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Política

Neide Duarte, que trabalhou 42 anos na Globo, destrói “cartolina” com o PowerPoint fake da GloboNews

Globo e GloboNews, a manipulação a gente vê por aqui.

“Dia da vergonha na Gnews. Os tios dos churrascos e as tias do zap também sabem fazer jornalismo desse jeito”, postou a profissional

Jornalista premiada, que trabalhou por 42 anos na Rede Globo, Neide Duarte não se conteve com a decisão editorial da GloboNews, que veiculou em sua programação, nesta sexta-feira (20), um PowerPoint vergonhoso sobre o escândalo do Banco Master.

A ilustração “explicativa” ataca o governo Lula, o PT e omite descaradamente nomes como Jair Bolsonaro, Campos Neto, Tarcísio de Freitas, Cláudio Castro e Ibaneis Rocha, apenas para citar alguns exemplos. Neide foi às redes sociais para demonstrar sua indignação.

“Quando passei pela sala e vi rapidamente a tela da TV me pareceu um programa de algum culto pentecostal que resolveu fazer o seu jornalzinho rápido para atacar o Lula. Mandaram alguém pegar uma cartolina cor da pele, colar algumas fotos e fazer linhas associando alhos com bugalhos, pão de queijo com fuzil, brincadeira de criança com tornozeleira eletrônica”, começou a jornalista.

“No meio a foto com cara de rico de Vorcaro, bem debaixo dele a estrela do PT, como se ele fosse um petista, acima deles Lula, como se fosse o chefe de tudo. Numa órbita bem distante do centro estavam Ciro Nogueira, Nikolas Ferreira, Antonio Rueda, João Doria, Hugo Motta, Davi Alcolumbre”, destacou.

“Acredito que a editoria que mandou fazer essa cartolina esqueceu vários nomes principais dessa história, por exemplo, Roberto Campos Neto, o ex-presidente do Banco Central, foi na época dele que tudo começou, Tarcísio de Freitas que recebeu 2 milhões de reais de Vorcaro, Jair Bolsonaro que recebeu 3 milhões de reais de Vorcaro, Ibaneis Rocha, governador de Brasília que quis comprar o Banco Master através do Banco de Brasília, para salvar Vocaro, Cláudio Castro, governador do Rio que investiu bilhões do Fundo de previdência dos funcionários públicos do Rio em papéis podres do Master”, enfatizou Neide.

Neide Duarte, repórter da TV Globo, participa do Mundo Unifor 2019

“Falta de respeito”

“Talvez se isso tivesse sido exibido por uma TV Rodoviária de alguma cidade pequena do interior, seria uma grande mentira, mas não um grande problema. Ser exibido pela emissora que um dia teve orgulho de dizer que tinha um padrão de qualidade é jogar na nossa cara, telespectadores, a falta de respeito que tem por nós. Esse episódio aceita vários nomes, menos o de jornalismo”, desabafou.

E, para finalizar, Neide fechou com chave de ouro: “Dia da vergonha na Gnews. Os tios dos churrascos e as tias do zap também sabem fazer jornalismo desse jeito”. Com Forum.


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Brasil Mundo

Lula critica EUA em discurso na Celac: ‘não somos mais países colonizados’

Presidente citou agressões do governo Trump contra Venezuela, Cuba e Irã, além de denunciar hipocrisia do Conselho da ONU: ‘são eles que travam guerras’

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado (21/03) da reunião da Comunidade de Estados Latino-americanos (Celac) com a África, na capital colombiana Bogotá, onde fez duras críticas ao governo dos Estados Unidos, sem mencionar nominalmente Donald Trump.

A autoridade denunciou que o corpo do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), em vez de solucionar conflitos globais, incluindo o genocídio na Palestina e a guerra em curso contra o Irã, tem fomentado mais guerras por meio do poderio militar, além de rechaçar categoricamente o bloqueio energético aplicado por Washington a Cuba e a invasão norte-americana à Venezuela, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

“Nós não somos mais países colonizados. Nós conquistamos soberania com a nossa independência. Nós não podemos permitir que alguém possa se intrometer e ferir a integridade territorial de cada país”, declarou Lula sobre as agressões cometidas pelo republicano a nações sul-americanas. “Não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático?”

O mandatário brasileiro destinou parte de seu discurso para o Irã, país contra o qual Washington e Tel Aviv promoveram uma guerra em 28 de fevereiro, em meio a negociações nucleares até então em curso. A agressão levou a uma escalada regional e a um consequente fechamento parcial do Estreito de Ormuz, importante rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

“E agora se invadiu o Irã a pretexto de que o Irã estava construindo bomba nuclear. Cadê as armas químicas do Saddam Hussein? Onde elas estão? Quem achou? Nós não podemos viver mais num mundo de mentiras, em que as pessoas constroem inimigos, constroem uma imagem negativa do inimigo para justificar a destruição”, denunciou.

Aos líderes da cúpula, Lula lembrou que depois que foi eleito presidente pela primeira vez, em dezembro de 2002, mesmo antes de ser empossado, o ex-presidente norte-americano George W. Bush entrou em contato para convidá-lo a participar da Guerra do Iraque. O convite foi recusado pelo brasileiro.

“Eu disse para ele: ‘Mas, presidente, eu não conheço Saddam Hussein. O Iraque fica a 14 mil quilômetros do meu país. Eu nunca fui ao Iraque. Por que fazer guerra com ele? Por que destruir para reconstruir?’”, contou. O petista revelou que Washington havia argumentado que se participasse da guerra, as empresas brasileiras iriam “ajudar a reconstruir o Iraque”. “Por que eu vou destruir para reconstruir? Se está construído, deixa que está construído”, questionou.

“A minha guerra é contra a fome de 54 milhões de brasileiros que não têm o que comer. E essa guerra eu vou vencer. E venci a guerra. Em 2014, acabamos com a fome no Brasil”, declarou.

Críticas ao Conselho da ONU
O presidente brasileiro voltou a criticar o funcionamento das Nações Unidas (ONU) e a “passividade” dos membros do Conselho de Segurança da ONU diante da concentração de conflitos no mundo. Lula expôs a hipocrisia dos países que nele integram, e que minam os fundamentos do multilateralismo.

“O que vemos no mundo é uma total falta de funcionamento das Nações Unidas, do Conselho Nacional da ONU e de seus membros permanentes que foram criados para manter a paz, e são eles que estão travando guerras”, denunciou.

Ele também voltou a defender a integração de mais países representando o órgão e o multilateralismo, ao criticar a prioridade ao militarismo e a incapacidade de seus integrantes resolverem conflitos mundiais, incluindo o genocídio na Palestina.

“Por que não se renova? Por que não se colocam mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?”, questionou. “Ou seja, tudo se resolve por guerra? Ou seja, quem tem mais canhão, quem tem mais navio, quem tem mais avião, quem tem mais dinheiro, se acha dono do mundo?”

Como exemplo, o líder brasileiro disse que, em 2025, 2 trilhões e 700 bilhões de dólares foram gastos em armas para uso em guerras. “Ainda há 630 milhões de pessoas famintas, milhões de seres humanos que não têm acesso à educação, e milhões de mulheres e crianças que são resultado dessas guerras, que são abandonadas sem documentos, sem moradia ou uma pátria para viver”, criticou.

Erradicação da fome e transição climática
Referente ao potencial de colaboração com o continente africano, Lula destacou as riquezas naturais dos países que foram historicamente saqueados pelo sistema colonial europeu e pelas grandes corporações transnacionais que operam em seu território. No entanto, apontou positivamente para a capacidade de explorar terras agrícolas visando garantir a produção de alimentos e mitigar a fome.

“A África reúne enorme potencial agrícola e pode se tornar um grande produtor mundial de alimentos. O Brasil está comprometido em contribuir para esse esforço. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) retornou ao continente africano com o Escritório de Cooperação em Adis Abeba”, afirmou.

Sobre as questões climáticas, o presidente Lula destacou que a importância da transição para economias de baixo carbono para evitar a crise climática. O mandatário lembrou o potencial brasileiro para produção de energia limpa de fontes solar, eólica e hídrica, e que a formação de um mercado internacional de biocombustíveis eventualmente poderá abrir caminho para viabilizar a descarbonização da economia.

“Nossos países também possuem importantes reservas de minerais críticos, que desempenham um papel estratégico na transição para economias de baixo carbono. A cooperação entre os países detentores desses recursos minerais será vital para conseguir agregar valor em nossos próprios territórios e evitar investidas neoextrativistas”, explicou.

Lula também lembrou que Egito e Brasil recentemente sediaram as duas últimas Conferências das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP) e que em breve será a vez da Etiópia. “Compartilhamos a responsabilidade de cuidar das duas maiores florestas tropicais do mundo: a Amazônia e a Floresta Tropical do Congo. Trabalhamos juntos”, garantiu.

*Opera Mundi


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Política

Bem-vindos, voltamos a 2015/2016

Assim como aconteceu em 2015/2016, se o governo não agir urgentemente, será outra vez engolfado por uma farsa monstruosa da Globo e mídia hegemônica em consórcio com a oposição, com o empresariado, o agronegócio, militares e setores da PF e do judiciário, inclusive do STF.

Naquela crítica conjuntura pré e trans-golpe contra Dilma, ninguém acreditava que o governo e o PT seriam arrastados no escândalo batizado pela Globo como “Petrolão”, pelo simples fato de que os envolvidos em atos criminosos e de corrupção eram dirigentes da Petrobrás vinculados ao PP, MDB e outros partidos da centro-direita e direita.

E também ninguém acreditava que as fábulas inventadas pela Globo do pedalinho de lata do sítio de Atibaia e do triplex na praia de Guarujá seriam validadas pelo juiz-ladrão Sérgio Moro como acusações criminais minimamente aceitáveis.

No entanto, por trás da inocência [ou da boa-fé, da ingenuidade, da paralisia, ou da catatonia] do governo, aquele processo conduzido pela gangue de Curitiba e incensado pelos grupos de mídia tinha o claríssimo propósito de derrubar Dilma, criminalizar o PT e impedir Lula de concorrer e vencer a eleição de 2018.

Na época, a reação do governo, da sua base parlamentar e social, assim como do PT foi, para dizer o mínimo, tíbia e catatônica. Episódio que resume bem esse sentimento foi a paralisia diante da ordem ilegal e absurda do ministro do STF Gilmar Mendes proibindo Lula de assumir a chefia da Casa Civil do governo Dilma.

Não houve uma reação à altura daquela violência política e institucional que, acontecesse numa democracia funcional, derrubaria não o governo, mas o juiz da Suprema Corte autor de tamanha brutalidade inconstitucional.

Neste momento, faltando pouco mais de seis meses para a eleição de outubro, estamos vendo acontecer exatamente a mesma coisa. E, nesta farsa repetida como tragédia, assistimos o governo tímido, sem agir energicamente para deter os abusos e conter a farsa que avança perigosamente.

Há uma orquestração explícita que envolve agentes do Estado, mídia e atores da política para envolver Lula e o governo no escândalo do INSS e, principalmente, no desfalque bilionário do Banco Master.

A Globo assumiu a liderança dessa narrativa, inclusive com a produção de elementos gráficos de grande valor simbólico, como os powerpoints da época da Lava Jato.

Fez isso no programa Estúdio i da Globo News de 6 de março, com uma peça intitulada “ACESSOS E CONEXÕES DE DANIEL VORCARO” [caixa alta no original] ilustrada com uma fotografia do Lula em primeiríssimo lugar no organograma.

E repetiu a dose de canalhice no programa desta 6ª feira, 20 de março, com o powerpoint “CONEXÕES DE DANIEL VORCARO”.

Esta peça criminosa, apresentada e comentada em detalhes através do texto lido pela jornalista Andreia Sadi inclui Lula, Guido Mantega, Ricardo Lewandowski –todos que não têm absolutamente nada a ver com a roubalheira do Master–, e também Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central que interrompeu o crime e mandou liquidar o Master.

Incrivelmente, contudo, o powerpoint da Globo News não incluiu Bolsonaro, Ibaneis Rocha, Cláudio Castro, representantes da Faria Lima, Roberto Campos Neto, que permitiu a expansão do esquema e foi conivente com crimes, e pasme, não incluiu a própria Globo, que foi financiada por Vorcaro em evento em Nova Iorque, afora outros patrocínios e mimos que pode ter recebido do esquema mafioso.

Voltamos a 2015/2016. Sabemos que se não houver uma reação política e institucional contundente em relação à PF, ao judiciário e à mídia, o governo será fagocitado pela espiral conspirativa e verá a reeleição do presidente Lula escorrer líquida por entre os dedos da mão.

*Do blog de Jeferson Miola


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Política

Globo, Vorcaro e Banco Master, tudo a ver

O comentarismo da GloboNews anda tentando, aravés de muita fisioterapia, tirar a calça pela cabeça, sob a coordenação motora dos Marinho.

Um de cada dez fatos ligando explicitamente a direita a Vorcaro e ao Master, incluindo a Globo, como foi fartamente denunciado pela imprensa independente, mostra uma faixa elástica de extrema resistência entre Vorcaro e o Grupo Globo, incluindo o jornal Valor Econômico e os rapapés de Vorcaro em evento oficial do império Globo em Nova York, patrocinado pelo próprio Vorcaro.

Isso é uma tentativa de reabilitação da imagem de Bolsonaro que, junto com Tarcísio de Freitas, bolsonarista, recebeu de Vorcaro direto em suas contas o valor de R$ 5 milhões, oriundos do mar de lama que envolve o sistema financeiro e o Banco Master de Vorcaro.

Não há resistência possível da Globo que sustente narrativas enviesadas e coordenadas para dar a amplitude ao esquema e enfiar Lula e o PT nessa possilga.

O mecanismo da Globo, nesse caso, projetado para prevenção e tonificação da própria imagem, é progressivo, usando várias cores e níveis crescentrs de manipulação.

Os exercícios contorsionistas variam de acordo com o comentarista da GloboNews que, através de frases de efeito, realiza uma borracha termoplástica na língua na tentativa de t5ransformar a seco o produto da corrupção, envolvendo a direita, sobretudo a bolsonarista e o Master em uma indeterminada, manipulada, mal-ajambrada inclusão de Lula num elo inexixtente entre a esquerda e Vorcaro.

Ou seja, dependendo do seu uso, na boca dos boquirrotos da Globo, o dano político tem que ser focado na reeleição de Lula, a partir de uma cirúrgica projeção perespiritual com sistema próprio que retorne para o governo Lula aquilo que o governo escancarou e que chapiscou na Globo.

O importante é que o telespectador compre, mesmo que de leve, uma versão absolutamente absurda, malandra, mas principalmente criminosa para que a punição oas culpados de toda a roubalheira de Vorcaro, produza efeitos adversos contra quem denunciou o esquema.

É o bandido tentando prender o juiz, o delegado, o policial para livrar a própria cara.

Assim é fácil.


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Política

Lula sobre Banco Master: ‘É ovo da serpente do Bolsonaro e Roberto Campos’

Presidente afirma que adversários políticos tentam responsabilizar o PT pelo prejuízo decorrente da liquidação do Banco Master

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi direto ao ponto ao comentar as investigações envolvendo o Banco Master. Ele atribuiu a origem do problema a decisões tomadas durante o governo de Jair Bolsonaro e à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central do Brasil.

Durante evento político nesta sexta (20), que marcou o lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, Lula afirmou que o caso é resultado de decisões passadas.

“Vira e mexe, eles estão tentando empurrar as costas do PT e do governo esse Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sob pedra para a gente apurar tudo o que fizeram dando um roubo de 50 bilhões nesse país. Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que somos nós”, disse o presidente.

Esse montante citado por Lula se refere ao desembolso de R$ 51,8 bilhões feito pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos) ao amparar clientes do Master. Lula também responsabilizou Campos Neto pela autorização da transferência do controle do Banco Máxima para o empresário Daniel Vorcaro, surgindo assim o Master. “No começo do ano, o ex-presidente do Banco Central Ilan [Goldfajn] negou o reconhecimento do Banco Master. Quem reconheceu em dezembro de 2019 foi Roberto Campos. E todas as falcatruas foram feitas por ele”, declarou.

Investigações sobre Banco Master em múltiplas frentes
O caso do Banco Master está sendo analisado por diferentes linhas de investigação. Entre elas, estão a tentativa de aquisição da instituição pelo Banco de Brasília, suspeitas de fraudes financeiras envolvendo fundos de investimento, envolvimentos de políticos e o uso de influenciadores digitais para atacar o Banco Central nas redes sociais.

O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso no início de março no âmbito da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.


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Brasil Mundo

Brasil reafirma apoio a Cuba e anuncia envio de 20 mil toneladas de alimentos

Ajuda será feita por meio do Programa Mundial de Alimentos da ONU; interlocutores do governo apontam ‘preocupação humanitária’ em relação à ilha

Preocupado com a atual situação humanitária da população de Cuba, o governo brasileiro anunciou que deve enviar mais de 20 mil toneladas de alimentos ao país. A ajuda será feita por meio do Programa Mundial de Alimentos da ONU. Segundo interlocutores da Presidência, serão enviadas 20 mil toneladas de arroz com casca, 150 toneladas de feijão, 150 toneladas de arroz polido e 500 toneladas de leite em pó.

Uma remessa de medicamentos de primeira necessidade foi entregue nesta semana à população. Desde o acirramento da ofensiva estadunidense contra Cuba, o governo brasileiro estuda formas de enviar ajuda ao país. O presidente Lula já criticou publicamente a pressão dos EUA contra o país caribenho.

Durante a celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) em fevereiro, em Salvador (BA), o presidente acusou os EUA de produzirem um “massacre” contra a ilha. “Nós somos solidários ao povo cubando, que é vítima de um massacre dos Estados Unidos, e temos que encontrar, como partido, um jeito de ajudar”, disse.

Comitiva internacional
Em paralelo às medidas, uma caravana internacional composta por parlamentares, dirigentes sindicais e representantes estudantis brasileiros desembarca em Cuba no sábado (21/03) para levar mais de 20 toneladas de produtos para ajuda humanitária ao país caribenho. A delegação integra o Nuestra América Convoy a Cuba, iniciativa que reunirá comitivas de mais de uma dezena de países distribuídos em três continentes.

Entre os itens que serão enviados pelo grupo estão alimentos, medicamentos, produtos de higiene e equipamentos de energia solar. A iniciativa também prevê o envio de sistemas voltados a hospitais e serviços essenciais, em meio à escassez de combustível e aos frequentes cortes de eletricidade enfrentados pelo país.

A comitiva brasileira reúne nomes do parlamento, do movimento sindical e de entidades estudantis. Estão entre os participantes a deputada estadual Paula Nunes (Psol-SP), da Bancada Feminista em São Paulo; a vereadora de Belo Horizonte Iza Lourença (Psol-MG); o secretário-geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Bernardo Lima; os deputados federais João Daniel (PT-SE), Valmir Assunção (PT-BA) e Orlando Silva (PCdoB-SP); além do vereador de Campinas Gustavo Petta (PCdoB-SP).

Também integram a delegação a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, e o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Hugo Silva.

Acirramento da ofensiva
A escalada contra Cuba ocorre no início do segundo mandato de Donald Trump que, em 29 de janeiro, assinou um decreto autorizando a imposição de tarifas contra países que “vendam ou forneçam petróleo a Cuba”, ampliando o cerco econômico que já impacta o abastecimento de energia na ilha.

Segundo autoridades brasileiras, a falta de energia elétrica atinge grandes cidades, como a capital Havana, por mais de 11 horas diárias. A falta de combustíveis também afeta o transporte terrestre e aéreo, fazendo com que o governo cubano suspenda os voos de suas companhias.

No papel de liderança regional, o governo brasileiro tem sido procurado por países latino-americanos e europeus que desejam contribuir para aliviar o sofrimento dos cubanos diante do cerco estadunidense.

*Opera Mundi


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Política

Lula sobe tom contra Banco Central após corte da Selic de somente 0,25%

“Esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25 ponto percentual dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central?”, protesta Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira (19), em São Paulo, durante a abertura da 17ª Caravana Federativa, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual (de 15% para 14,75% ao ano).

Lula disse que o Banco Central (BC) frustrou a expectativa do governo que esperava ao menos uma redução de 0,5 ponto percentual.

No comunicado, o BC alegou ambiente externo incerto, em “função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio, para decidir por uma redução de 0,25.

“Estou triste, porque eu esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25 ponto percentual dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central?”, protesta Lula.

Leia também: BC cita Oriente Médio e reduz juros a 14,75%; taxa segue no topo do mundo

“Nós estamos fazendo um sacrifício que vocês não têm noção. O sacrifício que nós estamos fazendo para fazer a economia crescer, para fazer a geração de emprego, para aumentar o salário das pessoas, vocês não têm noção”, acrescenta.

No Congresso, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que o BC tem andado na contramão dos interesses e necessidades do povo brasileiro ao entregar centenas de bilhões de reais à agiotagem financeira por meio da extorsiva taxa de juros.

“A redução em 0,25% na taxa Selic, embora aponte para a necessária redução e seja o primeiro corte desde 2024, frustra quem trabalha e produz. É quase um placebo para uma indústria que necessita de um tratamento intensivo com antibióticos para retomar a pujança”, compara o deputado.

Na avaliação dele, é certo que a reindustrialização carece de um projeto nacional de desenvolvimento estruturado, com metas, planejamento e indução do Estado, algo que o governo Lula esboça com a Nova Indústria Brasil (NIB), segundo o Vermelho.

“Mas também é fato que a política monetária e um instrumento fundamental para o crescimento econômico, fomento a investimentos e para o próprio consumo e bem-estar das famílias”, observa.


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Política

Moraes trava arquivamento do caso das joias e cobra PGR por provas que envolvem Wassef

Decisão determina análise da Procuradoria sobre material inédito da investigação

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu frear o arquivamento da investigação sobre o chamado “caso das joias” envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos. A decisão foi assinada na quarta-feira (18), mas só veio a público nesta quinta-feira (19).

No despacho, Moraes determinou o envio dos autos à Procuradoria-Geral da República (PGR) para nova manifestação. “Encaminhem-se os autos à Procuradoria-Geral da República, para manifestação quanto ao material encaminhado pela Polícia Federal”, escreveu o ministro.

A decisão ocorre após a própria PGR ter se posicionado pelo arquivamento do caso, sob o argumento de que ainda existe uma lacuna legislativa sobre a natureza jurídica de presentes recebidos por presidentes da República em viagens oficiais. Segundo o órgão, “enquanto subsistir a lacuna legislativa sobre a natureza jurídica dos presentes ofertados a presidentes da República, a incidência do Direito Penal revela-se incompatível”.

O despacho de Moraes, no entanto, indica que o cenário está longe de ser encerrado. Isso porque a Polícia Federal encaminhou análise complementar de material apreendido, apontando novos fatos. De acordo com o documento, “foram identificados eventos fortuitos nos aparelhos celulares do investigado Frederick Wassef, que devem ser formalizados em procedimento apartado”.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, a investigação trata da suspeita de atuação de uma associação criminosa voltada ao desvio de presentes de alto valor recebidos por Bolsonaro — ou por integrantes de comitivas oficiais — durante viagens internacionais. Segundo a própria Polícia Federal, o grupo atuava para desviar itens que deveriam integrar o acervo público e posteriormente comercializá-los no exterior.

O relatório final é direto ao apontar o objetivo do esquema: “prática de desvio de presentes de alto valor recebidos em razão do cargo pelo ex-presidente da República Jair Bolsonaro […] para posteriormente serem vendidos no exterior”.

A saga das joias sauditas: entenda a cronologia do caso

No mesmo documento, a PF afirma que os investigados também atuaram para ocultar os valores obtidos com a venda desses bens, descrevendo “atos de ocultação da origem, localização, movimentação e propriedade” dos itens e dos recursos gerados.

No relatório final, a PF indiciou Bolsonaro, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e outros aliados por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Entre os itens citados estão joias de luxo, relógios de alto valor e esculturas recebidas de autoridades estrangeiras, incluindo governos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein.

O documento também aponta que o grupo teria atuado de forma coordenada entre 2019 e 2022. Segundo a PF, os investigados se associaram “para praticarem os crimes de peculato e lavagem de capitais, com o objetivo de propiciar o enriquecimento ilícito do então presidente da República”.

Apesar da conclusão da investigação, a manifestação da PGR pelo arquivamento mudou o rumo do caso. O órgão sustentou que, diante da ausência de uma definição legal clara sobre a titularidade desses presentes, não seria possível enquadrar as condutas no campo penal.

A decisão de Moraes, no entanto, cria um novo capítulo na tramitação. Ao destacar que não houve manifestação da PGR sobre o material mais recente envolvendo Wassef, o ministro sinaliza que o arquivamento não será automático.

Nos bastidores do STF, a movimentação é vista como um indicativo de tensão entre o entendimento da Polícia Federal e a posição da Procuradoria. A nova manifestação da PGR será determinante para definir os próximos passos do caso, que segue sob relatoria de Moraes e permanece como um dos episódios mais sensíveis envolvendo a gestão de presentes oficiais durante o governo Bolsonaro.


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Lula cobra redução do ICMS em combustíveis para atenuar efeitos da guerra

Na 17ª Caravana Federativa, presidente criticou Tarcísio por não reconhecer ações do governo federal em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ao comentar os impactos da guerra contra o Irã sobre a economia brasileira. Ao participar nesta quinta-feira (19) da abertura da 17ª Caravana Federativa, no Expo Center Norte, em São Paulo, ao lado de uma comitiva de ministros e diante de dezenas de prefeitos, Lula condenou quem “acha que é dono do mundo e levanta de manhã decidindo tomar um país”, citando explicitamente a Groenlândia, o Canal do Panamá, Cuba e a Venezuela.

Sem mencionar o nome de Trump, o presidente brasileiro associou os ataques ao Irã à disparada internacional do preço do petróleo e à decisão mais conservadora do Banco Central, que reduziu a Selic em apenas 0,25 ponto percentual. No discurso, Lula assumiu o compromisso de proteger o poder de compra da população frente à instabilidade internacional e garantiu que o governo federal atuará para impedir que a guerra de Trump contra o Irã reflita no preço dos alimentos e combustíveis no Brasil.

O presidente cobrou dos governadores a redução de impostos sobre combustíveis para enfrentar o momento de pressão internacional sobre o preço do petróleo, oferecendo, inclusive, como contrapartida, a devolução de metade do valor da isenção do ICMS que vierem a conceder. A fala ocorre em um momento de resistência dos secretários estaduais de Fazenda, que alegam riscos fiscais para não reduzir a alíquota.

O presidente criticou os empresários que se aproveitam da desgraça para subir os preços e alertou que órgãos como a Polícia Federal e a Receita Federal já estão mobilizados para fiscalizar aumentos abusivos.

A paternidade federal dos programas paulistas

Um dos destaques da fala de Lula foi a crítica de que o governo paulista recebe investimentos federais, sem reconhecer a paternidade do financiamento. O presidente afirmou que a maioria das unidades habitacionais entregues no estado pelo programa “Casa Paulista” é, na verdade, financiada pelo Minha Casa Minha Vida. “Nem nome ele criou, só plagiou”, disparou Lula, citando o vice-presidente Geraldo Alckmin como o criador do programa estadual quando foi governador de São Paulo.

Lula também criticou a relação do Palácio dos Bandeirantes com os municípios, afirmando que poucos prefeitos paulistas são recebidos pela gestão estadual. Ele chegou a sugerir que os gestores municipais organizem, também, marchas de cobrança aos governos estaduais, da mesma forma que fazem em Brasília, para exigir o que é de direito das cidades.

Sucessão na Fazenda e o horizonte de 2026

O evento marcou o início de uma transição planejada na economia. Lula teceu elogios históricos a Fernando Haddad, classificando-o como o ministro da Fazenda mais exitoso da história do país. No mesmo palco, apresentou Dario Durigan, atual secretário-executivo da pasta, como o sucessor de Haddad. Ao pedir que os prefeitos “olhem bem para a cara” de Durigan, Lula sinalizou a continuidade da política econômica e liberou Haddad para a construção de seu palanque em São Paulo.

O presidente definiu a Caravana Federativa como um “Poupatempo” da gestão pública, onde as demandas locais são resolvidas em tempo real pela estrutura federal, contrastando essa agilidade com a burocracia estadual.

Pacto contra o feminicídio e defesa democrática

Para além da economia e da disputa eleitoral, o presidente fez um apelo humanitário ao anunciar o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio. Relatando casos de violência extrema, Lula convocou líderes religiosos, sindicais e comunitários a pautarem o tema diariamente, pedindo uma mudança de comportamento dos homens para que sejam “mais amáveis e compreensivos”.

Ao encerrar, Lula conectou a eficácia do pacto federativo à sobrevivência do sistema democrático. Ele enfatizou que a manutenção da democracia no Brasil depende da responsabilidade cotidiana dos gestores locais, reforçando o compromisso do governo com a reconstrução da democracia iniciada em 2023, segundo o Vermelho.


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Política

Dino manda presidente da CPI do INSS explicar envio de R$ 3,6 milhões à Lagoinha

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), preste esclarecimentos sobre o envio de emendas parlamentares para entidades ligadas à Igreja Lagoinha, do bolsonarista André Valadão. A cobrança ocorre em meio ao aumento da tensão entre o colegiado e a Corte, que tem anulado decisões aprovadas pela comissão.

A solicitação foi feita no âmbito de uma ação que trata do cumprimento da decisão do Supremo que, em dezembro de 2022, determinou maior transparência e rastreabilidade na destinação de emendas parlamentares. O objetivo é verificar se os repasses seguiram as regras estabelecidas pela Corte.

O questionamento envolve o envio de R$ 3,6 milhões para a Fundação Oasis, entidade ligada à igreja frequentada pelo senador. Parlamentares afirmaram ao Supremo que o repasse pode violar princípios constitucionais.

Segundo a petição, a destinação dos recursos “viola frontalmente princípios de impessoalidade e transparência”. O documento também argumenta que o uso da presidência da CPI para interferir em apurações relacionadas às entidades beneficiadas seria irregular.

“O uso da presidência de comissão parlamentar para bloquear investigações sobre entidades beneficiárias de emendas próprias configura instrumentalização de posição institucional para fins privados”, afirmaram os deputados Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG).

Os parlamentares ainda apontaram possível desvio de finalidade na aplicação das verbas. Para eles, o padrão de encaminhamento das emendas indicaria favorecimento político. “A emenda não serve ao interesse público, mas ao interesse de manutenção do vínculo político-financeiro entre o parlamentar e as entidades investigadas”, afirmaram.

Durante sessão da CPI nesta semana, Viana respondeu às acusações e negou irregularidades. “Todas as verbas que eu enviei para a fundação ligada à igreja que eu frequento foram enviadas para as prefeituras e fiscalizadas pelo Ministério Público. Doei para uma fundação que recupera pessoas e continuarei doando”, declarou.

O episódio ocorre no momento em que a CPI do INSS enfrenta sucessivas decisões do STF que invalidaram requerimentos aprovados pela comissão. Integrantes do colegiado alegam que as decisões têm dificultado o andamento das investigações e reduzido o prazo para conclusão dos trabalhos.

A comissão chegou a recorrer ao Supremo para tentar obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a prorrogar o funcionamento da CPI. O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, que será responsável por analisar a solicitação., segundo o DCM.


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