todas as investigações que usaram dados financeiros obtidos pelo Ministério Público junto a órgãos como o Coaf e Receita Federal sem, antes, solicitar autorização judicial. O plenário do STF decide nesta quarta-feira (20) se autoriza, ou não, esse tipo de compartilhamento de dados com o MP.”

“Diante das informações satisfatoriamente prestadas pela UIF, em atendimento ao pedido dessa Corte, em 15/11/19, torno sem efeito a decisão na parte em que foram solicitadas, em 25/10/19 cópia dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF’s), expedidos nos últimos 3 (três) anos. Ressalto que esta Corte não realizou o cadastro necessário e jamais acessou os relatórios de inteligência”, escreveu o presidente do STF.

A decisão foi divulgada após Toffoli se reunir no STF com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, André Mendonça.

Toffoli também havia determinado que a Receita Federal enviasse todas as Representações Fiscais para Fins Penais (RFFP) elaboradas no mesmo período. Essa parte da decisão do presidente segue em vigor no momento, mas segundo o Estado apurou, o ministro também deve anular esse outro ponto.

Conforme revelou o Estado, por determinação de Toffoli, a Receita Federal encaminhou à Corte dados fiscais sigilosos e provas obtidas em investigações contra mais de 6 mil contribuintes, nos últimos três anos. Uma ala do Supremo avalia que os abusos e excessos cometidos por agentes públicos estão na Receita, e não no Coaf.

Em resposta a um pedido de esclarecimentos feito por Toffoli, Aras informou que é “tecnicamente impossível” a PGR fazer qualquer tipo de “devassa” em movimentações bancárias alheias, “até porque sequer possui acesso a essas informações”. De acordo com a PGR, ao longo dos últimos três anos, o Ministério Público recebeu 972 relatórios do Coaf, “todos enviados de forma espontânea”, pelo órgão.

 

 

*Com informações da Gazeta do Povo

 

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Economia

Dólar vai a R$ 4,207, maior valor nominal da história

Cotação sobe 0,4% nesta segunda-feira (18) e quebra recorde

A cotação do dólar voltou a subir nesta segunda-feira (18) e fechou a R$ 4,207, maior valor nominal (sem contar a inflação) da história. O recorde em valores reais (corrigido pela inflação) é de 2002, quando a moeda chegou a R$ 4 nominalmente, que hoje seriam R$ 10,80.

O dólar está em trajetória de alta desde o leilão do pré-sal, em 6 de novembro. A expectativa do mercado era de alta participação dos estrangeiros e grande entrada de dólares no país, o que não se concretizou.

Desde então, a cotação da moeda americana acumula alta de mais de 5%, indo de R$ 3,99 a quase R$ 4,21 nesta segunda (18).

Nesta sessão, o dólar subiu 0,4% ante o real, que foi a terceira moeda emergente que mais se desvalorizou, atrás do peso colombiano e rand sul-africano. Na outra ponta, o peso chileno e o argentino se recuperam depois de fortes desvalorizações nas últimas semanas.

O movimento desta segunda (18) foi impulsionado pelo temor de investidores com o acordo comercial entre China e Estados Unidos. Os países têm negociado a meses o que chamam “fase 1” do acordo, que retiraria algumas tarifas de importação entre si.

Segundo a rede de televisão americana CNBC, chineses estariam pessimistas com relação ao acordo com a relutância do presidente americano Donald Trump em remover tarifas a importações chinesas.

Com a notícia, índices acionários americanos operam estáveis. A Bolsa brasileira cai 0,2%, a 106.345 pontos.

O risco-país medido pelo CDS (Credit Default Swap) de cinco anos sobe 1,77%, a 124 pontos, maior valor desde a aprovação da reforma da Previdência em segundo turno no Senado, em 23 de outubro. Neste período, o CDS chegou ao menor patamar desde 2013.

 

 

*Com informações da Folha

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Para apoiar o golpe na Bolívia, mais de 68 mil contas falsas foram criadas no Twitter

Só a conta de Luis Fernando Camacho – um dos líderes do movimento golpista – passou, nos últimos 16 dias, de 3.000 para 130.000 seguidores, dos quais mais de 50.000 são de perfis criados em novembro de 2019.

Mais de 68 mil contas falsas, recém-criadas no Twitter, operaram na última semana acompanhando o golpe de Estado na Bolívia, segundo uma investigação realizada por Julián Macías, responsável pelas redes sociais do partido Unidas Podemos, da Espanha.

O estudo aponta evidências do uso de táticas militares em grande escala a fim de inundar de propaganda as redes sociais, em uma atividade que parece obedecer a uma estratégia prévia e que ainda está em operação.

A maioria dessas contas foi criada antes do dia 10 de novembro, dia em que os militares “sugeriram” que o então presidente Evo Morales renunciasse, consumando um golpe de Estado com violenta repressão na Bolívia, que já deixou mais de 20 mortos e 700 feridos.

Trata-se de um volume anormal de contas, com origens similares e que sem comportamento orgânico. Elas têm entre zero e um seguidor, e divulgam notícias falsas com possível apoio logístico internacional.

Com hashtags como #EvoAssassino, #EvoDitador, #EvoÉFraide ou #NãoHáGolpedeEstadonaBolívia, as mensagens vindas das contas falsas intoxicaram o debate na rede, com mensagens como “Evo Morales é um corrupto” e acusações de que ele teria “roubado” as eleições. Mas, com a autoproclamação de Jeanine Áñez, estes perfis passaram a comemorar “a democracia e a liberdade” do povo boliviano.

ABI
Conta da autoproclamada presidente Jeanine Áñez foi de 8.000 para quase 150 mil seguidores, com 40 mil falsos

De acordo com Macías, só a conta de Luis Fernando Camacho – um dos líderes do movimento golpista – passou, nos últimos 16 dias, de 3.000 para 130.000 seguidores, dos quais mais de 50.000 são de perfis criados em novembro de 2019.

A conta da autoproclamada presidente Jeanine Áñez também sofreu um crescimento exponencial, indo de 8.000 para quase 150 mil seguidores – 40 mil dos quais contas falsas recém-criadas.

Há, segundo Macías, contas curiosas: uma, norte-americana, que simula ser o perfil do ator Robert de Niro, apresenta um vídeo de um manifestante ferido. “Pode ser uma produção simulada, já que não se vê a origem. O mais curioso é a resposta: um agradecimento a de Niro por atacar Evo Morales”, diz – e com um inglês praticamente nativo.

Apesar de o uso de robôs para amplificar mensagens violar as políticas de uso do Twitter, e em que pesem outras denúncias, as contas continuam ativas.

 

 

*Com informações do Viomundo

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Bolívia: General golpista que ordenou a renúncia de Morales, foge para os EUA depois de receber US$ 1 milhão

Poucos dias depois de comandar um golpe na Bolívia o general Williams Kaliman deixou de ser militar e vai fugir para os EUA que lhe pagaram um milhão de dólares.

Não foi só ele que recebeu, outros generais receberam o mesmo valor.

Já os os chefes de polícia receberam 500 mil dólares cada.

Todos irão para os EUA com medo de julgamentos dentro da Bolívia e de organismos internacionais.

Por isso não foi anunciado pela mídia Boliviana que apoiou o golpe aonde os golpistas irão se esconder nos EUA.

Bruce Williamson, responsável pelos negócios na Embaixada dos EUA em La Paz, foi responsável por doar um milhão de dólares a cada chefe militar e quinhentos mil da mesma moeda a cada chefe de polícia.

O General teria contatado e coordenado tudo desde meses na província argentina de Jujuy, sob a proteção de seu governador Gerardo Morales, um dos mais próximos do presidente Mauricio Macri.

Kaliman foi imediatamente substituído pela autoproclamada presidente Janine Áñez.

As palavras recentes de Kaliman podem tornar sua traição surpreendente, mas uma análise em seu currículo revela que havia indícios para desconfiança.

O agora ex-general realizou diversos cursos no exterior, sobretudo relacionados à inteligência militar. E ao menos um desses estudos se destaca sobre os demais: sim ele foi aluno da famosa escola de Fort Benning, mais conhecida como Escola das Américas, durante o ano de 2004, segundo confirma um relatório da ONG Observatório da Escola das Americas (School of Americas Watch).

Outro dado curiosidade desse informe é que Kaliman passou por esse treinamento nos Estados Unidos no ano de 2004. Por que é curioso? Adivinhem quem era o presidente da Bolívia naquele então? A resposta é: Carlos Mesa.

Sim, o mesmo candidato que perdeu as eleições de 20 de outubro contra Evo Morales, desconheceu o resultado e iniciou, a partir desse gesto, a campanha golpista, que culminou com Kaliman exigindo a renúncia do presidente.

 

 

*Com informações da Forum

 

 

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Vídeo: Almirante dos EUA parabeniza golpe na Bolívia que teve seu apoio

‘Há pressão econômica, pressão diplomática e a dos militares; nossa força militar tem apoiado essa pressão’, afirmou Craig Stephen Faller, responsável pelo Comando Sul, que inclui a IV Frota.

O almirante norte-americano Craig Stephen Faller disse na última sexta-feira (15/11) que o Comando Sul do país acompanhou de perto os últimos acontecimentos da Bolívia e parabenizou o “profissionalismo” das Forças Armadas bolivianas na “defesa da democracia” no país.

Na sequência da mesma entrevista, a um rede de TV digital da oposição venezuelana, a VPI TV, Faller pediu para que outras “forças armadas sejam profissionais, porque sei que há profissionais que fazem o correto”.

O Comando Sul reúne um conjunto de forças militares norte-americanas responsável pelo planejamento de contingência, pelas operações e pela cooperação militar com países da América Central, do Sul e Caribe. Uma das forças sob o comando de Faller é a chamada IV Frota, recriada recentemente. O Comando Sul dispõe de até 4.000 homens para atuação imediata na América do Sul. O símbolo das tropas sob o comando de Faller é um escudo com uma águia ao alto, representando os Estados Unidos, e o mapa da América Central e do Sul abaixo.

A entrevista configura um verdadeiro chamado para uma intervenção militar na Venezuela. A jornalista que entrevista Craig pergunta diversas vezes quais são as ações e planos do Comando Sul e dos Estados Unidos para a Venezuela.

As declarações do almirante aconteceram um dia antes de uma grande manifestação em apoio ao governo de Nicolás Maduro e do fracasso quase que total de um protesto de apoiadores da oposição e do presidente autoproclamado Juan Guaidó. A fala de Faller incitava ainda que os militares da Venezuela “considerem seu juramento e façam a coisa certa”, numa insinuação bastante explícita de que eles receberiam apoio dos EUA no caso de atuarem de forma semelhante ao que ocorreu na Bolívia.

“Nosso enfoque aqui é trabalhar junto as verdadeiras, boas e profissionais forças de seguranças de Colômbia e Brasil. E outras [forças] regionais que são muito efetivas, que ajudam a compartilhar informações e compreendem a gravidade da situação e tentam encontrar formas de ajudar. Nosso governo, dos Estados Unidos, segue fazendo pressão no governo de Maduro e assim desenvolvemos um papel de assistência aqui”, afirmou.

Em outra ocasião, Faller já havia comparado o governo do presidente Maduro ao da Síria de Bashar al-Assad, dizendo que a Venezuela se aproximaria de uma situação similar se o mandatário venezuelano não deixasse o poder.

Questionado sobre uma possível intervenção militar na Venezuela, o almirante afirmou que já há “pressão” de países e que isso é um “fator importante”, pois, segundo ele, Maduro “está cada vez mais isolado”.

“A comunidade internacional está aplicando muita pressão, são mais de 50 nações unidas. E esse é um fator importante na pressão que está sendo aplicada. Então, há pressão econômica, pressão diplomática e a dos militares. Nossa força militar tem apoiado essa pressão”, disse.

Faller ainda afirma, sem se preocupar minimamente em oferecer qualquer tipo de comprovação, que “há uma conexão do narcotráfico e o governo de Maduro”, sendo o presidente um “narcotraficante que agora tem um livre reinado para governar junto com outros governos” e que apoia o terrorismo internacional.

Durante a entrevista, Cuba, Rússia e China foram citados como apoiadores de Maduro.

O almirante afirmou ainda que toda a política estratégica do Comando Sul segue as linhas governamentais norte-americanas e disse que deixa aos “responsáveis políticos” as decisões e, assim, se “mantêm focado no papel militar”. “Nosso trabalho deve ser estarmos prontos para cooperar com nossos sócios compartilhando informações e inteligências”, afirmou.

Veja a entrevista completa (em espanhol) abaixo:

 

 

*Com informações do Ópera Mundi