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Trump peida, dá de fasto, Irã ironiza e sabotadores tropicais ficam de mãos vazias

O jornal Financial Times diz que vê estado mental de Trump como risco global.

Trump, de joelhos, correu para avisar ao mundo que está em negociação com o Irã, dizendo que suspendeu ataques contra alvos estratégicos.

Irã dá de ombros e diz que não existe qualquer negociação e que Trump apenas recuou, peidou, deu de fasto, como quelquer pangaré diante de uma cobra no caminho da roça.

Trump passou os últimos dias ameaçando os iranianos, espinafrando aliados, colocando a economia mundial em absoluto colapso e, agora, o pedófilo anuncia, a modo e gosto, uma suposta negociação com o Irã, afirmando ter ordenado aos militares que não disparem nem estilingue contra infraestruturas energécas daquele pais.

A verdade é que deu ruim e o cagão, depois da lambança que arrumou contra o próprio pé, agora tenta arrumar uma saída honrosa e vira piada no país persa.

A embaixada do Irã no Afeganistão afirmou que a declaração de Trump é resultado de uma estratégia que produziu um mata-leão no fanfarrão, obrigando o bufão a bater três e com vontade a palma da mão na lona. Isso acontece depois de, por vários dias, arrotar que havia vencido a guerra e anunciar a tal operação Fúria Épica.

O porcalhão agora diz que tem o prazer de, na cara dura, informar que EUA e Irã tiveram conversas produtivas a respeito de uma resolução das hostilidades dos EUA e Israel no Oriente Médio, O imperador dos tolos mandou essa sem ruborizar.

Trump, com a bunda de fora, depois de rasgar a calça no traseiro, acabou criando um impacto imediato no mercado mundial, O preço do barril de petróleo no Brasil, por exemplo, caiu 13% para tristeza dos sabotadores. O troço foi anunciado tão de estalão que o Irã retrucou e repudiou, desmentindo Trump, afirmando que não abrirá o Estreito de Ormuz em 48 horas coisa nenhuma, como anunciado pela Casa Branca.

Na verdade, quem deu o ultimato em Trump, foram os próprios cidadãos americanos, que vêm nessa guerra com o Irã uma lambança generalizada de Trump, transformando o sujeito no cidadão mais malquisto dentro dos EUA.

Irã contesta o palavrório do boquirroto, dizendo que não tem qualquer conversa com o ronca e fuça e que, na realidade, não passa de conversa fiada de derrotado como forma de declarar recuo para não ter uma derrota e sair de cena de forma ainda mais humilhante.


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Brasil Mundo

Lula critica EUA em discurso na Celac: ‘não somos mais países colonizados’

Presidente citou agressões do governo Trump contra Venezuela, Cuba e Irã, além de denunciar hipocrisia do Conselho da ONU: ‘são eles que travam guerras’

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado (21/03) da reunião da Comunidade de Estados Latino-americanos (Celac) com a África, na capital colombiana Bogotá, onde fez duras críticas ao governo dos Estados Unidos, sem mencionar nominalmente Donald Trump.

A autoridade denunciou que o corpo do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), em vez de solucionar conflitos globais, incluindo o genocídio na Palestina e a guerra em curso contra o Irã, tem fomentado mais guerras por meio do poderio militar, além de rechaçar categoricamente o bloqueio energético aplicado por Washington a Cuba e a invasão norte-americana à Venezuela, que culminou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

“Nós não somos mais países colonizados. Nós conquistamos soberania com a nossa independência. Nós não podemos permitir que alguém possa se intrometer e ferir a integridade territorial de cada país”, declarou Lula sobre as agressões cometidas pelo republicano a nações sul-americanas. “Não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático?”

O mandatário brasileiro destinou parte de seu discurso para o Irã, país contra o qual Washington e Tel Aviv promoveram uma guerra em 28 de fevereiro, em meio a negociações nucleares até então em curso. A agressão levou a uma escalada regional e a um consequente fechamento parcial do Estreito de Ormuz, importante rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

“E agora se invadiu o Irã a pretexto de que o Irã estava construindo bomba nuclear. Cadê as armas químicas do Saddam Hussein? Onde elas estão? Quem achou? Nós não podemos viver mais num mundo de mentiras, em que as pessoas constroem inimigos, constroem uma imagem negativa do inimigo para justificar a destruição”, denunciou.

Aos líderes da cúpula, Lula lembrou que depois que foi eleito presidente pela primeira vez, em dezembro de 2002, mesmo antes de ser empossado, o ex-presidente norte-americano George W. Bush entrou em contato para convidá-lo a participar da Guerra do Iraque. O convite foi recusado pelo brasileiro.

“Eu disse para ele: ‘Mas, presidente, eu não conheço Saddam Hussein. O Iraque fica a 14 mil quilômetros do meu país. Eu nunca fui ao Iraque. Por que fazer guerra com ele? Por que destruir para reconstruir?’”, contou. O petista revelou que Washington havia argumentado que se participasse da guerra, as empresas brasileiras iriam “ajudar a reconstruir o Iraque”. “Por que eu vou destruir para reconstruir? Se está construído, deixa que está construído”, questionou.

“A minha guerra é contra a fome de 54 milhões de brasileiros que não têm o que comer. E essa guerra eu vou vencer. E venci a guerra. Em 2014, acabamos com a fome no Brasil”, declarou.

Críticas ao Conselho da ONU
O presidente brasileiro voltou a criticar o funcionamento das Nações Unidas (ONU) e a “passividade” dos membros do Conselho de Segurança da ONU diante da concentração de conflitos no mundo. Lula expôs a hipocrisia dos países que nele integram, e que minam os fundamentos do multilateralismo.

“O que vemos no mundo é uma total falta de funcionamento das Nações Unidas, do Conselho Nacional da ONU e de seus membros permanentes que foram criados para manter a paz, e são eles que estão travando guerras”, denunciou.

Ele também voltou a defender a integração de mais países representando o órgão e o multilateralismo, ao criticar a prioridade ao militarismo e a incapacidade de seus integrantes resolverem conflitos mundiais, incluindo o genocídio na Palestina.

“Por que não se renova? Por que não se colocam mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?”, questionou. “Ou seja, tudo se resolve por guerra? Ou seja, quem tem mais canhão, quem tem mais navio, quem tem mais avião, quem tem mais dinheiro, se acha dono do mundo?”

Como exemplo, o líder brasileiro disse que, em 2025, 2 trilhões e 700 bilhões de dólares foram gastos em armas para uso em guerras. “Ainda há 630 milhões de pessoas famintas, milhões de seres humanos que não têm acesso à educação, e milhões de mulheres e crianças que são resultado dessas guerras, que são abandonadas sem documentos, sem moradia ou uma pátria para viver”, criticou.

Erradicação da fome e transição climática
Referente ao potencial de colaboração com o continente africano, Lula destacou as riquezas naturais dos países que foram historicamente saqueados pelo sistema colonial europeu e pelas grandes corporações transnacionais que operam em seu território. No entanto, apontou positivamente para a capacidade de explorar terras agrícolas visando garantir a produção de alimentos e mitigar a fome.

“A África reúne enorme potencial agrícola e pode se tornar um grande produtor mundial de alimentos. O Brasil está comprometido em contribuir para esse esforço. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) retornou ao continente africano com o Escritório de Cooperação em Adis Abeba”, afirmou.

Sobre as questões climáticas, o presidente Lula destacou que a importância da transição para economias de baixo carbono para evitar a crise climática. O mandatário lembrou o potencial brasileiro para produção de energia limpa de fontes solar, eólica e hídrica, e que a formação de um mercado internacional de biocombustíveis eventualmente poderá abrir caminho para viabilizar a descarbonização da economia.

“Nossos países também possuem importantes reservas de minerais críticos, que desempenham um papel estratégico na transição para economias de baixo carbono. A cooperação entre os países detentores desses recursos minerais será vital para conseguir agregar valor em nossos próprios territórios e evitar investidas neoextrativistas”, explicou.

Lula também lembrou que Egito e Brasil recentemente sediaram as duas últimas Conferências das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP) e que em breve será a vez da Etiópia. “Compartilhamos a responsabilidade de cuidar das duas maiores florestas tropicais do mundo: a Amazônia e a Floresta Tropical do Congo. Trabalhamos juntos”, garantiu.

*Opera Mundi


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Brasil Mundo

Brasil reafirma apoio a Cuba e anuncia envio de 20 mil toneladas de alimentos

Ajuda será feita por meio do Programa Mundial de Alimentos da ONU; interlocutores do governo apontam ‘preocupação humanitária’ em relação à ilha

Preocupado com a atual situação humanitária da população de Cuba, o governo brasileiro anunciou que deve enviar mais de 20 mil toneladas de alimentos ao país. A ajuda será feita por meio do Programa Mundial de Alimentos da ONU. Segundo interlocutores da Presidência, serão enviadas 20 mil toneladas de arroz com casca, 150 toneladas de feijão, 150 toneladas de arroz polido e 500 toneladas de leite em pó.

Uma remessa de medicamentos de primeira necessidade foi entregue nesta semana à população. Desde o acirramento da ofensiva estadunidense contra Cuba, o governo brasileiro estuda formas de enviar ajuda ao país. O presidente Lula já criticou publicamente a pressão dos EUA contra o país caribenho.

Durante a celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT) em fevereiro, em Salvador (BA), o presidente acusou os EUA de produzirem um “massacre” contra a ilha. “Nós somos solidários ao povo cubando, que é vítima de um massacre dos Estados Unidos, e temos que encontrar, como partido, um jeito de ajudar”, disse.

Comitiva internacional
Em paralelo às medidas, uma caravana internacional composta por parlamentares, dirigentes sindicais e representantes estudantis brasileiros desembarca em Cuba no sábado (21/03) para levar mais de 20 toneladas de produtos para ajuda humanitária ao país caribenho. A delegação integra o Nuestra América Convoy a Cuba, iniciativa que reunirá comitivas de mais de uma dezena de países distribuídos em três continentes.

Entre os itens que serão enviados pelo grupo estão alimentos, medicamentos, produtos de higiene e equipamentos de energia solar. A iniciativa também prevê o envio de sistemas voltados a hospitais e serviços essenciais, em meio à escassez de combustível e aos frequentes cortes de eletricidade enfrentados pelo país.

A comitiva brasileira reúne nomes do parlamento, do movimento sindical e de entidades estudantis. Estão entre os participantes a deputada estadual Paula Nunes (Psol-SP), da Bancada Feminista em São Paulo; a vereadora de Belo Horizonte Iza Lourença (Psol-MG); o secretário-geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Bernardo Lima; os deputados federais João Daniel (PT-SE), Valmir Assunção (PT-BA) e Orlando Silva (PCdoB-SP); além do vereador de Campinas Gustavo Petta (PCdoB-SP).

Também integram a delegação a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, e o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Hugo Silva.

Acirramento da ofensiva
A escalada contra Cuba ocorre no início do segundo mandato de Donald Trump que, em 29 de janeiro, assinou um decreto autorizando a imposição de tarifas contra países que “vendam ou forneçam petróleo a Cuba”, ampliando o cerco econômico que já impacta o abastecimento de energia na ilha.

Segundo autoridades brasileiras, a falta de energia elétrica atinge grandes cidades, como a capital Havana, por mais de 11 horas diárias. A falta de combustíveis também afeta o transporte terrestre e aéreo, fazendo com que o governo cubano suspenda os voos de suas companhias.

No papel de liderança regional, o governo brasileiro tem sido procurado por países latino-americanos e europeus que desejam contribuir para aliviar o sofrimento dos cubanos diante do cerco estadunidense.

*Opera Mundi


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Brasil Mundo

Vídeo – “Por que temos que pagar?”: Lula culpa potências do Conselho de Segurança da ONU por guerra no Irã e alta dos combustíveis

Presidente também criticou donos de postos por elevarem preços dos combustíveis apesar de medidas do governo para conter os impactos da crise

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente as potências globais ao comentar, nesta quarta-feira (18), a alta no preço dos combustíveis em meio à escalada da guerra no Oriente Médio.

“Nós aqui que não temos nada a ver com isso, que estamos a 14 mil quilômetros do Irã, que estamos longe de Israel, por que nós temos que pagar o preço do combustível? Por quê? Por irresponsabilidade dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU”, afirmou.

A fala de Lula foi feita durante a entrega do prêmio Mulheres das Águas, prêmio destinado a trabalhadoras da pesca no Brasil. O presidente citou diretamente os países que possuem assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU — Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido — e criticou o papel dessas nações no cenário internacional., diz Forum.

“São os cinco países que produzem mais armas, que têm armas nucleares […] que deveriam estar zelando pela paz. Eles decidiram que são donos do mundo e resolveram atacar quem quiserem.”

O presidente também destacou quem, segundo ele, sofre as consequências diretas dos conflitos.

“A vítima disso […] serão os trabalhadores do mundo e os pobres do mundo, porque toda a desgraça causada pelos ricos arrebenta nas costas das pessoas que não têm nada a ver com isso.”

Veja vídeo:


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Mundo

Israel e Irã atacam campos de gás, guerra escala e preço de energia explode

Israel bombardeou campo iraniano e, em resposta, Teerã atacou refinarias no Golfo. Irritado, Trump se distanciou da decisão de Israel e ameaçou “explodir tudo” no Irã.

Numa noite que marcou uma escalada inédita na guerra no Oriente Médio, Israel lançou ataques contra a maior reserva de gás natural do Irã. O gesto levou os militares de Teerã a retaliarem contra o principal depósito de energia do Catar e um dos maiores do mundo. A intensificação temida pela diplomacia internacional fez o preço do gás natural sofrer um aumento de 30% em apenas poucas horas na Europa.

Durante a madrugada, Israel atacou os campos de gás de Pars Sul, no Irã, e um dos maiores do mundo. Essa foi a primeira vez que, no conflito iniciado em 28 de fevereiro, a infraestrutura de energia do país persa foi alvo de uma ofensiva.

Todo o campo que está entre o Irã e o Catar contém cerca de 1.800 trilhão de pés cúbicos de gás utilizável – o suficiente para suprir as necessidades mundiais por 13 anos.

Como resposta, Teerã lançou um intenso ataque contra as instalações de energia de aliados dos EUA no Golfo. O principal deles foi Ras Laffan, uma área industrial no Catar que abriga o maior centro de processamento de gás natural do mundo. Trata-se de uma das maiores instalação de exportação de gás natural liquefeito, causando “danos extensos” e aumentando as preocupações com o fornecimento global de energia.

Mísseis e drones ainda foram lançados contra refinarias na Arábia Saudita, Emirados Árabes e Kuwait.

EUA podem mandar tropas e calcula gasto de US$ 200 bi
Donald Trump, em uma situação delicada internamente, reagiu de forma irritada diante da escalada da guerra. Numa postagem em suas redes sociais, ele afirmou que os “não sabiam de nada” sobre o ataque de Israel e ameaça uma escalada caso o Irã ataque o Catar novamente.

“Por raiva do que aconteceu no Oriente Médio”, Israel “expulsou violentamente”, escreve Trump.

“Os Estados Unidos não sabiam nada sobre esse ataque específico, e o Catar não estava de forma alguma envolvido com ele, nem tinha ideia de que isso iria acontecer”, disse.

Para Trump, o Irã não estava ciente dessa realidade e alertou que os ataques retaliatórios contra Ras Laffan, no Catar, foram feitos “injustificadamente e injustamente”.

Trump garantiu que Israel não atacará novamente o campo de gás de South Pars, no Irã, “a menos que o Irã, imprudentemente, decida atacar” outra nação inocente, que neste caso foi o Catar.

Caso o Irã ataque o Catar novamente, Trump ameaça que os EUA “explodirão massivamente toda a extensão do Campo de Gás de South Pars com uma força e potência nunca antes vistas ou testemunhadas pelo Irã”.

Ele acrescenta que não quer autorizar “esse nível de violência e destruição devido às implicações a longo prazo” para o Irã, “mas se o gás do Catar for atacado novamente, não hesitarei em fazê-lo”.

Fontes no governo americano indicaram à agência Reuters que a Casa Branca considera o envio de tropas para a região, enquanto a imprensa dos EUA revela que o Pentágono já estipula que terá de pedir um orçamento de US$ 200 bilhões para lidar com o atual conflito.

Num comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Catar condenou “nos termos mais fortes” os ataques iranianos a instalações de energia na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. Os ataques foram uma “violação flagrante dos princípios do direito internacional” e uma “séria ameaça” à segurança energética global, diz a declaração.

O ministério acrescenta que as “agressões brutais iranianas” contra os países vizinhos “ultrapassaram todas as linhas vermelhas”.

Impacto global
A escalada da guerra foi imediatamente sentida nos mercados. Na Europa, o preço do gás natural deu um salto de 30% em poucas horas. No acumulado desde o início do conflito, o valor já sofreu uma alta de 60%.

O preço do petróleo Brent subiu 4%, para US$ 112 por barril, no início do pregão na Ásia. O petróleo nos EUA também subiu 3%, para US$ 99,27.

As bolsas de valores asiáticas caíram no início do pregão de quinta-feira. O índice Kospi da Coreia do Sul caiu 3%, enquanto o índice Nikkei 225 do Japão caiu 2,8%.

*Jamil Chade/ICL


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Mundo

Irã ataca mais de 100 alvos em Tel Aviv em retaliação ao assassinato de Ali Larijani

Operação da Guarda Revolucionária Islâmica provocou mortes e apagões no sistema elétrico em várias regiões, após morte do chefe de Segurança iraniano

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) realizou a 61ª onda da “Operação Promessa Verdadeira 4” nesta quarta-feira (18/03) atingindo mais de 100 alvos militares e de segurança israelenses em Tel Aviv, em retaliação ao assassinato do chefe de segurança Ali Larijani. Este ataque, que teve como alvo locais em territórios palestinos ocupados, causou interrupções em serviços básicos e danos significativos à infraestrutura.

Segundo o comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), a última fase da operação concentrou-se em Tel Aviv, um importante centro de atividades militares e de segurança israelenses. O ataque envolveu o uso de sistemas de mísseis avançados, como o Khorramshahr-4 (que carrega múltiplas ogivas), mísseis Qadr, mísseis Emad e mísseis Kheybarshkan, evidenciando as capacidades tecnológicas do Irã.

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) alegou que a operação foi realizada em retaliação ao assassinato do chefe de segurança Ali Larijani. A IRGC afirmou que o líder foi martirizado em uma agressão conjunta dos EUA e de Israel contra o país.

A declaração iraniana indicou que os ataques foram bem-sucedidos contra mais de 100 alvos militares e de segurança israelenses devido a uma falha no Domo de Ferro, o sistema de defesa aérea de Israel, que permitiu que os mísseis atingissem locais estratégicos. Os primeiros relatos indicam que o ataque causou cortes de energia em diversas áreas de Tel Aviv, interrupções nas operações de resposta a emergências e um número inicial de mortos superior a 230.

Entretanto, o serviço de emergência israelense Magen David Adom (MDA) informou que duas pessoas morreram em Ramat Gan, no distrito de Tel Aviv, devido ao impacto em seu prédio após o ataque de mísseis do Irã.

A retaliação iraniana é uma resposta aos ataques persistentes perpetrados pelos Estados Unidos e pelo regime sionista desde 28 de fevereiro, que deixaram mais de 1.300 mortos , incluindo 171 meninas da escola Minab e um bebê. Líderes de alto escalão da Revolução Islâmica, incluindo o aiatolá Ali Khamenei, também foram mortos durante o ataque.

As autoridades iranianas denunciam os ataques sistemáticos dos Estados Unidos e de Israel contra a infraestrutura civil da nação persa, que constituem crimes de guerra agravados e uma violação flagrante do direito internacional.

Durante o dia, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) lançou as ondas 58, 59 e 60, como parte de uma resposta mais ampla à agressão de Washington e Tel Aviv contra os interesses militares dessas entidades na região e dentro da Palestina ocupada.

*Opera Mundi


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EUA perdem para o Brasil no quesito Democracia pela primeira vez

EUA deixam de ser democracia liberal, pela primeira vez em 50 anos

No principal informe publicado sobre a saúde da democracia no mundo, Brasil e EUA vão em sentidos contrários no fortalecimento do estado de direito. Se o país lidera no processo de democratização, os americanos perdem, pela primeira vez em 50 anos, seu status de democracia liberal.

Segundo o relatório sobre Democracia do Instituto V-Dem, da Universidade de Gotemburgo, o retrocesso está acontecendo agora em democracias consolidadas e a democracia nos EUA está se deteriorando a uma “velocidade sem precedentes”.

Mas, no caso do Brasil, o país segue numa tendência oposta e, hoje, está classificado como mais democrático que os EUA.

Em sua edição de 2026, o ranking apresenta o Brasil na 28ª posição no mundo. Já os EUA caíram da 20ª posição para o 51º lugar. O país que sempre exportou a democracia ainda deixou de ser classificado como uma democracia liberal e é apenas uma democracia eleitoral, hoje.

De acordo com o informe, quase um quarto das nações do mundo está passando por um retrocesso democrático, ou autocratização, em 2025, e seis dos dez novos países em processo de autocratização identificados no Relatório sobre Democracia de 2026 estão na Europa e na América do Norte.

Entre eles estão países grandes e influentes como Itália, Reino Unido e EUA. “O fato de muitos países populosos e economicamente poderosos estarem se autocratizando é especialmente preocupante. Vários desses países têm o peso econômico e político para remodelar organizações internacionais, normas e comércio, efetivamente remodelando a ordem global. Acho que já estamos vendo o efeito disso”, diz Staffan Lindberg, líder do estudo.

Uma das constatações é de que a democracia dos EUA está atualmente em um processo de deterioração muito mais rápido do que qualquer outra democracia nos tempos modernos.

“Em apenas um ano, a pontuação dos EUA no índice V-Dem de Democracia Liberal caiu 24%, enquanto sua classificação mundial caiu do 20º para o 51º lugar entre 179 nações”, disse.

Os aspectos liberais da democracia mostram o maior declínio nos EUA. O segundo mandato do presidente Donald Trump pode ser resumido como uma rápida concentração de poderes na presidência, de acordo com o relatório.

“O atual governo dos EUA tem minado os mecanismos institucionais de controle e equilíbrio, politizado o funcionalismo público e os órgãos de fiscalização, e intimidado o judiciário, além de atacar a imprensa, a academia, as liberdades civis e as vozes dissidentes”, afirmou Lindberg.

“As eleições de meio de mandato americanas de 2026 serão um teste crucial para a qualidade das eleições e da democracia nos Estados Unidos. Se os indicadores eleitorais também piorarem, os EUA irão piorar ainda mais”, diz Lindberg.

Brasil é destaque positivo: reverteu autocratização
Se Trump conduz os EUA para uma situação alarmante, o Brasil lidera o grupo que atravessa um processo de democratização.

“Entre os países em processo de democratização, o Brasil é de longe o maior em termos de população, seguido pela Tailândia e Polônia. Os três representam uma reviravolta, ou seja, estão se recuperando da autocratização da última década e restaurando seus níveis iniciais de democracia”, destaca.

Na avaliação dos especialistas, a autocratização no Brasil “foi revertida antes de um colapso democrático”.

“A autocratização do Brasil começou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff e acelerou após a eleição do populista de direita Jair Bolsonaro em 2018. Ataques à mídia, tentativas de minar as eleições, o legislativo e o judiciário se seguiram. A reviravolta ocorreu quando Luís Inácio Lula da Silva, apoiado por uma coalizão de nove partidos, venceu as eleições de 2022”, destacou.

No entanto, a sociedade brasileira permanece profundamente polarizada, e as eleições de 2026 serão decisivas para o futuro. Bolsonaro, porém, está impedido de exercer o cargo após ser condenado por abuso de poder e tentativa de golpe.

Raio-X da democracia no mundo

  • A democracia retornou aos níveis de 1978 para o cidadão médio global. Os ganhos da “terceira onda de democratização”, iniciada em 1974 em Portugal, foram quase erradicados.
  • O nível de democracia para o cidadão médio na Europa Ocidental e na América do Norte está no seu nível mais baixo em mais de 50 anos, principalmente devido à autocratização em curso nos EUA.
  • Os EUA perdem seu status de democracia liberal de longa data — pela primeira vez em mais de 50 anos.
  • O mundo tem 92 autocracias e 87 democracias no final de 2025.
    74% da população mundial (6 bilhões) agora vive em autocracias.
    Apenas 7% da população mundial (600 milhões) vive em democracias liberais.

Eis os países que lideram o ranking da democracia global

  • Dinamarca
  • Suécia
  • Noruega
  • Suíça
  • Estônia
  • Irlanda
  • Costa Ric
  • Finlândia
  • França
  • Bélgica
  • República Tcheca
  • Austrália
  • Uruguai
  • Nova Zelândia
  • Alemanha
  • Chile
  • Luxemburgo
  • Países Baixos
  • Áustria
  • Letônia

Jamil Chade/ICL


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Brasil revoga visto de enviado de Trump que visitaria Bolsonaro e fala em ‘má-fé’

Americano escondeu que queria visitar Bolsonaro; Lula vincula rejeição ao visto negado por Trump para Padilha

Darren Beattie, enviado do governo Trump para o Brasil, tem seu visto revogado para a viagem que iria fazer ao país, na próxima semana. Para Brasília, houve “má-fé” por parte do representante americano ao solicitar a autorização e não revelar, nos documentos, que o objetivo era o de visitar Jair Bolsonaro na prisão.

A medida amplia o mal-estar entre os dois governos que, até agora, não conseguiram encontrar uma data comum para um encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Enquanto os desentendimentos aumentam, parece ficar cada vez mais distante a chance de uma viagem do brasileiro à Casa Branca.

Para o governo brasileiro, ceder apenas para que a reunião ocorra não seria a estratégia mais adequada para defender a soberania do país. A avaliação de Brasília é de que Trump “respeita quem se respeita” e, se não houver a viagem, “não será o fim do mundo”.

Fim da “química”?
Ainda assim, a lista dos embates entre Brasil e EUA volta a crescer, colocando em questão a suposta “química” entre os dois presidentes.

Não existe acordo sobre como tratar dos grupos criminosos, com os EUA insistindo que precisam ser qualificados como terroristas;
As tarifas ainda não foram todas retiradas;

Novas investigações comerciais foram abertas contra o Brasil;
Brasil rejeitou pedido de Trump para receber estrangeiros deportados:
Ministros e autoridades brasileiras continuam com vistos suspensos para ir aos EUA.

Visto
E, agora, os vistos voltam ao centro da agenda. O Itamaraty, por sua parte, insiste que apenas está adotando as mesmas regras que existem nos EUA caso um pedido de visto venha com informações falsas.

No último dia 6, Beatti pediu visto ao consulado do Brasil em Washington e, numa nota oficial do Departamento de Estado, alegou que faria a viagem para ter reuniões oficiais com o governo Lula e para participar de um evento sobre minérios raros.

O Brasil concedeu o visto, sem questionamento. Mas, no dia seguinte, foi anunciado que ele iria visitar Jair Bolsonaro na prisão e que havia solicitado autorização ao ministro Alexandre de Moraes, no STF.

Beatti é próximo aos filhos de Bolsonaro e, nas redes sociais, questionou a eleição de Lula no Brasil e com frequência ataca a esquerda.

Para o governo brasileiro, ficou evidenciado que existiu uma manobra na solicitação de vistos e que nenhuma reunião estava organizada para ocorrer com as autoridades nacionais.

A avaliação de Brasília era de que ele ganhou o visto a partir de uma informação falsa e que, portanto, o documento deveria ser cancelado. O Itamaraty, nesta sexta-feira, confirmou que houve o cancelamento do visto.

O governo Lula insiste que visitar a oposição não é proibido. Mas o gesto de negar informação na concessão do visto foi recebido como uma provocação por parte da ala mais radical do trumpismo.

A revogação do visto, portanto, foi uma forma de colocar um limite às atitudes do Departamento de Estado.

Lula vincula revogação ao visto negado para Padilha
Num discurso nesta sexta-feira, Lula vinculou a revogação do visto norte-americano ao fato de que Trump tenha vetado a entrada do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado”, disse Lula.

A revogação, porém, não cita a reciprocidade entre os dois países e fala apenas na informação enganosa do pedido dos EUA.

“À época do referido pedido ao consulado-geral, não constava qualquer menção a eventual interesse do visitante em realizar encontros ou visitas não relacionadas aos objetivos oficialmente comunicados. Assim, o processamento e a concessão do visto ocorreram exclusivamente com base na justificativa então apresentada pelo Departamento de Estado”, disse.

*JamilChade/ICL

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EUA pedem que Brasil receba estrangeiros presos e cobra plano contra PCC e CV

Transferência de presos seguiria modelo de El Salvador; demanda faz parte de proposta de cooperação em segurança a ser anunciada em visita de Lula à Casa Branca

O governo Trump propôs que o Brasil receba em prisões brasileiras os estrangeiros capturados nos EUA, tal como faz El Salvador em sua penitenciária de alta segurança Cecot. A demanda faz parte da proposta americana de cooperação em combate a organizações criminosas transnacionais em negociação entre os dois governos. A cooperação seria o grande anúncio da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o americano Donald Trump. A visita estava programada para março, mas só deve sair em abril.

Os EUA também querem que o Brasil apresente ao governo americano um plano para acabar com o PCC, o CV, o Hezbollah e as organizações criminosas chinesas em solo brasileiro, segundo um alto funcionário americano informou à reportagem. O governo Trump pede também que o Brasil compartilhe com autoridades americanas informações, incluindo dados biométricos, de estrangeiros buscando refúgio e refugiados no país. Isso seria parte de medidas para combater a criminalidade transnacional e bloquear a imigração em massa passando por portos e fronteiras brasileiros.

As demandas fazem parte da contraproposta enviada pelos americanos em resposta ao plano de cooperação apresentado pelo governo brasileiro. A cooperação foi sugerida pelo presidente Lula a Trump durante telefonema no ano passado que selou a trégua das tensões entre os dois países em decorrência do tarifaço.

Plano proposto
O Brasil havia proposto um plano de combate ao crime transnacional com quatro pontos principais. Um deles era cooperação para combater a lavagem de dinheiro, mirando criminosos brasileiros que transferem recursos para empresas de fachada no estado de Delaware, espécie de paraíso fiscal nos EUA. Outro era bloqueio de ativos nos EUA provenientes de recursos ilícitos de brasileiros que cometeram crimes no Brasil, com aumento de cooperação entre a Receita Federal e o Internal Revenue Service. Também aumentar a colaboração entre autoridades alfandegárias e apertar a fiscalização no tráfico de armas que abastecem facções como CV e PCC e intensificar o intercâmbio de informações sobre transações em criptoativos.

As demandas americanas foram feitas em resposta à proposta brasileira e não foram aceitas pelo Brasil, que está em processo de negociação com as autoridades dos EUA. Os funcionários dos dois governos correm contra o tempo para fechar uma proposta aceitável para os dois países para ser apresentada pelos dois presidentes na visita a Washington.

De acordo com Patrícia Campos Mello, ICL, o governo brasileiro tenta evitar que os EUA anunciem a designação do CV e do PCC como organizações terroristas. De acordo com reportagem do UOL, Washington já decidiu classificar as facções como terroristas.

Visão de Lula e futuro
Na visão do governo Lula, a designação abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro. O governo teme ainda a exploração política do tema pelos bolsonaristas durante a campanha eleitoral.

Desde segunda-feira (9), o presidente se dedica a reuniões em busca de uma alternativa à proposta americana, que, segundo aliados do petista, abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro. O governo teme ainda a exploração política dos bolsonaristas e tenta traçar uma estratégia de comunicação para explicar por que resiste à ideia.

Como a Folha de S.Paulo mostrou em uma série de reportagens, o CV e o PCC já estão presentes em todos os estados brasileiros e exercem hegemonia em ao menos 13 deles. As facções também expandiram sua atuação para além das fronteiras: o CV mantém negócios com ao menos oito países da América Latina, enquanto o PCC tem presença em ao menos 16 nações.


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Choque do petróleo provoca tremores na economia mundial: ‘Este é realmente o grande choque’

Países já duramente atingidos pelo colapso da ordem comercial internacional, pela guerra na Ucrânia e pela política caótica dos EUA enfrentam danos econômicos potencialmente duradouros.

Petroleiros e navios de carga na quarta-feira no Estreito de Ormuz.

Bombas estão explodindo no Irã e no Oriente Médio, mas as consequências estão afetando residências e empresas em bairros de todo o mundo .

No Kansas, os compradores de imóveis viram as taxas de hipoteca de 30 anos ultrapassarem os 6% esta semana. No oeste da Índia, famílias enlutadas pela morte de um ente querido descobriram que os crematórios a gás haviam sido fechados temporariamente.

Em Hanói, no Vietnã, donos de postos de gasolina afixaram placas de “esgotado”. No Quênia, produtores e comerciantes de chá temiam que suas exportações para o Irã apodrecessem no porto. E nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Reino Unido e México, agricultores se assustaram com o aumento nos preços dos fertilizantes .

A escalada da guerra no Irã representou um golpe devastador para a economia mundial, que já estava fragilizada pelo colapso da ordem comercial internacional, pela guerra na Ucrânia e pelas políticas caóticas do presidente Trump.

“Este é realmente o pior cenário”, disse David Goldwyn, ex-diplomata americano e funcionário do Departamento de Energia dos EUA, sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento mais importante do mundo para o petróleo. É o cenário de emergência que todos temiam, afirmou.

“Este é realmente o pior cenário”, disse David Goldwyn, ex-diplomata americano e funcionário do Departamento de Energia dos EUA, sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, o ponto de estrangulamento mais importante do mundo para o petróleo. É o cenário de emergência que todos temiam, afirmou.

Pessoas em motocicletas em uma rua movimentada de Hanói usam capacetes de várias cores, como branco, rosa e laranja.

O choque do petróleo levou outros países, principalmente os Estados Unidos, a conservar energia e a desenvolver carros com baixo consumo de combustível, bem como suas próprias indústrias de petróleo e gás natural. Por fim, o domínio monopolista dos países árabes foi quebrado. Os preços do petróleo acabaram despencando em 1986 .

As ações de hoje no Irã e na região circundante podem ter consequências igualmente inesperadas e de longo alcance.

A Sra. Jacobs, por exemplo, apontou para a probabilidade de um presidente russo, Vladimir V. Putin, mais ousado e fortalecido. Esta semana, o Sr. Trump flexibilizou algumas das restrições às exportações de petróleo russo que haviam sido impostas para pressionar o Sr. Putin em relação à guerra na Ucrânia.

A alta dos preços do petróleo impulsionará a economia russa, que se encontra em dificuldades, e seu aparato bélico. E Putin aproveitou a oportunidade para provocar os líderes europeus que apoiaram as sanções contra a energia russa após a invasão da Ucrânia.

A crise também serve como um forte lembrete das vulnerabilidades persistentes em torno das cadeias de suprimentos críticas. A pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia levaram líderes nacionais de todo o mundo a discutir a necessidade de priorizar a resiliência e a segurança.

A guerra entre os EUA e Israel no Irã, no entanto, destaca mais uma vez como as perturbações no sistema de comércio global ainda podem causar graves prejuízos econômicos.

*New Yoek Times


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